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Artigo: A criminalidade no ambiente cibernético – Revista Jus Vigilantibus

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ISSN 1983-4640 • Terça-feira, 13 de setembro de 2011

Artigo: A criminalidade no ambiente cibernético – Revista Jus Vigilantibus http://jusvi.com/artigos/36586 Artigos Peças Colunas Notícias Autores

A criminalidade no ambiente cibernético

por Alessandra Cristina de Mendonça Siqueira

A internet se consagrou como uma inovação tecnológica indispensável aos anseios da vida moderna, especialmente no que tange os aspectos das relações sociais de hoje. Entretanto, com seu rápido advento, crescem concomitantemente e em larga escala, a ocorrência de infrações cometidas no cenário virtual.

A doutrina penal passou por muito tempo, até conseguir conceituar de modo coerente e homogêneo o que seria um delito cibernético, sendo este conceituada de forma abrangente como: ação típica, ilícita, cometida contra ou pela utilização de processamento automático de dados ou sua transmissão (ou seja, através da internet).

Remontam à década de 60 as primeiras aparições na literatura científica de casos onde o computador foi instrumento de uso para cometer delitos, mas, apenas na década seguinte é que iriam iniciar-se os estudos desses casos, como também o emprego de métodos criminológicos para a resolução desses problemas.

A gama de crimes cometidos pela internet é incontável. Dentre as classificações mais aceitas, pode-se citar, de modo abrangente e relativo, a seguinte separação de crimes que podem vir a ser cometidos pela internet:

  • a) Crimes genéricos – erro, negligência, omissão, conspiração, disputa civil.

  • b) Crimes contra o patrimônio – roubo, trapaça, plágio, espionagem.

  • c) Crimes contra a pessoa – pornografia, pedofilia, crimes raciais, preconceito, apologia ao suicídio, crimes contra a honra.

  • d) Crimes de propriedade intelectual – pirataria em geral, violação de dados e sistemas.

  • e) Crimes econômicos e financeiros – crimes que visam a obtenção de dinheiro por modo fraudulento e ilusório, como fraude e

estelionato.

As condutas acima têm como denominador comum o uso da internet como meio para praticar a ilicitude, que é a sua finalidade. Paradoxalmente, um dos grandes problemas do ambiente cibernético é a infindável quantidade de informações contidas no mesmo, portanto, torna-se relativamente simples obter o conhecimento necessário para começar a adentrar no cenário dos crimes virtuais.

O Brasil começou a se preocupar com esse assunto especialmente a partir das últimas décadas, com o aumento da popularização dessa inovação tecnológica, promulgando, na Constituição Federal de 1988, leis relativas à competência do Estado sobre questões de informática.

A falta de uma legislação especifica ajuda na não-punição dos crimes virtuais. Todavia, essas lacunas nos ordenamentos jurídicos estão sendo analisadas pelos legisladores. Entre os projetos mais recentes, está o Projeto de Lei 76/2000, que vem a ser o texto legislativo mais complexo no que diz respeito às regulações de ilicitudes ocorridas no mundo cibernético.

Esse projeto de lei define para fins jurídicos o que é dispositivo de comunicações, sistema informatizado, identificação e autenticação de usuário, tipificando e criminalizando uma extensa pauta de condutas até então só atingíveis pelos braços da lei através de analogias com crimes tradicionais. Como abrange várias áreas de utilização da internet, o projeto apresenta polêmicas em relação a uma possível perda de privacidade por parte de seus usuários. Entretanto, ainda se configura em um grande avanço para a positivação de regras para um uso não-lesivo das práticas cibernéticas, afinal, como é garantido no princípio da legalidade, nullum crimen, nulla poena sine lege ..

Contudo, uma legislação adequada não é só o bastante, deve-se também aperfeiçoar os meios técnicos de investigação como também treinamento para capacitação das pessoas que trabalham nesse meio, práticas também importantes para uma boa solução de casos dessa natureza, assim como a conscientização de usuários dos computadores e acordo entre esferas judiciais diferentes para abertura de dados e sistemas, apenas desse modo é que se pode ter um instrumento realmente eficaz de combate às práticas criminosas virtuais.

Referências

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A LEI de crimes digitais- Internet. Disponível em http://ww.casodepolicia.com/2007/07/04/ a-lei-de-crimes-digitais-internet/ Acesso em 03 de Out. de 2008-10-08

LUCCA, Newton De. , FILHO, Adalberto Simão . Direito & Internet – Aspectos Jurídicos Relevantes-. São Paulo: Edipro, 2000.

NEPOMUCENO, Emanuel Vinícius Cirqueira. Crimes de internet e cybercrimes. Aracaju, 2006. 64p + anexos (Monografia de Graduação em Direito) Universidade Tiradentes, UNIT.

SILVA, Rosiane Mascarenhas da. Crime virtual: a criminalidade nos sistemas de informação. Aracaju, 2007. 109p + anexo (Monografia de Graduação em Direito) Universidade Tiradentes, UNIT.

Revista Jus Vigilantibus, Quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sobre o autor

Alessandra Cristina de Mendonça Siqueira

Aluna de Graduação no curso de Direito.

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