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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

CAMPUS DE RONDONÓPOLIS
DISCIPLINA- INSTITUIÇÕES DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
PROFESSORA:- ADELINA NERES DE SOUSA CAMPOS
ALUNO (A) ____________________________________ 2011

DIREITO DAS COISAS

DEFINIÇÃO

Direito das Coisas

Principal diferença entre o Direito das Obrigações e o Direito das Coisas

O direito das obrigações é o vínculo que se estabelece entre um devedor e um


credor, tendo por fim uma determinada prestação patrimonial. No direito das coisas,
porém, o vínculo se estabelece diretamente de uma pessoa sobre uma coisa, devendo
respeitá-lo todos, não importa quem seja.

Classificação dos direitos reais

O direito real pleno ou completo é o domínio ou propriedade. Nesta, o titular


exerce todo um feixe de poderes sobre coisa própria. Mas se algum desses poderes,
inerentes à propriedade, for destacado e entregue a outro titular, exercerá este um
direito real sobre coisa alheia.
O único direito real sobre coisa própria, portanto, é a propriedade. Todos os
outros direitos reais são sobre coisa alheia, conferindo ao titular do poder destacado,
um direito de gozo ou de garantia sobre a coisa. Mostramos abaixo um esquema de
alguns direitos reais, de maior interesse nos centros urbanos.

Direitos Sobre coisa só a propriedade


Reais própria

De gozo o usufruto
O uso
A habitação

Sobre coisa
alheia

De garantia o penhor
A hipoteca

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POSSE

A posse é o uso ou a utilização d coisa, ou, como dispõe o artigo 485 do Código
Civil, é o exercício de fato, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes ao domínio
ou propriedade.
A natureza jurídica da posse ainda está em discussão. Parece tratar-se de um
direito real, por ser um vínculo que liga uma coisa a uma pessoa e pela sua
oponibilidade contra todos. Por isso, muitos autores classificam a posse como direito
real. Mas há quem a entenda como fato e não como direito, Para outros, a posse é um
direito obrigacional, ou um direito especial.

Defesa da posse

A posse pode ser perturbada de três formas: ou pelo esbulho (perda da posse),
ou pela turbação (tentativa de esbulho) ou ainda pela simples ameaça de agressão
iminente `posse. Daí a existência de três remédios, ou de três ações judiciais
específicas para a proteção da pose: a ação de reintegração de posse para o
esbulhado, a ação de manutenção de posse para o que está sendo turbado, e ação de
manutenção de pose para o que está sendo turbado, e ação de interdito proibitório para
aquele que tem justo receio de vir a ser logo molestado na sua posse.
Se o esbulho ou a turbação tiver menos de um ano e um dia, o possuidor,
provando a sua qualidade, poderá obter do juiz a reintegração ou a manutenção
imediata da posse, como medida provisória, logo no início do processo. Quando mais
de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que detiver a
coisa, não sendo manifesto que a obteve de algumas das outras por modo vicioso.
Se não houver tempo para as providências judiciais, pode o possuidor exercer a
legítima defesa da posse. Como dispõe o artigo 502 do Código Civil, o possuidor
turbado, ou esbulhado, poderá manter-se, ou restituir-se por sua própria força, contanto
que o faça logo. Os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do
indispensável à manutenção ou restituição da posse.

Defesa da posse: 1) – Legítima ( imediata).


2) – Ação judicial:- de reintegração de posse ( no caso de esbulho)
3) – de manutenção de posse ( no caso de turbação).
4) – de interdito proibitório ( no caso de ameaça).

PROPRIEDADE

A lei assegura ao proprietário o direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de


reavê-los do poder de quem quer que injustamente os possua.

USUCAPIÃO

O usucapião é uma forma de aquisição da propriedade. Ocorre quando alguém detém a


posse de uma coisa, com ânimo de dono, por um determinado tempo, sem interrupção

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e sem oposição, desde que essa posse não seja clandestina, nem violenta, nem
precária.
Clandestina é a posse oculta, não praticada à vista de todos.
Violenta é a posse obtida mediante força.
Precária é a posse que foi concedida espontaneamente pelo proprietário, por mera
tolerância ou permissão.
Dentro dessas condições, de posse mansa e pacífica, e decorrido o tempo
previsto em lei, pode o possuidor, trazendo as suas provas, pedir ao juiz que lhe
reconheça a aquisição da propriedade, por usucapião. A sentença, então proferida,
valerá como título de propriedade.
No caso de imóveis, o prazo do usucapião é de 20 anos.
Para coisas móveis, o prazo de usucapião é de 5 anos, embora seja
bastante raro
Os imóveis públicos não podem ser usucapidos

USUFRUTO

O usufruto é um direito real de gozo, que atribui ao seu titular o direito de


usa coisa alheia móvel ou imóvel, e colher para si os frutos por ela produzidos. Os
frutos podem ser naturais, como os frutos das árvores e as crias dos animais ou civis,
como os juros e rendimentos do capital.
O usufrutuário fica com a posse, com a administração, com o uso e com os
frutos da coisa, enquanto que o dono fica apenas com o direito abstrato de propriedade,
sendo por isso chamado de nu-proprietário
A reserva do usufruto é muito empregada nas doações, em que os
doadores transferem a propriedade para os donatários, geralmente seus filhos ou
parentes, reservando para si o usufruto enquanto viverem. Com o término do prazo
estipulado, ou com a morte do usufrutuário, extingue-se o usufruto.

PENHOR E HIPOTECA

Tanto o penhor como a hipoteca são direitos reais de garantia. E ambos


são semelhantes.
Tanto no penhor como na hipoteca, o devedor oferece ao credor, como
garantia, um determinado bem, sobre o qual o credor terá preferência em relação a
todos os outros credores, para ser pago com o produto da venda judicial deste bem.
No penhor, em regra, a garantia será dada em bens móveis, e na hipoteca,
em regra, a garantia será dada em bens imóveis.