Sie sind auf Seite 1von 15

Danos

morais

Danos morais
9
9

Coleção Prática do direito

Danos

morais

George Sarmento

Coordenação

Edilson Mougenot Bonfim

1ª edição

2ª tiragem

2009
2009
Rua Henrique Schaumann, 270, Cerqueira César — São Paulo — SP CEP 05413-909 PABX: (11)

Rua Henrique Schaumann, 270, Cerqueira César — São Paulo — SP CEP 05413-909 PABX: (11) 3613 3000 SACJUR: 0800 055 7688 De 2ª a 6ª, das 8:30 às 19:30 saraivajur@editorasaraiva.com.br Acesse: www.saraivajur.com.br

Fi liais

AMAZONAS/RONDÔNIA/RORAIMA/ACRE Rua Costa Azevedo, 56 – Centro Fone: (92) 3633-4227 – Fax: (92) 3633-4782 – Manaus

BAHIA/SERGIPE Rua Agripino Dórea, 23 – Brotas Fone: (71) 3381-5854 / 3381-5895 Fax: (71) 3381-0959 – Salvador

BAURU (SÃO PAULO) Rua Monsenhor Claro, 2-55/2-57 – Centro Fone: (14) 3234-5643 – Fax: (14) 3234-7401 – Bauru

CEARÁ/PIAUÍ/MARANHÃO Av. Filomeno Gomes, 670 – Jacarecanga Fone: (85) 3238-2323 / 3238-1384 Fax: (85) 3238-1331 – Fortaleza

DISTRITO FEDERAL SIG QD 3 Bl. B - Loja 97 – Setor Industrial Gráfico Fone: (61) 3344-2920 / 3344-2951 Fax: (61) 3344-1709 – Brasília

GOIÁS/TOCANTINS Av. Independência, 5330 – Setor Aeroporto Fone: (62) 3225-2882 / 3212-2806 Fax: (62) 3224-3016 – Goiânia

MATO GROSSO DO SUL/MATO GROSSO Rua 14 de Julho, 3148 – Centro Fone: (67) 3382-3682 – Fax: (67) 3382-0112 – Campo Grande

MINAS GERAIS Rua Além Paraíba, 449 – Lagoinha Fone: (31) 3429-8300 – Fax: (31) 3429-8310 – Belo Horizonte

PARÁ/AMAPÁ Travessa Apinagés, 186 – Batista Campos Fone: (91) 3222-9034 / 3224-9038 Fax: (91) 3241-0499 – Belém

PARANÁ/SANTA CATARINA Rua Conselheiro Laurindo, 2895 – Prado Velho Fone/Fax: (41) 3332-4894 – Curitiba

PERNAMBUCO/PARAÍBA/R. G. DO NORTE/ALAGOAS Rua Corredor do Bispo, 185 – Boa Vista Fone: (81) 3421-4246 – Fax: (81) 3421-4510 – Recife

RIBEIRÃO PRETO (SÃO PAULO) Av. Francisco Junqueira, 1255 – Centro Fone: (16) 3610-5843 – Fax: (16) 3610-8284 – Ribeirão Preto

RIO DE JANEIRO/ESPÍRITO SANTO Rua Visconde de Santa Isabel, 113 a 119 – Vila Isabel Fone: (21) 2577-9494 – Fax: (21) 2577-8867 / 2577-9565 Rio de Janeiro

RIO GRANDE DO SUL Av. A. J. Renner, 231 – Farrapos Fone/Fax: (51) 3371-4001 / 3371-1467 / 3371-1567 Porto Alegre

SÃO PAULO Av. Marquês de São Vicente, 1697 – Barra Funda Fone: PABX (11) 3613-3000 – São Paulo

ISBN 978-85-02-06508-6

obra completa

ISBN 978-85-02-07222-0

volume 9

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Sarmento, George Danos morais / George Sarmento. – São Paulo :

Saraiva, 2009. – (Coleção prática do direito ; v. 9 / coordenação Edilson Mougenot Bonfim)

Bibliografia.

1. Dano moral 2. Dano moral - Reparação 3. Direito à honra 4. Direito à imagem 5. Direito do trabalho 6. Personalidade (Direito) 7. Responsabilidade (Direito) I. Bonfim, Edilson Mougenot. II. Título. III. Série.

08-04156

CDU-347.426.4/.6

Índice para catálogo sistemático:

1. Danos morais : Direito civil

347.426.4/.6

Diretor editorial Antonio Luiz de Toledo Pinto Diretor de produção editorial Luiz Roberto Curia Editora Manuella Santos Assistentes editoriais Rosana Simone Silva Larissa Casares

Produção editorial Ligia Alves

Clarissa Boraschi Maria Coura Estagiário Vinicius Asevedo Vieira Preparação de originais Maria Lúcia de Oliveira Godoy Raquel Modolo de Nardo Arte e diagramação Cristina Aparecida Agudo de Freitas Lídia Pereira de Morais Revisão de provas Rita de Cássia Queiroz Gorgati Adriana Barbieri Sandra Garcia Cortés Serviços editoriais Karla Maria de Almeida Costa Carla Cristina Marques Capa Crayon Editorial

Data de fechamento da edição: 10-6-2008

Dúvidas?

Acesse www.saraivajur.com.br

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio

ou forma sem a prévia autorização da Editora Saraiva.

A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei n. 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.

SUMÁRIO

Apresentação

XI

Abreviaturas

XIII

Capítulo 1 — TUTELA CONSTITUCIONAL DA INTIMIDADE, VIDA PRIVADA, HONRA E IMAGEM

1

1 1 Introdução

1

1 2 Intimidade

1

1 Vida privada

3

3

1

3 1 Jurisprudência sobre vida privada

4

1 Direito à honra

4

4

1

4 1 Jurisprudência sobre violação à honra

6

1 Direito fundamental à própria imagem

5

7

 

1 5 1 Imagem-retrato

9

1 5 2 Jurisprudência sobre violação à imagem-re- trato

16

1 5 3 Imagem-atributo

17

1 5 4 Jurisprudência sobre violação à imagem-atri- buto

17

1 6 A questão da intransmissibilidade do direito à ima- gem

19

Capítulo 2 — AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL

21

2

1

Conceito de dano

21

2

2

Danos morais

24

2

3

Danos morais e direitos da personalidade

27

2

4

Direitos da personalidade e pessoa jurídica

29

2

5 Pressupostos para a caracterização do dano moral

30

2

6

Ação de indenização por danos morais

33

2

7 Possibilidade de cumulação da indenização por da- nos morais com danos materiais

34

2

8 Competência para o julgamento de ação de inde- nização por danos morais

35

2

9 Prazo prescricional para a propositura da ação in- denizatória

36

2

10

Responsabilidade civil subjetiva e objetiva

38

2

11 Procedimentos das ações de indenização por danos morais

42

2

12 Requisitos para a fixação do quantum indenizatório

43

2

13

Orientações práticas

47

2

14

Modelo de petição

47

Capítulo 3 — DIREITO DE RESPOSTA E DANO MORAL

59

3

1

O direito de resposta na ordem constitucional

59

3

2

Conteúdo do direito de resposta

62

3

4

Decadência e extinção do direito de resposta

65

3

5

Pedido extrajudicial de direito de resposta

67

 

3

5 1

Modelo de pedido extrajudicial de direito de resposta

68

3

6

Ação reclamatória de direito de resposta

71

 

3

6 1

Orientações práticas

72

3

6 2 Modelo de ação reclamatória de direito de resposta

73

3

6 3 Direito de resposta no projeto da nova Lei de Imprensa

81

3

7

Direito de resposta na Justiça Eleitoral

81

 

3

7 1 Modelo de representação para direito de res- posta na Justiça Eleitoral

83

Capítulo 4 — DANOS MORAIS NA JUSTIÇA DO TRABALHO

88

4

1 Danos morais nas relações de trabalho

88

4

2 Principais manifestações do assédio moral

89

 

4

2 1 Críticas constantes e injustificadas ao traba- lhador

90

4

2 2

Imposição de situações vexatórias e humilhan-

 

tes

91

 

4

2 3 Assédio sexual e contatos físicos indesejáveis

91

4

2 4

Desvio de função e isolamento do trabalhador

98

4

3 Competência da Justiça do Trabalho para jul gar pre- tensões de indenização por dano moral

99

4

5 Assédio moral na prática judiciária

102

4

5 1

Orientações práticas

102

4

5 2

Modelos de petições

103

 

1) Reclamação trabalhista em que o objeto é o assédio moral

103

2) Reclamação trabalhista com cumulação de verbas rescisórias e indenização por dano moral

108

Capítulo 5 — AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS NO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL

114

5

1 Aspectos do procedimento sumaríssimo adotado pelos Juizados Especiais

114

5

2

Orientações práticas

116

5

3 Modelos

117

1) Petição nos Juizados Especiais

117

2) Resumo do pedido verbal

123

Capítulo 6 — RESPONSABILIDADE DO ESTADO POR DANO MORAL

125

6

1 Responsabilidade objetiva por risco administrativo

125

6

2 Responsabilidade do Estado por erro judiciário ou por excesso no cumprimento da pena

127

6

3

Orientações práticas

130

6

4

Modelo de petição

131

Capítulo 7 — RESPONSABILIDADE PENAL POR DANO MORAL

137

7

1 Ação penal privada por crimes contra a honra

137

7

2

Orientações práticas

138

7

3

Modelo de queixa-crime

139

Bibliografia

143

APRESENTAÇÃO

A sociedade contemporânea tem-se destacado pelo desprezo

ao ser humano O extraordinário avanço tecnológico que revolu- cionou as comunicações e fortaleceu a liberdade de expressão também tem o seu lado perverso: invasão de privacidade, violação de direitos autorais, uso indevido da imagem, utilização da mídia para desestabilização de adversários políticos e concorrentes nas relações comerciais

Os efeitos desse modelo são perceptíveis em todas as di-

mensões da vida moderna, exigindo do Estado respostas rápidas

e eficientes para estancar as intromissões indevidas na esfera indi-

vidual

A Constituição de 1988 assegurou a inviolabilidade da inti-

midade, vida privada, honra e imagem, colocando à disposição das

pessoas físicas e jurídicas um importante instrumento processual:

a ação de indenização por danos morais As vítimas de atentados à

sua dignidade, decoro e respeitabilidade poderão fazer uso dela para compelir os agressores a arcar com o pagamento de sanções pecuniárias que atenuem o sofrimento infligido e sirvam de cor- retivo para o ato ilícito, desestimulando, assim, novas investidas

Este livro foi concebido para orientar as pessoas comprome- tidas com a defesa das liberdades públicas, especialmente os direi- tos da personalidade É uma ferramenta de consulta que contém indicações doutrinárias, jurisprudência básica, modelos de peti- ções, sugestões bibliográficas e conselhos de grande utilidade para

o combate ao dano moral em todas as suas manifestações

Redigido em linguagem simples, objetiva e direta, o livro auxiliará advogados estagiários e estudantes a exercer com mais eficiência sua missão de garantir a efetividade dos direitos funda- mentais, assegurar a dignidade da pessoa humana e promover o livre desenvolvimento da personalidade

ABREVIATURAS

AC

— Apelação Cível

AgI

— Agravo de Instrumento

AgRg

— Agravo Regimental

Ap

— Apelação

Art

— artigo

CC

— Código Civil

CDC

— Código de Defesa do Consumidor

CF

— Constituição Federal

CJ

— Conflito de Jurisdição

CLT

— Consolidação das Leis do Trabalho

CP

— Código Penal

CPP

— Código de Processo Penal

Des

— Desembargador

DJ

Diário da Justiça

DJU

Diário da Justiça da União

j

— julgado

LICC

— Lei de Introdução ao Código Civil

Min

— Ministro

m v

— maioria de votos

n

— número

p

— página

RE

— Recurso Extraordinário

Rel

— Relator

RO

— Recurso Ordinário

REsp

— Recurso Especial

RRev

— Recurso de Revista

SPC

— Serviço de Proteção ao Crédito

STF

— Supremo Tribunal Federal

STJ

— Superior Tribunal de Justiça

TFR

— Tribunal Federal de Recursos

TJDFT

— Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territó-

TJPR

rios — Tribunal de Justiça do Paraná

TJRO

— Tribunal de Justiça de Rondônia

TJRJ

— Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

TJSP

— Tribunal de Justiça de São Paulo

TRE

— Tribunal Regional Eleitoral

TRT

— Tribunal Regional do Trabalho

TSE

— Tribunal Superior Eleitoral

TST

— Tribunal Superior do Trabalho

v u

— votação unânime

Capítulo 1

TUTELA CONSTITUCIONAL DA INTIMIDADE, VIDA PRIVADA, HONRA E IMAGEM

Sumário: 1.1. Introdução. 1.2. Intimidade. 1.3.Vida privada. 1.3.1. Jurisprudência sobre vida privada. 1.4. Direito à honra. 1.4.1. Jurispru- dência sobre violação à honra. 1.5. Direito fundamental à própria imagem. 1.5.1. Imagem-retrato. 1.5.2. Jurisprudência sobre violação à imagem-retrato. 1.5.3. Imagem-atributo. 1.5.4. Jurisprudência sobre violação à imagem-atributo. 1.6.A questão da intransmissibilidade do direito à imagem. 1.7. Direito de imagem e delito de imprensa.

1.1. INTRODUÇÃO

A Constituição de 1988 assegurou o direito à inviolabilidade da intimidade, honra, vida privada e imagem. Também colocou à disposição da pessoa ofendida importante garantia: a ação de indeni- zação por dano material ou moral. Antes de analisá-la à luz da legislação processual civil e penal, apresentaremos as características que distin- guem cada um desses direitos protegidos pelo art. 5º, X, da CF.

1.2. INTIMIDADE

De todos os direitos de personalidade, a intimidade é o mais indevassável, o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de

rechaçar as intromissões provenientes de terceiros. Nele estão guardados os segredos, as lembranças, os sonhos, os projetos de vida, os desejos, as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. Enfim, a intimi- dade é o espaço no qual a individualidade reina absoluta, resguar- dada da curiosidade alheia. É o que existe de mais profundo no interior de alguém, sua verdadeira essência. É o direito público sub- jetivo de estar só com as emoções mais íntimas, longe dos olhares indiscretos, perscrutadores e curiosos.

É direito inato, indissociável da condição humana, que se

caracteriza pelo poder de exigir que o Estado, a sociedade civil e os cidadãos não se imiscuam no universo particular do indivíduo. Para Pontes de Miranda, velar a intimidade é o direito personalís- simo de se resguardar dos sentidos alheios, principalmente da vis- ta e dos ouvidos dos outros 1 .

A impenetrabilidade é a principal marca da intimidade. A

ninguém é permitido descortinar os recônditos do universo psí- quico do indivíduo para perscrutar seus sentimentos mais profun- dos, ou acontecimentos que não pretende partilhar com quem quer que seja, nem mesmo com pessoas da família ou amigos. Na verdade, intimidade se insere no universo que podemos chamar de segredos do ser. Fatos e eventos que integram o seu pa- trimônio moral, protegido pela cláusula da indevassabilidade. Isso implica a interdição da leitura de diários ou escritos particulares, especulações sobre a vida pessoal, estado de saúde, conteúdo do voto em eleições etc.

1 Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda. Tratado de direito privado. Cam- pinas: Bookseller, 2000. v. 7, p. 159.

Na doutrina francesa, a intimidade está inserida no direito à vida privada, pois eles estão tão indissociavelmente unidos entre si que muitas vezes é impossível distingui-los. Daí por que o art. 21 do CC brasileiro adotou a mesma sistemática e refere-se à vida privada para englobar tanto o universo interior como as relações travadas na intimidade de cada ser humano, a exemplo das rela- ções familiares, amizades íntimas, indevassabilidade do lar, corres- pondências, escritos íntimos etc.

1.3. VIDA PRIVADA

É, por sua vez, o espaço protegido pela confidencialidade.A vida privada está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjeti- vas mantidas sob reserva ou em absoluto segredo. É o direito sub- jetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anoni- mato determinadas informações restritas à sua vida particular.

Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabi- lidade de domicílio, de contas bancárias e aplicações financeiras, a situação patrimonial, os rendimentos salariais, o segredo profissio- nal, o cadastro de clientes, o sigilo de correspondência, o sigilo de comunicações telegráficas, telefônicas e de dados.Também envol- ve aspectos da vida pessoal como relações amorosas, preferências sexuais, relações familiares, orientação religiosa, atividades associa- tivas etc.

Assinale-se que esse direito fundamental é passível de limita- ções em situações específicas. Em caso de investigações criminais ou ação penal, os sigilos bancário, telefônico, fiscal e patrimonial po- dem ser quebrados mediante autorização judicial ou requisição de comissão parlamentar de inquérito. Mas essas medidas são excep-