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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA QUÍMICA CURSO DE GRADUAÇÃO EM

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA QUÍMICA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA OPERAÇÕES UNITÁRIAS I

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA ATRAVÉS DE MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO

Belém - PA

2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA QUÍMICA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA OPERAÇÕES UNITÁRIAS I

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA ATRAVÉS DE MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO

Professor : Cláudio Orofino.

5° Grupo :

Alunos: Carlos Adriano 09025004001

09025001601

Marcus Vinicius 09025000401

09025000301 09025004001

Josiel Lobato

Rômulo Arthur Pedro Torres

Belém - PA

2011

Trabalho apresentado como

parte integrante da avaliação

da disciplina de Operações

Unitárias I, do curso de

Engenharia Química da

Universidade Federal do Pará

RESUMO Em muitos casos torna-se conveniente a representação granulométrica através de gráficos, denominados modelos de distribuição. Existem várias distribuições de modelos, mas para este trabalho somente o de G.G.S, R.R.B e L.N serão aplicados pois descrevem satisfatoriamente a maioria dos casos de análise granulométrica. Este trabalho tem como objetivo determinar o modelo matemático de distribuição que melhor representa o diâmetro das partículas por meio de uma análise gravimétrica. Os dados resultantes da operação de peneiramento de um ensaio granulométrico de areia, que foi realizado na UEAP Universidade Estadual de Amapá encontram-se na tabela 1. Para avaliar e determinar o modelo que melhor representa o ensaio foi utilizado uma ferramenta do pacote Office, o Excel. O pacote pôde fornecer uma equação e com isso pode-se determinar todos os parâmetros ou constantes que fazem parte da equação que representa o melhor modelo de distribuição. Os resultados indicam que o modelo de R.R.B (ROSIN, RAMBLER E BENNET) é o melhor modelo de representação de distribuição.

Palavras chave: Modelos, distribuição, granulométria.

SUMÁRIO

1. Introdução

5

2. Procedimento Desenvolvido

8

3. Resultados e discussão

10

4. Conclusão

12

5. Referências Bibliográficas

13

6. Anexo

14

1. Introdução Lambourne et al. (1999) apresentam uma visão geral sobre os métodos de medição de tamanhos de partículas, que podem ser vários. O método mais comumente utilizado é o peneiramento das partículas através de uma série de telas com aberturas padronizadas (YANG, 2003). Este método é o mais antigo e, não apenas por isso, o mais consagrado. Uma demonstração do método é apresentada na figura 1.

Uma demonstração do método é apresentada na figura 1. Figura 1 - Análise granulométrica por peneiramento

Figura 1 - Análise granulométrica por peneiramento - Fonte: TELLES (2007).

Quando passa em cada peneira, a amostra é dividida em duas frações, uma que atravessa a tela e outra que fica retida. A sucessão desse procedimento gera o que se chama de análise granulométrica. Segundo Brocchi (2001), a análise granulométrica fornece a distribuição

percentual em massa, dos tamanhos das partículas que constituirão o leito. Ela é feita através de peneiras de diferentes aberturas padronizadas internacionalmente. Alguns exemplos de peneiras padrão são: Série Tyler; U.S. Mesh; Série ASMT; Série BS (British Standard); Série IMM (Institute of Minning and Metal).

A apresentação de resultados de análises granulométricas pode ser feita

através de tabelas ou de gráficos. O tipo de curva mais utilizado é a curva de fração acumulada, partindo-se das partículas de menor tamanho até as de

maior tamanho (menores que

A análise granulométrica consiste na determinação das dimensões das

partículas que constituem as amostras (presumivelmente representativas dos sedimentos) e no tratamento estatístico dessa informação. Basicamente, o que é necessário fazer, é determinar as dimensões das partículas individuais e

estudar a sua distribuição, quer pelo peso de cada classe dimensional

considerada, quer pelo seu volume, quer ainda pelo número de partículas integradas em cada classe. Na realidade, estas três formas têm sido utilizadas (DIAS, 2004). Segundo Dias (2004), a análise das dimensões das partículas é importante, pois permite deduzir indicações preciosas, entre outras, sobre a proveniência (designadamente sobre a disponibilidade de determinados tipos de partículas e sobre as rochas que lhes deram origem); sobre o transporte (utilizando, por exemplo, o conceito de maturidade textural e a resistência das partículas, segundo a sua composição, à abrasão e à alteração química), e sobre os ambientes deposicionais. O tamanho das partículas constitui, em geral, um índice de energia do agente de deposição; nem sempre, porém, uma vez que depende igualmente da granulometria do material disponível (MENDES, 1984). Expressões matemáticas ou modelos para distribuições são muitas, e quase todas são contínuas, isto é, o argumento da expressão é um número real variando numa faixa de valores conhecidos.

O modelo de G.G.S (GATES, GAUDIN E SHUMANN) apresenta a

equação:

"

Onde

mo.logK

o

"

o

termo

X =

 

D

i

K

o

 

mo

(1)

logX = mo.logD - mo.logK

i

o

(2)

" mo "

representa

a

inclinação

da

representa o coeficiente linear da reta.

reta

e

o

termo

O modelo de R.R.B (ROSIN, RAMBLER E BENNET) apresenta a

equação:

ln   ln

 

X

-

= 1 - e

D

i

D'

n

(3)

1

1 - X



 

= n.ln D - n.ln D'

i

(4)

Onde o termo " n " representa a inclinação da reta e o termo " n.ln D' "

representa o coeficiente linear da reta.

O

O

modelo de log Normal apresenta a equação:

1 1 X =  erf ( 2 2  D i  ln 
1
1
X =
erf
(
2
2
D i 
ln
D
50
Z 
2 ln

Z

)

(5)

( 6)

modelo só poderá ser aplicado se:

D 84 ,1

D

50

D

50

D

15 ,9

(7)

Se

1

2

o modelo não é aplicável e a distribuição não é representada

pelo modelo de log-normal.

Se

1

2

o modelo é aplicável e a distribuição é representada pelo

modelo de log-normal. Onde para todos os modelos:

X = X > D = % Retida Acumulada.

D i = Diâmetro médio entre malhas. K o e D’ = Parâmetro [L]. mo, n e = adimensional. D 50 = Diâmetro que representa % Retida Acumulada X RA = 50,0. Portanto, para se conhecer as propriedades dos sólidos particulados tornam-se necessários a caracterização das partículas individuais por meio, por exemplo, da forma, densidade, dureza, capacidade calorífica, condutividade térmica, entre outros e principalmente de seu tamanho que por meio de uma análise granulométrica pode ser determinado e de uma análise granulométrica através de modelos de distribuição para descrever o comportamento do fenômeno para uma determinada faixa de operação.

2. Procedimento Desenvolvido O resultado da operação de peneiramento resultante de um ensaio granulométrico de areia encontra-se na tabela 1:

Abertura (mm)

Massa Retida (g)

1,180

1,4

0,600

15,7

0,425

29,6

0,300

40,2

0,150

63,9

0,075

34,2

Tabela 1 - Ensaio granulométrico

A metodologia desenvolvida foi à elaboração das tabelas, que se encontram em anexo, e posteriormente a construção dos gráficos.

MODELO DE G.G.S.(GATES, GAUDIN E

SHUMANN) log X>Di x log Di

y = -1,1979x - 0,9892 R² = 0,9007

0,20 0,00 -0,20 -0,40 -0,60 -0,80 -1,00 -1,20 -1,00 -0,80 -0,60 -0,40 -0,20 0,00 log
0,20
0,00
-0,20
-0,40
-0,60
-0,80
-1,00
-1,20
-1,00
-0,80
-0,60
-0,40
-0,20
0,00
log X>Di
-1,20 -1,00 -0,80 -0,60 -0,40 -0,20 0,00 log X>Di Dados Experimentais Linear (Dados Experimentais) log Di

Dados

Experimentais

Linear (Dados

Experimentais)

log Di

Gráfico 1 - Modelo de G.G.S

MODELO DE R.R.B.(ROSIN, RAMBLER E BENNET) Ln{Ln [1/(1-X>D)]} x Ln Di

1,00 0,20 y = -2,1431x - 2,6695 R² = 0,9997 -0,60 -1,40 -2,20 Dados Experimentais
1,00
0,20
y = -2,1431x - 2,6695
R² = 0,9997
-0,60
-1,40
-2,20
Dados Experimentais
-3,00
-1,60
-1,30
-1,00
-0,70
-0,40
-0,10
Linear (Dados
Ln Di
Experimentais)
Ln{Ln [1/(1-X>D)]}

Gráfico 2 - Modelo de R.R.B

MODELO DE LOG NORMA X>D x Di

1,10 0,90 0,70 0,50 0,30 0,10 -0,10 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 X>D
1,10
0,90
0,70
0,50
0,30
0,10
-0,10
0,00
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
X>D

Di

y = -1,1804x + 1,0187 R² = 0,8731

0,40 0,60 0,80 1,00 X>D Di y = -1,1804x + 1,0187 R² = 0,8731 Dados Experimentais

Dados Experimentais

Linear (Dados

Experimentais)

Gráfico 3 - Modelo de LOG- NORMAL

3. Resultados e discussão Observa-se pelos gráficos que o modelo que melhor representa a distribuição do ensaio granulométrico é o modelo de R.R.B (ROSIN, RAMBLER E BENNET). Como ocorreu a linearização dos dados experimentais a partir dos ajustes para o modelo de R.R.B, obteve-se a equação da reta com um coeficiente de correlação bem próximo de 1, R² = 0,9997, mostrando que os dados do ensaio se ajustam que quase que perfeitamente com a equação obtida:

y = -2,1431x - 2,6695

(8)

" n " que representa

inclinação da reta e o termo " n.ln D' " representa o coeficiente linear da reta.

Com este resultado pode-se calcular o valor de

a

Comparando a equação (8) com a equação (4) tem-se:

ln    ln

 

1- 1 X   

= n.ln D - n.ln D' (4)

i

n= 2,1431 (9) e n.ln D' = 2,6695 (10)

Da equação (10) pode se obter D' :

n.ln D' =

2,6695

ln D'

D' e

1.2456

D'

2,6695

2.1431

0.2878

ln D'

(11)



1.2456

Logo a equação do Modelo de R.R.B (ROSIN, RAMBLER E BENNET) é dado pela equação (12) :

X = 1- e

-   

D 2.1431

i

0.2878

  

(12)

Observa-se no gráfico 1, que o modelo de G.G.S não pode ser aplicado pois não houve linearização da curva obtida. Para o modelo de log-normal foram calculados os seguintes parâmetros:

1

2

D

84

D

50

D

15

,1

,0

,9

0,22

0,34

0,68

mm

mm

mm

D

84

,1

0,22 mm

D

50

,0

0,34

mm

D

50

,0

0,34 mm

D

15

,9

0,68

mm

1

1

0,6471

0,5000

Como

1

2

o

modelo

não

é

aplicável

e

a

distribuição

representada pelo modelo de log-normal.

não

é

4. Conclusão O procedimento desenvolvido foi utilizado para determinar o modelo de distribuição que melhor se ajusta ao ensaio granulométrico, por meio do método gráfico, tendo como referencia uma amostra provinda de uma operação de peneiramento, mostra que é possível estimar o diâmetro das partículas em uma análise granulométrica através da aplicação de modelos de distribuição. Os resultados encontrados seguiram-se de maneira correta e os objetivos estabelecidos pelo professor foram alcançados.

5. Referências Bibliográficas

MOTTA, Éder Presa. QUEDA DE PRESSÃO EM UM LEITO DE PARTÍCULAS DE XISTO: AVALIAÇÃO DE MODELOS PARA DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA E DIÂMETROS MÉDIOS EQUIVALENTES, ESTUDO DO EFEITO DA ALTURA DO LEITO E AVALIAÇÃO DE MODELOS PARA PREDIÇÃO DA QUEDA DE PRESSÃO. 2009. 135 f. Tese (Mestrado em Engenharia Química) Universidade Federal do Paraná, Paraná.

PINTO,Cláudio Roberto Orofino. Apostila: Operações Unitárias I

versão sujeita a correção. Pará: UFPA, [2011]. Versão disponível

somente para alunos. Acesso em 13 out. 2011.

TELLES, Affonso Carlos S. da Silva. Notas de aula: operações unitárias

I: sistemas particulados. Rio de Janeiro: UFRJ, [2007]

6. Anexo

D#(mm) Abertura Média entre Malhas

 

Massa

% Retida (x i )

             

Di

Retida (g)

X>D

Log Di

Log X>D

Ln Di

1/[1-X>D]

Ln [1/(1-X>D)]

Ln{Ln [1/(1-X>D)]}

 

# D#(mm)

 

# D#(mm)

-

 

- -

-

- -

 

-

-

 

- -

 

+

 

1,18

-

 

- -

-

- -

 

-

-

 

- -

 

- 1,1800

 

+ 0,6000

0,8900

15,70

0,0855

0,0855

-0,0506

-1,0680

-0,1165

1,0935

0,0894

-2,4147

 

- 0,6000

 

+ 0,4250

0,5125

29,60

0,1612

0,2467

-0,2903

-0,6078

-0,6685

1,3275

0,2833

-1,2611

 

- 0,4250

 

+ 0,3000

0,3625

40,20

0,2190

0,4657

-0,4407

-0,3319

-1,0147

1,8716

0,6268

-0,4672

 

- 0,3000

 

+ 0,1500

0,2250

63,90

0,3480

0,8137

-0,6478

-0,0895

-1,4917

5,3684

1,6805

0,5191

 

- 0,1500

 

+ 0,0750

0,1125

34,20

0,1863

1,0000

-0,9488

0,0000

-2,1848

-

-

-

 

-

0,075

-

-

-

-

-

   
 

M T =

183,6