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MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS

CURSO DE OPERADOR DE CONTROLE DE LASTRO - COPL

DISCIPLINA: CONTROLE DE ESTABILIDADE DE UNIDADES OFFSHORE

SIGLA: CTE

CARGA HORÁRIA: 124 HORAS

SUMÁRIO

1)

OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA Proporcionar ao aluno conhecimentos e habilidades para o exercício das atividades de Operador de Controle de Lastro em uma Unidade Offshore.

2)

LISTA E PROPÓSITOS DAS UNIDADES DE ENSINO

 

1.

ESTRUTURAS E ARRANJOS DE UNIDADE FLUTUANTE

4

HORAS

1.1- definir os tipos de unidades flutuantes; 1.2- apresentar arranjos de unidades Semi-submersíveis, FPSO, Jackup e Monocoluna; 1.3- conhecer os princípios de construção e elementos estruturais; 1.4- descrever equipamentos e componentes de uma Unidade Offshore; e 1.5- conhecer a estrutura organizacional de operação e produção das Unidades Offshore.

2.

ESTABILIDADE BÁSICA

8 HORAS

2.1 - compreender os conceitos básicos de hidroestática;

2.2 - apontar os eixos de referência;

2.3 - listar a nomenclatura técnica naval: convés, longarinas, praça de máquinas, proa, popa, bombordo, boreste, Sistema N, S, L e W;

2.4 - definir Força, Momento e Momento de inércia de área;

 

2.5 - definir calado, banda e trim;

2.6 - apontar as unidades de medidas;

2.7 - definir Centro de Gravidade (CG) e Centro de Empuxo (centro de carena);

2.8 - compreender a influência da retirada e acréscimo de peso na alteração do CG;

 

2.9 - definir centro de carena, movimentação e sua determinação; e

 

2.10

- realizar exercícios de cálculo de estabilidade.

3.

ESTABILIDADE: ESTÁTICA E DINÂMICA

16

HORAS

3.1 - identificar curvas hidrostáticas;

3.2 - conceituar equilíbrio;

3.3 - definir os tipos de equilíbrio: estável, instável e neutro;

3.4 - identificar o momento de emborcamento e retorno;

3.5 - distinguir a estabilidade a pequenos ângulos;

3.6 - definir Metacentro (M); 3.7 - definir a Altura Metacêntrica (GM) e o Raio Metacêntrico (BM); 3.8 - definir braço de endireitamento (GZ); 3.9 -

3.10 - definir estabilidade a grandes ângulos;

3.11 - definir curva de estabilidade estática e equilíbrio dinâmico;

3.12 - descrever Superfície Livre e a influência no cálculo do C.G;

3.13 - determinar peso leve e teste de inclinação;

3.14 - definir curva de KG máximo;

3.15 - realizar cálculos utilizando boletim de estabilidade; e

3.16 - distinguir

identificar GM como indicativo de estabilidade inicial;

os

critérios

de

estabilidade intacta e em avaria (IMO MODU CODE e

Sociedades Classificadoras);

-

1 -

4.

ELETRICIDADE APLICADA AO SISTEMA DE LASTRO

4 HORAS

4.1 - conhecer os sistemas de Geração Principal e de Emergência;

4.2 - citar os meios de transformação e distribuição de potência;

4.3 - identificar os sistemas de controle, proteção e intertravamento;

4.4 - citar os principais tipos, o funcionamento e os problemas mais frequentes dos motores elétricos; e

4.5 - conhecer os requisitos de segurança operacional dos equipamentos elétricos.

5. NOÇÕES BÁSICAS DE BOMBAS

8 HORAS

5.1 - classificar as bombas;

5.2 - definir o princípio de funcionamento e os componentes das bombas centrífugas e bombas de deslocamento positivo;

5.3 - identificar os tipos de impulsores e materiais de fabricação das bombas;

5.4 - identificar as curvas características das bombas, sistemas e procedimentos de escorva, ponto de operação, dados práticos de operação e manutenção;

5.5 - associar as bombas em série e paralelo; e

5.6 - compreender a altura manométrica de sucção (NPSH) e cavitação.

6. AUTOMAÇÃO

E

CONTROLE

APLICADO

AO

SISTEMA

DE

LASTRO

 

8 HORAS

6.1 - explicar o Sistema de Controle Automático Contínuo;

6.2 - explicar o Sistema de Controle Automático Descontínuo;

6.3 - citar a Norma Técnica S 5.1 da ISA;

6.4 - explicar o Sistema Digital de Controle Distribuído (SDSD);

6.5 - compreender o Controle Automático Programado com CLP;

6.6 - definir o Sistema de Controle em Malha Aberta (OPEN-LOOP);

6.7 - definir o Sistema de Controle em Malha Fechada (CLOSE-LOOP);

6.8 - identificar a simbologia dos elementos dos circuitos eletro-pneumáticos e eletro- hidráulicos, e instrumentos de medida; e

6.9 - identificar a simbologia das válvulas de controle direcional.

7. SISTEMA DE CARGA E LASTRO

16 HORAS

7.1 - identificar materiais, especificações, diâmetro nominal, diâmetro externo, espessura de parede de tubos;

7.2 - identificar os principais acessórios de tubulação;

7.3 - definir válvulas de bloqueio, de regulagem, de retenção, que controlam a pressão a montante e a jusante;

7.4 - listar os tipos de válvulas e as classes de pressão;

7.5 - definir os meios de ligação de tubos, juntas, flanges e parafusos;

7.6 - descrever os principais aspectos a considerar nos projetos de tubulação, as noções básicas sobre a fabricação e montagem, limpeza e teste de tubulações, e a determinação da pressão de teste hidrostático de tubulações industriais;

7.7 - citar as principais funções e tipos de cargas atuantes nos suportes de tubulações;

7.8- definir Flexibilidade, importância do traçado e os meios de aumentar a flexibilidade das

tubulações;

7.9 - descrever a ação da Corrosão nos tanques e estruturas, e a técnica de Tratamento e Proteção Catódica;

- 2 -

8. ALTERAÇÕES DA ESTABILIDADE E PLANOS DE CONTINGÊNCIA

16 HORAS

8.1 - compreender a influência do peso das âncoras e das linhas de ancoragem na força vertical e na estabilidade;

8.2 - analisar as situações críticas para a estabilidade na força de ancoragem;

8.3 - compreender, na estabilidade, as influências das Cargas de Perfuração, da Carga no gancho, tensões de risers, cabos guia e outros;

8.4 - analisar as situações críticas das cargas de perfuração na estabilidade;

8.5 - compreender, na estabilidade, as influências das Cargas de produção, das Operações de pull-in, pull-out e tensões de risers;

8.6 - analisar as situações críticas das cargas de produção para a estabilidade;

8.7 - interpretar o Boletim de Estabilidade e as variáveis registradas;

8.8 - realizar o preenchimento correto do Boletim de Estabilidade;

8.9 - planejar alternativas de contingência em caso de mau tempo e avaria;

8.10 - conhecer os principais tipos de planos de contingência;

8.11 - citar os principais esforços que afetam a resistência estrutural das plataformas;

8.12 - compreender os efeitos da estrutura dos tanques decorrentes de: pressão, temperatura e superfície livre; e

8.13 - citar os tipos de aço utilizados em construção de Plataformas.

9. NOÇÕES DE OCEANOGRAFIA, METEOROLOGIA E MARINHARIA

8 HORAS

9.1 - compreender os elementos meteorológicos: pressão atmosférica; temperatura e umidade do ar; os efeitos do vento nas superfícies estruturais e dentro da estabilidade estática e dinâmica; e os efeitos das correntes e marés, e as forças na amarração da unidade offshore;

9.2 - conhecer o sistema de dados meteorológicos;

9.3 - definir as características de ondas e efeitos na estrutura;

9.4 - identificar os estados do mar e seus efeitos na unidade flutuante; e

9.5- interpretar a previsão meteorológica e os procedimentos operacionais de segurança para

a estabilidade em caso de mau tempo; e

9.6 - conhecer os elementos básicos de navegação e marinharia: sinalizações, orientação, marcação de posição, luzes de navegação, etc.

10. CERTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO NAVAL

4 HORAS

10.1 - apresentar o Histórico das Sociedades Classificadoras e da IMO;

10.2 - listar as Entidades Reguladoras e Estatutárias (IACS, IMO, Bandeiras e Port State

Control); 10.3- listar os Principais Códigos e Convenções (MODU, SOLAS, ILLC, MARPOL, STCW,

Resolução A.891);

10.4 - comparar Certificação com Classificação;

10.5 - compreender as Sistemáticas das Vistorias de Manutenção de Classe; e

10.6 - identificar os pontos críticos nas vistorias de unidades semi-submersíveis, FPSO, Jackup e Monocoluna.

11. ANCORAGEM E MOVIMENTAÇÃO DE PLATAFORMAS

16 HORAS

11.1 - citar as atribuições do Operador de Lastro relativas à ancoragem;

11.2 - mencionar os procedimentos para desancoragem – movimentação e ancoragem;

11.3 - citar os procedimentos e os Sistemas de Apoio quanto ao posicionamento sobre Locações;

11.4 - descrever os tipos de Embarcações de Apoio Offshore;

11.5 - descrever os procedimentos e recursos necessários em uma ancoragem com Sistema Misto e Sistema Pré-lançado;

11.6 - explanar os recursos necessários para pescaria;

- 3 -

11.7 - identificar os procedimentos de operação, tipos de guinchos e componentes principais nos guinchos de âncoras;

11.8 - identificar os procedimentos e tarefas, sistemas de ancoragem e guinchos, arranjo do sistema de reboque e calado de sobrevivência no reboque oceânico de plataformas semi-submersíveis (SS): comunicação com o rebocador líder; vistorias prévias; e segurança da tripulação;

11.9 - identificar os sistemas de ancoragem de unidades FPSO;

11.10 - identificar os procedimentos e tarefas, e sistema de reboque de Jackup;

11.11 - detalhar os procedimentos em emergência de plataforma “à deriva”; e

11.12 - identificar controle da deriva em um sistema de ancoragem distribuída.

12. SISTEMAS DE ARMAZENAGEM DE ÓLEO

8 HORAS

12.1

- descrever a propriedade do petróleo, do gás, o perigo de incêndio e explosões. Regras

 

instrucionais (STCW Code, Sec A-V/1);

12.2

- identificar tanques de armazenagem de carga, limites de pressão, projeto, ventilação, descarga, válvulas e respiros;

12.3

- descrever os principais sistemas e operações da FPSO;

 

- carregamento e descarregamento (óleo cru e derivados);

- operações de alívio (offloading) – estabilidade e prevenção da poluição;

- limpeza de tanques e recirculação;

- lastro de tanques;

- gás inerte (GI);

- suspiro fechado dos tanques de carga;

- desgaseificação dos tanques;

- sistema de fechamento e de estanqueidade;

- sistema de descarga dos tanques de sobra (slop); e

- sistema de esgoto da praça de máquinas.

12.4

-

citar as medidas preventivas para o acesso a compartimentos confinados (NR-33) visando realizar limpezas, manutenção ou reparos, utilizando material que produza centelhas, solda, lixadeira.

13. PREVENÇÃO E MEDIDAS DE CONTROLE DA POLUIÇÃO

8 HORAS

13.1 - definir meio ambiente (equilíbrio e proteção);

13.2 - exemplificar licenciamento ambiental;

13.3 - apresentar a Lei do óleo – implantação laudos, multas , detenção e crime ambiental

13.4 - citar os agentes poluidores;

13.5 - explicar as consequências da poluição por lixo, óleo, água esgoto, água de lastro (MARPOL 73 e emendas);

13.6 - identificar o sistema de informações;

13.7 - listar os procedimentos de emergência e prevenção da poluição em FPSO;

13.8 - descrever o controle de poluição em plataformas de produção de petróleo (SOPEP);

13.9 - explicar gerenciamento de resíduos;

13.10 - mostrar os equipamentos para combate e controle da poluição a bordo (Kit SOPEP);

13.11 - identificar derramamento de óleo: convés, no mar, no cais ou no porão;

13.12 - identificar o vazamento de gases tóxicos;

13.13 - citar a técnica para minimizar e retirar hidrocarbonetos da água; e

13.14 - registrar as medidas adotadas para a prevenção ou controle da poluição.

- 4 -

3)

DIRETRIZES ESPECÍFICAS

ESTÁGIO EMBARCADO

a) o módulo prático será realizado em cinquenta (50) dias de embarque, que poderá ser

dividido em vários embarques;

b) por questões de segurança, o número máximo de estagiários nessa tarefa será de três (03) alunos;

c) após concluir com aproveitamento a parte teórica, o aluno terá doze (12) meses

subsequentes para concluir o Estágio Embarcado. Caso não conclua, não receberá o certificado em face dessa lacuna de conhecimentos;

d) caberá à Instituição de Ensino realizar os contatos com as Empresas operadoras que ofereceram o estágio, e encaminhar um documento contendo: declaração de que o aluno foi aprovado na parte teórica do curso; relação das disciplinas, unidades de ensino; e instruções sobre o estágio e o preenchimento do livro/relatório do estágio;

e) ao longo do período do Estágio Embarcado o aluno acompanhará o orientador durante a realização de procedimentos técnicos, os quais deverão ser registrados em livro/relatório específico do estágio. Após a conclusão deste período, o aluno deverá levar à Instituição de Ensino o livro/relatório do estágio, que conterão o registro das tarefas realizadas com

resultado: satisfatório ou insatisfatório, rubricados pelo orientador técnico designado. Após o registro das tarefas e avaliações deverá ser feita uma declaração final, obrigatória,

foi qualificado para as atividades de

Operador de Controle de Lastro.", a qual será assinada pelo orientador técnico e o GEPLAT;

f) após completar o Estágio embarcado, o aluno deverá levar o livro/relatório, em até quinze (15) dias, ao Coordenador do Curso para avaliação sobre a prática realizada. Caberá a Instituição de Ensino credenciada avaliar o livro/relatório e esclarecer quaisquer dúvidas quanto às informações contidas; e

g) cumpridas todas as exigências, a Instituição de Ensino poderá expedir o certificado de acordo com a NORMAM-24.

que conste: "O Senhor

,

CPF

,

ID

,

4) AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

a) as avaliações teóricas serão realizadas por meio de até quatro (04) provas escritas, versando sobre os conteúdos da disciplina.

b) estão previstos dezesseis (16) tempos de aula para a realização das provas teóricas e apresentação de trabalhos individuais;

c) para a aprovação, o aluno terá que obter nota igual ou superior a 6,0 (seis), em uma escala de 0 a 10 (zero a dez) em cada uma das avaliações teóricas da disciplina. Caso o aluno não obtenha nota igual ou superior a 6,0 (seis) em cada avaliação teórica, mas tenha obtido nota igual ou superior a 3,0 (três), terá oportunidade a uma segunda chamada;

d) poderá ser aplicado um trabalho individual para compor a nota de cada prova. A nota deste trabalho não poderá ultrapassar 40% do total da nota de cada prova; e

e) a avaliação prática será realizada ao longo do desenvolvimento do Estágio Embarcado, por meio de atividades práticas a bordo, lançada no livro/relatório. Para a aprovação, o aluno terá que obter o conceito SATISFATÓRIO em, no mínimo, 60% das tarefas realizadas ao final do Estágio Embarcado. Ao final do Estágio, o Gerente da Unidade atestará a capacitação prática do aluno.

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5) RECURSOS INSTRUCIONAIS

a) slides (Power Point);

b) transparências;

c) vídeos;

d) folha de Exercícios;

e) calculadora Científica;

f) diagrama dos sistemas de Carga e Lastro (Load and OffLoad); e

g) manual de Operações de FPSO e SS.

6)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

a) M. HANCOX, Stability And Ballast Control (The Oilfield Seamanship Series by Oilfield Publications Limited– Herefordshire – England).

b) P. SPRINGETT, An Introduction to Offshore Safety And Survival (The Oilfield Publication Limited – Herefordshire – England).

c) The International Convention on Standards of Training, Certifications and Watchkeeping for Seafarers, 1995 (STCW 1995).

d) International Convention for the Safety of Life at Sea, 1974 (SOLAS 1974), as emended.

e) IMO Life-Saving Appliances Code (LSA Code).

f) Resolution A.414(XI) - Code for the Construction and Equipment of Mobile Offshore Drilling Units (MODU CODE) – London – IMO, 1979.

g) Resolution A.863(16) - Code for the Construction and Equipment of Mobile Offshore Drilling Units (MODU CODE) – London – IMO, 1989.

h) Resolution A.863(20) - Code of Safe Practice for the Carriege of Cargoes and Persons by Offshore Supply Vessels (OSV Code), 1997.

i)

International Safety Management Code (ISM CODE) – London – IMO, 1997.

 

j)

Code on Alarms and Indicators – London – IMO, 1996.

 

k)

Offshore Units (MOUs) – London – IMO, 1999.

Recomendations on

Resolution

A.891(21)

Training

of

Personnel

on

Mobile

l)

International Convention for the Prevention of Pollution from Ships, 1973 (MARPOL

73/78).

m) International Conference on Load Line, (Load Line 66) - London – IMO, 1966.

LUIZ ANTONIO MONCLARO DE MALAFAIA Contra-Almirante (RM1) Superintendente do Ensino Profissional Marítimo

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