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Materiais de Apoio

Curso: Hardware Aula: Disp. de Hardware Data:


Descrição/Objetivo:

Elaborador: Bruno Aparecido Gonçalves Unidade: Nova Granada

Memória DDR (Double Data Rating)


Introdução
A memória DDR (Double Data Rating) é a tecnologia que substituiu as tradicionais
memórias DIMM de 168 pinos, especialmente nos computadores pessoais. Trata-se de um
tipo de memória baseado na tão difundida tecnologia SDRAM. Suas especificações foram
definidas pela JEDEC, entidade formada por empresas do ramo de semi-condutores para a
formulação de padrões nesse segmento. Este artigo mostrará as principais características
da memória DDR e o porquê de sua popularidade.
Como surgiu a memória DDR
Na época em que o Pentium III, da Intel, era o processador mais usado, a velocidade
padrão do FSB (Front Side Bus) - velocidade externa do processsador, ou seja, a
velocidade na qual o processador se comunica com a memória e com componentes da
placa-mãe - era de 133 MHz, equivalente a 1.064 MB por segundo. No entanto, sabe-se
que no geral, o chipset da placa-mãe não usa a freqüência de FSB para se comunicar com
a memória, mas sim a velocidade desta última. Nessa época, o padrão para velocidade das
memórias também era de 133 MHz (as conhecidas memórias SDRAM PC133), que também
fornecia uma taxa de velocidade de 1.064 MB por segundo. Com isso, é possível notar que
havia um equilíbrio na velocidade de comunicação entre os componentes do computador.
No entanto, com o lançamento da linha Pentium 4, da Intel e Duron/Athlon da AMD, esse
"equilíbrio" deixou de existir, pois o FSB dos processadores passou a ter mais velocidade
enquanto que as memórias continuavam no padrão PC133, mantendo a velocidade em
133 MHz. Isso significa que o computador não conseguia aproveitar todos os recursos de
processamento. Para usuários do Pentium 4 até havia uma
alternativa: utilizar as memórias do tipo Rambus (ou
RDRAM). Esse tipo era mais rápido que as PC133, mas tinha
algumas desvantagens: só funcionava com processadores da
Intel, tinha preço muito elevado e as placas-mãe que
suportavam as memórias Rambus também eram muito
caras.
Neste mesmo período, as memórias DDR já haviam sido
lançadas, mas a Intel tentava popularizar as memórias
Rambus, ignorando a existência do padrão DDR. A AMD, que
até então tinha que se contentar com os limites da memória
DIMM SDRAM de 168 pinos, precisava de uma alternativa
eficiente de memória que pudesse trabalhar integralmente
com seus processadores. A companhia acabou apostando nas memórias DDR e a partir daí
o uso destas foi considerado extremamente viável.
O simples lançamento das memórias DDR não foi uma solução imediata para os problemas
de velocidade das memórias e do FSB. Somente com o lançamento das memórias Dual
DDR é que a solução se tornou comprovadamente eficaz.
Funcionamento das memórias DDR
As memórias DDR funcionam de maneira parecida às memórias DIMM SDRAM. Seus pentes
(ou módulos) possuem 184 terminais, enquanto que o padrão anterior possui 168 pinos.
Fisicamente, há apenas uma divisão no encaixe do pente (ver imagem a seguir), enquanto
que na memória DIMM há dois. Um detalhe interessante é que a voltagem das DDR é 2.5
V, contra 3.3 V das DIMM SDRAM. Isso diminui o consumo de energia e ameniza
consideravelmente os problemas relacionados à temperatura. Para um PC normal isso
pode até não fazer muita diferença, mas faz em um notebook, por exemplo. Além disso, a
redução da voltagem deixa a memória mais propícia aos overclocks.

Mas o grande diferencial das memórias DDR está no fato delas poderem realizar o dobro
de operações por ciclo de clock (em poucas palavras, a velocidade na qual o processador
solicita operações - entenda mais sobre isso em www.infowester.com/processadores2.php).
Assim, uma memória DDR de 266 MHz trabalha, na verdade, com 133 MHz. Como ela
realiza duas operações por vez, é como se trabalhasse a 266 MHz (o dobro).
Como já dito antes, as memórias DDR são muito parecidas com as memórias DIMM de 168
pinos. Veja o porquê: os pentes de memórias DIMM e DDR fazem uso da tecnologia
SDRAM. Além disso, ambos os tipos são divididos logicamente em bancos, onde cada um
contém uma determinada quantidade de endereços de memória disponíveis. Cada banco,
por sua vez, se divide em combinações de linhas e colunas. Acessando uma linha e coluna
de um banco é que se acessa um endereço de memória. Dentro de cada banco, somente
um linha pode ser usada por vez, mas é possível que haja mais de um acesso simultâneo,
desde que seja a endereços diferentes. É isso que a memória DDR faz: basicamente
acessa duas linhas, em vez de uma, não sendo preciso mudar a estrutura da memória.
Basta fazer alguns ajustes em circuitos e claro, criar chipsets com controladores de
memória que consigam fazer acessos desse tipo.
Um fato importante a citar é que é possível acessar mais de 2 endereços de memória, mas
isso gera custos bem maiores. Além disso, quanto maior a quantidade de dados
transferidos, maior o nível de ruído eletromagnético (o que pode representar perda e
necessidade de retransmissão de dados).
Algo que também é importante frisar é que as memórias DIMM indicavam seu tipo
informando a velocidade de seu funcionamento. Há uma nomenclatura nas memórias DDR
em que isso não ocorre. Observe o exemplo: numa memória SDRAM PC-133, o número
"133" significa que a memória trabalha a 133 MHz. Quando você encontra uma memória
DDR PC-1600 não significa que ela trabalha a 1600 MHz. Esse valor indica a taxa de
transferência de MB por segundo. A tabela abaixo mostra mais detalhes sobre isso:

Memória  Velocidade
SDRAM PC­100 800 MB/s
SDRAM PC­133 1.064 MB/s
DDR­200 ou PC­1600 1.600 MB/s
DDR­266 ou PC­2100 2.100 MB/s
DDR­333 ou PC­2700 2.700 MB/s
DDR­400 ou PC­3200 3.200 MB/s
Dual DDR­226 4.200 MB/s
Dual DDR­333 5.400 MB/s
Dual DDR­400 6.400 MB/s
Dual DDR
As memórias do tipo Dual DDR funcionam baseadas na seguinte idéia: em vez de utilizar
uma única controladora para acessar todos os slots de memória da placa-mãe, por que
não usar duas controladoras ao mesmo tempo? Essa é a principal diferença do esquema
Dual DDR. As memórias atuais seguem o padrão de 64 bits e são alocadas em bancos.
Usando duas controladoras simultaneamente, o acesso passa a ser de 128 bits. Para usar o
recurso Dual DDR, é recomendável usar dois pentes de memória idênticos no computador,
embora nada impeça o uso de uma quantidade diferente. É bom que essa igualdade
ocorra, inclusive, com a marca, para evitar instabilidades.
Para entender melhor, imagine que você use dois pentes de 256 MB de memória RAM
DDR-333 em seu computador. O computador trabalhará com elas como sendo um conjunto
de 512 MB com barramento de 64 bits (ou seja, 2.700 MB por segundo). Essa configuração
funcionando no esquema Dual DDR fará com que o barramento passe a ser de 128 bits,
aumentando a velocidade para 5.400 MB por segundo!
Para trabalhar com Dual DDR não basta colocar dois pentes de memória idênticos no
computador. É necessário que sua placa-mãe tenha esse recurso.
Além disso, o esquema Dual DDR só se torna realmente eficiente se
utilizado com processadores Intel Pentium IV, AMD Athlon XP ou
superiores.
Mesmo que sua placa-mãe suporte esse recurso, uma dica
interessante é comprar um kit para Dual DDR. Esse pacote contém
pentes de memória DDR próprios para funcionar como Dual. Se
você comprar módulos de memória DDR iguais, mas que venham
separados, o funcionamento pode ser normal, mas as chances de instabilidade aumentam.
Isso ocorre principalmente com o padrão DDR-400. É claro que os kits são mais caros,
principalmente no Brasil. A foto ao lado mostra uma placa-mãe trabalhando com Dual
DDR. Repare que os pentes são iguais.