Sie sind auf Seite 1von 3

A Fé que Opera em Dias de Trevas

T. Austin - Sparks
Publicação: 25/05/2007
“Ah, Senhor Jeová ... não há nada demasiadamente difícil para Ti”.
Nosso lema para 1970 foi baseado na declaração de Jeremias, no capítulo 32, verso 17:
“Ah, Senhor Jeová ... não há nada demasiadamente difícil para Ti”. Esta declaração foi
feita em circunstâncias de extrema dificuldade. Veja qual era a situação.

Jeremias estava sozinho na prisão, talvez numa masmorra. Seu ministério, após 40 anos,
estava interrompido, talvez pessoalmente acabado. Jerusalém estava sitiada pelos
Caldeus, e a ponto de ser tomada, e a terra conquistada e destruída. O povo estava prestes
a ir para o cativeiro, e Jeremias sabia que seria por 70 anos.

Naquela situação de aparente desesperança, o Senhor falou a Jeremias que o seu primo
Hanamel iria vir a ele, como o mais próximo parente que tinha o direito de resgate, a fim
de lhe pedir que comprasse – redimisse – a terra da família, o campo em Anatote. Poderia
ter sido um ótimo negócio para Hanamel, pois Jeremias provavelmente seria morto e o
campo estaria perdido, se não fosse redimido. Talvez Hanamel não estivesse acreditando
nas profecias fantasiosas de Jeremias e ainda acreditasse que a nação seria salva.
Contudo, para Jeremias a realidade era outra; ele sabia que as suas profecias estavam para
se cumprir. Comprar o campo seria uma insensatez, ou uma questão de fé. Ele prosseguiu
com fé, e efetuou a transação meticulosamente, não deixando nenhuma dúvida sobre o
direito de propriedade sobre a terra. Assim fez Hanamel, e o Contrato da Compra foi
assinado, selado e firmado. Jeremias, por direito de resgate, era o proprietário de um
campo que, por longos anos, ficaria sob o domínio de estrangeiros. Ele próprio sabia que
nunca iria ocupar a terra. Estaria ele – talvez – encenando uma parábola que tinha um
contexto muito mais amplo? Estaria o Espírito de Deus dando a Jeremias uma profecia?
Haveria um outro Redentor em sua linhagem por trás desta transação de Jeremias, Um
que iria redimir seu direito de herança, mas que teria que esperar por longos anos,
enquanto o inimigo – o príncipe deste mundo – governasse sobre a terra? Estaria Jeremias
apenas cedendo à pressão das circunstâncias?

Não, duas coisas conduziram sua ação. A primeira, Deus tinha falado a ele para comprar
o campo, e o seu sonho e visão a respeito de Hanamel veio a acontecer. Segundo, suas
profecias continham um intervalo no distante horizonte, 70 anos adiante, e aquilo era um
raio de esperança na escuridão atual. Sua fé agiu em direção aquele raio de luz, e, não
pensando em si próprio, ele agiu pela posteridade.

REAÇÃO

Jeremias foi provado. Ele parece ter saído vivo das implicações que tinha feito, e uma
batalha ocorreu. Ele teve que pedir ajuda ao Onipotente Deus. “Ah, Senhor, Jeová, eis
que Tu criastes os céus e a terra com o Teu grande poder, e com o Teu braço estendido;
não há nada demasiadamente difícil para Ti.” Jeremias 32.17. Isto, seguramente, é um
prenúncio da “fé no Filho de Deus.” Agora, há algumas lições valiosas para nós neste
incidente:
Há tempos nos quais estamos tão seguros de que o Senhor têm nos conduzido por um
certo caminho, para fazer algo, ou para um certo propósito. Isto vem a nós de forma
muito viva e segura. Quando isso acontece, parece haver uma certeza real de que tudo
vem do Senhor. Até mesmo aparecem os nossos Hanameis nessas horas. Fazemos o nosso
compromisso, respondemos à chamada, e a fé segue conosco. Então, somos invadidos por
forças contrárias, somos presos. Parece que os exércitos Caldeus nos cercam.

A tentação nos leva a pensar se por acaso não cometemos um engano. Uma batalha nas
trevas é travada e toda a questão sobre a fidelidade de Deus é levantada. Quão verdadeiro
para a história é o fato de que o povo do Senhor, e seus servos em particular, jamais
podem tomar uma posição com Ele sem – mais cedo ou mais tarde serem provados
severamente. A atitude de Jeremias deve estar em nossa mente. Ele agiu sem que
qualquer interesse pessoal estivesse influenciando-o. Ele se anulou em sua ação, pois
sabia que poderia não estar vivo para ver a redenção da terra. Sua fé não foi egoísta, mas
olhou para muito além do seu período de vida. Isto foi um verdadeiro teste de que aquela
fé era genuína. As dúvidas jamais enfraqueceram sua ação.

Talvez as muitas reações da dúvida sejam até permitidas, afim de provar a qualidade da
fé. Uma masmorra e um exército inimigo são suficientes para provar a veracidade da
visão. “Enquanto olhamos, não para as coisas que são vistas, mas para as que não são
vistas”.

Jeremias tinha uma quantidade esmagadora de impossibilidades, o “demasiadamente


difícil” é a sua situação aparente. Teria sido muito fácil, a qualquer momento, render-nos
às condiões existentes. Cada servo de Deus, a quem tem sido dada a “visão celestial”, e
que tem conhecido os “propósitos eternos”, tem, após um período de compromisso, e
algumas corroborações encorajadouras, chegado a um tempo em que é severamente
provado pelas circunstâncias, as quais os levam a muitos questionamentos. As condições
mostram que a fé é vã; a vida irá passar por um desapontamento.

Pense sobre a visão de Pedro, João, Paulo, e então considere o estado das igrejas. Eles
devem ter tido alguma visão que ofuscaram e transcenderam “as coisas que eram vistas”.
Paulo disse: “...olhamos para as coisas que não são vistas.” “Coisas”, não imaginações,
fazem a fé, mas coisas não vistas. Coisas “eternas”, e, como Jeremias, o horizonte de
realização está além da presente hora. Quão fácil- para o nosso tempo presente – seria
dizer que a Igreja está em ruínas irreparáveis; trabalhamos em vão , lançando nossas
vidas por um ideal. Bem, os santos da antiguidade, os profetas, os apóstolos, e acima de
tudo, nosso Senhor Jesus em sua humilhação, nos replicam. “A fé é o título de
propriedade das coisas que não se vêem”. Jeremias com o Contrato de compra de Anatote
obteve o seu direito. Jeremias ligou toda esta questão com o trono de Deus. Este é o
refúgio daquele cuja fé está sendo provada. “Não há nada demasiadamente difícil para
Ti”.
Devemos pedir ao Senhor que primeiramente purifique os nossos corações de qualquer
interesse pessoal e motivações mundanas; e também que crucifique as ambições de
nossas almas, e então nos capacitar a “comprar o campo” com toda confiança.

De Uma Testemunha e um Testemunho” Janeiro-Fevereiro, 1970.

*A tradução deste estudo foi feita voluntariamente por Valdinei N. da Silva, que, por
reconhecer a excelência do conteúdo, coloca o mesmo ao alcance da Igreja de Cristo,
para sua edificação