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ZH ESCOLA

Zero Hora – 2a. feira, 2.06.2003

JOGOS SÃO ESTRATÉGIAS PREFERIDAS

Os jogos funcionam porque, para refletir, é preciso


que as crianças estejam ativas, experimentando
alternativas, manipulando objetos. Elas abstraem as
qualidades dos objetos, criam imagens mentais a partir
delas, formando o que se pode chamar de substrato do
raciocínio. Uma metodologia em que o aluno fica muito
passivo não favorece essa transformação.
-Um aluno que só decora ou só memoriza não
necessariamente será incapaz de estabelecer conexões,
mas essas não são as formas mais indicadas – diz a
professora Clarissa Golbert.

Como é o Boole.

Inspirados em George Boolo, os jogos e o material


usados no Colégio Conhecer foram criados pelos
professores Procópio Mendonça Mello e Dora Anita
Mello. São livretos, disquetes e cartas elaborados em
português, inglês, espanhol e francês para crianças de
seis a 12 anos, com histórias sobre estruturas lógico-
matemáticas. Os desafios(circuitos lógicos) são
resolvidos com cartas, que, sendo um material concreto
e manipulável ajudam a organizar as informações e a
formular hipóteses solucionado os enigmas. O livro
vermelho por exemplo, traz pessoas, transportes,
animais.
Confira uma seqüência:

Se Lalá tem um gato, ela anda de metrô. Juca anda


de avião. Lalá tem um cão. Péti tem um gato. Lalá não
anda de metrô.
Quem anda de navio?
Quem tem um galo?

O uso e a disposição das cartas do jogo ajudam a


criança a organizar o pensamento.

Quem?
George Boole (1815-1864) nasceu numa época em
que era impossível imaginar um computador, mas é um
dos fundadores da lógica-matemática usada nas
máquinas de hoje. Publicou suas idéias em 1847 e foi o
primeiro professor de matemática da Universidade de
Cork, na Irlanda.

Vantagens do Boole

O jogo ajuda a criança a:

Organizar o pensamento, selecionar as prioridades e


resolver as questões.
Estimular a criatividade e a auto-estima na medida
em que vence os desafios.
Interpretar as questões e enunciados com coerência
e entender aquilo que lê.
Se acostumar a resolução de situações problemas
considerados hipóteses.
Desenvolver a estruturação de pensamento.
Vencer dificuldades que têm na leitura e na
compreensão.
Além disso

Ajuda os professores a detectar problemas mais


específicos dos alunos.
Auxilia no desempenho dos alunos em física, que
lida com o pensamento hipotético.
Auxilia na matemática, como por exemplo no
conteúdo de análise combinatória.
Sistematiza estudos e interpretação de questões
históricas e geográficas.
Possibilita o material concreto para a criança
manusear(ação importante para ir do concreto ao
abstrato).

A EXPERIÊNCIA NO COLÉGIO CONHECER

No início dos anos 80, Procópio Mendonça Mello,


que coordenava o laboratório de matemática do Colégio
Jão XXIII, em Porto Alegre, se deu conta que as
dificuldades das crianças não eram com o conteúdo, mas
com o raciocínio. Entaão, começou um trabalho
preventivo nas turmas de 1a. série para ver o resultado.
-Ele vivia fazendo historinhas, tipo charadas, mas
estruturadas logicamente. Ele e a mulher foram se
entusiasmando, e as histórias cresceram – lembra a
professora de matemática Olga Rejane, do Colégio
Conhecer. O método desenvolvido por Procópio e a
mulher, Dora, é a origem do jogo Boole. A idéia já foi
apresentada a outros educadores, em escolas pelo
interior do Estado, e a receptividade sempre é boa.
-Queremos alunos que pensem logicamente e
saibam interpretar. O Boole incentiva essa parte e ajuda a
detectar crianças que têm algum tipo de dificultdade ou
defasagem – explica Olga, que foi colega de Procópio.
O resultado da aplicação do Boole já foi constatado
por profissionais da área de psicologia que trabalham
com crianças portadoras da síndrome de down.

- Alguns dos meus pacientes com prejuízo


cognitivo bem sério desenvolveram as
questões do raciocínio lógico com o Boole –
diz Marilene Cardoso, psicopedagoga.

Fontes: Olga Rejane Cunha Haag, professora de


matemática, Dora Anita Mello, Marilene Cardoso,
psicopedagoga e professora da PUCRS.

Os cuidados

O professor é a pessoa mais indicada para perceber


se há necessidade de reforço de raciocínio d criança.
Geralmente, o aluno tem falta de atenção,
desinteresse pelas aulas e não completa tarefas.
Ainda que seja necessária uma investigação, um
comportamento como o descrito acima pode dar sinal de
que ele simplesmente não está acompanhando o
raciocínio – logo, se desinteressa por aquilo que não
compreende.
Há momentos mais críticos, como os ingressos na
1 . série e na 5a série, que exigem mais atenção dos
a

professores e de pais.
Estimule o raciocínio

Há uma variada oferta de jogos para crianças. A


partir de três anos, elas podem ser estimuladas.
Pais que contam e incentivam a criação de histórias
ajudam nisso. Observe se há uma evolução na lógica das
histórias criadas pela crianças.
Quando a criança contar o que fez durante o dia,
pais devem porquês. Isso estimula a organização do
pensamento dela.
Por volta dos seis anos, filmes e peças de teatro são
indicadas, desde que sirvam de pauta para conversa
depois. Quando recontamos uma história, exercitamos
esquemas de pensamento.
Os computadores, com sua infinidade de jogos,
auxiliam as crianças, desde que não se abuse do uso.
Tudo o que parecer um desafio para a criança vai mantê-
la mentalmente ativa.
Dar autonomia para a criança experimentar
hipóteses é importante, assim como são mais indicados
aqueles brinquedos que necessitem da interferência dela
(os mais sofisticados vêm prontos, a criança não cria em
cima).

Fontes: Clarissa Golbert, professora da Faced-URGS,


psicopedagoga e criadora dos jogos Athurma, e Maura
Corcini Lopes, professora doutora e integrante do
Serviço interdisciplinar de Atendimento e Pesquisa em
Ensino Aprendizagem da Unisinos.

JOGOS BOOLE
Av. Capivari, 165 – Cristal – POA
CEP 90810-070
PSICOPEDAGOGA : ANA MELLO
FONE : 99175756
Fontes: