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Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 52.869 - RS (2011/0146971-5)

RELATOR

AGRAVANTE : COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA

: MINISTRO RAUL ARAÚJO

ADVOGADOS

AGRAVADO

ADVOGADO

:

ELÉTRICA CEEED RS LUIS AFONSO SACCO MACIEL E OUTRO(S) RAIMUNDO FLORES E OUTRO(S) JOSÉ VELOSO DE LINHARES FÁBIO LUÍS TRENTIN DE MOURA E OUTRO(S) EMENTA

:

:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE. FINANCIAMENTO PARA A INSTALAÇÃO DE REDE ELÉTRICA. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CEEE. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO INFIRMADOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 182/STJ. PRESCRIÇÃO VINTENÁRIA.

182/STJ). 2.
182/STJ).
2.

1. "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada" (Súmula

Conforme entendimento firmado pela Segunda Seção desta Corte,

em sede de recurso especial repetitivo - REsp 1.063.661/RS, Relator o Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 8.3.2010 -, "para efeitos do art.

543-C do CPC: prescreve em 20 (vinte) anos, na vigência do Código Civil de 1916, e em 5 (cinco) anos, na vigência do Código Civil de 2002, a pretensão de cobrança dos valores aportados para a construção de rede de eletrificação rural, posteriormente incorporada ao patrimônio da CEEE/RGE, respeitada a regra de transição prevista no art. 2.028 do Código Civil de 2002" .

3. Agravo regimental não provido.

ACÓRDÃO

Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Quarta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Marco Buzzi e Luis Felipe Salomão (Presidente) votaram com o Sr. Ministro Relator.

Brasília, 20 de outubro de 2011(Data do Julgamento)

MINISTRO RAUL ARAÚJO Relator

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 52.869 - RS (2011/0146971-5)

RELATOR

AGRAVANTE : COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA

: MINISTRO RAUL ARAÚJO

ADVOGADOS

:

ELÉTRICA CEEED RS LUIS AFONSO SACCO MACIEL E OUTRO(S)

AGRAVADO

:

RAIMUNDO FLORES E OUTRO(S) JOSÉ VELOSO DE LINHARES

ADVOGADO

:

FÁBIO LUÍS TRENTIN DE MOURA E OUTRO(S)

RELATÓRIO

: FÁBIO LUÍS TRENTIN DE MOURA E OUTRO(S) RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO RAUL ARAÚJO (Relator):

O EXMO. SR. MINISTRO RAUL ARAÚJO (Relator): Cuida-se de agravo

regimental interposto contra decisão desta relatoria que negou provimento ao agravo de

instrumento, nos seguintes termos:

"Inicialmente, verifica-se que não houve manifestação do c. Tribunal de origem acerca do disposto no art. 233, parágrafo único, da Lei nº 6.404/76, a despeito da oposição dos embargos declaratórios. Desse modo, à falta do indispensável prequestionamento, não merece ser conhecida a questão, nos termos da Súmula 211 desta Corte. Ressalte-se que o Eg. Tribunal de origem não examinou a controvérsia relativa à ilegitimidade passiva da agravante, ao entendimento de que 'a questão acerca da legitimidade passiva ad causam já foi devidamente decidida no julgamento da apelação cível n. 70021226931 (fls. 176/178), razão pela qual não conheço da alegação no ponto.' (e-STJ fls. 326). Tal fundamento, todavia, não foi impugnado nas razões do recurso especial, convocando a incidência da Súmula 283/STF, segundo a qual 'É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles'. Em relação ao prazo prescricional aplicado à espécie, observa-se que o v. acórdão objurgado está em sintonia com o entendimento firmado na C. Segunda Seção do Eg. Superior Tribunal de Justiça, em julgado submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (REsp 1.063.661/RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão , DJe de 8.3.2010), no sentido de que 'prescreve em 20 (vinte) anos, na vigência do Código Civil de 1916, e em 5 (cinco) anos, na vigência do Código Civil de 2002, a pretensão de cobrança dos valores aportados para a construção de rede de eletrificação rural, posteriormente incorporada ao patrimônio da CEEE/RGE, respeitada a regra de transição prevista no art. 2.028 do Código Civil de 2002'. Confira-se, a propósito, a ementa do refeito julgado:

'RECURSO

ESPECIAL

REPETITIVO.

REDE

DE

ELETRIFICAÇÃO

RURAL.

COBRANÇA

DOS

VALORES

Superior Tribunal de Justiça

APORTADOS. PRESCRIÇÃO VINTENÁRIA, NA VIGÊNCIA DO CC/16, E QUINQUENAL, NA VIGÊNCIA DO CC/02, RESPEITADA A REGRA DE TRANSIÇÃO DO ART.

2.028/CC02.

1. Para efeitos do art. 543-C do CPC: prescreve em 20 (vinte) anos, na vigência do Código Civil de 1916, e em 5 (cinco) anos, na vigência do Código Civil de 2002, a pretensão de cobrança dos valores aportados para a construção de rede de eletrificação rural, posteriormente incorporada ao patrimônio da CEEE/RGE, respeitada a regra de transição prevista no art. 2.028 do Código Civil de 2002. 2. Recurso especial provido para afastar a prescrição decretada e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo.'

e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo .' Quanto à insurgência relativa ao

Quanto à insurgência relativa ao índice de correção monetária adotado, esta eg. Corte de Justiça tem decidido, reiteradamente, que para a correta demonstração da divergência jurisprudencial deve haver o cotejo analítico, expondo-se as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, a fim de demonstrar a similitude fática entre os acórdãos impugnado e paradigma, bem como a existência de soluções jurídicas díspares, nos termos dos arts. 541, parágrafo único, do CPC e 255, § 2º, do RISTJ. Contudo, na hipótese dos autos, não houve essa demonstração. Diante do exposto, nego provimento ao agravo." (e-STJ, fls. 394/395)

Nas razões recursais, a agravante afirma que não se aplicam as Súmulas 5 e

7/STJ, pois esta Corte deverá se pronunciar tão somente no sentido de determinar, em face da

Lei (art. 233, parágrafo único, da Lei 6.404/76), a quem cabe a responsabilidade pela

restituição de valores, porquanto o processo de privatização da agravante é notório.

Postula pela aplicação do prazo prescricional quinquenal, tanto com base no

ordenamento civil como sob o pálio das normas administrativas.

É o relatório.

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 52.869 - RS (2011/0146971-5)

RELATOR

AGRAVANTE : COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA

: MINISTRO RAUL ARAÚJO

ADVOGADOS

:

ELÉTRICA CEEED RS LUIS AFONSO SACCO MACIEL E OUTRO(S)

AGRAVADO

:

RAIMUNDO FLORES E OUTRO(S) JOSÉ VELOSO DE LINHARES

ADVOGADO

:

FÁBIO LUÍS TRENTIN DE MOURA E OUTRO(S)

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO RAUL ARAÚJO (Relator): O inconformismo não merece amparo.
O EXMO. SR. MINISTRO RAUL ARAÚJO (Relator):
O inconformismo não merece amparo.

Verifica-se, no que tange à alegada ilegitimidade passiva, que as razões

recursais dissociam-se do fundamento da decisão agravada que, quanto ao ponto, aplicou as

Súmulas 211/STJ e 283/STF, nos seguintes termos:

"Inicialmente, verifica-se que não houve manifestação do c. Tribunal de origem acerca do disposto no art. 233, parágrafo único, da Lei nº 6.404/76, a despeito da oposição dos embargos declaratórios. Desse modo, à falta do indispensável prequestionamento, não merece ser conhecida a questão, nos termos da Súmula 211 desta Corte. Ressalte-se que o Eg. Tribunal de origem não examinou a controvérsia relativa à ilegitimidade passiva da agravante, ao entendimento de que 'a questão acerca da legitimidade passiva ad causam já foi devidamente decidida no julgamento da apelação cível n. 70021226931 (fls. 176/178), razão pela qual não conheço da alegação no ponto.' (e-STJ fls. 326). Tal fundamento, todavia, não foi impugnado nas razões do recurso especial, convocando a incidência da Súmula 283/STF, segundo a qual "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles". (e-STJ, fl. 394)

Dessa forma, o provimento hostilizado permanece incólume, atraindo o óbice

constante do enunciado nº 182 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual é

inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da

decisão agravada.

Quanto ao prazo prescricional, conforme salientado na decisão agravada, a

Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento, nos termos do art.

543-C do Código de Processo Civil (REsp 1.063.661/RS, Relator Ministro Luis Felipe

Superior Tribunal de Justiça

Salomão, DJe de 8/3/2010), de que "prescreve em 20 (vinte) anos, na vigência do Código

Civil de 1916, e em 5 (cinco) anos, na vigência do Código Civil de 2002, a pretensão de

cobrança dos valores aportados para a construção de rede de eletrificação rural,

posteriormente incorporada ao patrimônio da CEEE/RGE, respeitada a regra de transição

prevista no art. 2.028 do Código Civil de 2002".

Confira-se:

"RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. REDE DE ELETRIFICAÇÃO RURAL. COBRANÇA DOS VALORES APORTADOS. PRESCRIÇÃO VINTENÁRIA, NA VIGÊNCIA DO CC/16, E QUINQUENAL, NA VIGÊNCIA DO CC/02, RESPEITADA A REGRA DE TRANSIÇÃO DO ART. 2.028/CC02.

1. 2.
1.
2.

Para efeitos do art. 543-C do CPC: prescreve em 20 (vinte) anos,

na vigência do Código Civil de 1916, e em 5 (cinco) anos, na vigência

do Código Civil de 2002, a pretensão de cobrança dos valores aportados para a construção de rede de eletrificação rural, posteriormente incorporada ao patrimônio da CEEE/RGE, respeitada

a regra de transição prevista no art. 2.028 do Código Civil de 2002.

Recurso especial provido para afastar a prescrição decretada e

determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo."

Na hipótese em exame, está consignado pelo v. acórdão recorrido (fl. 327) que

a assinatura do contrato ocorreu em 28.5.1985. Assim, considerando que o direito de reaver o

montante pago só passou a ser exigível quatro anos após o efetivo desembolso, o termo a quo

a ser considerado para o início da contagem do prazo prescricional é 1989. A ação foi

proposta em 8.2.2006, razão pela qual não há como se declarar prescrita a pretensão do

agravado.

Ante o exposto, nega-se provimento ao agravo regimental.

É como voto.

Superior Tribunal de Justiça

CERTIDÃO DE JULGAMENTO QUARTA TURMA

Número Registro: 2011/0146971-5

PROCESSO ELETRÔNICO

AgRg

no

AREsp 52.869 / RS

Números Origem: 10600002655 70036553253 70040040172 70041592668 70042777037

EM MESA

JULGADO: 20/10/2011

Relator Exmo. Sr. Ministro RAUL ARAÚJO

AUTUAÇÃO : : : : AGRAVO REGIMENTAL :
AUTUAÇÃO
:
:
:
:
AGRAVO REGIMENTAL
:

Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO

Subprocuradora-Geral da República Exma. Sra. Dra. ANA MARIA GUERRERO GUIMARÃES

Secretária Bela. TERESA HELENA DA ROCHA BASEVI

AGRAVANTE

COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CEEED RS RAIMUNDO FLORES E OUTRO(S) LUIS AFONSO SACCO MACIEL E OUTRO(S) JOSÉ VELOSO DE LINHARES FÁBIO LUÍS TRENTIN DE MOURA E OUTRO(S)

ADVOGADOS

AGRAVADO

ADVOGADO

ASSUNTO: DIREITO CIVIL - Obrigações - Espécies de Contratos - Prestação de Serviços

AGRAVANTE

COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CEEED RS RAIMUNDO FLORES E OUTRO(S) LUIS AFONSO SACCO MACIEL E OUTRO(S) JOSÉ VELOSO DE LINHARES FÁBIO LUÍS TRENTIN DE MOURA E OUTRO(S)

ADVOGADOS

:

AGRAVADO

:

ADVOGADO

:

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia QUARTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Marco Buzzi e Luis Felipe Salomão (Presidente) votaram com o Sr. Ministro Relator.