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Introdugaio. A integracao bateria @ contrabaixo ... 10 Afinagao/escrita.. 12 Pequena histéria da bateria no Brasil. wks} Pequena histéria do contrabaixo no Brasil... 14 Samba eee ecee Samba no prato.. Samba de morro Samba-choro..... Samba cruzado. Partido alto Samba cancao Samba funk . Samba rock ... Pagode Bossa nova. Carnaval. a Marcha rancho .. Marcha carnavalesca Samba-enredo. . Frevo ne Afoxé (ijexd) .. Nordeste ... Baio Xote Maracatu . Baque virado Baque de Luanda Mangue beat . Axé 08 Samba-reggae .... Samba de roda Técnicas inovagées ... Bateria Baldo . Quadritha liexa ... Maracatu Contrabaixo.. Ficha técnica . PEQUENA HISTORIA DA BATERIA NO BRASIL A bateria surgiu no Brasil na década de 20, com as orquestras dos cinemas mudos e posteriormente com as orquestras das radios. As primeiras eram compostas Por instrumentos de bandas marciais, como bombo e tarol. Suas ferragens eram rudimentares @ raramente possufam pedal de bumbo. Na década de 30, a bateria comecou a despontar, principalmente devide a Luciano Perrone, que criou uma linguagem brasileira para o instrumento. A década de 40 deu continuidade @ expansdo do rdio e conseqientemente da musica das orquestras. Na década de 50, houve uma grande influéncia da misica americana, 0 que possibilitou grandes mudangas estilisticas. Foi nesse periodo que Edson Machado ficou conhecido pelo seu “samba no prato”. Com o surgimento da bossa nova, o estilo brasileiro de tocar bateria teve o seu reconhecimento internacional. Nas décadas seguintes, a bateria brasileira continuou sua ascensao e se tornou sindnimo de criatividade e inovacdo. INSTRUMENTOS DE PERCUSSAO FAIXA 02 y APRESENTACAO DOS INSTRUMENTOS DE PERCUSSAO, +. sunDo 2 GANZA 3: TAMBORIM a 4 RECO-RECO 5 PANDEIRO 6-acoso Be 7. REPINIQUE 8 CAIXA 2-culca 13 PEQUENA HISTORIA DO CONTRABAIXO NO BRASIL Nos anos 20, as linhas de baixo na musica brasileira, especialmente no choro, eram executadas pelo violdo, porém com um estilo contrapontistico. A partir dos anos 30, 0 contrabaixo actistico participa efetivamente de gravacdes (época da vals brasileira) ¢ da formagdo instrumental de orquestras © grupos regionais. Nos anos 40, & introduzido no samba sem a caracteristica contrapontistica do choro, enfatizando as ténicas do acorde ¢ apoiando ritmicamente a bateria. Finalmente, a partir da década seguinte, sua presenca se solidifica na mdsica popular brasileira com a bossa nove, Jé © contrabaixo elétrico chegou ao Brasil impulsionado pelo movimento da joven quarda, na década de 60. A partir da década de 70, musicos talentosos, como Luizéo Maia, comegam a criar uma linguagem nacional para o instrumento. M FAIXA 04 LINHA DE BAIXO NO CHORO - “BAIXORAO" o7 ST ‘rORco 1 SAMBA © samba é 0 género popular mais reconhecido e representativo da miisica popu- lar brasileira. Sua evolucao se deu a partir do batuque, jongo e lundu, de origens africanas. Tem como caracteristicas 0 compasso binério e uma constancia de sincopas. Dentro das mais variadas formas de executé-lo, houve uma padronizaco no Rio de Janeiro, fundamentada com o estilo criado no Estacio, 0 samba de morro. A BATERIA NO SAMBA A bateria sintetiza os principals sons da percussfo de uma batucada. O som agudo e constante dos ganzés e das platinelas do pandeiro foi adaptado pelo chimbal e pelo prato de conduc&o, que podem ser acentuados de varias maneiras. Duas delas sai No primeiro exemplo, a cada grupo de quatro semicolcheias, acentua-se a primeira @ a quarta. No segundo exemplo, acentua-se seguindo os padrées do tamborim. Mais especificamente sobre o prato de condugao, ele possui a peculiaridade de hora estar fraseando como um ganzé, hora como um tamborim, principalmente a partir das condugées do baterista Edson Machado. Estude os exercicios seguintes para desenvolver as coordenagées do samba no prato. Gl Apés estudé-los separadamente inclua a levada de bumbo e chimbal abaixo e, aos poucos, comece a improvisar, alternando as levadas entre si. © tamborim por sua vez pode ser adaptado tocando-se a baqueta no aro da caixa. Ela deve estar deitada sobre a caixa, com a parte inferior sobre a pele © a parte superior em contato com o aro FAIXA 07 ‘CONDUCAO D0 TAMBORIM COM VARIAGOES FAIXA 08 ADAPTAGAO DO TAMBORIM NO ARO DA CAIXA Fr | Observe na continuagao da faixa 08 o fraseado (flams) nos aros do tom 1 da caixa. Outro instrumento também adaptado dessa forma 6 0 ag6gd. Tocando com a baqueta sobre a caixa e deixando um menor ou maior espaco da parte superior para fora, pode-se obter graves @ agudos, simulando assim as batidas do agég6. (ajsouacuoo | (G)SOMGRAVE connustes 0 acood raxcace PY caveso _noserngo 0 asa wo Ano on cata | -NOTA AGUDA PRODUZIDA COM A BAQUETA NO ARO DA CALXA (OTA GRAVE PRODUZIDA COM A BAQUETA NO ARODA CAIXA © surdo foi adaptado & bateria principalmente pelo bumbo. Porém, quando pensamos numa batida de samba conduzida no prato, logo nos lembramos do chimbal Tocade com o pé esquerdo, que também ndo deixa de ser uma adaptacao do surdo, M FAIXA 11 LINHA DE SURDO PR cova 2 soo sonrrno no woe cas | Além da caixa, que é naturalmente adaptada a bateria, instrumentos como cuica, reco-reco, tantan, rebolo, repique de mao e repinique séo adaptados nao de uma forma direta, mas sim num contexto fraseolégico, em solos, levadas e sonoridades. | Estude as coordenagées sugeridas para um melhor desempenho nas levadas e | estilos demonstrados. Mantenha o ostinato de bumbo e chimbal jé sugerido anteriormente como base Para as coordenagdes seguintes: toque o chimbal com a mao direita e 0 aro da caixa com a mao esquerda, Estude também algumas acentuagées combinagées para a caixa mantendo o mesmo ostinato nos pés. ‘As coordenagées seguintes também devem ser estudadas na caixa. Porém estéo contidas algumas notas tocadas simultaneamente pola mao direita e esquerda, gerando naturalmente um sentido de multiplicidade ou, como chamamos tecnicamente, flam, muito comum em diversas levadas de samba. a= SS SS, A CONDUCAO DO CONTRABAIXO NO SAMBA Conhecimento ritmico: Para que o contrabaixista desenvolva uma boa linha, é importante conhecer 0 movimento do surdo e os padrées ritmicos mais usados no samba. Essas “células ritmicas” sero demonstradas no decorrer dos exemplos. Conhecimento harménico, articulagées e ornamentos: A) Ténica e quinto grau - E 0 principal e mais usado movimento que 0 contrabaixo realiza. A tonica vem no primeiro tempo, tocada de forma stacatto, e o quinto grau, no segundo tempo com maior acentuaca0. Quando o quinto grau é tocado uma oitave abaixo, o som produzido é semelhante ao do surdo. Nos primeiros exemplos, o primeiro tempo foi suprimido, sendo ténica tocada apenas no segundo tempo do compasso. Ouga com atengdo 0 surdo nos préximos quatro exemplos. PR rs roca €ouNTo ota cm Dat ————— 8) Nota Morta © Martelado — Sao técnicas que auxiliam na ritmica e dc um toque especial. Ajudam naquilo que chamamos de “molho”, “swing”, “tempero” A nota morta (X) - € produzida pela mao direita e tem um melhor resultado sonoro quando tocada em uma regido de maior tenséo da corda (préximo & ponte}. E escrita no pentagrama na rogido das cordas soltas. EXEMPLO NOTAS MORTAS NO PENTAGRAMA ‘A nota martelada (M) 6 produzida a partir do toque dos dedos da mao esquerda na corda solta sem a articulacao da mao direita. Ndo 6 adotado nenhum simbolo para fepresentar este som, pois é uma articula¢éo usada apenas para interpretacdo. Essa sonoridade teve inicio no jazz com o baixo aciistico. Para chamar a atengao do som da nota martelada esté escrita a letra “M” embaixo de nota. No exemplo 14, a nota martelada 6 precedida por uma nota solta ¢ conectada por uma ligadura, tratando-se de uma nota ligada (item G). Haveré uma outra abordagem da nota martelada na pagina 85, no item tapping. NOTA MORTA & MARTELADA FAXA 14 a cm Fm cm Dm C) Notas do acorde (ARPEJO) - £ muito importante que o contrabaixista estude harmonia e aprenda a ler e entender o que as cifras estabelecem. Existem os acordes de trés sons — Triades (|, III, V) - € os de quatro sons — tetracordes ou tétrades (|, Ill, V, vin. Veja a seguir 0 quadro com tipos de acorde e arpejos: 25 QUADRO COM TIPOS DE ACORDE E ARPEJOS CIFRA TRIADE ARPEJO GC (Malor, - ——_sacieussanstees nhs nitions are a cm menor ——_$________ ci#5) aumentada Cmtb5) ciminuta | —<— CIFRA TETRADE ARPEJO c7™ Maior c/ 7° Maior c7 Maior c/ 7° menor cm7 menor c/ 7* menor Cm (7M) menor ¢/ 7° Maior ————————— m7 (b5) menor ¢/ 7* menor e 5° dim ———— c Diminute ———_— x FAIXA 16 NOTAS DO ACORDE Dminbs) meg TE, qaair= Ab worls D) Notas Crométicas - So aquelas que nao pertencem & escala do acorde. Podem sor utilizadas para aproximagao das notas do arpojo, da escala do acorde, ou ainda, para conectar acordes subseqiientes. O sinal “cr”, escrito embaixo da nota, identifica tal movimento. FAIXA 16 NOTAS CROMATICAS E Notas diaténicas — Séo as notes que pertencem & escala do acorde. Ajudam @ enriquecer melodicamente as linhas de conducao. § Anil Bm7bs) Ss = { Sa { Am AG F eb ff Ant a ae F) Ligaduras de duracéo - Une sons de mesma altura, somando suas duracdes. & muito utilizada para a escrita de antecipagdes € deslocamentos de acentuagdes que sio comuns no samba (s{ncopas). ieee erase vans MPR e oh a7 Ebr D G) Notas Ligadas: S40 notes conectadas por uma ligadura. A ligadura faz a conexéo de uma nota para outta mais alta. No exemplo a seguir, 0 som da primeira nota é produzido pelos dedos da mao direita, enquanto o som da segunda, apenas pelo movimento da mao esquerde. crs WL ihe H) Notas Puxadas: A nota puxada é sempre precedida por uma note articulada na mesma corda, Portanto, a ligadura conecta uma note @ outra mais baixa. y FAIXA 20 NOTAS PUXADAS wa hes 1) Glissando: E um ornamento que consiste em fazer a mo escorregar de ume nota & outra, de maneira continua. E indicado por um traco irregular, ascendente ou descendente ™ FAIKA 21 Guissanoo - Se =a J) Portamento: E um ornamento parecido com 0 glissando, s6 que mais rapido e curto. Seu traco é reto © pode ser ascendente ou descendents. x FAIKA 22 PORTAMENTO SAMBA DE MORRO (Samba batucada) - E ‘© samba a0 estilo carioca dos compositores do Estécio, que predomina a partir dos anos 30. Uma de suas principais caracteristicas est4 na instrumentacao: surdo, pandeiro, cuica e tamborim. 0 samba cruzado, uma batucada adeptada a bateria, é tocado tradicionalmente com a mao na caixa enquanto os tons & © surdo so tocados com a mao esquerda onuzada sobre 0 braco direito. SAMBA DE MORRO | PY wre sawsa D€ MORO 1 sonal li nas PARTIDO ALTO - Construido com refrdes que séo repetidos em coro, 0 samba de partido alto é acompanhado por instrumentos de percussao e palmas. As estrofes séo improvisadas por solistas, também conhecidos por partideiros Os bateristas e contrabaixistas brasileiros adaptaram essa linguagem para seus respectivos instrumentos, 05 quais néo fazem parte da instrumentagao tradicional do partido alto. E interessante notar que nesse sessio rit @ do agogo. ica predomina as variacdes do pandeiro Vises no ree ron MPR A batide com o polegar préximo ao aro, € também o tapa tocado no pandeiro, so adaptados respectivamente ao bumbo e & caixa da bateria, criando algumes das formas de executar 0 partido alto. os pa —) 2 Bn 709 ao ee. PP as eee SAMBA-CANGAO - Com uma sofisticecdo poética, harmonica e ritmicamente bem mais contide do que os sambas camavalescos, se firmou durante as décadas de 30 © 40, impulsionado pela popularizagio do rédio. Seen eseers onnsr MPO SAMBA-FUNK - 0 samba-funk mistura elementos do samba com a _itmic mareante do funk. Essa fusao ocorre nos anos 70 e tem como principal caracteristc a introdugao da técnica de contrabaixo chamada de s/ap (ver na pég. 82 maior detalhes) na musica brasileira. A faixe 36 & popularmente conhecida como samba rock. SAMBA FUNK | x === SAMBA FUNK Itt &7 7 Df = D7 Of ofS _—F Sass =e == Ere Sr es 3 = fat 22 5. PAGODE - 0 termo pagode sugere uma festa com comida, bebida, danga @ muita miisica; no caso, 0 samba. Tem como caracteristica instrumental a incluséo do banjo, do tant e do repique de mo. A partir dos anos 80, o pagode se estabelece como género musical de grande forca popular © comercial FAXA 97 PAGODE DE MESA FAA 93 PAGODE | 7 Dg? E79) Bbis eel Dag) Dm GmIg CoD == copra] = PAGODE 1 Faixa 39 Mm aaa cm TéPIco BOSSA NOVA Surgida no final da década de 50, trouxe grandes mudancas estilisticas relacionadas & harmonia, eos arranjos e as batidas do violéo, A formagao bateria, contrabaixo e piano tiveram influéncia da instrumentagao norte-americana do jazz. Na bateria é comum 0 uso das vassourinhas, que pode ocorrer de duas maneiras: a0 par, Ou uma sendo tocada pela mao direita enquanto a esquerda carrega uma baqueta. Quando percutir a pele da caixe com a mao direita (exemplo nas faixas 40, 44-6 46), procure apoiar a parte superior do corpo da vassourinha no aro do instrumento para obter um som melhor. Note que na bossa nova nao existe a marcacao ritmica de instrumentos de petcussdo que prevalece em outros estilos de samba 0 baixista tem um trabalho ritmico desenvolvido com maior liberdade, mas sempre em conjunto com o baterista. As notas devem soar mais ligadas, dendo uma sdlida base harménica para o violdo e piano. Fique atento aos acordes invertidos BOSSA NOVA 1 FAIA 40 xy ‘Ant Barbs Erb Am? ab? = ma Fu Dm? E79) Am? Bm7bs) Ends Am? H1-VASSOURINHA TOCADA NA PELEDA CALA COM AMKO DIREITA 41 ebm Na feixa 42 as duas vassouras séo respadas na pele, porém a da méo dif também 6 percurtida, acentuando as variacdes ritmicas do tamborim. A mio di faz movimentos no sentido horério, enquanto a mao esquerda no sentido oposta, BOSSA NOVA FAIKA 42 Dabs) Get = — a 42 Na faixa 43 as duas vassouras sao raspadas na pele da caixa, porém a da mao direita ¢ raspada e percurtida 20 mesmo tempo. Sant om faim eS — SS p79) ebm Abn) ebm Se Se Sea (| - VASSOURINHA RASPADA NA PELE DA CAIKA Na faixa 44 a mao esquerda gira em sentido horério e a mao direita percurte na pele da caixa. 06 Em@ Ar) DM Emme) A718) Emig ANI Ome) Gray Emre) Ebr Dmre —_brey aS oom caw okep os lea ia _ LINHA DA MAQ ESQUERDA, ME-RASPADA VERTICALMENTE NA PELE DA CAIXA OPICO I CARNAVAL As primeiras escolas de samba criaram um tipo de musica chamada marcha- rancho, Eram denominados de ranchos os grupos que realizavam dangas para festas Catdlicas, como 0 Natal e 0 Dia de Reis. Durante o carneval, os ranchos safam as ruas cantando ¢ dancando, usando a frente um ostandarte. Bo PED poEEDDEE oD = eS ae = jain ae Sia { nnd 0 a x Gm x Bb AT Dm edb i f: t + + = + ad matt | Dn Zz SAMBA-ENREDO - Bastante difundido no eixo Rio-Sao Paulo, 0 samba-enredo foi criado para acompanhar os desfiles das escolas de samba, estabelecendo-se comercialmente a partir dos anos 70. A instrumentagéo do samba enredo ¢ composta pelo cavaco (harmonia) 0 pela bateria, que 6 formada por um grande numero de instrumentos de percussdo. Séo eles: os surdos de primeira, segunda e terceira (cortador), tamborins, caixas, ganzas, repiniques, pandeiros, cuicas @ reco-recos. Todos so regidos pelo mestre de bateria, que comanda os musicos usando um apito © gestos. © samba-enredo 6 tocado num andamento mais répido que os demeis estilos de samba e, sendo assim, é necessério salientar a importancia do puxador que, junto com a bateria, determina a pulsacdo e a cadencia da escola. A faixa 48 contém trés exempios de samba-enredo adaptados @ bateria, sendo quo 08 dois primeiros so mais “baterfsticos", ou soja, so conduzides de uma forma mais leve, enquanto que o terceiro, apesar de nao se tratar de uma escola de samba, imprime maior peso 20 conjunto. SANBAENREDO NA BATERIA FREVO - Originério do carnaval de Recife (PE), ¢ caracterizado por ser uma marcha instrumental de andamento répido. Na Bahia, a partir dos anos 50, com a criag&o do trio elétrico, estabeleceu-se 0 frevo baiano ou frevo eléttico. As faixas 50 e 51 se baseiam nas levadas tradicionais do frevo de orquestra que, inicialmente, foi criado e executedo por uma bateria “desmembrada” ou percussé0 sinfénica (caixe, bumbo, pratos de choque etc.). A fsixe 52 ¢ um exemplo de frevo elétrico. Foi a partir da eletrificacdo do frevo que o contrabaixo elétrico ganhou o seu espaco definitive na condu¢ao desse estilo. O grande responsdvel por essa linguagem foi 0 trio elétrico de Dodo e Osmer na Bahia. mM» FAIXA 51 FREVO II bb x Me FAIXA 52. REVO it iw eb aap = eb abr 2 = Atoxé (ljexa) - 0 afoxé & 0 nome de um ritual religioso afro-baiano, e 0 ijexé um dos ritmos caracteristicos dos afoxés. Como originalmente o ijexé é tocada somente Por atabaques, cabe & bateria sintetizé-los e ao contrabaixo, apoiar sua ritmica. Limp so ecct con vametes as UeXA FRIXA 54 me a BIA x Bim Amr x Frat) E7b9) TOPIco 1 NORDESTE Baldo - Foi com a vinda de Luiz Gonzaga para o Rio de Janeiro, na décade de 40, que 0 baiéo comegou a ser difundido. Assim come no samba, a batoria 6 adaptada a partir de instrumentos de percusséo. Os principais séo a zabumba, 0 triéngulo e o pandeiro. 0 bumbo e a caixa tm a funcdo do boneco{a) € do bacalhau da zabumba. 0 primeiro é uma baqueta com a ponta envolvida em um tipo de espuma que é presa & haste por um tecido e fita adesiva. Jé 0 bacalhau é uma vareta fina com o tamanho préximo ao do boneco(a). Geralmente foita de bambu, produz um som bastante “estalado”, com médios e grande projecao. zasuwns emAnuo enna se MP © trigngulo © 0 pandeiro podem ser adaptados pelo chimbal @ pelo prato de condugao, Dessa maneira 6 possivel simular os toques abertos e fechados e a consténcia rftmica do triangulo. 255e As coordenagées abaixo também séo para as mos, sendo direcionadas para levadas com semicolcheias tocadas no chimbal. Note 0 uso de toques simples e alternados (single strokes). As linhas de contrabaixo criadas para 0 baigo dao apoio a ritmica usada pela zabumba e pelo bumbo da bateria. Seguem abaixo dois exemplos de baido, um de xaxado e dois de xote, sendo estes uiltimos dois géneros bastante conhecidos da misica nordestina e bem préximos do beido. a waco PO BAO W Todas as linhas de contrabaixo escrites para neste tdpico foram concebidas partir des acentuagdes © de elementos ritmicos caracteristicos do maracatu. As utilizagdes de linhas de contrabaixo nesse g@nero ainda sao escassas. No exemplo 69, utilize a técnica descrita na pagina 82, item E. PD oo eer eisai rans PO accent vara vo paraeicas & x 4 x Hp ee Sail MANGUE BEAT 1 Axé - Género originério da Bahia, com uma grande difusdo comercial nos anos 90. Tem como caracterfsticas principais a modernizac&o e fuséo de diversos ritmos @ manifestagdes populares regionais (blocos afro, samba de roda, frevo, samba-reggae, lambada}, além da infiuéncia de estilos africanos e afro-caribenhos (merengue, salsa, rumba e calipso). Os trios elétricos foram os principais responsdveis por essa fuséo © ‘sua popularizacao. Estude essas acentuagées antes de tocar as taixas: a [SAMBA-REGGAE | e FAIKA 74 Gut M FAIXA 77 SAMBA DE RODA fl 2 a ed Le ee eae ees oS ag | ae ee ey a as ° ° ° x FAIXA 78 es enenere vase Atraves desse procedimento voce podera aplicar essa técnica aos ritmos aqui demonstrados e também a outros criados ou adaptados por vocé. Veja agora outros ritmos adaptados da mesma maneira: QUADRILHA Block e Agogo Bumboe Chima Nessa linha, 0 bumbo ¢ tocado com © pedal esquerdo do pedal duplo, usando- se @ ponta do pé. Jé o chimbal é tocado com 0 calcanhar. Linhes dos pés agrupadas Complete essa levada com uma linha de caixa ou simule o tridngulo no chimbal, aproveitando-se das seminimas tocadas nele com o pé direito. Caixa LINHA DE CAIXA LINHA DO TRIANGULO ADAPTADA NO CHIMBAL Unindo as linhas dos pés com a do triéngulo, e depois com a linha da caixe, temos respectivamente: Mw 7) FAIXA 80, LINHA DOS PES/TRIANGULO FAIXA 81 LINHIA Dos PESICAIKA DEDEDEDE DED E DDEEDDEE Vocé ainda pode unir a zabumba com as linhas dos pés ja vistas, Essa € uma linha tradicional de quadrilha: 74 {cf Not sbafada rs asbanbe {ohana IJEXA Block e el ‘Agogo + - ta LINHA BASICA DE AGOGO TOCADA NO PE ESQUERDO Pode-se também executar essa linha com os blocks enquanto se toca o bumbo & imbal com o pé direito. Bumboe ff: Chima LINHA DO BUMBO | CHIMBAL Estude as linnas agrupadas. LINHAS DOS PES Agora, com as mos, toque uma levada pop de ijexé. re ES Bumbo Estude as linhas das mos e dos pés agrupadas: x FAIKA 83 LINHA DAS MAos E DoS PES Vocé pode também tocar congas junto com a bateria (posicionadas no lado esquerdo do sau set) Se a posig&o tradicional das congas (congs e tumbadora, da esquerda para a direita) no the deixer confortével, inverta-a: a Tmt v DP bd 090 eo 0 Sas ° ° E importante ressaltar que no ijexa as linhas de agogO variam em torno da mesma célula ritmica. Portanto, estude ¢ aplique-as da mesme maneira, conforme exemplo do cb. FAIXA 53 mm MARACATU Como jé vimos em algumas levades do tépico “Nordeste”, no maracatu podemos adapter as linhas dos tambores marcante, meido ¢ tarol, respectivamente, ao bumbo, mo dirsita © m&o esquerda. Agora adaptaremos levadas de gongué aos blocks no pé esquerdo e a adicionaremos és levadas de baque virado e baque de Luanda ja vistas: BAQUE VIRADO LINHA DE GONGUE ADAPTADA AOS BLOCKS NO PE ESQUERDO Estude as linhas dos pés agrupadas @ depois agrupe-as as linhas das méos LINHAS DOS PES AGRUPADAS. x FAIKA 86 BAQUE VIRADO COW O§ PEDAIS BAQUE DE LUANDA LINHA DO GONGUE ADAPTADA AOS BLOCKS LINHAS DOS PES AGRUPADAS Estude ento as linhas todas juntas: cee Noto que essas lovadas de gongué sao apenas algumas das muitas encontradas nos baques do maracatu.Portanto, pesquise © aplique-as seguindo os mesmos procedimentos > FAIKA 89 EX. B - MUSICA - TOCANDO BAIXO Na faixa 90, vocé realizeré 0 movimento de pancada (T) com 0 poleger ¢ dedos médio @ indicador. Isto néo 6 comum 0 exige um certo praparo, Antes de tocar o exercicio, sugiro que vocé treine primeiro o movimento dos dedos da mao diraita (p, m, i) que est indicado no alto do pentagrema, sem tocar as notas. A repeticéo € um fator muito importante ao estudar essa técnica, pois sO assim se adquire seguranca € um som com qualidade. Pratique com um metrénomo sempre em andamento lento © procure aumentar gradativamente. x FADA 90 rt eerie teeter M. FAIKA 916, ‘TAP FREVO Te phe ja rea -aarucaoa no saxo cana: “876