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A AÇÃO DOS SAIS EM ARGAMASSAS

Sérgio Castello Branco NAPPI

Universidade Federal de Santa Catarina - Departamento de Arquitetura e Urbanismo.

Caixa Postal - 470 - CEP - 88040-900 - Florianópolis - S. C.

KARINE Matos

Mestranda do Curso de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade

Federal de Santa Catarina- Florianópolis - S. C.

ABSTRACT

Among damages that happen more frequently in Historical Buildings, one can mention those caused by humidity and salinity in masonry recover by plaster, which besides

causing problems of insalubrity and aesthetic to ambient, also contribute to material deterioration. Following experiments realized in Santa Cruz Fortress, referring to utilization of recuperation plasters, that try to neutralize the damages caused by humidity and salinity, the Restore Technology Laboratory - ARQ/ UFSC has developed researches

in order to develop new products. This article arms to show the results obtained in these

experiments, besides showing the performance of some kinds of plaster submitted to overload accentuated by salts, through a process of moistening and drying in stove.

1. INTRODUÇÃO

O estudo dos materiais e tecnologias construtivas mais adequadas à nossa realidade ainda

não está no nível ideal, fato agravado quando se trata de patrimônio histórico, visto que, neste caso, defronta-se, muitas vezes, com materiais e técnicas já não mais utilizados comercialmente, embora a eficácia de suas aplicações possa ser comprovada. Por sua vez também, o uso de produtos e técnicas inadequadas de conservação e restauro resultam, quase sempre, em danos ainda maiores aos edifícios históricos. A aplicação adequada de tecnologias de recuperação de alvenarias, rebocos e acabamentos de estruturas edificadas tem amplo interesse, não só para o tratamento de imóveis antigos, como para toda arquitetura contemporânea, submetida às mesmas condições do meio ambiente.

Desta forma, a sistematização e difusão destes conhecimentos, aliada à instrumentalização de instituições de pesquisa aplicada e universidades mostra-se como um caminho para atender de maneira permanente às demandas regionais.

Na tentativa de minorar estes problemas, a partir de 1995, foram iniciados estudos sobre rebocos de recuperação na Fortaleza de Santa Cruz, na ilha de Anhatomirim, cuja

construção foi executada entre 1739 e1744. Este trabalho foi realizado sob à coordenação da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, através do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, juntamente com a 11ª CR/IPHAN/SC, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis - IPUF

e a Fundação Catarinense de Cultura - FCC. Contou também, com a cooperação

internacional do Governo da Alemanha e mais especificamente do Institut für Gebäudeanalyse und Sanierungsplanung - IGS (Instituto de Análise e Planejamento de Recuperação de Edifícios), sediado em Munique.

O quartel da tropa foi o edifício selecionado na Fortaleza para o desenvolvimento da

pesquisa. Esta escolha se deu em função dos vários problemas evidentes de salinidade e

umidade presentes na construção, bem como ao fato do imóvel estar sem uso definido e, portanto, disponível para observação por um período relativamente longo - aproximadamente três anos - condição necessária para definição do objeto de pesquisa.

Foram testados, então, três tipos de rebocos estrangeiros e quatro brasileiros. Entre os estrangeiros, dois eram alemães e um holandês. Um dos brasileiros foi especialmente fabricado para a pesquisa por uma industria do setor, enquanto outros dois eram à base de cimento, cal e areia e, um último, confeccionado à base de cal e areia. A pesquisa teve a duração de três anos com análises sistemáticas a cada seis meses, aproximadamente. Estas análises compreendiam as verificações dos teores de sais e umidade dos rebocos aplicados, bem como verificação de seu comportamento físico: coloração, fissuramento, permeabilidade, resistência, etc. A cada período de testes era avaliado o desenvolvimento da pesquisa em conjunto com as entidades envolvidas, onde se discutia os resultados obtidos e definição dos procedimentos subsequentes.

No processo final de avaliação, os técnicos envolvidos foram divididos em três grupos (estrangeiros, gaúchos e catarinenses), que após considerarem: presença de pequenas fissuras, manchas na superfície, eflorescência salina, presença de microorganismos, resistência a abrasão, falta de aderência, aspecto visual e sinais de umidade, classificaram como melhor desempenho a argamassa procedência estrangeira, de nacionalidade holandesa.

2. EXPERIMENTOS

A partir desta experiência e da necessidade de um maior conhecimento na área de

restauração, em função de alterações curriculares no curso de Arquitetura e Urbanismo, com uma disciplina referente a Técnicas Retrospectivas foi criado em 1998, o Laboratório

de Tecnologia do Restauro, cujo objetivo, dentre outros, é de pesquisar novos materiais

para serem aplicados nesta área específica.

Dentre os trabalhos realizados, serão aqui expostos, apenas três experimentos ali executados. O primeiro deles refere-se ao desenvolvimento e avaliação de uma argamassa para reboco de recuperação, baseado nos testes de Fortaleza de Santa Cruz, em Anhatomirim e numa indicação dos componentes deste tipo de material fornecido pelos técnicos do IGS. Os dois outros estão relacionados com os danos provocados por sais higroscópicos em argamassas à base de cimento, cal e areia e somente de cal e areia.

2.1 Nova Argamassa

Inicialmente confeccionou-se, num período aproximado de 6 meses, 54 corpos de prova com 10 diferentes traços, onde se buscou avaliar a influência de determinados elementos no comportamento da argamassa. Com base nas observações efetuadas e em recomendações da composição do próprio IGS (aglomerante, carga, inertes, agregados leves, aditivos, hidrofugantes e incorporador de ar), formulou-se uma argamassa que tivesse características de um reboco de recuperação. Após determinados ensaios laboratoriais, esta argamassa foi comparada com as argamassas tradicionais e com o reboco que obteve melhor desempenho nos estudos de Anhatomirim.

Os testes foram iniciados a partir da confecção de 5 tipos diferentes de argamassas. A primeira delas, à base de cal hidratada e areia fina, no traço 1:3, em peso. Outra de cimento Portland, cal hidratada e areia fina, no traço, em peso, 1:2:8 . Uma terceira, pré-misturada, produzida na Holanda, de composição desconhecida e utilizada como emboço em Anhatomirim. Mais uma, a qual obteve o melhor desempenho entre os rebocos aplicados também naquela ilha e, finalmente, aquela formulada no Laboratório de Tecnologia de Restauro.

Para cada tipo de argamassa foram confeccionados três corpos de prova, exceto para argamassa de emboço que foram apenas dois. Decorridos 45 dias, as amostras foram depositadas em dois recipientes por um período de 24 horas. Um deles contendo água salgada (duas amostras de cada tipo de reboco) num nível aproximado de 1 cm, em relação ao fundo do recipiente. O sais dissolvidos nesta água eram cloreto de cálcio, sulfato de cálcio e nitrato de cálcio, em concentrações recomendadas pela WTA - Wissenschaftich - Technische Arbeitsgemeinschaft für Bauwerkserhaltung und Denkmalpflege E. V. - Sistema de Rebocos de Recuperação - Caderno de Recomendações 2-2-91, item 5.3.9 - Resistência ao sais dos Rebocos de Recuperação. Os valores eram de 12 g de NaCl, 24g de NaSO4 e 60 g de CaNO3, para cada litro de água. O outro recipiente, continha água potável (uma amostra de cada tipo de reboco).

A Tabela 1, a seguir, discrimina a relação dos Corpos de Prova (C. P.), bem como a sua denominação, as características da água utilizada e onde deve ser aplicado o material no edifício.

Tabela 1 - Discriminação dos Corpos de Prova

N° do C. P.

Denominação

Composição

Imersão

Aplicação

01

cal

cal e areia

água potável

reboco

06

- 07

cal

cal e areia

água com sais

reboco

02

comum

cimento, cal e areia

água potável

reboco

08

- 09

comum

cimento, cal e areia

água com sais

reboco

03

rebestr

desconhecida

água potável

reboco

10

- 11

rebestr

desconhecida

água com sais

reboco

04

embestr

desconhecida

água potável

emboço

 

12

embestr

desconhecida

água com sais

emboço

05

rebarq

cim/cal/areia/aditivos

água potável

reboco

13

- 14

rebarq

cim/cal/areia/aditivos

água com sais

reboco

Após este período, os corpos de prova eram secados externamente e pesados, colocados em estufa à 100 °C, também por um período de 24 horas. Terminado o referido período, novamente os corpos de prova eram pesados, completando-se, assim, um ciclo.

Obtido os pesos de todos os corpos de prova em cada um dos 10 ciclos efetuados, e deduzindo-se os aumentos dos submetidos à água salgada, daqueles em água potável, obteve-se, de modo simplificado, os percentuais de sais em cada um dos corpos. Neste caso está se supondo que o incremento de peso dos corpos de prova em água potável seja

proveniente da hidratação dos compostos do cimento e da carbonatação do hidróxido de cálcio da cal. Estes valores estão representados no Gráfico 1, ressaltando-se que os valores apresentados, sempre são a média dos dois corpos de prova de cada tipo de argamassa.

16 14 12 10 8 6 4 2 0 Ciclo 1 Ciclo 2 Ciclo 3
16
14
12
10
8
6
4
2
0
Ciclo 1
Ciclo 2
Ciclo 3
Ciclo 4
Ciclo 5
Ciclo 6
Ciclo 7
Ciclo 8
Ciclo 9
Ciclo 10

calcomum rebestr embestr recarq

comumcal rebestr embestr recarq

rebestrcal comum embestr recarq

embestrcal comum rebestr recarq

recarqcal comum rebestr embestr

Gráfico1 - Evolução dos aumentos percentuais do peso seco dos corpos de prova à base de cal, após uma sobrecarga de sais higroscópicos.

Em termos numéricos, a Tabela 2, mostrada a seguir, apresenta os valores finais obtidos nos testes. Salienta-se que estes valores referem-se ao décimo ciclo, embora alguns corpos de prova não pudessem ser avaliados no final do experimento, devido à desagregação proporcionada pelo próprio sal.

Tabela 2 - Quantidade de sal absorvida pelos corpos de prova

Ciclo - 10

Aumento peso úmido

Aumento peso seco

Quantidade de sal

(%)

(%)

 

(%)

 
 

sem sal

com sal

sem sal

 

com sal

peso úmido

peso seco

cal

14.65

16.60 (1)

0.45

 

3.37

(1)

1,95 (1)

 

2.92

(1)

comum

17.28

21.23

0.60

 

8.86

(2)

3.95

 

8.26

(2)

recestr

2.24

3.56

0.35

 

0.78

1.32

 

0.43

embestr

34.27

42.49

1.25

 

15.60

8.22

 

14.35

recarq

1.59

2.06

0.38

 

0.59

0.47

 

0.21

(1) valor no ciclo 8

(2) valor no ciclo 9

A Fotografia 1 mostra a aparência dos corpos de prova após os dez ciclos de umidificação e secagem, onde podem ser verificados os danos provocados nos corpos de prova 06 e 07, 08 e 09, compostos de cal hidratada e areia fina e cimento, cal hidratada e areia fina, respectivamente (as mais utilizados no país), embora os níveis de contaminação estejam elevados. Nos demais corpos de prova, não houve alterações significativas. Deve ser destacado que o corpo de prova 12 (emboço estrangeiro) apesar de uma sobrecarga altíssima de sais (14,35%) não apresenta qualquer alteração. Também, salienta-se o bom desempenho da argamassa confeccionada pelo laboratório, igualando-se à estrangeira.

Fotografia 1 - Corpos de prova de composição diferentes submetidos a sobrecarga conjunta de sais,

Fotografia 1 - Corpos de prova de composição diferentes submetidos a sobrecarga conjunta de sais, após 8 ciclos de umidificação e secagem.

Após concluído este processo os corpos de prova ficaram depositados num mostruário com laterais de vidro contendo aberturas a fim de que pudessem ser observados continuamente. Decorridos mais 2 anos da avaliação, o processo de desagregação ainda continua, em razão da variação da umidade relativa do ar e do aumento da temperatura. conforme pode ser visualizado na Fotografia 2. Destaca-se o intenso processo de desagregação da argamassa de emboço estrangeiro, que na época dos testes mostrava-se intacta. Também a integridade dos rebocos estrangeiros e do laboratório de Restauro.

dos rebocos estrangeiros e do laboratório de Restauro. Fotografia 2 - Continuação do processo de desagregação

Fotografia 2 - Continuação do processo de desagregação de alguns corpos de prova.

2.2 Argamassa à base de cimento, cal e areia submetida à sobrecarga separada de cloreto, sulfato e nitrato distintamente

Outro experimento realizado foi a verificação dos danos causados pelos diferentes sais em argamassas à base de cimento, cal e areia. Para tanto, misturou-se os materiais necessários no traço 1:2:8, em peso, de cimento Portland, cal hidratada e areia cujos grãos tinham o diâmetro inferior a 0, 6 mm, confeccionando-se 9 corpos de prova.

Após o período de cura superior a 30 dias, todos os corpos formam pesados e, posteriormente, submetidos, cada conjunto de 3 corpos, ao processo de absorção d’água por capilaridade, contendo sais de cloreto, nitrato e sulfato, todos de sódio, com 1 % de concentração, por um período aproximado de 12 horas. Após este processo, os corpos foram secados superficialmente, pesados e colocados na estufa, à 100 °C, também por

4 Ciclo

6 Ciclo

5 Ciclo

3 Ciclo

8 Cicl

9

2 Ciclo

7 Ciclo

1 Ciclo

Ciclo Ciclo

igual período de 12 horas. Ao final deste tempo, novamente os corpos foram pesados, completando-se assim, o ciclo 1.

A

Tabela 3 mostra os resultados obtidos em valores percentuais médios entre os 3 corpos

de

prova, após 10 ciclos. Salienta-se que após o quarto ciclo o corpo que estava submetido

a água com sulfato não pode mais ser avaliado em função da sua desagregação.

Tabelas 3 - Evolução dos aumentos percentuais de pesos, secos e úmidos, dos corpos de prova com cimento, após uma sobrecarga de sais higroscópicos.

Sais

Variação do peso seco

Variação do peso úmido

Ciclos

Cloreto

Nitrato

Sulfato

Cloreto

Nitrato

Sulfato

Ciclo 1

0,26

0,25

0,32

22,43

22,38

22,52

Ciclo 2

0,80

0,79

0,92

22,62

22,63

22,99

Ciclo 3

1,44

1,39

1,64

22,76

22,43

24,07

Ciclo 4

2,31

1,99

2,32

23,02

23,02

26,81

Ciclo 5

2,90

2,60

 

* 23,43

23,54

*

Ciclo 6

3,77

2,90

 

* 23,91

24,13

*

Ciclo 7

4,08

3,45

 

* 24,99

24,53

*

Ciclo 8

4,18

3,74

 

* 24,56

25,00

*

Ciclo 9

5,21

4,59

 

* 24,83

25,58

*

Ciclo 10

6,16

4,74

 

* 25,10

26,03

*

*A desagregação não mais permitiu uma avaliação correta do peso do corpo de prova

O Gráfico 2 traduz a evolução do incremento de sal (estes valores incluem a aumento de

peso devido a hidratação do cimento e carbonatação da cal). A Fotografia 3 apresenta o aspecto dos 9 corpos de prova no segundo ciclo, enquanto a Fotografia 4 traz a aparência do corpo que mais degradou-se (água com sulfato)

8 6 4 2 0 % massa
8
6
4
2
0
% massa

CloretoNitrato Sulfato

NitratoCloreto Sulfato

SulfatoCloreto Nitrato

.

Gráfico 2 - Evolução dos aumentos percentuais do peso seco dos corpos de prova à base de cimento, cal e areia, após uma sobrecarga de sais higroscópicos.

Fotografia 3 - Visão geral dos corpos de prova à base de cimento, cal hidratada

Fotografia 3 - Visão geral dos corpos de prova à base de cimento, cal hidratada e areia, após uma sobrecarga de sais higroscópicos

e areia, após uma sobrecarga de sais higroscópicos Fotografia 4 - Deterioração do corpo de prova

Fotografia 4 - Deterioração do corpo de prova à base de cimento, cal hidratada e areia degradada pelo sulfato, após o quarto ciclo.

2.3 Argamassa à base de cal hidratada e areia submetida à sobrecarga separada de cloreto, sulfato e nitrato distintamente

Continuando o estudo de degradação de argamassas pelos sais, foi verificado dos danos causados pelos diferentes sais em argamassas à base de cal e areia. Para tanto, misturou-se os materiais necessários num traço 1:3, em peso, de cal hidratada e areia cujos grãos tinham o diâmetro inferior a 0, 6 mm, confeccionando-se 5 corpos de prova.

Após 31 dias, todos os corpos formam pesados e, posteriormente, submetidos a um processo de absorção d’água, por capilaridade, contendo sais de cloreto, nitrato e sulfato, todos de sódio, com 1 % de concentração, por um período aproximado de 12 horas. Após este processo, os corpos foram secados externamente, novamente pesados e colocados na estufa, a 100 °C, também por igual período de 12 horas. Ao final deste tempo, os corpos foram pesados, completando-se assim, um ciclo.

4 Ciclo

6 Ciclo

5 Ciclo

3 Ciclo

8 Cicl

9

2 Ciclo

7 Ciclo

1 Ciclo

Ciclo Ciclo

A Tabela 4 mostra os resultados obtidos em valores percentuais médios entre os corpos de

prova, após 10 ciclos. Salienta-se que após o sétimo ciclo o corpo que estava submetido à

águas sulfatadas não pode mais ser avaliado, em função do seu estado de desagregação.

Tabelas 4 - Evolução dos aumentos percentuais de pesos, secos e úmidos, dos corpos de prova à base de cal, após uma sobrecarga de sais higroscópicos.

Sais

Variação do peso seco

Variação do peso úmido

Ciclos

Cloreto

Nitrato

Sulfato

Cloreto

Nitrato

Sulfato

Ciclo 1

0,63

0,63

0,59

13,64

13,49

13,54

Ciclo 2

0,44

0,47

0,41

14,18

14,18

14,04

Ciclo 3

0,89

0,89

0,82

14,60

14,60

14,43

Ciclo 4

1,30

1,30

1,23

15,01

15,01

14,89

Ciclo 5

1,68

1,66

1,60

15,60

15,60

16,12

Ciclo 6

2,07

2,05

2,01

15,43

15,40

16,45

Ciclo 7

2,31

2,37

2,35

16,43

16,47

*

Ciclo 8

2,74

2,79

 

* 17,52

17,63

*

Ciclo 9

3,05

3,28

 

* 17,76

18,13

*

Ciclo 10

3,37

3,44

 

* 18,77

19,31

*

* A desagregação não mais permitiu uma avaliação correta do peso do corpo de prova.

O Gráfico 3 mostra a evolução do incremento de sal (estes valores incluem o aumento de

peso devido a carbonatação da cal). A Fotografia 5 apresenta o aspecto dos 5 corpos de prova, enquanto a Fotografia 6 traz a aparência do corpo submetido à absorção d’água com sulfato, por capilaridade, no sétimo ciclo.

4 3 2 1 0 % massa
4
3
2
1
0
% massa

CloretoNitrato Sulfato

NitratoCloreto Sulfato

SulfatoCloreto Nitrato

Gr áfico 3 Evolução dos aumentos percentuais do peso seco dos corpos de prova à base de cal, após uma sobrecarga de sais higroscópicos.

Fotografia 5 - Visão geral dos corpos de prova à base de cal e areia,

Fotografia 5 - Visão geral dos corpos de prova à base de cal e areia, após uma sobrecarga de sais higroscópicos.

cal e areia, após uma sobrecarga de sais higroscópicos. Fotografia 6 - Deterioração do corpo de

Fotografia 6 - Deterioração do corpo de prova à base de cal e areia pelas águas sulfatadas.

3. CONCLUSÃO

Conforme foi demonstrado, não se pode desconsiderar numa restauração de edifícios históricos ou até mesmo em edificações contemporâneas a presença de sais higroscópicos nas alvejarias e rebocos. Num nível acima do tolerado, os danos serão prejudiciais à aparência da edificação, necessitando, portanto, de rebocos específicos para o combate desta anomalia.

Infelizmente não se tem dado muita importância para esta situação, proporcionando sucessivos reparos em determinados edifícios, com custos adicionais significativos, absorvidos por toda a sociedade, além do próprio descrédito que atinge os profissionais.

Cabe finalmente, relembrar que estas argamassas, utilizadas em rebocos devem ser complementadas por tintas específicas (minerais) que não prejudiquem o seu funcionamento, proporcionando também uma evaporação eficaz da umidade presente no interior do substrato.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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