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DIREITO ADMINISTRATIVO

(106-11). Ruy Cirne Lima diz que na relação de administração há uma "relação jurídica que se
estrutura ao influxo de uma finalidade cogente". Isto significa que a Administração
a) deve sempre obediência aos princípios da legalidade e finalidade.
b) produz atos que podem influir nas relações de direito privado.
c) está subjugada pelo princípio da formalidade.
d) deve expor os motivos e as finalidades dos seus atos discricionários.

(106-12). A regra de que a duração dos contratos administrativos está adstrita à vigência dos
respectivos créditos orçamentários
a) não se aplica a contratos de prestação de serviços executados de forma descontínua, desde que
previsto no edital de licitação.
b) veda contrato administrativo com prazo indeterminado.
c) aplica-se a todos os contratos, com exceção apenas dos de concessão de obra ou de serviço público.
d) limita todos os contratos ao exercício financeiro e ao prazo estabelecido no Plano Plurianual.

(106-13). A Administração Pública é responsável apenas pela apuração de atos praticados pelo
servidor público que
a) sejam definidos como ilícito na legislação estatutária.
b) correspondam a ilícitos penais.
c) acarretem danos a reparar.
d) venham a determinar a instauração de processo criminal.

(106-14). O princípio da legalidade explicita a subordinação da Administração Pública à lei e é


decorrência natural
a) do controle administrativo de seus próprios atos.
b) do controle judicial dos atos administrativos.
c) da indisponibilidade do interesse público.
d) do princípio da hierarquia.

(106-15). Dado caber aos Ministérios aprovar os balanços, balancetes e relatórios das autarquias
federais, é correto dizer que
a) os ministros têm supervisão hierárquica sobre as autarquias.
b) tal proceder decorre do poder de supervisão ministerial, para assegurar o cumprimento dos objetivos
fixados nas leis que as criaram.
c) as autarquias fazem parte da Administração Direta Federal.
d) as autarquias são pessoas jurídicas de direito público com responsabilidade, perante terceiros,
subsidiária ao Estado.

(106-16). No Direito Administrativo, há distinção entre ato jurídico e fato jurídico, visto que
a) apenas os atos jurídicos têm conseqüências jurídicas.
b) apenas os fatos jurídicos gozam de presunção de legitimidade.
c) apenas os atos jurídicos podem ser produzidos pela Administração.
d) apenas os atos jurídicos podem ser anulados ou revogados.

(106-17). No procedimento de um concurso público, a lista final com os candidatos aprovados e


classificados foi publicada com diversos erros, constando candidatos reprovados desde a 1a fase do
concurso. Decorridos alguns meses após a nomeação e entrada em exercício de todos os
candidatos, a Administração descobriu o erro e, de imediato, tornou sem efeito todas as nomeações
e anulou todo o concurso público. Este procedimento
a) está correto, visto que os servidores não eram estáveis.
b) está correto, visto ter a Administração o dever de anular seus próprios atos quando eivados de vícios.
c) está incorreto, visto ferir o princípio da ampla defesa dos servidores nomeados, que deveriam ser
ouvidos antes da edição dos atos que tornaram sem efeito as d) nomeações e anularam o concurso.
d) está incorreto, visto que, por se tratar de procedimento de concurso público, a anulação só poderia
ocorrer antes da homologação e da nomeação dos candidatos aprovados.
(106-18). Em um procedimento de licitação, licitante habilitada apresenta sua proposta comercial
com o seguinte preço: "50% a menos do que o de menor preço apresentado por qualquer licitante".
A Comissão de Licitação deve
a) classificar a proposta, desde que o edital permita preço baseado nas ofertas das demais licitantes.
b) classificar a proposta, visto que se trata da proposta mais vantajosa para a Administração Pública.
c) inabilitar a licitante, por ter apresentado preço inexeqüível.
d) desclassificar a proposta, por ferir os princípios da legalidade e da vinculação ao instrumento
convocatório.

(108-11). A Administração Pública tem direito de modificar, unilateralmente, relações jurídicas


estabelecidas, em face
a) da indisponibilidade dos interesses públicos.
b) da supremacia do interesse público sobre o privado.
c) do princípio da continuidade dos serviços públicos.
d) do princípio da legalidade.

(108-12). O Chefe do Executivo pode dispor sobre organização e funcionamento dos órgãos da
Administração, desde que
a) não limite a discricionariedade administrativa.
b) o faça por intermédio de medida provisória.
c) apenas cuide de competências vinculantes.
d) o exercício desta competência não implique inovação sobre direitos ou deveres não identificados na lei
regulamentada.

(108-13). Sociedade de Economia Mista está sujeita à falência, desde que


a) por ela o Estado responda subsidiariamente perante terceiros.
b) preste serviço público (art. 175 CF).
c) explore atividade econômica (art. 173 CF).
d) não tenha sido criada por lei.

(108-14). Um licitante interpõe, após o prazo legal de 5 dias úteis, recurso contra decisão da
Comissão de Licitação que classificou as propostas, adjudicando o objeto licitado, alegando vício na
proposta vencedora. A Comissão de Licitação deve
a) receber o recurso como denúncia.
b) declarar a preclusão da via administrativa pelo escoamento do prazo legal.
c) declarar convalidada a decisão pelo decurso do prazo.
d) negar recebimento ao recurso.

(108-15). Qual a pessoa jurídica de direito público categorizada como Administração Indireta?
a) Empresa pública.
b) Distrito Federal.
c) Organização social.
d) Autarquia.

(108-16). Uma vez que a atividade administrativa é infralegal, as competências públicas não serão
descaracterizadas se, nos casos previstos em lei,
a) houver renúncia pelo seu titular.
b) houver delegação de seu exercício a terceiros.
c) houver declaração de prescrição, na hipótese de sua não utilização.
d) forem restringidas pela vontade do próprio titular.

(108-17). Na concessão de serviço público, o Poder Concedente pode extinguir a concessão a


qualquer momento, por motivo de conveniência e oportunidade, mediante lei autorizadora específica
e prévio pagamento da indenização. Esta forma de extinção é denominada
a) encampação.
b) caducidade.
c) rescisão contratual.
d) desapropriação indireta.
(108-18). Com a Reforma Administrativa, estabeleceu-se o denominado "teto salarial" do servidor
público. Este "teto salarial" impede que
a) o servidor federal perceba remuneração supe- rior ao subsídio mensal do Presidente da República.
b) o servidor acumule vencimentos com proventos.
c) o servidor perceba remuneração superior ao subsídio mensal dos ministros do STF.
d) a despesa com pessoal ativo e inativo, em cada uma das esferas de Governo, ultrapasse o limite
estabelecido em lei complementar.

(108-19). Fala-se que o "apagão" de 11 de março de 1999 foi causado por um raio nas subestações
elétricas da cidade de Bauru. Em sendo isso verdade, admitindo-se a existência de força maior,
pode-se dizer que os concessionários de serviço público de eletricidade ainda assim poderão ser
responsabilizados pelos danos causados
a) de vez que a sua responsabilidade é objetiva.
b) se constatado que as concessionárias não tomaram as cautelas normais contra acidentes desta ordem.
c) visto que a força maior e o caso fortuito não excluem a responsabilidade objetiva do Estado.
d) dado a responsabilidade subjetiva das concessionárias não depende da ausência de nexo causal.

(108-20). A Lei nº 10.177, de 30.12.1998, regulando o processo administrativo no âmbito da


Administração Pública Estadual, impôs, em seu artigo 33, prazo para a Administração decidir
requerimentos em geral, após o que o requerente poderá considerar rejeitado o seu pedido, na
esfera administrativa. Esta novidade
a) permitirá que o requerente ingresse imediatamente com mandado de injunção, por se tratar de
competência vinculada.
b) será um obstáculo ao princípio da inafastabilidade da defesa jurisdicional.
c) Propiciará afronta ao princípio da ampla defesa.
d) Impedirá que a Administração defenda sua inação, alegando ser ela decorrente de sua
discricionariedade administrativa.

(109-12). Os cargos públicos predispostos a receber servidores com a mais forte garantia de
permanência são denominados cargos
a) de provimento efetivo.
b) em comissão.
c) de provimento vitalício.
d) efetivos, após estágio probatório.

(109-13). Em contrato administrativo com empresa privada brasileira, de fornecimento de bens


importados, município contratante, em decorrência da maxidesvalorização do real de fevereiro
último, decidiu, unilateralmente, efetuar o pagamento devido ao contratado não no valor em real,
correspondente à taxa de câmbio do dia do faturamento (como estabelecido no edital e no contrato),
mas em valor menor. O contratado, insatisfeito, decidiu recorrer ao Judiciário, para obter a diferença
do preço, sob o fundamento de que
a) fato do príncipe a justificar o reajuste do contrato só pode ocorrer em contratos de prazo superior a um
ano.
b) cláusulas econômico-financeiras e monetárias do contrato não podem ser alteradas sem prévia
concordância do contratado.
c) o contrato está vinculado aos termos do edital, não podendo haver nenhuma alteração em suas
cláusulas regulamentares ou econômicas.
d) a maxidesvalorização é ato da administração e a teoria da imprevisão só socorre a parte contratada,
nunca a contratante.

(109-14). Recentemente, por erro de servidor, o Diário Oficial da União publicou a contratação direta
de Pelé e Elba Ramalho. Constatado o erro, coube à Administração Federal
a) declarar sem efeito o ato, por inválido.
b) revogar a contratação, por se tratar de ato imperfeito.
c) anular a publicação, por motivo de interesse público.
d) declarar nula a publicação, pela impossibilidade de contratação direta.

(109-15). Em São Paulo, um edifício foi construído além dos limites autorizados no alvará de
construção. A Administração Pública Municipal pode intimar o proprietário para que a parte irregular
do edifício seja demolida, sob pena de multa e negativa de expedição do alvará final de construção
("habite-se"). Este dever-poder da Administração deriva dos seguintes atributos do ato
administrativo:
a) exigibilidade e executoriedade.
b) imperatividade, exigibilidade e executoriedade.
c) legitimidade, legalidade e executoriedade.
d) legitimidade, imperatividade e exigibilidade.

(109-16). Na licitação para a privatização das empresas telefônicas da União, grampos de linhas
telefônicas fizeram concluir que agentes públicos responsáveis pelo processo licitatório teriam
ajudado algumas empresas privadas, em detrimento de outras, sob o argumento de que procurariam
o interesse público na venda das empresas estatais. Pelo fato de as empresas ajudadas não terem
sido vencedoras no leilão, pode-se dizer que
a) ainda que o processo licitatório não esteja fulminado de vício irreparável, o proceder dos agentes feriria
o princípio constitucional da isonomia, devendo os mesmos ser responsabilizados.
b) os agentes públicos agiram de acordo com a lei da licitação, visto que o processo licitatório destina-se a
selecionar a proposta mais vantajosa.
c) por se tratar de leilão e não de concorrência pública, o princípio da impessoalidade pode ser
desrespeitado.
d) os agentes públicos agiram de forma correta, eis que sua competência discricionária permitiria a atitude
tomada, máxime porque se tratava de leilão de venda de ações, inserto em programa de privatização da
União.

(109-17). Em briga de alunos dentro de recinto de escola pública municipal, um aluno teve perda da
capacidade visual. Pode o município ser responsabilizado por indenização?
a) Não, porque a briga foi fora da sala de aula.
b) Sim, desde que tenha havido omissão dos funcionários da escola, não impedindo a briga.
c) Sim, porque o município tem responsabilidade objetiva na preservação da intangibilidade física dos
alunos.
d) Sim, ainda que não haja nexo causal entre a perda da capacidade visual e a briga entre os alunos.

(110-91). Constitui forma de intervenção do Estado na propriedade privada, como procedimento


administrativo unilateral, auto-executório, temporário, oneroso e fundado em necessidade pública
inadiável e urgente:
a) o tombamento.
b) a desapropriação.
c) a requisição administrativa.
d) a servidão administrativa.

(110-92). Atividade da Administração Pública, subordinada à ordem jurídica e ao controle


jurisdicional, que acarrete limite ao exercício de um direito do particular, caracteriza
a) regulamento autônomo.
b) ordem pública.
c) polícia judiciária.
d) poder de polícia.

(110-93). Um delegado de polícia, tendo de cumprir um mandado de prisão de um desafeto, resolve


fazê-lo no dia em que este iria tomar posse em um cargo importante, para que todos os jornais e
meios de comunicação pudessem registrar a prisão. Esta atitude do delegado pode demonstrar
a) desvio de finalidade.
b) arbitrariedade.
c) abuso de poder discricionário.
d) abuso de poder vinculado.

(110-94). Determinado Estado contrata a prestação de serviço de limpeza diretamente, sem licitação,
sob o argumento de que a contratada teria oferecido proposta vantajosa para o Estado, que deveria
pagar apenas o custo do material de limpeza. Esse contrato poderá vir a ser anulado?
a) Não, porque o interesse público ficou resguardado pela contratação.
b) Sim, porque a exigência de licitação não apenas busca o melhor negócio, como também oferece a todos
os administrados tratamento isonômico.
c) Sim, porque a Administração Pública não pode nunca contratar prestação de serviço de limpeza sem
prévio procedimento licitatório.
d) Depende; se o custo do material de limpeza estiver de acordo com a média do mercado, o contrato não
poderá ser anulado.

(110-95). Empresa concessionária, prestadora de serviço público de distribuição de energia elétrica,


por ocasião da passagem para o ano 2000, sofre uma pane em seus computadores ("bug" do
milênio) e isso vem a causar danos aos usuários. Caso a prestadora não tenha como responder
pelos prejuízos, configura-se a responsabilidade solidária da União, poder concedente, desde que
a) o contrato de concessão não exclua a responsabilidade da União.
b) a concessionária não tenha responsabilidade objetiva na prestação do serviço.
c) a causa única dos danos seja a pane.
d) a concessionária tenha agido com culpa.

(110-96). Na definição de Seabra Fagundes - "Administrar é aplicar a lei de ofício." – o princípio


subjacente é o da
a) legalidade.
b) oficialidade.
c) auto-executoriedade.
d) formalidade.

(110-97). Configura causa de rescisão do contrato de concessão de serviço público, sem indenização
por perdas e danos,
a) a encampação.
b) a reversão dos bens afetados ao serviço público.
c) a declaração de caducidade.
d) o resgate.

(110-98). Garante-se o direito à informação, na Administração Pública, por meio


a) da publicidade administrativa e do Mandado de Injunção.
b) dos direitos de certidão e de universalização dos serviços.
c) do controle externo do Tribunal de Contas.
d) do direito de petição e do Habeas Data.

(110-99). São características das autarquias:


a) personalidade jurídica pública, especialização dos fins, autonomia.
b) criação por lei, personalidade jurídica de direito público, sujeição a controle.
c) criação por lei, personalidade jurídica de direito público, desempenho de serviço público centralizado.
d) capacidade de auto-administração, personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio.

(110-100). Para o aprovado em concurso público iniciar suas atividades, exigem-se


a) nomeação, posse e exercício.
b) contratação e acesso.
c) nomeação e aproveitamento.
d) vacância, nomeação e provimento derivado.

(111-91). São consideradas pessoas jurídicas de direito público que executam atividades típicas da
Administração Pública:
a) autarquias e empresas públicas.
b) autarquias e fundações públicas.
c) empresas públicas e sociedades de economia mista.
d) autarquia, empresas públicas e fundações públicas.

(111-92). Tendo em vista que a Administração deve "aplicar a lei de ofício" (Seabra Fagundes), a
alegação de ausência de lei proibindo que agentes públicos utilizem os aviões da FAB, para viagens
de lazer a Fernando de Noronha,
a) fundamenta-se no princípio da legalidade, uma vez que, na ausência de lei, regulamento deverá
disciplinar o assunto.
b) justifica as viagens, visto que os agentes públicos não ofenderam nenhuma lei.
c) demonstra a licitude das viagens, visto que não há nenhuma lei proibindo as viagens.
d) esbarra no princípio da legalidade, visto que os agentes públicos só podem fazer o que a lei consente.

(111-93). Delegado, após cinco anos de serviço, obtém promoção por merecimento, em concurso.
Sua investidura será
a) derivada e efetiva.
b) originária e em comissão.
c) derivada e vitalícia.
d) originária e temporal.

(111-94). Para que o ato administrativo tenha eficácia externa, deve


a) ser publicado.
b) ser legítimo.
c) ser impessoal.
d) não configurar abuso de poder.

(111-95). Diretor de sociedade de economia mista doa a uma fundação de fim assistencial verbas
daquela entidade, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie.
Isto pode caracterizar
a) ato legal, porque não se trata de um agente público.
b) ato lícito, porque se trata de uma sociedade de economia mista.
c) ato de improbidade administrativa que pode causar prejuízo ao Erário.
d) omissão legal, porque se trata de ente da Administração Indireta.

(111-96). As Agências Reguladoras, ANEEL, ANATEL, ANP têm em comum:


a) a natureza jurídica de pessoas jurídicas de direito público, pertencentes à Administração Direta Federal.
b) a natureza jurídica de autarquias especiais, pertencentes à Administração Indireta.
c) competência para regular todos os serviços públicos federais.
d) a natureza jurídica de empresas públicas que fiscalizam serviços públicos.

(111-97). Inquérito Administrativo apurou que um servidor público federal praticou delito de
recebimento de propina (crime contra a Administração Pública). Após ampla defesa, em sede
administrativa, sofreu a pena de demissão a bem do serviço público. Na mesma época, em processo
criminal paralelo, foi reconhecida a inexistência material do delito de recebimento de propina por
parte daquele servidor. A decisão administrativa deverá ser
a) anulada, porque qualquer absolvição em sede penal deve repercutir na decisão administrativa.
b) mantida pela autonomia das instâncias penal e administrativa.
c) mantida, porque a decisão penal nunca pode repercutir na decisão administrativa.
d) anulada, porque a decisão administrativa foi totalmente calcada na prática do referido delito.

(111-98). O Tribunal de Contas de um Estado, ao declarar a ilegalidade de uma contratação de um


Município, está exercendo função
a) administrativa de controle externo da Administração Pública.
b) judicante.
c) administrativa, eis que auxiliar do Poder Judiciário.
d) administrativa de controle interno, porque sua decisão não faz coisa julgada.

(111-99). No contrato de concessão de serviço público de telefonia fixa, se a concessionária negar-se


a dar prosseguimento ao serviço, sob alegação de que o número enorme de usuários inadimplentes
teria alterado o equilíbrio econômico do contrato, o poder concedente deve
a) determinar a reversão dos bens.
b) intervir na concessionária.
c) determinar a encampação do contrato.
d) declarar, de imediato, a rescisão do contrato, sem indenização dos bens não amortizados.

(111-100). Diz-se que um bem público inalienável transmuda-se em alienável quando


a) for desapropriado.
b) for de uso comum do povo.
c) ocorrer sua desafetação de um uso especial.
d) for adquirido por usucapião.

(112-91). Executando plano de urbanização, certo Município propôs ação de desapropriação por
utilidade pública, declarando urgência e requerendo imissão provisória na posse. Esta foi negada
visto que
a) decreto do Chefe do Executivo, declarando a urgência, não estaria devidamente motivado.
b) imissão provisória de posse só pode ser concedida em desapropriação por necessidade pública.
c) imissão provisória de posse só pode ser concedida em ação de desapropriação para reforma agrária.
d) poder expropriante já havia obtido o direito de penetrar no bem para fazer verificações e medições.

(112-92). Quando um servidor estável tem invalidada, por sentença judicial, a sua demissão, deve ele
ser reintegrado no cargo. O eventual ocupante da vaga
a) poderá ser colocado em disponibilidade remunerada, com vencimentos proporcionais ao seu tempo de
serviço e com direito à indenização.
b) poderá ser colocado em disponibilidade remunerada, com vencimentos integrais ao tempo de serviço em
que ficou ocupando a vaga do fun-cionário posteriormente reintegrado.
c) poderá ser colocado em disponibilidade remunerada, com vencimentos proporcionais ao seu tempo de
serviço, mas sem direito à indenização.
d) não poderá ser colocado em disponibilidade remunerada, a não ser que possa ser reconduzido ao cargo
de origem.

(112-93). A frase de Caio Tácito – "A regra de competência não é um cheque em branco" – significa
que
a) o Poder Judiciário não tem nenhuma competência para analisar atos administrativos calcados em
conceitos indeterminados.
b) na Administração impera o princípio da disponibilidade do interesse público.
c) o Administrador não tem nenhuma liberdade, inclusive no uso da competência discricionária.
d) o fim e não a vontade domina as formas de administração.

(112-94). É requisito básico para a definição de "serviço público":


a) o monopólio estatal na sua prestação.
b) a titularidade do Estado.
c) a referência a necessidades coletivas essenciais ou vitais.
d) a invariabilidade na sua indicação, independente de época e de povos.

(112-95). Organizações Sociais são pessoas jurídicas


a) do setor privado que, habilitadas como tal, colaboram com a Administração.
b) do setor público, criadas por lei, com contrato de gestão com a Administração Direta.
c) do setor privado, que por receberem recursos de entes estatais mediante permissão de uso, têm
prerrogativas de direito público.
d) privadas que, habilitadas como tal, integram o chamado Terceiro Setor para exercer funções exclusivas
de Estado.

(112-96). Pode um Tribunal de Contas, com força na sua competência constitucional, exercer
controle sobre concessionárias de serviço público?
a) Não, porque os Tribunais de Contas só exercem controle sobre pessoas jurídicas de direito público.
b) Sim, porque ainda que se trate de concessionárias, elas executam serviços públicos e, portanto, estão
sob controle do Tribunal de Contas.
c) Não, porque concessionárias são empresas privadas, já fiscalizadas, no exercício de suas atividades,
pelas Agências Reguladoras.
d) Sim, porque cabe aos Tribunais de Contas o controle de qualquer pessoa jurídica que gerencie dinheiros
públicos.

(112-97). Quando o Estado, com base no Código Nacional de Trânsito, contrata uma empresa
especializada para fornecer e operar aparelho eletrônico (radar fotográfico) que irá possibilitar a
lavratura de autos de infração de trânsito, está
a) ferindo o ordenamento jurídico, porque o poder de polícia do Estado é indelegável.
b) celebrando um contrato de prestação de um serviço técnico-especializado de apoio à fiscalização.
c) realizando contrato de concessão de serviço público.
d) delegando uma função pública.

(112-98). Pretendendo o Estado contratar uma empresa de engenharia para emissão de laudo técnico
sobre as causas de um desmoronamento de um terreno público que caiu sobre uma favela, matando
diversas pessoas,
a) poderá selecionar a empresa contratada me-diante concurso.
b) deverá sempre realizar o procedimento licitatório.
c) deverá dispensar o procedimento licitatório, pois trata-se de caso de emergência.
d) poderá contratar diretamente, sem licitação, desde que se trate de um trabalho singular e a empresa a
ser contratada tenha notória especialização.

(112-99). O Estado de São Paulo deverá indenizar as famílias dos usuários de trens que faleceram ou
se machucaram no recente acidente ocorrido na estação de Perus, ainda que laudos técnicos
comprovem ausência de culpa dos maquinistas. Tal fato
a) só implicará responsabilização objetiva do Estado se o acidente decorreu de negligência, imperícia ou
imprudência dos agentes públicos.
b) decorre da responsabilização subjetiva do Estado.
c) decorre da responsabilização objetiva do Estado.
d) poderá ser caracterizado como responsabilização objetiva, por se tratar de ato omissivo do poder
público.

(112-100). Em uma avenida estritamente residencial de São Paulo, foi construído, sem autorização
ou alvará de construção, um pequeno prédio com farmácia, banca de revistas e armazém de secos e
molhados, que servem aos residentes vizinhos. A Administração Pública Municipal pode, sem se
socorrer do Judiciário, notificar o proprietário para que providencie a demolição do prédio?
a) Sim, porque ainda que sirva aos habitantes daquela zona residencial, a construção não cumpre
totalmente a sua função social.
b) Não, porque o direito de propriedade deve ser respeitado, eis que a construção cumpre uma finalidade
social.
c) Não, porque os atos da Administração Pública têm imperatividade e exigibilidade, mas não
executoriedade.
d) Sim, porque seus atos têm legitimidade, imperatividade e exigibilid

(113-91). Por erro de Escrivão de Registro de Imóveis do Estado de São Paulo, que deixou de
registrar que um imóvel estava hipotecado, danos foram acarretados a um adquirente desse imóvel.
Nessa situação,
a) cabe ação de indenização contra o Estado, por caracterizar sua responsabilidade objetiva.
b) só cabe ação de indenização contra o Escrivão, visto este não deter a condição de servidor público.
c) só cabe ação contra o vendedor do imóvel hipotecado, visto que os serviços notariais e de registro são
exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público.
d) não cabe ação contra o Estado, visto que a atividade registral é prestada em âmbito de serventia
extrajudicial não oficializada.

(113-92). Para contratação de profissional do setor artístico, consagrado pela opinião pública, o
Poder Público pode
a) realizar licitação, na modalidade de Tomada de Preços.
b) dispensar a licitação, em razão da pessoa a ser contratada.
c) contratar diretamente, pela inexigibilidade de licitação.
d) dispensar a licitação, em razão do objeto a ser contratado.

(113-93). Em uma concorrência para contratação de um serviço, a proposta de uma licitante foi
desclassificada, sob o fundamento de que seu preço seria muito abaixo do preço médio de mercado.
Esta decisão
a) está incorreta porque o Administrador só deve desclassificar proposta com preço acima do preço médio
de mercado ("superfaturado").
b) contraria o interesse público porque a Administração deve sempre contratar quem ofereça o menor
preço.
c) está correta visto que a Administração não poderá nunca contratar licitante que ofereça preço abaixo do
preço do mercado.
d) tem fundamento legal porque o interesse público exige a contratação de proposta exeqüível.

(113-94). A Administração nomeou para um cargo que pressupõe formação em 2o grau, um cidadão
com escolaridade de 1o grau.
a) A anulação desse ato deverá respeitar o direito líquido e certo do nomeado.
b) A validade desse ato ressente-se de requisito essencial, sendo o mesmo nulo, dele não decorrendo
qualquer direito.
c) Deve a Administração convalidar o ato de nomeação, retificando-o.
d) Se a nomeação ocorreu por erro da Administração e não do nomeado, este tem direito à reintegração do
cargo.

(113-95). Um novo prefeito, ao tomar posse, demite imediatamente assessor do antigo prefeito,
nomeado, em comissão, há mais de 10 (dez) anos. Essa dispensa
a) tem respaldo jurídico, eis que se trata de cargo em comissão.
b) não tem sustento legal, visto que, após 10 anos, servidor nomeado em comissão tem estabilidade no
cargo.
c) caracteriza desvio de poder.
d) tem fundamento jurídico, visto que o assessor fora nomeado por um antigo prefeito.

(113-96). Lei Municipal autoriza o Poder Executivo a vender, através de licitação, 30% das ações de
propriedade do Município, de uma Sociedade de Economia Mista Municipal. Como anexo ao Edital da
Licitação, é juntada uma minuta de Acordo de Acionista que será firmado com o vencedor da
licitação (comprador das ações), em que se prevê rígida regulamentação para futura compra e venda
de todas as ações dos signatários do acordo, com estabelecimento de preferências recíprocas na
aquisição de ações. Pode-se dizer que esse Acordo de Acionista
a) é ilegal, visto tratar-se de sociedade de economia mista, pessoa jurídica de direito público.
b) tem respaldo constitucional, visto que já houve prévia autorização legislativa e a venda ocorreu por
licitação.
c) tem fundamento no direito do Município de dispor de seus próprios bens.
d) é ilegal, porque o Município não pode, por acordo com particular, estabelecer regras para venda de suas
ações, o que exigiria prévia autorização legislativa e processo licitatório.

(113-97). Muitos doutrinadores valem-se da natureza indisponível do interesse público e da auto-


executoriedade dos atos administrativos para contestar a possibilidade de aplicação, nos contratos
de concessão, do instituto da
a) reversão.
b) arbitragem.
c) encampação.
d) revisão das tarifas.

(113-98). Um funcionário público federal, de alta categoria, em seminário com investidores


estrangeiros no Brasil, recomendou aos investidores que aplicassem o seu dinheiro em outros
estados brasileiros e não em um determinado Estado do Brasil, cujo governador estaria em contínua
oposição com o Presidente da República. O Estado em questão, por intermédio de sua Procuradoria,
moveu ação ordinária de indenização por danos morais contra referido funcionário, alegando ter o
mesmo lesado a sua honra objetiva, a sua imagem e os seus interesses. O fundamento dessa ação
repousou na violação de diversos princípios constitucionais, dos quais o mais evidente seria o
princípio da
a) impessoalidade.
b) ilegalidade.
c) publicidade.
d) eficiência.
(113-99). Para conceder aposentadoria por invalidez, a Administração tem de ouvir o órgão médico
oficial. Se este, reconhecendo a invalidez, opinar pela aposentadoria, poderá a Administração negá-
la?
a) Não, porque a Administração está sempre vinculada aos pareceres de seus órgãos técnicos oficiais.
b) Sim. Trata-se de ato discricionário.
c) Não. Trata-se de ato vinculado.
d) Sim. Trata-se de ato de gestão.

(113-100). A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente consagra a responsabilidade objetiva


relativamente aos danos causados por qualquer infração administrativa ambiental. A
responsabilização administrativa do poluidor que admite as excludentes da culpa da vítima, do caso
fortuito e da força maior, caracteriza a modalidade denominada
a) teoria civilista da culpa.
b) teoria do risco integral.
c) teoria da responsabilidade subjetiva.
d) teoria do risco administrativo.

(114-11). Pode haver uso individual exclusivo de bem de uso comum do povo?
a) Não, sob pena de atentado ao princípio da indisponibilidade dos bens de uso comum do povo.
b) Sim, desde que seja bem municipal.
c) Não, porque esse bem compõe o patrimônio domi- nial do Estado.
d) Sim, desde que haja consentimento especial da autoridade administrativa.

(114-12). É lícito a Prefeitura instalar placas sinalizadoras de nome de ruas em imóveis privados, sem
indenização?
a) Não, porque estaria havendo desapropriação indireta.
b) Não, porque todas as limitações administrativas são indenizáveis.
c) Sim, desde que declare o bem de interesse público.
d) Sim, porque se trata de servidão administrativa.

(114-13). Diz-se que a autoridade policial só pode instaurar inquérito quando vislumbre conduta ilícita
típica, caso contrário a atuação da autoridade implicará
a) atividade discricionária.
b) abuso ou desvio de poder.
c) atividade vinculada.
d) atividade subordinada.

(114-14). Quando duas ou mais pessoas políticas disciplinam o exercício conjugado de atribuições,
definindo fins comuns a serem atingidos pela aplicação coordenada de recursos próprios, o
instrumento jurídico utilizado é
a) protocolo de intenções.
b) contrato administrativo.
c) convênio.
d) contrato de gestão.

(114-15). Dos elementos dos atos administrativos (competência, motivo, objeto, forma e finalidade)
quais os que são sempre vinculados e que, por não ficarem sujeitos à discricionariedade do agente
administrativo, são susceptíveis de apreciação jurisdicional?
a) Objeto, motivo e forma.
b) Competência, motivo e forma.
c) Objeto, forma e finalidade.
d) Competência, forma e finalidade.

(114-16). Pretendendo a Prefeitura de São Paulo contratar Chico Buarque para um espetáculo no
Parque Ibirapuera, comemorativo do aniversário da cidade, cuidará de
a) dispensar a exigência da licitação, contratando diretamente o artista.
b) instaurar processo de licitação, na modalidade concurso.
c) dispensar a licitação, pela ausência de competitividade.
d) realizar processo de licitação simplificado.
(114-17). Autorização para prestar serviços de telecomunicações diferencia-se de concessão de
serviços de telecomunicações porque a primeira
a) tem natureza precária e a segunda é contratual.
b) nunca exige licitação, enquanto a segunda deve ser sempre precedida de licitação.
c) diz respeito a interesse público e a segunda, a interesse privado.
d) pode ser prorrogada e a segunda, não.

(114-18). As autarquias são pessoas jurídicas de direito público que possuem capacidade
exclusivamente administrativa. A respeito das autarquias, pode-se afirmar que
a) somente a lei tem o condão de criá-las. Todavia, podem estas ser extintas por meio de norma
hierarquicamente inferior àquela que as criou, ou até mesmo, por meio de ato administrativo emanado de
autoridade competente.
b) sua responsabilidade confunde-se com a responsabilidade do Estado, de forma que quaisquer pleitos
administrativos ou judiciais decorrentes de atos que a princípio lhes sejam imputáveis, deverão ser
propostos tão somente em face do Estado.
c) os atos delas emanados revestem-se da presunção de legitimidade, exigibilidade, nos mesmos termos
dos atos administrativos dotados destes atributos.
d) não estão sujeitas a controle exercido pelo Estado (Executivo), tão-somente se sujeitando ao controle
exercido pelos Tribunais de Contas, órgãos auxiliares competentes para julgar as contas dos
administradores autárquicos.

(114-19). A respeito das diversas modalidades de licitação previstas em lei, é correto asseverar que
a) com relação às relações jurídicas de maior vulto, não resta dúvida de que a tomada de preços é,
precipuamente, a modalidade licitatória mais adequada.
b) a concorrência em termos de acessibilidade é muito mais ampla que a tomada de preços, que sempre
pressupõe a existência de um prévio cadastramento.
c) na concorrência, na tomada de preços e no convite há sempre necessidade de publicação de edital na
imprensa, para que se permita a ampla divulgação e publicidade do certame.
d) o mandado de segurança não é via hábil para que sejam salvaguardados os direitos postulados por um
licitante.

(114-20). Assinale a alternativa incorreta.


a) Os bens afetados são inalienáveis.
b) Somente os bens dominiais podem ser penhorados para que se satisfaçam os créditos contra o Poder
Público inadimplente.
c) Os bens públicos são insusceptíveis de usucapião.
d) Os bens desafetados, ao passarem à categoria dos dominiais, poderão, por meio de lei, perder a
inalienabilidade.

(115-91). Diz-se, em relação à Administração Pública, que "Não é competente quem quer, mas quem
pode." Essa expressão decorre do princípio
a) da legalidade.
b) do direito público.
c) da discricionariedade.
d) da ampla defesa.

(115-92). O Estado lesa direitos individuais não apenas pelo atos ilegais ou ilícitos dos seus
representantes, mas também quando opera no exercício de inteira legalidade. Trata-se, aí, da
chamada
a) responsabilidade subjetiva do Estado.
b) responsabilidade objetiva do Estado.
c) responsabilidade do Estado por culpa de seus prepostos.
d) irresponsabilidade civil do Estado.

(115-93). Recentemente uma funcionária pública do Senado, cumprindo ordens de senadores, violou
o sigilo de uma votação daquela Casa. Por cumprir ordem, ainda que ilegal, sua responsabilização
administrativa
a) é clara, porquanto funcionário público só está obrigado a fazer alguma coisa em virtude de lei.
b) deverá ser atenuada, visto que se trata de estrito cumprimento do dever hierárquico.
c) não poderá ocorrer, a não ser que seja ela punida, anteriormente, em processo criminal.
d) dependerá da comprovação de que tenha agido no exercício regular de direito.

(115-94). Não poderá um funcionário ser promovido se


a) receber como vencimentos o teto remuneratório.
b) prover cargo de classe inferior de uma dada carreira.
c) o provimento do cargo deu-se em virtude de habilitação em concurso público.
d) prover cargo isolado.

(115-95). O Comitê Gestor da Crise de Energia Elétrica pretende contratar uma empresa de notória
especialização, para elaboração de estudos de avaliação dos reflexos das possíveis situações de
"apagões" em todo o país. Essa contratação, cujo preço será bastante alto,
a) poderá ser realizada diretamente, pela inexigibilidade de licitação.
b) deverá ter a licitação dispensada, em razão da singularidade do serviço.
c) não poderá ser realizada sem concorrência, pelo preço alto da contratação.
d) não poderá ser realizada, visto que o Comitê Gestor foi criado por Medida Provisória.

(115-96). O desfazimento de um ato administrativo por motivo de conveniência e oportunidade


denomina-se
a) anulação.
b) cassação.
c) caducidade.
d) revogação.

(115-97). Numa concorrência, as exigências do edital concernentes à regularidade fiscal dos


licitantes diz respeito à fase de
a) julgamento.
b) pré-requisito.
c) habilitação preliminar.
d) idoneidade financeira.

(115-98). O candidato aprovado em concurso para o preenchimento de cargo público tem o direito de
ser
a) nomeado imediatamente.
b) nomeado dentro do prazo de validade do concurso.
c) nomeado dentro do prazo de validade do concurso, respeitada a ordem de classificação, se a
Administração decidir preencher a vaga.
d) aproveitado em cargo de provimento em comissão.

(115-99). Declarada por lei a desnecessidade de um cargo, seu ocupante, estável no serviço público,
será
a) posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço até seu aproveitamento
em outro cargo.
b) aproveitado em cargo de funções semelhantes com remuneração integral.
c) aposentado com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
d) demitido a bem do serviço público.

(115-100). A menor unidade de competência integrante da organização administrativa é


a) o órgão público.
b) o cargo público.
c) a Secretaria ou Ministério.
d) a repartição pública.

(116-11). A diferença entre limitação administrativa e servidão administrativa reside em que


a) a segunda, diferentemente da primeira, retira totalmente o conteúdo do direito de propriedade do
particular.
b) a segunda é sempre gratuita e dela decorre uma obrigação de não fazer; a primeira admite indenização
e dela deriva um dever de deixar de fazer.
c) a primeira é forma mais intensa de intervenção estatal na propriedade privada do que a segunda.
d) a primeira é sempre gratuita e dela decorre uma obrigação de não fazer; a segunda admite indenização
e dela deriva um dever de deixar de fazer.

(116-12). Após regular concorrência, Município celebrou contrato de concessão de serviço de


saneamento básico (esgoto) com a empresa vencedora da licitação. Ocorre que problemas
ambientais incontornáveis, descobertos após a celebração do contrato, impediram a atuação da
concessionária, na forma estabelecida no edital de licitação. Em face disso, poderá o Município
declarar a
a) rescisão do contrato de concessão.
b) encampação da concessão, por vício no edital.
c) caducidade da concessão.
d) reversão da concessão.

(116-13). Ato de Prefeito Municipal deferiu o reajuste tarifário referente ao serviço de distribuição de
água, prestado por uma empresa privada, concessionária desse serviço. Tem o Poder Judiciário
competência para aferir se é abusivo ou não esse reajuste tarifário, deferido pelo poder concedente,
sabendo-se que a legislação tarifária confere ao Prefeito, discricionariamente, a definição dos
índices de reajuste?
a) Sim, desde que se trate de ato vinculado.
b) Não, porque a lei deu competência discricionária ao Prefeito.
c) Não, porque o Poder Judiciário não pode entrar no mérito de atos de outro Poder, ainda que arbitrários.
d) Sim, porque ainda que se trate de ato discricionário, deve ele ser razoável e proporcional.

(116-14). Por decreto de Governador, foram nomeados para cargos de policiais civis candidatos que
haviam sido regularmente aprovados em concurso público. Constatado, poste-riormente, que um
dos nomeados não havia sido aprovado na prova oral, e cabendo, à Administração, de ofício, o
conserto dos atos administrativos eivados de vício, deverá ser
a) tornado sem efeito o decreto de nomeação, com a convalidação da nomeação irregular.
b) expedido decreto, revogando o decreto de nomeação.
c) expedido decreto, anulando a nomeação calcada em erro.
d) revogado, por decisão judicial, o decreto viciado.

(116-15). Servidor público, condenado em Processo Administrativo Disciplinar, em que se


respeitaram os princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa, foi demitido
do cargo público. Posteriormente, foi absolvido pela Justiça, na ação penal referente ao fato que deu
causa à demissão do cargo. Em face disso, deve o servidor demitido ser reintegrado no cargo?
a) Nunca, porque as esferas administrativa e penal são independentes.
b) Sim, desde que a absolvição tenha reconhecido a inexistência material do fato que lhe foi imputado.
c) Sempre, ainda que a absolvição seja emergente de determinantes jurídicas diversas.
d) Não, ainda que a decisão absolutória esteja fundada na negativa de autoria do fato.

(116-16). Particulares em colaboração com a Administração Pública são aqueles que, com a
concordância do Poder Público e sem relação de dependência, desempenham, por conta própria,
embora em nome do Estado, função pública. Incluem-se nessa categoria
a) tabeliães e diretores de faculdades privadas.
b) concessionários e auditores privados.
c) diretor de Banco Central e titulares de serventias públicas.
d) funcionários nomeados para cargo em comissão.

(116-17). O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), autarquia federal, objetivando a


contratação de empresa de engenharia para elaboração de estudos conclusivos sobre a incidência
de acidentes com veículos, ocorridos nas vizinhanças dos postos de pedágios, em estradas federais
privatizadas,
a) não precisará realizar licitação, pois trata-se de estradas privatizadas, sujeitas a regime de direito
privado.
b) deverá realizar licitação prévia, visto tratar-se de estradas dadas em concessão.
c) poderá contratar, sem prévia licitação, desde que demonstre tratar-se de contratação de empresa de
notória especialização para realizar serviço singular.
d) deverá sempre selecionar a empresa a ser contratada, obrigatoriamente, mediante prévia licitação, visto
tratar-se de pessoa jurídica de direito público.

(116-18). É lícito ao Poder Judiciário recusar-se prestar informações, a qualquer cidadão, sobre os
vencimentos dos magistrados, sob a argumentação de ser "matéria reservada"?
a) Sim, porque a Constituição Federal ressalva do princípio da motivação as informações cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
b) Sim, porque o direito de receber informações dos órgãos públicos deve referir-se à esfera privatística do
interesse particular.
c) Não, porque o Poder Judiciário, como pessoa jurídica de direito público que é, está adstrito ao princípio
da moralidade.
d) Não, porque a Administração Pública direta ou indireta, de qualquer dos poderes da União, dos Estados
e dos Municípios deve obedecer ao princípio da publicidade.

(116-19). O ato administrativo unilateral, discricionário e precário, pelo qual a Administração


consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público, chama-se
a) permissão de uso.
b) autorização de uso.
c) concessão de uso.
d) concessão de direito real de uso.

(116-20). Ajuste de vontade regido pelo direito público, em que os interesses das partes, de regra,
não são convergentes, mas sim antagônicos, chama-se
a) contrato administrativo.
b) convênio adminsitrativo.
c) consórcio.
d) carta-convite.

(117-11). Na prestação do serviço público de geração de energia hidrelétrica, o particular


(A) celebrará com a União contrato de concessão de serviço público e poderá celebrar também contrato de
concessão de uso de bem público.
(B) firmará com o Estado-membro onde se situa a bacia hidrográfica somente um contrato de concessão
de serviço público.
(C) celebrará com a União contrato de permissão de serviço público de usina termelétrica.
(D) firmará com o Estado-membro contrato de autorização de uso da bacia hidrográfica, situada dentro do
território do Estado.

(117-12). A nomeação para cargo de juiz de direito constitui ato administrativo complexo, visto que
(A) dele participam, obrigatoriamente, dois Poderes do Estado, o Tribunal de Justiça e o Governador.
(B) só ocorre após aprovação em concurso público de várias etapas.
(C) é decorrente de concurso de provas e títulos.
(D) calcado em normas constitucionais e na Lei Orgânica da Magistratura.

(117-13). Filha solteira de funcionário público recebeu pensão pela morte do pai, por dez anos
consecutivos. Por não preenchimento de requisito legal, a pensão previdenciária foi cassada.
Insurge-se o beneficiário da pensão, alegando direito adquirido. A Administração Pública poderia ter
cassado a pensão?
(A) Não, porque ainda que a concessão da pensão tenha ocorrido sem o preenchimento do requisito, o
prazo decorrido teria convalidado o ato.
(B) Sim, porque a Administração deve invalidar seus atos ilegais e não existe direito adquirido contra o
direito.
(C) Não, porque teria ocorrido prescrição contra a Administração.
(D) Sim, porque se trata de ato discricionário.

(117-14). O instituto de caducidade ou decaimento ocorre em relação a um ato administrativo


(A) pela ocorrência de vício na sua formação.
(B) pela implementação dos efeitos jurídicos do ato.
(C) pelo advento de invalidade superveniente à expedição do ato.
(D) por razões de conveniência e oportunidade.
(117-15). As agências reguladoras, recém-surgidas no nosso ordenamento jurídico, têm como
qualidade intrínseca, que as diferencia das antigas autarquias,
(A) ausência de subordinação hierárquica.
(B) independência administrativa.
(C) personalidade jurídica de direito público.
(D) mandato fixo de seus dirigentes.

(117-16). Assinale a alternativa correta quanto à responsabilidade patrimonial do Estado por omissão.
(A) Não responde por omissão.
(B) A responsabilidade é pelo risco integral.
(C) A responsabilidade é objetiva.
(D) A responsabilidade é subjetiva.

(117-17). O descumprimento, pelo administrado, das exigências legais que lhe permitiriam continuar
desfrutando de uma situação jurídica decorrente de ato administrativo, enseja extinção do ato
mediante
(A) invalidação.
(B) cassação.
(C) contraposição.
(D) revogação.

(117-18). Em face da inexistência do motivo indicado pela autoridade administrativa quando da


expedição de determinado ato, cabe ao interessado pleitear sua
(A) cassação.
(B) revogação.
(C) anulação.
(D) suspensão.

(117-19). A obrigatoriedade, como regra, de realizar licitação, como procedimento administrativo


destinado a selecionar a proposta mais vantajosa para o Poder Público celebrar contratos, aplica-se
a entidades governamentais
(A) prestadoras de serviço público.
(B) de direito público.
(C) de direito privado.
(D) de direito público e privado.

(117-20). Integram a Administração Pública, em sentido amplo,


(A) autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações governamentais.
(B) autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e organizações sociais.
(C) organizações sociais, autarquias e empresas públicas.
(D) organizações da sociedade civil de interesse público, autarquias, agências reguladoras e empresas
públicas.

(118-11). Toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível diretamente pelo
administrado, prestada pelo Estado ou por quem lhe faça as vezes, sob regime de direito público, é
(A) serviço público.
(B) intervenção econômica.
(C) polícia administrativa.
(D) fomento.

(118-12). Para que o Estado possa alterar, unilateralmente, um contrato administrativo, deve
(A) referir-se, a alteração, apenas a regras contratuais.
(B) manter intangível a equação econômico-financeira do contrato.
(C) haver previsão expressa no contrato, permitindo a alteração.
(D) haver anuência do contratado.

(118-13). O particular age por sua conta e risco, sujeitando-se, contudo, à regulamentação, controle e
fiscalização do Poder Público, no
(A) contrato de concessão de serviço público.
(B) processo de licitação.
(C) exercício de um cargo público.
(D) processo de arbitragem.

(118-14). A auto-executoriedade dos atos administrativos


(A) não se submete ao amplo controle judicial.
(B) não pode contrariar interesse jurídico legítimo do particular.
(C) não serve ao interesse público.
(D) pode ser admitida em qualquer caso.

(118-15). Não é característica marcante do serviço público, sua


(A) submissão ao princípio da continuidade.
(B) essencialidade.
(C) prestação diretamente pela Administração Pública.
(D) prestação com a necessária eficiência.

(118-16). A responsabilidade civil do concessionário de serviço público é


(A) subsidiária ao poder concedente.
(B) subjetiva.
(C) objetiva.
(D) solidária com o poder concedente.

(118-17). Quando o Estado impõe limitação à liberdade ou à propriedade do administrado, sem que
haja total despojamento desses direitos, o que acarretaria indenização, está-se falando em
(A) desapropriação.
(B) poder de polícia.
(C) servidão administrativa.
(D) intervenção estatal.

(118-18). A liberdade é a regra. A intervenção estatal do poder de polícia, a exceção, que só se


justifica
(A) quando indispensável à coexistência ordenada das liberdades.
(B) pelo princípio da separação de poderes.
(C) pelo princípio da razoabilidade dos atos vinculados.
(D) quando indispensável à motivação dos atos administrativos.

(118-19). Utilização transitória e cogente de bens ou serviços, diante de perigo público iminente,
indenizável a posteriori, chama-se
(A) requisição.
(B) tombamento.
(C) expropriação.
(D) limitação administrativa.

(118-20). Um Estado-membro propôs ação de desapropriação por utilidade pública, declarando


urgência e requerendo imissão provisória na posse de um imóvel em que ocorre um
empreendimento imobiliário (loteamento), constituído dentro dos parâmetros legais e devidamente
aprovado, há vários anos, pela Administração Pública Municipal. O desapropriado
(A) pode pleitear a anulação do decreto expropriatório, de vez que a obra fora aprovada pelo órgão
municipal com competência para autorizar o empreendimento em questão.
(B) não tem direito à indenização, porque a atuação do Estado prepondera sobre a do Município.
(C) tem direito à justa e prévia indenização.
(D) não tem direito à indenização porque o interesse coletivo prevalece sobre o interesse individual.

(119-11). No caso de funcionário público processado por fato que constitui ilícito
administrativo e, ao mesmo tempo, ilícito penal, a decisão do juiz criminal
repercutirá na instância administrativa se
(A) declarar inexistente o fato.
(B) absolver o funcionário por ineficiência de prova.
(C) absolver o funcionário por reconhecer não constituir, o fato, infração penal.
(D) absolver o funcionário por existir circunstância que isente o réu de penas.

(119-12). Tendo a lei estabelecido que a produção e a venda de fogos de artifício


dependem de prévia autorização administrativa, e constatado que certo indivíduo,
dela prescindindo, estaria praticando tais atividades, pode a autoridade
administrativa competente ordenar-lhe a interrupção e executar a sanção, sem
intervenção do Poder Judiciário?
(A) Não, em face do princípio da separação dos poderes.
(B) Não, por desrespeito ao princípio do devido processo legal.
(C) Sim, pois pelo atributo de executoriedade do ato administrativo, é descabido, a qualquer
tempo, o seu controle judicial.
(D) Sim, por acudir ao ato administrativo a presunção de veracidade e legitimidade.

(119-13). Podem os credores de concessionária de telefonia fixa penhorar sua rede


de telecomunicações?
(A) Não, porque a rede está afetada à prestação do serviço público.
(B) Sim, porque a concessionária, apesar de executar serviço público, é empresa privada.
(C) Não, porque o princípio da continuidade do serviço público torna reversíveis todos os bens
do patrimônio da concessionária.
(D) Sim, porque a inadimplência da concessionária é fato extintivo do contrato administrativo
de concessão.

(119-14). Entre os poderes da Administração, é incorreto afirmar que


(A) o poder hierárquico consiste em avocar atribuições, desde que estas não sejam da
competência exclusiva do órgão subordinado.
(B) o poder normativo interno, decorrente da relação hierárquica, consiste na expedição de atos
normativos, como resoluções, portarias e instruções, com o objetivo de ordenar a atuação dos
órgãos subordinados.
(C) o poder normativo autônomo, exercido também privativamente pelo Chefe do Poder
Executivo, consiste na expedição de decretos autônomos sobre matéria de sua competência
ainda não disciplinada por lei.
(D) o poder normativo regulamentar, exercido privativamente pelo Chefe do Poder Executivo,
consiste na regulamentação das leis por meio da expedição de decretos e regulamentos para
sua fiel execução.

(119-15). Assinale a alternativa correta. De acordo com a Constituição Federal, a


Administração está obrigada a praticar licitação
(A) somente para realização de obras e serviços contratados por empresas públicas e
sociedades de economia mista que explorem atividade econômica. (B) para a realização de
obras, serviços e alienações, bem assim, para concessão e permissão de serviços públicos.
(C) somente para a realização de obras, serviços e alienações, bem como para a concessão de
serviços públicos.
(D) somente para a realização de obras, serviços e alie-nações.

(119-16). É característica das limitações administrativas à propriedade,


(A) implicarem restrição geral e gratuita, imposta indeterminadamente a propriedades, pelo
Poder Público, em benefício da coletividade.
(B) implicarem ônus real, ficando, o bem gravado, em estado de especial sujeição à utilidade
pública.
(C) gerarem, para o Poder Público, obrigação de indenizar o proprietário do bem atingido.
(D) decorrerem de ato específico da Administração, individualizando o bem ou os bens a serem
gravados.

(119-17). O contrato administrativo poderá ser rescindido


(A) em caso de ilegalidade da licitação, em procedimento administrativo em que seja
assegurada ampla defesa.
(B) por inadimplemento do contratado, desde que haja decisão judicial.
(C) unilateralmente pela Administração, em caso de interesse público ou conveniência.
(D) somente por acordo em face de a posição das partes ser de horizontalidade.

(119-18). A exigência imposta por lei municipal, determinativa de recuo de certo


número de metros na construção a ser levantada em terreno urbano, constitui
(A) limitação administrativa.
(B) servidão predial.
(C) desapropriação parcial do terreno.
(D) servidão administrativa.

(119-19). O contrato administrativo tem como característica:


I. a presença de cláusulas exorbitantes;
II. a imutabilidade;
III. a incompatibilidade total com a natureza do contrato de adesão.
É certo afirmar que
(A) apenas I está correto.
(B) apenas II está correto.
(C) apenas III está correto.
(D) I, II e III estão corretos.

(119-20). Admitindo-se o critério de classificação dos atos administrativos entre


discricionários e vinculados, assinale a variante que contém somente atos
vinculados.
(A) Autorização para porte de arma e aprovação.
(B) Admissão e licença para construir.
(C) Admissão e aprovação.
(D) Licença para construir e autorização para porte de arma.

(120-11). Diante da editação, pelo Poder Público, de medidas gerais que, de forma
anormal e incomum atingem o equilíbrio financeiro de contrato de concessão de
serviço público, deverá aquele
(A) de comum acordo com o concessionário, revisar extraordinariamente as cláusulas
financeiras do contrato.
(B) cumprir a cláusula de reajuste das tarifas.
(C) aguardar o prazo da revisão ordinária para, se for o caso, alterar o contrato.
(D) extinguir sempre o contrato.

(120-12). Município cobra remuneração mensal de concessionária de serviço público


de telefonia para utilizar seu subsolo, na passagem de cabos de fibra ótica. A
doutrina diverge sobre a possibilidade desta cobrança. O argumento jurídico mais
consistente que o Procurador do Município deverá utilizar, para sustentar a
pretensão, é tratar-se de
(A) indenização pela servidão de passagem.
(B) cobrança de taxa pelo uso do bem público.
(C) cobrança de preço público porque o serviço público da concessionária é da órbita federal.
(D) indenização pelos danos causados ao subsolo na construção dos dutos para colocação dos
cabos de fibra ótica.

(120-13). O sistema de parcerias entre os setores público e privado não é


implementado na
(A) execução de serviços por intermédio de concessão.
(B) nomeação de funcionários públicos após aprovação em concurso público.
(C) contratação de serviços especializados ligados à atividade-meio do contratante, ente
público.
(D) terceirização de atividades atípicas do Estado.
(120-14). Ato administrativo inválido que admite convalidação é
(A) aquele cuja restauração de juridicidade traz insegurança jurídica.
(B) aquele cujo conteúdo encontra-se comprometido, passível apenas de invalidação judicial ou
administrativa.
(C) aquele cujo conteúdo não é atingido pelo vício, permitindo a preservação de seus efeitos
jurídicos mediante a expedição de outro ato administrativo.
(D) ato inexistente.

(120-15). Após regular procedimento licitatório e celebrado o contrato, poderá ser


alterado o objeto de contrato de prestação de serviços de limpeza, para serviço de
vigilância, no caso de a contratada ser empresa especializada também em vigilância
e o poder público alegar que o interesse público exige a alteração?
(A) Sim, porque se trata de ato discricionário.
(B) Sim, pelo poder da Administração de alteração unilateral dos contratos.
(C) Não, porque se trata de serviço técnico especializado.
(D) Não, pelo princípio da vinculação ao edital de licitação.

(120-16). Extinto o prazo de contrato administrativo de prestação de serviços, foi


ele prorrogado tacitamente enquanto não concluído o processo licitatório para a
efetivação de novo contrato visando a idêntico objeto. O atraso na licitação
decorreu de suspensão, por liminar judicial, do seu procedimento. Estará correto o
pagamento do contratado pelos serviços realizados no período não coberto pelo
prazo contratual inicial?
(A) Não, a não ser que a Administração celebre posteriormente contrato escrito, atribuindo-lhe
efeitos pretéritos.
(B) Não, porque a Administração não pode alegar atraso na licitação (de total previsibilidade)
para justificar contrato oral.
(C) Sim, desde que o agente público responsável pela contratação tácita não venha a ser
considerado culpado pela violação do dever funcional que tenha acarretado a contratação
irregular.
(D) Sim, a título de ressarcimento, para evitar enriquecimento ilícito do Estado.

(120-17). Segundo a Constituição Federal, o serviço público que incumbe ao Poder


Público poderá ser prestado diretamente ou, após licitação, por delegação a
particulares, mediante
(A) contratos de concessão, de permissão ou de autorização.
(B) atos administrativos de permissão e de licença.
(C) contratos de concessão ou de permissão.
(D) autorização a concessionárias.

(120-18). São requisitos de validade do ato administrativo


(A) competência, conveniência, finalidade, motivo e objetivo.
(B) forma, competência, finalidade, motivo e objeto.
(C) imperatividade, competência, legitimidade, motivo e objeto.
(D) forma, competência, finalidade, oportunidade e objeto.

(120-19). É característica básica do contrato de concessão de serviço público


(A) a concessão conjunta de uso do bem público.
(B) o pagamento do serviço pelo poder concedente.
(C) a exploração do serviço por conta e risco da concessionária.
(D) a exclusividade na exploração do serviço público.

(120-20). Não é considerada cláusula exorbitante, típica do contrato administrativo,


a
(A) retomada do objeto por ato da Administração.
(B) alteração unilateral do contrato pelo Poder Público.
(C) anulação do contrato por ilegalidade, pela própria Administração.
(D) plena adoção da cláusula da exceção do contrato não cumprido.

(121-11). Quando autoridade administrativa, em juízo de conveniência, dispõe diversamente sobre


matéria objeto de ato administrativo anterior, diz-se que
(A) o ato novo é ato administrativo revocatório.
(B) só será possível se o ato extinto for inválido.
(C) só é possível se a autoridade de que emanou o novo ato for hierarquicamente superior à emitente do
ato anterior.
(D) os efeitos produzidos pelo ato eficaz anterior serão desconstituídos.

(121-12). Em licitação, em que todos os licitantes têm suas propostas técnicas desclassificadas, o
ente licitador
(A) pode revogar a licitação, considerando-a deserta.
(B) pode fixar prazo para que os proponentes reapresentem suas propostas escoimadas dos motivos que
ensejaram a desclassificação.
(C) não pode anular a licitação, ainda que os vícios das propostas sejam decorrentes de erros insertos no
edital.
(D) não pode permitir o conserto das propostas, sob pena de ferir o princípio do sigilo delas.

(121-13). Integra a Administração Indireta Federal, como autarquia, e tem competência para analisar e
julgar, sob o prisma da concentração econômica, processos de fusão entre empresas de
telecomunicações:
(A) SECRETARIA DE ACOMPANHAMENTO ECONÔMICO (SEAE).
(B) ANATEL.
(C) SECRETARIA DE DIREITO ECONÔMICO (SDE).
(D) CADE.

(121-14). Prescinde de processo seletivo simplificado ou de concurso público, embora se rate de


contratação de servidor público:
(A) a contratação de servidor pelo regime trabalhista.
(B) o contrato de locação de serviços realizado com dispensa de licitação.
(C) a contratação de pessoal por tempo determinado para atender às necessidades decorrentes de
calamidade pública.
(D) a contratação de servidor autárquico.

(121-15). A Ação Popular diferencia-se da Ação Civil Pública


(A) porque só a Ação Civil Pública tem caráter condenatório do responsável pelo dano.
(B) pela legitimação da parte ativa.
(C) porque só a Ação Civil Pública tutela interesses difusos.
(D) porque só a Ação Popular pode ser proposta para anular ato lesivo ao patrimônio público.

(121-16). Nos contratos de concessão de serviço de telefonia fixa, verificando-se que o reajuste
anual previsto no contrato implicaria aumento muito acima da inflação e, portanto, por demais
oneroso ao usuário-consumidor, o Poder Concedente poderia, em comum acordo com a
concessionária, efetuar revisão contratual, diminuindo o reajuste e, na mesma proporção, diminuir
obrigações da concessionária. Este proceder
(A) encontra abrigo na lei de concessão, visto que seria mantido o equilíbrio econômico-financeiro do
contrato.
(B) fere a lei de licitação, visto que o valor da tarifa (e dos reajustes) foi estabelecido na proposta da
licitante vencedora do processo de privatização do sistema Telebrás.
(C) tem amparo legal, pois que o Poder Público pode alterar unilateralmente qualquer cláusula de contrato
administrativo.
(D) só terá amparo legal se se tratar de cláusula exorbitante, derrogatória do direito comum.

(121-17). Serão necessariamente precedidos de licitação, quando contratados com terceiros, as


obras, serviços, compras e alienações, no âmbito da administração pública, salvo as hipóteses de
(A) concurso.
(B) leilão.
(C) dispensabilidade de convite.
(D) dispensabilidade, de inexigibilidade e de vedação.

(121-18). Não é característica do contrato administrativo:


(A) presença de cláusulas exorbitantes.
(B) liberdade de forma.
(C) mutabilidade.
(D) finalidade pública.

(121-19). No tocante à "permissão", é incorreto afirmar que


(A) depende de licitação.
(B) seu objeto é a execução de serviço público, permanecendo sua titularidade do serviço com o Poder
Público.
(C) o serviço é executado pelo permissionário, por conta e risco da Administração.
(D) o ato de outorga pode ser revogado ou alterado pela Administração.

(121-20). O poder regulamentar de que dispõem os Chefes de Executivos, no que tange às leis, é
(A) exercitável, mesmo relativamente àquelas cujo veto de que foram objeto tenha sido rejeitado.
(B) delegável.
(C) de exercício indispensável, para que sejam exeqüíveis.
(D) instrumental hábil à correção de eventuais equívocos, no âmbito do conteúdo.

(122-11). A locação de imóvel, para nele funcionar determinado serviço público, será uma modalidade
de contratação que
(A) depende de prévia licitação, em qualquer caso.
(B) pode dispensar a licitação, nos casos previstos em lei.
(C) não exige a licitação, nos casos previstos em lei.
(D) prescinde de licitação em qualquer caso.

(122-12). A passagem de fios elétricos de alta tensão sobre propriedade particular caracteriza
(A) ocupação administrativa.
(B) servidão civil.
(C) limitação administrativa.
(D) servidão administrativa.

(122-13). Quanto aos bens públicos, é certo afirmar que


(A) todos os bens pertencentes ao Distrito Federal deverão ser administrados pelo seu Poder Executivo,
nos termos da respectiva Lei Orgânica.
(B) os bens imóveis pertencentes ao Distrito Federal só poderão ser objeto de alienação em virtude de lei,
concedendo-se preferência à venda sobre a cessão de uso, nos termos da respectiva Lei Orgânica.
(C) bem destinado à instalação de repartição governamental é classificado como dominical.
(D) bens públicos de uso especial poderão vir a integrar o patrimônio público disponível.

(122-14). Sobre a concessão de serviço público, é correto afirmar que


(A) pode ser extinta por encampação ou resgate, por motivo de interesse público, sempre mediante
indenização e desde que haja autorização em lei específica.
(B) deve ser formalizada mediante contrato ao término do qual há reversão de todos os bens de
propriedade da concessionária ao patrimônio público.
(C) deve ser extinta por caducidade, em caso de concordata.
(D) pode ser extinta por caducidade, isto é, pelo decurso do prazo do contrato.

(122-15). Como Instrumento de Política Urbana, estabelecido no Estatuto da Cidade, foi(foram)


definido(s)
(A) o Direito de Preempção ao Poder Público Municipal em todas as áreas urbanas, menos para as áreas
rurais dos municípios.
(B) o Plano de Transporte Urbano Integrado para todos os municípios brasileiros.
(C) o IPTU progressivo, o Solo Criado e o Estudo de Impacto de Vizinhança.
(D) a desapropriação de imóvel subutilizado com pagamento em títulos, caso o Direito de Superfície não
seja respeitado.
(122-16). A competência administrativa de invalidação de ato administrativo viciado é
(A) discricionária, caso se trate de vício de legalidade com efeito jurídico favorável à Administração.
(B) discricionária, após o prazo de 5 anos contados do termo da expedição do ato.
(C) vinculativa, desde que presentes os requisitos de conveniência e oportunidade.
(D) vinculativa, desde que a convalidação não seja juridicamente possível.

(122-17). Município realizou procedimento de Pregão (presencial) para contratar fornecimento de


bens comuns. Não tendo a licitante sagrada vencedora celebrado o contrato, pode o Município
contratar a licitante classificada em segundo lugar?
(A) Sim, desde que ela venha a ser devidamente habilitada.
(B) Sim, desde que a segunda classificada concorde com o preço apresentado na proposta da licitante
classificada em primeiro lugar.
(C) Não, a não ser que se trate da modalidade de concorrência.
(D) Sim, após reabrir prazo para apresentação de novos lances para todas as licitantes classificadas.

(122-18). Pela legislação das Agências Reguladoras, seus diretores devem ser nomeados pelo Chefe
do Executivo, após aprovação prévia do Senado Federal. Se diretor de Agência Reguladora não for
aprovado pelo Senado, poderá ele ser nomeado assim mesmo?
(A) Não, porque a decisão do Senado é vinculativa para o ato administrativo de nomeação.
(B) Sim, visto que a nomeação é da competência discricionária do Poder Executivo.
(C) Não, porque o ato de nomeação será considerado inexistente.
(D) Sim, desde que o Senado dê vigência posterior ao ato de nomeação.

(122-19). Diz-se que só existe em relação à sociedade de economia mista prestadora de serviço
público e não quanto à exploradora de atividade econômica:
(A) obrigação de realizar seleção pública para contratação de seus empregados.
(B) legitimidade passiva para Mandado de Segurança.
(C) obrigação de licitar.
(D) controle pelo Tribunal de Contas.

(122-20). Agente público pode ser condenado por improbidade administrativa por ato que não
importou enriquecimento ilícito nem causou prejuízo ao erário ?
(A) Não, porque improbidade administrativa é considerada crime, com responsabilização objetiva do agente
público.
(B) Não, pela ausência de dano ao erário público.
(C) Sim, ainda que o agente tenha agido de boa fé e dentro da legalidade.
(D) Sim, desde que o ato atente contra os princípios da Administração Pública.

(123-01). Um autarquia instaura processo disciplinar contra um seu servidor, alegando inassiduidade
habitual. O servidor alega, em sua defesa, justa causa para as faltas ao serviço, juntando
documentos comprobatórios. A Comissão Processante refuta as alegações do servidor, sob o único
argumento de que o livro-ponto teria, objetivamente, comprovado o ilícito administrativo e propõe a
sua punição. Estaria correto este entendimento?
(A) Sim, porque no Estado de Direito, não compete ao acusador demonstrar a inocência do acusado.
(B) Não, porque à Administração Pública competem as providências instrutórias, necessárias para motivar
decisão administrativa em processo punitivo.
(C) Sim, porque provada a ausência ao serviço de forma objetiva, a ampla defesa já teria sido assegurada.
(D) Não, porque no processo administrativo o ônus da prova incumbe sempre à Administração Pública.

(123-02). Decisão judicial que determine, conjuntamente, a suspensão dos direitos políticos, a perda
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, pode ser exarada em
(A) ação popular por dano ao erário, com pedido de liminar.
(B) ação civil pública por improbidade administrativa.
(C) mandado de segurança coletivo proposto pelo Ministério Público.
(D) ação de inconstitucionalidade de ato administrativo.

(123-03). Responsabilidade objetiva do Estado se aperfeiçoa com a concorrência (conjunta) dos


seguintes requisitos:
(A) nexo de causa e efeito entre o ato administrativo e a ausência de dolo ou culpa do agente público.
(B) ato administrativo e ausência de culpa da vítima.
(C) ação administrativa, dano e nexo causal.
(D) serviço público e ocorrência de causa excludente de responsabilidade estatal.

(123-04). Com a competência que lhe foi dada pela Constituição Federal, um Estado-membro dá em
concessão, a uma empresa particular, o serviço de distribuição de gás canalizado, estabelecendo o
direito à exclusividade por um determinado período de tempo. Estaria correto esse direito à
exclusividade?
(A) Não, porque na concessão a exclusividade deve durar por todo o prazo do contrato.
(B) Não, porque concessão de serviço público não pode nunca ter caráter de exclusividade.
(C) Sim, porque a Constituição Federal deu competência exclusiva ao Estado para disciplinar sobre normas
gerais de concessão de serviço público.
(D) Sim, desde que a exclusividade dada à concessionária seja devidamente justificada por inviabilidade
técnica ou econômica.

(123-05). É sempre possível a revisão judicial de ato discricionário da Administração Pública?


(A) Sim, pelo menos quanto ao controle de sua proporcionalidade, aferida em face de princípios
constitucionais, como o da motivação e o da eficiência.
(B) Não, porque atos discricionários são imunes a controle judicial.
(C) Não, porque discricionariedade é conceito jurídico indeterminado.
(D) Sim, porque pelo princípio da separação dos poderes, o Poder Judiciário tem o controle do mérito de
todos os atos administrativos, vinculados ou discricionários.

(123-06). É da essência do instituto da licitação


(A) a contratação do adjudicatário.
(B) sempre obter o menor preço.
(C) obter vantagem para a Administração sem descurar da isonomia.
(D) a desvinculação com o instrumento convocatório.

(123-07). É característica própria do Poder Regulamentar da Administração Pública:


(A) impor obrigação de fazer ou de não fazer.
(B) possibilitar a inovação na ordem jurídica.
(C) ser expedido com a estrita finalidade de produzir as disposições operacionais uniformizadoras
necessárias à execução de lei.
(D) ser ato geral, concreto, de competência privativa do Chefe do Poder Executivo.

(123-08). As Agências Reguladoras (ANATEL, ANEEL, ANP, etc.) são definidas com a natureza jurídica
de autarquias especiais, diferenciando-se das autarquias não especiais
(A) pela sua autonomia financeira.
(B) pela sua independência administrativa.
(C) pela ausência de subordinação hierárquica.
(D) pelo mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes.

(123-09). Um servidor público contou tempo de licença prêmio em dobro, como tempo de serviço
público para fins de aposentação. Após sua aposentadoria, descobriu-se que o tempo da licença
prêmio era referente a período posterior à Emenda Constitucional n.º 20, que proibiu contagem de
tempo ficto para fins previdenciários. Pode a Administração Pública cassar a aposentadoria do
servidor?
(A) Sim, porque a Administração Pública deve anular seus atos, quando eivados de vício.
(B) Não, porque o direito adquirido impede a retroatividade da disposição constitucional.
(C) Sim, porque pelo princípio da segurança jurídica a aposentadoria não pode ser convalidada.
(D) Não, porque a aposentadoria regula-se pela lei vigente ao tempo de ingresso no serviço público.

(123-10). No Estatuto da Cidade, figura como instrumento de política urbana, consagrador do


instituto do solo criado,
(A) a simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo.
(B) a desapropriação para fins de expansão urbana.
(C) a recuperação do meio ambiente natural e construído.
(D) a outorga onerosa do direito de construir.

(124-11). O Estado poderá ser condenado a indenizar a mãe de um preso assassinado dentro da
própria cela por outro detento?
(A) Sim, ante a responsabilidade objetiva do Estado.
(B) Não, porque o dano não foi causado por agente estatal.
(C) Sim, desde que provada culpa dos agentes penitenciários na fiscalização dos detentos.
(D) Não, porque não há vínculo causal entre o evento danoso e o comportamento estatal.

(124-12). A edição de uma Medida Provisória, objetivando dar foro privilegiado a determinado
servidor público, pode ser caracterizada como desvio de poder?
(A) Não, porque Medida Provisória tem força de lei, e, como tal, inova no ordenamento jurídico sustentada
na própria Constituição Federal.
(B) Não, porque desvio de poder só ocorre com atos administrativos.
(C) Sim, desde que a Medida Provisória não seja convertida em lei.
(D) Sim, desde que comprovados elementos subjetivos que desvirtuem a finalidade declarada do ato.

(124-13). Calcado em legislação estadual e em parecer jurídico que concluía pela competência
concorrente do Estado-membro para legislar sobre bingos, um governador editou decreto
regulamentando o referido “jogo de azar”, autorizando a abertura de diversos bingos no seu estado,
dentre os quais um cujo proprietário seria irmão do governador. Posteriormente, o STF, em Ação
Declaratória de Inconstitucionalidade, declarou a inconstitucionalidade da lei estadual, entendendo
tratar-se de competência privativa da União. Por força disso, e sob a alegação de que o decreto
estadual teria beneficiado um parente do governador, o Ministério Público ingressou com Ação Civil
Pública por Improbidade Administrativa contra esta autoridade. Tem, essa ação, condições
de prosperar?
(A) Não, porque Ação Civil Pública só pode ser proposta quando há dano ao erário público.
(B) Sim, porque a competência para legislar sobre esse tipo de atividade é privativa da União.
(C) Não, porque o ato normativo regulador calcou-se em lei estadual então vigente, não havendo dolo por
parte do agente público.
(D) Sim, porque a autoridade administrativa não pode alegar desconhecimento da norma constitucional de
repartição das competências entre os entes da federação.

(124-14). As empresas públicas e sociedades de economia mista podem contratar sem o


procedimento licitatório previsto na Lei n.º 8.666/93 (Lei de Licitações)?
(A) Não, com exceção das que explorarem atividade econômica.
(B) Sim, desde que o objeto do contrato diga respeito à sua atividade-fim.
(C) Sim, desde que o objeto do contrato diga respeito à sua atividade-meio.
(D) Não, a não ser que estejam sujeitas ao regime jurídico de direito privado.

(124-15). A doutrina e a jurisprudência que vetam a inclusão, nos contratos administrativos, de


cláusula de arbitragem,
(A) alegam afronta aos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público.
(B) excetuam os contratos das autarquias, porque essas entidades podem realizar todos os atos e medidas
que não sejam contrários à lei.
(C) dizem que este meio alternativo de solução de controvérsia afronta o princípio da soberania e, portanto,
só os contratos da União poderiam conter cláusula de arbitragem.
(D) alegam que a arbitragem é instituto de direito privado e, portanto, só é possível a sua aplicação aos
contratos das pessoas jurídicas da Administração Direta que obedeçam ao regime privado.

(124-16). São meios para restaurar a juridicidade administrativa, e não para adequá-la às mudanças
da realidade social:
(A) invalidação e revogação, ambas pelo Poder Judiciário.
(B) invalidação pelo Poder Judiciário e revogação pela Administração Pública.
(C) invalidação e convalidação, ambas exercidas pela Administração Pública.
(D) convalidação pelo Poder Judiciário e revogação pela Administração Pública.

(124-17). Os bens adquiridos por empresa privada, concessionária de serviço público, são passíveis
de alienação?
(A) Não, a não ser que já amortizados pelas tarifas.
(B) Não, porque todos os bens de concessionária são considerados reversíveis.
(C) Sim, porque adquiridos pela própria empresa privada.
(D) Sim, desde que sejam bens não afetados à prestação do serviço.

(124-18). Pode um município dar licença para um proprietário de imóvel construir acima do
coeficiente de aproveitamento (relação entre área do terreno e área edificável) básico, definido pelo
Plano Diretor?
(A) Não, porque licença é ato vinculado, e não existe fundamento legal para desobediência ao coeficiente
básico do Plano Diretor.
(B) Sim, desde que se enquadre na hipótese legal de outorga onerosa do direito de construir.
(C) Sim, desde que, como ato discricionário, a licença seja condicionada ao cumprimento da função social
da propriedade.
(D) Não, a não ser que haja autorização no Estatuto da Cidade que contrarie as normas do Plano Diretor.

(124-19). Diz-se que não é característica ou conseqüência do tombamento, embora, em certas


circunstâncias, possa ocorrer
(A) inscrição em um registro administrativo.
(B) imposição de restrições ao direito de propriedade.
(C) direito à indenização, por ter ocorrido desapropriação indireta.
(D) imposição do dever de conservação.

(124-20). Um município situado à beira-mar, para proteger fauna e flora nativas da Mata Atlântica,
estabeleceu restrições ao acesso à praia, regrando o funcionamento de barracas, entrada de carros,
etc. Tem, o Município, competência para estabelecer tais restrições?
(A) Não, porque praia é bem público de uso comum, de propriedade da União.
(B) Sim, calcado no seu poder de polícia municipal.
(C) Sim, desde que tenha a União, por convênio, delegado ao Município a fiscalização de bem público
federal.
(D) Não, porque cabe apenas à União estabelecer normas gerais sobre preservação ambiental.

(125-11)- As empresas PETROBRAS e ECT (Correios), ambas sociedades de economia mista,


distinguem-se uma da outra porque a
a) ECT sofre ingerência de princípios e preceitos do direito público
b) PETROBRAS tem personalidade de direito privado
c) ECT sofre o influxo de regras de direito público com uma carga mais acentuada
d) PETROBRAS é uma especial de empresa estatal.

(125-12)- O excesso de tensão no restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, após


blackout, causou danos a bens de consumidores. Nessa hipótese, sabendo-se que é norma haver
excesso de tensão após blackout, a concessionária de distribuição de energia elétrica, empresa
privada.
a) responde pelos danos, porque a concessionária de serviço tem responsabilidade civil.
b) não responde pelos danos, porque houve defeito na prestação de um serviço público de titulariedade da
concessionária, ainda que empresa privada.
c) responde pelos danos, porque houve defeito na prestação de um serviço público de titulariedade da
concessionária, ainda que empresa privada.
d) não responde pelos danos, porque a concessionária é empresa privada.

(125-13)- Quando o Estado, por seus procuradores, insiste em apresentar recursos judiciais
meramente procastinários, diz-se que tal proceder:
a) reflete o atendimento ao interesse público primário, eis que o Estado não pode abrir mão do seu direito
de ação;
b) pode atender ao interesse público secundário, mas não ao primário.
c) é fruto do princípio da indispensabilidade do interesse público primário
d) afronta o interesse público secundário

(125-14)- São conceitos à primeira vista contrastantes, dentro do Direito Urbanístico, mas que, em
equilíbrio, devem coexistir
a) função sócio-ambiental da cidade e Plano Diretor
b) limitação administrativa e autonomia municipal
c) lei urbanística municipal e Estatuto da Cidade.
d) função sócio-ambiental da propriedade e direito da propriedade individual

(125-15)- A Administração Pública restringiu a participação de pessoas excessivamente obesas, em


um concurso público para provimento de cargo público de agente penitenciário. A restrição pode
não ferir o princípio da isonomia, desde que:
a) o edital do concurso tenha sido publicado nos termos da lei de processo administrativo
b) assentada em premissas que não autorizam, do ponto de vista lógico, a conclusão delas extraída.
c) o discrimen guarde relação de pertinência lógica com o desempenho do cargo
d) o edital do concurso não impeça a ampla defesa e o contraditório a todos os candidatos que se sentirem
prejudicados.

(125-16)- Pode o poder público, no curso de uma concessão determinar unilateralmente a redução de
uma tarifa?
a) sim, desde que recomponha o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, indenizando o particular.
b) não, porque o equilíbrio econômico-financeiro do contrato impede, sempre, que tal ocorra.
c) sim, desde que o contrato de concessão preveja a ocorrência de reajuste decorrente de “fato do
príncipe”.
d) não, a não ser que o desbalanceamento econômico-financeiro do contrato ultrapasse o limite legal de
25% de alteração.

(125-17)- A figura da intervenção estatal que leva em conta a necessidade pública urgente e
temporária, voltada para bens e serviços de particulares, requerendo, auto-executariamente, o uso
dos mesmos, e sujeitando o Poder Público à ulterior idenização, se tiver infligido dano reparável ao
particular, denomina-se
a) poder de polícia
b) desapropriação por interesse público.
c) servidão pública que imponha à propriedade particular ônus real do uso.
d) requisição administrativa.

(125-18)- Em um Pregão realizado pela União para a aquisição de impressoras para computadores, a
licitante que, nos lances, deu o segundo menor preço, foi contratada, apesar de haver uma licitante
que teria dado um preço bem menor. Este procedimento
a) não está correto, porque esta modalidade necessariamente determina a contratação do menor preço.
b) está correto, desde que licitante com o menor preço venha a ser inabilitada.
c) está correto, porque modalidade é para aquisição de bens e serviços comuns, e como se trata de
aquisição de bens não comuns, não se aplica o critério de julgamento do menor preço.
d) não está correto, porque a desclassificação da proposta de preço só pode ocorrer entre licitantes já
devidamente habilitadas.

(125-19)- Mercado municipal e cemitério público distinguem-se na classificação de bens públicos,


das terras devolutas e terrenos de marinha?
a) não, porque a todos se aplica o regime jurídico do direito público, sendo todos bens inalienáveis.
b) sim, porque os primeiros são bens públicos de uso comum e os últimos são bens públicos dominicais.
c) sim, porque os primeiros são bens públicos de uso especial e os últimos são bens públicos dominicais.
d) não, porque todos são bens públicos patrimoniais disponíveis

(125-20)- Servidor demitido do serviço público após processo disciplinar que constatou seu
envolvimento em ilícito administrativo, pode vir a ser reintegrado no cargo se em instância criminal,
posteriormente, ele obtiver sentença de absolvição, referentemente aos mesmos fatos?
a) sim, se a absolvição criminal for fundamentada na negativa da autoria ou da existência do crime.
b) não, porque as jurisdições penal e administrativa não se intercomunicam.
c) sim, desde que a demissão não tenha ocorrido por suficiência probatória.
d) não, porque na esfera administrativa também há processo formal com o objetivo de extração da verdade
real.
(126-11). A Lei 9. 4 72/ 97 (Lei G er al de Tel ecomunicações) estabel eceu que os serviços
de telecomunicações podem ser pr estados em regime público ou em r egime privado.
O serviço de telefoni a fixa pr est ado pelas concessionárias submete-se ao r egime
público, enquanto o serviço móvel (celular) submete-se ao regime privado. Por força
disso, pode-se dizer que
(A) ap esar da di f er ença de regime, a União tem dev er d e d ar c ontinuidad e a am bos os
s erviços, caso haja ab an don o d a e xec uç ã o p elos pr es tad or es .
(B) o serviço de t ele f o nia f ixa dif er e d o d e t ele f onia m óv el por que na qu ele a União tem
d ev er de dar cont inuida de, caso a conc ession ária aba nd one a prest aç ão d o s erviç o.
(C) por se trat ar de serviços de int eress e c oletiv o, a in fr a-estr ut ur a e os be ns que s ervem
à pr estação de am bos os serviços são b ens rev ersív eis.
(D) a União po de cassar a aut orização da da ao pr es tad or d o s erviç o de t ele f o nia móv el,
d es d e q ue assuma a pr est ação do serviço, en qua nt o na t ele f o nia f ix a a União só
ass umirá a pr es tação do serviço se dec lar ar a cad uc idade da c onc ess ão.
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(126-1 2). Um município contr atou empr esa privada par a pr estação de serviços de
cobr ança extr ajudi cial de tributos municipais. Os empr egados da empr esa contr at ada
deveriam tr abalhar no pr édio da Pr ef eitura, sob as ordens hierárquicas do secr etário
de finanças e no hor ário norm al de trabalho dos funcionários públicos. P er gunta-se:
este proceder est á corr eto?
(A) Não, p orqu e os serviços objet o da c ontr at aç ão c onstituem ativida de- f im do município.
(B) Sim, desde qu e o município ten ha realiz ad o licit aç ão pr évia.
(C) Não, por qu e o município deveria realiz ar c onc urs o pú blic o par a c ontr at aç ão de
f u ncion ários.
(D) Sim, desde que se tr at e d e t erceiriz aç ão c ontr at ad a c om c oop er ativa.
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(126-1 3). Um a çodado membro do Ministério Público ingr essa, de forma tem er ári a,
sem pr évio inquérito civil público, com Ação Civil Pública por Improbidade
Administr ativa contr a um pref eito, seu desaf eto pessoal. A a ção foi trancada no seu
nascedouro, r econhecendo o juiz a inadequação da aç ão, extinguindo a lide sem
julgamento do mérito. Cabe r esponsabilidade civil pelos danos eventualmente
c ausados ao acionado?
(A) Sim, pela respo nsa bilida de objet iv a do Po der Pú blic o, des de qu e pr es ent es os
requisit os (nexo causal, d ano etc).
(B) Não, p orqu e o Minist ério Público, com o f is c al da lei, pod e ingr es sar com Aç ão Civil
P ública.
(C) Não, por qu e o dir eit o d e ingr essar com aç ã o judicial é g ar ant ia cons tit uc ion al, que
n ão pod e ser t olhida.
(D) Sim, desde que compr ovad o q ue o mem br o do Minist ério Público agiu c om c ulpa,
res po nde ele objet ivam ent e pelos d an os c aus ados .

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(126-1 4). Q ual a modalidade de licitação que a Administração Pública pode instaur ar,
par a contr at ação de: a) pr ogr am as de informática, de gr ande e específica
complexidade, e b) aquisição de um a quantidade gr ande de comput adores e
impressor as? Sabe-se que os valores de ambas as contr atações são bast ant e
elevados.
(A) Por se tr at ar de contr at ação d e pr od ut os de inf ormátic a, a licit aç ão dev e
o brigat oriament e ser f eit a n a modalidad e t éc nic a e pr eç o.
(B) A concorrência é modalidade obrigat ória, em am bos os c as os , p elo valor da
c ontr at ação.
(C) O pr egã o é obrigat ório em am bos os c as os, pela c om plexidade da c ontr at aç ão.
(D) Concorr ência par a am bas as licit aç ões, o u c onc orrência p ar a a prim eir a e preg ão par a
a seg un da contrat ação.
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(126-1 5). Em matéria de compet ência administrativa, diz-se que não é compet ente
quem quer, mas quem o é. Esta dicção
(A) ref er e-se à pr oibição d e e dição d e d ecr et o regulam ent a dor de com pet ências legais .
(B) decorr e do f at o de que compet ência a dministr ativa não po de ser dele ga da.
(C) deriva d o f at o de qu e com pet ê ncia administrativ a dec orre s empr e da lei.
(D) sub ordina-se à com pet ê ncia de servidor es a pr ov ad os em c onc ur so público.
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(126-1 6). A Lei 11. 10 7/ 2 005, dispôs sobr e consór cio público (que poder á ser pessoa
jur ídica de dir eito público da Administração Indir et a) par a a gest ão associada de
servi ços públicos entr e ent es feder ativos. O proj eto de lei pr evia, em seu artigo 10,
que os consorciados (Municí pios, Estados, Distrito Feder al e União) r esponderiam
solidari amente pel as obrigações assumidas pelo consór cio. A União vetou este artigo
1 0. Em função do veto, diz-se que o cr edor do consórcio público
(A) po der á, a pen as subsidiariam ent e, exigir o cum priment o da obrigaç ão do ent e
f e derativo consorciado.
(B) po der á exigir o cum priment o da obrigaç ão ape nas do c ons órcio, vist o qu e o ent e
f e derativo n ão respon de jam ais pelas dívidas d as p es s oas jurídic as d a s ua administr aç ão
indir et a.
(C) pod er á exigir o cum prim ent o da obrigaç ã o diret ament e tant o d o c ons órcio com o d o
e nt e f ed er ativo consorciad o.
(D) não po der á exigir, n em de f orma s olidária, nem subs idiária, que o ent e f e derativ o
c ons or ciad o cum pra a obrigação do cons órcio pú blic o
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(126-1 7). A e xpr essão não se abat em par dais dispar ando c anhões pode ser aplicada
par a sust ent ar que a atuação do administrador público deve observância ao princí pio
da
(A) razoabilidad e, vist o qu e o mérit o d os at os discricion ários do Po der Exec ut iv o n unc a
s ão controlad os pelo Po der Judiciário.
(B) pr oporcionalida de, com o um a d as medidas de legitimidade do exer cício do pod er d e
p olícia.
(C) prop orcionalidad e, que, n o d evido pr oc es so legal, e ns eja relaç ão d e inad equ aç ã o
e ntr e a sanção aplicada e o f im p úblic o vis ado.
(D) prop orcionalidad e o u d a razoa bilidade, am bos crit érios de pon der aç ão p ara permitir a
c ompet ência discricionária ilimitad a d o Est ad o.
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(126-1 8). É modalidade de desapropriação em que a indeniz ação não nec essita ser
paga em dinheiro e a competênci a par a declará-la é apenas do Município, a
desapropriação
(A) por ut ilidad e p ública.
(B) por int eresse social.
(C) por necessidad e p ública.
(D) urba nística s ancionat ória.
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(126-1 9). A ef etivação das par cerias público-privadas, em que haj a pr est ação de
servi ço público diret ament e aos usuários, e que o pr est ador dos serviços rec ebe sua
contr aprestação pecuniári a do usuário e também da Administração Pública
contr atant e é chamada de
(A) concessão pú blico-privada.
(B) concessão administrativa.
(C) concessão patrocinada.
(D) permissão de serviços pú blicos.
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(126-2 0). É ponto básico, diferenci ador de uma sociedade de economia mista ou de
uma empresa pública, de uma aut ar quia:
(A) a a ut ar quia inser e-se n a A dministr aç ão Pública Dir et a e as d em ais n a Indiret a.
(B) ap enas a aut ar quia subm et e-se ao regime jurídico público.
(C) as prim eir as n ão precisam ser criadas p or lei.
(D) só a aut ar quia pr esta serviços a dministr ativos ao Po der Público.

(127-11). Q uando o administrador socorr e-se de par âm etros normativos e se vale de


procedimentos técnicos e jurídi cos pr escritos pela Constituição e pel a lei, par a
bal ancear os inter esses em jogo e tomar uma decisão que tenha mais legitimidade,
diz-se que ele
(A) instit uiu privilégio par a at en der ao princípio d a s upr emacia d o int er es se público.
(B) aplicou a verticalida de das relações entr e Es t ado e p artic ular.
(C) exerceu discricion aried ad e.
(D) realizou um a com pet ência vinculada.

(127-1 2). O Código de Tr ânsito Br asileiro C TB del egou ao Conselho Nacional de


Tr ânsito CONTRAN a compet ência par a r egulament ar seus dispositivos. S e ao editar
a resolução regul atória o CON TRAN exor bita dessa compet ênci a, o Congresso
Nacional
(A) po de sust ar os e f eit os d a resolução, p or meio d e Decr et o L egislativ o.
(B) nã o p ode sustar os e f eit os da resoluç ão, pelo princípio da sep ar aç ão dos po der es.
(C) pod e sust ar os e f eit os d a resolução, des de qu e o Po der Judic iário dê aut oriz aç ão
es pecífica.
(D) não po de sust ar os e f eit os da resoluç ão, a nã o s er q ue edit e lei rev oga ndo o CT B.

(127-1 3). Um pref eito, iniciando seu mandato, decidiu r evogar uma licitação que
havi a sido vencida por uma empr esa que apoiar a um candidato de outro partido
político, e que se
encontrava em fase de adj udicação. Pode o novo pr efeito fazer isso?
(A) Não, p orqu e isso seria sem pre consider ado desv io de pod er.
(B) Não, p orqu e a licit ação já se e nco ntr av a em f as e d e a djudic aç ão.
(C) Sim, desde que compr ove ilegalidad e n o pr oc edim ent o da licit aç ão.
(D) Sim, desde que haja f at os super venient es que c ompr ov em que a contrat aç ão objet o
d a licit ação n ão é conve nie nt e nem op ort una.

(127-1 4). Um Est ado iniciou processo licitatório sem respaldo or çament ário, tendo
c el ebr ado o contrato com a empresa licitant e vencedora. O Tribunal de Cont as da
União, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, det erminou ao Chef e do
E xecutivo que anul asse o contr ato e a licitação prévia. A empresa contrat ada deveria
ser ouvida antes da decisão do Tribunal de Cont as?
(A) Não, p orqu e a Lei de Respo nsa bilida de Fisc al obriga o e nt e pú blic o, n ão o p artic ular.
(B) Sim, com o corolário d a g arant ia const it ucion al d a am pla de f es a e do c ontr adit ório.
(C) Sim, desde que a em presa, na qu alidade de administrad o, repr es ent e a o Tribun al.
(D) Não, por qu e contr at os administrativ os s em res paldo orç ament ário cons tit uem crim e de
res po nsa bilida de f iscal.

(127-1 5). Servidores aprovados em concurso público par a provimento ef etivo, em vez
de ser em nom eados par a esses c ar gos, são contrat ados tempor ari amente, a título
pr ecário, contr atações essas que são prorrogadas por várias vez es. Este
posicionamento pode ser consider ado corr eto?
(A) Não, sob o aspect o d e q ue a a ut orida de administr at iv a es t aria incidindo em desv io de
f i nalidad e, por não pr oced er à nomeação em sit uaç ã o q ue não s e tr at a d e n ec ess ida de
t empor ária.
(B) Sim, por que a Const it uição Fed er al permite a c ontr at aç ão tem por ária, a qu alq uer
t empo, e o a dministr ador est aria o be dec end o a o princípio d a e f iciênc ia, p os t erga ndo as
c ons e qü ências p ecu niárias d o direit o à es t abilidade no s erviço público.
(C) Nunca, por que na contr at ação p or t empo det erminad o p ar a at e nd er à nec es sidad e
t empor ária de excepcional int er esse p úblic o n ão se permite a c ontr at aç ão d e s ervidor
e f etivo.
(D) Sim, vist o qu e se trat a d e pr oviment o em c omiss ão, em q ue há discricionaried ade do
a dministr ador n a contrat ação e n a e xon er aç ão.

(127-1 6). Qual dos atos abai xo indica função norm ativa par a um det erminado
procedimento, que é publicado por um agent e público a el e vinculado e que não pode
modificá-lo subst ancialment e, a não ser r einiciando ou recompondo o prazo par a não
pr ejudicar os inter essados?
(A) Adju dicação decidida p or um servidor do Po der Le gislativo.
(B) At o do Po der Legislativo e xercend o f u nç ão administrativ a.
(C) Edit al d e concur so publicad o p or um Tribunal de J us tiç a.
(D) A udiência p ública pr évia à e dição d e uma res oluç ão n orm ativa.

(127-1 7). Qual a forma de extinção de um contr ato de concessão c el ebr ado entr e um
município e uma sociedade de economia mista estadual, que, par a sua ef etivação,
necessite, obrigatoriam ent e, de lei autoriz ativa específica e pr évio pagamento de
indenização?
(A) Encam paçã o.
(B) Cad ucidad e.
(C) Int ervenção.
(D) Rescisão contr at ual.

(127-1 8). Assinale a alt ernativa que apr esent a os servi ços, prestados por soci edade
de economia mista de um Estadom embro, que dever ão ser obj eto de contrato de
concessão em que figur a como concedente a União.
(A) Serviço de tr ansport e int ermunicipal e s erviç o de san eam ent o b ás ic o em região
metr opolit ana.
(B) Serviço de san eam ent o b ásico e serviç o d e dis tribuição de gás c analiz ad o.
(C) Serviço d e vigilância sanit ária e serviç o de s aúde pú blic a.
(D) Serviço d e distribuição d e e ner gia elétric a e serviç o d e e xplor aç ão d e p ort os
marítim os.

(127-1 9). Diversas são as teorias que descr evem a r esponsabilidade extr acontr atual
do Est ado, at ravés dos tempos. A teoria que se baseia na noção de que todo pr ej uízo
c ausado por fato ou at o da Administr ação é um ônus público que deve atingir a todos
da comunidade, igualitariament e, e se uma pessoa e xperiment ar, injusta e
e xcepcionalment e, um ônus maior do que o suport ado pelos demais membros da
soci edade, em erge daí o seu dir eito à indenizaç ão pelo Estado, é a teori a
(A) do risco.
(B) civilist a.
(C) da irr esponsabilidad e.
(D) da culpa.

(127-2 0). A aposent adoria de servidor público será sempr e com proventos integr ais
na aposent adoria
(A) com pulsória.
(B) por invalidez perm anent e, decorr ent e de doe nç a gr av e, es p ec if ic ada em lei.
(C) volunt ária.
(D) por invalidez perman ent e, d ecorrent e d e m oléstia gr av e.

(128-11). Em um julgado rec ent e, o Supr emo Tribunal Feder al acat ou a tese de que a
intervenção do Estado no domínio e conômico encontra limites nos princípios
constitucionais da livre iniciativa e da concorr ência. Essa matéri a deve ter sido
trazida ao Tribunal por
(A) em presa qu e so fr eu prejuízos f in anc eir os dec orr ent es de ediç ão de planos
ec on ômicos q ue con gelar am os pr eços d os s eus pr odut os .
(B) associação de est uda nt es pr ejudic ad a p or d ec is ão gov ernament al que ne go u p as s e
gr at uit o, em transport e coletivo, a est ud ant es .
(C) em presa qu e pleit eou isenção tribut ária já conc edida, pelo Est ad o, a o utr as em pr es as
c onc orrent es.
(D) qualqu er cidad ão contra pr ocessos de priv atiz aç ão.

(128-1 2). Em a cidente automobilístico envolvendo veí culo particular e ônibus de


concessionária de serviço público de tr ansport e coletivo, o motorista do veí culo
particular sofr eu lesões cor por ais gr aves. A concessionári a foi condenada, em a ção
de r esponsabilidade civil, pelos danos causados à vítima. O Supr emo Tribunal
Feder al, por maioria, levou em consideraç ão o fato de a vítima não ser usuária do
servi ço público concedido e que não se poderi a fazer a concessionári a r esponder da
mesma forma que r esponderia fr ent e a um usuário do serviço concedido. Isso
significa que o Supr emo entendeu que
(A) a concessionária n ão respond eria pelos d an os .
(B) a respo nsa bilidade da concession ária seria objet iv a.
(C) a respo nsa bilida de da concession ária seria mer ament e subjet iv a.
(D) a respo nsa bilida de da concession ária seria objet iv a, mas a vítima dev eria com pr ov ar
a culpa d a concessionária.

(128-1 3). Na r elação moderna entr e Administr ação e Administr ado não mais se admite
(A) a int er pret aç ão da lei, pelo Administrad or, f u nd ad a n os princípios const it ucion ais.
(B) a p ossibilida de de contr ole judicial do mérit o do at o a dminis tr ativ o.
(C) que o administr ador possa at u ar t end o p or f u nd am ent o diret o ap enas as norm as da
Constit uição.
(D) a idéia da supr em acia a bsolut a do int er ess e p úblic o s obr e o int eress e priv ado.

(128-1 4). Par a a procedência da Ação de Improbidade Administr ativa, a doutrina tem
entendido que não bast a e xistir ilícito administr ativo e pr ejuíz o ao er ário público.
Faz-se nec essária também a
(A) con exã o e ntr e o ilícito e o erário pú blic o.
(B) pr esença d o d olo do ag ent e.
(C) com provação da culpa do age nt e.
(D) com provação do be ne f ício à empr es a contrat ada pelo P oder Pú blic o.

(128-1 5). A fr ase “não são os direitos fundamentais que giram em torno da lei, mas é
a lei que gira em torno dos direitos fundam ent ais” significa, par a o Administrador
Público, que
(A) seus at os não po dem desbor dar dos dir eitos f un dam ent ais , q ue têm e f et iv a f orç a
jurídica.
(B) os dir eit os f u nd am ent ais são normas progr am át ic as e, port ant o, não t êm inf luê nc ia
diret a no exer cício da f unçã o a dministr ativ a.
(C) seus at os es t ão sujeit os a pen as à lei, s em pr eoc u paç ão com os dir eit os
f u nd am ent ais.
(D) sua int erpr et ação d a lei nã o h á d e s er meram ent e lit eral, m as sim sist em ática, sem
c ons ider ações sobre dir eit os f u nd am ent ais.

(128-1 6). Quando o ato administrativo divergir de súmula vinculant e do Supr emo
Tribunal Feder al
(A) ele per der á e f icácia se se trat ar d e at o discricionário.
(B) ele só pod er á ser revogad o p or d ec is ão judicial.
(C) ele pod er á ser anulad o p elo ST F.
(D) sua validad e n ão pod er á ser cont es t ada, em f ac e do princípio da sep araç ão dos
p oder es.

(128-1 7). Após vários meses da c el ebr aç ão de um contr ato de pr estação de serviços
de vigilância, entre o Poder Público e a empresa vencedor a da licitação, est a tornou-
se inadimplente com a Pr evidênci a Soci al (FG TS e INSS). O Poder Público
contr atant e deve
(A) rescindir o contr at o e p ode contr at ar c om inexigibilidade de licit aç ão, p or em er gência,
vist o q ue se tr at a de um serviço essenc ial.
(B) mant er o contr at o pelo pr azo contrat ual e, a pós, po de iniciar nov o proc es s o licit at ório.
(C) rescindir o contr at o e po de contr at ar q ualq uer em pres a, c om inexigibilida de de
licit ação, p ar a dar cont inuida de ao serviç o, p elo pr az o rest ant e.
(D) rescindir o contr at o e po de contr at ar, c om dis pe ns a de licit aç ão, a licitant e
clas sif icad a em segu ndo lugar.

(128-1 8). Após realização de estudos e conômico-financeiros, em que se verificou que


a construção de uma estr ada poderi a ser totalment e custeada pelas tarifas dos
futuros usuários, eis que seu valor não atingiria R$ 2 0 milhões, o Est ado decidiu
abrir licitação par a contrat ação de
(A) Parceria Pú blico Privada.
(B) concessão de serviço p úblico pr ec edid a d e o bra pública.
(C) concessão patrocinada.
(D) consórcio pú blico.

(128-1 9). Pode uma agência regul ador a conceder ex cepcional revisão de tarifa
solicitada por uma concessionária de serviço público, dois meses após esta tarifa ter
sido devidam ent e reaj ustada na forma do contrato de concessão?
(A) Sim, desde qu e se utilizem os índic es de reajust e est ab elecidos no c ontr at o.
(B) Não, p orqu e a revisão, como f orma d e reajust e, só p od e oc orr er no pr az o
est ab elecido no contr at o.
(C) Sim, desde que f at o im pr evist o e inevit áv el t enha des balanc ea do o e quilíbrio
ec on ômico-f in anceir o do contr at o.
(D) Não, por qu e se trat a d e revisão extr aordinária, qu e s ó po de oc orrer a nu alm ent e.

(128-2 0). Uma sociedade de economia mista estadual, ao pr est ar serviço público de
titularidade da União, pode precisar de alguma autorização municipal?
(A) Sim, desde qu e p ara prest ar o serviço conc edido ela ut iliz e bem p úblic o municipal.
(B) Não, p orqu e se trata de socieda de de ec o nomia mista es t adual.
(C) Sim, por que o serviço, mesm o sen do f ed er al, é pr es t ado no Município, q ue dev e
t ambém a ut orizar sua prest ação.
(D) Nunca, por que se tr at a de serviço público f ed er al e só a União pod e a ut orizar sua
pr est ação por concessão.

(129-11). O posicionamento doutrinário contrário à participação da Administração


Pública em processos privados de solução de litígio (arbitr agem, por e xemplo) não
se funda:
(A) na com pet ência regulat ória do Po der Pú blic o.
(B) na indispo nibilidad e d o int er esse público.
(C) na indispensabilida de de aut orizaç ão legislativ a es pecífic a.
(D) na ina f ast abilidad e d o acesso a o Judiciário.

(129-1 2). No campo da Responsabilidade Extr acontratual do Est ado, diz-se que este
não se convert e em S egur ador Universal, visto que o dir eito brasileiro não adota a
teoria
(A) do Risco Administrativo.
(B) da Responsabilida de objet iva nos c as os de nex o c aus al.
(C) do Risco Int egral.
(D) da Responsabilidad e subjet iva por con dut as comissivas.

(129-1 3). A Em enda Constitucional n. º 9/ 95 flexibilizou o monopólio da atividade do


petróleo, permitindo que empresas privadas participem, por ex emplo, da atividade de
pesquisa e lavr a do petról eo, em r egime de livr e concorr ência. Par a tanto, as
empresas privadas devem
(A) celebr ar com a A gência Nacional do Petróleo – ANP c ontrat o de conc ess ão de serviç o
p úblic o.
(B) celebr ar com a União contr at o d e c onc es s ão d e e xplor aç ão d e b em público.
(C) ser a ut orizad as pela Petr obras par a ex plor aç ão de ativida de ec o nômic a, após regular
pr oc edim ent o licit at ório.
(D) celebrar contrat o de concessão par a e xplor aç ão d e at ividade ec onômic a com a União,
via Ag ência Nac ion al d e P etr óleo – ANP.

(129-1 4). A fr ase “A decisão adot ada por ocasião da aplicação da lei não reflete
avaliações livr es e ilimitadas do administr ador, mas tr aduz a concr etização da
solução mais adequada e satisfatória, tomando em vista crit érios abstr atamente
pr evistos em lei ou derivados do conhecimento técnico-ci entífico ou da prudent e
avaliação da r ealidade” r eflet e, em r el ação ao agent e público, os limites
(A) da f iscalizaç ão do Tribunal de Cont as com pet ent e.
(B) da sua compet ência vinculada.
(C) do controle ext erno cabível sobr e s ua c om pet ê nc ia ar bitrária.
(D) da sua açã o discricionária.
(129-1 5). A Lei n. º 11. 107, de 06. 04. 20 05, regul amentando o artigo 2 41 da
Constituição Feder al, disciplinou a gest ão associada de atividades entr e os ent es
feder ados mediant e transf er ência total ou par cial de encargos, pessoal e bens
essenciais à continuidade de serviços públicos. O instituto disciplinado por essa lei
cham a-se
(A) contr at o d e g est ão.
(B) parceria pú blico-privada.
(C) convênio privad o.
(D) consórcio pú blico.

(129-1 6). Um contr ato a ser celebr ado entre o Poder Público e o privado não poder á
ser consider ado par ceria público-privada se
(A) o seu objet o f or exclusivament e exec uç ã o d e o br as .
(B) envolver contr aprest ação p ecu niária d o p arc eiro p úblic o a o p arc eiro priv ad o.
(C) o seu valor f or sup erior a R$ 2 0. 0 00. 000, 00.
(D) o seu pr azo de dur ação f or de 10 anos .

(129-1 7). Ao cabo de um contr ato de concessão, os bens af etados à pr estação do


servi ço serão revertidos ao ente público concedente, em função do princípio da
continuidade do serviço público. Essa r eversão ao patrimônio público implica
indenização à concessionária?
(A) Sim, desde qu e os investiment os n es s es b ens nã o t enh am sido am ortiz ados pelas
t arif as.
(B) Não, p orqu e n o regim e da concessão de s erviço público os b ens nã o s ão da
c onc essionária, mas sim do Po der Público.
(C) Sim, desde que t enha havido revisão no contr at o p ara rest abelec er o s eu equilíbrio
ec on ômico-f in anceir o.
(D) Nunca, por que o pr azo da concess ão f oi est ab elecido no edit al d e licit aç ão, e
indenização a seu f inal implicaria enriquec im ent o ilícito da conc es sionária.

(129-1 8). Decisões do S TJ em Mandados de S egur ança impetrados por Rádios


Comunitárias det erminar am aos órgãos administr ativos competent es que se
abstivessem de tolher a atuação das impetr ant es, enquanto não decidissem seus
pleitos de autorização de funcionamento, formulados há mais de 3 anos. Tais
decisões, que permitir am o exer cí cio pr ecário de serviço de r adiodifusão sonor a sem
as devidas autorizações,
(A) nã o t êm sust ent o jurídico, p or que não há ne nh um princípio o u n orm a cons tit uc ion al
q ue det ermine à Administr ação agir rapidam ent e.
(B) f or am calcadas nos princípios d a e f iciênc ia e da raz oabilidad e, e xigidos da at u aç ã o
d o a dministr ador p úblico.
(C) f or am calcadas nos princípios da legalidade e da supr em acia d o int er es s e pú blic o
primário.
(D) a fr ont am as n orm as do pr ocesso a dministr ativo.

(129-1 9). Uma Pr efeitur a r ealizou concurso público par a provimento dos car gos
públicos de escritur ário. O edital do concurso e xigia que o candidato tivesse o 2.º
Gr au completo. Após 1 0 anos da nom eaç ão dos c andidatos apr ovados, Necessitando
a Pr ef eitur a prover, ur gentemente, c ar gos de advogado, r ealizou concurso interno
entre os escritur ários que tivessem completado o curso de direito. Esse
procedimento est á corr eto?
(A) Não, p orqu e isso car act erizaria read apt aç ã o d e c argo, pos sív el ap enas s e pr ev ist o no
e dit al do prim eiro concurso.
(B) Sim, por que os can did at os possuem o requisit o n ec ess ário e já h av iam sido
a provados em concurso p úblico a nt erior.
(C) Não, por qu e o ingr esso em car go p úblic o s ó p ode oc orr er após a prov aç ã o em
c onc ur so público.
(D) Sim, por que havia ur gê ncia par a o pr ovim ent o dos car gos e a seleç ão int er na
res peit ou os requisit os necessários par a o pr ov im ent o de car go d e a dv o ga do.
(129-2 0). Um secr etário municipal, sob o argumento de reestrutur ar o sistema de
ensino do Município, r emoveu uma diretor a de escol a municipal par a um bairro
distante. Inconform ada, a dir etor a r ecor reu ao Pr ef eito, alegando que a sua remoção
ocorr er a unicam ent e porque seu marido teri a brigado com o secr et ário. O que deve o
Pr ef eito fazer, se confirmado o alegado pela dir etor a?
(A) Edit ar at o administr at ivo avocat ório, desc onc entr ando a e f ic ác ia do at o de remoç ão.
(B) Convalidar o at o, com e f eit o retr oat iv o, c orrigindo o d es vio de po der.
(C) Revogar o at o, com e f eit o retroativ o.
(D) Declarar n ulo o at o da rem oção, c om e f eit o retroativo.

(130-11). É car act erística própria da concessão patrocinada, que a distingue da


concessão comum,
(A) a p ossibilida de de recebim ent o de rec eit as alt er nat iv as .
(B) a repartição objet iva d e riscos e ntr e as part es.
(C) a p ossibilida de de a Administração s er c ons ider ada a ú nic a us u ária do serviç o.
(D) ser o concession ário rem uner ado ap en as c om as t arif as d os us uários.

(130-1 2). Em uma concorr ência pública, todas as licitant es habilitadas tiver am suas
propostas técni cas desclassificadas, por que nelas não incluír am a realização de
algumas obras, conforme exigido pelo edital. A Comissão de Licit ação concedeu o
pr azo de 8 dias par a que todas as licitant es habilitadas apr esentassem novas
propostas técni cas, escoimadas dos ví cios. Está corr eto este procedimento?
(A) Sim, desde qu e a Comissão permit a qu e os licit ant es alt er em t ambém s uas pr op os t as
c omerciais, em f ac e d a inclusão d as nov as o br as , s ob p en a d e os licit ant es p oder em
a present ar pr eços inexeq üíveis.
(B) Não, a nã o s er qu e a Comissão reabr a o praz o t ambém p ara que as licit ant es
a nt eriorment e ina bilit adas apr esent em nov a doc um ent aç ão, s em os vícios qu e as
inabilit ar am.
(C) Sim, desde que o edit al cont e nh a t al pr ev is ão e haja s olicit aç ão dos licit ant es
d es classif icad os .
(D) Não, por qu e com esse proceder, a Comiss ão es t ará f erindo o princípio d a vinc ulaç ão
a o instr ument o convocat ório.

(130-1 3). Sob o enfoque de que com o estr eitam ento dos laços entr e a Administração
Pública cont empor ânea e o setor privado estão sendo atenuadas a unilater alidade e a
verticalização que car act erizavam os poder es daquel a sobre este, a doutrina e a
jurisprudência têm a ceitado a utilização do juíz o arbitr al par a solução de litígios e
controvérsias originados de relação jurídica estabel ecida entre essas part es. Nessa
linha, há mais condições de se ent ender possível a utilização de ar bitr agem par a
r esolver conflitos em r elações entre Estado e particular
(A) f un da das n o est at ut o dos servidor es.
(B) em que dominam cláusulas contrat uais exor bit ant es.
(C) em q ue há um a f ort e correlação e ntr e os dir eit os e o brigaç ões d e am bas as part es.
(D) decorr ent es de concurso p úblico p ara contrat aç ão de s ervidor es c eletis tas.

(130-1 4). Pode ser tida como inconstitucional uma lei que, ao estabelecer regr as par a
um det erminado processo administrativo, imponha entraves que burocr atiz am a
pr estação do servi ço público?
(A) Não, p orqu e t al lei nã o a f r ont a o princípio d a legalidad e.
(B) Não, p orqu e se trata de lei pr oces sual qu e inov a o orde nam ent o jurídic o.
(C) Sim, por que os princípios da in f orm alidad e e da pu blicidad e imped em q ue se
est ab eleçam entraves f orm ais ao pr ocess o a dministr ativo.
(D) Sim, se pr ov ado qu e a lei m alf ere o princípio c ons tit ucional da e f iciência.

(130-1 5). Em um contr ato de concessão par a obr as e serviços rodoviários, a empresa
concessionária r ealizou obras de duplicação de pistas, solicitando, após o final das
obr as, a r evisão da tarif a de pista simples par a pista dupla, conforme estabeleci a o
contr ato. Por entender que a nova tarifa pr etendida encar ec eria muito o serviço,
pr ejudicando o usuário, pode o Poder concedent e negar à concessionária a revisão
tarif ária pret endida?
(A) Sim, pelo princípio da alt er abilida de das cláus ulas d o c ontr at o administr at iv o.
(B) Nunca, por que revisão tari f ária é um direit o da c onc ess ion ária, qu e d ela nã o p ode
a brir mão, sob pe na de prejudicar a continuidad e d o s erviç o pú blic o.
(C) Não, por qu e t odas as cláusulas f i na nc eiras e regulam ent ar es de um contr at o d e
c onc essão são imut áveis.
(D) Sim, desde que, com concor dâ ncia da conc ession ária, mant en ha- se a int angibilidade
d o e quilíbrio econ ômicof in anceir o original do contrat o, alt er ando, pr opor cion alm ent e,
p or exem plo, cláusulas regulam ent ar es , o u o pr az o c ontrat ual, et c.

(130-1 6). A empr esa pública distingue-se da sociedade de economia mista quanto
(A) ao capit al da em presa pú blica qu e, dif er ent em ent e do qu e oc orre na s ocied ade de
ec on omia mist a, d eve f icar n as m ãos ap enas d e e nt es da Administraç ão P úblic a Direta
e de suas e nt idades d a Administração Indir et a.
(B) à subor dinaçã o d a em pr esa p úblic a a o respec tiv o Minist ério, en qua nt o a socieda de de
ec on omia mist a nã o se vincula a nen hum ór gão do Exec utiv o.
(C) à a ut orização legislat iva par a criar s ubs idiária e p articipar d e empr es a priv ada,
n ec essária ap en as p ar a a empr esa pública.
(D) à n ecessida de da em presa pú blica de realizaç ão de conc urs o pú blic o par a
c ontr at ação de seus servidor es, a d es p eit o de sua f orm a priv ada.

(130-1 7). Autoridade est adual fixou hor ário par a tráfego intermunicipal de uma
empresa de ônibus de forma a beneficiar outra empresa de ônibus concorr ent e. O at o
da autoridade estadual pode ser anulado?
(A) Sim, por que a aut orida de est adu al n ão tem es s a c ompet ênc ia.
(B) Sim, por desvio de f in alida de.
(C) Não, a não ser qu e d escaract erizado o d es vio de po der.
(D) Sim, desde que se tr at e d e at o a dministr ativo vinc ulad o.

(130-1 8). Um Instituto Educacional teve indef erido, pelo Ministro da Educa ção, seu
pedido de autorização par a funcionam ento de cursos de G raduaç ão nas ár eas de
Ciências Humanas, sob o sucinto despacho de que r eferidos cursos seriam
"desnec essários" e que haveria, na mesma ár e a, "exc esso de ofert a de vagas por
outras instituições". Há condi ções de se conseguir, em juízo, a anulação do at o do
Ministro?
(A) Sim, desde qu e o at o discricion ário do Ministr o a f ront e dis pos itiv o legal, vist o qu e o
P oder Judiciário n ão tem con dições d e s ubstituir o Ex ec ut iv o par a a nalis ar a
c onv e niê ncia
e a o port unidad e d o at o administr at ivo.
(B) Não, p orqu e a Lei de Diretrizes e B as es d a E duc aç ã o, b em com o a Lei de
Pr oc edim ent o Administr at ivo, dã o com pet ê nc ia discricion ária, de cun ho tot alm ent e
s ubjetivo, ao Ministr o da Ed ucação, p ara inde f erir aut oriz aç ão p ara f unc ionam ent o d e
c ursos de gr aduação, sem n ecessida de de explicit aç ão expr ess a.
(C) Sim, com provand o, p or e xem plo, qu e o at o discricion ário do Ministr o é ilegal, p or f alt a
d e motivação su f icient e, eis qu e n ão f un dament a as razões n em e xplicit a a ad eq uaç ão da
d ec isão em f ace do int er esse p úblico.
(D) Não, por qu e a motivação, na edição do at o administrativ o discricion ário, po de
res tringir-se a mera re f er ência a pr ejuíz o ao int eress e p úblic o, s em n ec es sidade de
ex plicit ação d os f at os e dos f u nd am ent os jurídic os qu e lhe d ão bas e.

(130-1 9). Na forma da Constituição Feder al vigente, as pessoas jurídicas de direito


público r espondem pelos danos que seus agent es, nessa qualidade, c ausar em a
ter ceiros. Em face disso, diz-se que
(A) o requisito de subjet ividad e é reservad o a pe nas par a a aç ã o regr es siv a contr a o
a gent e público responsável.
(B) a respo nsa bilidade objet iva alcança a c ondut a do f unc ionário ainda qu e f or a do
âm bit o de suas f u nções.
(C) a respo nsa bilida de objet iva do Est ad o, n o direit o br as ileir o, alc anç a t odos os da nos
d ec orrent es d e at ividade ou omissão est at al, d es d e q ue, nest e últim o c as o, f iq ue
c ompr ovad a a culpa concorr ent e da vítima.
(D) tod as as p es soas jurídicas d e direit o pú blic o res pon dem sem pr e por tod os os d anos
c aus a dos pelos seus ag ent es públicos, indep end ent em ent e de a f eriç ão da culpa e da
exis t ência de nexo d e causalida de com o d an o.

(130-2 0). Agente P enitenciário é demitido do cargo público, em processo


administr ativo disciplinar, sob alegaç ão de que ele teria afront ado norm as
estatutári as, ao introduzir tel efone celular no pr esídio. No processo penal instaur ado
pel as mesmas r azões, o agente penit enci ário foi absolvido por ausênci a de provas.
Pleit eou ent ão, o agente, reintegraç ão no c ar go público, o que foi negado pel a
Administr ação Pública, sob al egação de que
(A) a int er dep end ência e ntr e as es f er as p enal e administr at iv a res ulta que ne nh um a
d ec isão p en al a bsolut ória p ossa inf luir na es f er a administrativ a, a nã o s er qu e a
A dministr ação Pública seja part e em am bos os pr oc ess os.
(B) a d ecisão pen al a bsolut ória n ão retr oag e e na im pos iç ão d a p ena administrativ a f or am
ass eg ur ados a ampla de f esa e o contr aditório.
(C) a a bsolvição pe nal reconh ece u a inoc orr ênc ia do f at o im put ad o, m as c alc ada em b as e
jurídica diversa.
(D) são ind epe nd ent es as esf er as administr at iv a e p en al e a a bs olv iç ão p enal nã o
rec on hecera a inexist ência d o f at o ou a neg at iv a d e a ut oria.

(131-0 1). Car act eriza at o complexo


(A) o vet o do Po der Execut ivo a pr ojet o de lei a pr ov ad o p elo Legis lativ o.
(B) a a pr ovação d e trat ado int ernacional.
(C) a d ecisão d a a ut orida de com pet e nt e par a dis pe ns a de s ervidor.
(D) o acór dão do Tribun al d e Cont as d a União.

(131-0 2). Um Tribunal de Cont as pode anul ar um ato administrativo editado sem
nenhum vício de formalidade ou legalidade, sob a al egação de que, embor a o ato
administr ativo at enda aos com andos legais, el e est aria desvinculado com o seu
r esultado?
(A) Sim, pelos princípios d a f inalida de e d a e f iciênc ia, o Tribunal de Cont as pod e av aliar
s e os at os a dministr ativos est ão o u n ão vinc ulad os às p olític as p úblic as d e d eriv aç ão
c ons tit ucional.
(B) Não, p orqu e o at o pr eenche u t odos os requisit os legais .
(C) Sim, por que cab e a o Tribun al d e Cont as a palavr a f in al s obr e a discricionaried ade dos
at os administr at ivos.
(D) Não, por qu e o Tribunal de Cont as não t em c ompet ência p ar a an alis ar a f inalida de dos
at os administr at ivos, e sim, ape nas a sua ec o nomicida de.

(131-0 3). Não se enquadr a(m) no espírito de gover nança consensual e participativa,
entre Est ado e particul ar es
(A) o direit o de impugn açã o d e e dit al.
(B) as audiências públicas.
(C) as n om eaçõ es de particulares p ar a dir et or es de ag ências regulat órias.
(D) as p arcerias público-privad as.

(131-0 4). O conceito de serviço público não alber ga


(A) a tit ularidad e pr ópria d o Est ad o.
(B) o princípio d a livre iniciativa.
(C) a sua e xecut orieda de pelo regim e pú blic o.
(D) a p ossibilida de de dele gação do seu ex ercício a p artic ular es .

(131-0 5). Em um imóvel anexo a um a escola, de propriedade de um município,


decidiu-se plant ar árvor es frutíferas, par a melhorar a merenda escolar. Passados
alguns anos, constatou-se que a escolha das ár vor es frutíf er as não foi a melhor,
visto que formigas infest ar am essas árvores, causando probl emas aos alunos e
professor es. Como a escolha discricionári a das árvor es frutíferas coube ao
S ecr etário da Educaç ão, pode-se impugnar a validade do ato decisório desse
S ecr etário, sob a alegaç ão de que r ef erido ato não obedec eu ao princípio da
efici ência?
(A) Não, se na ép oca da escolha discricionária est a p ôd e s er reput a da com o a melhor.
(B) Sim, por que o age nt e pú blico respon de sem pr e pelos s eus at os, ainda qu e es t es
v enh am a se revelar insatis f at órios em t empos pos t erior es.
(C) Não, por qu e escolhas discricionárias só p od em s er impug nad as se c ar act erizarem
d es vio de po der.
(D) Sim, por que tod os os at os administrativ os q ue det erminam es c olhas discricion árias
p odem ser revoga dos por qu alq uer vício, inclusive de ine f iciênc ia.

(131-0 6). Ent ende-se que as entidades estat ais explorador as de atividades
e conômicas não estão obrigadas a r ealiz ar licitação
(A) desde qu e seja p ar a contr at ação d e o bras ou de at ividad es ec o nômic as.
(B) por que se sujeitam ao mesmo regim e jurídic o d as em pres as priv adas .
(C) por que a L ei d e Licit ações, expr essam ent e, as dis pe ns a dess e proc edim ent o.
(D) par a as op erações en qua dr áveis em s ua at ividad e-f im .

(131-0 7). Em e xecução judi cial sofrida pel a Companhia do Metropolitano de São
P aulo-METRÔ, foi determinada a penhor a dos seus recursos financeiros. O S TF
concedeu liminar suspendendo cautel arment e tal decisão, sob o fundam ento de que
(A) a empr esa prest a serviço pú blico ess encial, sobr e o qu al rec ai o princípio da
c ont inuid ade.
(B) se tr at a de socied ade de economia mist a, qu e n ão po de ter s eus be ns p en hor ados.
(C) se trat a de entida de est at al que ex erc e at ividad e ec on ômic a em s ent ido estrit o, nã o
p ode nd o ocorr er descont inuida de ness e e xercício.
(D) os recursos f ina nceiros do MET RÔ têm nat ur ez a d e b em público, raz ão p ela qu al s ó
p odem ser pe nh orad os no regime d e pr ec at órios .

(131-0 8). Dois pr efeitos de cidades vizinhas contr at ar am um mesmo engenheiro, com
ótima qualificação funcional, par a ocupar cargos em comissão de Chefe de G abinete
desses municípios. Est ão cor retos tais procedimentos?
(A) Não, a nã o s er qu e h aja com patibilida de de hor ários, vist o q ue se trat a de municípios
vizinhos.
(B) Sim, por que se tr at a d e cargos em comis são.
(C) Não, por qu e a Constit uição Feder al v eda ac um ulaç ão dess es car gos .
(D) Sim, desde que o eng en heir o realm ent e ten ha boa qu alif ic aç ão e a bra mão de um a
d as rem uner ações.

(131-0 9). Após regul ar pr ocedimento de licitação, uma autarquia celebrou, nos
termos do edital, contrato de pr estação de serviços com a empresa adj udicatária,
pelo pr azo fixo de dois anos, vedada qualquer pror rogação. To davia, vencido esse
pr azo, a empr esa permaneceu pr estando servi ços por mais tr ês anos, sem contudo
ter sido c el ebr ado nenhum aditivo contratual. Vindo o Tribunal de Contas a
consider ar irregular tal situação, dever á a empr esa contr atada devolver os valor es
r ecebidos?
(A) Sim, por que o edit al n ão est abelecia poss ibilidad e d e pr orrogaç ã o d o c ontrat o.
(B) Não, p elo princípio d a vedação do enriqu ec im ent o s em c aus a, po de ndo, n o e nt a nt o,
s of r er pu nição (m ult a, declar ação de inidon eida de, etc).
(C) Não, por qu e se trat a d e pr est ação d e s erviç os e o pr az o tot al n ão ultr apass ou 5
(cinc o) anos.
(D) Sim, a n ão ser q ue a pr orrogação ten ha oc orrido por dem or a, por part e d a a ut ar quia,
n a f i nalização d e n ovo pr ocediment o licitat ório.

(131-1 0). Existem det erminadas tar ef as públicas que não podem ser transf eridas aos
particular es, porque fazem part e do núcleo duro do Estado. Por ex emplo,
(A) a at ividade t écnica destinada a verif ic ar se um int er es sad o pr ee nc h e os requisit os
legais par a dirigir veículo.
(B) a emissão d e at o jurídico-administrativ o rec onh ec e nd o q ue o int er es sad o pr ee nc h e os
requisit os legais p ara dirigir veículo.
(C) a elabor ação d e laud o re f er ent e à com patibilida de de det erminad o e quip am ent o c om
as norm as técnic as e regulam ent ar es vige nt es.
(D) o exam e psico-social em pr eso, p ara possibilit ar reduç ã o d a s ua pen a o u regim e
prision al menos sever o.