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SOBRE A MORTE DO REV. SR.

GEORGE WHITEFIELD
John Wesley

Pregado na Capela em Tottenham-Court Road e no Tabernáculo, perto de


Moorfields, no Domingo, 18 de Novembro de 1770.

"Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha


alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu".(Números 23:10)

1. "Que meu fim seja como o dele!". Quantos de vocês se unem a este desejo?
Talvez, existam poucos de vocês que não, até mesmo, nesta numerosa congregação! E, Ó,
que este desejo possa repousar sobre suas mentes! – que ele não morra, até que suas almas
também habitem "onde o perverso cessou de perturbar, e onde o exausto descansa!".

2. Uma exposição elaborada do texto não será esperada nesta ocasião. Ela o reteria,
muito tempo, do pensamento muito agradável de nosso amado irmão, amigo, e pastor; sim,
e pai também: porque quantos estão aqui, aos quais ele "procriou no Senhor!". Não será
mais adequado às suas inclinações, assim como para esta solenidade, falar diretamente
deste homem de Deus, a quem vocês tão freqüentemente ouviram falar neste lugar? – a
finalidade daquelas conversas, vocês sabem: "Jesus Cristo, o mesmo ontem, e hoje, e para
sempre". E nós não podemos:

I. Observar alguns particulares de sua vida e morte?


II. Ter alguns vislumbres de seu caráter?
III. Inquirir em como podemos melhorar esta terrível providência, sua súbita
remoção de nós?

1. Nós podemos, Em Primeiro Lugar, observar alguns poucos particulares de sua


vida e morte. Ele nasceu em Gloucester, em Dezembro de 1714, e matriculou na escola de
gramática lá, com por volta de doze anos. Quando fez dezessete, ele começou a ser
seriamente religioso, e serviu a Deus, no melhor de seu conhecimento. Por volta dos
dezoito, ele se transferiu para a Universidade, e foi admitido no Pembroke College em
Oxford; e um ano depois, tornou-se familiarizado com os Metodistas (assim chamados), aos
quais, desde aquele tempo, ele amou como sua própria alma.

2. Através deles, ele foi convencido de que nós "devemos nascer novamente", ou
que a religião exterior não nos traria proveito algum. Ele juntou-se a eles nos jejuns às
quartas e sextas-feiras; no visitar o doente e prisioneiros; e em reunir os vários fragmentos
de tempo, para que nenhum momento pudesse ser perdido: e mudou o curso de seus
estudos; lendo principalmente tais livros que entravam no âmago da religião e conduzia
diretamente a um conhecimento experimental de Jesus Cristo, e Ele crucificado.

3. Ele logo foi tentado como com fogo. Não apenas sua reputação foi perdida, e
alguns dos seus mais queridos amigos desistiram dele; mas ele foi experimentado com
provações interiores, e estas do tipo mais severo. Muitas noites, ele se deitou sem sono em
sua cama; muitos dias, prostrado no chão. Mas depois que gemeu diversos meses, sob o
"espírito da escravidão", Deus se agradou de remover-lhe o fardo pesado; dando-lhe "o
Espírito de adoção"; capacitando-o, através da fé viva, a se agarrar ao "Filho do Seu
amor".

4. No entanto, pensou-se necessário, para a recuperação de sua saúde, que estava


enfraquecida, que ele fosse para o campo. Ele, concordantemente foi para Gloucester, onde
Deus o capacitou para despertar diversos jovens. Esses, logo se reuniram em uma pequena
sociedade, e foram alguns dos primeiros frutos do seu trabalho. Pouco tempo depois, ele
começou a ler, duas ou três vezes por semana, para alguns pobres na cidade; e todos os
dias, ele lia e orava com os prisioneiros na cadeia do condado.

5. Estando agora por volta de vinte e um anos de idade, foi-lhe solicitado que
entrasse nas ordens santas. Disto, ele estava grandemente temeroso, profundamente
consciente de sua própria insuficiência. Mas o próprio bispo enviou-lhe convite e lhe disse:
"Embora eu tenha proposto ordenar ninguém com menos de vinte e três anos, ainda assim,
eu ordenarei você, quando quer que você venha" –- e diversas outras circunstâncias
providenciais ocorreram –- ele ofereceu-se, e foi ordenado no Domingo da Trindade, em
1736. No domingo seguinte, ele pregou para um auditório lotado, na igreja em que foi
batizado. A semana seguinte, ele retornou para Oxford, e recebeu seu grau de Bacharel: ele
estava agora completamente ocupado; o cuidado com os prisioneiros e os pobres caiu
principalmente sobre ele.

6. Mas não muito tempo depois, ele foi convidado a Londres, para servir ao curato
de um amigo que ia para o interior. Ele continuou lá dois meses, habitando na Torre, lendo
orações na capela, duas vezes por semana, catequizando e pregando uma vez, além de
visitar os soldados nos acampamentos e enfermaria. Ele também lia orações, todas as
tardes, na capela em Wapping, e pregava na prisão de Ludgate, toda terça-feira. Enquanto
ele esteve aqui, cartas vieram de seus amigos da Geórgia, que o fizeram desejar ajudá-los:
mas não visualizando claramente seu chamado, no momento designado, ele retornou para
sua pequena responsabilidade em Oxford, onde diversos jovens se encontravam
diariamente em sua sala, para edificarem uns aos outros em sua mais santa fé.

7. Mas ele rapidamente recebeu convite de lá novamente, para suprir o curato de


Dummer, em Hampshire. Aqui, ele lia orações, duas vezes ao dia; cedo na manhã, e à tarde,
depois que as pessoas vinham do trabalho. Ele também catequizava diariamente as crianças,
e fazia visitas de casa em casa. Ele agora dividia o dia em três partes, distribuindo
proporcionalmente oito horas para o sono e refeições, oito horas para estudo e isolamento, e
oito horas para ler as orações, catequizar, e visitar as pessoas. Existe uma maneira mais
excelente de servir a Cristo e Sua Igreja? Se não, quem "seguirá o exemplo e fará o
mesmo?".

8. Ainda assim, sua mente se inquietava em sair fora de casa; e estando agora
completamente convencido de que ele foi chamado por Deus para isto, ele colocou todas as
coisas em ordem, e, em Janeiro de 1737, partiu para se despedir dos seus amigos em in
Gloucester. Foi nesta jornada, que Deus começou a abençoar seu ministério de uma
maneira incomum. Onde quer que ele pregasse, multidões espantosas de ouvintes se
reuniram, em Gloucester, em Stonehouse, em Bath, em Bristol; de modo que o calor das
igrejas dificilmente era suportável: e as impressões feitas nas mentes de muitos não eram
menos extraordinárias. Depois de seu retorno a Londres, enquanto ele esteve detido pelo
general Oglethorpe, de semana a semana, e de mês a mês, agradou a Deus abençoar a sua
palavra ainda mais. E ele foi infatigável em seu trabalho: geralmente aos domingos, ele
pregava quatro vezes, para os excessivamente grandes auditórios; além de ler as orações,
duas ou três vezes, e caminhar de um lado para outro, freqüentemente dez ou doze milhas.

9. Em 28 de Dezembro, ele deixou Londres. Foi no dia 29, que ele primeiro pregou,
sem apontamento. Em 30 de Dezembro, ele embarcou; mas foi acima de um mês antes, que
ele fez-se ao largo. Um efeito feliz de suas muito vagarosas passagens, ele menciona no
mês de Abril seguinte: "Abençoado seja Deus, que nós agora vivemos muito
confortavelmente em uma grande cabine. Nós falamos nada mais do que Deus e Cristo; e
escassamente uma palavra é ouvida, em nosso meio, quando juntos, mas o que tem
referência a nossa queda, no primeiro Adão, e nosso novo nascimento, no Segundo".
Parece, igualmente, ter sido uma providência peculiar que ele pudesse passar pouco tempo
em Gibraltar; onde ambos cidadãos e soldados, alto e baixo; jovem e idoso, reconheceram o
dia da visitação deles.

10. Do domingo, 7 de Maio de 1738, até final de Agosto seguinte, ele "fez prova
completa de seu ministério", na Geórgia, particularmente, em Savana: onde leu orações e
expôs duas vezes ao dia, e visitou os doentes diariamente. No domingo, ele explanou às
cinco da manhã; às dez, leu as orações e pregou, e às três da tarde; e às sete da tarde, expôs
o Catecismo da Igreja. Quão mais fácil é para nossos irmãos, no ministério, quer na
Inglaterra, Escócia, ou Irlanda, encontrar falhas, com tal trabalhador na vinha do Senhor, do
que seguir seu exemplo!

11. Foi, neste momento, que ele observou a condição deplorável de muitas crianças
aqui; e Deus colocou em seu coração o primeiro pensamento de fundar um Orfanato, para o
qual ele determinou levantar contribuições na Inglaterra, se Deus pudesse dar a ele um
salvo retorno de lá. Em Dezembro seguinte, ele retornou para Londres; e, no domingo, 14
de Janeiro de 1739, ele foi ordenado sacerdote, na Igreja de Cristo, em Oxford. No dia
seguinte, veio para Londres novamente; e no domingo dia 21, pregou duas vezes. Mas,
embora as igrejas fossem largas, e excessivamente cheias, ainda assim, muitas centenas
permaneceram no pátio da igreja, e centenas mais retornaram para suas casas. Isto colocou
sobre ele o primeiro pensamento de pregar ao ar livre. Mas, quando ele mencionou isto a
seus amigos, eles julgaram ser mera loucura: assim, ele não levou isto em execução, até
depois que ele deixou Londres. Foi na quarta-feira, 21 de Fevereiro, que, encontrando todas
as portas da igreja fechadas em Bristol (além de que não havia igreja capaz de conter
metade da congregação), às três da tarde, ele foi para Kingswood, e pregou fora de casa,
para aproximadamente duas mil pessoas. Na sexta-feira, ele pregou lá para quatro ou cinco
mil; no domingo para, supõe-se, dez mil! O número continuamente crescendo todo o tempo
em que ele esteve em Bristol, e a chama do amor santo foi acesa, o que não facilmente seria
apagada. A mesma chama foi, mais tarde, acesa em várias partes de Gales, de
Gloucestershire, e Worcestershire. Na verdade, onde quer que ele esteve, Deus
abundantemente confirmou a palavra de seu mensageiro.
12. No domingo, dia 29 de Abril, ele pregou, pela primeira vez, em Moorfields, e
em Kennington Common; e os milhares de ouvintes estavam tão quietos, como se eles
estivessem na igreja. Novamente detido na Inglaterra, por vários meses, ele fez pequenas
excursões nos diversos condados, e recebeu as contribuições de multidões desejosas de um
Orfanato na Geórgia. O embargo que estava agora colocado sobre a embarcação, deu a ele
folga para mais jornadas, através das várias partes da Inglaterra, pelo que muitos terão
razão de dar graças a Deus, por toda a eternidade. Por fim, em 14 de Agosto, ele embarcou:
mas ele não aportou na Pensilvânia, até 30 de Outubro. Mais tarde, ele foi, através da
Pensilvânia, para Jersey, Nova York, Maryland, Virgínia, Carolina do Norte; pregando
continuamente para as imensas congregações, com tão grandes e completos efeitos, como
na Inglaterra. Em 10 de Janeiro de 1740, ele chegou em Savana.

13. Em 29 de Janeiro, ele acrescentou três órfãos desamparados, para perto de vinte
que ele tinha em sua casa antes. No dia seguinte, ele colocou o alicerce para a nova casa,
por volta de dez milhas de Savana. Em 11 de Fevereiro, ele ingressou quatro órfãos mais; e
partiu para Frederica, com o objetivo de mandar vir os órfãos que estavam nas partes sul da
colônia. Em seu retorno, ele fixou uma escola, para os filhos e pessoas adultas, em Darien.
E trouxe quatro órfãos de lá. Em 25 de Março, ele colocou a primeira pedra do Orfanato;
para o qual, com grande propriedade, ele deu o nome de Bethesda [significa "casa da
misericórdia"]; uma obra para a qual os filhos ainda não nascidos deveriam louvar ao
Senhor. Ele tinha agora por volta de quarenta órfãos, de maneira que havia perto de
centenas de bocas para serem alimentadas diariamente. Mas ele não "se preocupou com
nada", colocando seus cuidados sobre Ele que alimenta os corvos jovens que chamam por
Ele.

14. Em Abril, ele fez uma outra viagem, através da Pensilvânia, os Jerseys, e Nova
York. Multidões inacreditáveis reuniram-se para ouvir, em meio aos quais havia abundância
de negros. Em todos os lugares, a maior parte dos ouvintes era afetada a um grau espantoso.
Muitos foram profundamente convencidos de seu estado de perdição; muitos
verdadeiramente se converteram a Deus. Em alguns lugares, milhares clamaram alto;
muitos quando nas agonias da morte; a maioria afundava-se em lágrimas; alguns
empalideciam como na morte; outros retorciam suas mãos; outros caíam ao chão; outros se
afundavam nos braços de seus amigos; quase todos levantavam seus olhos e clamavam por
misericórdia.

15. Ele retornou para Savana, em 5 de Junho. Na tarde seguinte, durante o serviço
público, o todo da congregação, jovem e idoso, estavam dissolvidos em lágrimas: depois do
serviço, diversos dos paroquianos e todos os seus familiares, particularmente, as crianças
pequenas, retornaram para casa, clamando por toda a estrada, e alguns não puderam ajudar
orando em voz alta. Os gemidos e gritos das crianças continuaram toda a noite, e grande
parte do dia seguinte.

16. Em Agosto, ele partiu novamente, e através de várias províncias veio para
Boston. Enquanto esteve aqui, e nos lugares vizinhos, ele esteve extremamente fraco no
corpo; ainda assim, multidões de ouvintes eram tão grandes, e os efeitos produzidos neles
tão espantosos, como os mais antigos, então, vivos na cidade, nunca viram ou ouviram
anteriormente. O mesmo poder atendeu suas pregações em Nova York, particularmente no
domingo, dia 2 de Novembro: quase tão logo ele começou, clamor, choro e lamentos eram
ouvidos de todos os lados. Muitos sucumbiram ao chão, quebrantados no coração; e muitos
foram preenchidos com a consolação divina. Em direção ao fim de sua jornada, ele fez esta
reflexão: "Este é o septuagésimo quinto dia, desde que eu cheguei em Rhode Island,
excessivamente fraco no corpo; ainda assim, Deus me capacitou a pregar cento e setenta e
cinco vezes em público, além de exortar freqüentemente em privado! Nunca Deus
concedeu-me maiores confortos: nunca eu executei minhas jornadas com menos fadiga, ou
vi tal continuidade da divina presença nas congregações para as quais eu preguei". Em
Dezembro, ele retornou para Savana, e em Março seguinte chegou na Inglaterra.

17. Você pode facilmente observar, que o relato precedente é extraído


principalmente de seu próprio Diário, que, por causa da simplicidade natural e simples
deles, pode rivalizar com alguns escritos do tipo. E que exemplo exato é este de seus
trabalhos, tanto na Europa quanto na América, para a honra de seu amado Mestre, durante
os trinta anos que se seguiram, assim como da ininterrupta chuva de bênçãos, na qual Deus
se agradou de produzir de seus trabalhos! Não é para se lamentar muito, que alguma coisa
tivesse impedido sua continuidade deste relato, até, pelo menos, perto do momento em que
ele foi chamado pelo seu Senhor, para deleitar-se dos frutos de seu trabalho? Se ele tivesse
deixado alguns papéis deste tipo, e seus amigos me relatassem digno de honra, seria minha
glória e alegria sistematizar, transcrever, e prepará-los para o conhecimento público.

18. Um relato particular da última cena de sua vida é dada por um cavalheiro de
Boston:--

"Depois de aproximadamente um mês conosco em Boston, e sua adjacência, e


pregando todos os dias, ele foi para Velha York; pregou na quinta-feira, 27 de Setembro,
lá; prosseguiu para Portsmouth, e pregou na sexta-feira. No sábado de manhã, ele partiu
para Boston; mas antes que viesse para Newbury, onde ele tinha se comprometido a pregar
na manhã seguinte, ele foi importunado a pregar pelo caminho. A casa não sendo larga, o
suficiente, para conter as pessoas, ele pregou em um campo aberto. Mas tendo estado
enfermo, por diversas semanas, isto exauriu suas forças, de maneira que quando ele veio
para Newbury, ele não pôde sair da embarcação, sem a ajuda de dois homens. À tarde, no
entanto, ele recuperou sua vivacidade, e apareceu com sua usual alegria. Ele foi para seus
aposentos às nove; ele fixou tempo, o que nenhuma companhia poderia fazê-lo mudar de
idéia, e dormiu melhor do que tinha feito, por algumas semanas antes. Ele se levantou às
quatro da manhã, no dia 30 de Setembro, e foi para seu closet, e sua companhia observou
que ele estava demorando, de maneira incomum, em seu privativo. Ele deixou seu closet,
retornou para sua companhia, atirou-se na cama, e ficou por volta de dez minutos. Então,
ele caiu de joelhos, e orou mais fervorosamente a Deus, para que, se fosse consistente com
a vontade Dele, ele pudesse aquele dia terminar a obra de seu Mestre. Ele, então, desejou
que seu ajudante chamasse o Sr. Parsons, o clérigo, em cuja casa ele estava; mas, um
minuto antes que o Sr. Parson pudesse chegar até ele, morreu, sem um suspiro, ou gemido.
Nas notícias de sua morte, seis cavalheiros partiram para Newbury, com o objetivo de
trazer seus restos mortais para cá: mas ele não poderia ser removido; de modo que suas
preciosas cinzas devem permanecer em Newbury. Centenas teriam vindo desta cidade para
atender seu funeral, não tivessem eles esperado que fosse enterrado aqui... Que este golpe
seja santificado para a Igreja de Deus, em geral, e para esta província em específico!".
II

1. Em Segundo Lugar, vamos tomar algumas visões de seu caráter. Uma pequena
delineação disto foi logo depois publicada, na Gazeta de Boston; um extrato do qual está
anexo: -- ["Pouco pode ser dito dele, mas o que todo amigo do Cristianismo vital, aquele
se colocou sob seu ministério irá atestar".]

"Em seus trabalhos públicos ele, por muitos anos, espantou o mundo com sua
eloqüência e devoção. Com que compaixão divina ele persuadiu o impenitente pecador a
abraçar a prática da devoção e virtude! [Preenchida com o espírito da graça, ele] falou do
coração, e com um zelo fervente, talvez, sem paralelo, desde o dia dos Apóstolos
[adornadas as verdades, ele entregou com o mais gracioso fascínio de retórica e oratória].
Do púlpito ele não teve rival no comando de um auditório superlotado. Nem ele foi o
menos agradável e instrutivo em sua conversação privada; feliz em uma notável facilidade
de endereçar-se; disposto a comunicar, cuidadoso para edificar. Pode a geração que surge
pegar uma faísca daquela chama que brilhou, com tal brilho distinto, no espírito e prática
deste servo fiel do Altíssimo Deus!".

2. Um caráter dele mais específico e igualmente justo apareceu em um dos


documentos ingleses. Pode não ser enfadonho a você acrescentar à essência deste
igualmente:- -

"O caráter desta pessoa verdadeiramente devota deve ser [profundamente]


imprimida no coração de todo amigo da religião vital. A despeito de sua constituição terna
[e delicadeza], ele continuou até o fim de sua vida, pregando, com a freqüência e fervor,
que parecia exceder a força natural do mais robusto. Sendo chamado ao exercício de sua
função, em uma idade, em que a maioria dos jovens está apenas começando a qualificar-se
para isto, ele não teve tempo para um progresso considerável nas linguagens aprendidas.
Mas este defeito foi amplamente suprido por uma índole viva e fértil, por um zelo fervente,
e por uma convincente e mais persuasiva elocução. E, embora no púlpito ele
freqüentemente achasse necessário, através 'dos terrores do Senhor, persuadir homens', ele
tinha nada de melancólico em sua natureza; sendo singularmente alegre, assim como
caridoso e de bom coração. Ele esteve tão pronto a aliviar as necessidades corpóreas e
espirituais daqueles que apelaram a ele".

"Deve também ser observado que ele constantemente reforçava, junto à sua
audiência, toda obrigação moral; particularmente diligência em seus diversos chamados, e
obediência aos seus superiores. Ele se empenhou, através dos esforços mais
extraordinários pregar, em diferentes lugares, e, até mesmo, em campos abertos, para
estimular as pessoas de classe mais baixa, do último grau de desatenção e ignorância,
para um senso de religião. Para isto, e seus outros trabalhos, o nome de GEORGE
WHITEFIELD será lembrado por muito tempo com estima e veneração".

3. Que ambos esses relatos são justos e imparciais, prontamente se admitirá, ou seja,
tão longe quanto eles forem. Mas eles vão um pouco mais além do que o exterior do seu
caráter. Eles mostram a vocês o pregador, mas não o homem, o cristão, o santo de Deus.
Posso acrescentar um pouco sobre este assunto, de um conhecimento pessoal de quase
quarenta anos: Na verdade, eu estou totalmente consciente quão difícil é falar sobre assunto
tão delicado; mas a prudência requer evitar, ambos os extremos, para dizer nem tão pouco,
nem muito! Não. Eu sei que é impossível falar, afinal; dizer tanto mais quanto menos, sem
atrair de alguns o padrão; de outros, as recentes censuras. Alguns irão seriamente pensar
que muito pouco é dito; e outros, que é muito. Mas, sem atentar para isto, eu falarei
exatamente o que sei, diante Dele a quem nós todos deveremos prestar contas.

4. Menção já tem sido feita de seu zelo sem paralelo; sua atividade infatigável; sua
sensibilidade para com o aflito, e caridade em direção ao pobre. Mas nós devemos
igualmente mencionar sua profunda gratidão a todos que Deus usou como instrumentos do
bem para ele? – dos quais ele não cessou de falar, da maneira mais respeitosa, até mesmo,
no dia de sua morte. Nós não devemos mencionar que ele tinha um coração suscetível à
mais generosa e terna amizade? Eu freqüentemente tenho ensinado que isto, de todas as
outras, foi a parte distinta de seu caráter. Quão poucos, nós temos conhecido, de tão
delicado temperamento, de tão largas e harmoniosas afeições! Não foi principalmente por
isto, que os corações de outros estavam tão estranhamente mergulhados e unidos a ele?
Pode alguma coisa, a não ser o amor, produzir amor? Isto se refletia em seu próprio
semblante, e continuamente exalava em todas as suas palavras, quer em público ou privado.
Não foi isto que, rápido e penetrante como a luz, fluiu de coração a coração? Que deu
aquela vida aos seus sermões, suas conversações, suas cartas? Vocês são testemunhas!

5. Mas, fora com a vil interpretação errônea de homens de mentes corruptas, que
não conhecem o amor, mas o que é mundano e sensual! Que seja lembrado, ao mesmo
tempo, que ele foi dotado com a mais doce e pura modéstia. Seu ofício o chamou a
conversar muito freqüentemente e largamente com mulheres, assim como com homens; e
esses de todas as idades e condições. Mas todo seu comportamento em direção a eles foi
uma observação prática sobre aquele conselho de Paulo a Timóteo: "Trate as mulheres
mais idosas, como mães, e as mais jovens, como irmãs, com toda pureza".

6. Entretanto, quão adequado às afabilidades de seu espírito foi a franqueza e


clareza de sua conversação! – embora estivesse tão longe da rudeza, por um lado, assim
como da fraude [e dissimulação] de outro. Não foi esta franqueza, uma vez, o fruto e prova
de sua coragem e intrepidez? Armado com esses, ele não temeu as faces dos homens, mas
"usou de grande clareza de discurso", com pessoas de todo nível e condição, alta ou baixa;
rica ou pobre; esforçando-se apenas "pela manifestação da verdade, recomendar-se a toda
consciência humana, aos olhos de Deus".

7. Nem ele esteve temeroso de trabalho ou dor, mais do que "o que o homem
[poderia] fazer a ele"; sendo igualmente paciente, em suportar o mal, e fazer o bem. E isto
pareceu na firmeza com que ele diligenciou o que ele empreendeu fazer, por amor a seu
Mestre. Testemunhem um exemplo de todos: -- o Orfanato na Geórgia, que ele começou e
concluiu, a despeito de todos os desencorajamentos. Na verdade, no que dissesse respeito a
si mesmo, ele era complacente e flexível. Neste caso, era "fácil de ser solicitado"; fácil de
ser, tanto convencido quanto persuadido. Mas era imutável nas coisas de Deus, ou onde
quer que sua consciência estivesse interessada. Ninguém poderia persuadi-lo, não mais do
que aterrorizá-lo a mudar, no menor ponto, daquela integridade que foi inseparável de todo
seu caráter, e regulou todas as suas palavras e ações. Nisto ele permaneceu como um pilar
de ferro forte, e firme como um muro de bronze.

8. Se for inquirido qual foi o alicerce desta integridade, ou de sua sinceridade,


coragem, paciência, e todas as outras valiosas e agradáveis qualidades, é fácil dar uma
resposta. Não foi a excelência de seu temperamento natural, nem a força de seu
entendimento; não foi a força da educação; não, nem o conselho de seus amigos; não foi
outro do que a fé no Senhor que sangra; "fé daquela operação de Deus". Foi a "esperança
viva da herança incorruptível, imaculada, e que não desaparece". Foi "o amor de Deus,
espalhado por todo seu coração, através do Espírito Santo, que foi dado junto a ele",
preenchendo sua alma com amor terno e desinteressado por todo filho do homem. Desta
fonte, ergueu-se aquela torrente de eloqüência que freqüentemente fez cair todos diante
dela; disto, desta força de persuasão espantosa que a maioria dos ouvintes endurecidos não
pôde resistir. Isto foi o que freqüentemente fez sua "cabeça como águas, e seus olhos como
uma fonte de lágrimas". Esta foi o que o capacitou a derramar sua alma em oração, de uma
maneira específica a ele mesmo, com tal plenitude e facilidade, unidas com tal força e
variedade, ambas de sentimento e expressão.

9. Eu posso encerrar este assunto, observando que honra agradou a Deus colocar
sobre este servo fiel, permitindo-lhe declarar Seu Evangelho eterno, em tantas regiões, para
tais números de pessoas, e com tão grande efeito sobre muitas de suas preciosas almas! Nós
lemos ou ouvimos de alguma pessoa, desde os Apóstolos, que testificaram o Evangelho da
graça de Deus, através de um espaço tão amplamente estendido, através de tão larga parte
do mundo habitado? Nós lemos ou ouvimos de alguma pessoa, que chamou tantos
milhares, tantas miríades de pecadores ao arrependimento? Acima de tudo, temos lido ou
ouvido de alguém que tenha sido instrumento abençoado, nas mãos Dele, em trazer tantos
pecadores "das trevas para a luz; do poder de satanás, para o poder de Deus?". É verdade,
fôssemos falar assim para o mundo festivo, nós seriamos julgados por falarmos como
bárbaros. Mas vocês entendem a linguagem da região a qual vocês estão indo, e da qual
nosso querido amigo foi, pouco antes de nós.

III

Mas como devemos melhorar esta terrível providência? Esta é a terceira coisa que
nós temos que considerar. E a resposta a esta importante questão é fácil (possa Deus
escrevê-la em todos os nossos corações!) Mantendo-nos próximos às grandes doutrinas que
ele entregou, e bebendo em seu espírito.

1. E, Em Primeiro Lugar, vamos nos manter próximos às grandes doutrinas


bíblicas que ele em todos os lugares declarou. Existem muitas doutrinas, de uma natureza
menos essencial, com respeito às quais, até mesmo os filhos sinceros de Deus (tal é o
presente estado de fraqueza do entendimento humano) estão e têm estado divididos por
muitas eras. Nessas, nós podemos pensar e deixar pensar; nós podemos "concordar em
discordar". Mas, entretanto, vamos abraçar as essências "da fé que uma vez foi entregue
aos santos"; e que este campeão de Deus, tão fortemente insistiu a respeito, em todos os
tempos, e em todos os lugares!
2. Seu ponto fundamental foi: "Dê a Deus toda a glória do que quer que seja bom no
homem"; e, "na tarefa da salvação, coloque Cristo tão alto, e o homem tão baixo, quanto
possível". Com este ponto, ele e seus amigos em Oxford, os originais Metodistas, assim
chamados, puseram-se a caminho. O grande princípio deles era, não existe poder (pela
natureza) e no mérito do homem. Eles insistiram: todo poder para pensar, falar, e agir
corretamente, está no Espírito de Cristo, e origina-se Dele; e todo mérito (não no homem,
por maior que seja na graça, mas meramente) no sangue de Cristo. Assim, ele e eles
ensinaram: não existe poder no homem, até que seja dado a ele do alto, fazer alguma boa
obra, falar alguma boa palavra, e formar um bom desejo. Porque não é suficiente dizer,
todos os homens estão doentes do pecado: não, nós estamos todos "mortos nas
transgressões e pecados". Segue-se que, todos os filhos dos homens são, "pena natureza,
filhos da ira". Nós somos todos, "culpados diante de Deus", e propensos à morte temporal e
eterna.

3. E nós estamos todos desamparados, ambos com respeito ao poder e à culpa do


pecado. "Porque quem tira uma coisa limpa da impureza?". Ninguém menos do que o
Altíssimo. Quem pode ressuscitar esses dos mortos; espiritualmente mortos no pecado?
Ninguém, a não ser Ele que nos ressuscita do pó da terra. Mas em consideração a que, Ele
fará isto? "Não pelas obras de retidão que fizermos". "O morto não pode louvar a Ti, Ó,
Senhor"; nem fazer coisa alguma, pelo seriam ressuscitados para a vida. O que quer,
portanto, que Deus faça, Ele faz meramente por causa do seu bem-amado Filho: "Ele foi
ferido por nossas transgressões; Ele foi injuriado por nossas iniqüidades". Ele mesmo
"carregou nossos pecados em seu próprio corpo no madeiro". Ele "foi entregue por nossas
ofensas, e ressuscitou novamente por nossa justificação". Aqui, então, está a única causa
meritória de todas as bênçãos que nos desfrutamos e podemos desfrutar; em específico, de
nosso perdão e aceitação com Deus; de nossa completa e livre justificação. Mas, por quais
meios nós nos tornamos interessados no que Cristo tem feito e sofrido? "Não pelas obras, a
fim de que homem nenhum se vanglorie"; mas pela fé somente. "Nós concluímos", diz o
Apóstolo, "que um homem é justificado pela fé, sem as obras da lei". E "a tantos quanto"
assim "O recebam, Ele dá poder para torná-los filhos de Deus; certamente, àqueles que
acreditam em Seu nome; que são nascidos, não da vontade do homem, mas da vontade de
Deus".

4. E, "exceto que o homem seja", desta forma, "nascido do Espírito", ele tem "o
reino de Deus nele". Cristo estabeleceu Seu reino em seu coração; "retidão, paz, e alegria
no Espírito Santo". "A mente que estava em Cristo, está nele", capacitando-o a "caminhar
como Cisto também caminhou". O Espírito que habita nele o torna ambos, santo no
coração, e "santo em todo modo de vida". Mas, ainda assim, vendo tudo isto, como um dom
livre, através da retidão e sangue de Cristo, existe eternamente a mesma razão para lembrar
que "Ele que glorifica, que ele glorie-se no Senhor".

5. Vocês não são ignorantes de que essas são as doutrinas fundamentais, nas quais
ele insistiu a respeito, em todos os lugares. E elas não podem ser resumidas, por assim
dizer, em duas palavras, -- o novo nascimento e a justificação pela fé? A respeito destas,
permitam-nos insistir, com toda ousadia, em todos os tempos, e em todos os lugares, -- em
público (aqueles de nós, chamados para isto), e em todas as oportunidades em particular.
Fiquem perto dessas boas, velhas e antiquadas doutrinas, por mais que muitos contradigam
e blasfemem. Sigam, meus irmãos, em "nome do Senhor, e no poder de Sua força". Com
todo cuidado e diligência, "mantenham ileso o que é confiado aos seus cuidados"; sabendo
que "céus e terra passarão, mas esta verdade não passará".

6. Mas será suficiente manter-se próximo à suas doutrinas, por mais puras que elas
sejam? Não existe um ponto de ainda maior importância do que isto, ou seja, beber de seu
espírito? – ser, aqui, um seguidor dele, até mesmo, como ele foi de Cristo? Sem isto, a
pureza de nossas doutrinas apenas aumentaria nossa condenação. Esta, portanto, é a coisa
principal – tomar como modelo seu espírito. E admitindo que, em alguns pontos, devemos
estar contentes em admirar o que nós não pudermos imitar; sim, em muitos outros, nós
podemos, através da mesma graça livre, ser parceiros da mesma bênção. Cônscios, então,
de suas próprias necessidades e de Seu amor abundante, aquele que "dá livremente, e não
censura", clame a Ele que opera tudo em todos, pela medida da mesma fé preciosa; do
mesmo zelo e atividade; as mesmas justiças de misericórdias, bondade, benevolência. Luta
com Deus, pelo mesmo grau de temperamento afetivo, grato, amigável; da mesma
franqueza, simplicidade e sinceridade santas; "amor sem dissimulação". Pelejem, até o
poder do alto operar em vocês a mesma coragem e paciência, firmes; e, acima de tudo,
porque é a coroa de tudo, a mesma integridade invariável.

7. Existe algum outro fruto da graça de Deus, com que ele foi eminentemente
dotado, e a necessidade do qual, em meio aos filhos de Deus, ele freqüentemente e
veementemente lamentou? Existe um, que é o amor universal; aquela afeição terna e
sincera que é devida a todos aqueles que têm razão para acreditar que são filhos de Deus,
pela fé; em outras palavras, todos aqueles, em toda persuasão, que "temem a Deus e
operam a retidão". Ele desejou ver todos que "testaram da boa palavra"; do verdadeiro
espírito universal; uma palavra pouco entendida e ainda assim menos experimentado, por
muitos que a têm freqüentemente em suas bocas. Quem é este que responde a este caráter?
Quem é o homem de um espírito universal? Alguém que ama, como amigos, como irmãos
no Senhor, como parceiros unidos do presente reino do céu, e co-herdeiros de Seu reino
eterno, todos, de qualquer que seja a opinião, modo de adoração, ou congregação, que
crêem no Senhor Jesus; que amam a Deus e ao homem; que, se regozijando em agradar, e
temendo ofender a Deus, são cuidadosos para absterem-se do mal, e zelosos das boas obras.
É um homem de um espírito verdadeiramente católico, aquele que suporta todos esses
continuamente sobre seu coração; aquele que, tendo uma ternura inexplicável para com
essas pessoas, e um desejo sincero do bem-estar dela, não cessa de recomendá-los a Deus
em oração, assim como de defender a causa deles diante de homens; quem fala
confortavelmente com ele, e trabalha, através de todas as suas palavras, para fortalecer suas
mãos em Deus. Ele os assiste, no extremo de seu poder, em todas as coisas espirituais e
temporais; ele está pronto a "gastar-se e deixar-se gastar", por eles; sim, "a colocar sua
vida a disposição de seus irmãos".

8. Quão amável caráter é este! Quão desejável a todo filho de Deus! Mas, por que,
então, ele é tão raramente encontrado? Como é que existem tão poucos exemplos dele? Na
verdade, supondo-se que tenhamos testado do amor de Deus, como pode algum de nós
descansar, até que ele seja nosso? Porque, existe um conselho delicado, por meio do qual,
satanás persuade milhares que ele pode parar de repente, e, ainda assim, livrar-se de culpa.
Seria bom, se muitos aqui presentes não tivessem, nesta "armadilha do diabo, se tornado
cativos de sua vontade". "Ó, sim", diz alguém, "eu tenho todo este amor por aqueles que eu
acreditam sejam filhos de Deus; mas eu nunca acreditarei que seja filho de Deus, quem
pertence àquela vil congregação! Você pensa que pode ser um filho de Deus, aquele que
mantém tais opiniões detestáveis? Ou ele que toma parte em tais adorações estúpidas e
supersticiosas, se não, idólatras?". Assim, nós podemos justificar a nós mesmos, em um
pecado, acrescentando um segundo a ele! Nós desculpamos a necessidade de amor, em nós
mesmos, colocando a culpa em outros! Para colorir nosso próprio temperamento diabólico,
nós declaramos que nossos irmãos são do diabo! Ó, fiquem longe disto! – e, se vocês já
foram pegos na armadilha, escapem dela, tão logo quanto possível! Vão e aprendam que o
verdadeiro amor universal "não se apressa", ou se impacienta em julgar; aquele amor que
"não pensa mal"; que "crê e espera todas as coisas"; que permite aos outros, o que
desejamos que os outros nos façam! Então, tomaremos conhecimento da graça de Deus que
está em todo homem, qualquer que seja sua opinião ou modo de adoração; então, todos que
temem a Deus serão próximos e queridos a nós "nas justiças de Jesus Cristo".

9. Não é este o espírito de nosso querido amigo? E por que ele não seria o nosso? Ó,
Tu, Deus do amor, por quanto tempo, Teu povo deve ser um provérbio, em meio aos ateus?
Por quanto tempo, eles zombarão de nós, e dirão: "Veja como esses cristãos amam uns aos
outros!". Quando Tu rolarás fora nossa vergonha? A espada deverá devorar para sempre?
Por quanto tempo, antes que Tu ordenes a Teu povo que deixe de "perseguir uns aos
outros?". Agora, pelo menos, "que todo o povo fique quieto, e não persiga seus irmãos
mais!". Mas o que quer que os outros façam, que todos nós, meus irmãos, ouçamos a voz
dele que, estando morto, ainda assim fala! Suponham ouvi-lo dizer: "Agora, pelo menos,
sejam vocês meus seguidores, como eu fui de Cristo! Que irmão não mais levante a espada
contra irmão; nem vocês saibam mais guerrear!". Antes, coloquem em vocês, como eleitos
de Deus, sensibilidade misericordiosa, humildade de mente, delicadeza fraternal, gentileza,
longanimidade, indulgência uns para com os outros no amor. Que o tempo passado tenha
sido suficiente para a disputa, inveja, contenda; para reprimir e devorar um ao outro.
Abençoado seja Deus, que vocês, há muito, não têm consumido um ao outro! Doravante,
mantenham-se na unidade do Espírito, no laço da paz.

10. Ó, Deus, Junto a Ti, nenhuma palavra é impossível! Tu fazes o que quer que te
agrade! O, se tu fizesses o manto de Teu profeta, a quem tu levas para o alto, agora cair
sobre nós que ficamos! "Onde está o Deus de Elias?". Que seu espírito descanse junto a
estes Teus servos! Mostre que Tu és Deus que responde, através do fogo! Que o fogo do
Teu amor caia sobre todo coração! E porque nós amamos a Ti, que amemos uns aos outros,
com um "amor mais forte que a morte!". Tira fora de nós "toda raiva, ira, e amargura;
todo clamor e maledicência!". Que Teu Espírito, assim, descanse junto a nós, para que,
desde este momento, possamos ser "delicados uns com os outros, bondosos de coração,
perdoando um ao outro, como Deus, por causa de Cristo nos perdoou!".

[(Mateus 25:21) "E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o
pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor"].

Hino – "Servant of God, well done!"

"Servos de Deus, bravo!" / "Bem está, servo bom e fiel"


Servant of God, well done! Servo de Deus, bravo!
Thy glorious warfare’s past; Tua gloriosa luta passou
The battle’s fought, the race is won, A batalha está feita, a corrida, ganha
And thou art crowned at last. E tu foste coroado finalmente

Of all thy heart’s desire De todo desejo de teu coração


Triumphantly possessed; triunfantemente dotado;
Lodged by the ministerial choir Abrigado pelo coro ministerial
In thy Redeemer’s breast. No seio de teu Redentor

In condescending love, No amor condescendente


Thy ceaseless prayer He heard; Tua oração incessante, Ele ouviu;
And bade thee suddenly remove E ordenou tua repentina remoção
To thy complete reward. Para tua completa recompensa

Ready to bring the peace, Pronto para trazer a paz,


Thy beauteous feet were shod, Teus belos pés foram calçados,
When mercy signed thy soul’s release, Quando a misericórdia marcou o alivio de tua alma
And caught thee up to God. E o elevou até Deus.

With saints enthroned on high, Com os santos, entronado no alto,


Thou dost thy Lord proclaim, Tu proclamas teu Senhor.
And still to God salvation cry, E ainda clamas a Deus pela salvação,
Salvation to the Lamb! Salvação ao Cordeiro!

O happy, happy soul! Ó, feliz, feliz alma!


In ecstasies of praise, Em êxtase de louvor
Long as eternal ages roll, Longo como as eras eternas
Thou seest Thy Savior’s face. Tu vês a face de Teu Salvador.

Redeemed from earth and pain, Redimido da terra e dor,


Ah! when shall we ascend, Ah! Quando nós deveremos ascender,
And all in Jesus’ presence reign E todos na presença de Jesus reinar
With our translated friend? Com nosso amigo arrebatado

Come, Lord, and quickly come! Vem, Senhor, e vem rapidamente!


And, when in Thee complete, E, quando em Ti perfeito,
Receive Thy longing servants home, Recebes teus servos saudosos em casa,
To triumph at Thy feet. Para triunfarem aos Teus pés

[A edição Sugden inclui as edições nos colchetes dentro do texto] [Introdução de


Sugden]:

George Whitefield morreu em Newburyport, Massachusetts, trinta milhas de


Boston, em 30 de Setembro de 1770, na casa paroquial Presbiteriana [presbitério], que
ainda está preservado. Ele foi enterrado em uma cripta funerária, sob o púlpito da casa de
reunião Presbiteriana, em 2 de Outubro, conforme sua vontade; e em 1828, um cenotáfio
[memorial] foi erguido na igreja, com uma inscrição adequada: Sob a data de 10 de
Novembro de 1770, Wesley diz: "Eu retornei para Londres, e as notícias melancólicas da
morte do Sr. Whitefield, confirmada por seus testamenteiros, que pediram-me para pregar
seu sermão fúnebre, no domingo dia 18". [Este foi seu próprio desejo. "Se você morrer,
fora de casa", disse Sr. Keen, "quem nós teremos para pregar seu sermão fúnebre? Deverá
ser seu velho amigo, Rev. John Wesley?". Esta questão foi freqüentemente colocada, e
sempre freqüentemente, Whitefield respondia: "Ele é o homem"]. "Com o objetivo de
escrever isto, eu me retirei para Lewisham, na segunda-feira; e no domingo seguinte, fui
para a capela, em Tottenham Court Road. Uma imensa multidão se aglomerou de todos os
cantos da cidade. Eu estava, a princípio, temeroso que grande parte da congregação não
conseguisse ouvir; mas agradou a Deus fortalecer minha voz, de maneira que mesmo
aqueles na porta ouviram distintamente. Foi um momento maravilhoso. Tudo estava quieto
como a noite; a maioria pareceu estar profundamente afetada; e uma impressão, que
alguém poderia esperar não se apagaria rapidamente, foi causada em muitos. No
Tabernáculo, o tempo designado para meu início foi cinco e meia, mas ele estava
completamente cheio às três horas; assim, eu comecei às quatro. A princípio, o barulho
estava excessivamente grande; mas cessou, quando comecei a falar; e minha voz estava
novamente tão fortalecida que todos que estavam dentro puderam ouvir, exceto algum
barulho acidental obstruindo aqui e ali, por poucos momentos. Ó, que todos possam ouvir
a voz Dele, com quem estão as questões da vida e morte; e que, em voz gritante, através
desse golpe inesperado, clama a todos os Seus filhos, para amarem uns aos outros". Na
sexta-feira seguinte, ele repetiu o sermão no Tabernáculo em Greenwich para uma
congregação superabundante. Novamente, em 2 de Janeiro de 1771, ele pregou em
Deptford "um tipo de sermão fúnebre para o Sr. Whitefield. Em todos os lugares, eu desejo
mostrar todo respeito possível pela memória daquele grande e bom homem".

Não se deve esquecer que, neste mesmo tempo, Wesley esteve no centro da
controvérsia com o Rev. Walter Shirley e os pregadores da Condessa de Huntingdon, a
respeito das famosas Atas de 1770, nas quais Wesley colocou claramente as diferenças
entre suas visões e aquelas dos Calvinistas. Foi muito pelo crédito, ambos dos amigos do
Sr. Whitefield e de Wesley que não foi permitido que isto interferisse com aquele convite,
para ele pregar o sermão, nem com seu próprio reconhecimento afetuoso e incansável da
gratidão e bondade de seu colaborador que partira. Na verdade, eles nunca permitiram que a
diferença de opinião, desde a disputa em 1741, interrompesse o amor e estima, mútuos; eles
concordavam diferir, e, ainda assim, amavam um ao outro.

O sermão foi, ao mesmo tempo, publicado em Londres; e uma reimpressão foi


editada em Dublin, também datada de 1770, com um hino adicional, "Glória e graças e
amor"; e foi colocado, mais recentemente, nos sermões no volume IV (1771). Uma ataque
acalorado foi feito sobre ele no Magazine Evangelho de Fevereiro de 1771, provavelmente,
pelo Sr. Romaine. Ele primeiro objetou o texto. "Quão impróprio", ele diz, "aplicar as
palavras de um profeta louco a tão santo homem como Sr. Whitefield!'. É claro que a
resposta de Wesley foi óbvia: ele não aplicou as palavras ao Sr. Whitefield, mas a si
mesmo; e ele ironicamente diz: "Nada seria mais adequado do que para Balaão junior
usar as palavras de seu antepassado; certamente um pobre réprobo pode, sem ofensa,
desejar morrer como um dos eleitos!". A parte mais séria do ataque foi sobre a afirmação
em III (5), de que "as doutrinas fundamentais na qual o Sr. Whitefield insistiu" foram "o
novo nascimento e justificação pela fé". Romaine, ao contrário, afirma que "as grandes
doutrinas fundamentais, que ele pregou em todos os lugares, foram a aliança eterna entre
o Pai e o Filho, e absoluta predestinação fluindo disto".
Wesley responde: (1) "Que o sr. Whitefield não pregou esses em todos os lugares.
Em todos os momentos, eu mesmo o ouvi pregar, e nunca o ouvir afirmar uma sentença
quer de um ou de outro. Sim, em todos os momentos que ele pregou na Capela West Street,
e em quatro outras capelas, através da Inglaterra, ele não pregou essas doutrinas, afinal;
não, nem um simples parágrafo". (2) "Que ele não pregou o novo nascimento e justificação
pela fé, em todos os lugares. Ambos, na Capela West Street e em todas as nossas outras
capelas, através da Inglaterra, ele não pregou a necessidade do novo nascimento e
justificação pela fé, tão claramente, como ele tem feito em seus dois volumes de sermões
impressos".

Wesley não era ignorante das diferenças entre ele e Whitefield, com respeito à
predestinação; mas, mais propriamente neste sermão, enquanto ele reconhece (iii.I) que
existem diferenças de opiniões entre os filhos de Deus, ele enfatiza os pontos de
concordância; e o que quer que Whitefield possa ter acreditado a respeito dos graus eternos,
nenhum homem, alguma vez, pregou uma salvação completa e livre mais constantemente e
efetivamente do que ele. A única solução desta dificuldade deve ser encontrada no
reconhecimento de que as duas visões opostas representam os dois lados de uma verdade,
que nosso entendimento finito não é capaz de sintetizar; mas que nós podemos, não
obstante, aceitar, exatamente como aceitamos a Unidade na Trindade, na Divindade, ou na
pessoa humana-divina de nosso Senhor.

Incidentalmente, aprendemos da réplica de Wesley a Romaine que um dos hinos


cantados no serviço foi o de Charles Wesley: "Recuar a mão fria diante da morte", dos
Hinos Breves nas Passagens Selecionadas (1762), agora número 823 no Hinário Metodista;
o outro foi, sem dúvida, o anexado ao sermão, "Servo de Deus, Bravo!", escrito por Charles
Wesley para esta ocasião, e publicado como "Um Hino sobre a Morte do Rev. Sr.
Whitefield", na terceira (póstuma) série dos Hinos Fúnebres. O hino anexado à edição
Dublin do sermão é o número 42, na segunda série dos Hinos Fúnebres, publicados em
1759 (edição Osborn das Obras Poéticas, vi. 285).

A Capela Tottenham Court Road Chapel, ou Tabernáculo de Whitefield, como foi


freqüentemente chamado, permaneceu no lado oeste da rodovia, entre a rua Tottenham e
Howland. O lugar era, então, cercado por campos e jardins, e havia apenas duas casas para
o norte dele. A pedra de fundação foi colocada por Whitefield em Junho de 1756, e ele a
inaugurou em 7 de Novembro, do mesmo ano. Logo se certificou que era muito pequeno e
foi ampliado em 1759. Uma abóbada foi preparada sob a capela, na qual Whitefield
pretendeu que ambos, ele mesmo e os dois Wesleys pudessem ser enterrados; mas seu
desejo não foi cumprido. Em 1890, a construção foi tombada e reerguida. [Ela é agora
conhecida como a Missão Central de Whitefield].

O Tabernáculo foi originalmente um galpão de madeira, ao norte de Upper


Moorfields, perto da Fundição de Wesley, aberto em 1741; em 1753, ele foi substituído por
uma construção de tijolo, aquela em que este sermão foi pregado à tarde. Esta foi usada por
mais de um século, e foi, então substituída por um Tabernáculo, na esquina da Rua
Tabernacle e Leonard, Finsbury, que ocupou o lugar antigo. O antigo púlpito, do qual
Wesley pregou nesta ocasião, foi conservado. [A construção é agora usada para propósitos
comerciais].
[Editado por Scott Denfeld, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID),
com correções de George Lyons for the Wesley Center for Applied Theology.]