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Guia técnico para vídeo em rede.

Tecnologias e fatores que devem ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por IP.

ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por
ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por
ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por
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2

Bem-vindo ao guia técnico para vídeo em rede da Axis

A mudança para sistemas abertos de vídeo, junto com as vantagens da conexão em rede, do processamento digital de imagens e das câmeras inteligentes, constitui um meio muito mais eficaz de vigilância de segurança e monitoramento remoto do que jamais existiu. O vídeo em rede oferece tudo o que o vídeo analógico oferece, além de uma am- pla gama de funções inovadoras e recursos possíveis apenas com a tecnologia digital.

Antes de montar o seu sistema, você precisa levar em conta os recursos de que precisa. É igualmente importante considerar fatores, como desempenho, interoperabilidade, escal- abilidade, flexibilidade e funcionalidade pronta para o futuro. Este guia orientará você em relação a esses fatores, ajudando a projetar uma solução que aproveite integral- mente o potencial da tecnologia de vídeo em rede.

O melhor em vídeo em rede

A Axis é a líder mundial no mercado de vídeo em rede. Somos pioneiros na tecnologia de vídeo em

rede para aplicativos profissionais de vigilância por vídeo e monitoramento remoto. Introduzimos

a primeira câmera de rede do mundo em 1996. Com mais de duas décadas de experiência em

tecnologias de rede, a maior base instalada de produtos na categoria e fortes parcerias com líderes em todos os continentes, a Axis é a parceira certa quando se trata de vídeo em rede.

Soluções flexíveis e escaláveis Utilizando padrões de tecnologia aberta que permitem a fácil integração e escalabilidade, a Axis oferece uma vasta gama de soluções de vídeo em rede para aplicações de vigilância e monitora- mento remoto, em diversos setores. Nosso avançado portfólio inclui câmeras de rede que agregam valor às respectivas categorias, além de codificadores de vídeo que permitem fazer uma migração econômica para a melhor tecnologia de vídeo em rede. Nossa oferta inclui ainda soluções comple- tas de software de gerenciamento de vídeo e uma gama ampla de acessórios.

ÍnDICE

3

ÍnDICE 3 Índice Vídeo em rede: visão geral, vantagens e aplicações 7 1.1 Visão geral de

Índice

Vídeo em rede: visão geral, vantagens e aplicações

7

1.1

Visão geral de um sistema de vídeo em rede

7

1.2

Vantagens

8

1.3

Aplicações

12

1.3.1

Lojas

12

1.3.2

Transportes

12

1.3.3

Educação

12

1.3.4

Industrial

13

1.3.5

Vigilância pública

13

1.3.6

Governo

13

1.3.7

Assistência médica

13

1.3.8

Bancos e finanças

14

Câmeras de rede

15

2.1

O que é uma câmera de rede?

15

2.2

Tipos de câmeras de rede

16

2.2.1

Câmeras de rede fixas

17

2.2.2

Câmeras de rede dome fixo

17

2.2.3

Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ

18

2.3

Câmeras de rede para dia e noite

21

2.4

Câmeras de rede Megapixel

23

2.5

Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede

24

Elementos das câmeras

27

3.1

Sensibilidade à luz

27

3.2

Elementos de lente

28

3.2.1

Campo de visão

28

3.2.2

Combinando lente e sensor

30

3.2.3

Padrões de encaixe de lentes

31

3.2.4

Número ‘f’ e exposição

31

3.2.5

Íris manual ou automática

32

3.2.6

Profundidade de campo

33

3.3

Sensores de imagem

34

3.3.1

Tecnologia CCD

34

3.3.2

Tecnologia CMOS

34

3.3.3

Sensores megapixel

35

3.4

Técnicas de varredura de imagens

35

3.4.1

Varredura entrelaçada

35

3.4.2

Varredura progressiva

36

3.5

Processamento de imagem

37

3.5.1

Compensação de iluminação traseira

37

3.5.2

Zonas de exposição

37

3.5.3

Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range)

37

4

ÍnDICE

Proteção e caixas de proteção de câmeras

39

4.1

Caixas de proteção de câmeras em geral

39

4.2

Proteção transparente

40

4.3

Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção

40

4.4

Proteção ambiental

41

4.5

Proteção contra vândalos e adulteração

41

4.5.1

Projeto da câmera/da caixa de proteção

41

4.5.2

Fixação

42

4.5.3

Posicionamento das câmeras

43

4.5.4

Vídeo inteligente

43

4.6

Tipos de fixação

43

4.6.1

Fixação no teto

43

4.6.2

Fixação em paredes

44

4.6.3

Instalações em postes

44

4.6.4

Fixação em parapeitos

44

Codificadores de vídeo

45

5.1

O que é um codificador de vídeo?

45

5.1.1

Componentes dos codificadores de vídeo e considerações

46

5.1.2

Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

47

5.2

Codificadores de vídeo autônomos

47

5.3

Codificadores de vídeo instalados em rack

48

5.4

Codificadores de vídeo com câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula

48

5.5

Técnicas de desentrelaçamento

49

5.6

Decodificador de vídeo

50

Resoluções

51

6.1 Resoluções nTSC e PAL

51

6.2 Resoluções VGA

52

6.3 Resoluções megapixel

53

6.4 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV)

54

Compressão de vídeo

55

7.1

Fundamentos da compressão

55

7.1.1

Codec de vídeo

55

7.1.2

Compressão de imagem x compressão de vídeo

56

7.2

Formatos de compactação

59

7.2.1

Motion JPEG

59

7.2.2

MPEG-4

60

7.2.3

H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC

60

7.3

Velocidades de transmissão variável e constante

61

7.4

Comparação dos padrões

61

Áudio

63

8.1 Aplicações de áudio

63

8.2 Suporte e equipamentos de áudio

64

ÍnDICE

5

8.3.1

Simplex

65

8.3.2

Half duplex

66

8.3.3

Full duplex

66

8.4

Alarme de detecção de áudio

66

8.5

Compactação de áudio

66

8.5.1

Freqüência de amostragem

67

8.5.2

Bit rate

67

8.5.3

Codecs de áudio

67

8.6

Sincronização de áudio e vídeo

67

Tecnologias de rede

69

9.1

Rede local e Ethernet

69

9.1.1

Tipos de redes Ethernet

70

9.1.2.

Switch

71

9.1.3

Power over Ethernet

73

9.2

A Internet

75

9.2.1

Endereçamento IP

76

9.2.2

Protocolos de transporte de dados para vídeo em rede

80

9.3

VLAns

82

9.4

Qualidade de Serviço

82

9.5

Segurança de Rede

84

9.5.1

Autenticação de nome de usuário e senha

84

9.5.2

Filtragem de endereços IP

84

9.5.3

IEEE 802.1X

84

9.5.4

HTTPS ou SSL/TLS

85

9.5.5

VPN (Virtual Private Network, Rede Privada Virtual)

85

Tecnologias sem fios

87

10.1

802.11 Padrões de WLAn

88

10.2

Segurança de WLAn

88

10.2.1

WEP (Wired Equivalent Privacy)

89

10.2.2

WPA/WPA2 (WiFi Protected Access)

89

10.2.3

Recomendações

89

10.3

Pontes Wireless

89

Sistemas de gerenciamento de vídeo

91

11.1

Plataformas de hardware

91

11.1.1

Plataforma de PC servidor

91

11.1.2

Plataforma NVR

92

11.2

Plataformas de software

93

11.2.1

Funções internas

93

11.2.2

Software cliente na plataforma Windows

93

11.2.3

Software na Web

94

11.2.4

Escalabilidade do software de gerenciamento de vídeo

94

11.2.5

Software aberto x Software próprio do fornecedor

94

11.3

Recursos do sistema

94

11.3.1

Visualização

95

6

ÍnDICE

11.3.3

Gravação de vídeo

96

11.3.4

Gravação e armazenamento

97

11.3.5

Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

97

11.3.6

Recursos de administração e gerenciamento

102

11.3.7

Segurança

103

11.4

Sistemas integrados

104

11.4.1

Interface de programação de aplicativos

104

11.4.2

Ponto de Venda

104

11.4.3

Controle de acesso

105

11.4.4

Gestão predial

105

11.4.5

Sistemas de controle industrial

106

11.4.6

RFID

106

Considerações sobre largura de banda e espaço de armazenamento

107

12.1

Cálculos de largura de banda e espaço de armazenamento

107

12.1.1

Largura de banda necessária

107

12.1.2

Cálculo do espaço de armazenamento necessário

108

12.2

Armazenamento em servidor

110

12.3

nAS e SAn

110

12.4

Armazenamento redundante

112

12.5

Configurações de sistema

113

Ferramentas e recursos

115

Axis Communications’ Academy

117

Informações para contato

118

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES - CAPÍTuLO 1

7

Vídeo em rede: visão geral, vantagens e aplicações

O vídeo em rede, assim como muitos outros tipos de comunicações (por exemplo, e- mail, serviços da Web e telefonia por computador), é conduzido por redes IP (Internet Protocol) com ou sem fio. Os fluxos digitais de vídeo e áudio, bem como outros dados, são transmitidos pela mesma infra-estrutura de rede. O vídeo em rede oferece aos usu- ários, especialmente do setor de vigilância de segurança, muitas vantagens em relação aos sistemas tradicionais de CCTV (circuito fechado de TV) analógicos.

Este capítulo apresenta uma visão geral do vídeo em rede, além de suas vantagens e aplicações em vários segmentos de atividade. Muitas vezes, serão feitas comparações com um sistema analógico de vigilância por vídeo para permitir uma compreensão melhor do alcance e do potencial de um sistema digital de vídeo em rede.

1.1 Visão geral de um sistema de vídeo em rede

O vídeo em rede, muitas vezes chamado também de vigilância em vídeo por IP ou Vigilância IP (termo usado no setor de segurança), utiliza uma rede IP com ou sem fio como base para o transporte de vídeo, áudio e outros dados digitais. Quando a tecnologia de Power over Ethernet (PoE) é aplicada, a rede também pode ser usada para levar energia elétrica aos produtos de vídeo em rede.

Um sistema de vídeo em rede permite que o vídeo seja monitorado e gravado em qualquer parte da rede, seja, por exemplo, uma rede local (LAN) ou uma rede remota (WAN) como a Internet.

8

CAPÍTuLO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES

Câmeras de rede da Axis Início Escritório Navegador Codificadores de vídeo Axis REDE IP da
Câmeras de rede da Axis
Início
Escritório
Navegador
Codificadores de vídeo Axis
REDE IP
da Web
INTERNET
0
0
AXIS Q7900 Rack
P
o
w er-o ne
-
P
owe r-o ne
-
FNP 30
FNP 30
NE T W OR K
100-240 AC
100-240
50-50 Hz
50-50 Hz
ACTIV ITY
4-2 A
1
2
3
4
4-2 A
AC
PS1
LO O P
AC
PS2
PO WE R
P
O W ER
F
A NS
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
Câmeras
Computador
analógicas
com navegador
da Web
Computador com
software de
gerenciamento de vídeo
Figura 1.1a
Um sistema de vídeo em rede é formado por muitos componentes diferentes, como câmeras em rede, co-
IN
OUT
1 2 3 4 5 6
I/O
AUDIO

dificadores de vídeo e software de gerenciamento de vídeo. Todos os outros componentes, que incluem a rede, o arma- zenamento e os servidores, são equipamentos comuns de TI.

Os componentes centrais de um sistema de vídeo em rede são a câmera de rede, o codificador

de vídeo (usado para conexão com câmeras analógicas), a rede, o servidor e o armazenamento,

e o software de gerenciamento de vídeo. Como a câmera de rede e o codificador de vídeo são

equipamentos instalados no computador, eles têm recursos que não podem ser igualados por uma câmera analógica de CCTV. A câmera de rede, o codificador de vídeo e o software de geren- ciamento de vídeo são considerados as bases de uma solução de Vigilância IP.

A rede e os componentes de servidor e armazenamento são equipamentos comuns de TI. A ca-

pacidade de usar equipamentos comerciais comuns é uma das principais vantagens do vídeo em rede. Outros componentes de um sistema de vídeo em rede são acessórios, tais como alojamen-

tos de câmera, midspans de PoE e divisores ativos. Cada componente de vídeo em rede é con- templado mais detalhadamente em outros capítulos.

1.2

Vantagens

O sistema de vigilância por vídeo em rede digital oferece diversas vantagens e funções avança-

das que nenhum sistema analógico de vigilância consegue oferecer. Entre as vantagens estão o acesso remoto, a alta qualidade de imagem, o gerenciamento de eventos e os recursos inteligen- tes de vídeo, a facilidade de integração e as maiores escalabilidade, flexibilidade e economia.

> Acessibilidade remota: As câmeras de rede e os codificadores de vídeo podem ser configurados e acessados remotamente, permitindo que mais de um usuário autorizado possa ver imagens ao vivo e gravadas, a qualquer momento e em praticamente qualquer lugar do mundo conectado à rede. Isso é vantajoso se os usuários quiserem que uma empresa contratada, como

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES - CAPÍTuLO 1

9

uma empresa de segurança, também tenha acesso ao vídeo. Em um sistema analógico tradicio- nal de CCTV, os usuários precisavam estar em um ponto de monitoramento específico no local para ver e gerenciar o vídeo, e o acesso externo ao vídeo não era possível sem equipamentos como codificadores de vídeo ou um gravador de vídeo digital (DVR) em rede. Um DVR é o substituto digital do gravador de videocassete.

> Alta qualidade de imagem: Em um aplicativo de vigilância por vídeo, uma alta qualidade de imagem é essencial para permitir a captura clara de um incidente em andamento e identificar as pessoas ou os objetos envolvidos. Com tecnologias de varredura progressiva e megapixel, uma câmera de rede pode gerar uma melhor qualidade de imagem e uma resolução mais elevada do que uma câmera analógica de CCTV. Para saber mais sobre varredura progressiva e megapixel, consulte os capítulos 2, 3 e 6.

A qualidade de imagem também pode ser mantida mais facilmente em um sistema de vídeo em rede do que em um sistema analógico de vigilância. Com os sistemas analógicos de hoje que usam um DVR como meio de gravação, ocorrem muitas conversões de analógico para digital: primeiro, os sinais analógicos são convertidos para o formato digital na câmera e, depois, voltam para o formato analógico para serem transportados; depois, os sinais analógicos são digitalizados para gravação. As imagens capturadas perdem qualidade a cada conversão entre os formatos analógico e digital e com a distância do cabeamento. Quanto maior a distância os sinais analógicos de vídeo tiverem de percorrer, mais fracos eles ficarão.

Em um sistema de sistema de Vigilância IP totalmente digital, as imagens de uma câmera de rede são digitalizadas uma única vez e permanecem digitais, dispensando conversões desnecessárias, e não há perda de qualidade de imagem devido à distância percorrida na rede. Além disso, as imagens digitais podem ser armazenadas e acessadas mais facilmente do que nos casos em que são usadas fitas de vídeo analógicas.

> Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente: Freqüentemente, há um grande volume de vídeo gravado e pouco tempo para analisá-lo adequadamente. Câmeras de rede avançadas e codificadores de vídeo com inteligência ou recursos de análise internos cuidam desse problema, reduzindo a quantidade de gravações sem interesse e permitindo reações programadas. Essas funções não existem em um sistema analógico.

As câmeras de rede e os codificadores de vídeo da Axis têm recursos internos, como detecção de movimento, alarme de detecção de áudio, alarme ativo contra adulteração, conexões de E/S (entrada/saída) e funções de gerenciamento de alarmes e eventos. Esses recursos permitem que as câmeras de rede e os codificadores de vídeo analisem constantemente as entradas para detectar um evento e reagir automaticamente a um evento com ações, como gravação de vídeo e envio de notificações de alarme.

10

CAPÍTuLO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES

1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES Figura 1.2a Criação de um disparo

Figura 1.2a

Criação de um disparo de evento utilizando a interface de usuário de uma câmera de rede

As funções de gerenciamento de eventos podem ser configuradas por meio da interface de usuário do produto de vídeo em rede ou de um software de gerenciamento de vídeo. Os usuários podem definir os alarmes ou eventos criando o tipo de disparo que será usado e definindo quando ele será usado. As reações também podem ser configuradas (por exemplo, gravação em um ou mais locais, sejam eles internos e/ou externos para fins de segurança; acionamento de dispositivos externos, como alarmes, luzes e portas; e envio de mensagens de notificação aos usuários). Para saber mais sobre gerenciamento de vídeo, consulte o Capítulo 11.

> Integração fácil, preparada para mudanças futuras: Os produtos de vídeo em rede que usam padrões abertos podem ser facilmente integrados a sistemas informatizados em computadores e em Ethernet, sistemas de áudio ou segurança e outros dispositivos digitais, além de software de gerenciamento de vídeo e aplicativos. Por exemplo, o vídeo de uma câmera de rede pode ser integrado a um sistema de Ponto de Venda ou a um sistema de gerenciamento predial. Para saber mais sobre sistemas integrados, consulte o Capítulo 11.

> Escalabilidade e flexibilidade: Um sistema de vídeo em rede pode acompanhar o aumento das necessidades do usuário. Os sistemas por IP permitem que muitas câmeras de rede e codificadores de vídeo, além de outros tipos de aplicativos, compartilhem a mesma rede com

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES - CAPÍTuLO 1

11

ou sem fio para transmitir e receber dados. Portanto, qualquer número de produtos de vídeo em rede pode ser incluído no sistema sem nenhuma alteração significativa ou de alto custo na infra-estrutura de rede. Isso não acontece com um sistema analógico. Em um sistema de vídeo analógico, um cabo coaxial dedicado deve sair diretamente de cada câmera para uma estação de visualização/gravação. Cabos de áudio separados deverão ser usados se o áudio também for necessário. Os produtos de vídeo em rede também podem ser colocados e conectados a partir de praticamente qualquer lugar, e o sistema pode ser tão aberto ou tão fechado quanto se desejar.

> Economia: Um sistema de Vigilância IP normalmente apresenta um custo total de propriedade menor que o de um sistema analógico de CCTV tradicional. Muitas vezes, já existe uma infra- estrutura de rede IP usada para outros aplicativos em uma empresa. Assim, um aplicativo de vídeo em rede pode aproveitar a infra-estrutura que já existe. As redes IP e opções sem fio também são alternativas muito mais econômicas do que o tradicional cabeamento coaxial e de fibra de um sistema analógico de CCTV. Além disso, os fluxos de vídeo digital podem ser enviados a todo o mundo, utilizando várias infra-estruturas que operam entre si. Além disso, os custos de gerenciamento e equipamento são menores, pois os aplicativos de retaguarda e armazenamento funcionam em servidores padrão de mercado que utilizam sistemas abertos, e não em equipamentos “fechados”, por exemplo DVRs, como ocorre nos sistemas analógicos de CCTV.

Além disso, a tecnologia de Power Over Ethernet (PoE), que não pode ser aplicada a um sistema de vídeo analógico, pode ser usada em um sistema de vídeo em rede. A tecnologia PoE permite que os dispositivos conectados em rede sejam alimentados por um switch ou midspan compatível com PoE, através do mesmo cabo Ethernet usado no transporte dos dados (vídeo). A PoE proporciona uma economia considerável de custos de instalação e pode aumentar a confiabilidade do sistema. Para saber mais sobre PoE, consulte o Capítulo 9.

Câmera de rede com PoE incorporada Divisor ativo Switch compatível com PoE Energia Ethernet Power
Câmera de rede
com PoE incorporada
Divisor ativo
Switch compatível com PoE
Energia
Ethernet
Power over Ethernet
3115
3115

Câmera de rede sem PoE incorporada

No-Break (UPS)

12

CAPÍTuLO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES

1.3

Aplicações

O vídeo em rede pode ser usado em um número praticamente ilimitado de aplicações; entretan-

to, a maioria dos usos se enquadra na vigilância de segurança ou no monitoramento remoto de pessoas, lugares, imóveis e operações. Apresentamos a seguir algumas possibilidades típicas de aplicação em importantes segmentos de atividade.

1.3.1 Lojas

em importantes segmentos de atividade. 1.3.1 Lojas Os sistemas de vídeo em rede em lojas podem

Os sistemas de vídeo em rede em lojas podem reduzir consideravel-

mente o número de furtos e roubos, aumentar a segurança do pessoal

e otimizar o gerenciamento da loja. Uma grande vantagem do vídeo em

rede é a possibilidade de integração ao sistema de EAS (vigilância ele- trônica de artigos) da loja ou a um sistema de PDV (ponto de venda) para permitir que as atividades de roubo de estoques sejam vistas e gravadas. O sistema pode acelerar a detecção de possíveis incidentes, além de alarmes falsos. O vídeo em rede oferece um alto nível de inte- roperabilidade e o mais rápido retorno sobre investimento.

O vídeo em rede também pode ajudar a identificar as áreas mais visitadas de uma loja e registrar

a atividade e os hábitos de compra dos consumidores, ajudando a otimizar a disposição de uma loja ou de uma vitrine. Ele também pode ser usado para identificar a necessidade de reposição nas prateleiras e, quando for necessário, abrir mais caixas devido ao tamanho das filas.

1.3.2 Transportes

O vídeo em rede pode aumentar a segurança pessoal e a segurança geral em aeroportos, rodovias, estações de trem e outros sistemas de trânsito, além de meios de transporte, como ônibus, trens e navios de cruzeiro. O vídeo em rede também pode ser usado para monitorar as condições de tráfego, reduzir os congestionamentos e aumentar a efi- ciência. Muitas instalações no setor de transportes exigem os melhores sistemas, envolvendo alta qualidade de imagem (que pode ser propor- cionada pela tecnologia de varredura progressiva em câmeras de rede), altas taxas de quadros e tempos de armazenamento prolongados. Em alguns ambientes exigentes, como ônibus e trens, a Axis oferece câmeras de rede capazes de suportar variações de temperatu- ra, umidade, poeira, vibração e vandalismo.

de temperatu- ra, umidade, poeira, vibração e vandalismo. 1.3.3 Educação De creches a universidades, os sistemas

1.3.3 Educação

umidade, poeira, vibração e vandalismo. 1.3.3 Educação De creches a universidades, os sistemas de vídeo em

De creches a universidades, os sistemas de vídeo em rede têm ajudado

a evitar vandalismo e aumentar a segurança de professores, alunos e

funcionários. Em instituições de ensino que já possuem uma infra- estrutura de TI, o vídeo em rede é uma solução mais favorável e eco- nômica do que um sistema analógico porque muitas vezes não é ne- cessário novo cabeamento. Além disso, os recursos de gerenciamento de eventos do vídeo em rede podem gerar alarmes e apresentar aos

VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES - CAPÍTuLO 1

13

operadores de segurança imagens precisas em tempo real para que eles possam tomar suas deci- sões. O vídeo em rede também pode ser usado no ensino à distância; por exemplo, para alunos que não podem assistir pessoalmente às aulas.

1.3.4 Industrial

não podem assistir pessoalmente às aulas. 1.3.4 Industrial O vídeo em rede pode ser usado para

O vídeo em rede pode ser usado para monitorar e aumentar a eficiên-

cia nas linhas de produção, nos processos e nos sistemas de logística,

e para proteger armazéns e sistemas de controle de estoques. O vídeo

em rede também pode ser usado para realizar reuniões virtuais e obter suporte técnico à distância.

1.3.5 Vigilância pública

suporte técnico à distância. 1.3.5 Vigilância pública O vídeo em rede é uma das ferramentas mais

O vídeo em rede é uma das ferramentas mais úteis no combate ao

crime e para a proteção dos cidadãos. Ele pode ser usado para detec- tar e dissuadir. O uso de redes sem fio permite a instalação do vídeo em rede em toda a cidade, de maneira eficaz. Os recursos de vigilân- cia remota do vídeo em rede permitem que a polícia reaja rapida- mente aos crimes cometidos que forem detectados pelas câmeras.

1.3.6 Governo

cometidos que forem detectados pelas câmeras. 1.3.6 Governo Os produtos de vídeo em rede são usados

Os produtos de vídeo em rede são usados para proteger todos os ti- pos de edifícios públicos, de museus e escritórios a bibliotecas e pre- sídios. Câmeras dispostas nas entradas e saídas dos edifícios podem registrar quem entra e sai, 24 horas por dia. Elas são usadas para evitar vandalismo e aumentar a segurança dos funcionários. Com aplicações inteligentes de vídeo, como contagem de pessoas, o vídeo em rede pode fornecer informações estatísticas, como o número de visitantes em um edifício.

1.3.7 Assistência médica

de visitantes em um edifício. 1.3.7 Assistência médica O vídeo em rede permite o monitoramento de

O vídeo em rede permite o monitoramento de pacientes de maneira

econômica e com alta qualidade, além de soluções de vigilância por vídeo que aumentam a segurança e a proteção dos funcionários, pa- cientes e visitantes, além das instalações. O pessoal autorizado do hospital pode, por exemplo, ver vídeos ao vivo de vários locais, detec- tar atividade e prestar assistência remota.

14

CAPÍTuLO 1 - VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES

1.3.8 Bancos e finanças

GERAL, VAnTAGEnS E APLICAçõES 1.3.8 Bancos e finanças O vídeo em rede é usado em aplicações

O vídeo em rede é usado em aplicações de segurança em agências bancárias, sedes e locais com caixas automáticos. Os bancos usam sistemas de vigilância há muito tempo e, embora a maioria das ins- talações ainda seja analógica, o vídeo em rede está começando a ganhar espaço, especialmente nos bancos que valorizam a alta qua- lidade de imagem e querem ser capazes de identificar facilmente as pessoas em um vídeo de vigilância.

O vídeo em rede é uma tecnologia comprovada, e a mudança dos sistemas analógicos para a Vigilância por IP está rapidamente ganhando espaço no setor de vigilância por vídeo. Consulte estudos de caso no endereço www.axis.com/success_stories/

CâMERAS DE REDE - CAPÍTuLO 2

15

Câmeras de rede

Existe uma ampla gama de câmeras de rede para uma grande variedade de requisitos. Este capítulo descreve o que é uma câmera de rede e explica os diferentes tipos de câmera. Também são fornecidas informações sobre câmeras para dia/noite e câmeras de rede com resolução de megapixels. O final de cada capítulo apresenta um guia de seleção de câmeras. Para saber mais sobre os elementos das câmeras, consulte o Capítulo 3.

2.1 O que é uma câmera de rede?

Uma câmera de rede, muitas vezes conhecida também como “câmera IP”, pode ser descrita como uma câmera e um computador combinados em uma única unidade. Os principais compo- nentes de uma câmera de rede são a lente, o sensor de imagem, um ou mais processadores, e memória. Os processadores são usados para processamento de imagens, compactação, análise de vídeo e funções de conexão de rede. A memória é usada para armazenar o firmware da câ- mera de rede (programa de computador) e para a gravação local de seqüências de vídeo.

Assim como um computador, a câmera de rede tem seu próprio endereço IP, é conectada dire- tamente a uma rede e pode ser colocada onde houver uma conexão de rede. Esse tipo de câ- mera é diferente das “Webcams”, que funcionam apenas conectadas a um computador pessoal (PC) através da porta USB ou IEEE 1394, e, para usá-la, deve ser instalado um software no PC. Uma câmera de rede possui funções de servidor de Web, FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos), e e-mail, além de operar com muitos outros protocolos de rede e segurança.

de operar com muitos outros protocolos de rede e segurança. Câmera de rede Axis L A

Câmera de rede Axis

outros protocolos de rede e segurança. Câmera de rede Axis L A N LAN/Internet Switch PoE
outros protocolos de rede e segurança. Câmera de rede Axis L A N LAN/Internet Switch PoE

LAN

LAN/Internet

e segurança. Câmera de rede Axis L A N LAN/Internet Switch PoE Computador com software de

Switch PoE

Computador com software de gerenciamento de vídeo

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CAPÍTuLO 2 - CâMERAS DE REDE

Uma câmera de rede pode ser configurada para enviar vídeo por uma rede IP para visualização ao vivo e/ou gravação, seja em caráter contínuo, em horários programados, quando ocorrer al- gum evento, ou mediante solicitação de usuários autorizados. As imagens capturadas podem ser enviadas como Motion JPEG, MPEG-4 ou vídeo H.264, utilizando vários protocolos de rede, ou transferidas como imagens JPEG individuais através de FTP, e-mail ou HTTP (Protocolo de Trans- ferência de Hipertexto). Para saber mais sobre formatos de compactação de vídeo e protocolos de rede, consulte os capítulos 7 e 9, respectivamente.

Além de capturar vídeo, as câmeras de rede da Axis realizam o gerenciamento de eventos e possuem funções inteligentes de vídeo, como detecção de movimento, detecção de áudio, alar- me ativo contra adulteração e acompanhamento automático. A maioria das câmeras de rede também possui portas de entrada/saída (E/S) que permitem conexões com dispositivos exter- nos, como sensores e relês. Entre os outros recursos podem estar o áudio e entradas incorpo- radas para Power over Ethernet (PoE). As câmeras de rede da Axis também possuem recursos avançados de gerenciamento de segurança e de rede.

avançados de gerenciamento de segurança e de rede. Figura 2.1b Frente e traseira de uma câmera

Figura 2.1b

Frente e traseira de uma câmera de rede.

2.2 Tipos de câmeras de rede

As câmeras de rede podem ser classificadas de acordo com o seu uso previsto: apenas uso inter- no ou uso interno e externo. Muitas vezes, as câmeras de rede externas têm lentes com íris au- tomáticas para controlar a intensidade de luz à qual o sensor de imagem é exposto. Uma câme- ra externa também exige uma caixa de proteção, a menos que o design da câmera já incorpore uma caixa de proteção. Também há caixas disponíveis para câmeras internas que necessitem de proteção contra ambientes adversos (por exemplo, poeira e umidade), e contra vandalismo ou adulteração. Alguns projetos de câmeras já incorporam recursos contra vandalismo e adultera- ção, dispensando caixas externas. Para saber mais sobre proteção e caixas de proteção de câme- ras, consulte o Capítulo 4.

As câmeras de rede, sejam para uso em interiores ou exteriores, podem ser categorizadas ainda como “fixas”, “domes fixas”, “PTZ” e “domes PTZ”.

CâMERAS DE REDE - CAPÍTuLO 2

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2.2.1 Câmeras de rede fixas

Uma câmera de rede fixa, que pode ser fornecida com uma lente fixa ou de foco variável (vari- focal), é uma câmera cujo campo de visão é fixo (normal/teleobjetiva/grande-angular) quando for instalada. Uma câmera fixa é o tipo de câmera tradicional, no qual a câmera e a direção para a qual aponta são claramente visíveis. Esse tipo de câmera é a melhor opção para aplicações nas quais é vantajoso que a câmera esteja bem visível. Uma câmera fixa normalmente permite que as lentes sejam trocadas. As câmeras fixas podem ser instaladas em caixas de proteção projetados para instalação em interiores e exteriores.

projetados para instalação em interiores e exteriores. Figura 2.2a Câmeras de rede fixas, inclusive as versões

Figura 2.2a

Câmeras de rede fixas, inclusive as versões sem fio e megapixel.

2.2.2 Câmeras de rede dome fixo

Uma câmera de rede tipo dome fixo, também chamada “minidome”, envolve essencialmente uma câmera fixa previamente instalada em dentro de uma pequena cúpula. A câmera pode ser direcio- nada para apontar em qualquer direção. A principal vantagem deste tipo de câmera está em seu design discreto, passando despercebida, bem como no fato de ser difícil perceber a direção para a qual a câmera aponta. A câmera também é resistente a violações. Uma das limitações de uma câmera dome fixa, é que ela raramente vem com uma lente intercambiável, e mesmo que ela seja intercambiável, há poucas opções de lentes devido ao pouco espaço dentro da cúpula. Para com- pensar essa limitação, muitas vezes é fornecida uma lente de foco variável para permitir o ajuste do campo de visão da câmera.

As câmeras domes fixas da Axis são projetadas com diferentes tipos de caixas de proteção, como instalações resistentes a vandalismo e/ou instalações do tipo IP66 para exteriores. Não é necessá- rio nenhuma caixa alojamento externa. Esse tipo de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto.

de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto. Figura 2.2b Câmeras de rede
de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto. Figura 2.2b Câmeras de rede
de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto. Figura 2.2b Câmeras de rede
de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto. Figura 2.2b Câmeras de rede

Figura 2.2b Câmeras de rede dome fixas. Da esquerda para a direita: AXIS 209FD e AXIS 216FD (disponíveis também nas versões reforçada e megapixel), AXIS P3301 e AXIS 225FD.

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CAPÍTuLO 2 - CâMERAS DE REDE

2.2.3 Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ

Uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ pode se movimentar horizontalmente / verticalmente(pan/tilt) e aproximar ou afastar (zoom in/out) a imagem de qualquer área ou objeto. Todos os comandos de PTZ são enviados pelo mesmo cabo de rede usado para a trans- missão do vídeo; não é necessário instalar cabos RS-485 como ocorre com uma câmera PTZ analógica.

Alguns recursos que podem ser incorporados a uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ:

> EIS (Electronic Image Stabilizer, Estabilizador Eletrônico de Imagens). Em instalações externas, as câmeras dome PTZ e fatores de aproximação (zoom) acima de 20x são sensíveis a vibrações e movimentos causados pelo tráfego ou pelo vento. O EIS ajuda a reduzir os efeitos da vibração em um vídeo. Além de proporcionar imagens mais úteis, o EIS reduz o tamanho dos arquivos de imagens compactadas, economizando um valioso espaço de armazenamento.

> Máscara de privacidade. A máscara de privacidade, que permite bloquear ou mascarar a visualização e a gravação de determinadas áreas de uma cena, pode ser disponibilizada em vários produtos de vídeo em rede. Em uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ, a função permite manter a privacidade, mascarando até mesmo quando o campo de visão da câmera mudar, pois a máscara se move com o sistema de coordenadas.

mudar, pois a máscara se move com o sistema de coordenadas. Figura 2.2c Com a máscara

Figura 2.2c Com a máscara de privacidade incorporada (retângulo cinza na imagem), a câmera pode garantir a privacidade de áreas que não devem ser cobertas por uma aplicação de vigilância.

CâMERAS DE REDE - CAPÍTuLO 2

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> Posições predefinidas. Muitas câmeras PTZ e câmeras dome PTZ aceitam a programação de várias posições predefinidas, normalmente entre 20 e 100. Assim que as posições predefini das forem programadas na câmera, o operador será capaz de ir de uma posição para a outra com grande rapidez.

> E-flip (inversão eletrônica). Quando uma câmera dome PTZ é instalada no teto para acompanhar uma pessoa, por exemplo, em uma loja, haverá situações em que a pessoa passará bem embaixo da câmera. Ao seguir a pessoa, se não houvesse a função E-flip, as imagens seriam vistas de cabeça para baixo. Nesses casos, o E-flip gira eletronicamente as imagens 180 graus. Ela é realizada automaticamente e não será percebida pelo operador.

> Auto-flip (inversão automática). Normalmente, as câmeras PTZ, ao contrário das câmeras dome PTZ, não têm um movimento horizontal completo de 360 graus devido a um batente

mecânico que impede as câmeras de realizarem um movimento circular contínuo. Entretanto, com a função Auto-flip, uma câmera de rede PTZ pode inverter instantaneamente a câmera

a 180 graus e continuar seu movimento horizontal além do ponto zero. Dessa forma, a câmera pode continuar acompanhando uma pessoa ou um objeto em qualquer direção.

> Acompanhamento automático (auto tracking). O acompanhamento automático é uma função inteligente de vídeo que detecta automaticamente uma pessoa ou um veículo em movimento, e o(a) segue dentro da área de cobertura da câmera. Esse recurso é especialmente útil em situações de vigilância não-assistida, na qual a presença ocasional de pessoas ou veículos necessita de atenção especial. A função reduz consideravelmente o custo de um sistema de vigilância, pois são necessárias menos câmeras para cobrir uma cena. Ela também aumenta a eficácia da solução, pois permite que uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ grave áreas de uma cena onde houver atividade.

Embora as câmeras PTZ e as câmeras dome PTZ possam ter funções semelhantes, existem dife- renças entre elas:

>

as

câmeras de rede PTZ não têm um movimento completo contínuo de 360 graus devido a

um batente mecânico. Isso significa que a câmera não pode acompanhar uma pessoa que caminha continuamente em um círculo completo ao redor da câmera. As exceções são as câmeras PTZ que possuem a função auto-flip; por exemplo, a Câmera de Rede AXIS 215 PTZ.

>

As câmeras de rede PTZ não foram projetadas para operação contínua automática nem para

chamada “ronda””, na qual a câmera se movimenta automaticamente de uma posição predefinida para a seguinte.

a

20

CAPÍTuLO 2 - CâMERAS DE REDE

As próximas seções apresentam mais informações sobre as câmeras de rede PTZ, disponíveis nas versões mecânicas ou não-mecânicas, e sobre as câmeras de rede dome PTZ.

Câmeras de rede PTZ mecânicas As câmeras PTZ mecânicas são usadas principalmente em interiores e em aplicações que empre- gam um operador. O zoom óptico das câmeras PTZ normalmente varia de 10x a 26x. Uma câme- ra PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede.

câme- ra PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede. Figura 2.2d 214 PTZ
câme- ra PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede. Figura 2.2d 214 PTZ
câme- ra PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede. Figura 2.2d 214 PTZ
câme- ra PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede. Figura 2.2d 214 PTZ

Figura 2.2d

214 PTZ e AXIS 215 PTZ.

Câmeras de rede PTZ. Da esquerda para a direita: AXIS 212 PTZ-V (não-mecânica), AXIS 213 PTZ, AXIS

Câmeras de rede PTZ não-mecânicas Uma câmera de rede PTZ não-mecânica, como a AXIS 212 PTZ e sua versão resistente a vanda- lismo (vista acima), oferece recursos instantâneos de pan, tilt e zoom, sem peças móveis, o que evita o desgaste. Utilizando uma lente grande-angular, ela oferece um campo de visão mais amplo do que uma câmera de rede PTZ mecânica.

visão mais amplo do que uma câmera de rede PTZ mecânica. Figura 2.2e Imagens de uma
visão mais amplo do que uma câmera de rede PTZ mecânica. Figura 2.2e Imagens de uma

Figura 2.2e Imagens de uma câmera de rede PTZ não-mecânica. À esquerda, uma imagem panorâmica de 140 graus com resolução VGA; à direita, imagem com zoom de 3x.

Uma câmera PTZ não-mecânica usa um sensor de imagem megapixel e permite que o operador aproxime instantaneamente qualquer parte de uma cena sem nenhuma perda de resolução de imagem. Isso é realizado com a apresentação de uma imagem panorâmica com resolução VGA (640x480 pixels), mesmo que a câmera capture uma imagem com resolução muito mais alta.

CâMERAS DE REDE - CAPÍTuLO 2

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Quando a câmera é instruída para aproximar-se de qualquer parte da imagem panorâmica, a câ- mera usa a resolução megapixel original para oferecer uma proporção 1:1 completa com resolução VGA. A imagem aproximada resultante oferece boa qualidade de detalhes, sem perder a nitidez. Com zoom digital normal, a imagem aproximada perde detalhes de nitidez na maioria das vezes. Uma câmera PTZ não-mecânica é ideal para instalações discretas em paredes.

Câmeras de rede dome PTZ As câmeras de rede dome PTZ podem cobrir uma área extensa, aumentando a flexibilidade das funções de pan, tilt e zoom. Elas permitem movimentos horizontais (pan) contínuos de 360 graus, e movimentos verticais (tilt) normalmente de 180 graus. As câmeras dome PTZ são ideais para uso em instalações discretas, devido ao seu design, à instalação (especialmente em insta- lações no teto), e à dificuldade de perceber o ângulo de visão da câmera (as cúpulas podem ser transparentes ou fumê).

Uma câmera de rede dome PTZ também proporciona robustez mecânica para operação contínua no modo “ronda””, quando a câmera passa automaticamente de uma posição predefinida para a posição seguinte em uma ordem predeterminada ou aleatória. Normalmente, podem ser defini- das até 20 rondas de armazenamento, ativadas durante horários diferentes do dia. No modo de ronda, uma única câmera de rede dome PTZ pode cobrir uma área que exigiria 10 câmeras de rede fixas. A principal desvantagem é que apenas um local pode ser monitorado por vez, deixan- do as outras nove posições sem monitoramento.

O zoom óptico de uma dome PTZ normalmente varia de 10x a 35x. Uma dome PTZ é usada fre- qüentemente em situações que empregam um operador. Esse tipo de câmera é normalmente instalada no teto se for usada em interiores, ou em um poste na lateral de um edifício (para instalações exteriores).

na lateral de um edifício (para instalações exteriores). Figura 2.2f Câmeras de rede dome PTZ. Da
na lateral de um edifício (para instalações exteriores). Figura 2.2f Câmeras de rede dome PTZ. Da
na lateral de um edifício (para instalações exteriores). Figura 2.2f Câmeras de rede dome PTZ. Da

Figura 2.2f

Câmeras de rede dome PTZ. Da esquerda para a direita: AXIS 231D+, AXIS 232D+, AXIS 233D.

2.3 Câmeras de rede para dia e noite

Todos os tipos de câmeras de rede — fixas, domes fixas, PTZ e domes PTZ— podem funcionar durante o dia ou à noite. Uma câmera para dia e noite é projetada para uso em instalações ex- ternas ou em ambientes internos com pouca iluminação.

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CAPÍTuLO 2 - CâMERAS DE REDE

Uma câmera de rede em cores, para dia e noite, gera imagens coloridas durante o dia. Quando a iluminação cai abaixo de um determinado nível, a câmera pode passar automaticamente ao modo noturno para usar a luz quase-infravermelha (IV) para gerar imagens de alta qualidade em preto-e-branco.

A luz infravermelha, que cobre uma faixa de onda de 700 nanômetros (nm) a aproximadamente 1000 nm, está além do que o olho humano pode captar, mas a maioria dos sensores da câmera pode detectá-la e usá-la. Durante o dia, uma câmera para dia e noite usa um filtro de corte de IV. A luz IV é filtrada para que ela não distorça as cores das imagens quando o olho humano as vir. Quando a câmera estiver no modo noturno (preto-e-branco), o filtro de corte de IV é desa- tivado, permitindo que a sensibilidade da câmera à luz capte até 0,001 lux ou menos.

da câmera à luz capte até 0,001 lux ou menos. Figura 2.3a de onda de 700

Figura 2.3a

de onda de 700 nm a 1000 nm.

O gráfico mostra como um sensor de imagem reage à luz visível e Infra Vermelho. A luz IV cobre a faixa

à luz visível e Infra Vermelho. A luz IV cobre a faixa Figura 2.3b Imagem à
à luz visível e Infra Vermelho. A luz IV cobre a faixa Figura 2.3b Imagem à
à luz visível e Infra Vermelho. A luz IV cobre a faixa Figura 2.3b Imagem à

Figura 2.3b Imagem à esquerda, filtro de corte de IV em uma câmera de rede para dia/noite; no meio, posição do filtro de corte de IV durante o dia; à direita, posição do filtro de corte de IV durante a noite.

CâMERAS DE REDE - CAPÍTuLO 2

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As câmeras para dia e noite são úteis em ambientes que restringem o uso de luz artificial. Entre eles estão situações de vigilância por vídeo com baixa iluminação, vigilância disfarçada e apli- cações discretas, por exemplo, em uma situação de vigilância de tráfego na qual luzes muito intensas perturbariam os motoristas à noite.

Um iluminador IV que gera luz infravermelha também pode ser usado junto com uma câmera para dia e noite para aumentar ainda mais a capacidade da câmera de gerar vídeo de alta qua- lidade em condições de baixa iluminação ou à noite. Para saber mais sobre os iluminadores IV, visite o site da Axis: www.axis.com/products/cam_irillum

IV, visite o site da Axis: www.axis.com/products/cam_irillum Figura 2.3c At left, image without an IR illuminator;
IV, visite o site da Axis: www.axis.com/products/cam_irillum Figura 2.3c At left, image without an IR illuminator;

Figura 2.3c

At left, image without an IR illuminator; at right, image with an IR illuminator.

2.4 Câmeras de rede Megapixel

As câmeras de rede megapixel, disponíveis nas câmeras fixas e câmeras domes fixas da Axis, incorpo¬ram um sensor de imagem megapixel para gerar imagens a partir de um milhão de pi- xels. Essa resolução é pelo menos duas vezes melhor do que a resolução gerada por câmeras analógicas.

Uma câmera de rede megapixel fixa pode ser usada de duas maneiras: ela pode permitir que os operadores vejam mais detalhes em uma imagem de resolução mais elevada, o que ajuda a identificar pessoas e objetos, ou pode ser usada para cobrir uma parte maior de uma cena se a resolução da imagem for mantida igual à de uma câmera convencional.

Hoje em dia, as câmeras megapixel são normalmente menos sensíveis à luz do que uma câmera de rede que não seja megapixel. Os fluxos de vídeo de resolução mais elevada gerados por uma câmera megapixel também exigem mais largura de banda da rede e espaço de armazenamento para as gravações, embora isso possa ser atenuado com o uso do padrão de compactação de vídeo H.264. Para saber mais sobre o padrão H.264, consulte o Capítulo 7.

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CAPÍTuLO 2 - CâMERAS DE REDE

2.5 Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede

Com a variedade de câmeras de rede disponível, é útil conhecer algumas diretrizes ao selecionar uma câmera de rede.

> Defina o objetivo de vigilância: panorâmica ou detalhada. As imagens panorâmicas permi- tem ver uma cena geral ou a movimentação geral das pessoas. Imagens altamente detalhadas são importantes para a identificação de pessoas ou objetos (por exemplo, rostos ou placas de carros, monitoramento de pontos de vendas). O objetivo de vigilância determinará o campo de visão, o posicionamento da câmera, e o tipo de câmera/lente necessário. Para saber mais sobre lentes, consulte o Capítulo 3.

> Área de cobertura. Em um determinado local, defina o número de áreas de interesse, quantas dessas áreas devem ser cobertas, e se as áreas estão localizadas relativamente próximas umas das outras ou se estão muito separadas. A área determinará o tipo de câmera e o número de câmeras necessárias.

- Megapixel ou não-megapixel. Por exemplo, se houver duas áreas de interesse relativa- mente pequenas e próximas uma da outra, pode ser usada uma câmera megapixel com lente grande-angular em vez de duas câmeras não-megapixel.

- Fixa ou PTZ. (no contexto a seguir, “câmera fixa” também se refere a câmeras domes fixas , e “câmeras PTZ” também se refere a câmeras domes PTZ ). Uma área pode ser coberta por várias câmeras fixas ou por algumas câmeras PTZ. Considere que uma câmera PTZ com recursos de grande zoom óptico pode gerar imagens mais detalhadas e vigiar uma área extensa. Entretanto, uma câmera PTZ pode proporcionar uma visão breve de uma parte da sua área de cobertura por vez, ao passo que uma câmera fixa é capaz de cobrir integralmente a sua área o tempo todo. Para usar plenamente os recursos de uma câmera PTZ, é necessário contar com um operador, ou é necessário estabelecer uma ronda automática.

> Ambiente interno ou externo.

- Sensibilidade à luz e iluminação necessária. Em ambientes externos, considere o uso de câmeras para dia e noite. Considere a sensibilidade à luz da câmera que é necessária, além da necessidade de mais iluminação ou de luzes especiais, como lâmpadas IV. Não se esqueça de que as medições em lux nas câmeras de rede não podem ser comparadas entre diferentes fornecedores de produtos de vídeo em rede, pois não há nenhum padrão de mercado para medição da sensibilidade à luz.

- Caixa de proteção. Se for necessário instalar a câmera em um local externo ou em ambientes que exigem proteção contra poeira, umidade ou vandalismo, serão necessários Caixas de proteção. Para saber mais sobre Caixas de proteção, consulte o Capítulo 4.

CâMERAS DE REDE - CAPÍTuLO 2

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> Vigilância explícita ou disfarçada. Isso ajudará na seleção das câmeras, das Caixas de proteção e das fixações que permitem uma instalação discreta ou não-discreta.

Entre as outras considerações importantes a respeito das características necessárias em uma câmera estão as seguintes:

> Qualidade de imagem. A qualidade de imagem é um dos aspectos mais importantes de qualquer câmera, mas é difícil quantificá-la e medi-la. A melhor maneira de determinar a qualidade da imagem é instalar diferentes câmeras e examinar o vídeo. Se for prioritário capturar com clareza objetos em movimento, é importante que a câmera de rede use a tecnologia de varredura progressiva. Para saber mais sobre a varredura progressiva, consulte o Capítulo 3.

> Resolução. Para aplicações que exigem imagens detalhadas, as câmeras megapixel podem ser a melhor opção. Para saber mais sobre a resolução megapixel, consulte o Capítulo 6.

> Compactação. Os três padrões de compactação de vídeo oferecidos nos produtos de vídeo em rede da Axis são o H.264, o MPEG-4 e o Motion JPEG. O H.264 é o padrão mais recente, proporcionando a maior economia de largura de banda e espaço de armazenamento. Para saber mais sobre compactação, consulte o Capítulo 7.

> Áudio. Se for necessário áudio, verifique se é necessário o áudio unidirecional ou bidirecional. As câmeras de rede da Axis com áudio são distribuídas com um microfone embutido e/ou uma entrada para microfone externo e um alto-falante ou uma saída de linha para alto-falantes externos. Para saber mais sobre áudio, consulte o Capítulo 8.

> Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente. Muitas vezes, as funções de gerenciamento de eventos são configuradas através de um software de gerenciamento de vídeo, sendo apoiadas por portas de entrada/saída e recursos de vídeo inteligente em uma câmera de rede ou um codificador de vídeo. A realização de gravações com base em gatilhos de eventos a partir de portas de entrada e recursos de vídeo inteligente em um produto de vídeo em rede economiza largura de banda e espaço de armazenamento, e permite que os operadores tomem conta de um número maior de câmeras, pois nem todas as câmeras exigem monito- ramento ao vivo, a menos que um alarme/evento ocorra. Para saber mais sobre funções de gerenciamento de eventos, consulte o Capítulo 11

> Funções de rede. Entre as considerações estão as seguintes: PoE; criptografia HTTPS para criptografia de fluxos de vídeo antes que eles sejam enviados pela rede; filtragem de endere- ços IP, que concede ou nega direitos de acesso a endereços IP definidos; IEEE802.1X para controlar o acesso a uma rede; IPv6; e funções wireless. Para saber mais sobre tecnologias de rede e segurança, consulte o Capítulo 9

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CAPÍTuLO 2 - CâMERAS DE REDE

> Interface aberta e aplicativos. Um produto de vídeo em rede com uma interface aberta aumenta as possibilidades de integração com outros sistemas. Também é importante que o produto seja apoiado por boas opções de aplicativos e um software de gerenciamento que facilite a instalação e os upgrades dos produtos de vídeo em rede. Os produtos da Axis são apoiados por softwares de gerenciamento de vídeo desenvolvidos pelo usuário e por uma ampla gama de soluções de software de gerenciamento de vídeo de mais de 600 Parceiros de Desenvolvimento de Aplicativos da Axis. Para saber mais sobre sistemas gerenciamento de vídeo, consulte o Capítulo 11.

Outro aspecto importante, externo à câmera de rede em si, é a escolha do fornecedor do produ- to de vídeo em rede. Como as necessidades crescem e se modificam, o fornecedor deve ser considerado um parceiro de longo prazo. Isso significa que é importante escolher um fornecedor que ofereça uma linha completa de produtos de vídeo em rede e acessórios que atendam às necessidades tanto de hoje como de anos à frente. Além disso, o fornecedor deve oferecer ino- vação, suporte, upgrades e um roteiro de produtos de longo prazo.

Assim que for tomada uma decisão sobre a câmera necessária, é recomendável adquirir uma e testar sua qualidade antes de fazer uma grande compra.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3

27

Elementos das câmeras

Vários elementos das câmeras afetam a qualidade da imagem e o campo de visão, de modo que é importante compreendê-los ao escolher uma câmera de rede. Os elemen- tos são a sensibilidade da câmera à luz, o tipo de lente, o tipo de sensor de imagens, e a técnica de varredura, além das funções de processamento de imagens. Todos esses elementos serão abordados neste capítulo. Algumas diretrizes sobre as considerações de instalação também serão apresentadas ao final.

3.1 Sensibilidade à luz

A sensibilidade de uma câmera de rede à luz é, muitas vezes, especificada em lux, que corres-

ponde a um nível de luminância no qual uma câmera gera uma imagem aceitável. Quanto mais baixa a especificação de lux, maior será a sensibilidade da câmera à luz. Normalmente, são ne- cessários pelo menos 200 lux para iluminar um objeto para que seja obtida uma imagem de boa

qualidade. Em geral, quanto mais luz incidir sobre o objeto, melhor será a imagem. Com pou- quíssima luz, é difícil focalizar e a imagem apresentará ruídos e/ou ficará escura. Para capturar imagens de boa qualidade, em condições de pouca luz ou escuras, é necessário usar uma câme-

ra para dia e noite que aproveite a luz quase infravermelha. Para saber mais sobre câmeras para dia e noite, consulte o Capítulo 2.

Diferentes condições de iluminação geram uma luminância diferente. Muitas cenas naturais apresentam uma iluminação bastante complexa, com sombras e luzes que geram diferentes leituras de lux em diferentes partes de uma cena. Dessa forma, é importante ter em mente que uma leitura de lux não indica a condição de iluminação de toda a cena.

Luminância

Condições de iluminação

100,000 lux

Luz solar forte

10,000 lux

Luz solar plena

500

lux

Luz de escritório

100

lux

Sala mal-iluminada

28

CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS

Muitos fabricantes especificam o nível mínimo de iluminação necessária para que uma câmera de rede gere uma imagem aceitável. Embora essas especificações ajudem a fazer comparações de sensibilidade à luz de câmeras produzidas pelo mesmo fabricante, talvez não seja útil usar esses números para comparar câmeras de diferentes fabricantes. Isso ocorre porque cada fabri- cante utiliza um método diferente e critérios diferentes de uma imagem aceitável. Para compa- rar corretamente o desempenho de duas câmeras diferentes em condições de baixa luminosida- de, as câmeras devem ser colocadas lado a lado e capturar um objeto em movimento com pouca iluminação.

3.2 Elementos de lente

Uma lente, ou um conjunto de lente, de uma câmera de rede realiza várias funções. Entre elas estão as seguintes:

> Definir o campo de visão, ou seja, definir quanto da cena será capturado, e o nível de detalhes da captura.

> Controlar a quantidade de luz que atinge o sensor de imagens para que uma imagem seja corretamente exposta.

> Focalizar para ajustar qualquer um dos elementos no conjunto da lente, ou a distância entre os conjuntos de lentes e o sensor de imagens.

3.2.1 Campo de visão

Um fator que deve ser levado em consideração ao escolher uma câmera é o campo de visão necessário, ou seja, a área de cobertura e o nível de detalhes que será visualizado. O campo de visão é determinado pela distância focal da lente e pelo tamanho do sensor de imagem; ambos são especificados na folha de dados da câmera de rede.

A distância focal de uma lente é definida como a distância entre a lente de entrada (ou um

ponto específico de um conjunto de lente complexo) e o ponto para o qual todos os raios de luz convergem (normalmente, o sensor de imagem da câmera). Quanto maior a distância focal, mais estreito será o campo de visão.

A maneira mais rápida de descobrir a lente com a distância focal necessária para o campo de

visão desejado é usar uma calculadora de lentes rotativas ou uma calculadora de lentes on-line (www.axis.com/tools), ambas disponibilizadas pela Axis. O tamanho do sensor de imagem de uma câmera de rede, normalmente 1/4”, 1/3”, 1/2” e 2/3”, também deve ser usado no cálculo. A

desvantagem de usar uma calculadora de lentes é que ela não leva em conta nenhuma possível distorção geométrica de uma lente.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3

29

O campo de visão pode ser classificado em três categorias:

> Visão normal: Oferece o mesmo campo de visão que o olho humano.

> Telefoto: Um campo de visão mais estreito que oferece, em geral, detalhes mais refinados do que o olho humano pode captar. Uma lente de telefoto é usada quando o objeto vigiado é pequeno ou está muito distante da câmera. Uma lente de telefoto geralmente tem menos capacidade de captura de luz que uma lente normal.

> Grande-angular: Um campo de visão maior com menos detalhes que na visão normal. Uma lente grande-angular geralmente oferece uma boa profundidade de campo e um bom desempenho com baixa luminosidade. Às vezes, as lentes grande-angulares geram distorções geométricas, por exemplo, o efeito “olho de peixe”.

geométricas, por exemplo, o efeito “olho de peixe”. Figura 3.2a Diferentes campos de visão: Grande-angular (à
geométricas, por exemplo, o efeito “olho de peixe”. Figura 3.2a Diferentes campos de visão: Grande-angular (à
geométricas, por exemplo, o efeito “olho de peixe”. Figura 3.2a Diferentes campos de visão: Grande-angular (à

Figura 3.2a

Diferentes campos de visão: Grande-angular (à esquerda); visão normal (no meio); telefoto (à direita).

esquerda); visão normal (no meio); telefoto (à direita). Figura 3.2b meio); telefoto (à direita). Lentes de
esquerda); visão normal (no meio); telefoto (à direita). Figura 3.2b meio); telefoto (à direita). Lentes de
esquerda); visão normal (no meio); telefoto (à direita). Figura 3.2b meio); telefoto (à direita). Lentes de

Figura 3.2b

meio); telefoto (à direita).

Lentes de câmeras de rede com diferentes distâncias focais: grande-angular (à esquerda); normal (no

Existem três tipos principais de lentes:

> Lente fixa: Essa lente oferece uma distância focal fixa, ou seja, apenas um campo de visão (ou normal, ou telefoto ou grande-angular). Uma distância focal comum de uma lente de câmera de rede fixa é de 4 mm.

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CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS

> Lente de foco variável: Esse tipo de lente oferece várias distâncias focais e, portanto, diferentes campos de visão. O campo de visão pode ser ajustado manualmente. Quando o campo de visão mudar, o usuário precisará refocalizar a lente manualmente. As lentes de foco variável para câmeras de rede oferecem distâncias focais que variam de 3 mm a 8 mm.

> Lente de zoom: As lentes de zoom são como lentes de foco variável, pois permitem que o usuário selecione diferentes campos de visão. Entretanto, não será necessário refocalizar as lentes de zoom se o campo de visão mudar. O foco pode ser mantido dentro de um intervalo de distâncias focais, por exemplo, de 6 mm a 48 mm. A lente pode ser ajustada manualmente ou através de controle remoto, com um motor. Quando uma lente indica, por exemplo, a capacidade de zoom de 3x, ela se refere à proporção entre a distância focal mais longa e mais curta da lente.

3.2.2 Combinando lente e sensor

Se uma câmera de rede oferecer lentes intercambiáveis, será importante escolher uma lente adequada à câmera. Uma lente produzida para um sensor de imagem de ½ polegada funcionará com sensores de imagem de ½ pol., 1/3 de pol. e ¼ de pol., mas não com um sensor de imagem de 2/3 de pol.

Se uma lente tiver sido projetada para um sensor de imagem menor do que o sensor efetivamen- te instalado dentro da câmera, a imagem apresentará cantos pretos (consulte a ilustração à esquerda na Figura 3.2c abaixo). Se uma lente tiver sido projetada para um sensor de imagem maior do que o sensor efetivamente instalado dentro da câmera, o campo de visão será menor do que a capacidade da lente, pois parte das informações serão “perdidas” fora do sensor de imagem (consulte a ilustração à esquerda da Figura 3.2c). Essa situação cria um efeito de telefo- to, pois faz com que tudo pareça aproximado.

Lente de 1/4” Lente de 1/3" Lente de 1/2"
Lente de 1/4”
Lente de 1/3"
Lente de 1/2"

Figura 3.2c

Exemplos de lentes diferentes instaladas em um sensor de imagem de 1/3 de polegada.

Quando a lente de uma câmera megapixel for substituída, será necessária uma lente de alta qua- lidade, pois os pixels dos sensores megapixel são muito menores do que os de um sensor VGA (640x480 pixels). É melhor combinar a resolução da lente com a resolução da câmera para usar plenamente a capacidade da câmera.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3

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3.2.3 Padrões de encaixe de lentes

Ao trocar uma lente, também é importante saber o tipo de encaixe de lente da câmera de rede. As câmeras de rede utilizam dois padrões principais: encaixe CS e encaixe C. Ambos têm uma rosca de 1 polegada, e sua aparência é idêntica. A diferença é a distância das lentes para o sensor quando elas são encaixadas na câmera:

> Encaixe CS. A distância entre o sensor e a lente deve ser de 12,5 mm.

> Encaixe C. A distância entre o sensor e a lente deve ser de 17,526 mm.

É possível encaixar uma lente de encaixe C no corpo de uma câmera com encaixe CS, usando um

espaçador de 5 mm (anel adaptador C/CS). Se não for possível focalizar a câmera, é provável que o tipo errado de lente esteja sendo usado.

3.2.4 número ‘f’ e exposição

Em situações de baixa luminosidade, especialmente em ambientes internos, um fator importante que deve ser examinado em uma câmera de rede é a capacidade de captura de luz da lente. Isso pode ser determinado pelo número ‘f’ da lente, também conhecido como f-stop. Um número ‘f’ define quanta luz poderá atravessar uma lente.

O número ‘f’ é a proporção entre a distância focal da lente e o diâmetro da abertura ou da íris; ou seja, número ‘f’ = distância focal/abertura.

Quanto menor for o número ‘f’ (seja uma distância focal curta em relação à abertura, ou uma abertura grande em relação à distância focal), melhor será a capacidade de captura de luz da lente; ou seja, mais luz atravessará a lente e chegará ao sensor de imagem. Em situações de baixa luminosidade, um número f menor geralmente produz uma qualidade de imagem melhor. Entre- tanto, pode haver alguns sensores incapazes de aproveitar um número f mais baixo em situações de pouca luminosidade devido à maneira como foram projetados. Um número f mais elevado, por outro lado, aumenta a profundidade de campo. Isso é explicado na seção 3.2.6. Normalmente, uma lente com número f mais baixo é mais cara que uma lente com número f mais alto.

Os números f são, muitas vezes, representados como F/x. A barra indica divisão. F/4 significa que o diâmetro da íris é igual à distância focal dividida por 4; assim, se uma câmera tiver uma lente de 8 mm, a luz deve atravessar uma íris cuja abertura tem 2 mm de diâmetro. Embora as lentes com íris de ajuste automático (íris DC) tenham um intervalo de números f, muitas vezes apenas a extremi- dade máxima de captura de luz do intervalo (o menor número f) é especificada. A capacidade de captura de luz de uma lente, ou número f, e o tempo de exposição (ou seja, o tempo pelo qual um sensor de imagem fica exposto à luz) são os dois elementos principais que definem a quantidade de luz recebida por um sensor de imagem. Um terceiro elemento (ganho) é um amplificador usado para clarear a imagem. Entretanto, o aumento do ganho também aumenta o nível de ruído (granulari- dade) de uma imagem. Portanto, é preferível ajustar o tempo de exposição ou a abertura da íris.

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CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS

Algumas câmeras da Axis permitem definir os limites de tempo de exposição e o ganho. Quanto maior o tempo de exposição, mais luz o sensor de imagem receberá. Ambientes claros exigem um tempo de exposição menor, ao passo que condições de baixa luminosidade exigem um tempo de exposição maior. É importante saber que o aumento do tempo de exposição também possibilita que a imagem fique desfocada, ao passo que o aumento da abertura da íris tem a desvantagem de reduzir a profundidade de campo. Isso é explicado na seção 3.2.6 a seguir.

Para decidir sobre a exposição, recomendamos um tempo menor de exposição para movimentos rápidos ou quando for necessária uma alta taxa de quadros de imagem (frame rate elevado). Um tempo de exposição maior melhora a qualidade de imagem quando as condições de iluminação não forem boas, mas pode deixar desfocadas imagens em movimento e reduzir a velocidade de captura de imagens, pois é necessário mais tempo para expor cada quadro. Em algumas câmeras de rede, um ajuste automático de exposição significa que a velocidade de captura aumenta ou diminui de acordo com a quantidade de luz disponível. Apenas com a redução do nível de lumino- sidade é importante considerar o uso de iluminação artificial ou a priorização de uma velocidade de captura maior ou de uma qualidade de imagem melhor.

de captura maior ou de uma qualidade de imagem melhor. Figura 3.2d condições de baixa luminosidade.

Figura 3.2d

condições de baixa luminosidade.

Uma interface de usuário de câmera com opções para configurar, entre outras coisas, a exposição em

3.2.5 Íris manual ou automática

Em ambientes internos, onde os níveis de luz possam ser constantes, pode ser usada uma lente com íris manual. Esse tipo de lente possui ou um anel para ajustar a íris, ou a íris é fixada em um determinado número f. A última é usada pela Axis em suas câmeras de rede para interiores. Uma lente com íris automaticamente ajustável é recomendada para aplicações externas e onde a iluminação da cena mude constantemente. A abertura da íris é controlada pela câmera, sendo usada para manter o nível ideal de iluminação no sensor de imagem se não houver configurações de exposição e ganho ou se essas configurações não forem usadas na câmera de rede. A íris também pode ser usada para controlar a profundidade de campo (explicada na seção abaixo) e para obter imagens mais nítidas. A maioria das lentes com íris automática é controlada pelo

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3

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processador da câmera através de corrente contínua (DC) e, portanto, são chamadas lentes de “íris DC”. Todas as câmeras da Axis para exteriores, sejam elas fixas, domes fixas , PTZ ou domes PTZ , usam lentes com íris DC ou íris automática.

3.2.6 Profundidade de campo

Um critério que pode ser importante para uma aplicação de vigilância por vídeo é a profundida- de de campo. Profundidade de campo é a distância na frente e atrás do ponto focal onde os objetos parecem nítidos simultaneamente. A profundidade de campo pode ser importante, por exemplo, no monitoramento de um estacionamento, onde pode ser necessário identificar placas de carros a 20, 30 e 50 metros (60, 90 e 150 pés) de distância. A profundidade de campo é afe- tada por três fatores: distância focal, diâmetro da íris e distância da câmera até o objeto. Uma distância focal grande, uma abertura de íris grande ou uma distância curta entre a câmera e o objeto limitam a profundidade de campo.

Ponto focal Profundidade de campo
Ponto focal
Profundidade
de campo

Figura 3.2e

meio da fila e for possível identificar os rostos de todos que estiverem a mais de 15 metros (45 pés) de distância na

Profundidade de campo: Imagine uma fila de pessoas em pé uma atrás da outra. Se o foco estiver no

frente e atrás do ponto médio, a profundidade de campo será adequada.

do ponto médio, a profundidade de campo será adequada. Figura 3.2f Abertura da íris e profundidade

Figura 3.2f Abertura da íris e profundidade de campo. A ilustração acima é um exemplo da profundidade de campo com diferentes números f e distância focal de 2 metros (7 pés). Um número f elevado (abertura de íris menor) permi- te focalizar objetos a uma distância maior. Dependendo do tamanho dos pixels, aberturas de íris muito pequenas podem desfocar a imagem devido à difração.

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CAPÍTuLO 3 - CELEMEnTOS DAS CâMERAS

3.3 Sensores de imagem

Quando a luz atravessa uma lente, ela se concentra no sensor de imagem da câmera. Um sensor de imagem é formado por muitos fotopontos, cada um correspondendo a um elemento de ima- gem, mais conhecido como “pixel”, no sensor de imagem. Cada pixel de um sensor de imagem registra a quantidade de luz à qual ele é exposto, transformando-o em um número correspon- dente de elétrons. Quanto maior a intensidade da luz, mais elétrons são gerados.

Duas tecnologias principais podem ser usadas no sensor de imagem de uma câmera:

> CCD (dispositivo acoplado por carga)

> CMOS (semicondutor de óxido metálico complementar)

Figura 3.3a

(semicondutor de óxido metálico complementar) Figura 3.3a Sensores de imagem: CCD (esquerda); CMOS (direita). Embora
(semicondutor de óxido metálico complementar) Figura 3.3a Sensores de imagem: CCD (esquerda); CMOS (direita). Embora

Sensores de imagem: CCD (esquerda); CMOS (direita).

Embora os sensores CCD e CMOS sejam muitas vezes considerados rivais, cada um tem seus pontos fortes e fracos que os tornam apropriados para diferentes aplicações. Os sensores de CCD são produzidos com uma tecnologia desenvolvida especificamente para a indústria de câmeras. Os primeiros sensores CMOS utilizavam uma tecnologia padrão que já era amplamente usada nos chips de memória dos PCs, por exemplo. Os sensores CMOS de hoje utilizam uma tecnologia mais especializada, e a qualidade dos sensores está aumentando rapidamente.

3.3.1 Tecnologia CCD

Os sensores CCD são usados em câmeras há mais de 30 anos, e oferecem muitas vantagens. Em geral, eles ainda oferecem uma sensibilidade à luz ligeiramente melhor e geram um pouco menos de ruído que os sensores CMOS. Uma sensibilidade maior à luz gera imagens melhores em condi- ções de baixa luminosidade. Entretanto, os sensores CCD são mais caros e mais complexos de in- corporar a uma câmera. Um CCD também pode consumir até 100 vezes mais energia que um sensor CMOS equivalente.

3.3.2 Tecnologia CMOS

Avanços recentes nos sensores CMOS os estão aproximando dos sensores CCD em termos de qualidade de imagem. Os sensores CMOS reduzem o custo total das câmeras, pois contêm toda a lógica necessária para montar as câmeras com base neles. Em comparação com os CCDs, os sensores CMOS oferecem mais possibilidades de integração e mais funções.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3

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Os sensores de CMOS também apresentam uma saída mais rápida (o que é uma vantagem quan- do são necessárias imagens com resolução mais alta), menor dissipação de energia no chip, além de reduzir as dimensões do sistema. Os sensores CMOS com resolução megapixel têm disponibi- lidade mais ampla e são mais econômicos que os sensores CCD megapixel.

3.3.3 Sensores megapixel

Por motivos de custo, muitos sensores megapixel (ou seja, sensores a partir de um milhão de pi- xels) em câmeras megapixel têm o mesmo tamanho ou são apenas um pouco maiores que os sensores VGA com resolução de 640x480 (307.200) pixels. Isso significa que o tamanho de cada pixel de um sensor megapixel é menor do que o pixel de um sensor VGA. Por exemplo, os pixels de um sensor megapixel com 1/3 de polegada e 2 megapixels medem 3 μm (micrômetros/mi- crons) cada. Em comparação, o pixel de um sensor VGA de 1/3 de polegada mede 7,5 μm. Assim, embora a câmera megapixel ofereça uma resolução mais alta e mais detalhes, ela é menos sen- sível à luz que uma câmera VGA, pois seus pixels são menores e a luz refletida por um objeto se dispersa por um número maior de pixels.

3.4 Técnicas de varredura de imagens

A varredura entrelaçada e a varredura progressiva são as duas técnicas disponíveis hoje em dia para ler e exibir informações geradas por sensores de imagem. A varredura entrelaçada é usada principalmente nos CCDs. A varredura progressiva é usada nos sensores CCD ou CMOS. As câme- ras de rede podem usar qualquer uma dessas técnicas de varredura. Entretanto, as câmeras analógicas podem usar apenas a técnica de varredura entrelaçada para transferir imagens por um cabo coaxial e exibi-las em monitores analógicos.

3.4.1 Varredura entrelaçada

Quando uma imagem entrelaçada de um CCD é gerada, são gerados dois campos de linhas: um que exibe as linhas ímpares, e outro que exibe as linhas pares. Entretanto, para criar o campo ímpar, são combinadas informações das linhas pares e ímpares em um sensor CCD. O mesmo vale para o campo par, no qual as informações das linhas pares e ímpares se combinam para formar uma imagem em linhas alternadas.

Ao transmitir uma imagem entrelaçada, apenas a metade das linhas (alternadas entre pares e ímpares) de uma imagem é enviada de cada vez, reduzindo pela metade a largura de banda consumida. O monitor, por exemplo, um televisor tradicional, também deve usar a técnica en- trelaçada. Primeiro as linhas ímpares, depois as linhas pares, são exibidas; em seguida, elas são atualizadas alternadamente a 25 (PAL) ou 30 (NTSC) quadros por segundo para que o sistema visual humano as interprete como imagens completas. Todos os formatos analógicos de vídeo e alguns formatos HDTV modernos são entrelaçados. Embora a técnica de entrelaçamento crie artefatos ou distorções em virtude de dados ‘desaparecidos’, eles não são muito perceptíveis em um monitor entrelaçado.

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CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS

Entretanto, quando um vídeo entrelaçado é exibido em monitores com varredura progressiva (como em monitores de computador, que varrem as linhas de uma imagem de maneira consecu- tiva), os artefatos passam a ser percebidos. Os artefatos, que podem ser vistos como “rasgos”, são causados pelo ligeiro atraso entre as atualizações das linhas pares e ímpares, pois apenas metade das linhas acompanha uma imagem em movimento, enquanto a outra metade espera pela atualização. Isso pode ser percebido especialmente quando o vídeo é parado e um quadro congelado do vídeo é analisado.

3.4.2 Varredura progressiva

Com um sensor de imagem de varredura progressiva, são obtidos os valores de cada pixel do sensor e cada linha de dados de imagem é lida seqüencialmente, gerando uma imagem com quadro completo. Em outras palavras, as imagens capturadas não são divididas em campos sepa- rados, como na varredura entrelaçada. Com a varredura progressiva, um quadro de imagem com- pleto é enviado pela rede e, quando é exibido em um monitor de computador com varredura progressiva, cada linha de uma imagem é colocada na tela, uma por vez, em perfeita ordem. Portanto, os objetos em movimento são mais bem apresentados em telas de computador quando a técnica de varredura progressiva é utilizada. Em uma aplicação de vigilância por vídeo, isso pode ser fundamental para ver detalhes de um objeto em movimento (por exemplo, uma pessoa fugin- do). A maioria das câmeras de rede da Axis usa a técnica de varredura progressiva.

de rede da Axis usa a técnica de varredura progressiva. 1º campo: Linhas ímpares 2º campo:

1º campo: Linhas ímpares

2º campo: Linhas pares [17/20 ms (NTSC/PAL) depois]

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura entrelaçada

no quadro congelado, usando a varredura entrelaçada Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura progressiva

Figura 3.4a

À direita, uma imagem de varredura progressiva em um monitor de computador.

À esquerda, uma imagem de varredura entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador).

entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador). Figura 3.4b À esquerda, uma imagem JPEG em tamanho
entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador). Figura 3.4b À esquerda, uma imagem JPEG em tamanho

Figura 3.4b À esquerda, uma imagem JPEG em tamanho completo (704x576 pixels) de uma câmera analógica usando a varredura entrelaçada. À direita, uma imagem JPEG em tamanho completo (640x480 pixels) de uma câme- ra de rede da Axis usando a tecnologia de varredura progressiva. Ambas as câmeras usaram o mesmo tipo de lente e

a velocidade do carro era a mesma – 20 km/h (15 mph). O fundo é claro em ambas as imagens. Entretanto, o moto- rista pode ser visto apenas na imagem que utiliza a tecnologia de varredura progressiva.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3

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3.5 Processamento de imagem

As câmeras de rede podem contar com três recursos para melhorar a qualidade da imagem:

compensação de iluminação traseira, zonas de exposição e faixa dinâmica ampla.

3.5.1 Compensação de iluminação traseira

Embora a exposição automática da câmera tente fazer com que o brilho de uma imagem se pareça com o brilho de uma imagem visto pelo olho humano, ela pode ser facilmente enganada. Uma ilu- minação traseira intensa pode fazer com que os objetos em primeiro plano fiquem escuros. As câ- meras de rede com compensação de iluminação traseira se esforçam por ignorar as áreas limitadas com iluminação intensa, como se elas não existissem. Isso permite que os objetos em primeiro plano sejam vistos, embora as áreas claras sofram superexposição. Essas situações de iluminação também podem ser gerenciadas pelo aumento da faixa dinâmica da câmera, que será discutida na seção 3.5.3 abaixo.

3.5.2 Zonas de exposição

Além de lidar com as áreas limitadas de alta intensidade de iluminação, a exposição automática de uma câmera de rede também deve decidir que área de uma imagem deve determinar o valor de exposição. Por exemplo, o primeiro plano (normalmente a parte inferior de uma imagem) pode conter informações mais importantes que o segundo plano; por exemplo, o céu (normal- mente a seção superior de uma imagem). As áreas menos importantes de uma cena não devem determinar a exposição total. Em câmeras de rede avançadas da Axis, o usuário é capaz de usar as zonas de exposição para selecionar a área de uma cena — centro, esquerda, direita, superior ou inferior — que deve receber uma exposição mais correta.

3.5.3 Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range)

Algumas câmeras de rede da Axis oferecem a ampla faixa dinâmica para lidar com uma ampla gama de condições de iluminação em uma cena. Em uma cena com áreas extremamente claras ou escuras ou em situações com luz de fundo em que uma pessoa está na frente de uma janela clara, uma câmera normal produziria uma imagem que deixaria pouco visíveis os objetos em áreas escu- ras. O ampla faixa dinâmica resolve este problema aplicando técnicas, como exposições diferentes para objetos diferentes em uma cena, de modo a tornar objetos de áreas claras e escuras visíveis.

modo a tornar objetos de áreas claras e escuras visíveis. Figura 3.5a À esquerda, imagem sem
modo a tornar objetos de áreas claras e escuras visíveis. Figura 3.5a À esquerda, imagem sem

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CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS

3.6 Instalação de uma câmera de rede

Quando uma câmera de rede é comprada, a maneira como ela é instalada é igualmente impor- tante. Veja a seguir algumas recomendações sobre a melhor maneira de realizar uma vigilância por vídeo de alta qualidade com base no posicionamento da câmera e em fatores ambientais.

> Objetivo de vigilância. Se o objetivo for obter um panorama de uma área para acompanhar o movimento de pessoas ou objetos, a câmera adequada à tarefa deverá ser posicionada de forma a atingir esse objetivo. Se a intenção for identificar uma pessoa ou um objeto, a câmera deverá ser posicionada ou focalizada de forma a capturar o nível de detalhes necessário para fins de identificação. Autoridades policiais locais também podem estabelecer diretrizes sobre a melhor maneira de posicionar uma câmera.

> use muita luz, ou aumente a iluminação, se for necessário. Normalmente é fácil e econô- mico acrescentar lâmpadas fortes em situações tanto internas como externas para criar as condições de iluminação necessárias à captura de boas imagens.

> Evite a luz solar direta, pois ela “cega” a câmera e pode reduzir o desempenho do sensor de imagem. Se possível, posicione a câmera com o sol por trás.

> Evite a iluminação traseira. Esse problema ocorre normalmente quando se tenta capturar um objeto na frente de uma janela. Para evitar esse problema, reposicione a câmera ou use cortinas e feche as persianas, se possível. Se não for possível reposicionar a câmera, acrescente iluminação frontal. As câmeras que operam com a faixa dinâmica ampla lidam melhor com situações de iluminação traseira.

> Reduza a faixa dinâmica da cena. Em ambientes externos, imagens capturadas com muito céu geram uma faixa dinâmica muito alta. Se a câmera não operar com a faixa dinâmica ampla, a solução é instalá-la bem acima do solo, usando um poste, se necessário.

> Ajuste os parâmetros da câmera. Às vezes, pode ser necessário ajustar os parâmetros de equilíbrio de branco, brilho e nitidez para obter uma imagem ideal. Em situações de baixa luminosidade, os usuários também devem dar prioridade à velocidade de captura (frame rate) ou à qualidade da imagem.

> Aspectos jurídicos. A vigilância por vídeo pode ser restrita ou proibida pelas leis, que variam de um país para o outro. É recomendável analisar a legislação da região antes de instalar um sistema de vigilância por vídeo. Talvez seja necessário, por exemplo, registrar ou obter uma licença para realizar vigilância por vídeo, especialmente em áreas públicas. Pode ser neces- sária sinalização indicativa. As gravações em vídeo podem precisar do registro de data e hora nas imagens. Pode haver normas quanto ao período de armazenamento das imagens. As gravações de áudio podem ou não ser permitidas.

PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS - CAPÍTuLO 4

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Proteção e caixas de proteção de câmeras

Geralmente, as câmeras de vigilância são geralmente colocadas em ambientes extremos. As câmeras podem exigir proteção contra a chuva, ambientes quentes e frios, poeira, substâncias corrosivas, vibrações e vandalismo. Os fabricantes de câmeras e acessórios para câmeras utilizam vários métodos para enfrentar esses desafios ambientais. Entre as soluções estão colocar as câmeras em caixas de proteção separados, projetar caixas para câmera especiais, e/ou usar algoritmos inteligentes capazes de detectar e alertar os usuários sobre mudanças nas condições de operação de uma câmera. As seções abaixo abordam tópicos como proteções, posicionamento de câmeras fixas em caixas, proteção ambiental, proteção contra vandalismo e adulteração, e tipos de fixação.

4.1 Caixas de proteção de câmeras em geral

Quando o ambiente exigir mais das condições de operação originais de uma câmera, são neces- sários caixas de proteção . As caixas de proteção de câmeras estão disponíveis em diferentes tamanhos e qualidades, e oferecem diferentes recursos. As caixas são feitos de metal ou plásti- co, e podem ser classificados em dois tipos gerais: caixas para câmeras fixas e caixas para câ- meras dome. Alguns fatores devem ser levados em consideração para selecionar uma caixa de proteção, entre eles:

> Abertura lateral ou deslizante (para alojamentos de câmeras fixas)

> Ferragens de fixação

> Bolha transparente ou fumê (para caixas de proteção para cameras dome)

> Organização dos cabos

> Temperatura e outros fatores (considere a necessidade de um aquecedor, pára-sol, ventilador e limpadores)

> Fonte de alimentação (12 V, 24 V, 110 V, etc.)

> Nível de resistência a vandalismo

Algumas caixas também possuem periféricos, como antenas para aplicações sem fio. Uma an- tena externa é necessária apenas se a caixa for fabricado em metal. Uma câmera sem fio dentro de uma caixas de proteção de plástico funciona sem uma antena externa.

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CAPÍTuLO 4 - PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS

4.2 Proteção transparente

A “janela” ou proteção transparente de um caixas de proteção é normalmente feita de vidro de alta

qualidade ou policarbonato durável. Uma vez que as janelas funcionam como lentes ópticas, elas devem ser de alta qualidade para reduzir seu efeito sobre a qualidade da imagem. Quando houver imperfeições inerentes no material transparente, a clareza ficará comprometida.

As exigências são maiores para as janelas das caixas de proteção de câmeras PTZ e câmeras dome PTZ. As janelas não apenas precisam ter o formato especial de bolha, mas também precisam apre-

sentar alta claridade, pois imperfeições como partículas de poeira podem ser ampliadas, especial- mente quando forem instaladas câmeras com altos fatores de aproximação (zoom). Além disso, se

a espessura da janela for desigual, uma linha reta poderá aparecer como curva na imagem resul-

tante. Uma bolha de alta qualidade deve afetar muito pouco a qualidade da imagem, independen- temente o nível de zoom e a posição da lente da câmera.

A espessura de uma bolha pode ser maior para suportar impactos fortes, mas quanto maior a es-

pessura da proteção, maiores serão as chances de haver imperfeições. O aumento da espessura também pode criar reflexos e refrações de luz indesejáveis. Portanto, proteções mais espessas de- vem atender a requisitos mais rigorosos caso seja necessário reduzir o efeito sobre a qualidade de imagem.

Várias cúpulas ou bolhas estão disponíveis, nas versões transparente ou fumê. Embora as versões fumê permitam uma instalação mais discreta, elas também agem como óculos de sol, reduzindo a quantidade de luz à disposição da câmera. Portanto, ela afetará a sensibilidade da câmera à luz.

4.3 Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção

Ao instalar uma câmera fixa em uma caixa de proteção, é importante que a lente da câmera seja posicionada bem rente à janela para evitar ofuscamento. Caso contrário, aparecerão reflexos da câmera e do fundo na imagem. Para reduzir os reflexos, podem ser aplicados revestimentos es- peciais sobre qualquer vidro usado diante da lente.

V idro V idro BOM RUIM Reflexo Reflexo
V idro
V idro
BOM
RUIM
Reflexo
Reflexo

Figura 4.3a

para evitar reflexos.

Ao instalar uma câmera atrás de um vidro, o posicionamento correto da câmera passa a ser importante

PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS - CAPÍTuLO 4

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4.4 Proteção ambiental

As principais ameaças do ambiente a uma câmera — especialmente às câmeras instaladas em exteriores — são o frio, o calor, a água e a poeira. Podem ser usados caixas de proteção com aquecedores e ventiladores (ventoinhas) internos em ambientes com temperaturas altas ou bai- xas. Em ambientes quentes, as câmeras podem ser colocadas em proteções com refrigeração ativa e um conversor de calor separado.

Para suportar água e poeira, as caixas de proteção (muitas vezes da categoria IP66) são cuida- dosamente vedados. Nas situações em que as câmeras possam ficar expostas a ácidos, como na indústria de alimentos, são necessários caixas de proteção de aço inoxidável. Algumas caixas de proteção especializadas podem ser pressurizados, submergíveis, blindados ou projetados para instalação em localidades potencialmente explosivas. Proteções especiais também podem ser necessárias por motivos estéticos.

Outros elementos do ambiente são o vento e o tráfego. Para reduzir as vibrações, especialmente em câmeras instaladas em postes, o alojamento deve ser pequeno e fixado com firmeza.

Freqüentemente, os termos “caixas de proteção para interiores” e “caixas de proteção para exte- riores” se referem ao nível de proteção ambiental. Uma caixa de proteção para interiores é usado principalmente para evitar a entrada de poeira e não inclui um aquecedor e/ou uma ventoinha. Os termos são enganosos, pois a localização, seja ela interna ou externa, nem sempre corresponde às condições de um local de instalação. Uma câmera instalada em uma sala frigorífica, por exemplo, exige uma “caixa de proteção para exteriores” com aquecedor incorporado.

O nível de proteção proporcionado pelas proteções, sejam elas internas ou separadas da câmera, é freqüentemente indicado por classificações definidas por normas como a IP (Ingress Protec¬tion, “Proteção contra Entrada”, às vezes conhecida também como Proteção Internacional) válidas em todo o mundo; e a NEMA (National Electrical Manufacturers Association, “Associação Nacional de Fabricantes Elétricos”) nos EUA, e as classificações IK para impactos mecânicos externos, válidas na Europa. Quando for necessário instalar uma câmera em um ambiente potencialmente explosivo, outras normas entram em cena — como a IECEx, que é uma certificação global, e a ATEX, uma certificação européia. Para saber mais sobre classificações IP, visite: www.axis.com/

products/cam_housing/ip66.htm

4.5 Proteção contra vândalos e adulteração

Em algumas aplicações de vigilância, as câmeras correm o risco de ataques hostis e violentos. Embora uma câmera ou um alojamento nunca possa garantir 100% de proteção contra compor- tamentos destrutivos em qualquer situação, o vandalismo pode ser atenuado se alguns aspectos forem considerados: projeto da câmera/da caixa de proteção, fixação, posicionamento e uso de alarmes inteligentes de vídeo.

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CAPÍTuLO 4 - PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS

4.5.1 Projeto da câmera/da caixa de proteção

Os invólucros e os componentes relacionados feitos de metal proporcionam uma proteção melhor contra vandalismo do que os que são fabricados em plástico. O formato da caixa de proteção ou da câmera é outro fator. Uma caixa de proteção ou uma câmera fixa tradicional que se projeta de uma parede ou do teto é mais vulnerável a ataques (por exemplo, chutes ou impactos) do que caixas de proteção ou invólucros com design mais discreto para uma câmera dome fixa ou uma câmera dome PTZ. A proteção lisa e arredondada de uma cúpula fixa ou de uma cúpula PTZ difi-

culta, por exemplo, o bloqueio da visão da câmera com a colocação de um pedaço de tecido sobre

a câmera. Quanto mais uma caixa de proteção ou uma câmera se mesclar com o ambiente ou

estiver disfarçada com outra coisa que não seja uma câmera — por exemplo, uma lâmpada exter- na — melhor será a proteção contra o vandalismo.

exter- na — melhor será a proteção contra o vandalismo. Figura 4.5a classificados como resistentes a
exter- na — melhor será a proteção contra o vandalismo. Figura 4.5a classificados como resistentes a
exter- na — melhor será a proteção contra o vandalismo. Figura 4.5a classificados como resistentes a

Figura 4.5a

classificados como resistentes a vandalismo.

Exemplos de caixas de proteção de câmeras fixas. Apenas as caixas de proteção do meio e da direita são

Apenas as caixas de proteção do meio e da direita são Figura 4.5b Exemplos de caixas
Apenas as caixas de proteção do meio e da direita são Figura 4.5b Exemplos de caixas
Apenas as caixas de proteção do meio e da direita são Figura 4.5b Exemplos de caixas

Figura 4.5b Exemplos de caixas de proteção resistentes a vandalismo para uma câmera de rede fixa pequena ou compacta (à esquerda), para uma câmera de rede dome fixa (meio) e para uma câmera dome PTZ (à direita).

4.5.2 Fixação

A forma de fixação das câmeras e das caixas de proteção também é importante. Uma câmera de

rede fixa tradicional e uma câmera dome PTZ , cuja fixação é realizada na superfície do teto, são

mais vulneráveis a ataques do que uma câmera dome fixa ou uma câmera dome PTZ instalada rente ao teto ou à parede, quando apenas a parte transparente da câmera ou da caixa de proteção ficar visível.

da câmera ou da caixa de proteção ficar visível. Figuras 4.5c Exemplos de caixas de proteção
da câmera ou da caixa de proteção ficar visível. Figuras 4.5c Exemplos de caixas de proteção

PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS - CAPÍTuLO 4

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Outro fator importante é a fixação do cabeamento da câmera. A melhor proteção ocorre quando

o cabo é puxado diretamente através da parede ou do teto, por trás da câmera. Dessa forma, não haverá cabos visíveis para serem manuseados indevidamente. Se isso não for possível, um con- duíte metálico deve ser usado para proteger os cabos contra ataques.

4.5.3 Posicionamento das câmeras

O posicionamento das câmeras também é um fator importante para evitar o vandalismo. Se as

câmeras forem posicionadas fora do alcance, em paredes altas, ou no teto, muitos ataques im- pulsivos poderão ser evitados. A desvantagem pode ser o ângulo de visão, que, de certa forma, pode ser compensado pela escolha de uma lente diferente.

4.5.4 Vídeo inteligente

O recurso de alarme ativo contra adulteração da Axis ajuda a proteger as câmeras contra o

vandalismo. Ele pode detectar se uma câmera foi redirecionada, ofuscada ou adulterada, e en- viar alarmes aos operadores. Isso é especialmente útil em instalações com centenas de câmeras em ambientes exigentes nos quais é difícil controlar se todas as câmeras estão funcionando corretamente. Isso também é útil em situações nas quais não ocorre visualização ao vivo e os operadores podem ser avisados quando as câmeras foram manuseadas indevidamente.

4.6 Tipos de fixação

As câmeras precisam ser colocadas em vários tipos de lugares, e requerem fixações de diversos

tipos.

4.6.1 Fixação no teto

A fixação no teto é usada principalmente em instalações internas. O alojamento em si pode ser:

> Fixação na superfície: fixação direta sobre a superfície do teto e, portanto, completamente visível.

> Fixação rente: fixação dentro do teto, ficando visíveis apenas as partes da câmera e do alojamento (normalmente a bolha).

> Fixação suspensa: alojamento que pende do teto, como um lustre.

suspensa: alojamento que pende do teto, como um lustre. Figura 4.6a Exemplo de fixação na superfície

44

CAPÍTuLO 4 - PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS

4.6.2 Fixação em paredes

A fixação em paredes é usada freqüentemente para instalar câmeras dentro ou fora de edifica-

ções. A caixa de proteção é conectado a um braço, o qual é fixado na parede. Fixações avança- das têm uma manga para cabeamento interno, a fim de proteger o cabeamento. Para instalar uma caixa de proteção no canto de um edifício, pode-se usar uma fixação normal em parede junto com uma cantoneira adicional. Outras fixações especiais podem ser uma fixação suspensa, que permite a instalação de uma câmera de rede fixa com estilo semelhante a um caixa de proteção para dome PTZ.

Figura 4.6b

a um caixa de proteção para dome PTZ. Figura 4.6b Exemplo de fixação em parede com

Exemplo de fixação em parede com um kit de fixação suspensa para uma câmera dome fixa.

4.6.3 Instalações em postes

A instalação em um poste é usada principalmente junto com uma câmera PTZ em locais como

um estacionamento. Esse tipo de fixação normalmente leva em conta o impacto do vento. As dimensões do poste e da própria fixação devem ser projetadas para reduzir as vibrações. Muitas vezes, os cabos ficam embutidos dentro do poste, e as saídas devem ser adequadamente veda- das. Câmeras dome PTZ mais avançadas possuem um recurso incorporado de estabilização eletrônica de imagens para limitar os efeitos do vento e das vibrações.

4.6.4 Fixação em parapeitos

As fixações em parapeitos são usadas em caixas de proteção para instalação no teto ou para erguer a câmera a fim de melhorar o ângulo de visão.

Figura 4.6c

a câmera a fim de melhorar o ângulo de visão. Figura 4.6c Exemplo de fixação em

Exemplo de fixação em parapeito.

A Axis possui uma ferramenta online que ajuda os usuários a identificar os acessórios corretos

de caixa de proteção e fixação necessários. Visite www.axis.com/products/video/accessories/

configurator/

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTuLO 5

45

Codificadores de vídeo

Os codificadores de vídeo, também conhecidos como servidores de vídeo, permitem que um sistema de vigilância por vídeo analógico de CCTV existente seja integrado

a um sistema de vídeo em rede. Os codificadores de vídeo desempenham um papel significativo em instalações nas quais é necessário manter muitas câmeras analógicas. Este capítulo descreve o que é um codificador de vídeo e seus benefícios, e apresenta

um panorama dos seus componentes e dos diferentes tipos de codificadores de vídeo

à disposição. Também apresentamos uma discussão rápida sobre técnicas de desentre- laçamento, além de uma seção sobre decodificadores de vídeo.

5.1 O que é um codificador de vídeo?

Um codificador de vídeo permite que um sistema de CCTV analógico seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Ele permite que os usuários contem com as vantagens do vídeo em rede sem precisar descartar o equipamento analógico que já possuem, como câmeras analógicas de CCTV e cabeamento coaxial. Um codificador de vídeo se conecta a uma câmera analógica através de um cabo coaxial e converte os sinais de vídeo analógicos em fluxos de vídeo digital que, então, são enviados por uma rede IP com ou sem fio (por exemplo, LAN, WLAN ou Internet). Para ver e/ou gravar o vídeo digital, podem ser usados monitores de computador e PCs em vez de DVRs ou VCRs e monitores analógicos.

Câmeras de rede Axis Casa REDE IP INTERNET VIDEO ON/OFF AXIS Network 292 Video Decoder
Câmeras de rede Axis
Casa
REDE IP
INTERNET
VIDEO
ON/OFF
AXIS
Network
292 Video Decoder
Computador com
software de
gerenciamento
de vídeo
Decodificador
de vídeo Axis
Monitor
analógico
POWER
STATUS
NETWORK
VIDEO

Escritório

Navegador

da Web

Codificadores de vídeo Axis 0 0 - - AXIS Q7900 Rack P ower-o ne P
Codificadores de vídeo Axis
0
0
-
-
AXIS Q7900 Rack
P
ower-o ne
P
owe r-o ne
FNP 30
FNP 30
N
ET W OR K
100-240 AC
100-240
50-50 Hz
50-50 Hz
4-2 A
POWE R
4-2 A
POWER
1
2
3
4
ACT IVITY
AC
AC
LOOP
PS1
PS2
FANS
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
AXIS
Video Q7406
Encoder Blade
Câmeras
analógicas
Computador
com navegador
da Web
I/O
IN
OUT
1 2 3 4 5 6
AUDIO

Figura 5.1a

um sistema de vídeo em rede através de codificadores e decodificadores de vídeo.

Ilustração de como as câmeras de vídeo analógicas e os monitores analógicos podem ser integrados a

46

CAPÍTuLO 5 - CODIFICADORES DE VÍDEO

Através de codificadores de vídeo, é possível acessar remotamente e controlar por uma rede IP câmeras de vídeo analógicas de todos os tipos, como fixas, internas/externas, com cúpula, pan/tilt/ zoom, e câmeras especiais, como câmeras térmicas de alta sensibilidade e câmeras para microscó- pio. Um codificador de vídeo também oferece outras vantagens, tais como gerenciamento de eventos e funções de vídeo inteligente, além de medidas avançadas de segurança. Além disso, ele proporciona escalabilidade e facilidade de integração com outros sistemas de segurança.

Entrada analógica Ethernet (PoE) Áudio E/S RS-422 Alimentação RS-485
Entrada analógica
Ethernet (PoE)
Áudio
E/S
RS-422
Alimentação
RS-485

Um codificador de vídeo autônomo de canal único com áudio, conectores de E/S (entrada/saída) para

controle de dispositivos externos, como sensores e alarmes, portas seriais (RS-422/485) para controlar câmeras PTZ analógicas, e conexão Ethernet que permite Power over Ethernet (PoE).

Figura 5.1b

5.1.1 Componentes dos codificadores de vídeo e considerações

Os codificadores de vídeo da Axis oferecem muitas das mesmas funções disponíveis em câmeras de rede. Alguns dos principais componentes de um codificador de vídeo são os seguintes:

> Entrada de vídeo analógico para conexão de uma câmera analógica através de um cabo coaxial.

> Processador para executar o sistema operacional do codificador de vídeo, funções de rede e segurança, para codificar vídeo analógico através de vários formatos de compactação e para análise de vídeo. O processador determina a velocidade de um codificador de vídeo, normal- mente medida em quadros por segundo na resolução mais alta. Codificadores de vídeo avan- çados podem oferecer total taxa de quadros (30 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão NTSC, ou 25 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão PAL) na re solução mais alta em todos os canais de vídeo. Os codificadores de vídeo da Axis também possuem detecção automática para reconhecer automaticamente se o sinal de vídeo analógico recebido está no padrão NTSC ou PAL. Para saber mais sobre as resoluções em NTSC e PAL, consulte o Capítulo 6.

> Memória para armazenar o firmware (programa de computador) utilizando Flash, além de armazenamento temporário (buffering) de seqüências de vídeo (utilizando RAM).

> Porta Ethernet/PoE (Power over Ethernet) para conexão a uma rede IP para enviar e receber dados e para alimentar a unidade e a câmera conectada, caso a Power over Ethernet seja permitida. Para saber mais sobre a Power over Ethernet, consulte o Capítulo 9.

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTuLO 5

47

> Uma porta serial (RS-232/422/485) é freqüentemente usada para controlar as funções de pan/tilt/zoom de uma câmera PTZ analógica.

> Conectores de entrada/saída para conectar dispositivos externos; por exemplo, sensores para detectar um evento de alarme, e relês para ativar, por exemplo, luzes para reagir a um evento.

> Entrada de áudio para conexão de um microfone ou equipamentos de entrada de linha, ou saída de áudio para conexão a alto-falantes.

Os codificadores de vídeo para sistemas profissionais devem atender a uma alta demanda por confiabilidade e qualidade. Entre os outros fatores na escolha de um codificador de vídeo estão o número de canais analógicos suportados, qualidade de imagem, formatos de compactação, reso- lução, taxa de quadros e recursos como pan/tilt/zoom, áudio, gerenciamento de eventos, vídeo inteligente, Power over Ethernet e funções de segurança.

5.1.2 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente

Uma das principais vantagens dos codificadores de vídeo da Axis é a capacidade de gerenciar eventos e suas funções de vídeo inteligente, recursos que não existem em um sistema de vídeo analógico. Recursos incorporados de vídeo inteligente, como detecção de movimento no vídeo em várias janelas, detecção de áudio e alarme ativo contra adulteração, além de portas de entrada para sensores externos, permitem que um sistema de vigilância por vídeo em rede fique constan- temente alerta para detectar um evento. Assim que um evento é detectado, o sistema pode res- ponder automaticamente com ações que podem incluir gravação de vídeo, envio de alertas por e-mail e SMS, por exemplo, acender luzes, abrir ou fechar portas e emitir alarmes. Para saber mais sobre gerenciamento de eventos e vídeo inteligente, consulte o Capítulo 11.

5.2 Codificadores de vídeo autônomos

O tipo mais comum de codificador de vídeo é a versão autônoma, que oferece um ou mais (mui-

tas vezes quatro) canais para conexão a câmeras analógicas. Um codificador de vídeo multicanal

é ideal em situações nas quais existem várias câmeras analógicas localizadas em uma unidade

remota ou em um lugar que esteja a uma distância razoável de uma sala central de monitora- mento. Através do codificador de vídeo multicanal, os sinais de vídeo das câmeras remotas po-

dem compartilhar o mesmo cabo de rede, reduzindo, assim, os custos de cabeamento.

Nos casos em que foram efetuados investimentos em câmeras analógicas, mas ainda sem a instalação de cabos coaxiais, é melhor usar e posicionar codificadores de vídeo autônomos per- to das câmeras analógicas. Isso reduz os custos de instalação porque dispensa a passagem de novos cabos coaxiais até um ponto central, uma vez que o vídeo pode ser enviado por uma rede Ethernet. Isso também elimina a perda de qualidade de imagem que ocorreria se o vídeo fosse transmitido a longas distâncias através de cabos coaxiais. Com cabos coaxiais, quanto maior a distância percorrida pelos sinais, menor a qualidade do vídeo. Um codificador de vídeo gera imagens digitais e, portanto, não há queda na qualidade da imagem devido à distância percor- rida por um fluxo de vídeo digital.

48

CAPÍTuLO 5 - CODIFICADORES DE VÍDEO

48 CAPÍTuLO 5 - CODIFICADORES DE VÍDEO Figura 5.2a Ilustração de como um codificador de vídeo

Figura 5.2a Ilustração de como um codificador de vídeo pequeno de canal único pode ser posicionado ao lado de uma câmera analógica em um alojamento de câmera.

5.3 Codificadores de vídeo instalados em rack

Codificadores de vídeo instalados em racks são vantajosos quando há um grande número de câmeras analógicas com cabos coaxiais conectados a uma sala de controle dedicada. Eles per- mitem a conexão e o gerenciamento de muitas câmeras analógicas a partir de um único rack centralizado. Um rack permite a instalação de várias placas diferentes de codificadores de vídeo e, assim, constituem uma solução flexível, expansível e de alta densidade. Uma placa codifica- dora de vídeo pode receber a conexão de uma, quatro ou seis câmeras analógicas. Uma placa pode ser considerada como um codificador de vídeo sem invólucro, embora não funcione de maneira autônoma; ela precisa ser instalada em um rack para funcionar.

ela precisa ser instalada em um rack para funcionar. Figura 5.3a Quando o Rack AXIS Q7900

Figura 5.3a Quando o Rack AXIS Q7900 (mostrado aqui) está totalmente equipado com placas codificadoras de vídeo de 6 canais, ele pode receber a conexão de até 84 câmeras analógicas.

Os racks de codificadores de vídeo da Axis oferecem recursos como hot swapping de placas, ou seja, as placas podem ser retiradas ou instaladas sem a necessidade de desligar o rack. Os racks também oferecem conectores de comunicação serial e de entrada/saída para cada placa codificadora de vídeo, além de uma fonte de alimentação única e conexões compartilhadas de rede Ethernet.

5.4 Codificadores de vídeo com câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula

Em um sistema de vídeo em rede, os comandos de pan/tilt/zoom que saem de uma placa de con- trole são transmitidos pela mesma rede |IP que a transmissão de vídeo, e são encaminhados para a câmera PTZ analógica ou a câmera PTZ com cúpula através da porta serial do codificador de vídeo

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTuLO 5

49

(RS-232/422/485). Portanto, os codificadores de vídeo permitem que as câmeras PTZ analógicas sejam controladas a longas distâncias, até mesmo através da Internet. Em um sistema de CCTV analógico, cada câmera PTZ exigiria uma fiação serial separada e dedicada saindo da placa de controle — com joystick e outros botões de controle — até chegar à câmera. Para controlar uma câmera PTZ específica, um driver deve ser instalado no codificador de vídeo. Muitos fabricantes de codificadores de vídeo fornecem drivers PTZ para a maioria das câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula PTZ analógicas. Um driver de PTZ também pode ser instalado no PC onde o software de gerenciamento de vídeo está instalado, caso a porta serial do codificador de vídeo esteja configu- rada como um servidor serial que simplesmente transmite os comandos.

Par trançado RS-485 Cabo coaxial Câmera analógica
Par trançado
RS-485
Cabo coaxial
Câmera analógica

com cúpula

IN OUT I/O 1 2 3 4 5 6 AUDIO
IN
OUT
I/O
1 2 3 4 5 6
AUDIO

Codificador de vídeo

IN OUT I/O 1 2 3 4 5 6 AUDIO Codificador de vídeo REDE IP Estação
IN OUT I/O 1 2 3 4 5 6 AUDIO Codificador de vídeo REDE IP Estação

REDE IP

Estação de trabalho (PC)

Joystick

Figura 5.4a Uma câmera PTZ analógica com cúpula pode ser controlada através da porta serial do codificador de vídeo (por exemplo, RS-485), permitindo seu controle remoto através de uma rede IP.

A porta serial mais comum para controlar funções de PTZ é a RS-485. Uma das vantagens da RS-

485 é que ela permite controlar várias câmeras PTZ com cabos de par trançado em uma conexão em “margarida” de uma câmera com cúpula para a câmera seguinte. A distância máxima de um cabo RS-485, sem o uso de um repetidor, é de 1.220 metros (4.000 pés) com velocidade de trans- missão de dados de até 90 kbit/s.

5.5 Técnicas de desentrelaçamento

O vídeo das câmeras analógicas foi projetado para ser visto em monitores analógicos, como

televisores tradicionais, que usam uma técnica conhecida como “varredura entrelaçada”. Com a varredura entrelaçada, dois campos entrelaçados consecu¬tivos de linhas são exibidos para formar uma imagem. Quando esse vídeo é exibido na tela de um computador, que usa uma técnica diferente chamada “varredura progressiva”, os efeitos de entrelaçamento (ou seja, sepa- ração ou “efeito pente”) dos objetos em movimento podem ser vistos. Para reduzir os efeitos indesejáveis do entrelaçamento, podem ser usadas diferentes técnicas de desentrelaçamento. Nos codificadores de vídeo avançados da Axis, os usuários podem escolher entre duas técnicas diferentes de desentrelaçamento: interpolação adaptável e fusão.

de desentrelaçamento: interpolação adaptável e fusão. Figura 5.5a À esquerda, ampliação de uma imagem
de desentrelaçamento: interpolação adaptável e fusão. Figura 5.5a À esquerda, ampliação de uma imagem

Figura 5.5a À esquerda, ampliação de uma imagem entrelaçada exibida em uma tela de computador; à direita, a mesma imagem entrelaçada com a técnica de desentrelaçamento aplicada.

50

CAPÍTuLO 5 - CODIFICADORES DE VÍDEO

A interpolação adaptável gera a melhor qualidade de imagem. A técnica envolve o uso de ape-

nas um dos dois campos consecutivos e o uso da interpolação para criar o outro campo de linhas para formar uma imagem completa.

A fusão envolve a combinação de dois campos consecutivos e a sua exibição como uma única

imagem para que todos os campos sejam apresentados. Em seguida, eliminam-se os artefatos de

movimento ou o “efeito pente” causado pelo fato de que dois campos foram capturados em momentos ligeiramente diferentes. A técnica de fusão não consome tanto processamento quan- to a interpolação adaptável.

5.6 Decodificador de vídeo

Um decodificador de vídeo decodifica o vídeo e o áudio digitais provenientes de um codificador de vídeo ou de uma câmera de rede em sinais analógicos, que, então, podem ser usados por mo- nitores analógicos, como televisores comuns e switches de vídeo. Um caso típico ocorre em um ambiente de loja, no qual o usuário pode querer usar monitores tradicionais em espaços públicos para demonstrar que a loja possui vigilância por vídeo.

Outra aplicação comum dos decodificadores de vídeo é usá-los em uma configuração analógico- para-digital-para-analógico, para transporte de vídeo a longas distâncias. A qualidade do vídeo digital não é afetada pela distância percorrida, o que não ocorre quando sinais analógicos são enviados a longas distâncias. A única desvantagem pode ser uma certa latência, de 100 ms a al- guns segundos, dependendo da distância e da qualidade da rede entre os pontos.

Câmera analógica
Câmera
analógica
I/O IN OUT 1 2 3 4 5 6 AUDIO
I/O
IN
OUT
1 2 3 4 5 6
AUDIO

Codificador de

vídeo Axis

I/O IN OUT 1 2 3 4 5 6 AUDIO Codificador de vídeo Axis VIDEO ON/OFF
VIDEO ON/OFF AXIS Network 292 Video Decoder Decodificador de vídeo Axis POWER STATUS NETWORK VIDEO
VIDEO
ON/OFF
AXIS
Network
292 Video Decoder
Decodificador
de vídeo Axis
POWER
STATUS
NETWORK
VIDEO
Monitor analógico
Monitor analógico

Figura 5.6a

câmera analógica para um monitor analógico.

Um codificador e um decodificador podem ser usados para transmitir vídeo a longas distâncias, de uma

Um decodificador de vídeo é capaz de decodificar e exibir imagens de muitas câmeras de manei-

ra seqüencial; ou seja, decodificar e exibir imagens de uma câmera por alguns segundos antes de mudar para a outra, e assim por diante.

RESOLuçõES - CAPÍTuLO 6

51

Resoluções

A resolução é semelhante tanto no mundo analógico como no mundo digital, mas existem algumas diferenças importantes na maneira como ela é definida. No vídeo analógico, uma imagem é formada por linhas, ou linhas de TV, pois a tecnologia de vídeo analógico é derivada do setor de televisão. Em um sistema digital, a imagem é formada por pixels quadrados. As seções a seguir descrevem as diferentes resoluções que o vídeo em rede pode gerar. São elas: NTSC, PAL, VGA, megapixel e HDTV.

6.1 nTSC and PAL resolutions

As resoluções NTSC (National Television System Comitê, Comitê Nacional de Sistemas de Tele- visão) e PAL (Phase Alternating Line, Linha de Fase Alternante) são padrões de vídeo analógico. Elas servem para o vídeo em rede porque os codificadores de vídeo geram essas resoluções ao digitalizar os sinais provenientes das câmeras analógicas. As atuais câmeras de rede PTZ e câ- meras de rede PTZ com cúpula também geram as resoluções NTSC e PAL, pois elas utilizam atualmente um bloco de câmera (que incorpora as funções de câmera, zoom, foco automático e íris automática) feito para câmeras de vídeo analógico, junto com uma placa codificadora de vídeo incorporada.

Na América do Norte e no Japão, o padrão NTSC é o padrão predominante de vídeo analógico, ao passo que a Europa e muitos países asiáticos e africanos utilizam o padrão PAL. Ambos os padrões foram criados pelo setor de televisão. O NTSC tem uma resolução de 480 linhas e uti- liza uma velocidade de atualização de 60 campos entrelaçados por segundo (ou 30 quadros completos por segundo). Uma nova convenção de nomenclatura para este padrão, que define o número de linhas, o tipo de varredura e a velocidade de atualização, é 480i60 (“i” significa ‘interlaced scanning’ ou ‘varredura entrelaçada’). O padrão PAL tem uma resolução de 576 li- nhas e utiliza uma velocidade de atualização de 50 campos entrelaçados por segundo (ou 25 quadros completos por segundo). A nova convenção de nomenclatura deste padrão é 576i50. A quantidade total de informação por segundo é a mesma em ambos os padrões.

Quando o vídeo analógico é digitalizado, a quantidade máxima de pixels que pode ser criada depende do número de linhas de TV disponíveis para digitalização. Normalmente, o tamanho máximo de uma imagem digitalizada é D1, e a resolução mais usada é a 4CIF.

52

CAPÍTuLO 6 - RESOLuçõES

D1 720 x 576

D1 720 x 480

Exibido na tela de um computador, o vídeo analógico digitalizado pode apresentar efeitos de entrelaçamento (por exemplo, divisão) e as formas podem ficar ligeiramente deslocadas, pois os pixels gerados talvez não se adaptem aos pixels quadrados da tela do computador. Os efeitos do entrelaçamento podem ser reduzidos com técnicas de desentrelaçamento (consulte o Capí- tulo 5), ao passo que a correção da proporção de aspecto pode ser aplicada ao vídeo antes da sua exibição, garantindo, por exemplo, que um círculo em uma imagem analógica continue sendo um círculo quando for exibido em uma tela de computador.

4CIF 704 x 480

2CIF 704 x 240

CIF 352 x 240

QCIF 176 x 120

4CIF 704 x 576

2CIF 704 x 288

CIF 352 x 288

QCIF 176 x 144

Figura 6.1a

À esquerda, diferentes resoluções de imagem em NTSC. À direita, diferentes resoluções de imagem em PAL.

6.2 Resoluções VGA

Com sistemas 100% digitais baseados em câmeras de rede, é possível gerar as resoluções deri- vadas da indústria da informática, padronizadas em todo o mundo, aumentando a flexibilidade. As limitações dos padrões NTSC e PAL passam a ser irrelevantes.

O VGA (Matriz Videográfica) é um sistema de exibição de gráficos para PCs, desenvolvido origi- nalmente pela IBM. A resolução é definida em 640x480 pixels, que é um formato comum usado pelas câmeras de rede que não são megapixel. A resolução VGA é normalmente mais adequada às câmeras de rede, pois o vídeo em VGA gera pixels quadrados que correspondem aos pixels das telas dos computadores. Os monitores de computador podem operar com resoluções VGA ou múltiplos de VGA.

Formato de exibição

Pixels

QVGA (SIF)

320x240

VGA

640x480

SVGA

800x600

XVGA

1024x768

4x VGA

1280x960

RESOLuçõES - CAPÍTuLO 6

53

6.3 Resoluções megapixel

Uma câmera de rede com resolução megapixel utiliza um sensor megapixel para gerar uma imagem com milhão de pixels ou mais. Quanto mais pixels um sensor tiver, maior será a possi- bilidade de captar detalhes mais refinados e gerar imagens de melhor qualidade. As câmeras de rede megapixel podem ser usadas para permitir que os usuários vejam mais detalhes (ideal para identificação de pessoas e objetos) ou para ver uma área maior de uma cena. Essa vantagem é um fator importante em aplicações de vigilância por vídeo.

Formato de exibição

nº de megapixels

Pixels

SXGA

1,3 megapixels

1280x1024

SXGA+ (EXGA)

1,4 megapixels

1400x1050

UXGA

1,9 megapixels

1600x1200

WUXGA

2,3 megapixels

1920x1200

QXGA

3,1 megapixels

2048x1536

WQXGA

4,1 megapixels

2560x1600

QSXGA

5,2 megapixels

2560x2048

Tabela 6.3

Alguns formatos megapixel.

A resolução megapixel é uma área em que as câmeras de rede se destacam em relação às câme-

ras analógicas. A resolução máxima gerada por uma câmera analógica convencional após a di- gitalização do sinal de vídeo em um gravador de vídeo digital ou codificador de vídeo é D1, ou seja, 720x480 pixels (NTSC) ou 720x576 pixels (PAL). A resolução D1 corresponde a no máximo 414.720 pixels, ou 0,4 megapixel. Em comparação, um formato megapixel comum de 1280x1024 pixels gera uma resolução de 1,3 mega¬pixels. Isso é mais de 3 vezes a resolução gerada pelas câmeras analógicas de CCTV. Também existem câmeras de rede com resoluções de 2 e 3 mega- pixels, e podemos esperar resoluções ainda mais altas no futuro.

A resolução megapixel também é mais flexível, pois pode gerar imagens com diferentes propor-

ções de aspecto. A proporção de aspecto é a proporção da largura de uma imagem em relação à sua altura. Um monitor de TV convencional exibe uma imagem com proporção de aspecto de 4:3. As câmeras de rede mega¬pixel da Axis podem oferecer a mesma proporção, além de outras, tais como 16:9. A van¬tagem de uma proporção de aspecto de 16:9 é que detalhes de menor impor- tância, normalmente localizados nas partes superior e inferior de uma imagem com tamanho convencional, não estão presentes e, portanto, é possível reduzir a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários.

54

CAPÍTuLO 6 - RESOLuçõES

4:3 16: 9
4:3
16: 9

Figura 6.3a

Ilustração das proporções 4:3 e 16:9.

6.4 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV)

A HDTV gera uma resolução até cinco vezes maior do que a TV analógica comum. A HDTV tam-

bém oferece melhor fidelidade de cor, além do formato 16:9. Definidos pela SMPTE (Sociedade de Engenheiros de Cinema e Televisão), os dois padrões mais importantes de HDTV são o SMPTE 296M e o SMPTE 274M. O SMPTE 296M (HDTV 720P) define uma resolução de 1280x720 pixels com alta fidelidade de cor no formato 16:9, usando varredura progressiva a 25/30 Hertz (Hz), que corresponde a 25 ou 30 quadros por segundo, dependendo do país, e a 50/60 Hz (50/60 quadros por segundo).

O SMPTE 274M (HDTV 1080) define uma resolução de 1920x1080 pixels com alta fidelidade de

cor no formato 16:9, usando a varredura entrelaçada ou progressiva a 25/30 Hz e 50/60Hz. Uma

câmera compatível com os padrões SMPTE indica que ela opera com a qualidade da HDTV e deve proporcionar todas as vantagens da HDTV em termos de resolução, fidelidade de cor e taxa de

quadros. O padrão HDTV utiliza pixels quadrados — semelhantes às telas de computador. Assim,

o vídeo de HDTV gerado por produtos de vídeo em rede pode ser exibido em monitores HDTV ou

monitores normais de computador. As imagens de HDTV com varredura progressiva dispensam o

uso de técnicas de conversão ou desentrelaçamento quando for necessário que o vídeo seja processado por um computador ou exibido em uma tela de computador.

COMPRESSãO DE VÍDEO - CAPÍTuLO 7

55

Compressão de vídeo

As tecnologias de compressão de vídeo servem para reduzir e eliminar dados redundan- tes de vídeo para que um arquivo de vídeo digital possa ser enviado de maneira eficaz através de uma rede e armazenado em discos de computador. Com técnicas eficientes de compressão, é possível conseguir uma redução considerável no tamanho dos arquivos, com pouco ou nenhum efeito negativo sobre a qualidade visual. A qualidade de vídeo, entretanto, pode ser afetada se o tamanho do arquivo for reduzido ainda mais através do aumento do nível de compressão de uma determinada técnica.

Diferentes tecnologias de compressão, tanto reservadas como padrão de mercado, es- tão à disposição. Hoje em dia, a maioria dos fornecedores de vídeo em rede utiliza técnicas padronizadas de compressão. Os padrões são importantes para garantir a compatibilidade e a interoperabilidade. Eles são especialmente relevantes para a com- pressão de vídeo, pois o vídeo pode ser usado para finalidades diferentes e, em algumas aplicações de vigilância por vídeo, precisa poder ser visto muitos anos depois da data de gravação. Implementando padrões, os usuários finais podem selecionar entre dife- rentes fornecedores, em vez de ficarem presos a um único fornecedor ao projetar um sistema de vigilância por vídeo.

A Axis utiliza três padrões diferentes de compressão de vídeo. São eles Motion JPEG, MPEG-4 Part 2 (ou simplesmente MPEG-4) e H.264. O H.264 é o padrão mais recente e mais eficiente de compressão de vídeo. Este capítulo aborda os fundamentos da com- pressão e descreve cada um dos três padrões já mencionados.

7.1 Fundamentos da compressão

7.1.1 Codec de vídeo

O processo de compressão envolver a aplicação de um algoritmo ao vídeo de origem para criar um arquivo compactado pronto para transmissão ou armazenamento. Para reproduzir o arquivo compactado, um algoritmo inverso é aplicado para produzir um vídeo que apresenta pratica- mente o mesmo conteúdo do vídeo original. O tempo necessário para compactar, enviar, des- compactar e exibir um arquivo é denominado latência. Quanto mais avançado o algoritmo de compressão, maior será a latência.

56

CAPÍTuLO 7 - COMPRESSãO DE VÍDEO

O par de algoritmos que funcionam juntos é chamado codec (codificador/decodificador) de ví-

deo. Codecs de vídeo de diferentes padrões normalmente não são compatíveis entre si, ou seja,

o conteúdo de vídeo compactado em um padrão não pode ser descompactado em um padrão

diferente. Por exemplo, um decodificador MPEG-4 não funciona com um codificador H.264. Isso ocorre simplesmente porque um algoritmo não pode decodificar corretamente a saída gerada por outro algoritmo, mas é possível imple¬mentar muitos algoritmos diferentes no mesmo sof- tware ou hardware, permitindo a coexistência de vários formatos.

7.1.2 Compressão de imagem x compressão de vídeo

Padrões de compressão utiliza a tecnologia de codificação intra-quadro. Os dados são reduzidos dentro de um quadro de imagem pela simples retirada de informações desnecessárias que não são perceptíveis ao olho humano. O Motion JPEG é um exemplo desse padrão de compressão. As imagens em uma seqüência Motion JPEG são codificadas ou compactadas como imagens JPEG individuais.

Figura 7.1a Com o formato Motion JPEG, as três imagens na seqüência acima são codificadas e enviadas como imagens separadas (quadros I) independentes entre si.

como imagens separadas (quadros I) independentes entre si. Algoritmos de compressão de vídeo como o MPEG-4

Algoritmos de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H.264 usam a previsão entre qua- dros (interframe prediction) para reduzir os dados de vídeo entre uma série de quadros. Isso envolve técnicas tais como codificação de diferenças, onde um quadro é comparado com um quadro de referência, e apenas os pixels que se modificaram em relação ao quadro de refe- rência são codificados. Dessa forma, reduz-se o número codificado e enviado de valores de pixels. Quando essa seqüência codificada é exibida, as imagens aparecem exatamente como na seqüência de vídeo original.

COMPRESSãO DE VÍDEO - CAPÍTuLO 7

57

Transmitido Não transmitido
Transmitido
Não transmitido

Com a codificação de diferenças, apenas a primeira imagem (quadro I) é integralmente codificada. Nas

duas imagens seguintes (quadros P), são feitas referências aos elementos estáticos da à primeira imagem, ou seja, a casa. Apenas as partes móveis, ou seja, o homem correndo, são codificadas através de vetores de movimento, redu- zindo, assim, a quantidade de informação enviada e armazenada.

Figura 7.1b

Outras técnicas tais como compensação de movimento por blocos podem ser aplicadas para reduzir ainda mais os dados. A compensação de movimento por blocos leva em conta que gran- de parte do que compõe um novo quadro de uma seqüência de vídeo pode ser encontrada em um quadro anterior, mas talvez em um lugar diferente. Essa técnica divide um quadro em uma série de macroblocos (blocos de pixels). Bloco a bloco, um novo quadro pode ser composto ou “previsto” procurando-se um bloco idêntico em um quadro de referência. Se for encontrada uma coincidência, o codificador codifica a posição onde o bloco idêntico deve ser encontrado no quadro de referência. Codificar o vetor de movimento, como ele é chamado, consome menos bits do que se o conteúdo real de um bloco fosse codificado.

Janela de pesquisa Bloco coincidente Bloco de destino Vetor de movimento Quadro de referência anterior
Janela de pesquisa
Bloco coincidente
Bloco de destino
Vetor de movimento
Quadro de
referência anterior
Quadro P

Figura 7.1c

Ilustração da compensação de movimento por blocos.

Com a previsão entre quadros, cada quadro de uma seqüência de imagens é classificado como um determinado tipo de quadro, por exemplo, quadro I, quadro P ou quadro B.

58

CAPÍTuLO 7 - COMPRESSãO DE VÍDEO

Um quadro I, ou intraquadro, é um quadro autônomo que pode ser codificado de maneira inde- pendente, sem nenhuma referência a outras imagens. A primeira imagem de uma seqüência de vídeo sempre é um quadro I. Os quadros I são necessários como pontos de início para novos vi- sualizadores ou como pontos de ressincronização, caso o fluxo de bits transmitido seja danifica- do. Os quadros I podem ser usados para implementar funções de avanço rápido, retrocesso e outras funções de acesso aleatório. Um codificador insere automaticamente Quadros I a inter- valos regulares ou sob demanda caso seja esperado que novos clientes entrem na visualização de um fluxo. A desvantagem dos Quadros I é que eles consomem muito mais bits, mas, por outro lado, não geram muitos artefatos, que são causados por dados ausentes.

Um quadro P, que significa “interquadro preditivo” (predictive inter frame), faz referência a partes de quadros I e/ou P anteriores para codificar o quadro. Os Quadros P normalmente reque- rem menos bits que os Quadros I, mas uma das desvantagens é que eles são muito sensíveis a erros de transmissão devido à complexa dependência de quadros P e/ou I anteriores.

Um quadro B, ou interquadro bipreditivo (bi-predictive inter frame), é um quadro que faz refe-
Um quadro B, ou interquadro bipreditivo (bi-predictive inter frame), é um quadro que faz refe-
rências a um quadro de referência anterior e a um quadro futuro. O uso de quadros B aumenta
a latência.
I
B
B
P
B
B
P
B
B
I
B
B
P

Figura 7.1d

P precedentes, ao passo que um B-frame pode fazer referência a quadros I ou P precedentes e posteriores.

Uma seqüência típica com quadros I, B e P. Um P-frame pode fazer referência apenas aos quadros I ou

Quando um decodificador de vídeo restaura um vídeo decodificando o fluxo de bits quadro a quadro, a decodificação deve sempre começar com um I-frame. Os Quadros P e B, se forem usados, devem ser decodificados junto com o(s) quadro(s) de referência.

Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que os usuários definam o comprimento do GOV (grupo de vídeo), que deter¬mina quantos quadros P devem ser enviados antes que outro quadro I seja enviado. Reduzindo-se a freqüência dos quadros I (GOV mais longo), a velocidade de trans- missão de bits pode ser reduzida. Para reduzir a latência, não são usados quadros B.

COMPRESSãO DE VÍDEO - CAPÍTuLO 7

59

Além da codificação de diferenças e da compensação de movimento, outros métodos avançados podem ser utilizados para reduzir ainda mais os dados e melhorar a qualidade do vídeo. Por exemplo, o H.264 permite o uso de técnicas avançadas, entre elas esquemas de previsão para codificar quadros I, maior compensação de movimento com precisão de frações de pixel, e filtro de desbloqueio no circuito para suavizar as bordas dos blocos (artefatos). Para saber mais sobre as técnicas do padrão H.264, consulte o documento informativo da Axis sobre esse padrão no endereço www.axis.com/corporate/corp/tech_papers.htm

7.2 Formatos de compactação

7.2.1 Motion JPEG

O Motion JPEG ou M-JPEG é uma seqüência de vídeo digital que consiste em uma série de ima-

gens JPEG individuais. (JPEG significa Joint Photographic Experts Group [Grupo Conjunto de Especialistas em Fotografia].) Quando são exibidos 16 ou mais quadros de imagem por segundo,

o visualizador perceberá o vídeo em movimento. O vídeo em movimento completo é ser perce- bido a 30 (NTSC) ou 25 (PAL) quadros por segundo.

Uma das vantagens do Motion JPEG é que cada imagem de uma seqüência de vídeo pode ter a mesma qualidade garantida determinada pelo nível de compactação escolhido para a câmera de rede ou o codificador de vídeo. Quanto maior o nível de compactação, menor será o tamanho do arquivo e a qualidade da imagem. Em algumas situações, como em ambientes com baixa lumi- nosidade ou quando uma cena se torna complexa, o tamanho do arquivo de imagem pode ficar bastante grande e consumir mais largura de banda e espaço de armazenamento. Para evitar o aumento do consumo da largura de banda e do espaço de armazenamento, os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário estabeleça um tamanho máximo de arquivo para um quadro de imagem.

Como não há nenhuma dependência entre os quadros do Motion JPEG, um vídeo em Motion JPEG é robusto, ou seja, se um quadro for perdido durante a transmissão, o restante do vídeo não será afetado.

O Motion JPEG é um padrão não-licenciado. Ele é amplamente compatível e muito usado em

aplicações que exigem quadros individuais em uma seqüência de vídeo — por exemplo, par aná- lise — e quando forem usadas baixas velocidades de captura, normalmente 5 quadros por segun- do ou menos. O Motion JPEG também pode ser necessário em aplicações que exigem integração com sistemas que operam apenas com esse padrão.

A principal desvantagem do Motion JPEG é que ele não usa nenhuma técnica de compactação

de vídeo par reduzir os dados, pois se trata de uma série de imagens estáticas completas. O re- sultado é que esse padrão apresenta uma velocidade de transmissão relativamente alta ou uma baixa proporção de compactação para a qualidade gerada, em comparação com os padrões de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H.264.

60

CAPÍTuLO 7 - COMPRESSãO DE VÍDEO

7.2.2

MPEG-4

Quando mencionamos o MPEG-4 em aplicações de vigilância por vídeo, normalmente nos refe- rimos ao MPEG-4 Part 2, também conhecido como MPEG-4 Visual. Como todos os padrões MPEG (Moving Picture Experts Group, Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento), ele é um padrão licenciado, exigindo que os usuários paguem uma taxa de licença por estação de monitoramento. O MPEG-4 opera com aplicações de baixa largura de banda e aplicações que exigem imagens de alta qualidade, velocidade de captura ilimitada e largura de banda pratica- mente ilimitada.

7.2.3 H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC

O H.264, também conhecido como MPEG-4 Part 10/AVC (Advanced Video Coding, ou Codifica-

ção Avançada de Vídeo), é o padrão MPEG mais recente para codificação de vídeo. Espera-se que

o H.264 se torne o padrão de vídeo preferencial nos próximos anos. Isso ocorre porque um codi-

ficador H.264 pode, sem comprometer a qualidade de imagem, reduzir o tamanho de um arqui- vo de vídeo digital em mais de 80%, comparado com o formato Motion JPEG, e até 50% mais do que o padrão MPEG-4. Isso significa que serão necessários muito menos largura de banda de rede e espaço de armazenamento para um arquivo de vídeo. Em outras palavras, é possível obter uma qualidade de vídeo muito mais alta em uma determinada velocidade de transmissão.

O H.264 foi definido em conjunto por organizações de normas dos setores de telecomunicações

(Grupo de Especialistas em Codificação de Vídeo da ITU-T) e TI (Grupo de Especialistas em Ima- gens em Movimento do ISO/IEC), e espera-se que ele seja adotado mais amplamente que os padrões anteriores. No setor de vigilância por vídeo, é muito provável que o H.264 encontre a adesão mais rápida em aplicações que exijam altas velocidades de captura e uma alta resolução, como na vigilância de rodovias, aeroportos e cassinos, onde o uso de 30/25 (NTSC/PAL) quadros por segundo é a norma. Isso ocorre quando a economia da redução da largura de banda e quan- do as necessidades de espaço de armazenamento geram a maior economia.

Também se espera que o H.264 acelere a adoção de câmeras megapixel, pois a tecnologia de compactação altamente eficiente pode reduzir o tamanho dos arquivos e as velocidades de transmissão geradas, sem comprometer a qualidade das imagens. Entretanto, existem prós e contras. Embora o padrão H.264 proporcione economia de largura de banda de rede e custos de armazenamento, ele exige câmeras de rede e estações de monitoramento mais velozes.

Os codificadores H.264 da Axis usam o perfil básico, ou seja, são usados apenas os quadros I e P. Esse perfil é ideal para câmeras de rede e codificadores de vídeo, pois a baixa latência se deve ao fato de que não são usados quadros B. A baixa latência é essencial em aplicações de vigilân- cia por vídeo quando ocorre monitoramento ao vivo, especialmente quando forem usadas câme- ras PTZ ou câmeras PTZ com cúpula.

COMPRESSãO DE VÍDEO - CAPÍTuLO 7

61

7.3 Velocidades de transmissão variável e constante

Com os padrões MPEG-4 e H.264, os usuários podem permitir que um a velocidade de transmis-

são do fluxo de vídeo codificado seja variável ou constante. A seleção ideal depende da aplicação

e da infra-estrutura de network.

Com a VBR (variable bit rate, ou velocidade de transmissão variável), um nível predefinido de qualidade de imagem pode ser mantido independentemente do movimento ou da falta de mo- vimento de uma cena. Isso significa que a largura de banda consumida aumentará quando houver muita atividade em uma cena, e cairá quando não houver movimento. Muitas vezes, isso

é desejável em aplicações de vigilância por vídeo que exigem alta qualidade, especialmente se

houver movimento em uma cena. Como a velocidade de transmissão pode variar, mesmo quan- do for definida uma velocidade de transmissão média desejada, a infra-estrutura de rede (largu- ra de banda disponível) deve ser capaz de dar conta de altas velocidades.

Quando a largura de banda disponível é limitada, o modo normalmente recomendado é o CBR (velocidade de transmissão constante), pois esse modo gera uma velocidade de transmissão constante que pode ser predefinida por um usuário. A desvantagem da CBR é que, por exemplo, quando a atividade de uma cena aumentar, elevando a velocidade de transmissão além da velo- cidade pretendida, a restrição de manter constante a velocidade de transmissão acaba reduzin- do a qualidade de imagem e a velocidade de captura. Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário dê preferência ou à qualidade de imagem ou à velocidade de captura caso a velocidade de transmissão aumente além da velocidade de transmissão pretendida.

7.4 Comparação dos padrões

Ao comparar o desempenho dos padrões MPEG – como o MPEG-4 e o H.264 –, é impor¬tante observar que os resultados podem variar entre codificadores que utilizam o mesmo padrão. Isso ocorre porque o criador de um codificador pode optar por implementar conjuntos diferentes de ferramentas definidas por um padrão. Se a saída gerada por um codificador estiver de acordo com o formato e o decodificador de um padrão, é possível realizar diferentes implementações. Portanto, um padrão MPEG não pode garantir uma determinada velocidade de transmissão ou qualidade, e não é possível realizar comparações corretas sem antes definir como os padrões são implementados em um codificador. Um decodificador, ao contrário de um codificador, deve implementar todas as partes obrigatórias de um padrão para decodificar um fluxo de bits com- patível. Um padrão especifica exatamente como um algoritmo de descompactação deve restau- rar cada bit de um vídeo compactado.

O gráfico na página a seguir apresenta uma comparação de velocidades de transmissão, sendo

o nível de imagem idêntico, entre os seguintes padrões de vídeo: Motion JPEG, MPEG-4 Part 2 (sem compensação de movimento), MPEG-4 Part 2 (com compensação de movimento) e H.264 (perfil básico).

62

CAPÍTuLO 7 - COMPRESSãO DE VÍDEO

Cena de uma portaria H.264 (perfil básico) MPEG-4 parte 2, (sem compensação de movimento) MPEG-4
Cena de uma
portaria
H.264 (perfil básico)
MPEG-4 parte 2, (sem compensação de movimento)
MPEG-4 parte 2, (com compensação de movimento)
Motion JPEG
7,000
6,000
5,000
4,000
3,000
2,000
1,000
0
Velocidade de transmissão (Kbit/s)

50

Tempo(s)

100

Figura 7.4a Em uma seqüência de vídeo de exemplo, o codificador H.264 da Axis gerou até 50% menos bits por se- gundo do que um codificador MPEG-4 com compensação de movimento. O codificador H.264 foi pelo menos três vezes mais eficiente do que um codificador MPEG-4 sem compensação de movimento, e pelo menos seis vezes mais eficiente do que com o Motion JPEG.

ÁuDIO - CAPÍTuLO 8

63

Áudio

Embora o uso do áudio em sistemas de vigilância por vídeo ainda não seja generaliza- do, esse recurso pode aumentar a capacidade de um sistema de detectar e interpretar eventos, além de permitir a comunicação por áudio através de uma rede IP. Entretanto, o uso do áudio pode ser restrito em alguns países. Portanto, é conveniente consultar as autoridades locais.

Os tópicos abordados neste capítulo são as situações de aplicação, equipamentos de áudio, modos de áudio, alarme de detecção de sons, compactação de áudio e sincro- nização entre áudio e vídeo.

8.1 Aplicações de áudio

O áudio como parte integrante deu m sistema de vigilância por vídeo pode ser um complemento

valiosíssimo para a capacidade de um sistema de detectar e interpretar eventos e situações de

emergência. A capacidade do áudio de cobrir uma área de 360 graus permite que um sistema de vigilância por vídeo amplie sua cobertura para além do campo de visão de uma câmera. Ele pode instruir uma câmera PTZ ou uma câmera PTZ com cúpula (ou alertar o operador dessa câmera) para verificar visualmente um alarme disparado por som.

O áudio também pode ser usado para permitir que os usuários não apenas escutem uma área,

mas também que transmitam ordens ou solicitações aos visitantes ou invasores. Por exemplo, se uma pessoa no campo de visão da câmera demonstrar um comportamento suspeito, por exem-

plo, ficando muito tempo perto de um caixa eletrônico ou entrando em uma área restrita, um segurança remoto pode advertir verbalmente essa pessoa. Em uma situação na qual uma pessoa

esteja ferida, a possibilidade de comunicar-se remotamente e avisar a vítima que o socorro está

a caminho também pode ser uma vantagem. O controle de acesso, ou seja, um “porteiro remoto”

em uma entrada é outra área de aplicação. Entre as outras aplicações estão uma situação de helpdesk remoto (por exemplo, um estacionamento sem funcionários presentes), e videoconfe- rência. Um sistema audiovisual de vigilância aumenta a eficácia de uma solução de segurança ou monitoramento remoto, aumentando a capacidade de um usuário remoto de receber e trans- mitir informações.

64

CAPÍTuLO 8 - ÁuDIO

8.2 Suporte e equipamentos de áudio

O suporte de áudio é mais fácil de implementar em um sistema de vídeo em rede do que em um

sistema de CCTV analógico. Em um sistema analógico, devem ser instalados cabos separados de áudio e vídeo entre um ponto e outro, ou seja, do local onde a câmera e o microfone estão ins- talados até a estação de monitoramento/gravação. Se a distância entre o microfone e a estação for muito grande, deverá ser usado um equipamento de áudio balanceado, o que aumenta os custos e a dificuldade de instalação. Em um sistema de vídeo em rede, uma câmera de rede com suporte de áudio processa o áudio e envia o áudio e o vídeo pelo mesmo cabo de rede para monitoramento e/ou gravação. Isso elimina a necessidade de cabeamento extra e facilita muito

a sincronização entre áudio e vídeo.

Fluxo de áudio REDE IP Fluxo de vídeo
Fluxo de áudio
REDE IP
Fluxo de vídeo
áudio e vídeo. Fluxo de áudio REDE IP Fluxo de vídeo Gravação/monitoramento Figura 8.2a pelo mesmo

Gravação/monitoramento

de áudio REDE IP Fluxo de vídeo Gravação/monitoramento Figura 8.2a pelo mesmo cabo de rede. Um

Figura 8.2a

pelo mesmo cabo de rede.

Um sistema de vídeo em rede com suporte de áudio integrado. Os fluxos de áudio e vídeo são enviados

áudio integrado. Os fluxos de áudio e vídeo são enviados Câmera analógica Fluxo de áudio REDE

Câmera

analógica

Fluxo de áudio REDE IP Fluxo de vídeo Codificador de vídeo Gravação/monitoramento I/O IN OUT
Fluxo de áudio
REDE IP
Fluxo de vídeo
Codificador de
vídeo
Gravação/monitoramento
I/O
IN
OUT
1 2 3 4 5 6
AUDIO

Figura 8.2b Alguns codificadores de vídeo têm áudio incorporado, permitindo a inclusão de áudio mesmo que forem usadas câmeras analógicas em uma instalação.

Uma câmera de rede ou um codificador de vídeo com função integrada de áudio muitas vezes possui um microfone embutido e/ou um conector mic-in/line-in. Com entradas mic-in/line-in, os usuários têm a opção de usar um microfone de tipo ou qualidade diferente do microfone próprio da câmera ou do codificador de vídeo. Isso também permite que o produto de vídeo em rede se conecte a mais de um microfone, e o microfone pode ser posicionado a uma certa distância da câmera. O microfone deve ser sempre posicionado o mais próximo possível da fonte sonora, a fim de evitar o ruído. No modo bidirecional total (full-duplex), o microfone deve estar voltado para o outro lado e posicionado a uma certa distância do alto-falante para reduzir a microfonia.

ÁuDIO - CAPÍTuLO 8

65

Muitos produtos de vídeo em rede da Axis não vêm com um alto-falante incorporado. Um alto- falante ativo (ou seja, um alto-falante com amplificador incorporado) pode ser conectado direta- mente a um produto de vídeo em rede com suporte de áudio. Se o alto-falante não tiver um am- plificador incorporado, ele deve antes ser conectado a um amplificador, que, por sua vez, é conectado a uma câmera de rede/um codificador de vídeo.

Para reduzir as perturbações e o ruído, sempre use um cabo de áudio blindado e evite passar o cabo perto de cabos de força e cabos que transportam sinais comutados de alta freqüência. Além disso, os cabos de áudio devem ter o menor comprimento possível. Se for necessário usar um cabo de áudio longo, deve-se usar um equipamento de áudio balanceado, ou seja, cabo, amplificador e microfone balanceados, para evitar ruídos.

8.3 Modos de áudio

Dependendo da aplicação, pode ser necessário enviar áudio em apenas uma direção ou em am- bas as direções, e isso pode ser feito ou simultaneamente ou em uma direção por vez. Existem três modos básicos de comunicação por áudio: simplex, half duplex e full duplex.

8.3.1 Simplex Alto-falante
8.3.1
Simplex
Alto-falante

PC

Áudio enviado pela câmera LAN/WA N Vídeo enviado pela câmera
Áudio enviado pela câmera
LAN/WA N
Vídeo enviado pela câmera
enviado pela câmera LAN/WA N Vídeo enviado pela câmera Câmera de rede M i c r

Câmera de rede

Microfone

Figura 8.3a

ao operador. Entre as aplicações estão o monitoramento remoto e a vigilância por vídeo.

INo modo simplex, o áudio é enviado em uma única direção. Nesse caso, o áudio é enviado pela câmera

Microfone
Microfone

PC

Áudio enviado pelo operador LAN/WA N Câmera de rede
Áudio enviado pelo operador
LAN/WA N
Câmera de rede
Vídeo enviado pela câmera
Vídeo enviado pela câmera
LAN/WA N Câmera de rede Vídeo enviado pela câmera Alto-falante Figura 8.3b Neste exemplo de modo

Alto-falante

Figura 8.3b Neste exemplo de modo simplex, o áudio é enviado à câmera pelo operador. Ele pode ser usado, por exemplo, para dar instruções faladas a uma pessoa que estiver sendo vista na câmera ou para afastar de um estacio- namento um possível ladrão de carros.

66

CAPÍTuLO 8 - ÁuDIO

8.3.2 Half duplex

Fones de PC
Fones de
PC

ouvido

Áudio enviado pelo operador Áudio enviado pela câmera LAN/WA N Vídeo enviado pela câmera
Áudio enviado pelo operador
Áudio enviado pela câmera
LAN/WA N
Vídeo enviado pela câmera
Alto-falante Câmera de rede
Alto-falante
Câmera de rede

Microfone

Figura 8.3c No modo half-duplex, o áudio é enviado em ambas as direções, mas apenas uma parte por vez pode enviar. Isso é semelhante a um rádio de comunicação.

8.3.3 Full duplex Fones de PC
8.3.3 Full duplex
Fones de
PC

ouvido

Áudio full duplex enviado e recebido pelo operador LAN/WA N Vídeo enviado pela câmera
Áudio full duplex enviado e recebido pelo operador
LAN/WA N
Vídeo enviado pela câmera
Alto-falante Câmera de rede
Alto-falante
Câmera de rede

Microfone

Figura 8.3d

cação é semelhante ao de um diálogo telefônico. O Full duplex exige que o PC cliente tenha uma placa de som que aceite áudio full-duplex.

No modo full-duplex, o áudio é enviado simultaneamente de/para o ooperador. Esse modo de comuni-

8.4 Alarme de detecção de áudio

O alarme de detecção de áudio pode ser usado para complementar a detecção de movimento em vídeo, pois pode reagir a eventos em áreas muito escuras para que a função de detecção de movimento em vídeo funcione corretamente. Ele também pode ser usado para detectar ativida- de em áreas fora do campo de visão da câmera.

Quando forem detectados sons, como a quebra de uma janela ou vozes em uma sala, eles podem comandar uma câmera de rede para que envie e grave vídeo e áudio, envie um e-mail ou outros alertas, e ative dispositivos externos tais como alarmes. Da mesma forma, entradas de alarme como detecção de movimento e contatos em portas podem ser usadas para acionar gravações de vídeo e áudio. Em uma câmera PTZ ou uma câmera PTZ com cúpula, a detecção de áudio pode comandar a câmera para que gire automaticamente até um local predefinido, como uma deter- minada janela.

8.5 Compactação de áudio

Os sinais de áudio analógicos devem ser convertidos em áudio digital através de um processo de amostragem e, depois, compactados para reduzir o tamanho e agilizar a transmissão e o arma-

ÁuDIO - CAPÍTuLO 8

67

zenamento. A conversão e compactação são realizadas através de um codec de áudio, um algo- ritmo que codifica e decodifica os dados de áudio.

8.5.1 Freqüência de amostragem

Existem muitos codecs de áudio diferentes que operam com diferentes freqüências de amostra- gem e níveis de compactação. A freqüência de amostragem é o número de vezes por segundo em que uma amostra de um sinal analógico de áudio é tomada. Ela é medida em hertz (Hz). Em geral, quanto maior a freqüência de amostragem, melhor será a qualidade de áudio e maior se- rão a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários.

8.5.2 Bit rate

“Bit rate” é um parâmetro importante do áudio, pois determina o nível de compactação e, por- tanto, a qualidade do áudio. Em geral, quanto maior o nível de compactação (ou menor o bit rate), menor será a qualidade do áudio. As diferenças na qualidade de áudio dos codecs podem ser especialmente perceptíveis em altos níveis de compactação (bit rates reduzidos), mas não em baixos níveis de compactação (bit rates elevados). Níveis de compactação mais elevados tam- bém podem elevar a latência ou os atrasos, mas consomem menos largura de banda e espaço de armazenamento.

Os bit rates escolhidos mais freqüentemente com os codecs de áudio ficam entre 32 kbit/s e 64 kbit/s. Os bit rates de áudio, assim como ocorre com os bit rates de vídeo, são um fator impor- tante que deve ser levado em consideração no cálculo das necessidades de largura de banda total e espaço de armazenamento.

8.5.3 Codecs de áudio

Os produtos de vídeo em rede da Axis operam com três codecs de áudio. O primeiro é o AAC-LC (Codificação de Áudio Avançada – Baixa Complexidade), também conhecido como MPEG-4 AAC, que requer licença. O AAC-LC, especialmente na freqüência de amostragem de 16 kHz ou mais e com bit rate de 64 kbit/s, é o codec recomendado quando a melhor qualidade de áudio possível é necessária. Os outros dois codecs são o G.711 e o G.726, que são tecnologias não-licenciadas.

8.6 Sincronização de áudio e vídeo

A sincronização de dados de áudio e vídeo é realizada por um reprodutor de mídia (um sof-

tware usado para reproduzir arquivos de multimídia) ou por uma estrutura de multimídia como o Micro¬soft DirectX, que é um conjunto de interfaces de programação de aplicativos para gerenciar arquivos multi¬mídia.

O áudio e o vídeo são enviados por uma rede como dois fluxos separados de pacotes. Para que

o cliente ou reprodutor sincronize perfeitamente os fluxos de áudio e vídeo, os pacotes de áudio e vídeo devem levar um registro de data e hora.

68

O registro de data e hora dos pacotes de vídeo que usam a compactação Motion JPEG nem

sempre é reconhecido por uma câmera de rede. Se esse for o caso e se for importante que o vídeo e o áudio sejam sincronizados, o formato de vídeo que deve ser escolhido é o MPEG-4 ou H.264, pois esses fluxos de vídeo, junto com o fluxo de áudio, são enviados através do RTP (Protocolo

de Transporte de Tempo Real), que registra a data e a hora nos pacotes de vídeo e áudio. Entre-

tanto, há muitas situações nas quais a sincronização de áudio importa menos ou é até mesmo

indesejável; por exemplo, se for necessário monitorar o áudio, mas não gravá-lo.

TECnOLOGIAS DE REDE - CAPÍTuLO 9

69

Tecnologias de rede

Diferentes tecnologias de rede são usadas para viabilizar e proporcionar as diversas vantagens de um sistema de vídeo em rede. Este capítulo começa discutindo a rede local, especificamente as redes Ethernet e os componentes que as apóiam. Também discutiremos o uso da Power over Ethernet (PoE). Depois, discutiremos a comunicação pela Internet, abordando o endereçamento IP (Protocolo de Internet) — o que são e como funcionam, inclusive como os produtos de vídeo em rede podem ser acessados pela Internet. Também apresentamos um panorama dos protocolos de transporte de dados usados no vídeo em rede.

Entre as outras áreas abordadas no capítulo estão as redes locais virtuais e Qualidade de Serviço, além das diferentes formas de proteger a comunicação através de redes IP. Para saber mais sobre tecnologias sem fio, consulte o Capítulo 10.

9.1 Rede local e Ethernet

Uma rede local (LAN) é um grupo de computadores conectados entre si em uma área local para comunicar-se um com o outro e compartilhar recursos tais como impressoras. Os dados são envia- dos na forma de pacotes e, para controlar a transmissão dos pacotes, podem ser usadas diferentes tecnologias. A tecnologia de LAN mais usada é a Ethernet, e ela é especificada em um padrão chamado IEEE 802.3. (Entre os outros tipos de tecnologias de LAN estão a token ring e a FDDI).

A Ethernet utiliza uma topologia em estrela, na qual cada nó (dispositivo) está conectado ao

outro através de equipamentos ativos de rede, tais como switches. O número de dispositivos

conectados em uma LAN pode variar de dois a alguns milhares.

O meio físico de transmissão de uma LAN com fio inclui cabos, principalmente cabos de par

trançado ou de fibra óptica. Um cabo de par trançado consiste em oito fios, formando quatro pares de fios de cobre trançados, e é usado com plugues e soquetes RJ-45. O comprimento má- ximo de um cabo de par trançado é 100 m (328 pés), ao passo que o comprimento máximo dos cabos de fibra pode variar de 10 a to 70 km, dependendo do tipo de fibra. Dependendo do tipo de cabo (par trançado ou fibra óptica) usado, a atual velocidade de transmissão de dados pode variar de 100 Mbit/s a 10.000 Mbit/s.

70

CAPÍTuLO 9 - TECnOLOGIAS DE REDE

70 CAPÍTuLO 9 - TECnOLOGIAS DE REDE Figura 9.1a plugue RJ-45 na extremidade. Um cabo de

Figura 9.1a

plugue RJ-45 na extremidade.

Um cabo de par trançado consiste em quatro pares de fios trançados, normalmente conectados a um

Uma regra geral é sempre criar uma rede com mais capacidade do que a capacidade necessária no momento da criação. Para garantir o futuro de uma rede, vale a pena projetá-la de forma que apenas 30% da sua capacidade sejam usados. Uma vez que cada vez mais aplicativos funcionam através de redes hoje em dia, a velocidade das redes deve ser cada vez maior. Embora os switches de rede (sobre os quais falaremos abaixo) sejam fáceis de atualizar após alguns anos, é normal- mente muito mais difícil substituir o cabeamento.

9.1.1 Tipos de redes Ethernet

Fast Ethernet Fast Ethernet refere-se a uma rede Ethernet capaz de transferir dados a uma velocidade de 100 Mbit/s. Ela pode utilizar cabos de par trançado ou de fibra óptica. (A antiga Ethernet de 10 Mbit/s ainda é instalada e usada, mas essas redes não oferecem a largura de banda necessária para algumas aplicações de vídeo em rede).

A maioria dos dispositivos conectados a uma rede, como um laptop ou uma câmera de rede, está

equipada com uma interface Ethernet 100BASE-TX/10BASE-T, mais conhecida como interface 10/100, que opera tanto com 10 Mbit/s como com Fast Ethernet. O tipo de cabo de par trança- do usado pela Fast Ethernet se chama “cabo Cat-5”.

Gigabit Ethernet

A Gigabit Ethernet, que também pode usar um cabo de pa trançado ou fibra óptica, proporciona

uma velocidade de transmissão de dados de 1.000 Mbit/s (1 Gbit/s), e está ganhando popularidade.

Espera-se que, em breve, ela substitua a Fast Ethernet como padrão de fato.

O tipo de cabo de par trançado usado pela Gigabit Ethernet é o cabo Cat-5e, no qual todos os

quatro pares de fios trançados são usados para atingir velocidades de transmissão de dados mais altas. Para sistemas de vídeo em rede, recomenda-se o uso de cabos Cat-5e ou cabos de categoria mais alta. A maioria das interfaces é retrocompatível com a Ethernet de 10 e 100 Mbit/s, sendo mais conhecidas como interfaces 10/100/1000.

TECnOLOGIAS DE REDE - CAPÍTuLO 9

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Para transmissão a longas distâncias, podem ser usados cabos de fibra tais como o 1000BASE-SX (até 550 m/1.639 pés) e o 1000BASE-LX (até 550 m com fibras ópticas múltiplas e 5.000 m com fibras simples).

fibras ópticas múltiplas e 5.000 m com fibras simples). Figura 9.1b no backbone de uma rede,

Figura 9.1b

no backbone de uma rede, e não em nós como uma câmera de rede.

Distâncias maiores podem ser cobertas através de cabos de fibra óptica. A fibra é normalmente usada

10 Gigabit Ethernet

A 10 Gigabit Ethernet é a última geração, com velocidade de transmissão de dados de 10 Gbit/s

(10.000 Mbit/s), e pode ser usado um cabo de fibra óptica ou de par trançado. As redes 10GBASE-

LX4, 10GBASE-ER e 10GBASE-SR com cabos de fibra óptica podem ser usadas para cobrir distân- cias de até 10.000 m (6,2 milhas). Com uma solução de par trançado, é necessário o uso de um cabo de altíssima qualidade (Cat-6a ou Cat-7). A 10 Gbit/s Ethernet é usada principalmente em backbones de aplicações de grande porte que exigem altas velocidades de transmissão de dados.

9.1.2.

Switch

Quando apenas dois dispositivos precisam se comunicar diretamente entre si através de um cabo de par trançado, pode ser usado um cabo conhecido como crossover. O cabo crossover simples- mente atravessa o par de transmissão em uma extremidade do cabo, com o par receptor na outra extremidade, e vice-versa.

Entretanto, a conexão de vários dispositivos em uma LAN exige equipamentos de rede como um switch de rede. Quando se utiliza um switch de rede, um cabo de rede normal é usado em vez de um cabo crossover.

A principal função de um switch de rede é encaminhar dados de um dispositivo para outro na

mesma rede. Ele faz isso de maneira eficiente, pois os dados podem ser direcionados de um dispositivo para outro sem afetar outros dispositivos na mesma rede.

Ele funciona da seguinte maneira: um switch registra os endereços MAC (Controle de Acesso à Mídia) de todos os dispositivos conectados a ele. (Cada dispositivo de rede tem um endereço MAC exclusivo, que consiste em uma série de números e letras definidos pelo fabricante, e o endereço pode ser muitas vezes encontrado na etiqueta do produto). Quando um switch recebe dados, ele os encaminha apenas à porta que estiver conectada a um dispositivo com o endereço MAC correto do destino.

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CAPÍTuLO 9 - TECnOLOGIAS DE REDE

Os switches normalmente indicam sua velocidade em velocidade por porta e em velocidade in- terna ou de chassi (tanto em bitrate como em pacotes por segundo). As velocidades por porta indicam as velocidades máximas em portas específicas. Isso significa que a velocidade de um switch, por exemplo, 100 Mbit/s, é, muitas vezes, a velocidade de cada porta.

100 Mbit/s, é, muitas vezes, a velocidade de cada porta. Figura 9.1c go de dados pode

Figura 9.1c

go de dados pode ser direcionado de um dispositivo para outro sem afetar nenhuma outra porta do switch.

Com um switch de rede, a transferência de dados é gerenciada de maneira muito eficiente, pois o tráfe-

Normalmente, um switch de rede opera com diferentes velocidades de transmissão de dados si- multaneamente. As velocidades mais comuns são 10/100, operando com 10 Mbit/s e com Fast Ethernet. Entretanto, as redes 10/100/1000 estão rapidamente assumindo o lugar de switch pa- drão, operando, assim, com 10 Mbit/s, Fast Ethernet e Gigabit Ethernet simultaneamente. A velo- cidade e o modo de transferência entre uma porta em um switch e um dispositivo conectado são normalmente determinados através de autonegociação, onde se utilizam a velocidade de transmis- são de dados comum mais alta e o melhor modo de transferência. Um switch também permite que um dispositivo conectado funcione no modo full-duplex, ou seja, enviando e recebendo dados ao mesmo tempo, o que eleva a velocidade.

Os switches podem ser oferecidos com diferentes recursos ou funções. Alguns switches possuem a função de um roteador (consulte a seção 9.2). Um switch pode, também, operar com Power over Ethernet ou Qualidade de Serviço (consulte a seção 9.4), que controla a largura de banda consu- mida por diferentes aplicações.

TECnOLOGIAS DE REDE - CAPÍTuLO 9

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9.1.3 Power over Ethernet

A Power over Ethernet (PoE) dá a opção de alimentar os dispositivos conectados a uma rede Ethernet

através do mesmo cabo usado para a comunicação de dados. A Power over Ethernet é amplamente usada na alimentação de telefones IP, pontos de acesso sem fio e câmeras de rede em uma LAN.

A principal vantagem da PoE é sua economia inerente de custos. Não é necessário contratar um

eletricista nem instalar uma fiação separada. Isso é vantajoso principalmente em áreas de difícil

acesso. O fato de que não é necessário instalar cabos de força pode economizar, dependendo da localização da câmera, até algumas centenas de dólares por câmera. A PoE também facilita a transferência de uma câmera para um novo local ou a inclusão de câmeras em um sistema de vigilância por vídeo.

Além disso, a PoE pode aumentar a segurança de um sistema de vídeo. Um sistema de vigilância por vídeo com PoE pode ser alimentado da sala do servidor, que normalmente utiliza um no- break. Isso significa que o sistema de vigilância por vídeo pode se manter em operação mesmo em caso de queda de energia.

Devido às vantagens da PoE, ela é recomendada para o maior número possível de dispositivos. A alimentação disponibilizada pelo switch ou midspan compatível com PoE deve ser suficiente para os dispositivos conectados, e os dispositivos devem aceitar a classificação de alimentação fornecida. Isso é explicado mais detalhadamente nas sections a seguir.

Padrão 802.3af e Alta PoE

A maioria dos dispositivos com PoE de hoje seguem o padrão IEEE 802.3af, publicado em 2003.

O padrão IEEE 802.3af utiliza cabos Cat-5 ou superiores, e garante que a transferência de dados não seja afetada. Nesse padrão, o dispositivo que fornece a alimentação é denominado “equipa- mento de fornecimento de energia” (power sourcing equipment, PSE). Esse equipamento pode ser um switch ou midspan compatível com PoE. O dispositivo que recebe a alimentação é deno- minado “dispositivo alimentado” (powered device, PD). Essa função é normalmente incorporada

a um dispositivo de rede como uma câmera de rede, ou disponibilizada em um divisor autônomo (consulte a seção abaixo).

A retrocompatibilidade com dispositivos de rede não compatíveis com a PoE é garantida. O padrão

inclui um método para identificar automaticamente se um dispositivo aceita a PoE, e a alimenta- ção é fornecida ao dispositivo apenas quando isso for confirmado. Isso também significa que o cabo Ethernet conectado a um switch PoE não fornecerá energia se não estiver conectado a um dispositivo compatível com PoE. Isso elimina o risco de choque elétrico na instalação ou no reca- beamento de uma rede.

Em um cabo de par trançado, há quatro pares de fios trançados. A PoE pode usar os dois pares de fios ‘a mais’, ou sobrepor-se à corrente nos pares de fios usados para a transmissão de dados. Muitas vezes, os switches com PoE incorporada fornecem eletricidade através dos dois pares de

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CAPÍTuLO 9 - TECnOLOGIAS DE REDE

fios usados para transferir dados, ao passo que os midspans normalmente usam os dois pares a mais. Um PD aceita ambas as opções.

De acordo com o padrão IEEE 802.3af, um PSE fornece uma tensão de 48 Vcc com potência máxi- ma de 15,4 W por porta. Considerando que ocorre perda de potência em um cabo de par trançado, são garantidos apenas 12,95 W para um PD. O padrão IEEE 802.3af especifica várias categorias de desempenho para os PDs.

PSEs como switches e midspans normalmente fornecem uma determinada quantidade de potência, normalmente de 300 W a 500 W. Em um switch de 48 portas, isso significaria de 6 W a 10 W por porta, caso todas as portas estejam conectadas a dispositivos que utilizam PoE. A menos que os PDs aceitem a classificação de potência, todos os 15,4 W devem ser reservados para cada porta que utilize a PoE, o que significa que um switch com 300 W pode fornecer energia a apenas 20 das 48 portas. Entretanto, se todos os dispositivos informarem o switch que são dispositivos de Classe 1, os 300 W bastarão para alimentar todas as 48 portas.

Classe

nível mínimo de potência no PSE

nível máximo de potência usado pelo PD

uso

0

15,4 W

0,44 W - 12,95 W

padrão

1

4,0 W

0,44 W - 3,84 W

opcional

2

7,0 W

3,84 W - 6,49 W

opcional

3

15,4 W

6,49 W - 12,95 W

opcional

4

Tratar como Classe 0

 

Reservado para uso futuro