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A superposição ou encadeamento dos conceitos “GADU” e “caridade”

Mauro Antonio Britta MI Grau 33 32 anos de maçonaria em Cuiabá - Mato Grosso Cuiabá 12/jul/2011

no entanto, tento de novo,

especialmente com a maçonaria que tanto respeito e admiro, a instituição secular da qual faço parte

há 32 anos!

Quero mais uma vez ser justo, mesmo que não consiga

A minha pregação, a minha tese discursiva é de que o objeto da maçonaria universal é a

caridade e não o ato de lapidar do pedreiro livre.

O pedreiro livre se lapida para poder compreender o verdadeiro significado do objeto

caridade!

O maçom aprendiz começa a se lapidar para poder perceber que na hipotética escada de Jacó,

lá no seu último degrau não está o homem lapidado a referenciar o percurso maçônico e sim o GADU, O Grande Arquiteto do universo, clave da harmonia da Arte Real!

Daí a incoerência de um iniciado ser agnóstico ou no mínimo ateu. Mesmo assim, não podemos insistir com um candidato no tocante - acreditar ou não na existência de - Deus, pois se não acredita irá mentir para entrar assim mesmo para a maçonaria. Se insistirmos, este sujeito adentrará na maçonaria eivado pela mentira, e aí mesmo o ato iniciático fica conspurcado, podendo o neófito carregar essa mácula por todo o percurso, podendo restar obnubilado em sua percepção natural da existência do ente supremo.

A própria caminhada maçônica, as alegorias, os mitos, as metáforas, pouco a pouco serão

suficiente para abrir canais de percepção dantes obliterados pelo materialismo historicamente dialético. Aliás, dialética é o campo onde sem inserem todos os nossos discursos.

Ao citar, ao falar do objeto da maçonaria, enfeixo junto os outros discursos que são suscitados no limite do próprio discurso caridade.

O próprio campo de discurso do objeto caridade nos oferece outros objetos dos quais

podemos falar e conectá-los ao seminal, originário. É assim mesmo, e por isso tanta tergiversação e tantas compreensões diferentes do que seja verdadeiramente a maçonaria. Os discursos que se conectam ao campo do objeto caridade não são internos a esse discurso, e nem por isso,

descartáveis!

em seu entorno. O importante nisso tudo é que ao encetarmos um detour, uma dialética em torno deste núcleo, estaremos detectando objetos outros aí conectados e ao tentarmos compreendê-los deslizaremos na direção da evolução intelectual que é uma das premissas da própria instituição maçônica universal.

Caridade é o cerne deste discurso específico e o restante é fenomenologia circulando

Essa oferta de possibilidades outras de conexões com objetos diversos decorrentes do próprio campo discursivo da caridade, se nos oferecem oportunidades para analisá-los, nomeá-los, classifica-los e até mesmo explicá-los. Cuidar, no entanto, para que, ao fazermos isso, não nos desviemos do verdadeiro escopo maçônico. Certo é que, há mesmo aí um crescimento intelectual advindo desses discursos todos. O verdadeiro objetivo não pode ser perdido de vista, a caridade.

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Aqui mesmo, ao tentar repor o objeto caridade em seu verdadeiro nicho maçônico estou no limiar do meu próprio discurso e do discurso do objeto da maçonaria. Garanto, no entanto, que estando nos limites deste discurso fundamental, não estou fora dele. Estas relações não são exteriores ao discurso “caridade maçônica”.

Anteriormente redigi um texto sobre a Resistência Maçônica e o enviei a alguns maçons a quem respeito muito pela observância de seus percursos dentro e fora da maçonaria, patriotas que são de verdade, cuja capital será sempre Brasília!

Esta peça arquitetônica aqui, hoje, foi talhada na tentativa de explicar a um irmão mais exigente, sobre a conexão possível do objeto caridade com o conceito superdeterminante da maçonaria, o GADU ou Grande Arquiteto do Universo, nosso papai do céu, nosso Deus!

todos os

discursos nos levam ao exaurimento da retórica, reduzindo-se cada vez mais os campos discursivos em direção ao núcleo mais fóbico do animal hominizado pela fala, o ser humano. Ao buscarmos a compreensão do que seja esse núcleo, essa Coisa, o Das Ding freudiano, o Objeto a de Jacques Lacan, o Aleph cabalístico - a primeira letra do alfabeto hebraico, o Nome-do-Pai definitivamente perdido, estaremos dando de cara com a homeostasia perfeita, a Pulsão de Morte ou tendência à paradeira geral universal, o niilismo, o nadismo, o pensamento puro, o som que não soa, ou a redução máxima de todos os discursos humanos, o próprio GADU, o Ôlho-que-Tudo-Vê, o único que têm o direito de ser narcisista, pois criou-nos para adorá-lo. Para tanto, primeiro é preciso compreender e respeitar alguns discursos elementares da maçonaria universal, contidos nas Lojas de Salomão que nunca foram sinagogas.

Meus irmãos, todos os rios levam ao mar

todos os caminhos levam à Roma

Toda e qualquer sugestão discursiva cabe em loja, pois é a câmara de ressonância de nossa sociedade, mas não podemos perder o referencial caridade. Maçonaria não é lugar para formação de grupinhos, de máfias, quadrilhas, pessoas mal preparadas que se juntam, rotuladas “maçons”, cabides de comendas e signos, para se dar bem na vida, e sim, lugar do verdadeiro discurso maçônico.

A maçonaria universal jura em cada país, em casa nação, acatar a constituição, a lei maior

destes povos e, no nosso caso, a Constituição Federal do Brasil. Esse famigerado sionismo internacional dono da Mídia Grande “brasileira” a serviço do império USA/UK/Israel não serve ao nosso povo. Vejam lá o que vocês estão fazendo, isso é a maior traição à Pátria Brasil, depois não digam que não avisamos!

O neoliberalismo é a política por excelência desse capitalismo selvagem que tanta miséria

impõe aos povos, principalmente às classes menos favorecidas, para quem foi inventada a maçonaria.

de

Bentham. Essa ideologia tomou conta da maçonaria brasileira, repetindo covardemente o que os romanos faziam com seu povo, ofereciam somente panen et circensis!

Cansei-me de ouvir em Loja a máxima utilitarista

fazer

feliz a humanidade!

Os tempos são outros, acordem!

Os verdadeiros maçons, cuja missão é fazer desenvolver material e espiritualmente a humanidade não podem se prestar a esse desserviço, como fizeram e fazem umas lojas por aqui, metendo-se em política partidária, tomando partido de grupos cujos interesses são dos estrangeiros que nos dominam. Vide foto no fim do texto, de como algumas Lojas de Mato Grosso, lideradas por

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um desembargador corrupto, machista, inquisodor, perseguidor da maçonaria feminina fez na segunda campanha do Lula. Maçonaria não deve se meter em política partidária. Os maçons devem fazer, cada um per se, parte de partidos políticos diferentes e aí fazerem a diferença, lutando pelo desenvolvimento de nosso povo brasileiro, primeiramente, e depois se sobrar tempo, pela humanidade toda. Quando fizermos nosso dever de casa sobrará tempo, sem dúvida alguma para auxiliarmos nossos irmãos pelo mundo afora.

Em resposta à pontuação de um irmão quanto à impropriedade objetal do conceito “caridade”

em relação ao subjacente GADU para a Maçonaria Universal, quero falar aqui, de coisas, conceitos sobre as coisas que nos cercam, sejam elas materiais sejam elas temporais ou do pensamento, lembrando que pensamento não é energético. Neste sentido, buscando suporte em Hegel, mais uma

, Jacques

vez, utilizando-se de uma de suas premissas, a de que “ Lacan, no Livro nº1 de seu Seminário diz in verbis:

o conceito é o tempo da coisa

Eu lhes falei do Fort e do Da. É um exemplo da maneira pela qual a criança entra naturalmente nesse jogo. Começa a brincar com o objeto, mais exatamente, com o simples fato de sua presença e da sua ausência. É, pois, um objeto transformado, um objeto de função simbólica, um objeto desvitalizado, que já é um signo. É quando o objeto está lá que ela o manda embora, e quando não está lá que o chama. Por esses

primeiros jogos, o objeto passa como que naturalmente para o plano da linguagem. O símbolo emerge, e torna-se mais importante que o objeto. Já o repeti tantas vezes. Se

vocês não põe isso na cabeça

A palavra ou o conceito não é outra coisa para o ser

humano do que a palavra na sua materialidade. É a coisa mesma. Isso não é simplesmente uma sombra, um sopro, uma ilusão virtual da coisa, é a coisa mesma.

(Grifos nossos). (LACAN, 1954. p.206).

Eu de minha parte concordo plenamente que o conceito é o tempo da coisa, e isso é de

Hegel

e acrescento

ainda por minha conta e expensas, que a coisa é sempre composta de sua antítese, o seu sentido diacrítico para poder existir, uma vez que é a negação da coisa é que funda o juízo de própria

este é o princípio que funda a Teologia Negativa e isso só acontece na linguagem, no

sistema semiótico universal e é aí mesmo onde se confundem os incautos quando pensam que a Teologia Negativa é atéia.

existência

podemos ver que: “

a coisa, então, com a ajuda da leitura de Derrida, agora,

só que a coisa não é o conceito

a coisa sempre é um duplo genitivo, objetivo e subjetivo”

Fechando este raciocínio, lembro que é a negação ou a possibilidade da coisa não existir, conceito este, colabado no “outro lado da moeda” da coisa, do significante coisa, é que permite à coisa mesmo existir, na linguagem.

Só para ilustrar, um significante é uma coisa, da dimensão espacial ou temporal que quer ter

um significado. A Coisa, o Das Ding de Freud está no cerne do ser pensante, em sua linguagem, em seu discurso próprio e único. Esse querer é o próprio desejo do humano que está pensando a coisa. Aqui mesmo, permeando toda esta parafernália conceitual está a regê-la o desejo, o mito principal de nossas estruturas psíquicas, dadas na nossa linguagem humana.

O desejo é sempre do outro para quem foi formulada a fala na noite dos tempos, na

linguagem! Numa Loja maçônica o desejo é sempre do Ôlho-que-Tudo-Vê, lá onde estamos referidos. Se assim não for, nunca será uma Loja Maçônica verdadeira.

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O desejo do GADU é o que não suportamos muito bem e aí mesmo, infantilmente, pelo despreparo filosófico/teológico maçônico, produzimos resistência, deslizando para dimensões, estamentos mais confortáveis no discurso coletivo e ou individual.

Complementando ainda este raciocínio, trago algumas palavras do pensador desconstrutivista desta cultura escolástica que tomou conta do discurso do Mestre da Universidade brasileira:

Mas não é próprio do desejo carregar em si sua própria suspensão, a morte ou o fantasma do desejo? Ir na direção do outro absoluto, não é a extrema tensão de um desejo que busca por isso mesmo renunciar ao seu próprio impulso, ao seu próprio movimento de apropriação? A si, e mesmo ao crédito, ou ainda ao benefício que o ardil de um narcisismo indestrutível poderia ainda esperar da renúncia infinita? ―

Testemunhar, dizia você, prestar testemunho do desejo de Deus. A frase não é somente equívoca, de um equívoco essencial, significante, decisivo em sua própria indecidibilidade, a saber, aquela marca que o duplo genitivo (“objetivo” e “subjetivo”, antes mesmo do surgimento gramatical ou ontológico de um sujeito ou de um objeto) ou, dito de outra forma, a da origem e do fim de um tal desejo: virá ele de Deus em,

nós, de Deus por nós, de nós por Deus? ( )

(Grifos nossos). (DERRIDA, 1995. p. 9-11).

Os conceitos superpostos na maçonaria deveriam partir conforme a lógica do saber, do postulado subjacente “GADU” que dá o tom para o objeto da Maçonaria, a caridade. Os diversos tipos de enunciados nem sempre podem ser identificados, da mesma área correlata ou passíveis de serem superpostos dentro do contexto e o seu contexto mediato, numa série enunciativa, o que certamente não é nosso caso.

Alguns maliciosos ou insipientes podem querer alegar que os conceitos são de dois campos distintos, ou da dimensão temporal ou da diz-mensão espacial e querer aí mesmo obstaculizar a conexão entre “GADU” e “caridade”. Sejam eles materiais ou morais, consideramos aqui os tipos de correlação entre dois ou mais enunciados que nem sempre são idênticos ou de áreas afins, o que não é o caso, pois Deus e Caridade são da mesma área correlata. Os dois conceitos são passíveis de serem superpostos, pois se encadeiam um ao outro. A caridade é do campo de presença do GADU, salvo melhor juízo!

Existe

uma

disposição

geral

dos

enunciados,

dos

conceitos,

em

sua

sequenciação

construtivista, em grupos distintos, conjuntos determinados.

Uma das formas de apreendermos este fenômeno – o que nos indica – é o modo de se reencetar a desconstrução desses enunciados na ponta desse fio da meada, novelo de significantes. Aí então, deslizando-se à retro em direção às superposições, podemos perceber o que se produz ao longo dos encadeamentos de conceitos aos quais estão subordinados ou que subordinam.

Neste processo, refutando a afirmação do irmão que garantiu que há uma impropriedade objetal de “caridade” com relação ao “GADU”, aqui mesmo, novamente, reforçamos a idéia da existência pública e notória de uma complementariedade funcional, pois a Bíblia Sagrada se nos foi apresentada e sobre a qual, sistematicamente juramos ano após ano desde o primeiro dia e nos subsequentes até o grau 33.

Os salmos e suas leituras de cada grau também o atestam. Atestam essa complementariedade funcional, essa conexão do postulado “caridade” e o conceito subjacente da Arte Real.

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A única coisa que precisamos garantir para o nosso raciocínio é que o campo ou a área de aplicação dos enunciados é a mesma, o determinismo é o mesmo entre um e outro.

antes

de querer repor os conceitos em um edifício dedutivo virtual, seria necessário descrever a organização do campo de enunciados em que aparecem e circulam.” (Grifos nossos). (FOUCAULT, 2008. p. 62). Podemos ainda ir mais além. Devemos encetar uma busca pela lei que rege estas enunciações e de onde vêm.

Antes mesmo de querermos estabelecer parâmetros definitivos para esta discussão, “

O que Foucault sugere nós adaptamos aqui às nossas contingências maçônicas para que se observem alguns pontos básicos para se estabelecer o campo de atuação dos enunciados:

A – Quem fala? É a primeira questão aventada. Quem têm boas razões entre os seres humanos para aventar a hipótese de conexão do conceito GADU e o de caridade? Nós os maçons é claro, e é de nosso discurso maçônico mesmo que se trata aqui. Existe neste campo do “Quem fala?” “condições legais que nos dão direito – não sem antes lhe fixar limites”. Posso garantir que o limite é antes de qualquer coisa garantido pela Constituição Federativa do Brasil, que no dia de nossas iniciações juramos defender e à qual a maçonaria deveria estar subsumida;

B – Estabelecer os lugares institucionais de onde os maçons obtém seu discurso e onde se

pode encontrar “sua origem legítima e seu ponto de aplicação (seus objetos específicos e seus

instrumentos de verificação).” Para nós estes lugares são as Lojas Maçônicas e suas sessões ritualísticas, lugares comuns de todas as instruções ministradas, e

C – A subsunção dos maçons aos programas pré-estabelecidos como um contrato de adesão.

O sujeito maçom, subsumido aos programas de informações da instituição, que por mais que a ideologia tente mascarar, percebe a oferta das questões bíblicas e certas inflexões retiradas do Livro Sagrado e diversas outras assertivas crísticas pontuadas praticamente em cada sessão em cada grau.

De qualquer forma estão todos os conceitos dependentes uns dos outros de modo geral. É a própria rede significante maçônica em ação, não importando a língua materna, o vernáculo, a cultura de quem articula os enunciados, configurando-se cabalmente como uma instituição que reproduz seus modos e meios de produção cultural. Exatamente por isso está à mercê de ideologias espúrias, pois não tem fora de si um organismo de controle que não esteja nas mãos do imperialismo que a domina com os tentáculos do neoliberalismo e do sionismo internacional, o que é uma grande perda para todos nós brasileiros.

Não queremos aqui falar de verdade alguma, pois a verdade é relativa apontando-nos o que jaz restante – a verdade é a busca da verdade – em oposição ao positivismo, ao escolasticismo que eiva a maçonaria, sua filosofia teológica e a metafísica que a enquadra em um sistema que recepciona, colhidos das diversas culturas – os diversos mitos sociais e coletivos da humanidade ao longo dos séculos!

Por mais que se queira, não se pode por decreto ou formalizar-se do dia para noite um outro objeto para a maçonaria universal, pois a cultura maçônica está entranhada, impregnada do conceito “caridade”.

Ao longo do percurso maçônico, na relação com as culturas dominantes em cada época, introjetou-se na Arte Real um conjunto de regras, de discursos, de rituais, de mitos e símbolos que distribuíram essas idéias sedutoras recorrentemente, especialmente aos cristãos aqui no ocidente,

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que sedimentaram-se em postulados quase pétreos, aqueles mesmos, sedutores por sua mensagens cativantes, conceitos utilizados para a cooptação de mais e mais pretendentes à Arte Real.

O que acontece agora, na maçonaria, da mesma forma que acontece nas igrejas evangélicas é

a descristianização sistemática para uma reconversão ao judaísmo, prova de que a ideologia sionista internacional é competente e vem ao longo de décadas, se impondo, pois é habilmente retroalimentada.

Já fala-se a boca grande, sem pudor algum que ao sermos iniciados no grau de Mestre Maçom

ascendemos ao statu quo de Rabinos e que as Lojas são Sinagogas, com uma gradual e sutil supressão dos símbolos e alegorias das paredes e textos dos nossos Templos Maçônicos, e o “esquecimento” das premissas do Rito Escocês Antigo e Aceito e o estímulo à invenção de ritos esdrúxulos inventados pelo próprio sionismo internacional para desestabilizar aquele que é o verdadeiro cimento da maçonaria verdadeira e tradicional o REAA.

Esse movimento de empoderamento da maçonaria se traduz em grande perda para a soberania nacional brasileira, já que as lojas maçônicas brasileiras reproduzem o modo de produção cultural de nosso povo. E é isso mesmo que querem os alienígenas, que a cultura do imperialismo seja disseminada cada vez mais na elite maçônica, representamens pinçados de um corte transversal da “zelite” pensante nacional.

Não é possível, conhecendo-se a capacidade de penetração dos mitos sociais e coletivos e os mitos familiares, de se ideologizar outro conceito/objeto para a maçonaria em menos de cinco gerações.

Agravo ainda mais a situação reacionária, pois com a net sendo levada a todas as casas dos brasileiros, nossos jovens de todas as camadas sociais começam a se interessar por coisas dantes jamais imaginadas, como a maçonaria por exemplo.

E tem mais, têm os discursos, em loja, sobre a caridade, desde o primeiro dia da iniciação

temos vistos grandes equívocos como os trabalhos de recolhimentos de roupas usadas, coleta de

alimentos, e materiais para serem destinados às entidades beneficentes como lar das crianças e dos velhinhos. A coleta de doações é imposta a irmãos menos importantes, considerados de segunda classe e que não conseguem dizer não e terminam por se constranger com isso. Os maçons espertalhões estão sempre alegando que não podem ficar expostos, por serem Oficiais de Polícia, Delegados, Promotores e ou Juízes, sobrando para a arraia miúda o trabalho ridículo de pedir

Há aí mesmo uma

esmolas à sociedade, quando a maçonaria é rica e todos sabemos disso! subversão da finalidade precípua da Arte Real.

o discurso utilitarista de “fazer feliz a humanidade” e coisas do

quando, ao contrário, caridade é um conceito presente, superposto aos conceitos

superdeterminantes da esmagadora maioria das teologias. Não conheço, se é que possa existir uma

gênero

Existe esse algo medonho, aí

teologia que não pregue a caridade!

A maçonaria tradicionalmente não aceita em seus quadros gente que não crê em Deus, não

No

entanto, os Landmarks mais antigos propõe que não se pergunte ao candidato se crê ou não, pois

poderá mentir

e perdemos a oportunidade de deixar a

importando a religião a que pertence ou pratique

é uma exigência basilar, sine qua non!

se mentir já entra com um pé na mentira

pessoa adentrar sem sentimento algum de culpa, sem a eiva da mentira.

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O trabalho de lapidação da pedra é árduo e, no entanto inúmeras oportunidades subliminares

surgirão para que o sujeito possa dar de cara com o Real, aquilo que é inominável. Querer um Deus antropomorfizado nos moldes do Velho Testamento seria muito infantil para pessoas escolhidas

para serem iniciadas na maçonaria.

Por isso a necessidade de se elencarmos um rol de quesitos que preencham as exigências de um perfil “profissiográfico” previamente estabelecido. Nesses critérios certamente não devem prevalecer os materiais.

Já que as instituições Maçonaria são declaradas de “Utilidade pública” com a finalidade precípua de fazer caridade, o sujeito precisa ter o mínimo de condições de arcar com as despesas com a “caridade” que é o objeto da maçonaria.

Carece que a descrição da organização desse campo da Caridade Maçônica seja enunciado. Há que se definir o campo onde aparece e circula o conceito “caridade”.

Parece-nos, no entanto, que a questão da definição do perfil ideal para a prática da verdadeira caridade maçônica não foi estabelecido a contento, e sim, um outro, esquisito, que atende aos interesses mais escusos da ideologia espúria internacional que domina a maçonaria brasileira.

Parece-nos mais uma vez que os critérios são medidos pelo tamanho do bolso e não pela capacidade de compreender o que seja a verdadeira caridade crística. Jesus foi rigorosamente subversivo de todo modo de produção econômica, de todo sistema filosófico e de todo modo científico.

Jesus nos garante que nunca podemos nos conformar com as injustiças e as diferenças

grotescas, os preconceitos e as aberrações distribuídas entre os seres humanos por uma elite que

uma elite que não mede as

consequências para se manter no poder. Mentem em nome do que puderem para ludibriar as massas. Mentem inclusive a si próprios quando usam as coisas de Deus para conquistar e ou se manterem no poder.

sempre esteve interessada em desinformar, separar, intrigar

A capacidade intelectual é o que, sem dúvida alguma, deve ser mais sopesada, deve ter peso

maior no cômputo final. O sujeito pode ser um padeiro, um açougueiro, o dono de uma quitanda, mas têm de ter condições intelectuais de absorver e digerir os princípios universais que regem os ritos e tradições, os ensinamentos que são basilarmente crísticos.

Curso superior não é sinônimo de sabedoria, principalmente falando-se de uma Teologia Negativa, cujo conceito situa-se no campo metafísico.

Qualquer um com um mínimo de bom senso pode apreender os conceitos basilares e encetar sua caminhada pelas sendas iniciáticas da maçonaria, prima irmã das grandes religiões e das teologias sejam quais forem. Esse é o caráter dos ensinamentos contidos nas alegorias, mitos e símbolos sustentados pelo templo de Salomão, a universalidade do GADU. Nesta universalidade, Jesus é o ponto mais alto dos ensinamentos, seu amor e sua caridade para com a humanidade e este planeta que está possibilitando a nossa evolução rumo ao furo, ao limite do “não passarás”, lá mesmo onde o som não soa.

Encerrando, agradeço ao irmão que se posicionou e apresentou a sua antítese. Aqui resta lavrada a minha peça de arquitetura, a minha resposta. O que permeia agora é um carinho especial e um grande respeito por esse maçom que “pôs a cara a tapa” e se manifestou de forma tão coerente

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que nos forçou a pensar uma saída para o impasse que nos trouxe. Só avançaremos neste sistema de significações e ressignificações produzidas por antíteses e ou diacríticas postuladas!

Confunde-se muito amiúde o processo de lapidação da pedra bruta como um conceito superdeterminante ou o imediato sobreposto ao do GADU. Nada disso! Para a compreensão do que seja a verdadeira caridade há que se lapidar a própria pedra bruta e, nesse afã de esculpir, caminhamos penosamente, galgando os degraus do desenvolvimento intelectual e espiritual. É lógico que as conquistas materiais no mundo fora da maçonaria são maiores em função desse desenvolvimento que nos prepara melhor para a vida.

É comum vermos no fim de ano vários maçons em supermercados, nas portas, coletando dos clientes doações para o lar dos velhinhos ou das crianças abandonadas. Isso além de ser constrangedor para muitos de nós só atende aos interesses de marketing de algum marqueteiro de ponta de rua da maçonaria. A mesma coisa acontece com as malfadadas rifas. Isso não é caridade, é propaganda barata de quem não têm a mínima idéia do que faz na maçonaria!

O que a mão esquerda faz a direita não têm de saber! Maçonaria nunca trabalhou assim exposta, nos moldes de clubes de serviço, ou de fariseus que ficam orando em alto e bom tom na esquina para que todos possam ver como é fiel ou crente de seu Deus.

Definitivamente estamos à deriva. Quando assumem o poder gentes dos números e das leis, donos de factorings, gerentes de bancos, advogados de todas as índoles, juízes, promotores de justiça e desembargadores dos diversos matizes, “guachébas” (pistoleiros) e alguns comerciantes bem sucedidos como agora, só pode dar no que deu! A maçonaria “brasileira” por conta destas variáveis tomou outro rumo e se postou praticamente in totum, na outra extremidade da corda social, polarizada pelo e a serviço do neoliberalismo que faz da prática político-partidária dentro das lojas uma constante, envergonhando grande número de maçons que não aceitam esses descaminhos que terminam por nauseá-los, afugentando-os desse mal-estar, os que têm a verdadeira vocação maçônica, o verdadeiro espírito crístico!

Fazer maçonaria hoje é apenas pretexto para facilitação de ajuntamentos de pessoas com

interesses econômicos similares, nada mais. Essa questão de fachada da Utilidade Pública e suas benesses, será que justificamos isso? O que é bom para a Maçonaria deve então ser estendido às

demais instituições com o mesmo postulado!

Chegou a ora da onça beber água!

Crer, no entanto, que no trabalho do Aprendiz, na pedra bruta, o conceito “lapidação” seja o imediatamente superposto ao subjacente é no mínimo pueril. Por isso mesmo as sessões têm de ser povoadas pelas falas dos mestres, onde ecoam os gritos e indignações do povo brasileiro e onde aí mesmo se colocam as propostas alternativas para o resgate e a manutenção da soberania nacional do Brasil. E é neste contexto crístico que não existe espaço esse postulado covarde e espúrio de que “as palavras são de prata, mas o silêncio é de ouro!”, óbices às “posições recíprocas das observações particulares e dos princípios gerais e ao sistema de dependência entre o que se aprendeu, o que se viu, o que se deduz, o que se admite como provável”, o que ao final se postula.

A verdadeira caridade maçônica começa quando os mestres mais lapidados distribuem o conhecimento aos recém-chegados preparando-os para a compreensão da verdadeira caridade. A verdadeira caridade é feita com a transmissão da tradição maçônica aos aprendizes e ato contínuo a distribuição das benesses ao nosso povo brasileiro.

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Temos de evoluir maçonicamente para compreendemos nosso destino dentro da nação brasileira. Temos de evoluir para compreendermos que a única saída é o “parlare”, o parlamento, a discussão política.

Temos de evoluir para entendermos que a saída mais racional é a democracia, mas que a verdadeira democracia só se consegue educando-se nosso povo para que elejam os líderes verdadeiramente estadistas, ou seja, líderes que amam o Brasil e o nosso povo. Líderes esses que sabem que nunca terão o povo que merecem, pois os estadistas nunca são compreendidos de imediato. Legislam um pouco para o presente e muito para o futuro.

A maçonaria, como deve ser o ser humano, sustenta-se em duas dimensões a espacial onde se encontram as coisas materiais e a dimensão temporal onde se alojam as idéias, os pensamentos que regem a metafilosofia maçônica.

O “material” na maçonaria, conforme o seu conceito superdeterminante regido por uma teologia negativa, os prédios, os templos, os livros, as alegorias, as jóias, os utensílios que sustentam símbolos, esse material é ajuntado apenas para suportar as tradições orais que são da dimensão da linguagem, portanto, da dimensão temporal.

No caso da maçonaria, o campo de discurso espacial só se presta como sustentáculo e área de conexão com o ser humano, a quem se destina a construção desse grande mito salomônico!

Quero lembrar aos maninhos que sem o apoio de Michel Foucault não teria elaborado esta

Faço minhas as palavras dele, isto é, se eu não corrompi com a minha técnica de

reescrita a sua forma de hierarquia, os conteúdos e a subordinação desses conteúdos no discurso do Mestre.

peça como o fiz!

Sem deixar de fora Lévi-Strauss, quando em seu livro “Antropologia estrutural”, mais

especificamente no Capítulo X sobre “A eficácia simbólica”, nos garante que “ tão bem quanto um bom xamã, pois quem cura mesmo é o símbolo xamã! ”

irmãos, que os três maiores homens do modernismo foram Marx, Nietzsche e Freud e que Lévi- Strauss só é Lévi-Strauss depois de ter adentrado no campo de discurso de Marx e Freud. Assim, com o apoio do discurso destes quatro gênios, digo que a chave da prática maçônica ideal é a procura da palavra perdida, contida no Aleph e, no entanto, indecifrável! Para tanto não nos desesperemos nesta busca pela perfeição maçônica, nunca estaremos prontos, a “cura é produzida pelo “símbolo”, o efeito social é produzido por aquilo que a sociedade crê que somos, e nos últimos anos vimos dando péssimos exemplos aos concidadãos profanos para quem é, para quem são destinados diuturnamente nossos trabalhos de pedreiros livres.

um mal xamã cura quero lembrar aos

Enquanto o mito da palavra perdida preceder sobre o conteúdo da maçonaria, estaremos no caminho correto da lapidação ideal da pedra bruta em cada um de nós, em direção à verdadeira caridade cujo alvo deve ser o planeta Terra, o ctonós, os seres vivos em geral e os homens e em particular os maçons, pois evocamos para nós o condão de sermos especiais e estarmos destinados a fazer evoluir a humanidade, já que “em outro sentido, todo mito é a procura do tempo perdido” é exatamente o que praticamos todo santo dia na maçonaria universal em todos os cantinhos do planeta!

Esta forma moderna da técnica xamanística, que é a psicanálise freudiana e a maçonaria, “tira, pois, seus caracteres particulares do fato de que, na civilização mecânica, não há mais lugar para o tempo mítico, senão no próprio homem”, cabendo a nós maçons brasileiros, patriotas, então, fazer a nossa parte, cuidando do resgate desse homem mítico, o único que pode garantir a evolução

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espiritual da humanidade, aprofundando nossas bases conceituais e teóricas, compreendendo e

promovendo cada dia melhor sua eficácia, confrontando-se seus métodos e suas finalidades com os

de nossos predecessores: os xamãs e os feiticeiros!

(LÉVI-STRAUSS, 1991. p. 236).

De nada adianta às lideranças maçônicas sionistas apelarem para a contra-informação midiática comandada pelo PiG – Partido da Imprensa Golpista, que tenta provar que a maçonaria não é uma sociedade secreta e que faz de fato caridade ou filantropia.

O que produz mesmo é “pilantropia”, que quer se imputar como algo de sério para encobrir as

atividades mafiosas de grupos transnacionais que a mantém refém em desserviço da Nação Brasileira.

A derrocada do clã do Touro em oposição ao do Carneiro, a desmoralização do neoliberalismo, do capitalismo imperialista, do dólar, o próprio atoleiro em que o império sionista se encontra, desde que emergiu da clandestinidade após a segunda guerra mundial atesta que esse modelo neoliberal, esse capitalismo selvagem protegido intra-muros pela maçonaria “brasileira” sinaliza esse esgotamento ideológico. O mundo está mudando celeremente e a maçonaria outrora sólida está se desfazendo no ar.

A necessidade do resgate da verdadeira maçonaria não é apenas um desejo do patriota povo

maçônico brasileiro, é sim, um imperativo candente dos novos tempos que se avizinham.

É meio-dia, a hora é aberta, os demônios estão à solta!

Que oxalá nos proteja a todos, especialmente desse povo dentro de nosso povo a nos parasitar!

A lança de São Jorge ainda brilha no céu e no mar

Ogunhê!

Obrigado e que o nosso Papai do céu continue a nos iluminar nesta senda deveras pedregulhosa!

Referência bibliográfica

DERRIDA, Jacques. Salvo o nome. Campinas, SP: Papirus, 1995.

FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. 7.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

LACAN, Jacques. Os escritos técnicos de Freud. O Seminário. Livro 1. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1954.

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SANDRONI, Paulo. Novo dicionário de Economia. 7. ed. São Paulo: Ed. Best Seller, 1994.

de Economia . 7. ed. São Paulo: Ed. Best Seller, 1994. Este outdoor foi colado em

Este outdoor foi colado em várias localidades de Mato Grosso – este aqui em especial foi afixado em frente à rodoviária de Cuiabá – tudo por conta de uma certa maçonaria sionista daqui!