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Economia e Teoria Econômica -–UniFMU- 1°semestre d e 2011–- Profª Andrea Itiro andrea.itiro@gmail.com

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UniFMU – Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas

CURSO:

Curso de Graduação em Relações Internacionais 2011

DISCIPLINA:

Economia e Teoria Econômica

CÓDIGO:

100H

CARGA HORÁRIA:

80 horas

SÉRIE:

2° semestre

1

- EMENTÁRIO

O

funcionamento da economia. As formas de analisar a economia. O sistema

econômico e os setores básicos da economia: primário, secundário e terciário. O processo de produção. Os fluxos reais e os fluxos monetários. O mercado e suas variáveis: oferta,demanda e equilíbrio. O setor público e suas estrutura. A macroeconomia e as principais idéias de Keynes e Kalecki. Objetivos e instrumentos da política macroeconômica. Política monetário, fiscal, cambial e de rendas. O

sistema financeiro, sua estrutura e funcionamento. As contas nacionais: o produto e

a renda. Setor externo e balanço de pagamentos. O processo inflacionário brasileiro.

Os planos de estabilização. Os problemas econômicos do desenvolvimento.

2 - OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

A disciplina Economia e Teoria Econômica tem por objetivo a habilitação do aluno

para compreensão dos fundamentos econômicos, mediante a transmissão introdutória de conhecimentos de micro e macroeconomia que o qualifiquem a entender o funcionamento do sistema econômico, bem como capacitá-lo para que possa desenvolver uma percepção crítica da realidade.

3 - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

I - Conceitos Básicos de Economia

- Conceito de economia;

- O problema da escassez e os problemas econômicos fundamentais;

- Fluxos reais e monetários da economia;

- Bens de consumo, bens de capital e bens intermediários.

- A micro e a macroeconomia;

II-

Introdução à Microeconomia

- Análise da demanda, da oferta e o equilíbrio do mercado;

- Elasticidade da demanda e da oferta;

- Estrutura e organização dos mercados: livre concorrência, oligopólios e monopólios;

- Teoria da produção e teoria dos custos.

- O setor público e suas estrutura.

III-

Introdução à Macroeconomia

- Metas e instrumentos de política macroeconômica;

- Principais idéias de Keynes;

- O fluxo circular de renda;

- O PIB pela ótica do produto, da despesa e da renda;

- PIB nominal e PIB real;

- Formação do capital: o papel da poupança e do investimento.

- Conceito e funções da moeda;

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- Política monetária e banco central;

- O sistema financeiro.

- Conceito e tipos de inflação;

- Conceito e determinação da taxa de câmbio;

- A estrutura do balanço de pagamentos;

- Superávit/déficit público e política fiscal;

- Fontes de crescimento;

- Estágios e estratégias de desenvolvimento.

5 - METODOLOGIA DE ENSINO

O conteúdo programático será abordado através de aulas expositivas, seminários e debates, com a participação ativa do corpo discente, complementados com exercícios práticos e estudos de casos. Os temas estarão apoiados na bibliografia básica e complementar indicadas, bem como material e artigos publicados em jornais, revistas especializadas, etc.

6 - CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

O processo de avaliação será realizado através de 1 prova a cada semestre, valendo 7 (sete pontos) e da avaliação continuada, que valerá três pontos. Esta avaliação será realizada mediante exercícios em classe, resumos de artigos econômicos, seminários e trabalho em grupo.

7 - BIBLIOGRAFIA BÁSICA e BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

Bibliografia Básica:

1. MANKIW, N.G. Introdução à Economia. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

2. SOUZA, Nali Jesus de. Curso de Economia. São Paulo: Atlas, 2000.

3. LANZANA, Antônio Evaristo Teixeira. Economia Brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.

4. ROSSETTI, José P. Introdução à Economia. São Paulo: Editora Atlas, 20. edição,

2000.

5. PASSOS, Carlos Roberto M. & NOGAMI, Otto. Princípios de Economia. São Paulo:

Editora Pioneira, 1998.

6. WONNACOTT, Paul & WONNACOTT, Ronald. Economia. São Paulo: Makron Books Ltda, 1994.

7. CANO, Wilson. Introdução à Economia: Uma Abordagem Crítica. São Paulo:

Editora Unesp, 1998.

Bibliografia Complementar

1. COSTA, Fernando N. da. Economia em 10 lições. São Paulo: Makron Books,

2000.

2. EQUIPE DE PROFESSORES DA USP. Manual de Economia. São Paulo: Editora

Saraiva, 1999.

3. TROSTER, Roberto L. & Mochón, Francisco. Introdução à Economia. São Paulo:

Makron Books Ltda, 1999.

4. VASCONCELLOS, M. A.S; GARCIA, M. E. Fundamentos de Economia. São Paulo:

Saraiva, 1999.

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- ETIMOLOGIA DA PALAVRA ECONOMIA:

Deriva da palavra grega oikosnomos

Óikos = Casa

Nómos = Norma, Lei

- CONCEITO DE ECONOMIA:

Oikosnomos

=

administração de uma casa ou de um Estado

É a ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem (escolhem) empregar os recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas.

- A QUESTÃO DA ESCASSEZ E OS 3 PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS :

Necessidades Humanas Ilimitadas

x

Recursos Produtivos Escassos

(terra, trabalho, capital, tecnologia e função empresarial)

3 Problemas Econômicos Fundamentais

- SISTEMAS ECONÔMICOS:

Escassez

Escolhas

O Que e Quanto Produzir Como Produzir Para Quem Produzir

Sistema Capitalista ou Economia de Mercado:

- regido pelas forças de mercado (oferta e demanda)

- predomínio da livre iniciativa

- predomínio da propriedade privada dos fatores de produção

Os 3 problemas econômicos fundamentais (o que e quanto produzir, como produzir e para quem produzir)

são resolvidos predominantemente pelo mecanismo de mercado, ou seja, pela oferta e demanda.

Sistema Socialista ou Economia Centralizada ou Economia Planificada:

- regido pelo Estado através de um órgão central de planejamento

- predomínio da propriedade pública dos meios de produção (recursos produtivos)

Economia e Teoria Econômica -–UniFMU- 1°semestre d e 2011–- Profª Andrea Itiro andrea.itiro@gmail.com Os 3 problemas econômicos fundamentais (o que e quanto produzir, como produzir e para quem produzir)

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são resolvidos por um órgão central de planejamento, a quem cada elaborar os planos de produção de todos os setores econômicos

- CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO/CPP :

Mostra as combinações máximas entre dois bens que a sociedade está apta a produzir (supondo-

se que estão sendo utilizados todos os fatores de produção disponíveis e a melhor tecnologia disponível).

EXEMPLO: Suponha uma economia que só produza máquinas e alimentos. Supondo-se que estão sendo utilizados todos os fatores de produção disponíveis e a melhor tecnologia disponível, as alternativas de produção seriam:

Alternativas

Máquinas

Alimentos

de Produção

(milhares)

(toneladas)

A

25

0

B

20

30,0

C

15

47,5

D

10

60,0

E

0

70,0

CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO

E 0 70,0 CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO Qualquer ponto ao longo da curva ABCDE: Pleno

Qualquer ponto ao longo da curva ABCDE:

Pleno emprego ou Produção potencial (Produção máxima onde todos os fatores de produção disponíveis estão sendo utilizados)

Ponto Y ou qualquer ponto interno à curva:

Desemprego/ Subutilização dos fatores de produção/Capacidade ociosa (Produção abaixo da capacidade máxima onde os fatores de produção disponíveis estão sendo subutilizados)

Ponto Z ou qualquer outro ponto acima da curva:

Combinação impossível de produção Produção impossível onde os fatores de produção e/ou tecnologia disponíveis são insuficientes para obter essas quantidades desses bens.

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- CUSTO DE OPORTUNIDADE:

As pessoas têm que fazer escolhas, pois existe o problema da escassez (tempo, dinheiro). O Custo de oportunidade é a expressão utilizada para exprimir os custos no que se refere às alternativas sacrificadas. Ou seja, toda vez que fazemos uma escolha, incorremos em um custo de oportunidade. Por exemplo, se você pode ir ao cinema ou assistir ao futebol e optou por ir ao cinema, o custo de oportunidade de ir ao cinema é medido pelo que você deixou de fazer (no caso, assistir ao futebol).

No exemplo do país que produz apenas dois bens, o custo de oportunidade é medido a partir do

grau de sacrifício de se deixar de produzir parte de um bem X para se produzir mais de outro bem

Y.

Alternativas

Máquinas

Alimentos

(Possibilidades)

(milhares)

(toneladas)

de Produção

A

25

0

B

20

30,0

C

15

47,5

D

10

60,0

E

0

70,0

EXEMPLOS:

O Custo de Oportunidade de se passar da alternativa B para C é de 5.000 máquinas

(para aumentar a produção de alimentos em 17,5 toneladas são sacrificadas -deixadas de produzir- 5.000 máquinas)

O Custo de Oportunidade de se passar da alternativa C para B é de 17,5 toneladas de alimentos

(para aumentar a produção de máquinas em 5 mil unidades são sacrificadas -deixadas de produzir- 17,5 toneladas de alimentos)

O Custo de Oportunidade de se passar da alternativa A para E é de 25.000 máquinas

(para aumentar a produção de alimentos em 70 toneladas são sacrificadas -deixadas de produzir- 25.000 máquinas)

- DESLOCAMENTOS DA CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO (CPP) Um deslocamento da curva de possibilidades de produção para a direita significa um crescimento econômico, ou seja, o país aumentou a quantidade de bens produzidos. Isso ocorre apenas quando há um aumento na quantidade de recursos produtivos e/ou quando ocorre um progresso tecnológico (gráfico abaixo)

quando há um aumento na quantidade de recursos produtivos e/ou quando ocorre um progresso tecnológico (gráfico

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A curva de possibilidades de produção pode se deslocar também para a esquerda. Isso ocorre apenas quando há uma redução na quantidade de recursos produtivos e/ou quando ocorre um retrocesso tecnológico. Nesse caso, as novas alternativas de produção desse país serão compostas de quantidades menores dos dois bens produzidos.

- BENS DE CAPITAL, BENS DE CONSUMO E BENS INTERMEDIÁRIOS

I – BENS FINAIS:

São os bens vendidos para consumo ou utilização final. EXEMPLOS: fogão, automóveis, açúcar para consumo das famílias.

Bens de capital: utilizados na fabricação de outros bens, mas que não se desgastam totalmente no processo produtivo (máquinas, equipamentos). EXEMPLOS: fogão utilizado pela padaria , automóvel utilizado pelo taxista.

Bens de consumo: destinam-se diretamente ao atendimento das necessidades humanas. EXEMPLOS: fogão utilizado pela família, automóvel utilizado para a família, açúcar para consumo das famílias.

Conforme sua durabilidade:

Duráveis (fogão utilizado pela família, automóvel utilizado para lazer) Não-Duráveis (açúcar para consumo das famílias)

II- BENS INTERMEDIÁRIOS:

São aqueles que são transformados ou agregados na produção de outros bens, mas que são utilizados totalmente no processo produtivo (matérias-primas). EXEMPLOS: açúcar utilizado na confeitaria, farinha de trigo utilizado na padaria.

- FATORES OU RECURSOS DE PRODUÇÃO:

FATOR DE PRODUCAO

REMUNERAÇÃO DO

FATOR DE PRODUÇÃO

Trabalho

Salário

Capital

Juro

Terra

Aluguel

Tecnologia

Royalty

Capacidade Empresarial

Lucro

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- DIVISAO DA TEORIA ECONÔMICA:

A teoria econômica é dividida em duas partes principais: microeconomia e macroeconomia.

MICROECONOMIA Microeconomia deriva da palavra grega mikros, que significa “pequeno”. Analisa o comportamento da economia em detalhes, ou seja, o comportamento dos agentes econômicos individuais (famílias, empresas e governos) e mercados específicos.

EXEMPLOS:

O emprego na indústria de fast food” “Por que os cartões de crédito cobram juros mais altos do que de financiamento da casa própria? “A produção automobilística no Brasil”

MACROECONOMIA:

Macroeconomia deriva da palavra grega makros, que significa “grande”. Analisa o comportamento geral da economia, ou seja, se concentra no panorama geral e desconsidera os pequenos detalhes.

EXEMPLOS:

“O emprego total na economia” “Por que os juros no país são tão elevados?” ”A produção total do país”

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PARTE I – DEMANDA DE MERCADO

- CONCEITO A demanda ou procura pode ser definida como a quantidade de certo bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo.

- VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM A DEMANDA

- Preço do bem;

- Preço dos outros bens;

- Renda do consumidor;

- Gostos e Preferências do consumidor.

Para estudar a influência isolada de cada uma dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus (tudo o mais permanece constante), ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor.

- LEI GERAL DA DEMANDA Há uma relação inversamente proporcional entre a quantidade demandada e o preço do bem, coeteris paribus.

P → ↑Q d

- ESCALA DE DEMANDA

P → ↓Q d

Alternativas de preço - (P) em reais

Quantidade demandada (Q d )

1,00

11.000

3,00

9.000

6,00

6.000

8,00

4.000

10,00

2.000

- CURVA DE DEMANDA

3,00 9.000 6,00 6.000 8,00 4.000 10,00 2.000 - CURVA DE DEMANDA Eixo vertical: P (preços)

Eixo vertical: P (preços)

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Eixo horizontal Q (quantidades demandadas)

- CAUSAS DA INCLINACAO NEGATIVA DA CURVA DE DEMANDA

Conjugação de dois efeitos:

efeito substituição e efeito renda

Exemplo: Se o preço da caixa de fósforos aumenta, a queda na quantidade demandada será provocada por esses dois efeitos somados:

- Efeito substituição: Se o preço da caixa de fósforos subir demasiadamente, os consumidores passarão a demandar isqueiros, reduzindo assim sua demanda por fósforo;

- Efeito renda: Se aumenta o preço do fósforo, tudo o mais constante (renda do consumidor e preço de outros bens estando constantes), o consumidor perde poder aquisitivo, e a demanda por esse produto diminui, embora seu salário monetário não tenha sofrido nenhuma alteração.

- FUNÇÃO DEMANDA

Q d = f(P)

Q

P

d = quantidade demandada do bem ou serviço, num dado período de tempo.

= preço do bem ou serviço.

A quantidade demandada Q d é uma função f do preço P, isto é, depende do preço P.

-

VARIAÇÕES NA QUANTIDADE DEMANDADA

Variações na quantidade demandada de um determinado bem decorrem de variações no preço desse bem

Representam movimentos ao longo da curva

P → ↑Q d

P → ↓Q d

de variações no preço desse bem Representam movimentos ao longo da curva ↓ P → ↑

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- VARIAÇÕES NA DEMANDA Variações na demanda de um determinado bem decorrem de variações em quaisquer uma das variáveis que afetam a demanda desse bem (preço dos outros bens, na renda do consumidor, nos gostos e preferências do consumidor etc), com exceção do preço do próprio bem.

Representam deslocamentos de toda a curva de demanda

bem . Representam deslocamentos de toda a curva de demanda Antes do aumento da renda (D

Antes do aumento da renda (D 0 )

Após o aumento da renda (D 1 )

Ao preço P 0 , o consumidor pode comprar Q 0.

Ao mesmo preço P 0 , o consumidor pode comprar Q 2.

Ao preço P 1 , o consumidor pode comprar Q 1.

Ao mesmo preço P 1 , o consumidor pode comprar Q 3.

- BEM NORMAL, BEM INFERIOR E BEM SACIADO

Bem Normal

(relação direta entre a demanda de um bem e as variações da renda) Ex: se o consumidor tiver um aumento na sua renda, aumentará o consumo da carne

de primeira, coeteris paribus.

Bem Inferior

(relação inversa entre a demanda de um bem e as variações da renda) Ex: se o consumidor tiver um aumento na sua renda, reduzirá o consumo da carne de

segunda, coeteris paribus.

Bem Saciado

(não há relação entre a demanda de um bem e as variações da renda) Ex: se o consumidor tiver um aumento ou redução na sua renda, manterá inalterado o

consumo de arroz, farinha, sal, etc, coeteris paribus.

- BEM SUBSTITUTOS E BENS COMPLEMENTARES

Bens Substitutos

(relação direta entre o preço de um bem e a demanda de outro) Ex: um aumento no preço da carne deve elevar a demanda de peixe, coeteris paribus.

Bens Complementares

(relação inversa entre o preço de um bem e a demanda de outro) Ex: uma redução no preço dos automóveis deve aumentar a demanda por gasolina, coeteris paribus.

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PARTE II – OFERTA DE MERCADO

- CONCEITO

A oferta pode ser definida como as várias quantidades que os produtores desejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo.

- VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM A OFERTA

- Preço do bem;

- Preço dos outros bens;

- Preço (custo) dos fatores de produção;

- Mudanças na tecnologia;

- Mudanças climáticas.

Para estudar a influência isolada de cada uma dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus (tudo o mais permanece constante), ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões dos produtores.

- LEI GERAL DA OFERTA Há uma relação diretamente proporcional entre a quantidade ofertada e o preço do bem, coeteris paribus.

- ESCALA DE OFERTA

P → ↓Q o

P → ↑Q o

Alternativas de preço - (P) em reais

Quantidade ofertada (Q o )

1,00

1.000

3,00

3.000

6,00

6.000

8,00

8.000

10,00

10.000

- CURVA DE OFERTA

8,00 8.000 10,00 10.000 - CURVA DE OFERTA Eixo vertical: P (preços) Eixo horizontal Q (quantidades

Eixo vertical: P (preços) Eixo horizontal Q (quantidades ofertadas)

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- FUNÇÃO OFERTA

Q o = f(P)

Q

P

d = quantidade ofertada do bem ou serviço, num dado período de tempo.

= preço do bem ou serviço.

A quantidade ofertada Q o é uma função f do preço P, isto é, depende do preço P.

-

VARIAÇÕES NA QUANTIDADE OFERTADA

Variações na quantidade ofertada de um determinado bem decorrem de variações no preço desse bem. Representam movimentos ao longo da curva (gráfico a).

P → ↓Q o

- VARIAÇÕES NA OFERTA

P → ↑Q o

Variações na oferta de um determinado bem decorrem de variações em quaisquer uma das variáveis que afetam a oferta desse bem (preço dos outros bens, preço (custo) dos fatores de produção, mudanças na tecnologia, mudanças climáticas etc), com exceção do preço do próprio bem. Representam deslocamentos de toda a curva de oferta (gráficos b e c).

etc), com exceção do preço do próprio bem . Representam deslocamentos de toda a curva de

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PARTE III – EQUILÍBRIO DE MERCADO

- A LEI DA OFERTA E DA DEMANDA: TENDÊNCIA AO EQUILÍBRIO

Preço ($)

Quantidade

 

Situação de mercado

 
 

Demandada

Ofertada

 

1,00

11.000

1.000

Excesso

de

demanda

(escassez

de

oferta)

3,00

9.000

3.000

Excesso de demanda (escassez de oferta)

 

6,00

6.000

6.000

Equilíbrio entre oferta e demanda

 

8,00

4.000

8.000

Excesso de oferta (escassez de demanda)

 

10,00

2.000

10.000

Excesso de oferta (escassez de demanda)

 

Equilíbrio de Mercado (ponto E):

É o ponto de intersecção das curvas de demanda e oferta no qual se encontram o preço e a quantidade de equilíbrio, ou seja, o preço e a quantidade que atendem às aspirações dos consumidores e produtores simultaneamente.

aspirações dos consumidores e produtores simultaneamente . - EXEMPLO NUMÉRICO: EQUILÍBRIO DE MERCADO Suponha que o

- EXEMPLO NUMÉRICO: EQUILÍBRIO DE MERCADO Suponha que o mercado de canetas esferográficas apresente as seguintes funções demanda e oferta:

Qd = 44 – 8.p (Função demanda)

Qo = 14 + 2.p (Função oferta)

0<<<< p

5

Qd = quantidade demandada; Qo = quantidade ofertada; p = preço

a) Determine matematicamente o preço e a quantidade de equilíbrio. Para calcular a quantidade de equilíbrio(Qe) substituir p por 3 na função demanda ou oferta

Q d = Q o

44 – 8.p

= 14 + 2.p

-8.p – 2.p = 14 – 44

Qd = 44 – 8.p

Qo = 14 + 2.p

-

10.p = - 30

Qd = 44 – 8.3

Qo = 14 + 2.3

p

= -30/-10

Qd = 44 – 24

Qo = 14 + 6

p

= 3

Qd = 20

Qo = 20

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No equilíbrio p = 3,00 e Q = 20

b) Determine as escalas de demanda e de oferta de mercado.

Preço ($)

Quantidade

Situação de mercado

 

Demandada

Ofertada

 

1,00

36

16

Excesso de demanda

2,00

28

18

Excesso de demanda

3,00

20

20

Equilíbrio de mercado

4,00

12

22

Excesso de oferta

5,00

4

24

Excesso de oferta

PARTE IV – ELASTICIDADE

- CONCEITO:

Mede o grau de reação ou sensibilidade de uma variável quando ocorrem alterações em outra variável, coeteris paribus.

VARIÁVEL A

VARIÁVEL B

Preço de um bem

Quantidade demandada do bem

Renda dos consumidores

Quantidade demandada do bem

Preço do bem y

Quantidade demandada do bem x

Preço de um bem

Quantidade ofertada do bem

- ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA - Epd

É o grau de sensibilidade da quantidade demandada de um bem X às variações de seu preço, coeteris

paribus.

%P

%Q d

Se os preços dos bens diminuem em 10% , as quantidades demandadas aumentarão em quanto? Dependendo do bem, as quantidades demandadas podem aumentar numa proporção maior, menor ou igual à variação dos preços.

Se os preços dos bens aumentam em 10% , as quantidades demandadas diminuirão em quanto? Dependendo do bem, as quantidades demandadas podem diminuir numa proporção maior, menor ou igual à variação dos preços.

- DEMANDA ELÁSTICA, INELÁSTICA E PREÇO-UNITÁRIA

Demanda Elástica: uma %P provoca uma %Q relativamente maior, coeteris

paribus. A quantidade demandada do bem é muito sensível a variações de seu preço.

|Epd| > 1

Demanda Inelástica: uma %P provoca uma %Q relativamente menor, coeteris paribus. A quantidade demandada do bem é pouco sensível a variações de seu preço. |Epd| < 1

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Demanda de Elasticidade-preço unitária: uma %P provoca uma %Q da mesma magnitude, porém em sentido inverso, coeteris paribus. |Epd| = 1

Epd =

variação percentual na quantidade demandada

variação percentual no preço

Epd = ∆%Q ∆%P
Epd =
∆%Q
∆%P

Ou

Epd =

Q 1 – Q 0 Q 0

P 1 P 0

P 0

* O resultado é sempre negativo, pois Q d e P tem uma relação inversa, mas colocamos em módulo para ficar positivo.

- EXEMPLOS: Qual a elasticidade-preço da demanda dos bens abaixo se o preço aumentar em 10% ?

-

Automóvel:

%P = 10%

%Qd = - 20%

Epd =

%Q

Epd =

-20%

Epd =

- 2

|Epd| = 2

|Epd| > 1

demanda elástica

%P

10%

 

Remédios:

- %P = 10%

%Qd = - 5%

 

Epd =

%Q

Epd =

-5%

Epd = - 0,5

|Epd| = 0,5

|Epd| < 1

demanda inelástica

%P

10%

- FATORES QUE INFLUENCIAM A ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA

Disponibilidade de bens substitutos: quanto mais substitutos, mais elástica é a demanda do bem

|Epd| pasta de dentes

de mentol

Colgate

>

|Epd| pasta de dentes de mentol

>

|Epd| pasta de dentes

Essencialidade do bem: quanto mais essencial o bem, menos elástica é a sua demanda. Exemplo: sal e remédios.

Importância do bem, quanto a seu gasto, no orçamento do consumidor: quanto maior a participação no orçamento, maior a elasticidade da demanda Carne: Epd alta Fósforo: Epd baixa

- RELAÇÃO ENTRE RECEITA TOTAL E O GRAU DE ELASTICIDADE

Dada uma variação no preço do produto, o que acontecerá com a receita do produtor? Dependerá da reação dos consumidores, isto é, do grau de elasticidade- preço da demanda do bem.

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Bem de Demanda Elástica:

redução P

aumento RT

 

aumento P

redução RT

Bem de Demanda Inelástica: aumento P

aumento RT

redução P

redução RT

Bem de Elasticidade Preço Unitária: aumento ou redução P RT não se altera

Cálculo da Receita Total (RT):

RT = P x Q

- EXEMPLO: DEMANDA ELÁSTICA Quando o preço de um aparelho de DVD aumenta de R$500,00 para R$600,00 (20%), a quantidade demandada diminui de 200 para 100 (50%).

P 0 =

Q 0 = 200

500

P 1 =

Q 1 = 100

600

Epd =

%Q

Epd =

- 50%

Epd =

- 2,5

%P

20%

|Epd| = 2,5

 
 

RT = R$100.000,00 RT = R$60.000,00

RT 0 = P 0 x Q 0 = RT 1 = P 1 x Q 1 =

500 x 200 600 x 100

DVD apresenta uma demanda elástica |Epd| > 1 , ou seja, é um bem cujas quantidades demandadas são muito sensíveis a variações de preços.Um aumento de 20% nos preços provoca uma redução relativamente maior (de 50%) nas quantidades demandadas. Por isso, a RT diminui.

- EXEMPLO: DEMANDA INELÁSTICA Quando o preço de um remédio aumenta em 20% (de R$100,00 para R$120,00), a quantidade demandada diminui em 5% (de 100 para 95 unidades)

P 0 =

100

P 1 = 120 Q 1 = 95

 

Q 0 = 100

.

Epd =

%Q

Epd =

- 5%

Epd = - 0,25

%P

20%

|Epd| = 0,25

 
 

RT = R$10.000,00 RT = R$ 11.400,00

RT 0 = P 0 x Q 0 = RT 1 = P 1 x Q 1 =

100x 100 120 x 95

O remédio apresenta uma demanda inelástica

|Epd| < 1 , ou seja, é um bem cujas quantidades

demandadas são pouco sensíveis a variações de preços.Um aumento de 20% nos preços provoca uma redução relativamente menor (de 5%) nas quantidades demandadas. Por isso, a RT aumenta.

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17

- ELASTICIDADE-RENDA DA DEMANDA - Er É o grau de sensibilidade da quantidade demandada de um bem X às variações na renda dos consumidores, coeteris paribus.

R

Q d

Er =

variação percentual na quantidade demandada

variação percentual na renda do consumidor

 

Bem Inferior:

Er < 0

 
 

R → ↓Qd

ou

R → ↑Qd

 

Bem Normal:

0 < Er <

1

 

R → ↑Qd

ou

R → ↓Qd

 

Bem Superior ou de Luxo:

Er > 1 ou

R → ↓Qd

 
 

R → ↑Qd

 

.

O

QUE

OCORRERIA

COM

A

QUANTIDADE

DEMANDADA

SE

A

RENDA

DOS

-

CONSUMIDORES REDUZISSE EM 10%? DEPENDE DO BEM

-

CARNE DE SEGUNDA:

%R = - 10%

Er =

%Q

Er

=

20%

Er =

- 2

%Qd = 20% Bem Inferior

Er < 0

%R

-10%

-

CELULAR:

%R = - 10%

%Qd =

-5%

Er =

%Q

Er

=

- 5%

Er =

0,5

0 <

Er < 1

Bem normal

%R

-10%

-

CASACO DE PELE:

%R = - 10%

%Qd = -20%

Er =

%Q

Er

=

-20%

Er =

2

Er > 1

Bem superior/luxo

%R

-10%

- ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA -

Epo

É a sensibilidade da quantidade ofertada de um bem X às variações de seu preço , coeteris paribus.

P

Q o

Epo = variação percentual da quantidade ofertada variação percentual do preço

* O resultado da elasticidade é sempre positivo, pois a relação entre Q ofertada e preço é diretamente proporcional.

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18

CACACACAPÍTUPÍTUPÍTUPÍTU LLLLOOOO 6666

PPPPRRRROOOODDDD UUUU ÇÃÇÃÇÃÇÃOOOO EEEE CUCUCUCU STOSTOSTOSTOSSSS

PARTE I – TEORIA DA PRODUÇÃO

- CONCEITO DE PRODUÇÃO

É o processo de transformação dos fatores adquiridos pela empresa em produtos para venda no mercado.

INSUMOS

Mão-de-obra (N) Capital físico (K) Terra (T) Matérias-primas (Mp)

PROCESSO

DE

PRODUÇÃO

PRODUTO

- MÉTODO OU PROCESSO DE PRODUÇÃO

É a forma como os fatores de produção são combinados.

Intensivo em mão-de-obra

Métodos de Produção

Intensivo em capital

Intensivo em terra

- FUNÇÃO PRODUÇÃO

Indica a quantidade máxima que se pode obter de um produto, por unidade de tempo, a partir da utilização de uma determinada quantidade de fatores de produção e mediante a escolha do processo de produção mais adequado.

q = f ( x 1 , x 2 , x 3 ,

, x n )

onde: q = quantidade produzida do bem num determinado período de tempo

x 1 , x 2 , x 3 ,

, x n = quantidades utilizadas de cada fator de produção num determinado período de tempo

Para efeitos didáticos, a função de produção costuma ser representada resumidamente:

q = f ( N, K )

onde: N = quantidade utilizada de mão-de-obra K = quantidade utilizada de capital

- FATORES FIXOS E VARIÁVEIS DE PRODUÇÃO

Fatores de produção variáveis: são aqueles cujas quantidades variam quando o volume de produção varia. (mão-de-obra e matérias-primas)

Fatores de produção fixos: são aqueles cujas quantidades não variam quando o produto varia. (instalações/quantidades variam apenas no longo prazo)

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19

- CURTO E LONGO PRAZO

Curto Prazo: é o horizonte de tempo em que pelo menos um fator de produção é fixo.

Longo Prazo: é o horizonte de tempo em que todos os fatores de produção são variáveis.

- EXEMPLO DE CURTO E LONGO PRAZO

Uma siderúrgica para produzir aço utiliza basicamente três fatores de produção

- mão-de-obra (trabalho, fator de produção variável)

- minério de ferro (matéria-prima, fator de produção variável)

- instalação (siderúrgica, fator de produção fixo)

No curto prazo, a siderúrgica só pode aumentar sua produção aumentando a quantidade de mão-de- obra e minério de ferro. No longo prazo, é possível aumentar a produção aumentando a quantidade de todos os fatores de produção, inclusive o tamanho da siderúrgica. Se dezoito meses é o tempo necessário para se aumentar o tamanho da siderúrgica, dezoito meses é o curto prazo e mais que isso, o longo prazo dessa siderúrgica.

- ANÁLISE DE CURTO PRAZO

onde:

q = f ( N, K )

q = quantidade produzida

N

= quantidade utilizada de mão-de-obra (fator variável)

K

= quantidade utilizada de capital (fator fixo)

No curto prazo, a quantidade produzida depende somente de uma variação da quantidade utilizada do fator variável, isto é, depende de uma variação da quantidade de mão-de-obra.

Portanto, a função produção no curto prazo é:

q = f ( N )

- PRODUTO TOTAL, PRODUTIVIDADE MÉDIA E PRODUTIVIDADE MARGINAL

Produto total:

PT = q

Produtividade média do trabalho:

Pme = q / N = quantidade do produto/nº de trabalhadores

Produtividade marginal do trabalho:

Pmg = q / N = variação do produtos/acréscimo de 1 unidade de mão-de-obra

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20

Terra

Mão-de-obra (fator variável) (milhares de trabalhadores)

Produto Total

Produtividade

Produtividade Marginal da Mão-de-obra (toneladas) (5) = em (3) em (2)

(fator fixo)

(3)

Média

da

Mão-

(alqueires)

(toneladas)

de-obra (toneladas) (4) = (3) : (2)

(1)

(2)

10

0

0

-

-

10

1

6

6,0

6

10

2

14

7,0

8

10

3

24

8,0

10

10

4

32

8,0

8

10

5

38

7,6

6

10

6

42

7,0

4

10

7

44

6,2

2

10

8

44

5,4

0

10

9

42

4,6

-2

- LEI DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES

“Elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais fatores, a produção inicialmente aumentará a taxas crescentes, a seguir, depois de certa quantidade utilizada do fator variável, continuará a crescer, mas a taxas decrescentes (ou seja, com acréscimos cada vez menores); continuando o incremento da utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois decrescer“.

o incremento da utilização do fator variável, a produção total chegará a um máximo, para depois

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21

- ANÁLISE DE LONGO PRAZO

q = f (N,K)

Onde:

N= quantidade utilizada de mão-de-obra (fator de produção variável). K= quantidade utilizada de capital (fator de produção variável).

No longo prazo, todos o fatores de produção são variáveis. Portanto, a quantidade produzida depende da variação da quantidade utilizada de todos os fatores produção, isto é, depende de uma variação da quantidade de mão-de-obra e de capital.

- RENDIMENTOS DE ESCALA

Rendimentos Crescentes de Escala

Exemplo: 10% no volume de fatores de produção

20% no volume produzido

Rendimentos Constantes de Escala

Exemplo: 10% no volume de fatores de produção

10% no volume produzido

Rendimentos Decrescentes de Escala

Exemplo: 10% no volume de fatores de produção

5% no volume produzido

PARTE II - CUSTOS

- CUSTO TOTAL DE PRODUÇÃO (CT)

CT = CVT + CFT

Onde: CVT = Custo Variável Total; CFT = Custo Fixo Total

- CUSTOS VARIÁVEIS TOTAIS (CVT) E CUSTOS FIXOS TOTAIS (CFT)

CUSTOS VARIÁVEIS TOTAIS (CVT): é a parcela dos custos totais que depende da produção e por isso muda com a variação do volume de produção. (folha de pagamentos e gastos com matérias-primas) (Na contabilidade são chamados de custos diretos)

CUSTOS FIXOS TOTAIS (CFT): ): é a parcela dos custos totais que independe da produção e por isso não muda com a variação do volume de produção. (Aluguel e seguro) (Na contabilidade são chamados de custos indiretos)

- CUSTOS DE CURTO PRAZO

CUSTOS TOTAIS Como no curto prazo existe pelo menos um fator de produção fixo.

CT = CVT + CFT

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22

CUSTO TOTAL MÉDIO (CTMe ou Cme) / Custo unitário

custo total (em $)

q total produzido

CTMe = Cme

=

CT

=

CUSTO VARIÁVEL MÉDIO (CVMe)

custo variável total (em $)

q total produzido

CVMe

=

CVT

=

CUSTO FIXO MÉDIO (CFMe)

custo fixo total (em $)

q total produzido

CFMe

=

CFT

=

CUSTO MARGINAL (CMg)

 

CMg

=

CT

=

variação do custo total (em $)

   
 

q

acréscimo de 1 unidade na produção

 

Produção

Custo Fixo

 

Custo

Custo Total

Custo Fixo

Custo Variável Médio (CVMe) R$ (6) = (3):(1)

 

Custo

Custo

Total

Total

Variável

 

(CT)

Médio

Médio

Marginal

(q)

(CFT)

 

Total

 

(CFMe)

(CMe)

(CMg)

(CVT)

 

(Q/dia)

 

R$

R$

 

R$

R$ (5) = (2):(1)

 

R$

R$ (8)= em (4) em (1)

(1)

(2)

(3)

(4)=(2)+(3)

(7)=(4):(1)

0

10,00

 

0

 

10,00

-

-

 

-

-

1

10,00

 

5,00

 

15,00

10,00

5,00

 

15,00

5,00

2

10,00

 

8,00

 

18,00

5,00

4,00

 

9,00

3,00

3

10,00

 

10,00

 

20,00

3,33

3,33

 

6,67

2,00

4

10,00

 

11,00

 

21,00

2,50

2,75

 

5,25

1,00

5

10,00

 

13,00

 

23,00

2,00

2,60

 

4,60

2,00

6

10,00

 

16,00

 

26,00

1,67

2,67

 

4,33

3,00

7

10,00

 

20,00

 

30,00

1,43

2,86

 

4,28

4,00

8

10,00

 

25,00

 

35,00

1,25

3,13

 

4,38

5,00

9

10,00

 

31,00

 

41,00

1,11

3,44

 

4,56

6,00

10

10,00

 

38,00

 

48,00

1,00

3,80

 

4,80

7,00

11

10,00

 

46,00

 

56,00

0,91

4,18

 

5,09

8,00

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23

- MAXIMIZACAO DOS LUCROS

Teoria Microeconômica Tradicional:

O objetivo da empresa é a maximização de lucros

LUCRO TOTAL (LT): diferença entre as receitas das vendas da empresa (RT) e seus custos totais de produção (CT).

LT = RT – CT

A empresa, desejando maximizar seus lucros, escolherá o nível de produção para o qual a diferença entre RT e CT seja a maior possível.

A EMPRESA MAXIMIZARÁ SEU LUCRO QUANDO:

RMg = CMg

Quando o Cmg é crescente

Rmg = Cmg (quando o Cmg é decrescente) empresa deve continuar a produzir, pois cada unidade adicional fabricada aumenta ainda seus lucros, já que sua Rmg é maior que o Cmg.

RMg > CMg empresa deve continuar a produzir, pois cada unidade adicional fabricada aumenta seus lucros, já que sua Rmg é maior que o Cmg.

RMg < CMg empresa deve reduzir a produção, pois cada unidade adicional que deixa de ser fabricada aumenta seus lucros, já que seu Cmg é maior que a Rmg.

o

Receita Marginal (RMg): é o acréscimo da receita total da empresa quando esse vende uma unidade adicional do seu produto.

o

Custo Marginal (CMg): é o acréscimo do custo total da produção da empresa quando esse produz uma unidade adicional do seu produto.

PRODUÇÃO

CUSTO

PREÇO

RECEITA

LUCRO

CUSTO MARGINAL (CMg) R$ (6) = (2)

RECEITA MARGINAL (RMg) R$ (7) = (4) (1)

E VENDAS

TOTAL

UNITÁRIO

TOTAL

TOTAL

(POR DIA)

(CT)

(P)

(RT)

(LT)

R$

R$

R$

R$

(1)

(2)

(3)

(4)=(3).(1)

(5)=(4)-(2)

(1)

0

10,00

5,00

0

-10,00

-

-

1

15,00

5,00

5,00

-10,00

5,00

5,00

2

18,00

5,00

10,00

-8,00

3,00

5,00

3

20,00

5,00

15,00

-5,00

2,00

5,00

4

21,00

5,00

20,00

-1,00

1,00

5,00

5

23,00

5,00

25,00

2,00

2,00

5,00

6

26,00

5,00

30,00

4,00

3,00

5,00

7

30,00

5,00

35,00

5,00

4,00

5,00

8

35,00

5,00

40,00

5,00

5,00

5,00

9

41,00

5,00

45,00

4,00

6,00

5,00

10

48,00

5,00

50,00

2,00

7,00

5,00

11

56,00

5,00

55,00

-1,00

8,00

5,00

* Supondo uma forma em um mercado de concorrência perfeita.

Para um nível de produção igual a 8 unidades, quando RMg = CMg, (quando o Cmg é crescente)

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24

CACACACAPÍTUPÍTUPÍTUPÍTU LLLLOOOO 7777

EEEESTRSTRSTRSTRUUUU TUTUTUTU RRRRAAAASSSS DDDD EEEE MMMM EEEERRRRCACACACADDDD OOOO

- ESTRUTURAS DE MERCADO DE BENS E SERVIÇOS

- Concorrência Perfeita

- Monopólio

- Concorrência Monopolista

- Oligopólio

- AS

VÁRIAS

ESTRUTURAS

DE

MERCADO

DEPENDEM FUNDAMENTALMENTE

DE TRÊS CARACTERÍSTICAS:

1)

número de empresas que compõe o mercado;

2)

tipo do produto fabricado (produtos homogêneos/idênticos ou diferenciados);

3)

se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado.

- CONCORRÊNCIA PURA OU PERFEITA

Número muito grande de empresas;

Produtos homogêneos;

Não existem barreiras à entrada de novas empresas no mercado;

Transparência de mercado;

No longo prazo os lucros extraordinários desaparecem.

Não há um mercado de concorrência perfeita no mundo real, sendo talvez o mercado de hortifrutigranjeiros o exemplo mais próximo.

- MONOPÓLIO

Uma única empresa domina todo o mercado;

Produto sem substitutos próximos;

Existem barreiras à entrada de novas firmas (proteção de patentes, controle sobre o fornecimento de matérias-primas básicas, exige elevado nível de capital, existência de monopólio puro ou natural);

No longo prazo permanecem os lucros extraordinários.

- OLIGOPÓLIO

Pequeno número de empresas que dominam o setor ou Grande número de empresas mas com poucas dominando o setor

Produto homogêneo ou diferenciado

Existem barreiras à entrada de novas firmas

No longo prazo permanecem os lucros extraordinários.

Formas de atuação das empresas oligopolistas:

Concorrem entre si, via guerra de preços ou de promoções.

Formam cartéis (conluios, trustes) fixando preços e repartição do mercado entre empresas.

- Todas as empresas têm a mesma participação de mercado ou

- Existem “empresas líderes”

- CONCORRÊNCIA MONOPOLISTA (ou Concorrência Imperfeita)

Grande número de empresas;

Cada empresa fabrica um produto diferenciado, mas com substitutos próximos;

A diferenciação do produto se dá via qualidade, marca, embalagem, atendimento, garantia extra etc.

Cada empresa tem certo poder sobre preços;

Não existem barreiras à entrada de novas firmas;

No longo prazo os lucros extraordinários desaparecem.

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25

A concorrência monopolista é um tipo de mercado mais realista que o de concorrência perfeita que supõe produtos completamente homogêneos, sem diferenciação.

- GRAU DE CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA

Proporção do valor do faturamento das quatro maiores empresas de cada ramo de atividade sobre o total faturado no ramo respectivo.

O Índice varia de 0% a 100%

quanto mais próximo de 100%

quanto mais próximo de 0%

mercado tem alto grau de concentração mercado tem baixo grau de concentração

Grau de Concentração na Indústria e Comércio por Setores – Brasil (1988 – quatro maiores grupos econômicos)

 

INDÚSTRIA

 

Faturamento total do setor (R$ bilhões)

Faturamento das 4 maiores empresas (R$ bilhões)

Número de

Grau de

Grau de concentração média do setor (%)

grupos

concentração

considerados

(%)

Alimentos Açúcar e álcool Moinhos Frigoríficos Conservas

1.511

771

4

51

54

385

227

4

59

945

501

4

53

121

90

4

74

Bebidas e fumo

       

85

Sucos e concentrados

259

202

4

78

Cerveja Cigarros e fumo

282

243

2*

86

226

206

3*

91

Eletroeletrônico Eletrodomésticos Eq. p/ construção Condutores elétric. Computadores

1.116

670

4

60

66

490

353

4

72

310

251

4

81

664

426

2*

64

Têxtil Fiação e tecelagem Confecções

1.484

297

2*

20

29

737

339

2*

46

 

COMÉRCIO

Varejo

       

55

Supermercados

1.867

1.027

4

55

Distrib. de gás

239

158

4

66

66

Distrib. de deriv de petróleo

3.908

3.087

4

79

79

* O grupo que segue é inexpressivo

- CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico)

Objetivo: evitar abusos econômicos por parte das empresas.

(analisando, por exemplo, fusões de empresas)

Ligado ao Ministério da Justiça.

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26

CACACACAPÍTPÍTPÍTPÍTUUUU LLLLOOOO 8888 ININININTRTRTRTROOOODDDD UUUU ÇÃÇÃÇÃÇÃOOOO ÀÀÀÀ MMMM AAAACRCRCRCROOOOEEEECOCOCOCONNNNOOOOMMMM IAIAIAIA

POLÍTICA MACROECONÔMICA A política macroeconômica é formada por um conjunto de medidas tomadas pelo governo de um país com o objetivo de atuar e influir nos rumos da economia no seu conjunto.

METAS/OBJETIVOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA

• Alto nível de emprego

• Estabilidade de preços (inflação)

• Distribuição socialmente justa da renda (eqüitativa)

• Crescimento econômico (diz respeito à elevação da renda ou produto per capita 1

do país) (observação: desenvolvimento econômico = melhoria do padrão de vida da população)

SITUAÇÃO DO BRASIL

EMPREGO

TAXA DE DESEMPREGO TOTAL (em %)

ANO

PED na Região Metropolitana de SP (SEADE/DIEESE)*

PME

(IBGE**)

ABERTO

OCULTO

TOTAL

Trabalho

Desalento

Precário

1990

7,4

2,0

0,9

10,3

4,3

1995

9,0

3,3

0,9

13,2

4,5

2000

11,0

4,6

2,0

17,7

7,1

2001

11,3

4,6

1,7

17,6

6,2

2002

12,1

4,9

2,0

19,0

7,1

2003

12,8

5,1

2,1

19,9

12,3 2

2004

11,6

5,1

1,9

18,7

11,5

2005

10,5

4,8

1,5

16,9

9,8

2006

     

15,8

10,0

2007

     

14,8

9,3

2008

     

13,9

7,8

2009

     

12,5

8,1

Fonte: SEADE, DIEESE, IBGE. (alguns valores foram arredondados por essas instituições) * PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego); SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados) DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) ** PME (Pesquisa Mensal de Emprego); IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

1 A renda ou produto per capita do país é obtido a partir da divisão da produção total do país (PIB) pelo seu número de habitantes. Lembre-se que, apesar da renda ou produto per capita ser um melhor indicador de crescimento econômico, o PIB costuma ser mais utilizado.

2 Até 2002, eram computadas as pessoas que haviam procurado trabalho na semana anterior à entrevista. A partir de 2003, as pessoas que procuraram trabalho nos últimos 30 dias antes da entrevista.

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27

Diferenças básicas de metodologia entre o PED e PME

 

Local de Pesquisa

 

Quem é Considerado Desempregado?

 
 

SP, RJ, Recife, Salvador, BH, Porto Alegre

Desemprego

Aberto:

quem

procurou

emprego

nos

30

dias

PME

anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho- remunerado ou não-nos últimos sete dias.

 

Região Metropolitana de SP (atualmente também nas Regiões Metropolitanas de Porto Alegre, Recife, Salvador e BH)

Desemprego Aberto

+

PED

Desemprego

Oculto

pelo

Trabalho

Precário:

pessoas

que

realizaram algum tipo de atividade nos 30 dias anteriores à pesquisa e buscaram emprego nos últimos 12 meses. + Desemprego Oculto pelo Desalento: quem não trabalhou nem procurou trabalho nos últimos 30 dias, mas tentou nos últimos 12 meses.

ESTABILIDADE DE PREÇOS INFLAÇÃO (IPCA/IBGE) 3

ANO

INFLAÇÃO em % (no ano)

ANO

INFLAÇÃO em % (no ano)

1990

2.863,90

2000

6,22

1991

429,76

2001

7,49

1992

980,80

2002

10,2

1993

1.936,32

2003

10,3

1994

2.111,61

2004

6,13

1995

65,96

2005

5,69

1996

15,52

2006

3,14

1997

5,99

2007

4,46

1998

3,78

2008

5,90

1999

4,85

2009

4,31

Fonte: IBGE.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

o

PARTICIPAÇÃO DOS 10% MAIS POBRES E DOS 10% MAIS RICOS NO TOTAL DA RENDA NACIONAL NO BRASIL (em %) - 2003

 

10% MAIS

10% MAIS

 

POBRES

RICOS

0,7

46,9

o

ÍNDICE DE GINI

Fonte: Banco Mundial.

A distribuição de renda de um país pode ser avaliada a partir de um índice denominado Índice de Gini

O Índice de Gini varia de 0 a 1:

- quanto mais próximo de 1: pior a distribuição de renda 1 significaria que apenas um indivíduo teria toda a renda de uma sociedade.

- quanto mais próximo de 0: melhor a distribuição de renda Zero significaria que todos os indivíduos teriam a mesma renda.

3 O IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo medido pelo IBGE. Esse é o índice oficial de inflação utilizado pelo governo brasileiro.

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28

RANKING –ÍNDICE DE GINI - 2004

POSIÇÃO

PAÍS

ÍNDICE DE GINI

Namíbia

0,71

Haiti

0,68

Botswana

0,63

Lesoto

0,61

Rep. Centro-Africana

0,58

África do Sul

0,58

Bolívia

0,58

Guatemala

0,58

Zimbábue

0,57

10º

BRASIL

0,56

Fonte: Banco Mundial. - Serra Leoa que já liderou esse ranking não foi incluído no relatório do BIRD. - Nos casos de países com mesmo Índice de Gini, foi seguida a ordem alfabética.

* Segundo o Índice de Gini, o país saiu do 2º lugar (1989) para o 10º (2004)

EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE GINI - BRASIL

ANO

GOVERNO

ÍNDICE DE GINI

1981

Regime Militar

0,574

1985

0,589

1986

Sarney

0,578

1989

0,625

PIOR

MARCA

1990

Collor

0,604

1992

0,573

1995

FHC

0,591

1998

0,591

2002

0,580

2004

Lula

0,564

Fonte: Banco Mundial.

LINHA DE POBREZA

PAÍS

ANO

% DA POPULAÇÃO ABAIXO DA LINHA DE POBREZA DE US$ 1,00 POR DIA, POR PESSOA

% DA POPULAÇÃO ABAIXO DA LINHA DE POBREZA DE US$ 2,00 POR DIA, POR PESSOA

Índia

1992

52,5 (496 milhões)

88,8 (839 milhões)

Indonésia

1995

11,8 (25 milhões)

58,7 (116 milhões)

Brasil

1995

23,6 (38 milhões)

43,5 (70 milhões)

México

1992

14,9 (14 milhões)

40,0 (37 milhões)

Chile

1992

15,0 (2 milhões)

38,5 (5 milhões)

Ruanda

1985

45,7 (3 milhões)

88,7 (6 milhões)

Fonte: Banco Mundial.

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29

o MAPA DA RIQUEZA E POBREZA NA CAPITAL DE SP

29 o MAPA DA RIQUEZA E POBREZA NA CAPITAL DE SP ∑ CRESCIMENTO ECONÔMICO- (em %

CRESCIMENTO ECONÔMICO- (em % do PIB real)

ANO

TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB REAL

2000

4,3

2001

1,3

2002

2,7

2003

1,1

2004

5,7

2005

2,9

2006

3,7

2007

5,4

2008

5,1

2009

-0,2

Fonte: OCDE, FMI.

INTER-RELAÇÕES E CONFLITOS ENTRE AS METAS

• Elevado nível de emprego

X

Estabilidade de preços

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30

• Distribuição socialmente justa da renda

X

Crescimento econômico

INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA

Política Fiscal

Instrumentos que o governo dispõe para a arrecadação de tributos (política tributária) e o controle de suas despesas (política de gastos).

Política Monetária

Atuação do governo (Banco Central) sobre a quantidade de moeda em circulação.

Políticas Cambial e Comercial

Atuação do governo sobre as variáveis relacionadas ao setor externo da economia.

- Política Cambial: Atuação do governo sobre a taxa de câmbio.

- Política Comercial: Instrumentos governamentais de incentivos às exportações e/ou estímulo e desestímulo às importações

Política de Rendas

Intervenção direta do governo na formação de renda (salários e aluguéis), através do controle e

congelamentos de preços.

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