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Curso Intensivo Regular

MATERIAL 01 COMÉRCIO INTERNACIONAL


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Edital AFRFB/2005 - COMÉRCIO INTERNACIONAL


1. Políticas comerciais. Protecionismo e livre-cambismo. Comércio internacional e crescimento
econômico. Barreiras tarifárias e não-tarifárias.
2. O sistema multilateral de comércio. A Organização Mundial do Comércio (OMC): textos
legais, estrutura, funcionamento. O Acordo sobre o Comércio de Bens (GATT-1994). O Acordo
Geral sobre o Comércio de Serviços (GATS). O Acordo sobre Direitos de Propriedade
Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS). O Acordo sobre Medidas de Investimento
Relacionadas ao Comércio (TRIMS). O Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS).
O Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT). O sistema de solução de controvérsias
da OMC. As negociações na OMC.
3. Organizações e organismos internacionais relacionados ao comércio. A Conferência das
Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A Comissão das Nações Unidas
para o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL). A Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Organização Mundial de Aduanas (OMA).
4. Processo de integração econômica. Estágios de integração econômica. Formação de blocos
econômicos. União Européia. Integração econômica nas Américas: ALALC, ALADI, Mercosul;
Nafta, Pacto Andino e Alca.
5. Mercosul. O comércio intrabloco. Textos legais. Estrutura e funcionamento. O sistema de
solução de controvérsias. As negociações e os acordos comerciais envolvendo o Mercosul.
6. Sistema Geral de Preferências (SGP). Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC).
7. Práticas desleais no comércio internacional. Medidas de defesa comercial: Antidumping,
Compensatórias e de Salvaguarda. Defesa comercial na OMC. Defesa comercial no Mercosul.
Defesa comercial no Brasil.
8. Instituições intervenientes no Comércio Exterior no Brasil. Câmara de Comércio Exterior
(CAMEX). Receita Federal do Brasil (RFB). Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Banco
Central do Brasil (BACEN). Ministério das Relações Exteriores (MRE). Órgãos Gestores e
Anuentes e seus controles específicos.
9. Classificação aduaneira. Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de
Mercadorias (SH). Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
10. Valor aduaneiro. Acordo sobre a implementação do Art. VII do GATT-1994. Critérios gerais
e princípios básicos do Acordo. Métodos de Valoração.
11. Regras de origem. Acordo sobre regras de origem do GATT-1994.
12. Contrato de Comércio Internacional de Compra e Venda das Mercadorias. Convenção das
Nações Unidas sobre Contratos de Compra e Venda Internacional de Mercadorias (Convenção
de Viena). Termos Internacionais de Comércio (INCOTERMS 2000).
13. Formas de pagamento no comércio internacional. Operações prontas e operações futuras.
Arbitragem. Swaps. Modalidades de financiamento à exportação e à importação. Câmbio. Tipos
de taxas cambiais. Contratação, prazos e liquidação. Garantias. Controle cambial no Brasil.
14. Seguro no comércio internacional. Seguro de transporte da carga. Seguro de crédito à
exportação. Resseguro.

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Bibliografia Sugerida:
1) “Economia Internacional e Comércio Exterior”, Jayme de Mariz Maia, Editora Atlas;
2) “Comércio Internacional e Câmbio”, Bruno Ratti, Edições Aduaneiras;
3) “Comércio Internacional e Legislação Aduaneira”, Rodrigo Luz, Editora Campus-Elsevier; e
4) “Relações Econômicas Internacionais”, Rodrigo Luz, Editora Campus-Elsevier.

Nesta apostila são abordados os tópicos 8 e 13.

8. Instituições intervenientes no Comércio Exterior no Brasil. Câmara de Comércio


Exterior (CAMEX). Receita Federal do Brasil (RFB). Secretaria de Comércio Exterior
(SECEX). Banco Central do Brasil (BACEN). Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Órgãos Gestores e Anuentes e seus controles específicos.

Os órgãos gestores do SISCOMEX são três: o Banco Central, a Secretaria de Comércio


Exterior e a Secretaria da Receita Federal. O Banco Central é o responsável pelo controle
cambial. A SECEX é responsável pelo controle administrativo e a Receita Federal é responsável
pelo controle aduaneiro.

Os órgãos anuentes são aqueles que autorizam ou não as importações e exportações de


mercadorias ligadas à sua área de competência. Segue a relação dos anuentes:
- Agência Nacional do Cinema (ANCINE)
- Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
- Agência Nacional de Petróleo (ANP)
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
- Comando do Exército, do Ministério da Defesa (COMEXE)
- Comissão de Coordenação do Transporte Aéreo Civil (COTAC)
- Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
- Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX)
- Departamento de Polícia Federal (DPF)
- Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)
- Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT)
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)
- Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO)
- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
- Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
- Ministério da Defesa
- Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE)
- Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA)

Vejamos os órgãos citados no tópico 8 do edital.

Banco Central (BACEN)

O Banco Central do Brasil é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e foi


criada pela Lei 4.595/64, substituindo a extinta Superintendência da Moeda e do Crédito
(SUMOC).
O Banco Central tem como principais atribuições:
a) efetuar o controle dos capitais estrangeiros;
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b) ser depositário das reservas oficiais de ouro, de moeda estrangeira e de Direitos


Especiais de Saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações
previstas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional;
c) conceder autorização às instituições financeiras a fim de que estas possam
praticar operações de câmbio;
d) entender-se, em nome do Governo Brasileiro, com as instituições financeiras
estrangeiras e internacionais;
e) atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial, da estabilidade
relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos,
podendo, para esse fim, comprar e vender ouro e moeda estrangeira, bem como
realizar operações de crédito no exterior, inclusive as referentes aos Direitos
Especiais de saque e separar os mercados de câmbio financeiro e comercial;
f) autorizar e fiscalizar o exercício das atividades dos corretores de câmbio.

O Banco Central do Brasil é administrado por um Presidente e cinco Diretores nomeados


pelo Presidente da República, escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória
capacidade em assuntos econômico-financeiros, sendo demissíveis de ofício. Seus nomes
devem ser aprovados pelo Senado Federal.

Secretaria da Receita Federal

De acordo com o Decreto 6.313/2007, a Secretaria da Receita Federal é um órgão


específico singular que tem as atribuições fixadas no artigo 9o:

“Art. 9o À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete:


I - planejar, coordenar, supervisionar, executar, controlar e avaliar as atividades de
administração tributária federal, inclusive as relativas às contribuições sociais destinadas
ao financiamento da previdência social e de outras entidades e fundos, na forma da
legislação em vigor;
II - propor medidas de aperfeiçoamento e regulamentação e a consolidação da
legislação tributária federal;
III - interpretar e aplicar a legislação tributária, aduaneira, de custeio previdenciário e
correlata, editando os atos normativos e as instruções necessárias à sua execução;
IV - estabelecer obrigações tributárias acessórias, inclusive disciplinar a entrega de
declarações;
V - preparar e julgar, em primeira instância, processos administrativos de determinação
e exigência de créditos tributários da União, relativos aos tributos e contribuições por ela
administrados;
VI - acompanhar a execução das políticas tributária e aduaneira e estudar seus efeitos
na economia do País;
VII - dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de fiscalização,
lançamento, cobrança, arrecadação, recolhimento e controle dos tributos e contribuições
e demais receitas da União, sob sua administração;
VIII - realizar a previsão, o acompanhamento, a análise e o controle das receitas sob
sua administração, bem como coordenar e consolidar as previsões das demais receitas
federais, para subsidiar a elaboração da proposta orçamentária da União;
IX - propor medidas destinadas a compatibilizar os valores previstos na programação
financeira federal com a receita a ser arrecadada;
X - estimar e quantificar a renúncia de receitas administradas e avaliar os efeitos das
reduções de alíquotas, das isenções tributárias e dos incentivos ou estímulos fiscais,
ressalvada a competência de outros órgãos que também tratam desses assuntos;
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XI - promover atividades de integração, entre o fisco e o contribuinte, e de educação


tributária, bem assim preparar, orientar e divulgar informações tributárias;
XII - formular e estabelecer política de informações econômico-fiscais e implementar
sistemática de coleta, tratamento e divulgação dessas informações;
XIII - celebrar convênios com os órgãos e entidades da administração federal e
entidades de direito público ou privado, para permuta de informações, racionalização de
atividades e realização de operações conjuntas;
XIV - gerir o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de
Fiscalização - FUNDAF, a que se refere o Decreto-Lei no 1.437, de 1975;
XV - negociar e participar de implementação de acordos, tratados e convênios
internacionais pertinentes à matéria tributária e aduaneira;
XVI - dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de administração,
fiscalização e controle aduaneiros, inclusive no que diz respeito a alfandegamento de
áreas e recintos;
XVII - dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar o controle do valor aduaneiro
e de preços de transferência de mercadorias importadas ou exportadas, ressalvadas as
competências do Comitê Brasileiro de Nomenclatura;
XVIII - dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar as atividades relacionadas
com nomenclatura, classificação fiscal e origem de mercadorias, inclusive representando
o País em reuniões internacionais sobre a matéria;
XIX - participar, observada a competência específica de outros órgãos, das atividades de
repressão ao contrabando, ao descaminho e ao tráfico ilícito de entorpecentes e de
drogas afins, e à lavagem de dinheiro;
XX - administrar, controlar, avaliar e normatizar o Sistema Integrado de Comércio
Exterior - SISCOMEX, ressalvadas as competências de outros órgãos;
XXI - articular-se com entidades e organismos internacionais e estrangeiros com
atuação no campo econômico-tributário e econômico-previdenciário, para realização de
estudos, conferências técnicas, congressos e eventos semelhantes;
XXII - elaborar proposta de atualização do plano de custeio da seguridade social, em
articulação com os demais órgãos envolvidos; e
XXIII - orientar, supervisionar e coordenar as atividades de produção e disseminação de
informações estratégicas na área de sua competência, destinadas ao gerenciamento de
riscos ou à utilização por órgãos e entidades participantes de operações conjuntas,
visando à prevenção e ao combate às fraudes e práticas delituosas, no âmbito da
administração tributária federal e aduaneira.”

Secretaria de Comércio Exterior (SECEX)

A Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) é um órgão do Ministério do


Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, tendo sido criada pela Lei nº 8.490/92 e com
atribuições dadas pelo Decreto 6.209/07. Dispõe o artigo 15:
“À SECEX compete:
I - formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer
normas necessárias à sua implementação;
II - propor medidas de políticas fiscal e cambial, de financiamento, de recuperação de
créditos à exportação, de seguro, de transportes e fretes e de promoção comercial;
III - propor diretrizes que articulem o emprego de instrumento aduaneiro com os
objetivos gerais de política de comércio exterior, bem como propor alíquotas para o
imposto de importação e suas alterações e regimes de origem preferenciais e não-
preferenciais;

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IV - participar das negociações de tratados internacionais relacionados com o comércio


exterior, nos âmbitos multilateral, hemisférico, regional e bilateral;
V - implementar os mecanismos de defesa comercial;
VI - regulamentar os procedimentos relativos às investigações de defesa comercial;
VII - decidir sobre a abertura de investigações e revisões relativas à aplicação de
medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas, previstas em acordos
multilaterais, regionais ou bilaterais, bem como sobre a prorrogação do prazo da
investigação e o seu encerramento sem a aplicação de medidas;
VIII - decidir sobre a aceitação de compromissos de preço previstos nos acordos
multilaterais, regionais ou bilaterais na área de defesa comercial;
IX - apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior;
X - administrar, controlar, desenvolver e normatizar o Sistema Integrado de Comércio
Exterior -SISCOMEX, observadas as competências de outros órgãos;
XI - formular a política de informações de comércio exterior e implementar sistemática
de tratamento e divulgação dessas informações;
XII - elaborar e divulgar as estatísticas de comércio exterior, inclusive a balança
comercial brasileira, ressalvadas as competências de outros órgãos;
XIII - promover iniciativas destinadas a difusão da cultura exportadora, bem como
ações e projetos voltados para a promoção e o desenvolvimento do comércio exterior;
XIV - articular-se com entidades e organismos nacionais e internacionais para a
realização de treinamentos, estudos, eventos e outras atividades voltadas para o
desenvolvimento do comércio exterior;
XV - celebrar convênios com órgãos e entidades de direito público ou privado, com
vistas à implementação de ações e programas voltados para o desenvolvimento do
comércio exterior;
XVI - propor medidas de aperfeiçoamento, simplificação e consolidação da legislação de
comércio exterior, e expedir atos normativos para a sua execução;
XVII - participar do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional - CRSFN; e
XVIII - executar os serviços de Secretaria–Executiva do Conselho Nacional das Zonas
de Processamento de Exportação - CZPE.

A SECEX é composta pelos seguintes Departamentos: (suas funções estão no Decreto


6.209/07)
I – Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX)
II – Departamento de Negociações Internacionais (DEINT)
III – Departamento de Defesa Comercial (DECOM)
IV – Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior (DEPLA)

Ministério das Relações Exteriores

De acordo com o Decreto 5.979, de 2006:


“Art. 1o - O Ministério das Relações Exteriores, órgão da administração direta, tem
como área de competência os seguintes assuntos:
I - política internacional;
II - relações diplomáticas e serviços consulares;
III - participação nas negociações comerciais, econômicas, técnicas e culturais com
governos e entidades estrangeiras;
IV - programas de cooperação internacional e de promoção comercial; e
V - apoio a delegações, comitivas e representações brasileiras em agências e
organismos internacionais e multilaterais.”
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Câmara de Comércio Exterior

De acordo com o Decreto 4.732, de 10 de junho de 2003, a CAMEX - Câmara de


Comércio Exterior tem por objetivo a formulação, adoção, implementação e a coordenação de
políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços, incluindo o turismo.
Para isso, a CAMEX será previamente consultada sobre as matérias relevantes relacionadas ao
comércio exterior, ainda que consistam em atos de outros órgãos federais, em especial
propostas de projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo, de decreto ou de portaria
ministerial.

“Art. 2o - Compete à CAMEX, dentre outros atos necessários à consecução dos


objetivos da política de comércio exterior:
I - definir diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de
comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional;
II - coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área do
comércio exterior;
III - definir, no âmbito das atividades de exportação e de importação, diretrizes e
orientação sobre normas e procedimentos, para os seguintes temas, observada a reserva
legal:
a) racionalização e simplificação do sistema administrativo;
b) habilitação e credenciamento de empresas para a prática de comércio exterior;
c) nomenclatura de mercadoria;
d) conceituação de exportação e de importação;
e) classificação e padronização de produtos;
f) marcação e rotulagem de mercadorias;
g) regras de origem e procedência de mercadorias;
IV - estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao
comércio exterior, de natureza bilateral, regional ou multilateral;
V - orientar a política aduaneira, observada a competência específica do Ministério da
Fazenda;
VI - formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação;
VII - estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do
comércio exterior;
VIII - estabelecer diretrizes e procedimentos para investigações relativas às práticas
desleais de comércio exterior;
IX - fixar diretrizes para a política de financiamento das exportações de bens e de
serviços, bem como para a cobertura dos riscos de operações a prazo, inclusive as relativas ao
seguro de crédito às exportações;
X - fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços
no exterior e de informação comercial;
XI - opinar sobre políticas de frete e transporte internacionais, portuários,
aeroportuários e de fronteiras, visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio
exterior e ao aprimoramento da concorrência;
XII - orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários,
aeroportuários, de transporte e de turismo, com vistas ao incremento das exportações e da
prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior;
XIII - fixar as alíquotas do imposto de exportação, respeitadas as condições
estabelecidas no Decreto-Lei No 1.578, de 11 de outubro de 1977;
XIV - fixar as alíquotas do imposto de importação, atendidas as condições e os
limites estabelecidos na Lei No 3.244, de 14 de agosto de 1957, no Decreto-Lei No 63, de 21
de novembro de 1966, e no Decreto-Lei No 2.162, de 19 de setembro de 1984;
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XV - fixar direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou definitivos, e


salvaguardas;
XVI - decidir sobre a suspensão da exigibilidade dos direitos provisórios;
XVII - homologar o compromisso previsto no art. 4o da Lei No 9.019, de 30 de março
de 1995;
XVIII - definir diretrizes para a aplicação das receitas oriundas da cobrança dos
direitos de que trata o inciso XV deste artigo e
XIX - alterar, na forma estabelecida nos atos decisórios do Mercosul, a Nomenclatura
Comum do Mercosul (NCM) de que trata o Decreto 2.376/97 e alterações posteriores.”

A CAMEX tem como órgão de deliberação superior e final um Conselho de Ministros


composto pelos seguintes Ministros de Estado (de acordo com os Decretos 5.398 e
5.453/2005):
a) do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que o presidirá;
b) Chefe da Casa Civil da Presidência da República;
c) das Relações Exteriores;
d) da Fazenda;
e) da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
f) do Planejamento, Orçamento e Gestão; e
g) do Desenvolvimento Agrário.

Exercícios de fixação

(TRFB 2005) 26 – No Brasil, a formulação das diretrizes básicas da política tarifária na


importação e exportação é de competência do(a)
a) Ministério das Relações Exteriores.
b) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
c) Ministério da Fazenda.
d) Câmara de Comércio Exterior.
e) Casa Civil da Presidência da República.

(AFRF 2000) 09 – O órgão executivo regulador das operações de câmbio do Comércio Exterior,
que também as fiscaliza e controla, é
a) o Conselho Monetário Nacional - CMN
b) o Banco Central do Brasil - BACEN
c) a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX
d) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
e) a Secretaria da Receita Federal - SRF

Gabaritos: d, b.

Outras questões a serem resolvidas:

AFRF 2003 – questão 25


AFRF 2002/2 – questão 04
AFRF 2002/1 – questões 2 e 60
AFRF 2000 – questões 10 e 11
AFTN 98 – questões 31, 33 e 34
AFTN 96 – questão 1

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13. Formas de pagamento no comércio internacional. Operações prontas e operações


futuras. Arbitragem. Swaps. Câmbio. Tipos de taxas cambiais. Contratação, prazos e
liquidação. Garantias. Controle cambial no Brasil. Modalidades de financiamento à
exportação e à importação.

PAGAMENTOS INTERNACIONAIS

A Intervenção Bancária no Mecanismo de Pagamentos

No Brasil, a compra e venda de moedas estrangeiras, para efetivação das operações de


comércio exterior (importação e exportação), é controlada (não é monopolizada) pelo Banco
Central do Brasil (BACEN), que permite a determinados estabelecimentos operarem com
câmbio, desde que satisfaçam os requisitos que o próprio BACEN define. Essas operações de
compra e venda de moedas estrangeiras são formalizadas através de contratos de câmbio.
Contratos de câmbio são contratos onde há, em regra, numa das pontas, um banco
autorizado a operar com câmbio. Na outra ponta do contrato, pode estar:
a) um exportador ou um investidor estrangeiro que tenha moeda estrangeira
proveniente de suas vendas ou de seus recursos e que as queira vender em troca
de moeda nacional ou
b) um importador ou um investidor estrangeiro querendo deixar o País e para isso é
necessário adquirir moeda estrangeira e entregar a moeda nacional.

Como se fazem, portanto, os pagamentos internacionais?


A princípio, devemos ter em mente que não existe a movimentação física de dinheiro.
Os pagamentos ao exterior e os recebimentos do exterior são efetuados através das contas
que os bancos mantêm junto a outros bancos no exterior.
Exemplo: o “Banco do Brasil – sede Rio de Janeiro” mantém uma conta junto ao seu
correspondente “Banco do Brasil – sede Nova York”, a qual é movimentada em dólares, pois
está sediada nos EUA. Quando um exportador brasileiro vende uma mercadoria para uma
empresa de Nova York, esta empresa precisa mandar o dinheiro – dólares – para quitar a
dívida contraída. Aí entra o “BB – Rio”: ele recebe os dólares da empresa importadora
estrangeira na conta que mantém no “BB – NY” e entrega ao exportador nacional, em moeda
nacional, o valor correspondente ao recebido no exterior, líquido de comissões. Esta troca de
moedas é o que chamamos de câmbio.
Para uma importação feita por empresa brasileira, o procedimento é análogo, ou seja, o
“BB – Rio” recebe o pagamento do importador em reais e autoriza o “BB-NY” a retirar o valor
em moeda estrangeira correspondente ao recebido no País e entregá-lo ao exportador
estrangeiro.
Os bancos localizados nos diversos países costumam conceder-se créditos recíprocos
(“linhas de créditos”).

Riscos e Modalidades de Pagamento

As modalidades de pagamento utilizadas atualmente são as seguintes:


a) Pagamento Antecipado ou Remessa Antecipada;
b) Remessa sem Saque;
c) Cobrança e
d) Crédito documentário, também conhecido como Carta de Crédito.

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Pagamento Antecipado ou Remessa Antecipada

Conceito:
Considera-se Pagamento Antecipado de Importação aquele efetuado anteriormente ao
embarque, nos casos de mercadorias importadas diretamente do exterior.
Pressupõe, portanto, um risco do importador, o qual só terá certeza do cumprimento
regular, pelo exportador, do contrato firmado, quando efetivamente receber a mercadoria.
Vantagem: Por meio desta modalidade, o importador pode subsidiar a produção do bem
que será posteriormente importado, nos casos em que tais custos de produção sejam altos e o
exportador precise ao menos de um sinal do pagamento. Pode se utilizar também quando o
importador é desconhecido no mercado e, portanto, não tem a credibilidade necessária para
tranqüilizar o exportador.

Remessa sem Saque

Nesta modalidade de pagamento, o risco é todo do exportador, tendo em vista que ele
envia os documentos relativos à exportação diretamente ao importador, o qual posteriormente
remete o pagamento.
Principal vantagem: rapidez na entrega da documentação ao importador, tendo em
vista que ela não transita por bancos.
Desvantagem para o exportador: não há nenhuma garantia quanto ao pagamento por
parte do importador.

Cobrança

Conceito:
Esta modalidade de pagamento é efetuada através da cobrança de um saque ao
importador. O exportador, após o embarque das mercadorias no exterior, entrega a um banco
de sua escolha os documentos do embarque acompanhados de um título de crédito: o saque
ou letra de câmbio ou, simplesmente, cambial. Este banco, normalmente na praça do
exportador, envia tais documentos a um correspondente seu no País do importador, o qual se
encarregará da cobrança.
Nesta modalidade o exportador tem a garantia de que o importador só pegará os
documentos se pagar ou aceitar a letra de câmbio. No entanto, ainda existe o risco, pois o
importador pode desistir da compra ou pode deixar de pagar no prazo determinado.

Crédito Documentário ou Carta de Crédito

A Câmara de Comércio Internacional (CCI), por meio da UCP 600 (Uniform Customs
and Practice for Documentary Credits), também conhecida como Brochura 600, definiu
conceitos e formalidades para a abertura, utilização e liquidação do Crédito Documentário.
Em linhas gerais, o Crédito Documentário funciona no Brasil da seguinte forma:
1 – O importador encomenda a mercadoria e recebe uma fatura pro forma, inclusive
para fins de obtenção de Licença de Importação (se for hipótese de importação
sujeita a LI) junto ao DECEX ou outro anuente;
2 – O importador (Requerente) solicita junto a um banco, normalmente em sua praça,
a abertura da carta de crédito;
3 – Após a abertura da carta de crédito, o Banco Emitente (Instituidor) comunica para
o Banco Avisador, normalmente na praça do exportador, a existência do crédito em
favor deste;

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4 – O Banco Avisador comunica ao exportador (Beneficiário) a existência de um crédito


a seu favor;
5 – O exportador entrega a mercadoria para embarque;
6 – A mercadoria é embarcada para o país do importador;
7 – O exportador, já com os documentos de embarque recebidos do transportador,
entrega-os ao Banco Designado;
8 – O Banco Designado analisa se o exportador cumpriu todos os requisitos elencados
na Carta de Crédito e, em caso positivo, paga (se à vista) ou aceita e paga letras
de câmbio (se a prazo);
9 – O Banco Designado envia ao Banco Emitente a documentação recebida do
Exportador;
10 – O Banco Emitente entrega a documentação ao Requerente (Importador), para que
este providencie o desembaraço da mercadoria junto à Receita Federal, e
reembolsa o Banco Designado.

Personagens envolvidos numa negociação de Crédito Documentário:


1 – Requerente – Importador que solicita a um banco a abertura do documento de
crédito.
2 – Banco Emitente (Banco Instituidor) – É o banco que procede à abertura do crédito a
pedido do Requerente.
3 – Banco Designado – É o banco autorizado pelo Banco Emitente a pagar, aceitar ou
negociar o Crédito junto ao Exportador.
4 – Beneficiário – É o exportador a quem compete cumprir as condições expressas no
Crédito e, por outro lado, receber o valor nela expresso.
5 – Banco Avisador – Definido como sendo aquele banco, no país do exportador ou
vendedor, ao qual cabe transmitir ao Beneficiário a abertura do Crédito. Nas suas
funções não se inclui qualquer espécie de pagamento ao beneficiário. Cabe a ele apenas
repassar a carta de crédito ao Beneficiário, informando-o se ficou “satisfeito quanto à
aparente autenticidade do instrumento de crédito...”, a qual é verificada por Test Key
mantido com o Banco Emitente.
NOTA: O banco avisador somente irá conferir a autenticidade da carta de crédito
(fazer o test key) se esta não tiver sido transmitida via SWIFT (Society
Worldwide Interbank Financial Telecomunication), o qual é um sistema que
possibilita a comunicação em bases confiáveis. Significa que, caso a transmissão
tenha sido feita desta forma, a carta de crédito ou qualquer outro documento é
autêntico sem necessidade de verificação.

6 – Banco Confirmador – Definido como sendo o banco que assume o compromisso


junto ao Beneficiário de pagar em nome do Banco Emitente. Em outras palavras, é o
avalista do banco Emitente.
7 – Banco Reembolsador – É o caixa do Banco Emitente. Irá efetivar o reembolso do
valor de uma Carta de Crédito quando autorizado pelo Banco Emitente.

Principais Artigos da UCP 600:

Art. 1o – Aplicação da UCP


Os Costumes e Práticas Uniformes relativos a Créditos Documentários, Revisão 2007,
Publicação no 600 da CCI (“UCP”) são as regras a serem aplicadas a todo credito documentário
(“crédito”) (inclusive, na medida em que forem aplicáveis, a qualquer carta de crédito
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standby) sempre que o texto do instrumento de crédito expressamente indicar que o


respectivo crédito está sujeito a estas regras, às quais estarão vinculadas todas as partes
envolvidas, exceto modificação ou exclusão expressa constante do referido instrumento.

Art. 2o – Conceitos
- Carta de Crédito significa todo acordo, qualquer que seja sua denominação ou
descrição, que for irrevogável e de tal forma constituir um compromisso definitivo do banco
emitente no sentido de honrar uma apresentação conforme.
- Apresentação conforme significa uma apresentação [de documentos] que estiver em
conformidade com os termos e condições do instrumento de crédito, as disposições aplicáveis
destas regras e os padrões das práticas bancárias internacionais.
- Negociação significa a compra, pelo banco designado, de saques (letras sacadas
contra banco que não o banco designado) e/ou documentos nos termos de uma apresentação
conforme, mediante a antecipação de recursos ou a concordância em adiantá-los ao
beneficiário no dia bancário em que o reembolso for devido ao banco designado, ou antes do
respectivo dia.
...

Artigo 4o Créditos vs. Contratos


a. Um crédito, por sua própria natureza, é uma transação separada do contrato de
compra e venda ou outro no qual possa estar fundamentado. O contrato em questão
não interessa nem vincula aos bancos, de modo algum, quer conste ou não
qualquer referência a ele no instrumento de crédito...
...

Artigo 5o – Documentos vs. Mercadorias, Serviços ou Prestação


Bancos lidam com documentos e não com as mercadorias, serviços ou prestações a que
eventualmente se refiram.

Art. 6º – Tipos de Crédito


O instrumento de crédito deve indicar se está disponível mediante pagamento à vista,
pagamento diferido, aceite ou negociação.

Art. 30 – Tolerâncias em Relação ao Valor do Crédito, Quantidade e Preços Unitários


a) Os termos “cerca de” ou “aproximadamente”, utilizados em referência ao valor do
crédito ou à quantidade ou ao preço unitário constantes do instrumento de crédito,
deverão ser interpretados como permissíveis de tolerância que não divergir em mais
de 10% ou em menos de 10% do valor, quantidade ou preço unitário neles
referidos.
...

Red Clause

Segundo Bruno Ratti, “A Red Clause, muito usual no comércio internacional, permite
que o beneficiário receba antecipadamente o valor total ou parcial do crédito. Posteriormente,
quando o exportador entregar os documentos de embarque ao banqueiro, acertará
definitivamente as contas. Dada a sua natureza de adiantamento sem garantia, essa cláusula
somente poderá existir quando o importador confiar plenamente no exportador. Geralmente,
ela é instituída com o fim de fornecer meios ao beneficiário para adquirir ou fabricar o produto
a ser exportado.”

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Exercícios de Fixação

(TRFB 2005) 30 – Após enviar a mercadoria ao seu destinatário, o exportador entrega a um


banco de sua preferência os documentos relativos a essa operação para que então o
estabelecimento bancário, a partir de um correspondente seu na praça do importador, possa
cobrar o pagamento da transação e liberar os documentos que serão necessários ao
desembaraço aduaneiro do bem. Esta modalidade de pagamento, comum nas operações
internacionais de compra e venda de mercadorias, é denominada:
a) Adiantamento de cambiais entregues.
b) Remessa sem saque.
c) Cobrança à vista.
d) Crédito documentário.
e) Remessa antecipada.

(AFRF 2002-1) 24 – Realizado o embarque dos bens, o vendedor envia todos os documentos
originais diretamente ao comprador, antes do pagamento, sem qualquer interferência
bancária. O vendedor sequer emite qualquer título representativo contra o comprador.
Essa modalidade de pagamento corresponde a:
a) carta de crédito documentário
b) remessa sem saque
c) cobrança
d) letra de câmbio
e) swift

(AFRF 2000) 23 - Para protegerem-se do risco de não-pagamento (de origem econômico,


comercial ou político), operadores comerciais, ao recorrerem ao meio de pagamento pelo qual
um banco (emitente), a pedido ou por conta de importador (tomador) assume
documentalmente o compromisso de pagar ao exportador (beneficiário), estão utilizando
a) a Remessa Antecipada
b) a Cobrança a Vista
c) a Carta de Crédito
d) a Remessa sem Saque
e) a Cobrança a Prazo

Gabaritos: c, b, c.

Outras questões a serem resolvidas:

AFRFB 2005 – questão 50


AFRF 2003 – questões 21 e 23
AFRF 2002/2 – questão 20
AFRF 2002/1 – questão 25
AFTN 98 – questões 46, 47 e 48
ACE 97 – questões 48 e 54
AFTN 96 – questão 13, 14 e 15

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CÂMBIO

Mercado Cambial

O mercado cambial é o mercado onde se compram e vendem as moedas estrangeiras


necessárias à liquidação de operações de comércio exterior ou de transferências.
Conforme Bruno Ratti, citando Einzig:
“Em um mercado cambial, realizam-se cinco diferentes categorias de transações:
1) entre bancos e clientes dentro do mesmo país;
2) entre bancos do mesmo país;
3) entre bancos localizados em diferentes países;
4) entre bancos e bancos centrais dentro do mesmo país;
5) entre bancos centrais localizados em diferentes países.”

Participantes do Mercado Cambial

Além dos bancos e dos clientes, também atuam no mercado de câmbio os operadores
de câmbio (dealers) e os corretores de câmbio. E eventualmente, as autoridades monetárias.
Os operadores de câmbio são funcionários dos bancos e especializados nas operações
de compra e venda de moedas estrangeiras.
Os corretores de câmbio são intermediários entre os bancos e os clientes, buscando
para estes as melhores taxas no mercado. A atuação de um corretor de câmbio é facultativa
nas operações cambiais.

Estabelecimento das cotações

No mercado cambial definem-se as taxas de câmbio entre duas moedas distintas.


Se a unidade monetária nacional for cotada em termos da unidade monetária
estrangeira, estabelece-se a cotação do certo. Por exemplo, R$ 1,00 = US$ 0,50.
Se a unidade monetária estrangeira for cotada em termos da unidade monetária
nacional, estabelece-se a cotação do incerto. Por exemplo, US$ 1,00 = R$ 2,00. Quase todos
os países estabelecem a cotação do incerto, destacando-se, como exceção, a Inglaterra.

Formação das taxas cambiais

A definição das taxas cambiais se dá, se não houver intervenção das Autoridades
Monetárias, pela Lei da Oferta e da Procura, ou seja, se a moeda for mais procurada do que
ofertada, a taxa sobe. Se for mais ofertada do que procurada, a taxa desce.
Uma outra forma de se abordar a “Formação das taxas cambiais” seria através da
operacionalização do mercado de câmbio. Por esta forma de abordagem, pode-se dizer que tão
logo se iniciam as atividades bancárias de manhã, os operadores e corretores cambiais trocam
informações sobre as cotações iniciais das taxas de câmbio a partir de uma série de dados tais
como: fechamento do dia anterior, perspectiva de entrada ou saída de importações ou
exportações no dia, aprovação de alguma norma que influencie o fluxo de entrada ou de saída
de divisas do país, etc. Estas taxas iniciais (de compra e de venda) são chamadas taxas de
abertura. Estas são apenas os valores iniciais das taxas de câmbio e, no decorrer do dia, as
taxas podem ser alteradas para cima ou para baixo.

Operações Prontas e Futuras

Vamos conceituar contratação do câmbio, seu fechamento e liquidação.


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Contratação de câmbio é sinônimo de fechamento do câmbio. Quando se contrata (ou


“fecha”) o câmbio, as partes contratantes, ou seja, o vendedor e o comprador da moeda
estrangeira, definem qual será a taxa de conversão das moedas, a chamada taxa de câmbio.
Esta taxa de câmbio, uma vez fixada, não poderá ser alterada, ficando, portanto, as partes
sujeitas às perdas provenientes de possíveis valorizações/desvalorizações da taxa no mercado.

A liquidação de câmbio significa a efetiva entrega das moedas conforme a taxa


contratada (ou “fechada”).

De acordo com o prazo de liquidação, a contratação será:


- Pronta, quando as moedas devam ser entregues no prazo de até 2 dias úteis
contados da contratação ou
- Futura, quando o prazo de entrega exceda os 2 dias úteis.
NOTA: O prazo máximo admitido entre a contratação e a liquidação é de 360
dias na importação e 750 dias na exportação.

O comprador ou o vendedor da moeda estrangeira pode escolher livremente a forma de


contratação.

Modalidades

Câmbio Manual – relativo às operações que envolvem a troca de moedas em espécie ou


em “traveller checks”.
Câmbio Sacado – relativo às operações que envolvem uma letra de câmbio (ou saque
ou cambial), carta de crédito, cheques ou ordens de pagamento. Tem
como característica o fato de a liquidação do pagamento se dar através
do débito/crédito na conta que o banco emissor mantém junto a seus
correspondentes no exterior.

Tipos de taxas cambiais e os Mercados onde são negociadas

1. Nas operações feitas diretamente com o Banco Central:


Taxa de Repasse – Utilizada no repasse (venda) dos dólares ao BC.
Taxa de Cobertura – Utilizada na cobertura (compra) de dólares do BC.

2. Taxas Cruzadas (Cross-Rates) – Através delas, busca-se a paridade entre 2 moedas,


tendo em vista suas cotações em relação a uma terceira.
Ex.: US$ 1,00 = R$ 2,00
DM 1,00 = R$ 4,00
donde se conclui que: US$ 1,00 = DM 0,50 ou
DM 1,00 = US$ 2,00

3. De acordo com o prazo de entrega das moedas (liquidação):


Taxas Prontas – Utilizadas nos contratos prontos de câmbio, os quais devem ser
liquidados em até 2 dias úteis. Estas taxas são negociadas no Mercado de
Câmbio à Vista.

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Taxas Futuras – Utilizadas nos contratos futuros de câmbio. Negociadas no


Mercado de Câmbio a Termo.

4. De acordo com o grau de variação:


Taxas Fixas – São taxas fixadas pela autoridade monetária.
Taxas Estáveis – São taxas que permitem uma certa variação, mas dentro de
pequenos limites. Exemplo: regime de bandas cambiais
Taxas Variáveis – Podem ser Flexíveis ou Flutuantes:
Flexíveis – São taxas que são reajustadas gradualmente, dentro de
pequenos intervalos de tempo. É o sistema denominado Crawling Peg.
Exemplo: minidesvalorizações diárias na época do regime militar.
Flutuantes – São taxas que flutuam livremente de acordo com o mercado
baseado na Lei da Oferta e da Procura. Existe a chamada Flutuação Suja,
onde o Governo intervém no caso de ocorrência de oscilações
exageradas. Exemplo: o atual sistema brasileiro é de flutuação suja.

5. De acordo com a parte que negocia com o banco:


Taxa Primária de Câmbio – São as taxas utilizadas nas operações cambiais entre os
bancos e seus clientes não-bancários. Negociadas no Mercado de Câmbio
Primário.
Taxa de Câmbio Interbancária – São as taxas utilizadas na compra e venda de
moeda estrangeira entre os bancos comerciais. Negociadas no Mercado de
Câmbio Interbancário ou Mercado de Câmbio Secundário.

Swaps

A função básica do swap é promover a proteção cambial (hedge).


Bruno Ratti: “O swap consiste na compra ou venda de câmbio pronto contra a
simultânea venda ou compra de câmbio futuro. Em outras palavras, nada mais é do que uma
operação de financiamento mútuo, compreendendo quantidades equivalentes de duas moedas
diferentes (uma nacional e outra estrangeira ou, ainda, duas moedas estrangeiras). No final do
período estipulado cada uma das partes retorna à outra os montantes originais das moedas
negociadas.”
Além do financiamento mútuo citado acima, pode haver um financiamento ou
empréstimo simples. Exemplo: Uma empresa brasileira pega um empréstimo de US$
10,000.00 no exterior. E assume o compromisso de devolver a quantia no prazo de 1 ano.
Porém, durante este tempo, talvez ocorra uma desvalorização cambial. O empréstimo que, a
princípio, era de R$ 10.000,00 (considerando uma taxa de US$ 1 = R$ 1) pode passar a ser de
R$ 20.000,00, caso o real se desvalorize em 50% (US$ 1 = R$ 2). Neste instante, surge o
problema de se ver a dívida dobrar. Mas, com o swap celebrado, a taxa de câmbio utilizada na
reconversão da moeda já havia sido fixada (taxa de câmbio futura) quando da celebração do
contrato futuro. Como já vimos, a característica principal dos contratos futuros de câmbio é a
fixação da taxa de câmbio pela qual a operação será, no futuro, liquidada.

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Arbitragem

Segundo Bruno Ratti, “denomina-se arbitragem de câmbio a operação que consiste em


remeter moedas de uma praça para outra, no sentido de se obterem vantagens de
temporárias diferenças de preço”.
Estas diferenças temporárias de preços são decorrência do livre mercado, no qual os
valores das moedas estrangeiras estão sujeitos à Lei da Oferta e da Procura. Portanto, quanto
mais uma moeda for demandada (procurada), maior o seu preço relativo.

Há duas modalidades de arbitragem: a Direta e a Indireta.


Arbitragem Direta ou Simples: envolve apenas dois países e, por este motivo, também
é conhecida como “arbitragem sobre duas praças” ou “arbitragem de dois pontos”.
Ex.: Digamos que na Alemanha a taxa de câmbio do dólar é US$ 2,00 = DM
1,00
No mesmo momento, nos EUA, a taxa de câmbio do marco alemão é DM
1,00 = US$ 1,95

Lembre-se: os mercados dos vários países são autônomos. Por este


motivo, as cotações das moedas em dois países distintos podem num
dado momento ser diferentes.

Podemos perceber então que se um banco americano quiser comprar 1


marco (DM 1,00) na Alemanha, ele irá desembolsar US$ 2,00. Enquanto
que se ele comprar 1 marco (DM 1,00) nos EUA, só irá desembolsar US$
1,95. Portanto, uma boa forma de se lucrar com esta diferença de preço é
comprar os marcos nos EUA e vendê-los na Alemanha, o que irá
proporcionar ao banqueiro americano um lucro de US$ 0,05 (US$ 2,00 –
US$ 1,95) a cada DM 1,00 negociado. Isto é o que se chama de
arbitragem direta, pois só envolveu 2 países.
Em suma, o banco irá comprar a moeda onde o preço estiver baixo e
venderá esta moeda onde seu preço estiver alto.

É claro que as diferenças não são tão grandes, só serviu para


exemplificar.
Outra coisa interessante é que não será um único banqueiro que
“descobrirá” esta ótima oportunidade; portanto, quando houver uma
movimentação generalizada em busca desta arbitragem, o mercado
automaticamente se ajusta, pois se uma dada moeda (no nosso exemplo,
o marco nos EUA) é muito procurada, ela, pela Lei da Oferta e da
Procura, terá o seu preço majorado. E, da mesma forma, uma moeda que
é muito oferecida (os marcos alemães na Alemanha) tem o seu preço
reduzido, o que fará com que não haja mais diferença entre as cotações
das 2 praças (ou então que esta diferença não compense o custo
operacional que envolve comissões, telex, ...)

Arbitragem Indireta ou Composta: envolve a moeda de três ou mais países. Também


conhecida como “arbitragem sobre três praças” ou “arbitragem de três pontos”.
Ex.: Digamos que na Alemanha a taxa de câmbio do dólar é US$ 2,00 = DM
1,00.
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No mesmo momento, nos EUA, a taxa de câmbio do franco francês é F


1,00 = US$ 1,00.

Ora, nos EUA, o franco francês tem paridade unitária. Portanto,


teoricamente falando, na Alemanha poder-se-iam comprar US$ 2,00 ou F
2,00 com DM 1,00. Mas e se a cotação do franco francês na Alemanha for
diferente de F 2,00 = DM 1,00, por exemplo, se for F 1,95 = DM 1,00?
Neste caso, o banqueiro alemão só conseguiria comprar 1,95 franco
francês com o DM 1,00 que tem. Então, ele faz a seguinte arbitragem:
compra com seu DM 1,00 os dólares na Alemanha (US$ 2,00), transfere
estes dólares para os EUA e lá compra F 2,00.

Resumindo: Se comprasse diretamente na sua praça, o banqueiro alemão


só conseguiria comprar 1,95 franco francês (F 1,95). No entanto, tendo
feito a arbitragem, conseguiu comprar 2 francos franceses (F 2,00).

Controle Cambial no Brasil

Até o ano de 1988, o Brasil tinha um mecanismo único de controle de câmbio


denominado Mercado de Câmbio de Taxas Administradas. Este mercado tinha como
característica principal a fixação das taxas de compra e de venda pelo Banco Central.
Em 1988, o Governo permitiu que algumas operações de câmbio fossem efetuadas a
taxas definidas pelos próprios contratantes. Não precisava usar a taxa de câmbio oficial que o
Banco Central divulgava. Estas taxas passaram então a ser cotadas pelo Mercado de Taxas
Flutuantes, o qual englobava as operações de câmbio manual, despesas de viagem, cartões
de crédito internacional, encomendas internacionais, contribuições a entidades associativas,
doações, heranças e legados, aposentadorias e pensões, manutenção de residentes, e
tratamento de saúde. É importante ressaltar que não havia limites de valor para a realização
das operações previstas no regulamento do mercado flutuante, nem para as compras a título
de turismo, nem para a realização de transferências unilaterais e pagamentos de serviços. A
principal intenção ao se criar este Mercado foi acabar com o Mercado Paralelo de Câmbio
que é um mercado ilegal de moedas estrangeiras. (O turismo era responsável por mais de
70% do volume negociado no Mercado de Taxas Flutuantes. Por este motivo, o dólar era
chamado dólar turismo apesar de haver outras operações neste mercado.)
Em 1990, foi criado o Mercado de Taxas Livres, substituindo o Mercado de Taxas
Administradas. Neste mercado, eram realizadas as operações de importação e de exportação e
também as operações dos governos, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como
aquelas decorrentes de transferências financeiras relativas a investimentos de estrangeiros no
país, empréstimos a residentes, pagamentos e recebimentos de serviços, entre outras.
Em 03/95, foi criado o sistema de “bandas cambiais” dentro das quais as taxas de
câmbio podiam variar livremente, mas, quando as cotações atingiam os limites da banda, o
Governo, através do Banco Central, entrava vendendo divisas de suas reservas cambiais
quando queria baixar a cotação, e entrava comprando divisas quando queria aumentar a
cotação.
Em 01/99, após a crise da Rússia, o Governo abandona a política de proteção ao
câmbio (“âncora cambial”), tendo em vista o movimento especulativo das taxas de câmbio, o
que o estava levando a “torrar” as suas reservas cambiais só para manter uma cotação que o
mercado já não aceitava mais. Nesta “queda de braço” com o mercado, o Governo cede e

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permite a livre flutuação das taxas após uma fracassada tentativa de desvalorização que
julgava suficiente para arrefecer os ânimos dos especuladores.
Portanto, o que temos hoje é uma “quase” ausência do Banco Central na fixação das
taxas cambiais, sendo estas fixadas pelo mercado com a Lei da Oferta e da Procura. “Quase”
porque o Banco Central, procurando evitar as oscilações bruscas das taxas de câmbio, entra
comprando e vendendo divisas para o equilíbrio das taxas e não para fixar uma determinada
taxa. É o que se chama de “Flutuação Suja”. É o que vemos no Comunicado 6.565/99 do
Banco Central:
“I - A partir de hoje, segunda-feira, 18.01.99, o Banco Central do Brasil deixará que o
mercado interbancário (segmentos livre e flutuante) defina a taxa de câmbio.
II - o Banco Central do Brasil poderá intervir nos mercados, ocasionalmente e de forma
limitada, com o objetivo de conter movimentos desordenados das taxas de câmbio.”

Em abril/2005, houve a unificação do mercado cambial, não havendo mais a divisão


entre Mercado de Taxas Livres e Mercado de Taxas Flutuantes.

Exercícios de Fixação

(AFRF 2003) 20 - A remessa de moedas de uma praça para outra com o objetivo de auferir
vantagem advinda de diferenças temporárias no valor das taxas cambiais configura
a) uma especulação cambial
b) uma operação de SWAP
c) uma arbitragem cambial
d) um hedging financeiro
e) uma operação day–trade

(AFRF 2002-2) 50 - A operação cambial que possibilita aos investidores protegerem-se, por
tempo determinado, de eventuais perdas ocasionadas por variações do câmbio, e também
empregada para obter recursos em moeda estrangeira a serem usados para financiar
exportações, realizar aplicações ou investimentos, envolvendo a compra ou venda de câmbio
pronto contra a compra ou venda simultânea de câmbio futuro denomina-se:
a) swap
b) dual pricing
c) arbitragem de dois pontos
d) especulação cambial
e) arbitragem de três pontos

(AFTN 1998) 27 - A Taxa de Câmbio, nada mais é do que o preço, em moeda nacional, de uma
unidade estrangeira. Quanto aos tipos das Taxas de Câmbio, não se pode afirmar que
a) a taxa de repasse é aquela pela qual o Banco Central do Brasil adquire a moeda estrangeira
dos bancos comerciais.
b) as taxas cruzadas são as taxas teóricas resultantes da comparação das respectivas cotações
de duas moedas.
c) a taxa estável é um tipo de taxa fixa que prevê uma certa variação dentro de determinados
limites.
d) as taxas livres são aquelas provenientes das condições de oferta e procura de divisa em um
mercado de câmbio livre, não havendo, portanto, a intervenção do Estado nas taxas.
e) Crawling Pegs é um sistema onde as paridades variam periodicamente em pequenos
intervalos de tempo.

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Gabaritos: c, a, d.

Outras questões a serem resolvidas:

TRFB 2005 – questão 29


AFRF 2003 – questão 22
AFRF 2002/2 – questões 23 e 51
AFRF 2002/1 – questões 26, 50 e 53
AFTN 98 – questões 25 e 26
ACE 97 – questões 50 e 51
AFTN 96 – questões 11, 16, 17, 18, 20 e 21

Modalidades de Financiamento à Exportação

Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais


Entregues (ACE)

Os exportadores só podem receber o fruto de suas vendas a prazo quando o importador


lá fora pagar nos prazos combinados. No entanto, o exportador pode ter uma antecipação do
valor da exportação através do ACC ou do ACE.
O ACC é análogo ao desconto de duplicatas efetuado no mercado interno, mas o que é
“descontado” no ACC é o contrato de câmbio.
O ACE segue a mesma lógica do ACC, porém o que é “descontado” é a cambial assinada
pelo importador, ou, em outras palavras, a letra de câmbio aceita pelo importador. Enquanto o
ACC é celebrado antes do embarque, o ACE é efetuado após o mesmo.
Qualquer banco autorizado a operar com câmbio pode proceder ao ACC ou ao ACE.

Factoring

Inicialmente, cabe registrar que o funcionamento do factoring nas exportações ainda


está na dependência da aprovação do Projeto de Lei 3.615/2000, da Câmara dos Deputados.

O factoring (ou Faturização) liga-se à necessidade de reposição de capital de giro nas


empresas, normalmente nas pequenas e médias. Bastante assemelhada ao desconto bancário,
a operação de factoring se baseia na cessão dos créditos de uma empresa; necessitando de
recursos, a empresa negocia os seus créditos, cedendo-os à outra, que se incumbe de cobrá-
los, adiantando-lhe o valor desses créditos (old line factoring) ou pagando-os no vencimento
(maturity factoring). Contudo, obriga-se a pagá-los mesmo em caso de inadimplemento por
parte do devedor da empresa.

O contrato é efetuado apenas entre o faturizador e o faturizado, sendo, entretanto,


necessário o comprador, somente porque os créditos que o vendedor tem contra ele serão
cedidos ao faturizador.

O faturizador é remunerado por comissão e juros, estes apenas no caso de antecipar


recursos, e a sua atuação em relação à empresa faturizada tem os seguintes aspectos:

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- Garantia – O Factor fica obrigado ao pagamento do crédito cedido, mesmo em caso


de inadimplemento do devedor da empresa cedente, não cabendo direito de
regresso contra o Factored
- Gestão de crédito – O Factor examina os créditos (tem o poder de devolver ou levar
simplesmente à cobrança) e pode ainda incumbir-se da própria contabilidade e do
faturamento. (Em muitos casos, a própria empresa cedente consulta a empresa
Factor antes de efetuar a venda a prazo a determinados compradores)
- Financiamento – Quando adianta os recursos referentes aos créditos cedidos. É a
principal característica.

Letras de Exportação (Export Notes)


Export notes são contratos de cessão de crédito de exportação, realizados antes do
embarque.
Também é equivalente ao desconto de duplicatas, como o ACC e o ACE. No entanto, a
export note é emitida lastreada em um contrato de exportação de mercadorias ou serviços.
Após a emissão, o exportador a cede a um investidor, pessoa física ou jurídica, instituição
financeira ou não, que antecipa o valor do contrato àquele.

BNDES-EXIM (Programa de Crédito ao Comércio Exterior)

Antigamente conhecido como FINAMEX, o BNDES-Exim compreende seis modalidades


de financiamento às exportações brasileiras, as quais podem ser agrupadas em Pré-Embarque
e Pós-Embarque. As modalidades pré-embarque representam financiamentos à produção do
bem, sendo beneficiário o futuro exportador. Já a modalidade pós-embarque representa
financiamento à comercialização do bem, sendo que o financiado pode ser o vendedor
(supplier credit) ou o comprador (buyer credit) da mercadoria brasileira.
No supplier credit, o exportador vende a prazo e emite um título de crédito (letra de
câmbio) ou recebe uma carta de crédito ou uma nota promissória. O exportador efetua o
desconto dos títulos junto ao BNDES ou lhe cede os direitos constantes da carta, sem direito
de regresso. Assim, mesmo que o devedor não honre o pagamento do título ou da carta, o
BNDES não pode cobrá-lo de volta do exportador brasileiro. Nesta modalidade, ocorre,
portanto, um refinanciamento.
No buyer credit, o importador estrangeiro recorre diretamente ao BNDES, celebrando
um contrato particular de financiamento.
Pode uma mesma operação receber os dois gêneros de financiamento: o Pré-Embarque
e o Pós-Embarque?
A resposta é positiva. A empresa brasileira recorre ao BNDES solicitando recursos para
produzir um bem a ser exportado e quita o empréstimo. Depois de comercializar, o exportador
pode novamente recorrer ao BNDES, desta vez para descontar os títulos representativos da
venda externa.

A Carta-Circular BNDES no 31, de 30 de julho de 2007, define a lista de mercadorias


passíveis de financiamento pelo BNDES-EXIM. A lista contempla desde carnes até aviões e
compreende atualmente cerca de 90% das exportações brasileiras.
É importante notar que, em todas as modalidades a seguir, a mercadoria exportável
(pré-embarque) ou exportada (pós-embarque) somente pode ser financiada, ou refinanciada,

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se tiver o mínimo de 60% de nacionalização, ou seja, pelo menos 60% do valor final dela
tenham sido agregados por empresa brasileira.
São modalidades do BNDES-EXIM:
1. Pré-Embarque - Financiamento da produção do exportador brasileiro de
mercadorias específicas já conhecidas quando se concede o financiamento.
2. Pré-Embarque Especial - Financiamento da produção do exportador brasileiro de
mercadorias ainda não especificadas.
3. Pré-Embarque Empresa Âncora - Financiamento a uma empresa âncora que adquire
mercadorias de micro, pequenas e médias empresas visando à exportação.
4. Pré-Embarque Ágil - Financiamento ao exportador de bens que tenham o prazo
máximo de pagamento de 18 meses.
5. Pré-Embarque Automóveis – Financia a produção de automóveis a serem exportados.
6. Pós-Embarque - Como visto anteriormente, nesta modalidade o financiamento pode
ser concedido ao exportador brasileiro (supplier credit) ou ao importador estrangeiro (buyer
credit).

PROEX (Programa de Financiamento às Exportações)

O PROEX é utilizado para financiar o exportador brasileiro ou o importador estrangeiro


para que a venda seja concretizada. Se o exportador não vender a prazo, vai perder o cliente.
Mas ele não tem condições de vender a prazo. Como os juros no Brasil são altos, os
exportadores não teriam condições de captar empréstimos aqui para repassá-los aos seus
compradores, pois o repasse oneraria demasiadamente o custo da mercadoria. A não ser que
as taxas de juros fossem subsidiadas. Para isso, existe o PROEX.

Comporta duas modalidades: PROEX Equalização e PROEX Financiamento.

PROEX Equalização – Lei 10.184/01 e Portaria MDIC 374 de 21/12/99. É a modalidade


de crédito ao exportador ou importador de bens e serviços brasileiros, realizada pelas
instituições financeiras, na qual o PROEX assume parte dos encargos financeiros,
tornando-os compatíveis com os praticados no mercado internacional.
Os beneficiários são as instituições financeiras ou de crédito que provêem os
recursos do financiamento.
A Equalização é calculada sobre 85% do valor exportado, de acordo com a
mercadoria, no INCOTERM pactuado. A Equalização é paga ao Financiador com Notas
do Tesouro Nacional – NTN.

Segue o artigo 5o da Portaria MDIC 374/99:


“Art. 5o O percentual máximo admitido para fins de equalização é de oitenta e
cinco por cento do valor da exportação na condição de venda pactuada, limitado
à parcela financiada.
§ 1o Quando a comissão de agente for superior a 15%, o percentual máximo
admitido para fins de equalização será a diferença entre o valor da exportação
na condição de venda pactuada e o da comissão de agente, limitado à parcela
financiada.

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§ 2o Para as exportações de mercadorias com índice de nacionalização inferior a


sessenta por cento, o pagamento incide sobre o percentual igual ao índice de
nacionalização, acrescido de quarenta pontos percentuais, aplicado sobre o
resultado obtido, conforme o caso, com base no ‘caput’ ou no § 1o, deste artigo.”

O BB informa no seu site o funcionamento do PROEX Equalização:

“1. Solicite o enquadramento da operação quando houver negociado a venda


com o importador e o financiamento com uma instituição financeira

2. Antes do embarque da mercadoria, providencie o Registro da Operação de


Crédito (RC), Enquadramento 2 - Equalização, no Sistema de Comércio Exterior
- SISCOMEX
3. Aguarde o retorno do RC, via SISCOMEX, com status "aprovado" pelo
Banco do Brasil
4. Providencie os documentos de exportação, lembrando que o Registro de
Exportação-RE deve ser vinculado ao RC já aprovado
5. Embarque suas mercadorias
6. Encaminhe todos os documentos de exportação, relacionados abaixo, ao
agente financeiro para os procedimentos de praxe:

- fatura comercial
- conhecimento de transporte internacional
- certificado de origem ou outros documentos exigidos no país de destino
- registro de exportação-RE averbado

Seu agente financeiro, após conferência da documentação, a remeterá


ao exterior, inclusive as letras de câmbio para aceite pelo importador e aval do
garantidor, se for o caso.
Cumpridas as formalidades, seu agente financeiro creditará, na sua
conta, o valor relativo à parcela financiada, (financiamentos em moeda
nacional) ou o avisará da necessidade de liquidar o contrato de câmbio para
ingresso do valor financiado (financiamentos em moeda estrangeira).”

Segundo a Resolução CAMEX 33/2002, o PROEX Equalização ampara empresas


de qualquer porte.

PROEX Financiamento – Lei 10.184/01 e Portaria MDIC 375 de 21/12/99, é a


modalidade de financiamento ao exportador ou ao importador de bens e serviços
brasileiros, realizado exclusivamente pelo Banco do Brasil, com recursos do Tesouro
Nacional.
O prazo para amortização de financiamentos de bens varia até 10 anos contados
do embarque. O prazo é definido de acordo com o valor agregado da mercadoria ou a
complexidade do serviço prestado. Os prazos estão fixados na Portaria 232 do MDIC de
04/12/2007.
A moeda utilizada é o dólar dos EUA ou outra de livre conversibilidade aceita
internacionalmente.

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A taxa de juros é fixa ou variável e é aplicada sobre o saldo devedor, sendo


admitida, no mínimo, a Libor - London Interbank Offered Rate – Taxa oferecida no
mercado interbancário de Londres. A taxa variável é definida a cada 3 meses.

Segue o artigo 6o da Portaria MDIC 375/99:

“Art. 6o Na ocorrência de comissão de agente, o valor máximo financiável não


pode superar a diferença entre o valor da exportação na condição de venda
pactuada e o da comissão de agente.”

O Banco do Brasil informa em seu site o funcionamento do PROEX


financiamento:

“1. Antes do embarque da mercadoria providencie o Registro da Operação de


Crédito (RC), Enquadramento 3 - Financiamento, no Sistema de Comércio
Exterior - SISCOMEX, podendo utilizar os serviços do Banco do Brasil

2. Aguarde o retorno do RC, via SISCOMEX, com status "aprovado" pelo Banco
do Brasil.
3. Providencie os documentos de exportação, lembrando que o Registro de
Exportação-RE deve ser vinculado ao RC já aprovado
4. Embarque suas mercadorias
5. Encaminhe todos os documentos de exportação, relacionados abaixo, à
Agência do Banco do Brasil para os procedimentos de praxe (remessa ao exterior
para desembaraço da mercadoria, aceite do importador e aval, se houver):

- fatura comercial
- conhecimento de transporte internacional
- certificado de origem ou outros documentos exigidos no país de destino
- registro de exportação-RE averbado

6. Quando do retorno dessa documentação e da constituição da garantia, a


agência do BB providenciará o pedido de desembolso.”

O importador vai então pagar prestações semestrais, iguais e sucessivas.

Pela Resolução CAMEX 45/2003, “o PROEX Financiamento será destinado a


amparar as exportações de micro, pequenas e médias empresas, ficando ressalvado
o enquadramento de operações de empresas de grande porte, nessa modalidade,
exclusivamente, para cumprir compromissos governamentais decorrentes de acordos
bilaterais de créditos brasileiros e nos casos de operações que não possam ser
viabilizadas pelo mercado, ou de co-financiamento realizadas com a Corporación Andina
de Fomento – CAF.”

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Modalidades de Financiamento à Importação

Podemos identificar as seguintes modalidades de financiamento às importações


brasileiras:
1) Aquelas concedidas pelo próprio fornecedor estrangeiro
Tais financiamentos não têm forma ou requisitos determinados. Os fornecedores
concedem o financiamento com plena liberdade de forma e de prazo. Portanto, sem
regras predeterminadas.

2) As concedidas por instituições financeiras sediadas no Brasil


Nesta modalidade, abordaremos o contrato de forfaiting.

3) As concedidas pelo governo brasileiro


O governo brasileiro prefere financiar exportações a importações. Analisaremos os
únicos programas governamentais de financiamento às importações, executados
pelo BNDES.

4) As concedidas por instituições financeiras estrangeiras


Estas modalidades se classificam em duas linhas: direta e repasse. Pela primeira, a
instituição estrangeira financia diretamente o importador brasileiro. Pelo repasse, a
instituição entrega os valores a um banco brasileiro que os repassa ao importador.

5) As concedidas por governos estrangeiros


Foge do objetivo deste livro a análise das espécies de financiamento governo por
governo. Mas, considerando a sua relevância, abordaremos as espécies de
financiamento concedidas pelo EXIMBANK, agência norte-americana voltada à
promoção das exportações do país.

6) Contratos de leasing
No leasing financeiro, um banco adquire a mercadoria do vendedor estrangeiro e a
arrenda ao brasileiro. No leasing operacional, é o próprio fornecedor do bem quem o
arrenda, mas sem opção de compra. Portanto, a importação sob o regime de leasing
reflete um financiamento ao arrendatário-importador, que assume o compromisso
de pagar prestações a prazo.

Forfaiting

Inicialmente, cabe ressaltar que o forfaiting pode ser usado para financiar tanto as
importações quanto as exportações brasileiras. A análise foi inserida somente no tópico
referente ao financiamento às importações por ser totalmente desnecessária a sua duplicidade.
E, em segundo lugar, porque atualmente é nas importações brasileiras que seu uso tem se
verificado mais importante.
Quando um importador brasileiro deseja comprar um bem a prazo, mas o exportador
estrangeiro só vende à vista, surge a ocasião para o uso do forfaiting. Por este contrato, o
banco paga ao exportador à vista, com desconto, e mantém em carteira o título representativo
da venda externa, o qual será liquidado pelo importador na data de vencimento. O forfaiting
pode ser contratado também com forfaiting houses, que são firmas especializadas na
celebração desta espécie de contrato.

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No forfaiting, não há direito de regresso contra o exportador, ou seja, este não será
cobrado em ação regressiva pelo banco ou pela forfaiting house, caso o importador não honre
a dívida.
Também as exportações brasileiras podem ser realizadas com o uso do forfaiting junto
a bancos comerciais. Neste caso, o exportador brasileiro desconta os títulos junto ao banco
também sem direito de regresso.

BNDES (FINEM e Automático)

O Financiamento a Empreendimentos (FINEM), executado pelo BNDES, ampara a


realização de projetos de implantação, expansão e modernização, incluída a aquisição de
máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, previamente credenciados pelo
BNDES, bem como a importação de maquinários e capital de giro associado, realizados
diretamente com o banco ou através das instituições financeiras credenciadas.
Em regra, o FINEM é utilizado para financiamentos de valor superior a R$ 10 milhões.
Dependendo do caso, este limite pode ser reduzido.

O BNDES Automático provê apoio financeiro de até R$ 10 milhões, por cliente, a cada
período de 12 meses, para a realização de projetos de investimentos, incluindo a aquisição de
equipamentos de fabricação nacional, previamente credenciados pelo BNDES, bem como a
importação de maquinários novos, sem similar nacional, e o capital de giro associado. No
entanto, desde dezembro de 2006, encontra-se suspensa a permissão para importações sob
este programa.

EXIMBANK – Export-Import Bank

O EXIMBANK é a agência oficial de crédito de exportação dos Estados Unidos. Tem por
função estimular as exportações de bens e serviços norte-americanos para o resto do mundo.

As modalidades de financiamento compreendem:


1) Garantia de Empréstimos – Caso o comprador de produtos e serviços norte-
americanos não esteja conseguindo empréstimos junto a instituições financeiras, ele
pode solicitar que o EXIMBANK seja seu avalista, abrindo assim as portas do
mercado financeiro. Esta modalidade pode ser usada também para garantir
empréstimos tomados pelo exportador, na fase pré-embarque.
2) Empréstimo Direto – O EXIMBANK empresta os valores diretamente ao comprador
do produto ou serviço norte-americano.
3) Seguro de Crédito à Exportação – À frente, analisaremos o seguro de crédito à
exportação brasileira. A diferença em relação ao seguro que é celebrado com o
EXIMBANK é que a modalidade norte-americana somente ampara o não-pagamento
por parte do importador por questões comerciais e algumas questões políticas, não
todas. O EXIMBANK não cobre a ocorrência de riscos extraordinários.
4) Garantia de Leasing – Funciona como um seguro de crédito para mercadorias
exportadas sob o regime de leasing. Caso o arrendatário não pague, o EXIMBANK
cobre o prejuízo. Nesta modalidade, tanto os riscos comerciais quanto os riscos
políticos são totalmente cobertos.

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Garantias

Nos contratos internacionais, existem cinco tipos de garantia:


1) garantia de oferta (ou bid bond) – garante a assinatura do contrato
2) garantia de fornecimento (ou supply bond) – garante o fornecimento dos meios
necessários para o cumprimento do contrato
3) garantia de desempenho (ou performance bond) – garante a conclusão
satisfatória do contrato
4) garantia de reembolso (ou refundment bond) – garante o reembolso de valores
antecipados, caso o contrato não seja cumprido satisfatoriamente
5) stand by letter of credit – garante um empréstimo

Exercícios de Fixação

(AFRFB 2005) 49 - Assinale a opção que completa corretamente a lacuna abaixo.


A / O ________________ consiste em modalidade de financiamento de exportações em que o
exportador recebe os recursos relativos à operação após o embarque da mercadoria, com base
no título de crédito gerado pela operação, antes, porém, que o banco tenha recebido as divisas
relativas à transação.
a) Carta de Crédito de Exportação
b) Cobrança de Exportação
c) Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC)
d) Convênio de Pagamento de Crédito Recíproco
e) Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE)

(AFTN 1998) 57 - Em sua modalidade de financiamento, o Programa de Incentivo às


Exportações (PROEX), é concedido
a) diretamente ao exportador e ao importador de bens e serviços brasileiros e realizado pelo
Banco do Brasil, com recursos do Tesouro Nacional
b) pelo Banco do Brasil, diretamente ao exportador, com recursos próprios
c) pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao exportador e importador de
bens e serviços brasileiros com recursos do Tesouro Nacional
d) às instituições financeiras ou de crédito, para repasse ao exportador, com recursos da
Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME)
e) ao importador de bens e serviços brasileiros, através de estabelecimentos de crédito ou
financeiros no País ou no exterior, com recursos do Banco do Brasil

Gabaritos: e, a.

Outras questões a serem resolvidas:

AFRF 2002/2 – questão 21


AFRF 2002/1 – questão 29
ACE 97 – questões 56 e 57

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