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CURSO DE DIREITO DISCIPLINA: ECONOMIA POLÍTICA Prof. Flávio Ribas Tebchirani

CURSO DE DIREITO

DISCIPLINA: ECONOMIA POLÍTICA

Prof. Flávio Ribas Tebchirani

EMENTA

Aspectos da evolução da ciência econômica e das diversas escolas de

pensamento.

Economia e Direito: visão interdisciplinar.

Funcionamento e características de uma economia de mercado: o processo

de formação de preços, o comportamento dos consumidores e das firmas;

estruturas e regulamentação dos mercados.

Medidas da atividade econômica nacional; mercados de bens, de trabalho,

câmbio e de capitais; determinação do nível de atividade e de emprego.

Política monetária; moeda e sistema financeiro.

Setor público: funções, orçamento e política fiscal.

Livre comércio internacional, protecionismo e integração econômica.

Câmbio e balanço de pagamentos.

Crescimento e desenvolvimento: indicadores e fontes do crescimento.

OBJETIVOS

Refletir sobre a realidade econômica em seu contexto político, social e jurídico, considerados os diversos pressupostos ideológicos.

Compreender a lógica do funcionamento da economia, a determinação do nível de emprego e da atividade econômica e o papel do Estado na regulação e na coordenação do sistema.

Entender

o

papel

do

comércio

internacional e do fluxo

internacional de capitais na ordem econômica mundial e seus reflexos no cenário interno.

Refletir criticamente sobre a realidade nacional.

Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

3

1 EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

1.1

Perspectiva clássica liberal

1.2

Perspectiva marxista

1.3

Marginalismo neo-clássico

1.4

Revolução Keynesiana

1.5

Contra revolução monetarista

2 FUNDAMENTOS

 

2.1

A Natureza dos Problemas Econômicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

2.2

Estrutura e Funcionamento do Sistemas Econômico

(1)

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3 TEORIA DOS MERCADOS

3.1

Pressupostos

3.2

Oferta, Demanda e Equilíbrio de Mercado

3.3

Produção e Custos

3.4

Estruturas de Mercado

4 REGULAÇÃO

4.1

Normas Jurídicas e Mercado

4.2

Instituições da Política Econômica

4

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

(2)

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5 MACROECONOMIA E POLÍTICA ECONÔMICA

5.1 Metas e Instrumentos de Política Econômica

5.2

Contas Nacionais e Indicadores

5.3

Atualização de Valores

5.4

Determinação da Renda e do Emprego

5.5

Setor Público

5.5.1

Funções Econômicas

5.5.2 Política Fiscal

5.5.3

Orçamento Público

6.5

Aspectos Monetários

6.5.1 Moeda e Meios de Pagamento

6.5.2 Política monetária

6.5.3 Sistema Financeiro

6 SETOR EXTERNO

6.1 Fundamentos do Comércio Internacional

6.2 Contabilidade das Transações Externas

6.3 Regimes Cambiais

6.4 Mercado de Câmbio

7 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

7.1 Indicadores

7.2 Fontes do Crescimento Econômico

7.3 Perspectivas e Desafios

5

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

EQUIPE DE PROFESSORES DA USP (2003). Manual de Economia. S. Paulo: Saraiva, 4 ed.

MANKIW, N. Gregory (2001). Introdução à Economia - Princípios de Micro e Macroeconomia. 2 ed. Rio de

Janeiro: Campus.

O’SULLIVAN, Arthur, SHEFFRIN, Steve M. (2000). Princípios de Economia. Rio de Janeiro: LTC Livros

Técnicos e Científicos.

NUSDEO, Fábio (2001). Curso de Economia. S. Paulo: ed. Revista dos Tribunais.

PINHEIRO, Armando Castelar e SADDI, Jairo (2005). Direito, Economia e Mercados. Rio: Campus Elsevier.

TEBCHIRANI, F. R. (2006). Princípios de Economia Micro e Macro. Curitiba: Ibpex.

VASCONCELLOS, Marco Antonio S. e GARCIA, Manuel E. (2008) Fundamentos de Economia. São Paulo:

Saraiva, 3 a ed.

ZYLBERSZTAJN, Décio e STAJN, Rachel, Org. (2005). Direito e Economia Análise Econômica do Direito e

das Organizações. Rio: Campus Elsevier.

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CARDIM DE CARVALHO, Fernando J. et al. (2001). Economia Monetária e Financeira

Teoria e Política. Rio: Campus.

CARVALHO, Maria Auxiliadora, SILVA, César Roberto Leite da (2000). Economia

Internacional. S. Paulo: Saraiva.

COSTA, Fernando Nogueira da (2000). Economia em 10 lições. S. Paulo: Makron.

FUSFELD, Daniel R. (2001). A era do economista. S. Paulo: Saraiva.

KRUGMAN, Paul e WELLS, Rolbin (2007). Introdução à Economia. Rio de Janeiro:

Elsevier.

NUNES, António José Avelãs (2007). Uma Introdução à Economia Política. São Paulo

Quartier Latin.

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ATENÇÃO

Este conjunto de slides constitui material de apoio a ser utilizado nas aulas de

Economia Política e não deve representar a única referência para estudo do

conteúdo da disciplina.

Para estudo utilize a bibliografia sugerida e outras obras existentes na biblioteca

da Faculdade.

Recomenda-se também a permanente observação das questões econômicas do

cotidiano com apoio no conteúdo das aulas.

1 EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Compreender a sociedade em que vivemos;

Propor melhorias;

Justificar o critério pelo qual a melhoria é julgada.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Na Antiguidade, os temas econômicos integravam-se em

diferentes discursos relativos à moral, à política ou ao direito,

longe de configurar uma ciência autônoma.

Os problemas econômicos obedeciam perspectiva ética normativa;

A ideologia dominante considerava o homem um ser de natureza

transcendente orientado para destino extraterrestre;

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

MERCANTILISMO (Séc. XVI até meados do séc. XVIII)

Finais do séc. XV: grandes navegações, novas rotas marítimas, acumulação

de riqueza

Ideal medieval (desprendimento) x atividade econômica orientada para

satisfação das necessidades individuais e o enriquecimento individual

Legitimação filosófica religiosa pela Reforma

Séc. XVI e XVII: Consolidação dos estados nacionais e de suas instituições

na Europa

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO Mercantilismo

Nacionalismo, auto-suficiência e busca do poder nacional

Visão guerreira do comércio e pacto colonial

Acumulação de metais preciosos, protecionismo e excedentes

comerciais

Poderosa e constante intervenção estatal na economia

Caráter pré-analítico da literatura existente

Nova concepção da sociedade e do estado: unificação do mercado

nacional, laicização

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

FISIOCRACIA (Séc. XVIII)

Oposição à regulamentação das atividades econômicas

A terra como única fonte de riqueza

Contexto da ideologia liberal: propriedade, liberdade, igualdade

Necessidades físicas para a subsistência estabelecem a necessidade da

sociedade

Leis constitutivas das sociedades são leis naturais absolutas e imutáveis

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Com o advento do capitalismo e com as revoluções burguesas, veio a termo

o estatuto da servidão, passando a vigorar que todos os indivíduos,

inclusive trabalhadores, são SERES LIVRES, SUJEITO DE DIREITOS E DE

DEVERES;

Os trabalhadores passam a dispor livremente de sua força de trabalho e o

capitalista adquire os meios de produção, desencadeando o processo

produtivo com o objetivo de obter lucros e de transformar uma parte deles (o

excedente) em meios de produção adicionais;

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

A sociedade é agora concebida como um sistema, conjunto de relações

sociais reguladas por leis próprias (naturais e independentes da

vontade dos governos e sujeitas à investigação científica);

Abandona-se a concepção religiosa do mundo, da vida e das relações

sociais, substituindo-a pelo conceito de ordem natural, proclamando

um mundo de harmonia e de justiça governado por leis naturais

rigorosas.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

CLÁSSICOS LIBERAIS:

Leis naturais derivadas na natureza humana e que

asseguram o EQUILÍBRIO da vida econômica.

Adam Smith, 1723-1790 (An inquiry into the nature and causes of the wealth os nations,

1776)

a mão invisível, laissez-faire, especialização e produtividade

David Ricardo, 1772-1823

vantagens comparativas e comércio internacional

John Stuart Mill, 1806-1873

síntese das vantagens de uma economia de mercado

Jean Baptiste Say, 1767-1832

lei de Say: a oferta cria sua própria demanda

Thomas Robert Malthus , 1776-1836

questões populacionais

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

SOCIALISMO CLÁSSICO: Karl Marx, 1818-1883

O caráter eminentemente social do homem, com rejeição da concepção mecanicista

Sucessão de sistemas econômicos e sociais, historicamente localizados

A ordem capitalista é uma fase transitória e não a forma definitiva de ordenamento

institucional

A luta de classes é o motor do processo histórico (burguesia x proletariado)

Lei fundamental: a produção visa a valorização do capital através da apropriação da

mais-valia (diferença entre o valor criado pelo exercício do trabalho e o salário como

expressão monetária)

Contradição fundamental: o caráter social da produção e a propriedade privada dos

meios de produção

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO Socialismo Clássico

Novas idéias

Valor-trabalho: o que determina o valor de uma mercadoria é o trabalho socialmente

necessário p/produzir

O progresso tecnológico determina o surgimento de um exército industrial de reserva

Os princípios, as leis que explicam a formação do salário são leis históricas e não

naturais

Tendência de declínio da taxa de lucratividade gerando o colapso do capitalismo (crises

de sobreprodução).

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

NEOCLÁSSICOS - MARGINALISMO (A ORTODOXIA LIBERAL) 1870

Carl Menger, William Stanley Jevons, Léon Walras (entre 1871-1874)

Friedrich Hayek, Vilfredo Pareto, Alfred Marshall, Lionel Robbins e outros

A teoria subjetiva do valor, solução do dilema do valor “os fatores que determinam o valor de um bem são a sua raridade e a intensidade da necessidade que ele satisfaz”.

A análise desloca-se da produção e do custo para a PROCURA (UTILIDADE): O CONSUMO E NÃO A ACUMULAÇÃO É O PRINCIPAL FATOR IMPULSIONADOR DA ECONOMIA.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO LIBERALISMO

Nova técnica de análise: aplicação do cálculo diferencial (marginal), que se ocupa de pequenas variações.

Nova orientação quanto à estrutura da ciência econômica: a importância dos preços relativos e do comportamento de compradores e vendedores, agentes econômicos isolados.

O equilíbrio é alcançado no quadro de um sistema que se ajusta e regula automaticamente.

O mercado é o mecanismo mais eficiente para alocar recursos e o sistema de preços é o critério de avaliação.

O capitalismo é o “fim da história”, o único sistema racional possível.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

REVOLUÇÃO KEYNESIANA: John Maynard Keynes (1883-1946)

1936: Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda

A Grande Depressão: situações de desequilíbrio e de crise são inerentes às

economias capitalistas

Rejeição à Lei de Say e do mito do pleno emprego

Se a demanda efetiva não for suficiente haverá desemprego involuntário

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

J. M. KEYNES

A necessidade de intervenção mais ampla e coordenada do Estado: emprego e

eqüidade

A necessidade de a política econômica adotar perspectiva de curto prazo

A racionalidade do homo oeconomicus não é suficiente para a compreensão do

capitalismo, o que exige a análise das instituições sociais e políticas,

expressão das forças econômicas em presença

O Estado do Bem-Estar no pós-Guerra (Welfare State)

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO MONETARISMO

CONTRA REVOLUÇÃO MONETARISTA

Milton Friedman

Anos 1970: Alta dos preços e taxas decrescentes/nulas de crescimento da produção

(estagflação)

1971: Rompimento unilateral da conversibilidade do dólar norte-americano (US$)

Adoção do sistema de taxas de câmbio flutuantes

Concepção da inutilidade da política econômica, cabendo ao Estado somente a garantia

da liberdade individual que levaria igualdade de oportunidade para todos

A inflação surge como o inimigo n° 1 e o desemprego deixa de constar das

preocupações das autoridades econômicas (sem inflação a situação se encaminharia

automaticamente para o pleno-emprego)

EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA ECONÔMICA

A rápida evolução da Ciência Econômica está ligada aos conflitos ideológicos.

A Ciência Econômica está em constante mutação e é produto de grandes

debates ideológicos a respeito da maneira como a sociedade humana deve se

organizar.

As divergências surgem no campo das aplicações da teoria, das políticas

adequadas para cada circunstância e a respeito da importância relativa de

certos fatores em situações específicas.

EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA ECONÔMICA

Como qualquer outra teoria, a teoria econômica precisa ser coerente com as

crenças e preocupações da população e oferecer benefícios concretos.

Os economistas não podem escapar do tempo em que vivem: as idéias

econômicas são um produto do seu próprio tempo e lugar e não podem ser

tidas como coisas distintas do mundo que interpretamos(J. K. Galbraith)

QUESTÃO PARA REVISÃO

Quais as diferenças ideológicas entre liberais, marxistas,

keynesianos e monetaristas?

CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS ECONÔMICOS

Economias centralmente planificadas: maior eqüidade

Economias de mercado: maior eficiência

Riscos e incertezas são inevitáveis

Existem

imperfeições

do

sistema

imperfeita, poder de mercado)

(externalidades,

informação

Direitos de propriedade representam poderoso incentivo

O ambiente competitivo favorece o avanço de inovações

Sistemas mistos

ORDENAMENTO INSTITUCIONAL

ECONOMIAS CENTRALMENTE PLANIFICADAS

SISTEMAS MISTOS

CAPITALISMO

CLÁSSICO-LIBERAL

Decisões centralizadas

Propriedade coletiva e

socializada dos meios de produção

Estado do Bem-estar

(Welfare State)

Leis universais derivadas domeios de produção Estado do Bem-estar ( Welfare State ) comportamento humano Decisões descentralizadas Propriedade

comportamento humano

Decisões descentralizadasState ) Leis universais derivadas do comportamento humano Propriedade privada dos meios de produção •

Propriedade privada dos meios de produçãoderivadas do comportamento humano Decisões descentralizadas • Eliminação da propriedade privada (luta de classes)

Eliminação da propriedade privada (luta de classes)

Movimento histórico

Conjugação do mercado com maior atuação da política econômica

Preocupação com instabilidades

Livre manifestação das forças do mercado

Tendência ao equilíbrio

Eqüidade

Políticas de demanda e de crédito

Treinamento e recolocação da mão de obra

Impostos progressivos

Ampla oferta de serviços

públicos

Eficiência

2 FUNDAMENTOS

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DE QUE TRATA A ECONOMIA ?

Estudo das escolhas em ambiente de escassez, isto é, a análise da melhor forma de gerenciar recursos escassos;

A ciência econômica é instrumento para diagnóstico da realidade ,

enquanto a política econômica propõe terapêutica para atingir o objetivo determinado.

RECURSOS X NECESSIDADES? O QUE PRODUZIR? COMO PRODUZIR? PARA QUEM PRODUZIR?
RECURSOS X NECESSIDADES?
O QUE PRODUZIR?
COMO PRODUZIR?
PARA QUEM PRODUZIR?

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

Pessoas enfrentam trade-offs (a inevitabilidade da escolha entre alternativas).

Por exemplo: eficiência x eqüidade

CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS ECONÔMICOS

Equidade

Trade off França Inglaterra Estados Unidos Brasil
Trade off
França
Inglaterra
Estados Unidos
Brasil

Eficiência

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

O custo de alguma coisa é o que desistimos para obtê-la

(custo-de-oportunidade).

Qual o custo do curso de Direito que você está fazendo?

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

Pessoas racionais pensam na margem (ajustes incrementais)

Quanto fazer de algo ?

Decisões deste tipo envolvem

um trade off na margem: comparar custos e

benefícios das alternativas disponíveis.

Depois de quantos quilômetros devo revisar o automóvel?

Quantos empregados devo contratar?

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

Pessoas respondem a incentivos.

Qual a razão de estudar Direito na Faculdade União?

Incentivos representam benefícios/custos que motivam as decisões

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

O comércio pode melhorar a situação de todos.

O comércio favorece a especialização no que se faz melhor, permitindo maior

variedade de bens e serviços.

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

Os mercados são, em geral, boa forma de organizar a economia.

Coordenar decisões através do sistema de preços.

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS

Os governos podem, às vezes, melhorar os resultados do mercado.

Promover a eficiência ou a eqüidade

ECONOMIA - CONCEITO

Economia é uma ciência social que estuda a atividade produtiva, focalizando a aplicação de

recursos materiais escassos para a produção de bens e serviços.

Método Indutivo

Observação do fenômeno, coleta de dados, análise, formulação de hipóteses,

construção de modelos, observação e crítica

Método dedutivo

Construção de modelos e verificação da aplicabilidade aos fenômenos

Literal:

Estatística :

Matemática:

LINGUAGEM

Quantidades compradas dependem do preço

PREÇOS

R$1,00

R$ 2,00

R$ 3,00

R$4,00

QUANTIDADES

COMPRADAS

20

18

15

5

Q c = f (P)

Linguagem gráfica: relações entre variáveis e modelos econômicos

PREÇO A $ 2 B $ 1 18 20
PREÇO
A
$ 2
B
$ 1
18
20

Relações lineares e relações não-lineares

QUANTIDADE

Krugman, p.35

Funcionamento simplificado de uma economia de mercado

Fluxo real (Produção) e fluxo monetário (Renda)

Bens de consumo, bens de capital e bens intermediários

Fatores de produção e sua remuneração (renda).

FAMÍLIAS

Fatores de produção e sua remuneração (renda). FAMÍLIAS RENDA ($) Trabalho: Salários Propriedade: Juros,

RENDA ($)

Trabalho: Salários Propriedade: Juros, Lucros, Aluguéis.

MERCADO DE FATORES

Capital

Trabalho

Aluguéis. MERCADO DE FATORES • Capital • Trabalho FIRMAS PRODUÇÃO Bens e serviços • Bens Consumo

FIRMAS

PRODUÇÃO

Bens e serviços

Bens Consumo Bens de Capital Bens Intermediários

Bens Consumo • Bens de Capital • Bens Intermediários DEMANDA MERCADO Bens e Serviços OFERTA Curso

DEMANDA

• Bens de Capital • Bens Intermediários DEMANDA MERCADO Bens e Serviços OFERTA Curso de Economia

MERCADO

Bens e Serviços

OFERTA

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SISTEMAS ECONÔMICOS

A economia é um conjunto de elementos (humanos e

materiais), de processos e de relações (de produção, de

distribuição, de coordenação).

Esse sistema é orientado de acordo com princípios que

asseguram coerência e estabilidade à estrutura.

ELEMENTOS DO SISTEMA ECONÔMICO CAPITALISTA

Homem econômico” (racionalidade)

Estoque de recursos produtivos (fatores de produção): capital e trabalho

Unidades consumidoras (Famílias)

Unidades produtivas (Firmas)

Instituições:

Políticas: partidos políticos, poderes (executivo, legislativo, judiciário).

Jurídicas: leis, normas, tribunais.

Sociais: associações.

Econômicas: Banco Central, Ministérios, Orçamento, Política Econômica.

ARGUMENTOS POSITIVOS E ARGUMENTOS NORMATIVOS

Economia Positiva - (Teoria econômica: “como é”)

Descrição da economia e construção de modelos que prevêem efeitos de mudanças ou impacto de diferentes políticas;

Aceitação conservadora do status quo

Economia Normativa - (Economia Política: “como deveria ser”)

Avaliação de alternativas pesando custos e benefícios;

Perspectiva crítica perante a “mainstream economics”;

Perspectiva de transformação da sociedade (talvez de natureza revolucionária);

Problematizar a questão, enunciando e mostrando o significado das principais perspectivas analíticas.

DIVISÃO DO ESTUDO DA ECONOMIA

Microeconomia (Teoria dos preços)

Estuda o comportamento de consumidores, produtores e os mercados individuais em que interagem. A FIRMA EM SEU MERCADO IMEDIATO: determinação do preço, receitas, custos etc.

Macroeconomia (Análise do ambiente nacional)

Enfoque conjuntural sobre os agregados nacionais (produção agregada, nível geral de

preços, consumo e investimento agregados, exportações, importações). Esse sistema mais

amplo envolve o impacto de decisões políticas, legais e econômicas no ambiente

econômico, sobre o qual a firma não é capaz de exercer controle.

QUESTÕES PARA REVISÃO

1. Qual o problema econômico fundamental e quais as questões levadas em consideração ao decidir como alocar os recursos disponíveis?

2. Analisando-se uma economia de mercado, observa-se que os fluxos real e monetário conjuntamente formam o fluxo circular da renda. Explique como esse sistema funciona.

3. Conceitue: bens de capital, bens de consumo, bens intermediários e fatores de produção.

4. O que caracteriza uma abordagem positiva da sociedade? E uma abordagem normativa?

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FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS

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TEORIA DOS MERCADOS

Objetivo: estudo do processo de formação dos preços em mercados individuais.

Pressupostos básicos

Coeteris paribus (efeito “puro” ou líquido de cada variável sobre a

oferta/demanda).

Predomínio do SISTEMA DE PREÇOS

preços medem a escassez

fornecem incentivos para o uso dos recursos de forma mais eficiente

representam a forma através da qual os agentes comunicam-se entre si

Racionalidade

APLICAÇÕES DA MICROECONOMIA

APLICAÇÕES DA MICROECONOMIA

DIVISÃO DO ESTUDO DA MICROECONOMIA

ANÁLISE DA DEMANDA

ANÁLISE DA OFERTA

ESTRUTURAS DE MERCADO

VALOR-TRABALHO

A teoria marxista considera que o VALOR deriva dos custos do trabalho incorporado ao bem;

O valor é formado objetivamente do lado da Oferta (Produção), derivando da relação social entre os homens (Capital x Trabalho)

Modernamente, não é possível predizer o comportamento dos

preços apenas com base nos custos de mão-de-obra.

VALOR UTILIDADE

A moderna análise da DEMANDA está alicerçada no conceito subjetivo de UTILIDADE.

UTILIDADE representa o grau de satisfação atribuída subjetivamente aos

bens e serviços.

Assim, o VALOR de um bem/serviço depende da demanda, isto é, pela

satisfação que o bem representa para o consumidor.

Subjetiva, a idéia considera que o valor nasce da relação do homem com os objetos (VISÃO UTILITARISTA), sublinhando a soberania do consumidor pilar do capitalismo.

UTILIDADE TOTAL

UTILIDADE MARGINAL

DEMANDA

Quantidade de um bem/serviço que os consumidores DESEJAM e têm condições de adquirir.

Fatores que afetam a demanda de um bem

PREÇO do bem/serviço

Variações na renda dos consumidores

Variações no preço de um bem substituto

Variação do preço de um bem complementar

Mudança de hábitos e preferências

Fatores sazonais

Mudanças na disponibilidade de crédito

Mudanças de expectativas

Interferências no mercado como tabelamentos de preços e/ou salários.

DEMANDA

Efeito renda: O caso dos bens inferiores

Deslocamentos da demanda e variações na quantidade demandada

Lei geral da demanda:

Alternativas de preço

Quantidades

demandadas

1,00

11.000

3,00

9.000

6,00

6.000

8,00

4.000

10,00

2.000

PREÇO

DEMANDA
DEMANDA
PREÇO DEMANDA EFEITO RENDA EFEITO SUBSTITUIÇÃO Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani QUANTIDADE 57

EFEITO RENDA

EFEITO SUBSTITUIÇÃO

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QUANTIDADE

57

VARIAÇÕES NA QUANTIDADE DEMANDADA E DESLOCAMENTOS DA DEMANDA

PREÇO

DEMANDA QUANTIDADE
DEMANDA
QUANTIDADE

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OFERTA

Quantidade de um bem/serviço que os produtores DESEJAM vender

em determinado período de tempo.

Fatores que afetam a oferta de um bem

PREÇO do bem/serviço

Preço dos fatores de produção (insumos)

Tecnologia empregada

Preço dos demais bens

Número de produtores

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OFERTA

Quantidade ofertada e Oferta

Deslocamentos da oferta

Lei geral da oferta:

Alternativas de preço

Quantidades

ofertadas

1,00

1.000

3,00

3.000

6,00

6.000

8,00

8.000

10,00

10.000

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60

PREÇO

OFERTA
OFERTA

QUANTIDADE

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EQUILÍBRIO DE MERCADO

Alternativas de preço

Quantidades ofertadas

Quantidades demandadas

1,00

1.000

11.000

3,00

3.000

9.000

6,00

6.000

6.000

8,00

8.000

4.000

10,00

10.000

2.000

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62

Equilíbrio de mercado 12 10 8 Preço 6 4 2 0 1000 3000 6000 8000
Equilíbrio de mercado
12
10
8
Preço
6
4
2
0
1000
3000
6000
8000
10000
Quantidades
Demanda
Oferta

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63

PREÇO

R$6,00

MERCADO

PREÇO R$6,00 MERCADO 6 Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani OFERTA DEMANDA QUANTIDADE 64

6

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OFERTA

DEMANDA

QUANTIDADE

64

PREÇO

MERCADO

PREÇO MERCADO OFERTA DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani 65

OFERTA

PREÇO MERCADO OFERTA DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani 65

DEMANDA

QUANTIDADE

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65

PREÇO

MERCADO

OFERTA

PREÇO MERCADO OFERTA DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani 66
PREÇO MERCADO OFERTA DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani 66

DEMANDA

QUANTIDADE

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66

A estrutura do modelo

As curvas de demanda e de oferta descrevem comportamentos

individuais, isto é, relações comportamentais;

O equilíbrio ocorre quando a quantidade demandada é igual à

quantidade ofertada;

É sempre possível que a economia esteja fora do equilíbrio

durante algum tempo. Isto significa que há forças de mudança

conduzindo ao equilíbrio: O MERCADO SE MOVE PARA O

EQUILÍBRIO.

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PORQUE VENDAS E COMPRAS EM UM MERCADO SE DÃO AO MESMO PREÇO?

EM QUALQUER MERCADO, ONDE COMPRADORES E

VENDEDORES ESTIVEREM PRESENTES POR ALGUM

TEMPO, COMPRAS E VENDAS TENDEM A CONVERGIR

PARA UM PREÇO UNIFORME (O PREÇO DE MERCADO).

POR QUE O PREÇO DE MERCADO CAI SE ELE ESTÁ ACIMA DO PREÇO DE EQUILÍBRIO?

PREÇO

R$8,00

4 8
4
8

OFERTA

DEMANDA

QUANTIDADE

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69

POR QUE O PREÇO DE MERCADO AUMENTA SE ELE ESTÁ ABAIXO DO PREÇO DE EQUILÍBRIO?

PREÇO

R$4,00

OFERTA DEMANDA 4 8
OFERTA
DEMANDA
4
8

QUANTIDADE

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70

O MERCADO BATE DE VOLTA

Controles de preços tomam a forma ou de um preço máximo legal (teto) ou de um preço mínimo legal (piso).

Um teto abaixo do preço de equilíbrio beneficia os compradores que

conseguem comprar, mas causa efeitos adversos previsíveis, tais como escassez persistente e ineficiências (baixa qualidade e desperdício de

recursos).

Tetos para preços geram “MERCADOS PARALELOS”, à medida que vendedores e compradores tentam contornar o controle de preços estabelecido.

ALTERNATIVAS PARA COORDENAÇÃO DAS DECISÕES ECONÔMICAS

Mercado (Decisões descentralizadas através do sistema de preços)

Regras governamentais (Coordenação centralizada)

Ordem de chegada

Tabelamentos

Verticalização (situações com ativos específicos ou custos de transação elevados)

Preços mínimos governamentais

Caso para análise

Em determinada cidade do interior existe apenas 1 médico, cuja capacidade

de atendimento é de 15 pacientes por dia. O preço da consulta é de

R$100,00;

Uma epidemia determinou o aumento de pessoas que procuram seu

consultório, aumentando a demanda por consultas para 30 pacientes/dia.

Como coordenar a situação?

1)

Aumentar o preço da consulta para R$200,00?

2)

Centralizar a coordenação do atendimento dos pacientes na

Prefeitura?

3)

Distribuir senhas no consultório do médico e atender somente os 15

primeiros clientes a cada dia?

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73

EQUILÍBRIO DE MERCADO

Analise os casos a seguir, determinando as

consequências dos deslocamentos verificados nas

quantidades e preços de equilíbrio.

1) Considerando os conceitos básicos da análise econômica, julgue se as

afirmativas a seguir são corretas:

O

pacote

recente

do governo,

que

injetou

crédito

de

R$400

milhões

destinados à compra de eletrodomésticos, deslocará nesse mercado

a) a curva de demanda para a direita;

b) a curva de oferta para a esquerda.

2) Na época da safra de frutas tropicais, seus preços normalmente sofrem quedas embora a quantidade consumida aumente. Como se

pode explicar que haja maior demanda e menores preços?

3) Trace curvas de oferta e de demanda para automóveis Gol 1.0 e indique o preço e a quantidade transacionada de equilíbrio. Suponha agora que o governo brasileiro, por força dos acordos do Mercosul, eliminou as tarifas de importação para carros similares produzidos na Argentina.

Que efeito isso poderia ter no mercado de carros Gol 1.0?

4) Como resultado de uma revolucionária inovação tecnológica, máquinas de reprodução xerográfica passaram a ser vendidas a R$100,00.

Mostre os prováveis efeitos dessa mudança

(a)

no mercado de cópias xerox;

(b)

no mercado de livros didáticos (desconsiderando o risco de infringir a lei de direitos autorais).

INTERFERÊNCIAS DO GOVERNO NO EQUILÍBRIO DE MERCADO

MODALIDADES

IMPOSTOS

SUBSÍDIOS

ESTABELECIMENTO DE CRITÉRIOS PARA REAJUSTE DE PREÇOS

FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOS

TABELAMENTOS E CONGELAMENTOS

IMPOSTOS E INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA

IMPOSTOS INDIRETOS - Incidem sobre transações econômicas

IMPOSTOS DIRETOS - Incidem sobre patrimônio e renda

IMPOSTOS ESPECÍFICOS - R$ por unidade física

IMPOSTOS “AD VALOREM” - Alíquota (%) sobre o valor da transação

O USO DA TEORIA

1) Os conceitos de demanda e oferta explicam porque determinados

profissionais ganham muito mais do que outros;

2) Mostra também porque a remuneração da mão-de-obra de baixa

qualificação

qualificados;

aumentou

menos

do

que

a

dos

trabalhadores

3) Também pode ser usada para prever a demanda por apartamentos

ou por refrigerantes daqui há 15 anos ou o que acontecerá se o

governo aumentar os impostos sobre determinado produto;

4) Pressões políticas surgem diariamente para que o governo interfira

em favor deste ou daquele grupo que foi desfavorecido pelo mercado

(aluguéis altos demais, preço do milho injustamente baixo etc.)

QUESTÕES PARA REVISÃO

1. Qual o papel dos preços relativos na análise microeconômica?

2. O estabelecimento comercial pode ser conceituado sob duas óticas: a

econômica e a jurídica. Explique cada uma delas.

3. No raciocínio econômico, qual a importância da hipótese coeteris

paribus?

4. Qual o principal campo de atuação da Teoria Microeconômica?

Questões para Revisão

5. Que diferenças há entre demanda e quantidade demandada

6. De que variáveis depende a oferta de uma mercadoria

6. De que variáveis depende a oferta de uma mercadoria 7. Por que o governo costuma
6. De que variáveis depende a oferta de uma mercadoria 7. Por que o governo costuma

7. Por que o governo costuma estabelecer preços mínimos para produtos agrícolas

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83

o governo costuma estabelecer preços mínimos para produtos agrícolas Curso de Economia - Prof. Flávio R.

PRODUÇÃO E CUSTOS DE PRODUÇÃO

Pressupostos básicos

A MAXIMIZAÇÃO DE LUCROS, como racional objetivo das firmas.

O modelo da concorrência perfeita:

Existência de muitas firmas

Produção de um bem homogêneo

Consumidores bem informados

Ausência de barreiras à entrada

PREÇO CUSTOS = MARGEM

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84

Produção

Processo de transformação de fatores (insumos ou input) em bens e serviços

de fatores (insumos ou input) em bens e serviços (TRABALHO + CAPITAL) = Q  Aplica-se

(TRABALHO + CAPITAL) = Q

Aplica-se determinada tecnologia (estado do conhecimento).

À medida que a tecnologia torna-se mais avançada, a função de produção se modifica

e a firma pode obter maior produtividade.

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85

Produção (Q) = (CAPITAL + TRABALHO)

Curto prazo e longo prazo não devem ser interpretados com rigidez.

O longo prazo refere-se ao tempo necessário para uma firma alterar a

estrutura de seus recursos (fatores), o que varia de acordo com as

circunstâncias.

No setor de serviços a falta de mão-de-obra especializada pode ser a

principal restrição ao aumento da produção.

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86

Produção = (CAPITAL + TRABALHO)

Lei dos Rendimentos Decrescentes: no curto prazo, há um nível de

produção além do qual o emprego de mais fatores variáveis (mão de

obra

com

determinado

determinada

fator

de

qualificação

produção

fixo

p/exemplo),

(a

mesma

junto

com

tecnologia,

p/exemplo), levará a uma queda na produtividade.

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87

Produção (Q) = (CAPITAL + TRABALHO)

No longo prazo, isto é, quando a estrutura de fatores é alterada, a mudança de produtividade pode assumir os seguintes aspectos:

1) Rendimentos crescentes de escala (economias de escala)

Quando o volume de produção (Q) aumenta mais rapidamente do que o

volume de recursos empregados.

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88

2) Rendimentos constantes de escala

Quando o volume de produção (Q) aumenta na mesma proporção do que

o volume de recursos empregados.

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89

3) Rendimentos decrescentes de escala (deseconomias de escala):

Quando o volume de produção (Q) aumenta com menos rapidez

do que o volume de recursos empregados.

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90

4) Rendimentos de escopo

Quando os custos de produzir dois ou mais diferentes produtos em

uma firma são menores do que se cada um fosse produzido por

firmas diferentes.

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91

DECISÕES DE PRODUÇÃO

Custo explícito x custo implícito

É essencial pensar em termos de custo-de-oportunidade, freqüentemente

muito maior do que o simples custo monetário.

CUSTO EXPLÍCITO

CUSTO IMPLÍCITO

Custo de materiais

7.000

Administração

1.000

Pessoal

1.500

TOTAL

9.500

30.000

Rendimento alternativo

do capital próprio (R$3 milhões) aplicado no mercado financeiro (1% ao mês)

30.000 Rendimento alternativo do capital próprio (R$3 milhões) aplicado no mercado financeiro (1% ao mês)

CUSTOS TOTAIS = (9.500 + 30.000) = 39.500

DECISÕES DE PRODUÇÃO

Lucro contábil x lucro econômico

RESULTADO = (RECEITA CUSTOS)

RESULTADO = (P x Q) (Cf + Cv)

RESULTADO = (Preço x Quantidade) (Custos fixos + Custos variáveis)

RESULTADO DA EMPRESA LUCRATIVA

RECEITA

40.000

CUSTOS CONTÁBEIS (Fixos e Variáveis)

(9.500)

RESULTADO CONTÁBIL (LUCRO)

30.500

RENDIMENTO ALTERNATIVO DO CAPITAL

30.000

RENDA ALTERNATIVA DO PROPRIETÁRIO

15.000

CUSTO DE OPORTUNIDADE

(45.000)

RESULTADO ECONÔMICO (PREJUÍZO)

(14.500)

CUSTOS OCULTOS - 1980

CUSTOS OCULTOS - 1980
CUSTOS OCULTOS - 1980

CUSTOS OCULTOS

CUSTOS OCULTOS CUSTO DE OPORTUNIDADE DO CAPITAL (ACIONISTAS) = 16% PERDA = 6% AO ANO EM

CUSTO DE OPORTUNIDADE DO CAPITAL (ACIONISTAS) = 16%

PERDA = 6% AO ANO

EM 5 ANOS = 30% EM 8 ANOS = 50%

DECISÕES DE PRODUÇÃO

Lucro normal x lucro extraordinário

RESULTADO ANUAL

 

RECEITA

(P x Q)

1.000.000

Menos: CUSTOS FIXOS

Cf

(100.000)

Menos: CUSTOS VARIÁVEIS

Cv

(400.000)

LUCRO CONTÁBIL

(RT CT)

500.000

Empresas em concorrência perfeita tendem a apresentar lucro econômico = zero

   

INVESTIMENTO REALIZADO

5.000.000

 

CUSTO DE OPORTUNIDADE (10%)

500.000

 

LUCRO ECONÔMICO

 

ZERO

Empresas em concorrência perfeita tendem a apresentar

lucro econômico = zero

LUCRO ECONÔMICO = ZERO

MERCADO EM CONCORRÊNCIA PERFEITA = AUSÊNCIA DE BARREIRAS À ENTRADA

LUCRO ECONÔMICO > ZERO

NOVOS PRODUTORES INGRESSAM NO MERCADO

A CURVA DA OFERTA DESLOCA

O PREÇO BAIXA

NÃO HÁ INCENTIVO PARA QUE PRODUTORES POTENCIAIS ENTREM NA

INDÚSTRIA OU QUE PRODUTORES EXISTENTES SAIAM

QUESTÕES PARA REVISÃO

1. Conceitue produto, insumos e função de produção.

2. Explique o significado da Lei dos Rendimentos Decrescentes.

3. Conceitue custo total, custo marginal e custo médio.

4. Comente a visão econômica e a visão contábil-financeira dos custos de

uma firma.

5. Como você considera

extraordinários?

o papel

da inovação e

a obtenção de lucros

ESTRUTURAS DE MERCADO

ESTRUTURAS DE MERCADO

Posicionamento competitivo da firma

Liderança de preço

Diferenciação

Foco (Liderança de custo ou diferenciação em segmento do mercado)

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100

PODER DE MERCADO E FORMAÇÃO DE PREÇOS

CONCORRÊNCIA

 

PODER DE MERCADO

 

MARGEM = PREÇO - CUSTOS

PREÇO = MARGEM + CUSTOS

 
 
 

Os preços são dados pelo mercado e a

Dados os custos, o preço é determinado

obtenção da margem de lucro depende

pela

aplicação

da

margem

de

lucro

do comportamento dos custos.

desejada.

 
PODER DE MERCADO
PODER DE MERCADO

MENOS

PODER DE MERCADO MENOS MAIS     Concorrência imperfeita   ESTRUTURAS DE MERCADO Concorrência

MAIS

PODER DE MERCADO MENOS MAIS     Concorrência imperfeita   ESTRUTURAS DE MERCADO Concorrência
   

Concorrência imperfeita

 

ESTRUTURAS DE MERCADO

Concorrência

   

Monopólio

perfeita

Concorrência

Oligopólio

 

monopolística

 
 

Mercado

     

Firmas

atomizado

Muitas

Poucas

Uma

     

Padronizado

 

Produto

Padronizado

Diferenciado

Diferenciado

Único

Controle sobre o preço

     

Considerável

Nenhum

Suave

Considerável

(*)

Condição de entrada

   

Grandes

 

Sem barreiras

Sem barreiras

barreiras

-

     

Cimento

Eletricidade

Exemplos

Grãos

Lojas de varejo

Medicamentos

Automóveis

patenteados

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(*) sujeito à regulação

102

Monopólio

A capacidade de um monopolista aumentar o preço acima do nível da concorrência perfeita é

conhecida como PODER DE MERCADO

O monopólio gera lucros maiores do que a soma de firmas competitivas individuais.

Inexistência de bens concorrentes ou substitutos = a demanda tende a ser inelástica

Aumentos do Preço = Aumento da Receita (O limite é o peso no orçamento dos consumidores)

Origem dos monopólios: barreiras que impedem a entrada de novas firmas:

economias de escala

impedem a entrada de novas firmas:  economias de escala monopólio natural  superioridade tecnológica (barreira

monopólio natural

superioridade tecnológica (barreira de curto prazo) e externalidades de rede

controle de recursos/insumos

regulamentação governamental (concessão de patentes = incentivo à inovação)

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103

OLIGOPÓLIO

Muitas indústrias são oligopólios: há poucos vendedores que competem,

mas possuem poder de mercado.

Fonte mais importante: existência de economias de escala.

Controle sobre preço (mark up).

COLUSÃO: Possibilidade de cooperação favorece a formação os

conluios/cartéis).

Há empresas-líderes que fixam o preço e empresas satélites que

seguem as regras.

Concorrência monopolística

Cada vendedor tem um produto que o consumidor considera diferente;

Várias firmas competem entre si e os produtos são substitutos próximos;

Há livre entrada e livre saída;

Diferenciação por estilo, localização, qualidade etc.

O papel das marcas e da publicidade.

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105

Estrutura do mercado de fatores

Monopsônio 1 comprador

Oligopsônio Poucos compradores

Monopólio bilateral 1 vendedor x 1 comprador

REGULAÇÃO

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107

Da Ordem

TÍTULO VII

Econômica e Financeira

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA

Art. 170. A ordem

livre

iniciativa,

tem

econômica, fundada na valorização do trabalho humano e n

por

fim

assegurar

a

todos

existência

digna,

conforme

o

ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

I - soberania nacional;

II - propriedade privada;

III - função social da propriedade;

IV - livre concorrência;

V - defesa do consumidor;

VI -

defesa

do

conforme

meio

ambiente,

inclusive

o

impacto

ambiental

dos

processos de elaboração e prestação;

mediante

produtos

tratamento

diferenciado

e

serviços

e

de

seu

VII - redução das desigualdades regionais e sociais;

VIII - busca do pleno emprego;

IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob

as leis brasileiras e que tenham

sua sede e administração no País.

Parágrafo

único.

É

assegurado

a

todos

o

livre

exercício

de

qualque

atividade

econômica,

independentemente

de

autorização

de

órgãos

públicos, salvo nos casos previstos em

lei.

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108

REGULAÇÃO

Importantes conceitos da teoria econômica estão relacionados ou dependem das normas jurídicas do país;

As normas jurídicas molduram o campo de análise da teoria econômica;

O surgimento de novas questões econômicas exige modificações no arcabouço jurídico do país;

Ultimamente o Estado se retira cada vez mais da atividade econômica e a transfere a particulares, por meio de contrato de concessões;

O Estado passa a desempenhar o papel de regulador da ordem econômica O arcabouço jurídico orienta a aplicação dos instrumentos da política econômica;

O Estado, para alcançar o seu fim último de prestação do bem-estar social, intervém na economia, amparado no Direito.

REGULAÇÃO

Organizações (jogadores) são pautadas pela eficiência.

Instituições (regras do jogo) são mecanismos criados pelo homem para

regular suas ações.

Custos das transações nas sociedades estão associados ao seu grau de

desenvolvimento e derivam da capacidade de desenhar instituições

sólidas.

DIREITO
DIREITO
seu grau de desenvolvimento e derivam da capacidade de desenhar instituições sólidas. DIREITO ECONOMIA INSTITUIÇÕES
ECONOMIA
ECONOMIA
INSTITUIÇÕES
INSTITUIÇÕES

INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS

 PARLAMENTOS FORTES E INDEPENDENTES  FORÇAS POLICIAIS HONESTAS  JUDICIÁRIO INDEPENDENTE  IMPRENSA
 PARLAMENTOS FORTES E INDEPENDENTES
 FORÇAS POLICIAIS HONESTAS
 JUDICIÁRIO INDEPENDENTE
 IMPRENSA INDEPENDENTE
 SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA [TERCEIRO SETOR: ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS, OSCIPs, ONGs]  ECONOMIA DE MERCADO 
 SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA
[TERCEIRO SETOR: ASSOCIAÇÕES,
COOPERATIVAS, OSCIPs, ONGs]
 ECONOMIA DE MERCADO
 ADEQUADA GESTÃO DA POLÍTICA
ECONÔMICA (BANCO CENTRAL E
MINISTÉRIOS)

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111

INSTITUIÇÕES DAS ECONOMIAS DE MERCADO

FALHAS DE MERCADO

OCORRÊNCIA DE

DESEMPREGO E INFLAÇÃO

NORMAS JURÍDICAS

EXTERNALIDADES (Legislação ambiental)

FALHAS DE INFORMAÇÃO (Lei 8.078/90)

PODER DE MONOPÓLIO (Lei 8.884/94)

POLÍTICA ECONÔMICA

Política fiscal

Política monetária

Política cambial

Política comercial

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112

FALHAS DE MERCADO - EXTERNALIDADES

IMPACTOS DE DETERMINADAS AÇÕES SOBRE O BEM ESTAR DAQUELES QUE NÃO

PARTICIPAM DA AÇÃO.

Os efeitos podem ser positivos ou negativos;

As externalidades podem ser resolvidas por meio de códigos morais ou

sanções sociais e regulamentação através de políticas públicas;

A legislação ambiental;

Solução capitalista: Valor monetário para a poluição - O mercado de carbono.

FALHAS DE MERCADO ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO

INFORMAÇÃO INCOMPLETA A RESPEITO DE DETERMINADO BEM OU SERVIÇO E A

TOMADA DE DECISÕES INCORRETAS.

Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990)

Normas sobre validade de produtos e segurança

Agências reguladoras

AGÊNCIAS REGULADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS

A privatização e as concessões de serviços públicos (anos 1990) criaram a necessidade de

órgãos especiais de regulação, haja vista a tendência de forte concentração nesses mercados,

bem como a necessidade de verificar o cumprimento dos contratos de concessão.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Agência Nacional do Petróleo (ANP)

Agência Nacional da Saúde (ANS)

Superintendências de Seguros Privados (Susep)

FALHAS DE MERCADO PODER DE MONOPÓLIO

A capacidade das firmas de influenciar a formação dos preços e a

necessidade de LEIS DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA.

EVOLUÇÃO DA LEGISLAÇÃO EM DEFESA DA CONCORRÊNCIA

Até 1988

Altos níveis de proteção à indústria nacional e elevada inflação.

1988 (CF, artigos 173 e 174)

Princípios básicos da atuação do Estado (proteção contra o abuso do

poder econômico)

Objetivo: tornar máximo o nível de bem-estar da sociedade.

Defesa da concorrência (Lei 8.884/94) Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência

Defesa da concorrência (Lei 8.884/94) Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência

Secretaria de Direito Econômico (SDE)

Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE)

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)

Ministério da Justiça

Ministério da Fazenda

Ministério da Justiça

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118

REGULAÇÃO E DEFESA DA CONCORRÊNCIA

Origem

Sherman Act, 1890 (EUA)

Justificativa

Livre concorrência, em contraposição às estruturas monopolísticas, gera maior bem-estar econômico, pois a competição leva a preços de equilíbrio mais baixos, maior variedade de produtos, produção mais eficiente e à busca de novas

tecnologias.

Mercados contestáveis

Possibilitam a entrada de novas firmas que possam competir com as existentes. No Brasil, muitos mercados passaram a ser contestáveis a partir da abertura comercial dos anos 1990.

REGULAÇÃO E DEFESA DA CONCORRÊNCIA

.

PRÁTICAS ANTICONCORRENCIAIS

Formação de cartéis (conluio): Práticas conjuntas para fixação de preços, quantidades, divisão

do mercado etc.

Venda casada: Imposição da compra de um produto como condição para venda do produto

desejado.

Dumping: Venda de um produto importado por preço mais baixo do que no país de origem.

Preços predatórios: Preços abaixo do custo de produção por prazo determinado.

Discriminação de preços: Fixação de preços diferentes para diferentes mercados.

Exigência de exclusividade

Fixação de preços de revenda

Concentração: Vertical (fusão ou incorporação em diferentes estágios da cadeia produtiva ou

horizontal (fusão ou incorporação de concorrentes)

POLÍTICA ECONÔMICA E ESTABILIDADE DA ECONOMIA (CF 1988, ART.

170)

Política fiscal: Imposição de tributos e controle dos gastos governamentais

(Ministério da Fazenda)

Política monetária: Controle da moeda e do crédito (Conselho Monetário

Nacional e Banco Central)

Política cambial: Supervisão do mercado de moedas estrangeiras (idem)

Política comercial: Relacionamento comercial com outros países (Ministério

da Indústria, Comércio e Turismo; Ministério das Relações Exteriores)

Política de rendas: Imposição de controle de preços e salários.

ATUAÇÃO DO ESTADO (ART. 170 DA CONSTITUIÇÃO/1988)

Soberania nacional

Propriedade privada

Função social da propriedade

Livre concorrência

Defesa do consumidor

Defesa do meio ambiente

Redução das desigualdades regionais e sociais

Busca do pleno emprego

Tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte

QUESTÕES PARA REVISÃO

1) Discuta o objetivo das empresas das empresas e o papel das normas jurídicas ao delimitar o campo de atuação das empresas.

2) O que vem a ser uma lei antitruste?

3) Qual o objetivo da Constituição Federal ao determinar a competência para execução da política monetária, de crédito, cambial e de comércio exterior?

4) Em sua opinião, o mercado de locação deveria ser totalmente livre, isto é, sem nenhuma lei que o regulamentasse? Por quê?

QUESTÕES PARA REVISÃO

1) Discuta o objetivo das empresas das empresas e o papel das normas jurídicas ao delimitar o campo de atuação das empresas.

2) O que vem a ser uma lei antitruste?

3) Qual o objetivo da Constituição Federal ao determinar a competência para execução da política monetária, de crédito, cambial e de comércio exterior?

4) Em sua opinião, o mercado de locação deveria ser totalmente livre, isto é, sem nenhuma lei que o regulamentasse? Por quê?

5 POLÍTICA ECONÔMICA

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125

Microeconomia

Análise da formação de preços em mercados individuais;

Comportamento de agentes individuais (consumidores, firmas, governo);

Estruturas de mercado e concorrência.

Macroeconomia

Análise do cenário nacional em diferentes perspectivas.

Curto prazo

Nível de preços e emprego: questões conjunturais e sua inter-relação (produção

e

renda,

poupança

e

investimento,

moeda

e

taxas

de

juros,

exportações

e

importações, fluxos de capitais estrangeiros e taxa de câmbio).

Longo Prazo

Crescimento e desenvolvimento econômico: questões estruturais envolvendo

acumulação de recursos, tecnologia, educação, política industrial e sustentabilidade.

Objetivos de política macroeconômica

CURTO PRAZO

Nível de produção (PIB) e de emprego

Estabilidade de preços (IGP)

os efeitos negativos da inflação sobre a distribuição de renda

influência sobre as expectativas empresariais

possibilita ampliação do mercado financeiro

favorece o investimento e o crescimento da produção

evita pressões de custos e gargalos na oferta de bens/serviços.

Objetivos de política macroeconômica

LONGO PRAZO

Distribuição de renda socialmente justa (equidade)

Discussão ideológica

O papel do Estado.

Crescimento econômico (

ideológica O papel do Estado.  Crescimento econômico ( PIB) Exige acumulação de recursos e aumento

PIB)

Exige acumulação de recursos e aumento da produtividade.

Objetivos de política macroeconômica: trade-offs e escolhas políticas

Alto nível de produção/emprego

Estabilidade de preços

Distribuição de renda socialmente justa (equidade)

Crescimento econômico

Instrumentos de política macroeconômica

Política fiscal

Gestão do orçamento público (Tributos Gastos governamentais) e sua influência na demanda agregada e na distribuição da renda.

Instrumentos de política macroeconômica

Política monetária

Controle da moeda (emissões, depósito compulsório, open, redesconto, crédito e juros) e de sua influência na demanda agregada e na inflação; formação da taxa de juros.

Instrumentos de política macroeconômica

Política cambial

Regime adotado na formação da taxa cambial e sua influência na competitividade da economia.

Facilidades/restrições à entrada/saída de moeda estrangeira do país.

Instrumentos de política macroeconômica

Política comercial

Práticas de comércio internacional (liberalização/protecionismo).

Integração multilateral e tratados bilaterais.

Instrumentos de política macroeconômica

Política de rendas

Controle de preços e salários.

Instrumentos de política macroeconômica

Política industrial

Conjunto de medidas para fomento da atividade industrial:

Incentivos fiscais

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D)

Crédito subsidiado (BNDES)

Intervenção direta do Estado no processo produtivo

Parcerias público-privadas (Lei 11079/2004)

Criação de zonas francas e de processamento de exportação (ZPE)

Política Industrial, tecnológica e de comércio exterior (Pitce) Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) Lei 11080/2004

INSTRUMENTOS DE POLÍTICA ECONÔMICA

POLÍTICA FISCAL

POLÍTICA MONETÁRIA

POLÍTICA CAMBIAL

POLÍTICA COMERCIAL

POLÍTICA DE RENDAS

POLÍTICA INDUSTRIAL

POLÍTICA ECONÔMICA E OS PRINCIPAIS MERCADOS AGREGADOS

A política econômica é exercida no âmbito de

grandes mercados nacionais, onde são

formados os principais preços da economia.

PRINCIPAIS MERCADOS

NACIONAIS

RESULTANTES

MERCADO DE BENS E SERVIÇOS

ÍNDICE GERAL DE PREÇOS (IGP)

PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO)

MERCADO DE TRABALHO

SALÁRIO

NÍVEL DE EMPREGO

MERCADO MONETÁRIO

TAXA DE JURO

MEIOS DE PAGAMENTO

MERCADO CAMBIAL

TAXA DE CÂMBIO

VOLUME DE MOEDA ESTRANGEIRA

MERCADO DE BENS E SERVIÇOS

IGP

MERCADO DE BENS E SERVIÇOS IGP OFERTA AGREGADA DEMANDA AGREGADA PIB Curso de Economia - Prof.

OFERTA

AGREGADA

DEMANDA

AGREGADA

PIB

Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

AGREGADA PIB Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani Capacidade instalada (Capital + Trabalho) •

Capacidade instalada (Capital + Trabalho)

R. Tebchirani Capacidade instalada (Capital + Trabalho) • Consumo das famílias • Investimento privado •

Consumo das famílias Investimento privado Gastos Governamentais Exportações Líquidas

140

SALÁRIO

MERCADO DE TRABALHO

SALÁRIO MERCADO DE TRABALHO OFERTA DEMANDA P.E.A. Nível de produção desejado NÍVEL DE EMPREGO Curso de

OFERTA

DEMANDA

SALÁRIO MERCADO DE TRABALHO OFERTA DEMANDA P.E.A. Nível de produção desejado NÍVEL DE EMPREGO Curso de

P.E.A.

Nível de produção desejadoSALÁRIO MERCADO DE TRABALHO OFERTA DEMANDA P.E.A. NÍVEL DE EMPREGO Curso de Economia - Prof. Flávio

NÍVEL DE EMPREGO

Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

141

TAXA DE JURO

MERCADO MONETÁRIO

OFERTA DEMANDA
OFERTA
DEMANDA

Banco Central e Bancos Comerciais

Volume de transações

MEIOS DE PAGAMENTO

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142

TAXA DE CÂMBIO

MERCADO CAMBIAL

Exportações Ingresso de capital estrangeiro OFERTA DEMANDA Importações Saída de capital estrangeiro
Exportações
Ingresso de capital estrangeiro
OFERTA
DEMANDA
Importações
Saída de capital estrangeiro

MOEDA ESTRANGEIRA

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143

Questões para Revisão

1. Conceitue e aponte as principais diferenças entre os enfoques da

Macroeconomia e da Microeconomia.

2. Sintetize os objetivos de política econômica

3. Resuma os instrumentos de política econômica.

4. Qual

é

a

condição

de

equilíbrio,

macroeconômicas determinadas?

e

quais

são

as

variáveis

COMO AVALIAR A PRODUÇÃO?

É relativamente simples determinar qual a quantidade produzida de determinado bem e qual o seu preço.

Entretanto, como uma sociedade produz muitas mercadorias (sapatos, automóveis, café, soja etc.) como avaliar em determinado período o total produzido e vendido e a que preço?

Sistema de Contas Nacionais

Registro contábil da atividade econômica do país em determinado período.

Enquanto a TEORIA MACROECONÔMICA prevê o que pode acontecer,

trabalhando com valores teóricos, previstos ou planejados (ex ante), a

CONTABILIDADE SOCIAL procura definir e medir os agregados a partir de

valores realizados (ex post).

PRINCÍPIOS BÁSICOS DAS CONTAS NACIONAIS

Consideram-se apenas transações com bens e serviços finais.

Os custos referem-se à remuneração dos fatores de produção

(salários, juros, lucros e aluguéis).

Registram-se

fluxos

de

transações

do

medindo agregados reais.

período

considerado,

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO

Ótica do produto

Considera o valor dos bens e serviços finais produzidos a preços de

mercado, inclusive impostos.

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO

Ótica da despesa

Considera o destino das despesas realizadas

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO

Ótica da Renda/Custos

Considera o valor agregado (Salários + Juros + Aluguéis + Lucros) no

processo produtivo.

Produto = Despesa = Renda

ESTRUTURA DO SISTEMA ECONÔMICO

RENDA ($)

Salários

Juros

Lucros

Aluguéis

ECONÔMICO RENDA ($) Salários Juros Lucros Aluguéis DEMANDA MERCADO DE FATORES • Capital • Trabalho
ECONÔMICO RENDA ($) Salários Juros Lucros Aluguéis DEMANDA MERCADO DE FATORES • Capital • Trabalho

DEMANDA

MERCADO DE FATORES Capital Trabalho

FIRMAS e FAMÍLIAS

MERCADO

Bens e Serviços

• Trabalho FIRMAS e FAMÍLIAS MERCADO Bens e Serviços PRODUÇÃO (Q) Bens e serviços • Bens

PRODUÇÃO (Q)

Bens e serviços

MERCADO Bens e Serviços PRODUÇÃO (Q) Bens e serviços • Bens Consumo • Bens de Capital

Bens Consumo Bens de Capital Bens Intermediários

• Bens Consumo • Bens de Capital • Bens Intermediários OFERTA Curso de Economia - Prof.

OFERTA

Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

151

ÓTICA DA PRODUÇÃO

SETOR I

Insumos básicos

140

SETOR II

Automóvel

245

SETOR III

Revenda

390

ÓTICA DA DESPESA

390

CONSUMO

INVESTIMENTO

GASTOS DO GOVERNO

EXPORT. LÍQUIDAS

 

ÓTICA DA RENDA

Salário

Juros

Aluguéis

Lucro

Total

80

30

20

10

140

50

10

15

30

105

60

20

30

35

145

190

60 65

75

390

Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

152

COMPONENTES DO PIB - BRASIL 2005

R$ bilhões

Participação

A)

ÓTICA DA PRODUÇÃO

2.147,20

 

Bens finais

1.840,70

85,7%

Impostos

306,50

14,3%

B)

ÓTICA DA DESPESA

2.147,20

Consumo das famílias

1.294,60

60,3%

Consumo governamental

427,50

19,9%

Investimentos

347,50

16,2%

Exportações

324,90

15,1%

Importações (-)

(247,30)

-11,5%

Investimentos 347,50 16,2% Exportações 324,90 15,1% Importações (-) (247,30) -11,5%

C) ÓTICA DA RENDA

2.147,20

Renda do trabalho

681,10

31,7%

Contribuições sociais

179,80

8,4%

Rendas da propriedade

955,90

44,5%

Impostos líquidos

330,40

15,4%

PIB =

PNB

=

RLE =

Conceitos

Valor dos bens finais produzidos no período

PIB - RLE

Rendas Recebidas do Exterior Rendas Remetidas ao Exterior

Conceitos

POUPANÇA

Parcela da renda não consumida (S = y C)

INVESTIMENTO

A formação bruta de capital fixo (acumulação) refere-se aos bens

produzidos e não consumidos no período = Inversões em bens de capital

+ variação de estoques

DEPRECIAÇÃO

Reposição de equipamentos gastos ou obsoletos.

INVESTIMENTO LÍQUIDO = INVESTIMENTO BRUTO DEPRECIAÇÃO

Conceitos

RECEITA FISCAL DO GOVERNO = impostos diretos e indiretos, contribuições à previdência,

outras.

GASTOS CORRENTES DO GOVERNO = (despesas de custeio e de capital) + (transferências

e subsídios)

DÉFICIT PÚBLICO (NFSP) = Receita Gastos governamentais

RESULTADO PRIMÁRIO = Receita governamental (Gastos governamentais (menos) juros

da dívida pública)

RESULTADO NOMINAL = NFSP

RENDA PESSOAL DISPONÍVEL = y (menos) [Lucros retidos + Impostos diretos +

Contribuições previdenciárias + Outras receitas correntes do governo] mais Transferências

líquidas.

CARGA TRIBUTÁRIA BRUTA = Receita fiscal do governo

CARGA TRIBUTÁRIA LÍQUIDA = CTB Transferências e Subsídios

ÍNDICES DE PREÇOS

Permitem avaliar a variação conjunta nos preços de bens que são fisicamente diferentes e/ou que variam a taxas diferentes.

Existem vários tipos de índices de preços: Índices de Preços no Atacado (indústria e agricultura), Índices de Preços no Varejo (consumidor e construção civil).