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Psicologia Judiciária Criminal:

Que a Ciência Penal italiana influenciou as construções jurídicas dos demais países é fato
incontestável, e juristas e cientistas sociais italianos são fontes de pesquisa e referência
para quantos se ocupam de tal ramo das Ciências Jurídicas.

Sendo ator no palco da Ciência Penal, causa imprescindível de sua existência, o


delinqüente merece especial atenção e seu estudo sob todos os aspectos é fundamental à
elaboração de políticas corretas de prevenção e repressão ao delito.

Sob o aspecto psicológico, o estudo positivo do delinqüente determinou a formação de


quatro ramos científicos para observação de sua personalidade: a Psicologia Criminal, a
Psicologia Judiciária, a Psicologia Carcerária e a Psicologia Legal.

A Psicologia Criminal ocupa-se do estudo do delinqüente como autor do delito; a


Psicologia Judiciária ocupa-se de seu comportamento como acusado de um delito; a
Psicologia Carcerária quando condenado ao cumprimento de uma pena carcerária e a
Psicologia Legal coordena noções psicológicas necessárias à avaliação e valoração de
circunstâncias pessoais (menoridade, embriagues) e factuais (atenuantes e agravantes) ao
se lhe aplicarem normas penais vigentes.

Ao estudo do delinqüente e suas reações como acusado da prática de um delito soma-se,


na disciplina da Psicologia Judiciária, o estudo dos demais atores que atuam no processo
penal que apura a prática desse delito: o Juiz, o Promotor, o Defensor, a vítima, as
testemunhas, posto que tais atores, obviamente, influenciam no seu comportamento.

Ocupando-se deste tema, ENRICO ALTAVILLA, Professor da Universidade de Nápoles e


Advogado militante, estudou em sua obra Psicologia Judiciária os atores que atuam no
palco formado pelo desenrolar do Processo Penal. É de particular interesse o capítulo
dedicado ao Juiz, onde o autor analisa, do ponto de vista do Advogado, frise-se, o perfil
psicológico do Magistrado que instrui e decide a causa.

Conclusão:

Estes os principais perfis psicológicos descritos pelo ilustre professor, com respectivas
críticas ao exagero destes traços na personalidade de cada um. Tenha-se em conta,
novamente, tratar-se da análise partida de um advogado, com toda uma bagagem de
sucessos e insucessos no foro, da qual foram retiradas as críticas mais dirigidas ao modo
de atuação,de maneira geral, do juiz criminal no exercício de sua função, que nem sempre
agrada o defensor.

O que ler a obra Psicologia Judiciária de Altavilla, na tradução do Dr. Fernando Miranda,
da Universidade de Coimbra, edição de 1946 da Livraria Acadêmica Saraiva e Cia. Editora,
São Paulo, vol. IV, reconhecerá nela termos e até trechos inteiros do erudito compêndio,
aqui utilizados. Isto porque não foi a preocupação fazer estudo novo sobre o tema, mas
tão somente divulgar entre a classe da Magistratura idéias e críticas construtivas, de
autoridade reconhecida, que por certo ajudarão na atuação de cada um no difícil mister da
judicatura criminal.
Perfil do Psicólogo que atua no sistema penitenciário
O local de trabalho é pouco adequado,O trabalho é pouco valorizado, O psicólogo dispõe
de pouca autonomia, A capacitação é pouca frente às dificuldades, A segurança é pouca no
trabalho. As técnicas psicológicas mais utilizadas no trabalho são: a Escuta Psicológica, a
Avaliação, Dinâmica de Grupo Operativo, Entrevista e acompanhamento familiar,
Psicanálise e Encaminhamento. A técnica de avaliação mais citada é a observação.
considerações importantes de serem focalizados na formação do psicólogo para trabalhar
adequadamente em presídios: aprofundar o conhecimento em valores científicos,
aprofundar conteúdos principalmente em psicologia jurídica, conhecer o sistema
penitenciário, conhecer especificamente o trabalho em presídios e conhecer o papel do
psicólogo, consideram importante gostar do que faz. a necessidade de apoio extensivo aos
funcionários e técnicos e a necessidade de encontros mensais para os psicólogos discutirem
seus projetos e suas dificuldades. A falta de condições para a atividade do psicólogo [falta
de instrumento, de teste psicológico, falta de contato com pessoas da mesma área, o
Estado não oferece condições para o trabalho do psicólogo, falta de segurança, etc]; falta
de estrutura física, a falta de valorização de seu trabalho [falta de atenção e respeito ao
profissional, pouca valorização por parte da direção, etc]; falta de capacitação, material e
de expediente; à falta de higiene e ao salário e número pequeno de psicólogos.
Necessidade de melhorar as relações sociais dentro da instituição, quer seja dos
profissionais com o apenado, quer seja entre os profissionais; a necessidade de ter apoio
da secretaria da cidadania e justiça; importante ter um maior número de psicólogos. O
principal objetivo como psicólogo que trabalha em presídio é alcançar a recuperação do
apenado, realização profissional capacitação e bem estar das sócio-educadoras. O perfil
que deve ter um psicólogo para atuar satisfatoriamente no sistema penitenciário é
psicólogo clínico com formação humanista, social e acadêmico.

Considerações Finais

A partir dos resultados da pesquisa realisada com psicólogos da penitenciária de x


penitE^nciária, pode-se destacar alguns pontos que chamaram a atenção. Trata-se de uma
atividade exercida sobretudo por mulheres. Os participantes da pesquisa em sua maioria
mostram insatisfação com o local de trabalho e também mencionaram a falta de
instrumentos para o exercício da atividade de psicólogo no contexto de sistemas
penitenciários.

Várias perguntas sobre as atividades desenvolvidas, os tipos de técnicas utilizadas e sobre


o papel do psicólogo revelam que a área da psicologia mais valorizada é a clínica, apesar
de que houve alguma referência à necessidade da psicologia jurídica, a ser focalizada no
ensino universitário e a necessidade de conhecimento do sistema penitenciário.

Como reivindicação os participantes destacam a importância dos grupos de discussão e


apoio, de capacitação, a melhora das relações dentro da instituição, a fiscalização por
parte do Conselho Regional de Psicologia das atividades do psicólogo.

De uma forma geral, os resultados apontam para a necessidade de uma formação mais
ampla do psicólogo que trabalha em presídios. Esta deve contemplar mais a psicologia
social e a psicologia do desenvolvimento, apesar do próprio psicólogo ver-se, sobretudo,
como psicólogo clínico.

Preciso saber como é a rotina de um psicólogo jurídico dentro de uma penitenciária? Quantas horas
trabalha por semana? Quais as técnicas usadas para avaliação dos presos ou funcionários da
penitenciária? Como é a relação entre psicólogo e funcionários ou psicólogo e presos? As consultas são
individuais ou em grupo? Existe algum tipo de terapia ou trabalho educacional ou terapia em grupo para a
recuperação dos presos? Qual a média salarial de um psicólogo jurídico que trabalha em penitenciárias?
Existe segurança para o psicólogo? Como fica a questão do sigilo entre psicólogo e o sistema carcerário a
respeito das confissões de presos etc? Existe possibilidade e esperança de modificação no sistema
carcerário brasileiro e reverssão de toda essa metodologia (si é que existe alguma) usada para
"recuperação" de presos? Ou seja, é possível fazer algum trabalho nas instituições para a diminuição da
criminalidade e corrupção dentro das penitenciárias por parte dos psicólogos? Como é visto o psicólogo
dessa área pela própria instituição e ou funcionérios desta?