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Faculdade JK

2009

1. INTRODUÇÃO

A gravidez e o parto são eventos sociais que integram a vivência reprodutiva de homens
e mulheres. Este é um processo singular, uma experiência especial no universo da
mulher e de seu parceiro, que envolve também suas famílias e a comunidade. A
gestação, parto e puerpério constituem uma experiência humana das mais significativas,
como forte potencial positivo e enriquecedora para todas que dela participam (BRASIL,
2001).

O preparo da gestante para o parto abrange a incorporação de um conjunto de cuidados,


medidas e atividades que têm como objetivo oferecer à mulher a possibilidade de
vivenciar a experiência do trabalho de parto e parto como processos fisiológicos,
sentindo-se protagonista do processo (BRASIL, 2001).

Não é apenas a qualidade técnica da assistência à gestação, ao parto e ao puerpério,


evidenciada por altas taxas de mortalidade materna e perinatal, que deixa a desejar.
Talvez ainda mais grave seja a indiscriminada e inexorável transformação do
nascimento e parto em fenômeno patológico, totalmente medicalizado e, portanto,
tratado, sem brechas para sua realização como evento existencial e psicológico para mãe
e filho e social para a família e sociedade (VOLOCHKO, 2000).

Este quadro favorece ao resgate da humanização na assistência hospitalar em clínicas e


áreas de atuação de enfermagem, a começar pela obstetrícia como uma alternativa para
a valorização do paciente enquanto ser humano e para o atendimento de suas
expectativas e necessidades. Sem dúvida o momento exige a convergência dos esforços
preventivos da equipe de assistência materno-fetal de forma que a ajuda no momento do
parto resulte num atendimento mais global e satisfatório para a saúde física e emocional
do binômio mãe/filho, pois humanizando o nascimento estamos humanizando a vida
(MALDONADO, 2000; SILVA, 1999).

A humanização da assistência, nas suas muitas versões, expressa uma mudança na


compreensão do parto como experiência humana e, para quem o assiste, uma mudança
no “que fazer” diante do sofrimento da parturiente (DINIZ, 2005).

O termo humanização pode agregar diferentes significados. Segundo Ferreira (2001), a


humanização é definida como o ato de tornar humano. É dar condição humana;
humanizar, civilizar; tornar-se humano, humanizar-se. Já Merighi et al (2007), expressa
uma mudança na compreensão do parto como sendo uma experiência humana, gerando
interpretação de diversas influências no campo ideológico-cultural. Os principais
sentidos atribuídos ao termo podem ser agrupados relacionando os aspectos de ordem
técnica e ético-política. Um desses agrupamentos refere-se ao sentido de humanização
relacionado com a assistência baseada em evidências científicas, que utilizam a
tecnologia apropriada e inspirada no paradigma da desmedicalização da atenção ao
parto e nascimento. O parto passa a ser compreendido como um evento “natural” e
fisiológico, resgatando-se a competência instintiva feminina no processo parturitivo.

A enfermagem no cuidar compreende e fornece ao seu cliente/paciente o cuidado de


acordo com as suas necessidades, sendo assim a equipe de saúde deve adquirir
consciência na mudança de pensamento em relação à assistência (BRUNNER;
SUDDARTH, 2006).

Para a humanização do parto adequado é fundamental o preparo da gestante para o


momento do nascimento e esse preparo deve ser iniciado precocemente durante o pré-
natal. Isto requer um esforço muito grande, mas plenamente viável no sentido de
sensibilizar e motivar os profissionais de saúde da rede básica e fornecer-lhes
instrumentos para o trabalho com as gestantes. Além dos aspectos técnicos
propriamente ditos, o preparo para o parto envolve também uma abordagem de
acolhimento da mulher e seu companheiro no serviço de saúde, incluindo o
fornecimento de informações de onde e como o nascimento deverá ocorrer, o preparo
físico e psíquico da mulher, uma visita à maternidade para conhecer suas instalações
físicas, o pessoal e os procedimentos rotineiros do mesmo (BRASIL, 2001).

Reconhecer a individualidade é humanizar o atendimento, o que permite ao profissional


estabelecer com cada mulher um vínculo e perceber suas necessidades e capacidade de
lidar com o processo do nascimento. Tendo em vista a assistência de enfermagem à
parturiente, o estudo do tema gera uma necessidade quanto ao melhor atendimento
humanizado no momento do processo do trabalho de parto para uma qualidade de vida
da mulher, assim como a intrínseca relação do enfermeiro atuante para assegurar o bem
estar da cliente antes, durante e após o parto normal.

2. OBJETIVOS

2.1 Geral

• Identificar a opinião dos acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre noturno da


Faculdade JK sobre a assistência de Enfermagem ao Parto normal Humanizado.

2.2 Específicos

• Identificar se os acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre consideram importante a


Humanização da Assistência ao Parto normal.
• Identificar a opinião dos acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre sobre as vertentes
que embasam a assistência ao parto humanizado.
• Realizar revisão teórica sobre a assistência humanizada ao parto.
3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 HUMANIZAÇÃO

O tema da humanização vem sendo utilizado amplamente na sociedade atual e em


várias áreas do conhecimento humano, como educação, trabalho e saúde. No campo da
saúde, o conceito de humanização surge como um princípio vinculado ao paradigma de
direitos humanos, cujas raízes são encontradas na Declaração Universal dos Direitos
Humanos, que expressa a liberdade e o direito de cada um na sociedade (ONU, 1999).

Na área da saúde, observa-se a procura incessante por aspectos que humanizem a


assistência na saúde mental, na obstetrícia, na neonatologia e, de forma mais ampla, na
área da saúde coletiva, já que o tema da humanização “entrou no jargão do
planejamento e da gestão do setor saúde” (ALEKSANDROWICZ; MINAYO, 2005).

Na enfermagem têm-se oportunidades de humanizar, desde os recém-nascidos aos


idosos, homens e mulheres. Exemplifica-se essa oportunidade com a humanização do
parto e nascimentos. Humanizar neste momento é respeitar um processo de dor natural,
dando todo suporte emocional para amenizar o sofrimento, um simples toque nas mãos,
um sorriso, um afago, apenas a presença para dizer que a parturiente não está só, já faz
com que a mesma se sinta cuidada e assistida, diminuindo o seu estado de desespero.
Outro fator importante é o posicionamento no qual a parturiente se sente mais
confortável, seja ele de cócoras, de lado, deitada ou em pé. As camas de parto devem já
estar preparadas de tal forma que no inicio do trabalho de parto, a mesma não precise
ser deslocada e possa ficar esperando o momento oportuno para ter o bebê, sendo muito
importante manter a privacidade, o respeito e dignidade desta parturiente.

O enfermeiro neste processo é fundamental, pois o mesmo assiste com freqüência todo
este processo (BRASIL, 2001).

Humanizar o atendimento é tocar nas diferentes dimensões humanas, é considerar a


afetividade, a amorosidade, e a capacidade criadora e a busca da felicidade como
igualmente relevantes e como indissociáveis das demais dimensões. Por isso, a
humanização é vivencial e é o sentido de viver e aos saberes acumulados tanto pela
ciência quanto pelas tradições culturais locais e universais.

Em 1996, a OMS lançou as recomendações para a assistência ao parto, por intermédio


de um guia prático que objetivou servir de referência para a implantação do parto
humanizado nos serviços de saúde. Apesar de o foco primário deste documento ser o
grupo de gestantes de baixo risco, a OMS ressalta que, “como o trabalho de parto e o
parto de muitas gestantes de alto risco tem um curso normal, várias recomendações
também se aplicam à assistência dessas mulheres”. Conhecido como Recomendações da
OMS, o documento classifica as rotinas do parto em quatro categorias. Em uma ponta,
coloca práticas que deveriam ser estimuladas, em virtude da sua utilidade e respeito à
parturiente; em outra, estão aquelas que deveriam ser eliminadas, por seu caráter danoso
ou ineficaz; na terceira, mostra condutas sem evidência suficiente para apoiar uma
recomendação e que deveriam ser usadas com precaução; e na última, procedimentos
usados regularmente, porém de maneira inapropriada. Estas categorias são descritas a
seguir.

Categoria A: Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas:

a) Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em
conjunto com a mulher durante a gestação e comunicado a seu marido/companheiro e,
se aplicável, à sua família.
b) Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada
contato com o sistema de saúde, no momento do primeiro contato com o prestador de
serviços durante o trabalho de parto e ao longo deste último.
c) Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto, no
parto e ao término do processo do nascimento.
d) Oferecer líquidos orais durante o trabalho de parto e parto.
e) Respeitar a escolha informada pelas mulheres do local do nascimento.
f) Prever cuidados durante o trabalho de parto e no parto, onde o nascimento será
possivelmente realizado, com segurança e confiança para a mulher.
g) Respeitar o direito da mulher à privacidade no local do parto.
h) Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.
i) Respeitar a escolha de companhia durante o trabalho de parto e parto.
j) Oferecer às mulheres informação e explicações sobre o que elas desejarem.
k) Não utilizar métodos invasivos, nem métodos farmacológicos para alívio da dor
durante o trabalho de parto, e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
l) Fazer monitorização fetal com ausculta intermitente.
m) Usar materiais descartáveis ou realizar desinfeção apropriada de materiais
reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.
n) Usar luvas no exame vaginal durante o nascimento do bebê, e na dequitação da
placenta.
o) Dar liberdade na seleção da posição e movimento durante o trabalho do parto.
p) Encorajar posição não supina no parto.
q) Monitorar, cuidadosamente, o progresso do trabalho do parto, por exemplo, pelo uso
do partograma da OMS.
r) Utilizar ocitocina profilática no terceiro estágio do parto em mulheres com risco de
hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em conseqüência da perda de até uma
pequena quantidade de sangue.
s) Condições estéreis ao cortar o cordão.
t) Prevenir hipotermia do bebê.
u) Realizar, precocemente, contato pele a pele entre mãe e filho, dando apoio na
iniciação do aleitamento materno dentro da primeira hora após o parto, conforme
diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.
v) Examinar rotineiramente a placenta e as membranas ovulares.

Categoria B: Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser


eliminadas:

a) Uso rotineiro de enema.


b) Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
c) Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
d) Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa.
e) Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto.
f) Exame retal.
g) Uso de pelvimetria radiográfica.
h) Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto, de tal modo que o efeito
delas não possa ser controlado.
i) Uso rotineiro de posição de litotomia com ou sem estribos durante o parto.
j) Contínuo uso de puxos dirigidos (manobra de Valsalva) durante o segundo estágio do
trabalho de parto.
k) Massagens ou estiramento do períneo durante o segundo estágio do trabalho de parto.
l) Uso de comprimidos orais de ergometrina no terceiro estágio do trabalho de parto
para prevenir ou controlar hemorragias.
m) Uso rotineiro de ergometrina parenteral no terceiro estágio do trabalho de parto.
n) Lavagem rotineira do útero depois do parto.
o) Revisão rotineira (exploração manual) do útero após o parto.

Categoria C: Condutas sem evidência suficiente para apoiar uma recomendação e que
deveriam ser usadas com precaução, enquanto pesquisas adicionais comprovem o
assunto:

a) Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas,
imersão em água e estimulação nervosa.
b) Uso rotineiro de amniotomia precoce no primeiro estágio do trabalho de parto.
c) Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto.
d) Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do pólo cefálico no
momento do parto.
e) Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.
f) Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de
ambas durante o terceiro estágio do trabalho de parto.
g) Clampeamento precoce do cordão umbilical.
h) Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante o terceiro estágio
do trabalho de parto.

Categoria D: Condutas freqüentemente utilizadas de forma inapropriadas:

a) Restrição hídrica e alimentar durante o trabalho de parto.


b) Controle da dor por agente sistêmico.
c) Controle da dor por analgesia peridural.
d) Monitorização fetal eletrônica.
e) Utilização de máscaras e aventais estéreis durante a assistência ao trabalho de parto.
f) Exames vaginais freqüentes e repetidos, especialmente por mais de um prestador de
serviços.
g) Correção da dinâmica com a utilização de ocitocina.
h) Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do
trabalho de parto.
i) Cateterização da bexiga.
j) Encorajamento à mulher para realizar puxos, quando a dilatação ainda que completa
ou quase completa do colo for diagnosticada, antes que a mulher sinta o desejo para
puxar.
k) Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto,
como, por exemplo, uma hora, se as condições maternas e do feto forem boas e se
houver progressão do trabalho de parto.
l) Parto operatório.
m) Uso liberal ou rotineiro da episiotomia.
n) Exploração manual do útero após o parto.

Para o Ministério da Saúde (2000) humanizar é garantir ao indivíduo modos de


expressar o sofrimento, a dor, o prazer expressos pelos sujeitos necessitam ser
reconhecidos pelo outro, considerando que uma das coisas que nos torna, humanos é o
ato de se comunicar e de fazer entender pelos outros.

Segundo Vila e Rossi (2002), o segredo da humanização se resume no bem-estar físico,


psíquico, social e moral do paciente, da família, e dos profissionais em uma ação
conjunta com direitos e deveres que devem ser respeitados.

O ato da comunicação e o modo de expressão passam a constituir a referência


conceitual mais importante, pois, sem comunicação não há humanização. A palavra
tanto do paciente como dos profissionais precisaria ter um lugar importante e relevante
no cotidiano hospitalar (BRASIL, 2000).

O cuidado de enfermagem passará a ser humanizado se houver envolvimento existencial


dos cuidadores de enfermagem com o ser doente e familiares, em que vivenciam e
compartilham a experiência, reconhecendo a singularidade um do outro por meio do
diálogo, uma vez que tanto o ser que é cuidado, aquele que chama, quanto o ser que
cuida, aquele que é chamado, sairão fortalecidos com o encontro (NASCIMENTO;
TRENTINI, 2004).

Somente uma equipe de enfermagem humanizada é que poderá humanizar o cliente,


pois a equipe é formada por seres humanos que lidam com os outros seres humanos que
precisa estar preocupada em oferecer uma assistência mais ética, mais humana, mas que
deve ser lembrado que todos têm suas necessidades, limitações e potencialidades que
precisam ser valorizadas. Este é o papel do enfermeiro, recuperar os valores das
pessoas. Será impossível desejar um ambiente humanizado se as pessoas que ali
trabalham estivessem insatisfeitas, se também não fossem vistas como seres humanos,
com sua cultura, seus valores, sua auto-estima, seus sentimentos e suas necessidades
(SILVA; BACKES; VASCONCELOS, 2002).

3.2 A ENFERMAGEM E SUA INSERÇÃO NO PROCESSO DE


HUMANIZAÇÃO AO PARTO

A mudança do século, com a entrada para o terceiro milênio, buscou resgatar valores até
então adormecidos à visão da integralidade da pessoa humana. A enfermagem deve
fazer uma séria revisão da sua prática profissional e da formação dos recursos humanos
necessários neste processo do cuidar (RIBEIRO; FUREGATO, 2003).

O enfermeiro deve implementar a comunicação aberta, franca, natural e eficaz de forma


a eliminar os ruídos ou bloqueios, para facilitar o fluxo em todas as direções:
descendente, ascendente e lateral (ANTUNES, 1999).
Na prestação de cuidados é preciso interagir melhor com o paciente, deixando-o livre
para expressar suas duvidas e medos. A interação não pode ser um monólogo ou de
forma mecânica, mas sim com uma troca de informações, onde haja reciprocidade e
entendimento de ambas as partes, para que sejam satisfeitas e sanadas as necessidades
do paciente. Os cuidadores precisam aprender como abordar o paciente, ganhando a sua
confiança através da conversação e manter na medida do possível as solicitações do
paciente atendidas (WALDOW, 2001).

Ao prestar um cuidado de enfermagem, evidencia-se as relações humanas que são


insubstituíveis. O cuidado somente será diferenciado se o realizador for capaz de
expressar através do olhar, do toque e do carinho a satisfação em estar prestando este
cuidado. Assim, o paciente evidencia melhor um executor atencioso e não aquele que
melhor realiza o procedimento (RIBEIRO; FUREGATO, 2003).

Ao prestar o cuidado humanizado envolve essencialmente uma mudança de atitudes e


comportamentos, requerendo dos profissionais uma articulação entre conhecimento
técnico e aspectos efetivos. Assim, mesmo diante de recursos tecnológicos cada vez
mais avançados, os profissionais de saúde não podem esquecer que a maquina não
substituirá jamais o cuidado humano, pois humanização deve fazer parte da filosofia da
enfermagem sempre (AQUINO, 2000).

Para aumentar a percepção do profissional de enfermagem em relação ao paciente,


remete-se conduzi-lo a uma melhor compreensão do paciente a ser cuidado. No
ambiente hospitalar, as relações interpessoais são mais difíceis, devido ao medo, e a
ansiedade que costuma sondar os sentimentos dos pacientes, portando é fundamental
que o profissional entenda a si mesmo, para auxiliar e contribuir na diminuição dos
sentimentos que permeiam a mente do paciente no âmbito hospitalar (AQUINO, 2000).

A relação entre enfermeiro-paciente pode se iniciar de maneira espontânea, mas não se


estabelece somente pela linguagem, mas por um conjunto de atitudes afetivas e técnicas
que dão o suporte as ações da enfermagem. Todo relacionamento interpessoal
humanista consiste no ato de assistir ao ser humano, no ser processo vital, ajudando-o a
aproximar-se de sua própria unicidade e singularidade (RIBEIRO; FIGUERATO,
2003).

A assistência ao paciente somente se dá de forma humanizada quando há interação entre


duas pessoas uma que precisa de ajuda e outra que proporciona. Essa interação leva
muitos profissionais a refletir sobre a qualidade dos seus serviços, considerando as
necessidades do paciente e sua dependência em relação à assistência de enfermagem, e
sendo visto dessa maneira, desempenhar um bom serviço e um ato de amor e de
humanidade (MENDES; SHIRATORI, 2002).

Um dos principais direitos do cidadão é de ser assistido; significando ser reconhecido


como ser humano, cabendo a enfermagem, orientar e respeitar desempenhando seu
papel junto à clientela (MENDES; SHIRATORI, 2002).

A desvalorização do parto normal e a prática cada vez maior de ações cirúrgicas


desnecessárias mostram o quanto à população feminina é carente de informação e
educação em saúde. Relação profissional de saúde-paciente, usualmente assimétrica, faz
com que as mulheres, sentindo-se menos capacitadas para escolher e fazer valer os seus
desejos no momento do parto, tenham dificuldades em participar de decisão diante das
questões técnicas levantadas pelos profissionais de saúde. Fato este que poderia ser
solucionado ou pelo menos amenizado com a prática da humanização na assistência do
parto e nascimento, que engloba os cuidados de enfermagem durante o processo
puerperal (MARQUE; DIAS; AZEVEDO, 2006).

O papel do enfermeiro é ajudar nas forças naturais do parto, mediante a criação de


condições mais favoráveis para o processo de parto natural, vivenciando a ciência, a
natureza e a ética, promovendo modificações comportamentais, de acordo com as
respostas da mulher (DAVIM; BEZERRA, 2002). O ser cliente, principalmente a
parturiente, é frágil e espera encontrar no enfermeiro uma pessoa forte e, ao mesmo
tempo, sensível que possa acolhê-la na dor, subseqüentemente num trabalho de parto
que tanto pode ser laborioso quanto rápido e sem intercorrências. A experiência do
nascimento na vida das mulheres deixa marcas; é justificativa para a urgente
necessidade de revisar as práticas e interações desumanas que ainda são presentes na
postura de tantos profissionais, substituindo-se por interações mais harmoniosas.

O enfermeiro que acompanha a mulher e o familiar durante o processo do nascimento,


além de possuir competência técnica, precisa estar autenticamente presente, disponível
aos outros seres humanos e ser capaz de compreendê-los a partir do significado que os
mesmos atribuem à experiência.

A enfermagem constitui o elo entre o paciente e o ambiente em sua volta, é quem passa
a maior parte do tempo junto ao paciente, portanto é a maior responsável pelo bem
estar, pela orientação, apoio e pela palavra confortadora (MARQUE; DIAS;
AZEVEDO, 2006).

A humanização na enfermagem somente terá seu real destaque, quando a assistência for
diferenciada e personalizada o que já acontece em alguns hospitais, mais ainda são
minoria. E quando as habilidades técnicas e o conhecimento científico não forem mais
vistos como um cuidar mecânico e sim meios modernos utilizados para um cuidar
preciso, agregado a dedicação e respeito ao ser humano.

Humanizar a assistência de enfermagem materno-infantil é de grande importância


porque garante à mulher o seu acesso ao pré-natal, permitindo uma assistência, tendo
uma gravidez segura e saudável, com as informações adequadas e necessárias para que a
mulher possa escolher com tranqüilidade o local, o tipo de parto, profissional que lhe
assistirá, o acompanhante, a posição de parição, entre outras, respeitando sempre a
participação de sua família em todo esse processo (MARQUE; DIAS; AZEVEDO,
2006).

O cuidado de enfermagem passara a ser humanizado se houver envolvimento existencial


dos cuidadores de enfermagem com o cliente e seus familiares, em que vivenciam e
compartilham a experiência, reconhecendo a singularidade um do outro por meio do
diálogo, uma vez que tanto o ser que é cuidado, aquele que chama, quanto o ser que
cuida, aquele que é chamado, sairão fortalecidos com o encontro (NASCIMENTO;
TRENTINI, 2004, p. 254).
3.3 GESTAÇÃO

O programa de humanização do parto e nascimento tem o seu inicio no pré-natal, com a


equipe de saúde preparando de forma adequada a parturiente para o momento do parto,
abrangendo um conjunto de cuidado que visam oferecer à mulher a possibilidade de
vivenciar o seu desejo (DUARTE; ANDRADE, 2006).

A intervenção de enfermagem inicia-se muitas vezes quando a mulher procura o serviço


de saúde com medos, dúvidas, angústias, fantasias ou simplesmente curiosidade de
saber se está grávida. Na consulta de enfermagem, devem ser valorizadas as queixas
referidas, ou seja, a escuta à gestante, visto que possibilitam a criação de ambiente de
apoio por parte do profissional e de confiança pela mulher. A maioria das questões
apresentadas pela gestante, embora pareça elementar para quem escuta, pode ter um
grande significado para quem fala. Assim, respostas diretas e seguras são significativas
para o bem-estar da mulher e sua família (DUARTE; ANDRADE, 2006).

Sabe-se que a gravidez é um período de tensão biologicamente determinado,


caracterizado por mudanças metabólicas complexas, estado temporário de equilíbrio
instável devido às mudanças no papel social, necessitando de novas adaptações,
reajustamentos interpessoais, psíquicos e mudanças de identidade (BRASIL, 2001).

As alterações decorrentes da gravidez que ocorrem no organismo da mulher e que


desaparecem após o parto. São alterações fisiológicas inevitáveis, temporárias e
presentes em todas as gestantes, em graus variáveis (CARVALHO, 1996).

Durante o pré-natal, a gestante deve receber orientações em relação aos seguintes temas:
processo gestacional, mudanças corporais e emocionais durante a gravidez, trabalho de
parto, parto e puerpério, cuidados com o recém-nascido e amamentação. Tais conteúdos
devem incluir orientações sobre anatomia e fisiologia maternas, os tipos de parto, as
condutas que facilitam a participação ativa no nascimento, sexualidade e outras. É
importante considerar, nesse processo, os desejos e valores da mulher e adotar uma
postura sensível e ética, respeitando-a como cidadã e eliminando as violências verbais e
não verbais. Os serviços de pré-natal e os profissionais envolvidos devem adotar as
seguintes medidas educativas de prevenção e controle da ansiedade (BRASIL, 2001):

a) Manter o diálogo com a mulher e seu acompanhante, durante qualquer procedimento


realizado na consulta pré-natal, incentivando-os, orientando-os e esclarecendo-lhes as
dúvidas e seus temores em relação à gestação, trabalho de parto, parto e puerpério;
b) Informar sobre as rotinas e procedimentos a serem desenvolvidos no momento do
trabalho de parto e parto, a fim de obter colaboração por parte da parturiente e de seu
acompanhante;
c) Promover visitas das gestantes e acompanhantes às unidades de referência para o
parto, no sentido de desmistificar e minimizar o estresse do processo de internação no
momento do parto;
d) Informar as etapas de todo o processo do trabalho de parto e parto, esclarecendo
sobre as possíveis alterações;
e) Adotar medidas para o estabelecimento do vínculo afetivo mãe-filho e o início do
aleitamento materno logo após o nascimento;
f) Dar à gestante e seu acompanhante o direito de participar das decisões sobre o
nascimento, desde que não coloque em risco a evolução do trabalho de parto e a
segurança da mulher e do recém-nascido.

Além das medidas educativas que devem ser introduzidas nos programas de pré-natal,
durante a gravidez, a preparação da mulher para o nascimento compreende
principalmente a adoção de medidas referentes ao trabalho corporal. O objetivo da
implementação destas medidas é oferecer à mulher um melhor conhecimento da
percepção corporal, bem como do relaxamento e da respiração para um melhor controle
do trabalho de parto e parto. Para isso é necessário trabalhar com a gestante com
exercícios próprios para cada etapa da gravidez, com o relaxamento e com os exercícios
respiratórios (BRASIL, 2001).

Os exercícios de relaxamento têm como objetivo permitir que as mulheres reconheçam


as partes do corpo e suas sensações, principalmente as diferenças entre relaxamento e
contração, assim como as melhores posições para relaxar e utilizar durante o trabalho de
parto. Os exercícios respiratórios tem por objetivo auxiliar as mulheres no controle das
sensações das contrações durante o trabalho de parto. Embora realizados ainda durante
o pré-natal, são dirigidos à utilização durante o trabalho de parto e parto. O ambiente
acolhedor, confortável e o mais silencioso possível, conduz ao relaxamento psicofísico
da mulher, do acompanhante e equipe de profissionais e indica qualidade da assistência.
O recurso da música e das cores representa formas alternativas de abordagem que
buscam desenvolver potenciais e/ou restaurar funções corporais da parturiente,
acompanhante e da equipe profissional. A utilização de roupas confortáveis também é
uma medida importante para favorecer o relaxamento (BRASIL, 2001).

3.4 PARTO NORMAL HUMANIZADO

O conceito de humanização da assistência ao parto inclui vários aspectos. Alguns estão


relacionados a uma mudança na cultura hospitalar, com a organização de uma
assistência realmente voltada para as necessidades das mulheres e suas famílias.
Modificações na estrutura física também são importantes, transformando o espaço
hospitalar num ambiente mais acolhedor e favorável à implantação de práticas
humanizadoras da assistência (DIAS; DOMINGUES, 2005).

Para a Organização Mundial de Saúde (1996), o parto normal é de início espontâneo,


baixo risco no inicio do trabalho de parto, permanecendo assim durante todo o processo,
até o nascimento. O bebê nasce espontaneamente em posição cefálica de vértice, entre
37 e 42 semanas completas de gestação. O parto é vivido como uma realidade distante
onde se encerram riscos, irreversibilidade e imprevisibilidade, sem previsão de
anormalidades. Essas situações podem ser vivenciadas pela mulher de forma tranqüila
ou não, dependendo de sua adaptação. Representa, ainda, uma transição importante na
vida da mulher e da família (DAVIM; BEZERRA, 2002).

O conceito de parto humanizado é simples: ver o nascimento não apenas como um ato
médico, mas como um evento que diz respeito à vida sexual e afetiva de um casal (DE
MARI, 1997).
Uma assistência humanizada é aquela em que se consideram não apenas as
conveniências dos profissionais, mas também as demandas e expectativas da família. É
uma assistência em que, por exemplo, são oferecidas alternativas de assistência ao
parto, e em que se garante a possibilidade da presença do acompanhante (RATTNER,
1996).

Para Tornquist (2003), as propostas de humanização do parto recuperam técnicas de


alívio da dor, sobretudo aquelas consideradas naturais e menos invasivas, como também
a importância da presença do acompanhante, do suporte emocional, do apoio da equipe
e da experiência da mulher em relação à dor.

Neste sentido, Tornquist (2003) entende por humanização do parto o conjunto de


recomendações que a Organização Mundial de Saúde adotou: o incentivo ao parto
vaginal; aleitamento materno; alojamento conjunto; à presença de acompanhante; à
redução do excessivo intervencionismo tecnológico no progresso do parto; estimulo as
técnicas mecânicas de alivio a dor (massagens, banhos, deambulação); uso cauteloso de
indução intravenosa (ocitocina); analgesia; abolição da prática de enema e tricotomia, e
faz crítica significativa à excessiva medicalização do parto, sendo apontado como um
dos responsáveis pelas taxas de mortalidade materno-infantil em vários países.

Duarte (2005) considera como intervenções não humanizadas: não permitir a presença
de um acompanhante à mulher, realizar lavagem intestinal e tricotomia dos pêlos
pubianos, usar violência verbal e psicológica, usar indução intravenosa para acelerar o
parto, prescrever jejum, restringir movimentos ao indicar repouso no leito, usar
episiotomia indiscriminadamente, realizar parto em posição ginecológica e separar o
recém-nascido da mãe logo após o parto impedindo o primeiro vínculo entre ambos.

Humanizar significa relacionar o que na prática é tratado de forma fragmentada: a


mulher, seu filho e seu companheiro; a mulher sua relação com a família e a sociedade
(DUARTE, 2005).

Parto humanizado é um conjunto de condutas e procedimentos que visam à promoção


do parto e nascimento saudáveis e a prevenção da morbimortalidade materna e
perinatal. Estas condutas baseiam-se na concepção de que parto não é uma doença e no
respeito à dignidade e liberdade da mulher como condutora de seu próprio processo de
parto, cabendo a ela escolher onde, como e com quem quer parir (DINIZ, 1999).

Conforme Diniz (1999), no caso de assistência ao parto “humanização” parece se referir


a um conjunto de dimensões humanas, como atenção à fisiologia humana, em oposição
às condutas tecnicamente irresponsáveis, negligentes, antifisiológicas e arriscadas; ou à
atenção às dimensões das relações humanas, sociais, psicológicas, familiares, etc., em
oposição à frieza institucional; ou mesmo ser uma referência ao desumano como
perverso, numa alusão menos ou mais explicita à brutalidade, à violência, à percepção
de dano intencional vivenciada pelas mulheres nessa forma de assistência, e à sua re-
descrição como injusto.

Para a mulher, o parto é o momento mais intenso que ela irá vivenciar em toda a sua
vida. Conseguir dar a luz uma criança esperada por nove meses, até o ponto em que se
transforme numa alegria muito superior ao sofrimento anterior, tudo isso é uma vitória
sem igual (SILVA, 1997).
O avanço científico na área do conhecimento médico transformou o ato humano do
parto em um ato médico científico cercado de um aparto instrumental excessivo e de
cuidados exagerados. Tal mudança de comportamento determinou um alto custo na
assistência, com um distanciamento da emoção, da ternura no momento do nascimento
de uma criança em prol de uma suposta condição “segura” de maternidade (SPECHT,
1999).

Segundo Diniz (1999), a violência da imposição de rotinas, da posição do parto e das


intervenções obstétricas desnecessárias perturbam e inibem o desencadeamento natural
dos mecanismos fisiológicos do parto, que passa a ser sinônimo de patologia e de
intervenção médica, transformando-se em uma experiência de terror, impotência,
alienação e dor. Desta forma de dar à luz, sem medo, sem risco e sem dor.

É sabido que a falta de suporte emocional contribui para aumentar a ansiedade e a


sensação de dor. Esses fatores associados ao estresse podem, por sua vez, contribuir
para o surgimento de complicações no trabalho de parto. Nos hospitais públicos e
conveniados ao SUS, a falta de suporte emocional soma-se a prática de não oferecer
qualquer suporte de alívio da dor, já que esses procedimentos não são remunerados pelo
Sistema Único de Saúde (SUS) (HOTIMSKY, 1997).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (1996), os partos normais são tão variados
quanto às crianças que nascem. Se ninguém interferir no processo, na hora do parto a
natureza se manifesta. Partindo desse pressuposto, o objetivo da assistência ao parto
normal é ter uma mãe e uma criança saudáveis, com o menor nível possível de
intervenção.

O Ministério da saúde (2001) propõe um conceito a respeito da humanização da


assistência ao parto como: um processo natural e fisiológico que normalmente, quando
bem conduzido, não precisa de condutas intervencionistas; respeito aos sentimentos,
emoções, necessidades e valores culturais da mulher; disposição dos profissionais para
ajudar a mulher a diminuir a ansiedade, a insegurança e o medo do parto; promoção e
manutenção do bem-estar físico e emocional; informação e orientação permanente à
parturiente sobre a evolução do trabalho de parto, reconhecendo o papel principal da
mulher nesse processo, até mesmo aceitando a sua recusa a condutas que lhe causem
constrangimento ou dor; oferecer espaço e apoio para a presença de um acompanhante;
direito da mulher escolher o local e a posição do nascimento e com responsabilidade
para garantir o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde e todos os esforços para
evitar condutas intempestivas e agressivas para o bebê.

Segundo Rattner et al. (1997), a humanização na assistência ao parto e nascimento


implica em respeito ao acompanhamento do processo fisiológico, contribuindo para a
evolução natural, compreendendo e corrigindo os desvios da normalidade; respeito à
individualidade da parturiente; respeito à integridade da mulher, como ser biológico e
social oferecendo suporte emocional necessário nesse processo pleno de ansiedade;
permitir a presença de acompanhante.

Rattner et al. (1997) aponta as seguintes propostas para humanizar os serviços:

a) Reduzir as taxas de cesáreas desnecessárias;


b) Classificar os hospitais de acordo com o seu risco de cesáreas;
c) Discutir juntos as mulheres suas necessidades em relação ao parto e a questão da
humanização para que elas possam reivindicar uma melhoria na atenção ao nascimento
e parto;
d) Criar oportunidade de discussão cientifica dos procedimentos e das rotinas
hospitalares, visando a diminuição imediata de intervenções desnecessárias que causam
desconto ou são prejudicadas à saúde da mãe e/ou do recém-nascido, por exemplo,
aspiração de rotina dos recém-nascidos, uso exagerados de fórceps de alívio, a
tricotomia de rotina e a episiotomia de rotina;
e) Incentivar a adoção das rotinas preconizadas pela iniciativa hospital Amigo da
Criança;
f) Criar casas de parto para o atendimento aos partos de baixo risco, como um ambiente
simples, como uma alternativa adequada para humanizar a assistência;
g) É necessário que todos os envolvidos no atendimento à parturiente/puérpera e recém-
nascido passem a trabalhar efetivamente enquanto equipe, com respeito mútuo e
reconhecimento da importância fundamental do papel desempenhado por cada um.

Nessa perspectiva de trabalho em equipe, deve-se delegar a outros profissionais como


enfermeiras obstetras e parteiras, a responsabilidade pela assistência ao processo
fisiológico da gestação, nascimento e parto. Parece estar ocorrendo abertura para isto no
mercado de trabalho, pois alguns obstetras e maternidades baseiam suas assistências em
enfermeiras obstétricas.

A humanização, de fato, não é apenas um conceito. É uma filosofia de ação solidária. É


uma presença. É a mão estendida. É a dúvida desfeita. É a confiança restabelecida. É a
informação que esclarece. É o conforto na despedida (MEZOMO, 1996).

Hoje, busca-se um atendimento humanizado, em que se cuida das mulheres em sua


totalidade, de forma personalizada, levando-se em consideração as suas experiências, e
os significados por elas atribuídos à gravidez e ao nascimento; um atendimento que se
estenda aos familiares ou pessoas que estão envolvidas nesse processo; um atendimento
no qual se compreenda gestação como um experiência humana complexa, individual e
social, que extrapola a dimensão biológica; a tendência é buscar os avanços
tecnológicos e valorizar os sentimentos e significados que envolvem o nascimento,
tornando a prática do parto mais humano (ZAMPIERI, 2001).

Segundo Martins (2002) a humanização é um processo amplo, demorado e complexo,


ao qual se oferecem resistências, pois envolve mudanças de comportamento que sempre
despertam receio e medo por parte das pessoas. Os padrões conhecidos parecem mais
seguros, alem disso, os novos não estão prontos nem em decretos, nem em livros, não
tendo características generalizadas, pois cada profissional, cada equipe, cada instituição
terá seu processo singular de humanização.

Para se conseguir humanizar uma equipe, o enfermeiro deve estar atento a este conceito
de Martins (2002), pois cada profissional de enfermagem, tem os seus valores e
costumes, gerando assim esta resistência. Enfoca-se a comunicação e as relações
interpessoais que aliadas a uma sistematização possam incluir os profissionais para uma
visão mais ampla do que é humanizar.

Na prestação de cuidados é preciso interagir melhor com o paciente deixando-o livre


para expressar suas dúvidas e medos. A interação não deverá ser um monólogo ou de
forma mecânica, mas sim com uma troca de informações, onde haja reciprocidade e
entendimento de ambas as partes, para que sejam satisfeitas e sanadas as necessidades
do paciente. Os cuidadores precisam aprender como abordar o paciente, ganhando a sua
confiança através da conversação e manter na medida do possível as solicitações do
paciente atendidas (WALDOW, 2001).

Ao prestar um cuidado de enfermagem, evidencia-se as relações humanas que são


insubstituíveis. O cuidado só será diferenciado se o realizador for capaz de expressar
através do olhar, do toque e do carinho a satisfação em estar prestando este cuidado.
Assim, o paciente evidencia melhor um executor atencioso e não aquele que melhor
realiza o procedimento (RIBEIRO; FUREGATO, 2003).

Segundo Ribeiro e Fuguerato (2003), para se humanizar em enfermagem é preciso mais


que conhecimento técnico-cientifico é necessário que os profissionais de saúde tenham
espaço para expressarem seus sentimentos de forma adequada e sob supervisão de
profissional da área psicológica.

Figura 1

Fonte: www.bemnascer.blospot.com/2007_10_01_archive.html - acessado em 06 de


março de 2009.
4. MÉTODO

4.1 Tipo de estudo

Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem quantitativa. A pesquisa


exploratória são investigações de pesquisa empírica cujo objetivo é a formulação de
questões ou de um problema a fim de desenvolver hipóteses. A abordagem quantitativa
procura os efeitos e resultados de um programa, que podem dizer respeito a grande
variedade de objetivos (MARCONI; LAKATOS, 2002)

4.2 Amostra

A amostra foi escolhida por conveniência, sendo composta por 30 alunos do 7º semestre
noturno da Faculdade JK, sendo que 27 do sexo feminino e 03 do sexo masculino.

4.2.1 Critérios de inclusão: ser estudante de enfermagem do 7º semestre noturno,


da Faculdade JK, durante o primeiro semestre do ano letivo de 2009 e a sua
aceitação em participar da pesquisa.

4.2.3 Critérios de exclusão: Não está no 7º semestre noturno de enfermagem da


Faculdade JK, durante o primeiro semestre do ano letivo de 2009 e a não aceitação
em participar da pesquisa.

4.3 Instrumento

Os dados foram coletados através de um questionário com 12 perguntas estruturadas,


após o consentimento dos entrevistados. As questões de 01 a 03 são de caracterização
da amostra, englobando o sexo, a idade e se trabalha na área de saúde. As questões de
04 a 12 são sobre a importância do parto normal humanizado.

4.4 Procedimento

Esta pesquisa foi realizada em uma rede de Ensino Superior de Enfermagem, Faculdade
JK unidade de Taguatinga Sul, Distrito Federal. Foi aplicado na amostra selecionada o
questionário na aula de Projeto de Monografia. Os alunos foram abordados na sala de
aula pelo pesquisador antes do inicio da aula para entrega dos questionários, tendo 15
minutos para responder. Em seguida os alunos assinaram o termo de consentimento em
duas vias, uma ficou com o aluno e a outra com o pesquisador. Após a aula e os alunos
terem respondido o questionário este foi recolhido pelo pesquisador.

4.5 Tratamento Analítico

Foi feita analise de frequência das respostas utilizando o pacote estatístico da SPSS
17.0.

4.6 Aspectos éticos

Esta pesquisa foi submetida à apreciação e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa


da Faculdade JK- Unidade de Taguatinga Sul- DF, e está de acordo com a resolução
196/96 que incorpora, sob a ética do individuo e das coletividades os quatro referenciais
básicos da bioética: autonomia, não maleficência, beneficência e justiça, entre outros, e
visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade cientifica, aos
sujeitos da pesquisa e ao Estado. Também constará o termo de consentimento livre e
esclarecido anexo em que serão fornecidas todas as informações relevantes aos
potenciais participantes. A participação na pesquisa foi voluntária.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A amostra foi composta por 30 alunos, na qual 27 dos indivíduos encontrados são do
sexo feminino. Tendo a Média da idade de 25,87 com o Desvio Padrão de 3,38.

Na amostra 37% trabalham na área de saúde, sendo muito importante por já ter um
conhecimento a respeito da humanização no âmbito hospitalar.

5.1 Gráfico 1 – distribuição segundo a importância do acompanhante durante o


parto.
A presença do acompanhante durante o trabalho de parto e parto, quando da escolha da
mulher, transmite a parturiente a segurança familiar necessária para tranqüilizá-la,
proporcionando bem estar físico e psicológico trazendo aspectos emocionais referentes
à gestação e favorecendo o vínculo familiar (LOURO, 2002).

Visto o estudo, percebe-se que a presença do acompanhante é de extrema importância,


pois no momento do trabalho de parto e parto a mulher sente medo, ansiedade por tudo
que está acontecendo. E o acompanhante vai transformar esse momento de tanta
apreensão e medo em algo carregado de emoção, fazendo com que a mulher sinta
aquele momento como único e inesquecível, e acima de tudo fazendo com que o
processo de parturição seja o mais natural e menos traumático possível, contribuindo
assim para o processo de humanização.

A presença do acompanhante não deve ser vista como um direito da mulher, mais
também como um contribuinte para a equipe de saúde que reflete no bom andamento do
trabalho de parto e parto, proporcionando benefícios que estão diretamente ligado ao
processo de humanização, como a diminuição do numero de parto fórceps, o uso de
analgesia, a presença da dor, a diminuição da taxa de cesárea, a ansiedade materna , o
aumento nos índices de apgar e diminuição na duração do trabalho de parto (KLAUS;
KENNEL, 2000; CASTRO, 2003).

5.2 Gráfico 2 – a importância de reduzir as cesáreas desnecessárias


Os riscos potenciais associados ao tipo de parto são maiores no parto cesárea, com risco
maior para a prematuridade e alterações respiratórias do neonato, infecção puerperal e
complicações mais freqüentes, mais dor após o parto e uma recuperação mais demorada,
levando a um período maior de separação entre a mãe e o filho, uma demora no
primeiro contato entre eles e no inicio da amamentação (BRASIL, 2001; BARROS,
1999; OLIVEIRA, 2002).

Em termos institucionais e solitários, a cesárea, representa maior consumo de recursos


hospitalares (centro cirúrgico, leitos/dia, medicamentos, cuidados de enfermagem, e
outros), e portanto um maior custo financeiro, sem esquecer o custo derivado da morbi-
mortalidade (RATTNER, 2000).

5.3 Gráfico 3 – distribuição da assistência prestada ao parto normal humanizado


durante os estágios curriculares
A humanização da assistência ao parto normal tem como propósito resgatar o caráter
fisiológico no processo de nascer, proporcionando à mulher vivência positiva sem
traumas e sem manobras invasivas no momento do parto. O conforto físico é aumentado
pelo uso de tecnicas de massagem e relaxamento, posturas variadas, métodos de
respiração desenvolvidos para minimizar desconforto, durante o trabalho de parto
(DAVIM; BEZERRA, 2002).

No contexto da parturição, cuidados simples – como escutar, demontrar atenção,


atitude, além de promover o bem estar e conforto das pessoas envolvidas, fortalece os
direitos da mulher em trabalho de parto, contribuindo para que ela se desenvolva como
agente promotor da sua própria vida e da vida de seu filho. Talvez, o
profissional/acadêmico desconheça isso, mas esse cuidado confere melhor qualidade à
sua assistência e ainda promove a saúde integral das pessoas (REIS; PATRÍCIO, 2005).

Na atualidade, o aluno precisa descobrir a valorização do ser humano como um todo e


buscar um relacionamento significativo consigo mesmo. Seu relacionamento deve
estender-se à família, à comunidade e ao mundo, respeitando a humanidade e a
natureza. A formação contínua para atuar no mercado profissional tem que ser
alicerçada numa formação humana, visando também competencias técnicas

Percebe-se que durante os estágios curriculares houve assistência humanizada com a


parturiente, dando todo suporte necessário para o momento do parto.

5.4 Gráfico 4 – distribuição segundo a facilidade do parto após a assistência


humanizada
O ambiente acolhedor, confortável e o mais silencioso possível conduz ao relaxamento
psico-fisico da mulher, do acompanhante e equipe de profissionais e indica qualidade na
assistência. Os exercícios respiratórios auxiliam as mulheres no controle das sensações
das contrações durante o trabalho de parto (BRASIL, 2001).

A utilização de roupas confortáveis também é uma medida importante que favorece o


processo de trabalho de parto (BRASIL, 2001).

As demais questões foram consideradas positiva para todos os alunos.

A importância da assistência humanizada durante o parto normal.

O programa de humanização da assistência ao parto normal, defende a assistência ao


trabalho de parto, parto e nascimento, com o objetivo de resgatar o caráter fisiológico
no processo do nascimento de forma positiva e sem traumas. O conforto físico pode ser
aumentado pelo uso de técnicas de massagem e relaxamento, posturas variadas,
métodos de respiração e praticas alternativas que favorecem o bom desenvolvimento do
trabalho de parto, conforto e segurança a mulher e seu bebê (MOURA ET AL., 2007).

O parto humanizado atua em um acompanhamento com o mínimo de intervenções


possíveis, com pessoal treinado para prever possíveis complicações obstétricas que
possam surgir e um atendimento empático, que demonstre confiança e respeito à
individualidade da mulher (MOREIRA, 2006).

A importância das condutas humanizadas exercidas pelo enfermeiro no decorrer da


assistência ao parto normal.

Medidas não-farmacológicas e não-invasivas para minimizar o estresse e avaliar a dor,


tais como promover ambiente tranqüilo e exercícios respiratórios, de relaxamento e
deambulação, além de banhos, massagens contribui para uma assistência humanizada
durante o trabalho e parto e parto (BRASIL, 2001).

O objetivo das medidas não-farmacológicas é favorecer para a parturiente um trabalho


de parto e parto tranqüilo e a participação do acompanhante, resgatando o nascimento
como um momento da família (BRASIL, 2001).

A atenção adequada à mulher no momento do parto representa um passo indispensável


para garantir que ela possa exercer a maternidade com segurança e bem estar.

Para a adequada assistência humanizada durante o parto a equipe de saúde deve


expressar atenção, a individualidade da mulher considerando seus padrões culturais e
sentimentos (suas crenças, práticas e seus valores), promovendo o parto normal (REIS;
PATRÍCIO, 2005).

A parturiente não deve ser considerada como uma cliente a mais e sim compreendida
em toda a sua singularidade, cabendo ao profissional de saúde no momento em que
tenha com ela o primeiro contato, bem como com a sua família, conhecer o que eles
trazem de experiência. A presença do acompanhante/família pode não somente auxiliar
a mulher a relaxar, mas também contribuir para que o serviço prestado seja mais
humanizado (BRASIL, 2001).
A falta de suporte emocional contribui para aumentar a ansiedade e a sensação de dor.

A parturiente passa por diversos sentimentos e sensações, tais como medo, angustia,
alegria, tristeza e alívio de diferentes formas, desde a contenção até a expressão de
sensações físicas e emocionais. Durante o processo de parto, a mulher tem que lidar
consciente e inconscientemente com esses fatores, o que confere, em termos psíquicos,
caráter individual e único a cada mulher e a cada parto. Isso não se restringe somente a
como a mulher atribui significamente a essa experiência, abrange também como de fato
ela acontece. Assim, a mulher pode viver uma experiência positiva, que se reflete na
sensação de força e poder, ou uma experiência carregada de sensações negativas, que
pode ter reflexos em diferentes áreas da vida, sendo assim o suporte emocional no
momento do trabalho e parto propicia benefícios físicos e emocionais antes, durante e
após a parturição.

Com certeza é função do enfermeiro prestar toda atenção, quando à parturiente adestra
ao Centro Obstétrico.

Para que a assistência ao parto e nascimento se torne realmente humanizada é


necessário que os profissionais de saúde aceitem a postura da mulher como condutas do
processo de parturição e comecem a respeitar sua vontades e direitos. É de vital
importância reconhecer a mulher como um indivíduo único para que o profissional
estabeleça um plano de assistência correlacionado com as necessidades da cliente; pois
cada mulher é um ser único, possuidor de valores, sentimentos e crenças que devem ser
respeitadas (MARQUE; DIAS; AZEVEDO, 2006).

O profissional de enfermagem deve se conscientizar da sua importância na assistência à


parturiente durante todo o processo do parto, educando, promovendo a saúde,
prevenindo e diagnosticando intercorrências na gravidez durante o pré-natal. A equipe
de enfermagem deve ser parte integrante da equipe de saúde na assistência integral
prestada à mulher, usando o seu conhecimento técnico cientifico em conjunto com seus
preceitos éticos de compromisso com a profissão e com a vida humana, proporcionando
uma assistência digna e com qualidade (MARQUE; DIAS; AZEVEDO, 2006).

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As inúmeras atribuições do enfermeiro, somam-se as expectativas frente à liderança,


humanização da assistência, competência, motivação e desenvolvimento de relações
terapêuticas.

Na área de saúde onde os profissionais, são carregados de alto grau de tensão


envolvendo toda a equipe. Inúmeras pessoas pelo corredor, barulhos, ansiedade,
queixas, dor, longas jornadas de trabalho constituem o cotidiano da maioria dos
enfermeiros e dos demais profissionais da área de saúde.

É nesse cenário que o aluno de graduação é apresentado ao campo de trabalho da saúde


e de todas as suas necessidades como profissional, proporcionando assistência direta ao
paciente durante o período de estágio curricular obrigatório e necessitam exercer suas
atividades com competência e com qualidade, da mesma forma que um enfermeiro
graduado.

Desta forma após a pesquisa de campo realizada com os acadêmicos de enfermagem da


Faculdade JK, é perceptível o quanto é importante uma assistência humanizada, dando
suporte adequado para a parturiente e seu acompanhante no momento do trabalho de
parto e parto, pois a presença do mesmo é fundamental para a humanização na área de
saúde. Foi visto também que é importante para os acadêmicos reduzir as cesáreas
desnecessárias, dando importância ao parto normal humanizado. Em relação à
assistência prestada durante os estágios curriculares ao parto normal mais da metade dos
alunos presenciaram/proporcionaram uma humanização, antes, durante a após o parto.
Desta forma sendo o parto mais facilitador. Em relação às condutas humanizadas, todos
os alunos deram importância ao uso das mesmas durante o trabalho de parto.

Desta forma, fica claro que durante a graduação os alunos são preparados a prestar uma
assistência humanizada, visando sempre o alcance da excelência no atendimento ao
cliente e a família de forma mais humana.

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ZAMPIERI, M. F. M. Enfocando a concepção e a gestação em uma perspectiva


histórica e social. Nursing, São Paulo, n. 37, p. 15-19, junho. 2001.

Figura: Fonte: www.bemnascer.blospot.com/2007_10_01_archive.html - acessado em


06 de março de 2009.

8. APÊNDICE

Apêndice A

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido- TCLE

O (a) Senhor(a) está sendo convidada a participar do projeto: A Importância da


Assistência de Enfermagem ao Parto Normal Humanizado para os alunos do 7°
semestre de Enfermagem da Faculdade JK. Com o objetivo de identificar a opinião dos
acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre noturno da Faculdade JK sobra a assistência
de Enfermagem ao Parto normal Humanizado.
O (a) senhor(a) receberá todos os esclarecimentos necessários antes e no decorrer da
pesquisa e lhe asseguramos que seu nome não aparecerá sendo mantido o mais rigoroso
sigilo através da omissão total de quaisquer informações que permitam identificá-lo(a).
A sua participação será através de um questionário que você deverá responder no seu
setor de trabalho, com um tempo estimado para seu preenchimento de: 15 minutos. Não
existe 0obrigatoriamente, um tempo pré-determinado, para responder o questionário.
Sendo respeitado o tempo de cada um para respondê-lo. Informamos que a Senhor(a)
pode se recusar a responder qualquer questão que lhe traga constrangimento, podendo
desistir de participar da pesquisa em qualquer momento sem nenhum prejuízo para o
senhor(a).

Os resultados da pesquisa serão divulgados na Faculdade JK, podendo inclusive ser


publicados posteriormente. Os dados e materiais utilizados na pesquisa ficarão sobre a
guarda da pesquisadora Danila Mayara Lemos de Souza.

Se o Senhor(a) tiver qualquer dúvida em relação à pesquisa, por favor telefone para:
Danila Mayara Lemos de Souza, telefone: 8471-5206, no horário: 09:00 às 18:00 horas.

Este projeto foi Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade JK.
Qualquer dúvida com relação à assinatura do TCLE ou os direitos do sujeito da
pesquisa, podem ser obtidos através do telefone: (61) 33526290.

Este documento foi elaborado em duas vias, uma ficará com o pesquisador responsável
e a outra com o sujeito da pesquisa.

Nome / assinatura

Pesquisador Responsável

Taguatinga, DF, ____ de junho de 2009

Apêndice B

QUESTIONÁRIO

Identificação

1) Indique o seu sexo.

( ) Feminino
( ) Masculino

2) Qual sua idade?

3) Você já trabalha na área de saúde?


( ) Sim
( ) Não

4) Você acha importante a assistência humanizada durante o parto normal?

( ) Sim
( ) Não

5) Você acha importante as condutas humanizadas exercidas pelo enfermeiro no


decorrer da assistência ao parto normal, como: massagens, banhos (aspersão/imersão,
ducha, hidromassagem), deambulação, bola obstétrica e cavalinho?

( ) Sim
( ) Não

6) De acordo a Lei 11.108 de 07 de abril de 2005. Garantir as parturientes o direito a


presença de acompanhantes durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato no
âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. Você acha importante o direito de
acompanhante durante o parto?

( ) Sim
( ) Não

7) Segundo Brasil (2001), a atenção adequada à mulher no momento do parto representa


um passo indispensável para garantir que ela possa exercer a maternidade com
segurança e bem-estar. Este é um direito fundamental de toda mulher. Você como aluno
(a) considera importante acolher a grávida, seu companheiro e família, respeitando
todos os significados desse momento?

( ) Sim
( ) Não

8) Uma das propostas para humanizar o serviço, citadas por Rattner et al (1997) é
reduzir as cesáreas desnecessárias. Você acha importante essa afirmação?

( ) Sim
( ) Não

9) Segundo Hotimsky (1997) a falta de suporte emocional contribui para aumentar a


ansiedade e a sensação de dor. Esses fatores associados ao estresse podem por sua vez,
contribuir para o surgimento de complicações no trabalho de parto. Você concorda e
acha importante essa afirmação?

( ) Sim
( ) Não

10) Com certeza é função do enfermeiro prestar toda atenção, quando à parturiente
adentra ao Centro Obstétrico. Você acha que o tratamento faz parte do processo do
parto humanizado (respeitar o processo de dor natural, dando todo suporte emocional
para amenizar o sofrimento, um simples toque nas mãos, um sorriso, um afago, apenas a
presença para dizer que a parturiente não está só)?

( ) Sim
( ) Não

11) Durante os estágios curriculares houve prestação de assistência humanizada no


momento do parto normal?

( ) Sim
( ) Não

12) O parto foi mais facilitador?

( ) Sim
( ) Não