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CURSO DE ORATÓRIA EMOCIONAL & EXPRESSÃO VERBAL ®

DOZE ANOS DE SUCESSO

SUMÁRIO

9 A arte da palavra
9 Medo, fobia ou apenas nervosismo.
9 Causas do medo de falar em público
9 Reflexões necessárias
9 Os maiores oradores da história
9 Auto-estima
9 A mística do carisma
9 Dicas úteis
9 A expressão corporal do orador
9 Dicas essenciais
9 Evite as posturas
9 Os braços e as mãos
9 A postura correta para iniciar o discurso
9 Os gestos e sua função na oratória
9 Conselhos úteis
9 Alguns tipos de gestos e a idéia implícita
9 Dicas especiais
9 A arte do manejo do escudo
9 O domínio do irmão sombra
9 Como falar de improviso
9 Roteiro escrito
9 Lembretes
9 Cartão de notas
9 Esquema mental
9 Improviso inesperado
9 A técnica do assunto paralelo
9 Observações importantes
9 Fala memorizada
9 Improvisar sim, mas com roteiro
9 Como iniciar um discurso
9 Dicas para dar uma entrevista a um jornalista
9 A fala na televisão
9 A oratória e o homem moderno

1. A ARTE DA PALAVRA
A boa oratória é a arte da palavra. No mundo hodierno, saber falar em público e
demonstrar naturalidade no desenvolvimento das idéias pode determinar o sucesso
numa entrevista para obtenção de um emprego, garantir a aprovação perante uma
banca examinadora ou mesmo abrir um espaço de atuação que você nem sonhava ser
possível.

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Prof. JORGE DAVID TELLES Endereço:
Fones: 274-2480 e 9966-9090. Email: jorgemocional@uol.com.br
CLN 108 Bloco D sala 102 – www.oratoriaemocional.com.br

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O que é necessário para que uma pessoa se torne um bom orador? Muitos são os pré-
requisitos elencados por diversos especialistas. Segurança, domínio do assunto,
determinação na transmissão da mensagem e principalmente a superação do medo.
Entretanto, defendo que somente aprendendo a direcionar a hesitação inicial para a
emoção da fala, canalizando o excesso de adrenalina no organismo para o gestual
correto e uma perfeita sintonia na comunicação visual com a platéia, será possível
superar o desconforto inicial do palestrante.
As maiores autoridades em oratória, por sua formação acadêmica , primam por enumerar
conhecimentos e informações que ajudam o indivíduo na identificação do problema, no
entanto, existe um consenso que interliga todos os estudiosos sobre comunicação
verbal: a naturalidade da expressão é a principal qualidade do bom orador.
O aspirante a uma boa oratória tem que primeiro buscar o auto-conhecimento e o
fortalecimento de sua própria auto-estima para obtenção de um posicionamento mais
consciente perante a realidade, para depois reinterpretar o contexto em que vive
buscando incorporar valores éticos e morais com uma intervenção fundamentada e de
qualidade que conquiste adeptos naturais às idéias apresentadas.
Além disso o orador precisa desenvolver um comportamento empático em relação a
platéia. Somente percebendo a si mesmo corretamente através do auto-conhecimento,
fortalecendo a sua própria auto-estima e aprimorando a sua acuidade empática será
possível alcançar um bom resultado na oratória.
Em resumo, cada movimento do orador deve ser pensado. Nos primeiros três minutos de
qualquer intervenção em público o palestrante tem que conquistar a platéia e ao mesmo
tempo ultrapassar um momento de grande insegurança.

2. MEDO, FOBIA OU APENAS NERVOSISMO


Todo orador sente um pânico inicial quando inicia uma intervenção em público. Com o
tempo e a experiência em falar a tendência natural é o palestrante desenvolver seus
próprios mecanismos de superação do nervosismo inicial e melhorar o desempenho a
cada apresentação. É a figura do dragão interior; o medo que nos assusta e apresenta o
desafio de falar.
Mas será que o fenômeno ocorre com todas as pessoas que se dispõem a falar para
uma platéia ou o nervosismo inicial é a sina dos mais tímidos? Na verdade tudo o que se
escreve sobre a matéria vem contaminado de um certo fetichismo literário que nos induz
a pensar que apenas as pessoas inseguras tem esse tipo de reação.
Em recente estudo realizado nos Estados Unidos ficou constatado que o maior medo do
homem é falar em público. Ora, se o medo é inerente ao ser humano é preciso entender
o seu mecanismo e aprender a conviver com ele enquanto poderoso aliado e não como
um inimigo.
Diante de situações concretas de perigo real nosso organismo desenvolveu mecanismos
de superação através de impulsos, reflexos e liberação de hormônios que nos ajudam a
vencer obstáculos inesperados e desconhecidos.
Desde os primórdios de sua existência o homem enfrenta perigos reais que ameaçam
sua sobrevivência. Somos bípedes e dotados de inteligência, em acréscimo nosso
organismo desenvolveu mecanismos para que diante do perigo real que ameace nossa
existência possamos simplesmente fugir e permanecer vivos ou eventualmente enfrentar
a ameaça real.

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Produzido nas glândulas supra-renais, o hormônio ADRENALINA é liberado no
organismo em situações de perigo para que possamos dispor de maior explosão muscular
para enfrentar situações de risco.
Quando iniciamos um discurso em público o fenômeno é o mesmo, a visão da platéia faz
com que nosso cérebro dispare um sinal para que a amígdala cortical ordene a emissão
de um suprimento extra de adrenalina. É um risco, mas hipotético, e não podemos sair
correndo. Nesse momento a reação do organismo se processa através dos seguintes
sintomas:
aumento do batimento cardíaco, boca seca,
comprometimento da acuidade visual, mal estar generalizado,
dificuldade de movimentação, travamento da mandíbula,
voz rouca ou insegura, dificuldade de pensar,
calor extremo e suores, ausência psicológica e outros.
fortes dores na coluna cervical,

3. CAUSAS DO MEDO DE FALAR EM PÚBLICO


Não dominar o assunto,
Falta de experiência em falar em público,
Voz inadequada
Nervosismo,
Ilusão do sucesso,
Ausência de auto-conhecimento,
Dificuldades de absorver críticas,
Baixa auto-estima e
O orador real e o imaginado.

4. REFLEXÕES NECESSÁRIAS
O grande filósofo HERÁCLITO dizia: “Para aqueles que estão acordados há um Universo
ordenado, enquanto que durante o sono o homem passa deste mundo para o seu
próprio ”.
Dê atenção aos seus sonhos e acredite na sua capacidade de mudar a sua própria
realidade. Espere pelo inesperado. Acredite e ouça sempre a sua voz interior.
O orador sempre será visto como modelo e referencial ético. Preste mais atenção ao que
você de fato representa e procure sempre conversar com a platéia. Por mais que o
palestrante não deseje associar sua imagem à figura do líder e do herói, os ouvintes
sempre farão uma associação direta entre a pessoa que fala e a dimensão heróica do
líder.
A relação do orador com o público deve ser essencialmente intuitiva. Não tenha receio de
utilizar as técnicas da boa oratória, o gestual bem dosado produzido sempre acima da
linha da cintura e no máximo até o início do pescoço, em perfeita sintonia com a fala ou
os recursos de salvação do discurso, desde que você passe emoção e honestidade de
propósito naquilo que está afirmando.
Acredite na própria capacidade de mudar a sua vida e ouse sempre na oratória.
Aproveite todos os recursos do ambiente e acima de tudo quebre as regras. Desperte o
seu potencial.
Procure sempre chegar com uma hora de antecedência ao local do evento e perceber
qualquer objeto interessante que possa se transformar na sua introdução.
A palavra pode cortar como a espada ou iluminar como o sol.
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5. OS MAIORES ORADORES DA HISTÓRIA


Os grandes oradores da antigüidade sempre demonstraram uma habilidade apurada
para discursar para grandes platéias, com excessão de Aristóteles.
O primeiro estudioso da oratória conhecido foi mesmo Aristóteles que escreveu a obra A
ARTE RETÓRICA, em três livros, onde desenvolvia a argumentação de que o orador
ideal tem que prestar atenção àquilo que o público supõe possível.
Apesar de ter escrito a obra mencionada Aristóteles nunca foi um orador e mantinha-se
alheio a dinâmica da política da sociedade grega .
Já Cícero, um dos maiores oradores romanos, começou a aprender a arte da oratória com
dez anos de idade, e aos dezessete anos escrevia a obra DE ORATORE, composta de
três volumes, onde expunha com maestria o perfil do orador ideal.
O grande Cícero foi um orador perfeito e político brilhante. Todavia de caráter arrogante e
prepotente teve um destino trágico. Foi degolado e esquartejado. A mão direita e a
cabeça foram expostos no Fórum Romano e a língua espetada e exibida ao povo.
Já Demóstenes é o exemplo do orador determinado e cônscio de que o bom comunicador
precisa acima de tudo de muita perseverança para superar os obstáculos Portador de
defeito físico na estrutura do aparelho fonador, Demóstenes tinha um sonho quase
impossível que o atormentava dia e noite: sonhava em ser um orador brilhante. Não
suportando mais a frustração e sabendo que a realização de sua vida dependia da
superação de sua deficiência resolveu assumir a direção de sua vida e resolver o
problema.
Todos os dias acordava bem cedo e se dirigia as margens de um lago, na companhia de
seu escravo. Definido o local adequado para o aprendizado, ordenava ao escravo que
fosse para o outro lado do lago e ouvisse atentamente o que ele falava e depois
repetisse fielmente o discurso proferido. Ao cabo de alguns anos Demóstenes tornou-se
um dos melhores oradores de sua época e referencial até hoje.
O fundamental é que Demóstenes tinha o sonho de ser um excelente orador e para
conseguir seu objetivo sempre colocava vários seixos pequenos na boca para treinar a
boa dicção.

6. AUTO-ESTIMA
“ O que pensais - passais a ser”
“ O amor à VERDADE
supõe a vontade de
querer entender
sempre o ponto de
vista do adversário”.

7. A MÍSTICA DO CARISMA
O bom orador tem que envolver a platéia. A sensação das pessoas e do próprio orador ,
no auge do discurso, é de prazer, UM ÊXTASE, até o momento da rendição dos
espíritos.
O símbolo do carisma é o unicórnio. A figura do terceiro olho que percebe a essência da
vida e as realidades ainda não reveladas do próprio Universo.
É necessário aprender a conversar com a própria consciência e principalmente
aprender a ouvir todos os sons da natureza e em especial o silêncio. O orador é um
mágico da multidão que inebria e seduz. É a figura real e mítica que incorpora a presença
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do herói redentor e sagrado que vai libertar a todos sem violentar a consciência de
nenhum seguidor.
O HERÓI REPRESENTA O MODELO DO HOMEM CRIATIVO, QUE TEM CORAGEM
PARA SER FIEL A SI MESMO, AOS SEUS DESEJOS, FANTASIAS E ÀS SUAS
PRÓPRIAS CONCEPÇÕES DE VALOR. É o conhecimento de SI MESMO.
“O herói tem quase sempre pais divinos ou nobres, sendo ao mesmo tempo filho de seres
humanos normais. A gestação, a gravidez, o nascimento e a primeira infância suportam
uma grande carga. Algumas vezes os pais são estéreis, outras vezes o herói é rejeitado
desde o princípio; ou seu nascimento tem de se realizar em um local secreto, ou ele deve
ser morto e exposto. Sendo de origem nobre e divina, experimenta o sofrimento da
criança abandonada, desamparada, cuja verdadeira natureza a princípio não é
reconhecida. É ao mesmo tempo poderoso e carente.
Educado por pais adotivos ou por animais, em sua juventude ele logo revela talento,
habilidades e poderes especiais. Excelentes mestres ajudam-no a aperfeiçoar suas
habilidades e conhecimentos. Adquire suas armas pessoais, quase sempre de
procedência e qualidade especial. Muitas vezes encontra também um animal, fiel
companheiro - em geral cavalo, cão ou pássaro -, que se distingue pela inteligência,
segurança instintiva e força.
Recebe então uma missão ou um chamado para partir em viagem. Depois das
adversidades iniciais, que se revelam no próprio medo, desânimo ou através dos avisos
de outras pessoas, põe-se a caminho. Até que a verdadeira luta acontece, ele tem de
passar por uma série de pequenas aventuras. Por exemplo: encontra outro herói, a
princípio hostil, com o qual luta, e que demonstra a mesma força. Às vezes, une-se a ele
pela amizade.
A verdadeira luta do herói leva-o a penetrar em esferas desconhecidas e estranhas. Pode
tratar-se de um lugar secreto, de difícil acesso, onde atua um poder sinistro e ameaçador,
por exemplo um monstro semelhante ao dragão, um inimigo perigoso ou então a morte.
Depois de uma luta difícil, quase fatal, o herói consegue superar esse poder inimigo. Em
seguida, ganha um tesouro (ouro, reino, conhecimento, fama) e uma jovem virgem, com a
qual se unirá e terá um filho.”
Extraído do livro: O Herói, de Müller, Lutz; página 15, coleção A Magia dos Mitos, Ed.
Cultrix.

PSICOLOGICAMENTE , A LUTA COM O DRAGÃO, SIGNIFICA


DOMINAR O MEDO!.
O MEDO, PORÉM, É UMA REAÇÃO HUMANA SAUDÁVEL DE QUE PRECISAMOS
PARA A SEGURANÇA DA VIDA. POR ISSO O PRIMEIRO PASSO PARA A
SUPERAÇÃO DO MEDO NÃO É ELIMINÁ-LO MAS SIM ADMITI-LO. (ESCUDO
PROTETOR DA CALMA E DA SERENIDADE).
Fonte: já referida acima
A MULTIDÃO É MOVIDA PELO MEDO, PELA ÂNSIA DE PODER OU PELA
PERCEPÇÃO DE QUE ALGO NOVO ESTÁ SENDO PROPOSTO.
Todo o sistema de valores da nossa sociedade está moldado na ausência de identidade
do indivíduo e na satisfação material de necessidades que devem realizar o homem
moderno.
Nossa civilização tecnológica, deixa-nos pouquíssimos espaços para a vivência saudável
da nossa alma animal. A maioria das pessoas esquecem que possuem um corpo com
necessidades concretas e não se alimentam corretamente, não cedem ao prazer do
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próprio corpo pelo movimento, pela dança, pela corrida e negligenciam suas fantasias que
inspiram seus desejos sexuais. Dormem e não descansam, se alimentam e continuam
com deficiências alimentares. Busque perceber a realidade a sua volta e assuma a
direção da sua própria vida.
Perceba o que a platéia quer ouvir deixando que a sua intuição fale mais alto que a razão
e acredite em si mesmo acima de tudo; estas são as qualidades principais do líder
carismático.
TODO O POTENCIAL DO ORADOR NO ENTANTO SÓ SERÁ EFICAZ NA MEDIDA EM
QUE DEMONSTRE NATURALIDADE E DETERMINAÇÃO NA FALA.
A qualidade principal do ORADOR é a:
N A T U R A L I D A D E

8. DICAS ÚTEIS
Postura, nervosismo, apresentação, Se estiver diante de um adversário de
posição das mãos, tipos de microfone. debate diminua o tom de sua voz e cative
Olhar para as pessoas da platéia, (foco). os presentes.
ambiente da palestra. Nunca se exalte em público com alguém
Se alguém olha no relógio tudo bem, se o da platéia.
encostar ao ouvido pare. Estou nervoso e posso errar. Posso falar
Alguém interessante na platéia? Elogie , desta forma?
seja homem ou mulher. Discurse sempre como se estivesse
Perguntas de impacto para despertar o conversando com a platéia. Não importa
auditório. se você fala para dez pessoas ou dez
Nunca faça afirmações polêmicas mil. QUEBRE A IMPESSOALIDADE.
durante o discurso. FALE COMO SE FALASSE A UM
Prepare o tema exaustivamente. GRUPO DE AMIGOS.
O que fazer se me perguntarem algo. Sorria sempre. Se encontrar um
Não permita que as pessoas falem ao conhecido. Cumprimente-o.
mesmo tempo que você. Se você não conhecer ninguém, quebre o
Simule que alguém quer fazer uma gelo simulando que conhece alguém na
pergunta. platéia.
Chame alguém da platéia ao palco. Aproveite todo o ambiente da platéia. Se
Alterne a entonação da voz e se permita aparecer um inseto voador divirta-se com
mesmo um grande intervalo se ele e tire proveito. Sorria e relaxe.
necessário para chamar a atenção das Acredite no seu potencial e ouse
pessoas. sempre!

9. A EXPRESSÃO CORPORAL DO ORADOR


Estudo realizado pelo psicólogo ALBERT MEHRABIAN concluiu que a transmissão da
mensagem do orador tem influência de 55% da expressão corporal, 38% da voz e 7 %
da palavra.
FAÇA UM GESTO PARA CADA INFORMAÇÃO.
GESTICULE COM OS BRAÇOS ACIMA DA LINHA DA CINTURA E NA ALTURA DO
PEITO. (VERTICALIDADE)
VARIE OS GESTOS.
FALE COM NATURALIDADE.
O excesso de gestos deve ser evitado, bem como o orador estátua que fica preso ao solo
e não se movimenta em nenhuma hipótese. É sempre preferível a técnica natural
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preservando a espontaneidade que produz gestos corretos e naturais do que o gestual
errado e artificial
Perceba o movimento de uma criança. Ela é natural e mostra claramente o que está
sentindo no momento exato.
O ERRADO NATURAL DEVE PREVALECER SOBRE O ERRADO ARTIFICIAL.
O GESTO VEM ANTES DA PALAVRA OU JUNTO COM ELA, N U N C A D E
P O I S!
Feito o gesto, o orador se desejar maior ênfase deve aguardar alguns segundos
mantendo o gesto para depois continuar o discurso.
A cada gesto deve corresponder uma idéia ou informação predominante. Observe que
quem determina a direção e o sentido do discurso são os ouvintes. Duele com a
audiência, ceda e espere: MAS VENÇA!
OBS: Os historiadores relatam que HITLER só dizia o que o público queria ouvir.
Quanto maior o número de pessoas na platéia ou mais inculto for o auditório maiores tem
que ser os gestos; e de preferência mais largos e fortes.
Quanto menor o auditório ou mais culto, menores e mais moderados devem ser os
gestos do orador atento a especificidade do seu público.

MULTIDÃO Î GESTOS EMOCIONAIS

PEQUENA AUDIÊNCIA Î GESTOS RACIONAIS

10. D I C A S ESSENCIAIS:
“Converse com a multidão”, ENTENDA-SE apenas ouça o barulho das pessoas, perceba
o clima, observe atentamente os rostos, analise se as pessoas estão impacientes ou
calmas. Nunca fale algo que vá de encontro ao “feeling” da multidão.
Fale com o grupo, mostre-se à vontade para todos e interessado. Procure passar uma
imagem positiva para as pessoas.
Sente-se atrás no auditório e observe a reação das pessoas. Procure andar decidido
quando levantar para falar, isto auxilia a diluir a adrenalina.

11. EVITE AS POSTURAS:


DO:
orador andarilho enjaulado,
orador gangorra, e do
orador perfilado.
Se o orador estiver discursando em pé as pernas devem permanecer levemente abertas
mas sem o apoio negligente em uma delas.
Caso o orador esteja discursando sentado deve manter os pés apoiados no chão ou as
pernas cruzadas à moda feminina.
Já para as mulheres, as pernas podem ser cruzadas para trás com os pés debaixo da
cadeira.
Observação: os sapatos devem sempre estar impecáveis.
Fale em pé ou sentado. Faça a melhor opção possível, respeitando o seu “ FEELING”.

12. OS BRAÇOS E AS MÃOS


Principais Erros:
Mãos atrás das costas.
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Mãos nos bolsos.
Braços cruzados.
Gestos abaixo da linha da cintura ou acima da cabeça.
Detalhes que sobressaem.

13. A POSTURA CORRETA PARA INICIAR O DISCURSO


Manter as mãos em forma de concha à frente do corpo ou com as mãos abertas e ligadas
pelas pontas dos dedos.
Ao começar o discurso cumprimente a platéia, faça uma pequena pausa e depois inicie
com calma e fala mais lenta, para depois iniciar os gestos e aumentar o volume da voz.

14. OS GESTOS E SUA FUNÇÃO NA ORATÓRIA


Os gestos representam 55% da mensagem do orador e tem como funções principais as
seguintes:
complementa a idéia defendida,
destaca a informação mais importante,
ajuda o orador a encontrar a velocidade ideal do discurso, e
em algumas oportunidades chega mesmo a substituir a palavra com mais ênfase do que
o próprio texto.

15. C O N S E L H O S Ú T E I S
Seja natural e mantenha os braços soltos.
Evite gestos de marcação.
Se as mãos ficarem trêmulas, feche-as por duas ou três vezes com força . Seja discreto.
Varie a gesticulação.
Não demonstre hesitação.
Observe o desempenho de advogados no Fórum, de políticos, de camelos e se possível
vá ao teatro.

16. ALGUNS TIPOS DE GESTOS E A IDÉIA IMPLÍCITA


GESTO IDÉIA

1. Dedo indicador toca os


dedos da outra mão ou ENUMERAÇÃO
uma das mãos toca a
outra em pontos diferentes.

2. Uma das mãos desliza so-


bre a palma da outra. SEPARAÇÃO
Mão fechada que abre e
fecha para o público.
(palma p/ o público)

3. Dedos esticados e unidos


que giram em sentido DESENTROSAMENTO
oposto.

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4. Encaixe das mãos ou UNIÃO, ENTENDIMENTO
entrelaçamento. CONSTRUÇÃO
OU,FILIAÇÃO.

5. Mão fechada: o polegar FORÇA.


aperta o dedo indicador.

6. Mão fechada:o polegar


sobre a lateral do dedo PODER, CONDUÇÃO
indicador.

7. Dedo indicador para


baixo ou na palma da AFIRMAÇÃO
outra mão.

8. Mãos que se cruzam


de dentro para fora sem NEGAÇÃO
se tocar.(palma da mão
voltada p/ o público)

9. Mão estendida e dedos DIREÇÃO E SENTIDO


unidos (distante)

10.Segurar as rédeas do CONTROLE


cavalo!

Uma infinidade de gestos podem, se bem aplicados , transmitir uma idéia de maneira
precisa trabalhando apenas com o inconsciente da platéia, mesmo que a mensagem não
seja expressa verbalmente.
Procure assistir a TV SENADO e preste atenção aos gestos dos parlamentares. Grave os
discursos para depois observar a técnica de cada um.

17. DICAS ESPECIAIS


O ORADOR TEM QUE DEMONSTRAR NATURALIDADE! Jorge David Telles
O ORADOR PRECISA DISCURSAR COMO SE ESTIVESSE CONVERSANDO COM A
PLATÉIA.
Quintiliano
É PRECISO BUSCAR O MOMENTO DA RENDIÇÃO DOS ESPÍRITOS AOS
ARGUMENTOS DEFENDIDOS.
Jorge David Telles

18. A ARTE DO MANEJO DO ESCUDO


O bom orador precisa aprender a superar as críticas e perceber que cada pessoa tem a
sua própria realidade. Os reveses e as desilusões são necessários para o
desenvolvimento do ser humano. Além do que a coragem , o conhecimento e a
determinação do orador nada representam se o mesmo não souber manejar o escudo do
equilíbrio quando receber críticas ou se defrontar com o fracasso que deve ser entendido
como valioso colaborador para que o orador determinado obtenha sucesso.
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A história das górgonas ilustra bem o tema do escudo e da capacidade de desenvolver a
arte do manejo do escudo protetor.
“Ao crescer e tornar-se homem, Perseu assumiu a tarefa de levar ao rei Polidectes a
cabeça da górgona Medusa. As górgonas são três seres femininos com aparência
amedrontadora. Na antigüidade, são representadas quase sempre com serpentes na
cabeça e em volta dos quadris, com presas de javali, risos horríveis e a língua à mostra,
com olhar fixo e mãos de bronze. Quem olhasse para o seu rosto ou fosse atingido pelos
raios dos seus olhos se transformaria imediatamente em pedra. Diante da necessidade de
decepar-lhe a cabeça, pois só assim a Medusa seria morta, Perseu precisou recorrer ao
apoio de Átena e de Hermes. Átena, a deusa da luta, da vitória e da sabedoria, deu-lhe
um escudo refletor; Hermes, o mensageiro dos deuses e guia de almas, deu-lhe uma
espada. Além disso, Perseu ainda precisou arranjar sandálias aladas, um capacete e uma
bolsa mágica. Ao chegar e ver as Górgonas dormindo, Perseu aproximou-se da Medusa
sem olhar diretamente para ela, orientando-se pela imagem refletida em seu escudo, e
decepou-lhe a cabeça. Conta-se também que nesse momento a deusa Átena guiou o
braço de Perseu. Ele colocou a cabeça da górgona Medusa, que ainda mantinha seu
efeitos petrificantes, em uma bolsa mágica e fugiu ajudado pelas sandálias aladas e pelo
capacete que o tornava invisível ”.

Do livro O HERÓI, fonte citada.

O olhar assustador da Medusa , trata-se de um símbolo de medos existenciais


profundos que nos ameaçam de dentro ou de fora e paralisam o nosso processo de
vida. O olhar simboliza a consciência, o entendimento e o conhecimento, mas tem
também um efeito mágico que pode paralisar quem é olhado.
Ao sermos olhados vivenciamos a nós mesmos. No olhar da primeira pessoa da nossa
vida estão ocultos o brilho e a miséria da nossa existência.
A cabeça encantadora da Medusa paralisa todo o desenvolvimento autônomo; mas é
preciso tomar consciência que se tivermos uma visão crítica da realidade perceberemos
que a MEDUSA é um medo interior desenvolvido um dia por nós e do qual também
podemos nos libertar.
O QUE É O ESCUDO AFINAL?
É O AUTOCONHECIMENTO DE SI MESMO E A CAPACIDADE DE RECEBER
CRÍTICAS SEM SE ENVOLVER COM A EMOÇÃO DO ADVERSÁRIO.
Jorge David Telles
Só é possível dominar o poder da oratória após uma luta moral interior sincera e uma
auto-análise que sempre nos leva ao limite das nossas forças.

19. O DOMÍNIO DO IRMÃO SOMBRA


O domínio do irmão sombra significa retirar todas as projeções negativas que dirigimos
aos nossos semelhantes. Ficar amigo de nossa sombra é um passo mágico que abrirá a
porta de nossa própria consciência e nos dará o poder pleno da palavra que deverá ser
canalizado para a construção de uma realidade menos opressiva e mais humana.

20. COMO FALAR DE IMPROVISO


O dom da fala de improviso pode ser adquirido com algumas técnicas. É uma das mais
importantes qualidades do bom orador, pois quem domina o discurso de criação
instantânea terá plenas possibilidades de obter sucesso na sua argumentação.
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21. ROTEIRO ESCRITO


Uma das técnicas mais utilizadas é o uso do ROTEIRO ESCRITO que nada mais é do
que um resumo do discurso contendo LINKS que permitam ao orador interligar as
informações principais.

22. LEMBRETES:
não escreva demais.
use frases curtas.
apenas consulte o roteiro.
não manipule o manuscrito em excesso.

23. CARTÃO DE NOTAS


Use só palavras ou chaves neurais simbólicas. Evite o papel fantasma.

24. ESQUEMA MENTAL


Se o seu discurso tiver 20 minutos de duração utilize 05 palavras.
O início tem que ser preparado. Já a conclusão pode ser flexibilizada de acordo com a
situação.
Faça a refutação se perceber que o ambiente é hostil! Refutar um argumento é fazer a
própria crítica da idéia apresentada com o objetivo de inibir eventuais questionamentos.

25. IMPROVISO INESPERADO


Se a circunstância do discurso for absolutamente inesperada BRINQUE COM A
SITUAÇÃO E TRAGA A FIGURA CENTRAL RESPONSÁVEL PELO MOMENTO PARA
JUNTO DE VOCÊ.
Caso a técnica não funcione, apele para a velha tática de rir da própria situação.
Faça um pronunciamento ultra rápido! Inicie o discurso com voz baixa, mas determinada,
refute você mesmo o argumento ou argumentos elencados e conclua de forma absoluta e
aumente ao máximo o tom de voz. Grite se perceber que é necessário para você
estabelecer o fim da polêmica.
DICA:
Se você decidir aproveitar as oportunidades para fazer uma intervenção habitue-se a
planejar o que vai dizer sobre as pessoas, sobre o evento ou sobre algo ocorrido com
você no trajeto ou algum fato interessante vivenciado por você recentemente.

26. A TÉCNICA DO ASSUNTO PARALELO


O artifício de dirigir a fala para um assunto paralelo é a técnica mais eficiente para se
proferir um discurso improvisado. Por outro lado só deve ser usada se a matéria objeto do
discurso paralelo for de absoluto conhecimento do orador.
O assunto paralelo deve ser de conhecimento do público, deve ter ligação clara com o
tema principal e principalmente deve ser interessante para a platéia. É perfeitamente
possível transformar o assunto paralelo em principal.

27. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES


NÃO PEÇA DESCULPAS,
NÃO TENHA PRESSA PARA COMEÇAR,
FALE BAIXO NO INÍCIO,
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SEJA BREVE, e
NÃO RECUSE CONVITES PARA FALAR.

28. FALA MEMORIZADA


É possível optar pela memorização de todo o discurso. Todavia, o risco é muito alto para
o palestrante. As vantagens da fala memorizada, quando o orador já tem habilidade
suficiente para memorizar e NÃO ESQUECER O DISCURSO, são a segurança
transmitida, o perfeito controle do tempo e da sequência correta das idéias.
As desvantagens são o próprio esquecimento do texto, a ausência de naturalidade, a
rigidez de conduta e a perda dos estímulos do próprio ambiente da palestra.

29. IMPROVISAR SIM! MAS COM ROTEIRO!


O improviso com a utilização do roteiro proporciona ao orador as seguintes vantagens:
manutenção da naturalidade,
ordenação da fala,
ajuda o orador a canalizar melhor a sua emoção, e
melhora a estética da comunicação(a voz, o vocabulário e a própria expressão verbal).

30. COMO INICIAR UM DISCURSO


SUGESTÕES
UTILIZE UMA FRASE DE IMPACTO.
NARRE UM FATO BEM HUMORADO.
ELOGIE O AUDITÓRIO.
FAÇA UMA REFLEXÃO SOBRE O TEMA A SER ABORDADO, ou
APENAS FAÇA UMA RÁPIDA CITAÇÃO.

31. DICAS PARA DAR UMA ENTREVISTA A UM JORNALISTA


É muito comum o entrevistado se queixar que o jornalista não reproduziu corretamente as
informações fornecidas na entrevista. O jornalista normalmente relata um pouco do que
ouviu e o que entendeu, mas depende de você buscar, durante a própria entrevista,
formas de identificar se o profissional está captando perfeitamente as idéias e as
informações relatadas.
Receba bem o jornalista e FALE COM NATURALIDADE, converse com o profissional e
mostre-se como você é, e não como você se imagina de forma ideal.
Prepare um roteiro das informações que deseja passar e mantenha a calma. Fale com
entusiasmo e demonstre conhecimento. SÓ FALE O QUE DESEJE DE FATO VER
PUBLICADO.
NÃO ABORREÇA O REPÓRTER DEPOIS DA ENTREVISTA!

32. A FALA NA TELEVISÃO


A fala na televisão também tem como segredo a naturalidade do entrevistado. Procure
conhecer quem será o entrevistador, o ambiente onde será gravado o programa e
responda de forma direta olhando primeiro para o repórter e depois para as câmeras,
focando o olhar eventualmente para o seu interlocutor.

33. A ORATÓRIA E O HOMEM MODERNO


O homem é o único animal que dispõe da faculdade de se comunicar através da
linguagem, e embora a humanidade tenha negligenciado esta habilidade, o homem
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moderno está redescobrindo seu enorme potencial de comunicação e a perspectiva de
mudar sua própria realidade através de um discurso franco construído com argumentos
consistentes e honestos.
A principal questão da redescoberta da oratória é até que ponto o homem do século XXI
terá consciência ética para fazer uso desse fabuloso instrumental sem utilizá-lo para
manipular ainda mais os valores e as instituições de nossa sociedade.
As novas tecnologias e a busca permanente do aperfeiçoamento profissional exigem
criteriosa avaliação sobre as possibilidades de que dispomos para enfrentar os processos
de mudança. Devemos acima de tudo usar da criatividade e da coragem de buscar
alternativas compatíveis com os nossos valores mais verdadeiros e não aceitar que mitos
nos sejam impostos.

ANEXOS

CRIATIVIDADE VERSUS MEDO DE ERRAR


O medo das críticas e a busca da certeza excessiva, ao sabor da visão Cartesiana da
realidade, dificultam sobremaneira o aprendizado da arte de falar em público. O erro faz
parte do aprendizado e é um poderoso aliado quando aprendermos que errar acelera o
caminho para conquistarmos o sucesso em qualquer atividade humana.
A criatividade anda de mãos dadas com a liberdade. É preciso libertar o pensamento e
ousar colocar em prática nossas idéias mais atrevidas. O BRAIMSTORM, tão falado hoje
em dia, é exatamente isso. A capacidade de pensar rápido e não criticar imediatamente o
que foi produzido. Num segundo momento, que pode demorar muito ou pouco tempo, a
pessoa revê o pensamento produzido e elabora melhor o que foi criado.
Temos que ter a coragem de tentar, e descobrir qual é a nossa atividade mágica para
podermos criar com mais liberdade. Gandhi por exemplo tecia enquanto produzia textos
mentais.
Só seremos criativos se tivermos uma boa AUTO-ESTIMA. O conceito tem sido
desvirtuado mas representa basicamente o seguinte:
TER CONSCIÊNCIA DE SUAS QUALIDADES E CAPACIDADES, TER CORAGEM PARA
VENCER E PERDER, AUTOMOTIVAR-SE SEM PRECISAR DE ESTÍMULOS
EXTERNOS, INICIATIVA, TER A EXATA NOÇÃO DO VALOR DE SI MESMO; ENFIM
TER CORAGEM DE ASSUMIR POSIÇÕES!
A TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DO ORADOR
MENTE RACIONAL (CÓRTEX) PALAVRA - 7%
MENTE EMOCIONAL (AMIGDALA CORTICAL) CANAIS NÃO
VERBAIS - 55 %
VOZ 38 %
E M PA T I A
Ð
CAPACIDADE DE PERCEBER A EXPERIÊNCIA SUBJETIVA DE OUTRA PESSOA

EMPATIA É ALIMENTADA PELO AUTOCONHECIMENTO


É O ENTENDIMENTO DO POSICIONAMENTO DO OUTRO
COMPORTAMENTO ÉTICO - MORAL

HABILIDADES NECESSÁRIAS PARA SE TORNAR UM BOM ORADOR


DESENVOLVER O AUTOCONHECIMENTO
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ACUIDADE EMPÁTICA

CANAIS NÃO VERBAIS


BRAÇOS CRUZADOS
TOM DA VOZ
EXPRESSÃO FACIAL
TOQUE EM PARTES DO CORPO
OLHAR
TOQUE NA ORELHA
EMOÇÃO Do latim - MOVERE (MOVER)
IMPULSO
E – SIGNIFICA AFASTAR-SE, AGIR
POR IMPULSO, DE IMEDIATO.

PERSUADIR → RAZÕES
AFETIVAS

CONVENCER → ARGUMENTO
RACIONAL
Correio Braziliense, Emprego & Formação Profissional, Dica da semana: Falar em
público, agosto/1999

Hormônios em ação lançam adrenalina no coração, taquicardia. O suor desce, a boca


seca e as mãos tremem. Diante do público é impossível segurar as reações orgânicas. E
o medo de falar cala o orador.
Esses sintomas podem ser considerados comuns em todas as pessoasa que estão diante
da primeira apresentação. "A exposição de si mesmo é assustadora e soa como uma
ameaça ao organismo", explica o professor de oratória Jorge David Batista Telles,
economista do Banco do Brasil. Ele acrescenta que esse é o maior medo na vida de um
ser humano, ao citar pesquisa feita nos Estados Unidos.
Segundo ele, todas as pessoas cultivam o desejo, mesmo não explícito, de ser heróis,
brilhantes, e de ter domínio de situações de risco. Um desejo que a sociedade encarrega-
se de reprimir desde a infância. Chega a fase adulta e dominar esse medo leva tempo. "É
possível controlá-lo, mas nunca acabar com ele", diz Jorge. E dominá-lo significa
aprender a se conhecer bem e saber que dirigir-se ao público não traz nenhum risco.
Enfrentar o medo é muito mais difícil do que ter domínio do conhecimento a ser
apresentado. Em 1989, quando participava do movimento sindical, Jorge deparou-se, pela
primeira vez, com a necessidade de falar para uma multidão durante uma assembléia.
Estava em cima de um carro-de-som e com um microfone na mão. "De repente me deu
aquele medo. Eram milhares de pessoas", recorda. "Mas acreditei que poderia falar e
consegui. Fui até aplaudido."
Conseguir dar a volta por cima do medo é o primeiro sinal de que haverá sucesso na
empreitada."Você tem que aprender a canalizar essa energia para o seu discurso.
Funciona", ensina. O temor natural é porque a sensação que a pessoa tem de ser o
centro das atenções e ter todos os olhares voltados para ela foge à regra social."Fomos
ensinados a ter medo de falar desde criança", observa Jorge. "Quando estamos à frente
de uma platéia, quebramos os padrões".
Prof. Jorge David B. Telles
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GREATEST LOVE OF ALL - WHITNEY HOUSTON


Eu acredito nas crianças ou no futuro
As pessoas sorriem e mostram-me o caminho
Elas mostram a direção
Dê-me um sentido, uma lágrima
Faça tudo mais fácil
Deixe as crianças sorrirem
Lembrem-se de como éramos
Todos vivem buscando um herói, as pessoas querem alguém para dirigi-las
Eu nunca encontrei ninguém que sentisse minhas necessidades
Sozinha, logo eu aprendi a depender de mim mesma
Eu decidi sozinha no passado
Nunca senti medo e sem sombras. Nenhuma mesmo!
Se eu disse, é por que acredito
Sem problemas em ir por aquele caminho
Por fim acredite no sucesso
Sem problemas no que me falaram
Por que o maior amor de todos aconteceu para mim
Eu encontrei o maior amor de todos
Dentro de mim
O maior amor é fácil de sentir
Aprendendo a amar você mesmo.
É o maior amor de todos.

" 50 PRINCÍPIOS PARA UMA BOA ORATÓRIA" *


Não há opção: ou você fala ou você fala.
Se não falar, outros falarão por e para você.
Não há opção: ou você fala ou você fala. Se não falar, outros falarão por você e para
você.
É importante compreender, atualizar e conscientizar-se da necessidade da oratória.
A dificuldade que os profissionais apresentam na sua capacidade de expressão
compromete seus próprios interesses.
Expressar um pensamento organizado desperta credibilidade e ressonância nos outros.
Quem fala bem se fortalece. Escrever bem, falar bem e defender seu propósito com
inteligência é fundamental.
A oratória deveria ser ministrada e desenvolvida desde a infância, o que conduziria ao
fortalecimento do indivíduo para um vida melhor.
Educar é conduzir para fora a energia vital, cultivando a percepção e a consciência da
presença do indivíduo, resultando em autonomia e autoconfiança. Infelizmente, na prática,
o ser humano é afastado de si e de seus propósitos, ficando cada vez mais vulnerável à
submissão e às conseqüências dos poderes dos outros. Aquele que vive a inibição, que
fica fora de si e se perde só porque está diante dos olhos dos outros, é dominado pelos
fantasmas internos de todos os representantes do poder no trajeto de sua vida.
Aprendemos que o poder do outro retira nosso poder. Este aprendizado desenvolve a
menos valia, que dificulta reconhecer o referencial do poder a partir da própria existência.
Praticamos ações a todo momento e nem sempre reconhecemos que somos , ou,

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deveríamos ser, o sujeito de nossas ações. Ser o sujeito de seu discurso corporal,
emocional e intelectual proporciona a verdadeira condição de controle e poder.
Ser o sujeito de seu poder é a condição necessária para não ser sujeito do poder do
outro.
O medo de se expor, de dizer o que pensa e sente na frente do outro desorganiza,
bloqueia a criatividade, consome energia, aprisiona e impede o ser de contemplar e
saborear a vida.
O que chamamos de técnicas de oratória é o resgate e a consciência da expressão do
poder natural e pessoal.
A palavra simboliza, organiza e identifica.
Ser sensível a cada palavra é a condição necessária para captar o que vem através dela.
Uma postura interna centrada em si mesmo traz a possibilidade de um verdadeiro
aprendizado.
Aquele que fica fora de si , mergulha na imaginação, fortalece os fantasmas com a sua
energia vital, que deveria estar voltada para fortalecer o seu propósito. O mundo só é real
quando o indivíduo se permite ser real.
Corpo desorganizado, pensamento e mente desorganizados.
Estar presente em todo o seu corpo e junto de seu propósito é a condição necessária
para a sua fluência e o bom desenvolvimento da tônica do discurso.
Não há discurso fluente sem o sujeito presente.
Soltar o ar contido que alimenta a neurose intensifica a percepção corporal.
O orador deve ser capaz de sentir, lembrar, raciocinar criar e ficar inspirado, ver o que
está à sua frente e não se perder na ameaça de suas representações internas.
O ser humano não é tímido ou inibido, e sim a expansão da energia vital, portanto
expressivo e criativo.
Ser a sua melhor companhia para a realização de seu propósito é fazer-se feliz.
Cultivar os sentimentos e pensamentos de sua meta e não permitir doar energia para
alimentar sentimentos e pensamentos fantasmas desenvolve controle e poder.
Na prestação de concursos, quando o candidato necessita de concluir suas conquistas
com boas entrevistas e provas orais, não basta saber, mas, principalmente, mostrar e
defender que sabe.
Aquele que estiver centrado terá condições de articular respostas, improvisar e criar
condições para aprovação. Quem mesmo com tanto saber se perde e fica fora de si,
perde o controle e o poder. Vítima do esquecimento e do bloqueio da expressão, fica
vulnerável as circunstâncias e aos poderes dos outros, perdendo oportunidades.
A falta de percepção de si conduz ao descontrole, fazendo o processo de expressão
muitas vezes trair o orador. A distribuição de energia no corpo traz a precisão, a leveza e
a harmonia que toda elegância traduz.
Através do discurso corporal, dos sentimentos e pensamentos, a platéia é estimulada a
visualizar, sentir e raciocinar junto do orador.
A platéia normalmente deseja o sucesso do orador.
O orador que fala o que o receptor quer ouvir prende a atenção.
É preciso fazer silenciar e fazer pausas permitindo a possibilidade de sentir e assimilar a
mensagem.
Despertar curiosidade, saber usar perguntas e argumentar com precisão aproxima e
agrada o receptor.
O bom orador não justifica nem realça nada que desvalorize sua apresentação.
Estar presente, intensificando a percepção corporal.
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Abrir o peito e soltar o ar. Em momentos de tensão é indispensável lembrar de expirar
muitas vezes. A respiração alimenta a saúde física, emocional e intelectual.
Sentir os pés no chão, existir na qualidade e na força da energia do olhar.
Quando sentado, sentar em cima dos ísquios , mantendo uma boa base para sustentar a
coluna vertebral.
Todo discurso precisa Ter início, meio e fim.
Saber dirigir-se ao público de acordo com a ordem estabelecida:
Ex.mo Sr. Presidente...
Ex.mo Sr. F...(convidado especial)
Demais componentes da mesa
Senhoras e Senhores
Soltar a voz, falar com entusiasmo, com energia e vibração. Através do som emitido é
possível aproximar ou distanciar. A estabilidade da voz transmite segurança.
Acreditar em si, gostar da mensagem e da platéia desperta credibilidade e prazer.
Articular bem cada sílaba, palavras e frases valoriza o significado. Fazer a palavra viva,
existindo no que fala, como fala e com quem fala. O vocabulário adequado à platéia
fortalece a comunicação que o indivíduo efetua consigo mesmo.
Marcar sem medo e claramente o que quer dizer é necessário para não possibilitar
distorções da mensagem, eliminando vícios de linguagem, que enfraquecem o discurso
do orador.
A comunicação com o outro é uma conseqüência da comunicação que o indivíduo efetua
consigo mesmo.
Para aprender a falar é preciso aprender a escutar.
Falar de forma mecânica e inconsciente é estar insensível às palavras e escraviza o ser
humano. Sentir e perceber o que se fala é ter o poder da palavra. Falar com qualidade é
essencialmente falar da qualidade de ser humano.
A qualidade de presença do orador estimula a qualidade de presença da platéia.
A capacidade de presença permite ao indivíduo articular o que sabe e até mesmo o que
não sabe.
A ausência do sujeito gera o “branco”, desorganiza e desarticula o saber.
Toda postura interna normalmente aparece no discurso não-verbal e vocal. Reconhecer o
que o corpo expressa é um exercício do poder.
Cada ser humano é único, tem uma voz única, e portanto é o seu modelo, tem um
potencial que necessita reconhecer e desenvolver.
A forma natural, clara e objetiva de expressão aproxima os seres humanos.”

* Principios elaborados pela fonoaudióloga e especialista em voz Rogéria Guida

OS DEZ MANDAMENTOS DO ORADOR MODERNO(*)

CONHECER O ASSUNTO
O orador precisa dominar o assunto, estar "por dentro", para poder transmitir a sua
mensagem, mas para isso é preciso também:
CONHECER O AUDITÓRIO
O orador deve sintonizar-se com o auditório, falar ao nível intelectual do auditório para ser
entendido.
É sabido que o discurso moderno não é simples monólogo.
SER PERSUASIVO
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O orador fala para persuadir, convencer, fazer com os ouvintes adiram ao seu ponto de
vista. Para persuadir, deve-se
SER SINCERO
Se o orador não está convencido do que fala, não pode convencer ninguém.
Deve-se dizer o que sente e sentir o que diz. Já exclamava Horácio: " Se queres que eu
chore, chora também tu".
SER SIMPLES
Simplicidade não se confunde com vulgaridade. Nada de artificialismo, de termos
empolados, de gongorismo, tão ao sabor da eloquência romântica.
Só um homem culto pode expor um assunto difícil de maneira simples e fácil, de molde a
ser entendido por uma criana, como queria Lincoln.
SER BREVE
Claro e objetivo, o discurso moderno deve ser curto.
O homem da era espacial não tem tempo para ouvir orações longas.
Ser breve não significa ser superficial.
Não há tema, por mais complexo, que não possa ser exposto em quinze ou vinte minutos,
desde que o expositor o conheça profundamente.
SABER RESPIRAR
O orador que sabe respirar, que inspira fundo e fala audível e pausadamente no
momento em que expira, articula melhor as palavras e não se cansa. Sabendo respirar, o
orador moderno está capacitado a
SABER USAR A VOZ
O discurso moderno é uma conversa em voz alta.
Para prender a atenção do auditório, o discurso não deve ser monocórdio, monótono.
Já disse alguém que o discurso é uma lanterna mágica, e assim como sucedem-se as
idéias e as imagens, devem também suceder-se os sons e os tons que colorem as
palavras.
SABER GESTICULAR
A gesticulação dever ser sóbria, e sobretudo natural e espontânea.
O orador moderno não é ator.
O gesto que precede a palavra deve ser empregado para valorizá-la.
SABER CONCLUIR
Não concluir de maneira prolongada nem abrupta.
O orador deve concluir enquanto o auditório ainda está disposto a ouvi-lo
Deve concluir no momento exato, depois de haver dito tudo o que era preciso dizer.

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