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Razão entre as capacidades caloríficas para

gases

ÍNDICE:
1. INTRODUÇÃO____________________________________________________03

2. OBJETIVO________________________________________________________04

3. PROCEDIMENTO_________________________________________________05

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES______________________________________05

5. CONCLUSÃO_____________________________________________________10

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS_________________________________10

1. INTRODUÇÃO

Um importante parâmetro termodinâmico de uma substância é a razão entre


seus calores específicos à pressão e a volume constantes, Cp e Cv,

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respectivamente, denominada de razão ᵞ. Nessa transformação, o sistema não troca calor
com o meio externo; o trabalho realizado é graças à variação de energia interna.

Em um sistema físico contendo um gás em que são estabelecidos três estados


termodinâmicos distintos e em seqüência, a razão ᵞ para o gás pode ser determinada através
de medidas simples, relacionadas apenas com a pressão [1]. Isso é feito pelo método de
Clement e Desormes.

Determinar a razão entre o calor específico ᵞ=CpCv para o ar de acordo com o método de
Clement-Desormes implica em alguns processos termodinâmicos: a compressão, uma
expansão adiabática e um aquecimento isocórico com a volta à temperatura ambiente. O
processo adiabática é descrito pela expresão matemática pV ᵞ = cte . Onde, ᵞ=CpCv ,
Cp= (dQdT)p é a capacidade térmica (molar), à pressão constante e Cv= (dQdT)v é a
capacidade térmica (molar) com volume constante.

Para gases monoatomicos ᵞ=1,7, para gases diatomicos ᵞ=1,4 e para gases poliatômicos
ᵞ=1,3 .

Experiencias que utilizam o ar obteem o índice adiabático tcom valores próximos a 1,4 (por
causa do grande número de moléculas de gases diatômicas e da configuração do
a molécula de dióxido de carbono, que tem apenas 2 graus de liberdade de rotação). [2]

2. OBJETIVO

Determinar a razão entre as capacidades caloríficas dos gases.

3. SEÇÃO EXPERIMENTAL

4.1 Materiais:

• Garrafa de 20 L
• Bomba de vácuo
• Coluna Manométrica preenchida com água
• Barômetro

4.2. Procedimento experimental:

O experimento utilizou-se do aparelho de Clement e Desormes (figura 1) para conseguir


medir a razão entre as capacidades calorífica dos gases.

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Figura 1: Aparelho de Clement e Desormes

Usou-se a bomba a vácuo para gerar uma pressão no recipiente, após o aumento da pressão
fechou-se as duas mangueiras e observou-se a leitura do manômetro, feita esta a medida,
foi feita a remoção e recolocação da tampa rapidamente, para que a pressão do gás
passasse a ter o mesmo valor da pressão atmosférica. Esperou-se então o equilíbrio de
temperatura do gás e fez-se uma terceira leitura da pressão.

2. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A 1ª lei da termodinâmica diz respeito a conservação da energia interna e e´dada por:

Du= dw+ dq (1)

Como aara obter-se a relação entra as razões caloríficas do ar utilizou-se o método da


expansão adiabática. Nesse tipo de expansão dq=0, temos que:

Du= dw (2)

Par uma variacao infinitesimal de volume:

dw = - PextdV (3), logo a variação do conteúdo energético do gás está relacionada com a
variação de volume por:

dU= - P dV (4)

Como a pressao externa e igual a do gas, P, durante toda a expansao reversivel,

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a expressao para dw torna-se:

dU = - PdV (5)

Em cada etapa do processo, a pressao do gas relaciona-se com o volume pela lei
dos gases ideais, PV = n RT.

Porém, tendo que U para um gás perfeito é função apenas da temperatura, têm-se :

Du = Cv dT (3)

Substituindo-se (2) e (3) em (1) tem-se :

Du = Cv dV = n Cv,m dT

n Cv,m dT = - n RTdVV

Integrando-se a equaçãottêm-se que:

Cv,m = t1t2dTT= v1v2dVV


Cv,m = lnT2T1 = -R = lnV2V1

Se Cv é constante no intervalo de temperatura de trabalho, a equação acima expressa o


acrécimo de temperatura que resulta da expansão adiabática de um gás.

Para obter a relação entre g e as pressões, considere inicialmente o esquema


da Fig. 2, que representa os três estados de equilíbrio do sistema e as
transformações entre eles. Nessa figura, os símbolos P, V e T se referem à pressão,
volume e temperatura, e os índices 1, 2 e 3 aos estados inicial intermediário e final.
A transformação 1→2 é adiabática, i. e., se processa sem troca de calor com o meio
ambiente. Como o isolamento térmico de nosso sistema é precário, consegue-se
realizar um processo que é aproximadamente adiabático fazendo-se uma
transformação rápida de volume, isto é, deslocando-se rapidamente o êmbolo da
seringa. Assim não há quase tempo para troca de calor na passagem de um estado
para o outro. Na transformação adiabática, demonstra-se que PVᵞ = constante.

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Na etapa 1 o gás se expande adiabáticamente e reversivelmente até que a pressão caia de P1
para P2.

Podemos então aplicar a equação do gás perfeito e obter:

T2T1=P2V2P1V1

Substituindo-se () em () :

Cv,m = lnP2V2P1V1 = -R lnV2V1 → lnP2P1 = Cv,m+R Cv,m lnV2V1 = Cp,mCv,m


lnV2V1
Uma vez que, para um gás perfeito C p,m = Cv,m +R

Na etapa 2 temos a restauração da temperatura do gás para T1 a volume constante e tem –se
que:
V2V1=P1P3

Substituindo-se () em () temos:

ln P1 P2 = Cp,mCv,m lnP1P3

Cp,mCv,m=log P1-logP2logP1-logP3

A partir desta equação, é possível calcular razão entre as capacidades caloríficas do ar pelos
dados obtidos (tabela 2) :

Tabela 1: Dados Fornecidos

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Parâmetros Valor
Temperatura 27,5° C
Pressão atmosférica 670,56 mmHg
Densidade do 13, 5291 g/cm3
Mercúrio(27°C)
Densidade do 0,99707 g/cm3
Mercúrio(25°C)

Tabela 2: Dados Coletados

P1 P1 P1+Patm P3 P3 P3 +Patm
(mm H20) (mm Hg) (mm Hg) (mm H20) (mm Hg) (mm Hg)
1 700 51,59 722,15 171 12,60 683,16
2 659 48,57 719,13 175 12,90 683,46
3 632 46,58 717,14 175 12,90 683,46

Através da coluna manométrica foi possível a leitura da pressão P1 em mm de H2O para


transformar essa leitura para mm de Hg multiplicou-se a primeira pressão medida por
ρ H2O/ρ Hg. Assim, no primeiro ponto medido tínhamos 700 mm H2O :

P1 (mm Hg) = 700 x ρ H2Oρ Hg = 51,59 , a mesma coisa foi feita para as outras 2 medidas.

Ao fazer a leitura pela coluna manométrica não levou-se em conta a pressão atmosférica,
então para saber a pressão real do gás tem que se somar a pressão atmosférica a pressão
medida. Como foi feito no ponto 1 por exemplo:

P1+Patm(mm Hg) = 700 + 670,56 = 722,15

As mesmas contas foram feitas para as medidas de P3.

Através dos valores de P1, P2 e P3 e da equação () podemos achar ᵞ.

Ponto 1:

Cp,mCv,m=log 722,15-log670,56log722,15-log683,16 = 1,33

Ponto 2:
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Cp,mCv,m=log 719,13-log670,56log719,13-log683,46 = 1,37

Ponto 3:

Cp,mCv,m=log 717,14-log670,56log717,14-log683,46 = 1,40

Média: 1,33 + 1,37 +1,403 = 1,37

Como o ar é constituído majoritariamente de gases diatômicos (N2 e O2), nossa razão


deveria ser de 1,40 [2]. Assim, o erro relativo é de:

Erel=Vv- VexpVV= 1,40- 1,371,40 = 0,021 x 100% = 2,1 %

Como o aparelho necessita de bastante atenção ao ser manipulado grande parte dos erros
pode terem vindo pela má manipulação do mesmo, por exemplo, pode ter-se levado muito
tempo para destampar e tampar a garrafa na primeira etapa do experimento, ou não ter
fechado direito as mangueiras do equipamento para a medição da primeira pressão ou ainda
pode-se ter havido um erro na precisão ao ler o manômetro.O valor encontrado também
pode ter sido diferente do esperado devido a mistura dos outros gases no ar que podem ter
abaixado o valor de ᵞ.