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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 CURSO PREPARATÓRIO PARA PROVA DA ANCORD 2011 Conteúdo

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

CURSO

PREPARATÓRIO PARA PROVA DA ANCORD 2011

Conteúdo Exclusivo da XP Educação Direção Acadêmica: Silvio Paulo Hilgert I.1 [Digite uma citação do
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Direção Acadêmica: Silvio Paulo Hilgert
I.1
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Conteúdo Exclusivo da XP Educ

Coordenação: Silvio Paulo Hilge

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Importante Este material tem conteúdo meramente informativo e

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Importante
Importante

Este material tem conteúdo meramente informativo e não se caracteriza como oferta, solicitação ou recomendação de compra ou venda de qualquer ação, ativo ou instrumento financeiro. Todos os exemplos e modelos utilizados e citados neste material e em sala são meramente didáticos. Investimentos em ações, opções, contratos futuros e outros ativos de renda variável são operações de risco. Desta forma, nas operações envolvendo estes ativos podem ocorrer perdas. Nas operações com derivativos estas perdas podem ser superiores ao valor investido e, nesta condição, o investidor pode ser chamado a aportar recursos. Além disso, rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, desta forma, os percentuais de valorização apresentados neste material não significam o potencial futuro de valorização.

I.2

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 XP EDUCAÇÃO Educação de Novos Investidores A XP

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

XP EDUCAÇÃO

Educação de Novos Investidores

A XP Educação tem como objetivo ensinar a população brasileira a investir melhor seu dinheiro. Em parceria com seus escritórios afiliados já formou mais de 350 mil alunos com suas palestras, cursos de extensão em bolsa de valores e finanças pessoais, realizados de forma presencial e on line.

pessoais, realizados de forma presencial e on line. Para maiores informações acesse www.xpe.com.br ou ligue

Para maiores informações acesse www.xpe.com.br ou ligue 0800.723-3700

Ficha Técnica do Curso

Curso: Preparatório para Prova da ANCORD

Versão: Primeira Edição – Julho/2011

Direção Acadêmica: Sílvio Paulo Hilgert

A filosofia de ensino da XP Educação combina o mais avançado conhecimento acadêmico disponível, a melhor didática e uma visão aplicada aos negócios.

Os professores que ministram nossos cursos possuem sólida formação acadêmica, além de serem profissionais experientes no mercado de capitais onde atuam como operadores e assessores de investimentos. Dessa forma, a vivência do dia-a-dia é levada para dentro da sala de aula.

Em todos os eventos os professores são incentivados a buscar o equilíbrio ideal entre teoria e prática, entre o aprimoramento da base conceitual do aluno e o fornecimento de ferramentas práticas que possam ser rapidamente implementadas no ambiente do mercado financeiro.

Atualmente, a XP Educação está presente, através de seus parceiros, nas principais capitais e cidades brasileiras. Oferecemos diferentes programas, que englobam desde palestras e cursos básicos para iniciantes até estudos avançados para atender os investidores mais qualificados.

Especialista em Mercado de Capitais formado pela UFRGS/APIMEC-SUL. Pós-graduado em Desenvolvimento Gerencial e graduado em Administração pela UNOESC. Certificado pela ANCOR como Agente Autônomo de Investimentos. Certificado pela ANBIMA com CPA-10. Possui grande experiência e vivência no Mercado Financeiro com atuação em companhias como Banco HSBC, Bamerindus e Sicredi. Experiência profissional como operador da Bolsa de Valores tendo atuado pela XP Investimentos Corretora. Vasta experiência em treinamento e formação de colaboradores e investidores em produtos financeiros tanto em renda fixa quanto variável. Atualmente exerce o cargo de Diretor Acadêmico e Professor da XP Educação onde ministra cursos e palestras na área de Mercado de Capitais e Finanças Pessoais, bem como coordena a área acadêmica da instituição.

I.3

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Sumário do Curso I. A Atividade do Agente

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Sumário do Curso

I. A Atividade do Agente Autônomo de Investimento

 

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II.

Ética Profissional e Aspectos Comportamentais

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III. Lei nº 9.613/98 1 ; Circular BACEN 3461/09 2 ; Instrução CVM nº301/99 3
III.
Lei nº 9.613/98 1 ; Circular BACEN 3461/09 2 ; Instrução CVM nº301/99 3
.14
IV.
Economia
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VI.
Instituições e Intermediadores Financeiros
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V.
Sistema Financeiro Nacional
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VII.
Fundamentos de Finanças
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VIII.
Mercado
de
Capitais
Produtos,
Modalidades
Operacionais,
Tributação
e
Regulamentação Básica
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IX.
Fundos de Investimentos
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X.
Outros Fundos de Investimentos Regulados pela CVM
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XI.
Securitização de Recebíveis
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XII.
Clubes de Investimentos
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XIII. Liquidação de Operações
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106
XIV.
Mercado
Financeiro
Produtos,
Modalidades
Operacionais,
Tributação
e
Regulamentação Básica
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111
XV.
Mercado
de
Derivativos
-
Produtos,
Modalidades
Operacionais,
Tributação
e
Regulamentação Básica
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REFERÊNCIAS
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1 Ver página http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9613.htm
2 Ver página https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=109061238&method=detalharNormativo
3 Ver página http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5Cinst301.htm
I.4
Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 I. A Atividade do Agente Autônomo de Investimento

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

I. A Atividade do Agente Autônomo de Investimento

A Atividade Agente Autônomo de Investimento Conforme a Instrução CVM Nº 434/06 4

O agente autônomo de investimento é a pessoa natural que obtém registro na Comissão

de Valores Mobiliários – CVM, para exercer, sob a responsabilidade e como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, a atividade de distribuição e mediação de valores mobiliários. Por sua vez, os agentes autônomos de investimento podem constituir pessoa jurídica para o exercício da sua atividade. As instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários são: bancos múltiplos (com carteira de investimento), bancos de investimento, corretoras de valores e de mercadorias e

A
A

Analista de Valores Mobiliários 5

Segundo a Resolução no. 2838/01 no seu art. 5º, fica a Comissão de Valores Mobiliários autorizada a adotar as medidas e a baixar as normas complementares que se fizerem necessárias à execução da atividade de Agente Autônomo de Investimento. A resolução no. 3.158/03 dispõe sobre a certificação de empregados das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

distribuidoras de valores.

Diferenciação da Atividade de Agente Autônomo das Atividades de Administração, Análise e Consultoria de Valores Mobiliários

atividade de analista de valores mobiliários consiste na avaliação de investimento em

valores mobiliários, em caráter profissional, com a finalidade de produzir recomendações, relatórios de acompanhamento e estudos para divulgação ao público, que auxiliem no processo de tomada de decisão de investimento.

Consultor de Valores Mobiliários 6 Profissional ou empresa, credenciado pela CVM, com experiência em atuação no mercado de valores mobiliários, que presta consultoria aos investidores interessados em fazer aplicações diretamente nesse mercado. Possui conhecimentos técnicos e práticos para assessorar seu cliente na busca do produto que irá melhor atender a seus objetivos e necessidades pessoais.

Administrador de Carteiras 7

4

4

4

4

5

6

7

Ver página http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9613.htm

Ver página https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=109061238&method=detalharNormativo

Ver página http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5Cinst301.htm

Ver página http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5Cinst434.htm

Ver página http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?Tipo=I&File=/inst/inst388.htm

Ver página http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Investidor/Ondeinvestir/Quempodemeajudarainvestir/tabid/87/Default.aspx

Ver instrução da CVM no.043/85, e alterações 082/88, 306/99, 448/07 e 456/07

I.5

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 A administração de carteira de valores mobiliários consiste

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de

recursos ou valores mobiliários, sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários,

entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do investidor 8 .

Concessão da Autorização para Exercício da Atividade

A • tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior; • • •
A
tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior;
não tenha sido condenada criminalmente, ressalvada a hipótese de reabilitação; e
A
e
O

Autorização Do Agente Autônomo – Pessoa Natural

autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento

somente será concedida à pessoa natural, domiciliada no País, que preencha os seguintes requisitos:

tenha sido aprovada em exame técnico específico para agente autônomo de investimento, organizado por entidade certificadora autorizada pela CVM;

não esteja inabilitada ou suspensa para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM, pelo Banco Central do Brasil, pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP ou pela Secretaria de Previdência Complementar – SPC;

não esteja impedida de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial.

identificação do candidato deverá ser verificada pela entidade certificadora, que

enviará à CVM a relação dos candidatos aprovados no exame previsto, conservando em seu poder os documentos respectivos enquanto for mantida a habilitação do candidato, e pelo prazo de 5 (cinco) anos a partir de seu cancelamento.

O pedido de autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa natural deverá ser instruído com os seguintes documentos:

formulário cadastral, preenchido na página da CVM na rede mundial de computadores;

declaração do candidato, enviada à CVM com data e assinatura, informando o cumprimento dos requisitos.

prazo de validade do exame técnico de certificação para a obtenção de autorização da

CVM para o exercício da atividade é de 1 (um) ano, contado da data da divulgação do resultado

final pela entidade certificadora.

Autorização Do Agente Autônomo – Pessoa Jurídica

8 Ver página http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=\inst\inst306consolid.htm

I.6

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 A autorização para o exercício da atividade de

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A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento

somente será concedida à pessoa jurídica domiciliada no País que preencha os seguintes

requisitos:

tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo de investimento e esteja regularmente constituída e registrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ; e

tenha como sócios unicamente agentes autônomos autorizados pela CVM, e a eles seja atribuído, com exclusividade, o exercício das atividades, sendo todos os sócios responsáveis perante a CVM pelas atividades da sociedade.

• A • •
A

Suspensão e Cancelamento da Autorização para Exercício da Atividade

Suspensão da Autorização

Será admitido que a sociedade tenha como sócios terceiros que não sejam agentes autônomos, desde que sua participação no capital social e nos lucros não exceda de 2% (dois por cento), e que tais sócios não exerçam função de gerência ou administração ou por qualquer modo participem das atividades que constituam o objeto social. Um mesmo agente autônomo pessoa natural não poderá ser sócio de mais de um agente autônomo pessoa jurídica. Da denominação do agente autônomo pessoa jurídica deverá constar a expressão "Agente Autônomo de Investimentos", sendo vedada a utilização de palavras ou expressões que induzam a interpretação indevida quanto ao objetivo da sociedade.

CVM poderá, por solicitação do agente autônomo pessoa natural, suspender a

autorização para o exercício de sua atividade por um período contínuo de até 12 (doze) meses,

não renovável, mediante a apresentação de:

comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de investimento de que seja sócio, se for o caso; e

comprovante de rescisão ou suspensão do contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição.

A suspensão somente será concedida se houver decorrido o prazo de pelo menos 3 (três) anos da data de concessão da autorização do agente autônomo ou do término de sua última suspensão. Durante a vigência da suspensão, o agente autônomo ficará impedido de exercer a atividade, exonerando-se do cumprimento das obrigações previstas e do dever de pagar a taxa de fiscalização instituída pela Lei nº 7.940/89 9 .

Cancelamento da Autorização

A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento pode ser cancelada:

9 Ver página http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7940.htm

I.7

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • se constatada a falsidade dos documentos ou

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se

constatada a falsidade dos documentos ou de declaração apresentada para obter a

autorização;

se, em razão de fato superveniente devidamente comprovado, ficar evidenciado que a pessoa autorizada pela CVM não mais atende a quaisquer dos requisitos e condições estabelecidos para a concessão da autorização; e

a pedido do agente autônomo.

A CVM comunicará previamente ao agente autônomo a decisão de cancelar o seu O pedido
A
CVM comunicará previamente ao agente autônomo a decisão de cancelar o seu
O
pedido de cancelamento da autorização deverá ser instruído com os seguintes
se
for o caso, comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de
investimento ou da adequação de sua participação; e
comprovante de rescisão dos contratos de distribuição e mediação de valores
mobiliários ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de
valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição de valores
mobiliários;
apresentação do seu distrato social ou mudança de seu objeto, com registro no órgão
competente; e
comprovante de rescisão dos contratos de distribuição e mediação de valores
mobiliários ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de
valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição de valores
mobiliários.
O
deferimento do pedido de cancelamento não impede que a CVM instaure ou dê

registro concedendo-lhe o prazo de 10 (dez) dias úteis, contados da data do recebimento da comunicação, para apresentar as suas razões de defesa ou regularizar o seu registro.

documentos:

I – no caso de pessoa natural:

II – no caso de pessoa jurídica:

andamento a procedimento visando apurar a responsabilidade do agente, por atos ocorridos até aquela data. O cancelamento da autorização de agente autônomo será comunicado pela CVM às instituições que o houverem inscrito no cadastro da CVM como agente autônomo contratado.

Contrato de Agenciamento/ Remuneração, Responsabilidade e Co-Responsabilidade dos AAI e das Instituições

As instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários somente

podem contratar para exercer a atividade de agente autônomo de investimento pessoa natural ou jurídica devidamente autorizada pela CVM. A instituição contratante de agentes autônomos deverá inscrevê-los em sua relação de agentes contratados na página da CVM, na rede mundial

I.8

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 de computadores, quando celebrar um novo contrato, e

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de computadores, quando celebrar um novo contrato, e retirá-los da página, quando o contrato for rescindido, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis após a contratação ou rescisão.

A instituição contratante deverá conservar à disposição da CVM, enquanto vigorar o

contrato, e pelo prazo de 5 (cinco) anos a partir de sua rescisão, todos os documentos relacionados à contratação e à prestação de serviços de cada agente autônomo por ela contratado.

remuneração do agente autônomo de investimento será acordada entre as partes e

A

O agente autônomo de investimento deve observar as seguintes regras de conduta: • • •
O agente autônomo de investimento deve observar as seguintes regras de conduta:
ser procurador de investidores para quaisquer fins;
contratar com investidores a prestação de serviços de:
o
o

escrito no contrato de prestação de serviços pela instituição contratante.

Normas de Conduta

empregar, no exercício de sua atividade, o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma dispensar à administração de seus próprios negócios;

abster-se da prática de atos que possam ferir a relação fiduciária entre investidores e a instituição intermediária à qual estiver vinculado; e

zelar pelo sigilo de informações confidenciais a que tenha acesso no exercício de sua função.

Práticas Vedadas É vedado ao agente autônomo de investimento:

receber ou entregar a investidores, por qualquer razão, numerário, títulos ou valores mobiliários, ou quaisquer outros valores, que devem ser movimentados através de instituições financeiras ou integrantes do sistema de distribuição;

atuar como contraparte, direta ou indiretamente, em operações das quais participem clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado, sem prévia e específica autorização do mesmo;

análise ou consultoria de valores mobiliários, salvo se estiver autorizado pela CVM a exercer tais atividades; e

administração de carteira de títulos e valores mobiliários, salvo se o agente autônomo pessoa natural, autorizado pela CVM também para exercer a atividade de administração de carteira, não estiver contratualmente vinculado, direta ou indiretamente, a entidades do sistema de distribuição de valores.

atuar como preposto de instituição com a qual não tenha contrato; e

delegar a terceiros, total ou parcialmente, a execução dos serviços que constituam objeto do contrato celebrado com a instituição intermediária.

I.9

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Penalidades e Multa Cominatória Constituem infração grave, para

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Penalidades e Multa Cominatória Constituem infração grave, para efeito do disposto no § 3º do art. 11 da Lei nº 6.385, de

1976 10 :

o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa não autorizada ou autorizada com base em declaração ou documentos falsos;

o descumprimento dos deveres estabelecidos nas normas de conduta; e

aconselhar clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado a realizar negócio com a finalidade de obter, para si ou para outrem, vantagem indevida.

• • • não mantiver seu cadastro atualizado;
não mantiver seu cadastro atualizado;

I – o agente autônomo de investimento que:

Sujeitam-se à multa cominatória diária de R$ 200,00 (duzentos reais), incidente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido para o cumprimento da obrigação, e sem prejuízo da aplicação das penalidades previstas no art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976:

não encaminhar à CVM as informações previstas na autorização do agente autônomo; ou

10 Ver página http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6385.htm

I.10

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 II. Ética Profissional e Aspectos Comportamentais Princípios Éticos

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

II. Ética Profissional e Aspectos Comportamentais

Princípios Éticos

Ética 11

A

palavra ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. A Ética é

depois como profissional. A
depois como profissional.
A

Ética Normativa 12

de suma importância para todas as profissões, e para todo ser humano, afim de que possamos viver relativamente bem em sociedade. O processo de crescimento econômico e do aumento das relações humanas, atrelado a um mundo cada vez mais globalizado, faz com que a pressão sobre as pessoas aumente. Por sua vez, o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo

exigente, não permitindo a reflexão sobre as atitudes tomadas. Os indivíduos precisam ter a consciência de que seus atos podem influenciar na vida dos outros e que o aumento da liberdade resulta em maior responsabilidade. De forma ampla a Ética é definida como a explicitação teórica do fundamento último do agir humano na busca do bem comum e da realização individual.

e

Valores Éticos

Honestidade, justiça, respeito, obediência, competência, profissionalismo, tolerância, confidencialidade, diligência, solidariedade representam o conjunto de ações éticas que auxiliam os funcionários a tomarem decisões de acordo com os princípios da organização. Quando bem estruturado, os valores éticos ilustram a maneira como a empresa administra os

negócios e consolida relações com clientes e demais parceiros. Um administrador ético só o é, se também for um homem ético, e este valor o qualifica como íntegro, primeiro como indivíduo

e

ética normativa pode ser definida como estudo de valores, princípios e normas de

comportamento em relação ao que é lícito ou ilícito procurando seus fundamentos e

justificativas.

Integridade

Um Agente Autônomo de Investimento (AAI) deve oferecer e proporcionar serviços com integridade, devendo ser considerado por seus clientes como uma pessoa merecedora de confiança plena. Normalmente, as pessoas confiam em indivíduos íntegros e desconfiam dos que não vivem de acordo com o que acreditam, falam ou defendem.

11 Ethics, in The Encyclopaedia Britannica: a dictionary of arts, sciences, literature and general information. 11.ª ed. New York, 1911. pp. 808-845.

12 LARA, M.C.G; PENA, Roberto Patrus Mundim. A Ética na Atividade Docente da PUC Minas-Contagem. 27º Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração, Atibaia/SP, 2003.

I.11

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Nas empresas existem pessoas fazem jus a confiança

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Nas empresas existem pessoas fazem jus a confiança recebida porque mantém sua palavra, honram seus compromissos e conservam na prática o que recomendam. Ao decidir o que é correto e justo, o AAI deve atuar com integridade, como condição essencial. A integridade pressupõe honestidade e sinceridade que não devem estar subordinadas a ganhos e vantagens pessoais.

Competência

subordinadas a ganhos e vantagens pessoais. Competência Confidencialidade O AAI deve prestar serviços aos clientes

Confidencialidade

O AAI deve prestar serviços aos clientes de maneira competente, mantendo os necessários conhecimentos e habilidades para continuar a fazê-lo nas atividades em que estiver envolvido. Entende-se por competente aquela pessoa que atinge e mantém um nível adequado de conhecimento e habilidade, utilizando-os na prestação de serviços aos clientes. Competência inclui, a sabedoria para reconhecer suas limitações e suas situações em que a consulta a outro profissional seja necessária, e também a persistência na continuação do aprendizado, atualização e aperfeiçoamento profissional.

Profissionalismo

A conduta de um profissional em todas as questões deve refletir zelo e crença na profissão, pois há responsabilidades concomitantes de comportamento digno com todos aqueles que usam seus serviços profissionais. É importante que o AAI coopere com outros profissionais para melhorar a qualidade dos serviços e manter a imagem pública da profissão.

Um profissional não deve revelar nenhuma informação confidencial do cliente sem o seu específico conhecimento, a menos que em resposta a qualquer procedimento judicial, inclusive, mas não limitado a, defender-se contra acusações de má prática de sua parte e/ou em relação a uma disputa civil entre o profissional e o cliente. Um cliente, ao buscar os serviços de um profissional, pode estar interessado em criar um relacionamento de confiança pessoal. Este tipo de relacionamento só pode ser criado tendo como base o entendimento de que as informações serão confidenciais. Para prestar os serviços eficientemente e proteger a privacidade do cliente, o profissional deve salvaguardar a confidencialidade das informações e o seu escopo de seu relacionamento com os clientes finais.

Probidade

Significa: retidão, integridade, honestidade de caráter. Tratar os outros de maneira que você gostaria de ser tratado e constitui o traço essencial de qualquer profissional. O AAI deve realizar os serviços de maneira íntegra e justa para os clientes, diretores e sócios, devendo revelar conflitos de interesses surgidos em razão da prestação dos serviços.

I.12

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Probidade requer imparcialidade, honestidade intelectual e a revelação

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Probidade requer imparcialidade, honestidade intelectual e a revelação de conflitos de interesses. Envolve uma subordinação dos próprios sentimentos, preconceitos e desejos, de modo a conseguir um equilíbrio adequado dos interesses conflitantes.

Diligência

Diligência é a prestação de serviços realizada em um prazo adequado ao normalmente demandado para sua execução. Diligência também pressupõe um planejamento adequado e sua supervisão.

pressupõe um planejamento adequado e sua supervisão. Conhecimento do cliente O AAI deve tomar todas as

Conhecimento do cliente

O AAI deve tomar todas as medidas para conhecer os clientes e suas necessidades, devendo especialmente: documentar e confirmar a verdadeira identidade dos clientes com quem mantenha qualquer tipo de relação profissional; documentar e confirmar qualquer informação adicional sobre os clientes; tomar todas as medidas necessárias a fim de que não se realizem operações com pessoas ou entidades, na qual identidade não se possa confirmar; informações de difícil obtenção, ou informação fornecida falsa (que contenha incoerência significativa), ou então que não caiba retificação.

I.13

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 III. Lei nº 9.613/98 1 3 ; Circular

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

III. Lei nº 9.613/98 13 ; Circular BACEN 3461/09 14 ; Instrução CVM nº301/99 15

Conceito de Crime de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores 16

De acordo com o COAF 17 (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro realiza-se por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos fundos de sua origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibilização do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado "limpo". Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem em tese essas três etapas independentes que, com frequência, ocorrem simultaneamente:

independentes que, com frequência, ocorrem simultaneamente: 1 a etapa – Colocação : objetivando ocultar sua

1 a etapa – Colocação: objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie.

2 a . etapa – Ocultação: o objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas "fantasmas".

3 a . etapa – Integração: os criminosos procuram fazer com que os ativos sejam incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.

13 Ver página http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9613.htm

14 Ver página https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=109061238&method=detalharNormativo

15 Ver página http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5Cinst301.htm

16 Ver página https://www.coaf.fazenda.gov.br/conteudo/sobre-lavagem-de-dinheiro-1/fases

17 O COAF foi criado, no âmbito do Ministério da Fazenda, com a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades. O COAF deverá, ainda, coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores.

I.14

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Tipificação Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização,

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Tipificação Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime:

de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins;

de terrorismo e seu financiamento; (Redação dada pela Lei nº 10.701/03 18 )

de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua produção;

• de extorsão mediante sequestro; • contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si
de extorsão mediante sequestro;
contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou
omissão de atos administrativos;
contra o sistema financeiro nacional;
praticado por organização criminosa.
praticado por particular contra a administração pública estrangeira.
Pena: reclusão de três a dez anos e multa.
os
converte em ativos lícitos;
os
adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
movimenta ou transfere;
importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores que sabe serem
provenientes de qualquer dos crimes antecedentes;
participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade
principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos na Lei.

Responsabilidades e Co-responsabilidades Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes:

Incorre, ainda, na mesma pena quem:

A pena será aumentada de um a dois terços se o crime for cometido de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se o autor, co-autor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.

Ações Preventivas: Princípio do “Conheça seu Cliente”

O conceito do “Conheça seu Cliente” está diretamente relacionado a identificação do

cliente, de tal sorte que esta deve ser feita antes da concretização de qualquer operação. Em caso de recusa por parte do cliente em fornecer as informações necessárias, a instituição

financeira e o agente autônomo de investimentos não deve aceitá-lo. Sugere-se que seja

18 Ver página http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.701.htm

I.15

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 utilizado um formulário de identificação, cujos documentos requisitados

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

utilizado um formulário de identificação, cujos documentos requisitados sejam difíceis de se obter de forma ilegítima.

O significado do “Conheça seu Cliente” é abrangente e expressa conhecer suas

atividades e negócios, o mercado onde atua, as perspectivas desse mercado e, se possível, quem são seus clientes e fornecedores. O princípio “conheça seu cliente” deve ser aplicado sempre que se for analisar a capacidade financeira do cliente. Neste caso, se as informações obtidas não forem suficientes para justificar a movimentação financeira do cliente, deve-se fazer a comunicação de indício de lavagem de dinheiro.

A lei 9.613/98 estabelece que as instituições financeiras: • • • Na Os O O
A lei 9.613/98 estabelece que as instituições financeiras:
Na
Os
O
O

abranger as pessoas físicas autorizadas a representá-la, bem como seus proprietários.

Cadastro de Cliente: Informações e Atualizações Cadastrais

identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado, nos termos de instruções emanadas das autoridades competentes;

manterão registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta expedidas;

deverão atender, no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo COAF, que se processarão em segredo de justiça.

hipótese de o cliente constituir-se em pessoa jurídica, a identificação referida deverá

cadastros e registros deverão ser conservados durante o período mínimo de cinco

anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação, prazo este que poderá

ser ampliado pela autoridade competente.

registro será efetuado também quando a pessoa física ou jurídica, seus entes ligados,

houver realizado, em um mesmo mês-calendário, operações com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo que, em seu conjunto, ultrapassem o limite fixado pela autoridade competente.

Banco Central manterá registro centralizado formando o cadastro geral de

correntistas e clientes de instituições financeiras, bem como de seus procuradores. (Incluído pela Lei nº 10.701, de 9.7.2003)

PPE (Pessoas Politicamente Expostas) Consideram-se pessoas politicamente expostas os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiros, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo.

familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo. No caso de clientes brasileiros, devem ser abrangidos:

No caso de clientes brasileiros, devem ser abrangidos:

os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União;

os ocupantes de cargo, no Poder Executivo da União:

de ministro de estado ou equiparado;

de natureza especial ou equivalente;

I.16

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes,

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de economia mista;

do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nível 6, ou equivalentes;

os membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais superiores;

os membros do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República, o Vice-Procurador-Geral da República, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral da Justiça Militar, os Subprocuradores-Gerais da República e os Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal;

• os membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério Público
os membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério
Público junto ao Tribunal de Contas da União;
os governadores de estado e do Distrito Federal, os presidentes de tribunal de
justiça, de Assembleia e Câmara Legislativa, os presidentes de tribunal e de conselho
de contas de Estado, de Municípios e do Distrito Federal;
os prefeitos e presidentes de Câmara Municipal de capitais de Estados.
solicitar declaração expressa do cliente a respeito da sua classificação;
recorrer a informações publicamente disponíveis;
consultar bases de dados comerciais sobre pessoas politicamente expostas;
considerar a definição constante do glossário dos termos utilizados no documento
"As Quarenta Recomendações", do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de
Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), não aplicável a indivíduos em
posições ou categorias intermediárias ou inferiores, segundo a qual uma pessoa
politicamente exposta é aquela que exerce ou exerceu importantes funções públicas
em um país estrangeiro, tais como, chefes de estado e de governo, políticos de alto
nível, altos servidores dos poderes públicos, magistrados ou militares de alto nível,
dirigentes de empresas públicas ou dirigentes de partidos políticos.

No caso de clientes estrangeiros, as instituições mencionadas devem adotar pelo menos uma das seguintes providências:

O prazo de cinco anos referido deve ser contado, retroativamente, a partir da data de início da relação de negócio ou da data em que o cliente passou a se enquadrar como pessoa politicamente exposta. Para efeito, são considerados familiares os parentes, na linha reta, até o primeiro grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada. No caso de relação de negócio com cliente estrangeiro que também seja cliente de instituição estrangeira fiscalizada por entidade governamental assemelhada ao Banco Central do Brasil, admite-se que as providências em relação às pessoas politicamente expostas sejam adotadas pela instituição estrangeira, desde que assegurado ao Banco Central do Brasil o acesso aos respectivos dados e procedimentos adotados.

Acompanhamento das Operações

I.17

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 As instituições devem manter registros de todos os

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

As instituições devem manter registros de todos os serviços financeiros prestados e de todas as operações financeiras realizadas com os clientes ou em seu nome.

No caso de movimentação de recursos por clientes permanentes, os registros devem conter informações consolidadas que permitam verificar:

a compatibilidade entre a movimentação de recursos e a atividade econômica e capacidade financeira do cliente;

• a origem dos recursos movimentados; • os beneficiários finais das movimentações. O sistema de
• a origem dos recursos movimentados;
• os beneficiários finais das movimentações.
O sistema de registro deve permitir a identificação:

das operações que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado financeiro ou grupo, em um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o valor de R$10.000,00 (dez mil reais);

das operações que, por sua habitualidade, valor ou forma, configurem artifício que objetive burlar os mecanismos de identificação, controle e registro.

As instituições devem manter registros específicos das operações de transferência de recursos. O sistema de registro deve permitir a identificação:

das operações referentes ao acolhimento em depósitos de Transferência Eletrônica Disponível (TED), de cheque, cheque administrativo, cheque ordem de pagamento e outros documentos compensáveis de mesma natureza, e à liquidação de cheques depositados em outra instituição financeira;

das emissões de cheque administrativo, de cheque ordem de pagamento, de ordem de pagamento, de Documento de Crédito (DOC), de TED e de outros instrumentos de transferência de recursos, quando de valor superior a R$1.000,00 (mil reais).

Os registros efetuados por instituição depositária devem conter, no mínimo, os dados relativos ao valor e ao número do cheque depositado, o código de compensação da instituição sacada, os números da agência e da conta de depósitos sacadas e o número de inscrição no CPF ou no CNPJ do respectivo titular. Os registros efetuados por instituição sacada devem conter, no mínimo, os dados relativos ao valor e ao número do cheque, o código de compensação da instituição depositária, os números da agência e da conta de depósitos depositárias e o número de inscrição no CPF ou no CNPJ do respectivo titular, cabendo à instituição depositária fornecer à instituição sacada os dados relativos ao seu código de compensação e aos números da agência e da conta de depósitos depositárias. No caso de cheque utilizado em operação simultânea de saque e depósito na própria instituição sacada, com vistas à transferência de recursos da conta de depósitos do emitente para conta de depósitos de terceiros, os registros devem conter, no mínimo, os dados relativos ao valor e ao número do cheque sacado, bem como aos números das agências sacada e depositária e das respectivas contas de depósitos. Os registros devem conter, no mínimo, as seguintes informações:

I.18

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • o tipo e o número do documento

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

o tipo e o número do documento emitido, a data da operação, o nome e o número de inscrição do adquirente ou remetente no CPF ou no CNPJ;

quando pagos em cheque, o código de compensação da instituição, o número da agência e da conta de depósitos sacadas referentes ao cheque utilizado para o respectivo pagamento, inclusive no caso de cheque sacado contra a própria instituição emissora dos instrumentos referidos neste artigo;

no caso de DOC, o código de identificação da instituição destinatária no sistema de liquidação de transferência de fundos e os números da agência, da conta de depósitos depositária e o número de inscrição no CPF ou no CNPJ do respectivo titular;

• • no caso de ordem de pagamento: o o A O sistema de registro
no caso de ordem de pagamento:
o
o
A
O sistema de registro deve permitir a identificação de:

destinada a crédito em conta: os números da agência destinatária e da conta de depósitos depositária;

destinada a pagamento em espécie: os números da agência destinatária e de inscrição do beneficiário no CPF ou no CNPJ.

Em se tratando de operações de transferência de recursos envolvendo pessoa física residente no exterior desobrigada de inscrição no CPF, na forma definida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), a identificação pode ser efetuada pelo número do respectivo passaporte, complementada com a nacionalidade da referida pessoa e, quando for o caso, o organismo internacional de que seja representante para o exercício de funções específicas no País.

identificação não se aplica às operações de transferência de recursos envolvendo

pessoa jurídica com domicílio ou sede no exterior desobrigada de inscrição no CNPJ, na forma definida pela RFB.

Os bancos comerciais, a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos com carteira comercial ou de crédito imobiliário, as sociedades de crédito imobiliário, as sociedades de poupança e empréstimo e as cooperativas de crédito devem manter registros específicos das operações de depósito em espécie, saque em espécie, saque em espécie por meio de cartão pré-pago ou pedido de provisionamento para saque.

depósito em espécie, saque em espécie, saque em espécie por meio de cartão pré-pago ou pedido de provisionamento para saque, de valor igual ou superior a R$100.000,00 (cem mil reais);

depósito em espécie, saque em espécie, saque em espécie por meio de cartão pré-pago ou pedido de provisionamento para saque, que apresente indícios de ocultação ou dissimulação da natureza, da origem, da localização, da disposição, da movimentação ou da propriedade de bens, direitos e valores;

emissão de cheque administrativo, TED ou de qualquer outro instrumento de transferência de fundos contra pagamento em espécie, de valor igual ou superior a R$100.000,00 (cem mil reais).

I.19

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 IV. Economia Noções Gerais A atividade econômica de

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

IV. Economia

Noções Gerais

A atividade econômica de um país é mensurada através de indicadores

macroeconômicos. Entre os principais indicadores, pode-se destacar as taxas de inflação, de desemprego, de câmbio e de juros, o nível de reservas cambiais, déficits e superávits das contas governamentais. O estudo da situação macroeconômica é vital para o bom funcionamento da economia, tendo em vista que os agentes econômicos são afetados direta e indiretamente pela saúde financeira e econômica do país.

• • Em a) região/cidade e faixa de renda da população coberta;
Em
a) região/cidade e faixa de renda da população coberta;

Índices e Indicadores 19 Os índices de preços são números agregados que refletem os preços de uma dada cesta de produtos. A oscilação de um determinado índice representa a variação média dos preços dos produtos dessa cesta. Em certos casos, o índice pode refletir os preços ao consumidor, preços ao produtor, custos de produção (p.ex. da construção civil) ou preços de exportação e importação. Os índices mais difundidos são os índices de preços ao consumidor (IPC) e o índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA), este último é o indicador da oficial da inflação. Os índices gerais de preços medem a variação do custo de vida de segmentos da população (a taxa de inflação ou de deflação). Os índices de preços podem ser utilizados:

no cálculo do valor presente de um montante financeiro no passado, mensurando assim o poder de compra presente. A esse cálculo o mercado dá-se o nome de inflacionar;

no cálculo do poder de compra que um montante financeiro presente teria no passado. Nesse caso, dá-se o nome de deflacionar. termos práticos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou

3.006,47 em novembro de 2009 e 3.017,59 em dezembro de 2009 20 . A partir dos dados tem-se que a taxa de inflação em dezembro de 2009 foi de 0,37% e que a inflação acumulada entre dezembro de 1993 e dezembro de 2009 atingiu 2.917,59%, isto é, os preços medidos por este indicador ficaram 30,1759 vezes maiores no período. Teoricamente, cada consumidor tem a sua própria inflação, ou seja, os pesos das cestas de consumo diferem entre os indivíduos. Entretanto, não seria factível calcular a inflação

individualmente. Para contornar esse fato, os institutos de pesquisas realizam uma ponderação média das cestas de consumo, tendo como base alguns fatores pré-determinados. Há uma série de elementos implícitos nas medidas de inflação ao consumidor, destacando-se os seguintes fatores:

b) pesquisa de orçamentos familiares (POF), que identifica a cesta de consumo da população da região/cidade e da faixa de renda selecionada;

c) metodologia empregada no cálculo, de forma a combinar em uma única medida estatística a variação do preço do conjunto de bens e dos serviços pesquisados;

19 Ver página http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/FAQ02-%20Índices%20de%20Preços.pdf 20 A data-base do índice é igual a 100 em dezembro de 1993

I.20

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 d) definição da periodicidade e das fontes para

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

d) definição da periodicidade e das fontes para a coleta de preços (tipo e tamanho de pontos comerciais, coletas de informações de preços de serviços e aluguéis, entre outras).

Início Índice Faixa de Área de Instituto Índice Coleta Divulgação da Componentes Renda Abrangência
Início
Índice
Faixa
de
Área
de
Instituto
Índice
Coleta
Divulgação
da
Componentes
Renda
Abrangência
Série
dia
16 do
mês
anterior
IPCA-
ao dia
15
2000
15
do
mês
1
a
40
de
salários
referência
mínimos
até o
dia 15
11
maiores
IBGE
do
mês
regiões
subsequente
IPCA
Não há
metropolitanas
dia 1o. ao
dia
30 do
1979
mês
de
1
a
6
referência
INPC
salários
mínimos
Dia 11
do
mês
anterior
Até o dia 20
IGP-10
1
a
33
ao dia
10
do
mês
de
1994
salários
do
mês
referência
mínimos
de
no IPC, que
referência
é
Dia 21
do
computado
mês
IPA
12
maiores
juntamente
anterior
FGV
IPC
regiões
com
ao dia
20
Até o dia 30
INCC
metropolitanas
Índices
de
do
mês
do
mês
de
Preços
no
de
referência
-
IGP-M
Atacado
referência
1a
prévia
1989
(IPA)
e
na
-
1a.
até dia
10
-
Construção
Prévia dia
2a
prévia
Civil (INCC)
21 a 30
até dia 20
- 2a.
Prévia dia
21
a 10

I.21

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Dia 1o. ao dia 30 do Até o

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Dia 1o. ao dia 30 do Até o dia 10 IGP-DI do mês 1944 mês
Dia 1o. ao
dia 30 do
Até o dia 10
IGP-DI
do
mês
1944
mês
de
subsequente
referência
Dia 1o
ao
Até o dia 10
Município
de
dia
30 do
Fipe
IPC- não há
1 a 20 SM
do
mês
1939
Fipe
São Paulo
mês
de
subsequente
referência
IPCA - Índice de Preço ao Consumidor Amplo
O IBGE calcula o IPCA desde 1980, sendo que o índice foi instituído com a finalidade de
corrigir as demonstrações financeiras das companhias abertas. O objetivo do IPCA é calcular as
variações dos custos com os gastos de famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários
mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa é feita nas regiões metropolitanas de Belém,
Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo,
município de Goiânia e Distrito Federal.
O IPCA vem sendo utilizado como índice oficial do governo no regime de metas de
inflação desde julho/99. Sua apuração é mensal, sendo que o seu período de coleta vai do
primeiro aos últimos dias do mês de referência.
O núcleo da inflação é uma medida menos volátil do que os índices tradicionais. Essa é
uma medida que permite uma visão do comportamento geral dos preços que exclua ou atribua
menor peso na composição do índice dos aumentos sazonais e circunstanciais, provocado por
fatores temporários ou casuais.
Os núcleos de inflação são indicadores úteis aos bancos centrais na encaminhamento da
política monetária, e particularmente para os países que adotam o regime de metas para a
inflação. No caso do Brasil, o Conselho de Política Monetária (COPOM) define a meta através da
variação do IPCA, ao mesmo tempo em que utiliza medidas de núcleo como parte de um amplo
conjunto de informações no qual baseia o processo decisório da política monetária. Essas
medidas de núcleo são divulgadas periodicamente nos documentos oficiais do Comitê de
Politica Monetária (Copom).
IGP - Índice Geral de Preços
O IGP foi criado em 1947, sendo mensurado mensalmente pela FGV (Fundação Getúlio

Vargas). O Índice Geral de Preços mede a inflação de preços da agrícolas, industriais, bens e

serviços finais.

O IGP possui três versões, o IGP-DI, o IGP-10 e o IGP-M, sendo que a distinção entre

cada um deles é o período de coleta. No caso do IGP-M, são feitas 3 apurações mensais: duas prévias e uma de fechamento do índice. Para os outros é feita apenas uma apuração mensal. Os IGPs são compostos pelos índices IPA (índice de preços por atacado), o IPC (índice de preços ao consumidor) e o INCC (índice nacional de custos da construção).

I.22

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 IGP IPA = 60% IPC = 30% INCC

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

IGP

IPA = 60%

IPC = 30%

INCC = 10%

IPA (Índice de Preços por Atacado)

O IPA é um índice de preços no atacado de abrangência nacional. Além do índice geral, o

• • O O O
O
O
O

INCC (índice nacional de custos da construção)

IPA desdobra-se em dois conjuntos:

segundo a origem de produção: agrícola, com peso de 24,7%%, e industrial (incluindo extrativa mineral e de transformação), com peso de 75,3%;

segundo o destino ou uso: bens finais (33,7%), bens intermediários (41,5%), e matérias-primas brutas (24,8%);

sistema de ponderações do IPA está estruturado na ponderação das séries Produtos

Agropecuários, Indústria Extrativa Mineral e Indústria de Transformação de acordo com as participações médias destas atividades no Valor Adicionado Bruto, calculado pelo IBGE no âmbito das Contas Nacionais.

IPC (Índice de Preços ao Consumidor)

IPC é composto por sete grupos: alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados

pessoais; educação; leitura e recreação; transportes e despesas diversas. A cesta de consumo, a partir da qual se definiram os bens incluídos no índice e sua respectiva ponderação, foi selecionada da Pesquisa de Orçamento Familiares - POF, elaborada pelo IBRE no biênio

2002/2003.

Até 1989, o IPC era calculado apenas para a cidade do Rio de Janeiro, abrangendo famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos. A partir de janeiro de 1990, cedeu lugar ao IPC-Br, calculado para o extrato de famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos, que voltou a ser referido apenas como IPC. A pesquisa de preços se desenvolve diariamente, cobrindo sete das principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.

INCC mede a evolução mensal de custos de construções habitacionais, a partir Soma

100,00 da média dos índices de sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília). A lista de itens componentes do INCC e respectivos

pesos atualizados é feita com base em orçamentos de edificações previstas pela ABNT (materiais e equipamentos, serviços e mão-de-obra). Além do índice geral, o INCC desdobra-se em dois grupos: mão-de-obra (16 itens) e de materiais, equipamentos e serviços (51 itens).

IGP-M

O Índice Geral de Preços do Mercado, da FGV, também por solicitação do mercado

financeiro, é calculado da mesma forma que o IGP-DI e o IGP-10, somente diferindo no período

I.23

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 de coleta dos preços, efetuadas entre o 21°

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

de coleta dos preços, efetuadas entre o 21° dia do mês anterior e o 20° do mês em referência e divulgadas no dia 30. É o parâmetro de inflação do mercado financeiro. Até o Plano Real, atualizava títulos do governo (Notas do Tesouro Nacional - NTN - séries B e C), títulos privados como as debêntures e aluguéis comerciais e residenciais.

Índices e Indicadores

A O PIB (Y) é determinado através da seguinte equação: Y = C + I
A
O PIB (Y) é determinado através da seguinte equação:
Y = C + I + G + X – M
C= consumo privado
I = investimento
G= gastos do governo
X=
exportações
M
= importações

Indicadores da Atividade Econômica

PIB (Produto Interno Bruto)

medida individual de produção mais importante numa economia é o Produto Interno

Bruto (PIB), uma estatística que visa medir o valor total de bens e serviços gerados dentro dos

limites geográficos de uma economia, em um determinado período de tempo 21 . O PIB do Brasil é calculado pelo IBGE e divulgado trimestralmente.

Produção Industrial (IBGE) Mede o total da produção física de bens em determinado mês em diversas regiões do país. Abrange bens de consumo (duráveis e não duráveis), bens intermediários e bens de capital.

Desemprego (IBGE) Mede o total de pessoas desempregadas como percentagem da PEA (População Economicamente Ativa). Com abrangência nacional, esse é o índice de desemprego oficial do Brasil.

Indicadores Fiscais

Arrecadação de Impostos e Contribuições Federais Resultado de toda a arrecadação de tributos e contribuições federais de um mês

medidos pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e Receita Federal. Dentre os impostos e contribuições federais mais importantes estão:

- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

- IR (Imposto de Renda)

- CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido)

- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outras.

21 Ver Sachs – Larrain “Macroeconomia em uma Economia Global”, Pearson, 2006.

I.24

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Resultado Primário O cálculo do resultado primário envolve

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Resultado Primário

O cálculo do resultado primário envolve todas as esferas de governo: Governo Central

(Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), estados, municípios e empresas estatais. O resultado primário representa o total das arrecadações de impostos e contribuições menos os gastos destes mesmos órgãos, sem levar em conta as despesas e receitas financeiras. Quando as receitas excedem as despesas fala-se em superávit primário e, quando as despesas superam as receitas fala-se em déficit primário. O resultado primário serve para avaliar o equilíbrio fiscal

A A
A
A

privado), setor privado não financeiro e resto do mundo.

Indicadores do Setor Externo

Balança Comercial

de um país.

Resultado Nominal É a soma do resultado primário com o resultado do pagamento e recebimento de juros. Como o Brasil é um pagador líquido de juros, fala-se que o resultado nominal é o resultado primário mais os gastos com juros. Se a soma dos dois for positiva, fala-se em superávit nominal e se negativa, fala-se em déficit nominal.

Dívida Líquida do Setor Público

dívida líquida do setor público é a consolidação do endividamento líquido do setor

público não financeiro e do Banco Central (BACEN) junto ao sistema financeiro (público e

Balança Comercial mensura o resultado das transações de bens entre o Brasil e o resto

do mundo. As exportações são os bens vendidos ao exterior e as importações são os bens que

compramos do exterior, sendo que o resultado líquido da diferença entre exportações menos as importações é o saldo da balança comercial.

Balança de Serviços (Serviços e Rendas) Mede o resultado das transações de serviços entre o Brasil e o resto do mundo. Nessa conta é computado o saldo entre nossas remessas de lucros, juros, royalties, seguros, viagens internacionais, e aquilo que recebemos do exterior nessas mesmas categorias.

Transações Correntes Mede o resultado de todas as nossas transações com o exterior, tanto de bens quanto de serviços. É, na prática, a soma dos saldos da balança comercial e da balança de serviços. Saldos negativos na conta-corrente têm de ser financiados, pois indicam que o país gastou mais do que recebeu do exterior. Esse financiamento vem de superávits na conta de capitais ou redução do total de reservas internacionais do país.

Conta de Capital e Financeira Essa conta registra todo o fluxo de capitais que entram e saem do país. Passam também por essa conta os investimentos estrangeiros diretos.

I.25

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Resultado do Balanço de Pagamentos Essa conta representa

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Resultado do Balanço de Pagamentos Essa conta representa a soma da conta-corrente e da conta de capitais. Caso haja um déficit no Balanço de Pagamentos esse será automaticamente financiado com perda de reservas num regime de câmbio fixo ou com ajustes na cotação da moeda num câmbio flutuante.

num regime de câmbio fixo ou com ajustes na cotação da moeda num câmbio flutuante. Fonte:

Fonte: Banco Central do Brasil

I.26

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Reservas Internacionais Correspondem ao total de reservas em

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Reservas Internacionais Correspondem ao total de reservas em moeda estrangeira detidas pelo BACEN. As reservas aumentam quando o BACEN compra moeda estrangeira e diminuem quando ele as vende. As reservas também podem aumentar ou diminuir devido a empréstimos ou pagamentos de empréstimos a organismos internacionais.

Dívida Externa Total dos passivos externos tanto privados quanto públicos

A II - Prêmio de risco.
A
II - Prêmio de risco.

TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo)

Taxa de Juros As taxas de juros resultam das relações entre a oferta e a demanda de recursos financeiros dentro de uma economia. A taxa de juros tem influência não somente sobre o mercado monetário, mas também sobre o lado real da economia, sendo considerado um importante mecanismo de gestão da política monetária. O governo controla a taxa de juros através do depósito compulsório, das operações com títulos públicos e das taxas de redesconto. A taxa de juros pode ser a expressão de tudo aquilo que pode ser acrescido ao valor principal, podendo ser pós-fixada no caso do percentual ser atrelado a uma taxa futura ou prefixada caso a taxa seja fixada no momento da transação. Assim, podem ser denominadas prefixadas todas as taxas de juros com prazo e taxa definidos no ato da operação, ou seja, sabe- se antecipadamente o valor do resgate na data estipulada anteriormente, independente de oscilação da inflação ou outros fatores que possam vir a alterar as taxas praticadas no ato da operação. Por outro lado, serão consideradas pós-fixadas as operações onde só se sabe o valor de resgate no dia do vencimento, ficando assim sujeitas às flutuações de taxas praticadas diariamente, e a todas as situações político-econômicas ocorridas dentro do período da operação. O pós-fixado rende juros mais "correção monetária" (p.ex. TR e IGP-M). Denomina-se taxa de juros nominal, a taxa contratada que irá atualizar certa aplicação ou dívida. A taxa de juros real, por sua vez, é a taxa nominal descontada da variação da inflação no mesmo período.

Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)

e divulgada até o último dia útil do trimestre imediatamente anterior ao de sua vigência. Tem

período de vigência de um trimestre-calendário e é calculada a partir dos seguintes parâmetros:

I - Meta de inflação calculada pro-rata para os doze meses seguintes ao primeiro mês de vigência da taxa, baseada nas metas anuais fixadas pelo CMN.

Prime Rate Taxa de juros básica utilizada por bancos comerciais norte-americanos em empréstimos para clientes preferenciais.

I.27

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Taxa de Juros Libor (London Interbank Offered Rate)

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Taxa de Juros Libor (London Interbank Offered Rate)

É a taxa de juros praticada no mercado interbancário londrino. A Libor é normalmente

utilizada no Brasil nas operações financeiras internacionais e nas operações de comércio internacional (trade finance) – envolvendo importação e exportação de bens e serviços.

Taxa de Risco do País Indicador de uma taxa de juros anual linear calculado com base nos níveis de remuneração praticados no mercado secundário de títulos da dívida externa pública de alguns

A
A

Taxa de Juros Selic (Selic Over)

países emergentes. Usualmente é expressa em pontos base (cada ponto base equivale a 0,01%).

grosso modo indica o quanto a mais de juros anuais (em relação às taxas básicas de juros dos países desenvolvidos) está sendo exigido das captações de recursos feitas pelos países

A

emergentes, em função da percepção do mercado em relação ao risco desses empréstimos não serem honrados pelo emissor dos títulos.

taxa Over/SELIC é um indicador diário da taxa de juros. Constitui-se na taxa média

ajustada do financiamento diário lastreado em títulos do governo federal, calculado no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) e publicada pelo Banco Central do Brasil.

Taxa Referencial (TR) Taxa referencial de juros calculada e divulgada diariamente pelo BACEN. É a taxa que define o rendimento das Cadernetas de Poupança e dos empréstimos do Crédito Rural e do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). É usada, também, como referência de vários contratos, entre eles os de pagamento a prazo e de seguros em geral. É apurada com base na TBF (Taxa Básica Financeira).A TBF (Taxa Básica Financeira) e a TR (Taxa Referencial) são calculadas a partir da remuneração mensal média dos CDB/RDB emitidos a taxas de mercado prefixados,

com prazo entre 30 e 35 dias, praticada por uma amostradas 30 maiores instituições financeiras - em termos de volume de captação. Para cada dia do mês - dia de referência - o BACEN calcula

divulga a TBF, para o período de um mês com início no próprio dia de referência e término no seu correspondente do mês seguinte. Para cada TBF obtida, o BACEN calcula a correspondente TR, pela aplicação de um redutor (Art. 5º da Resolução CMN n° 2.809/00).

e

I.28

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 V. Sistema Financeiro Nacional Composição e Regulação Governamental

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

V. Sistema Financeiro Nacional

Composição e Regulação Governamental

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) está alicerçado em um conjunto de instituições que

estabelecem as condições necessárias para a sustentação de um fluxo de recursos entre os

agentes deficitários e superavitários. A lei nº 4.595 22 de 1964 dividiu a estrutura funcional do Sistema Financeiro Nacional (SFN) nos seguintes moldes: primeiro, uma esfera normativa, que congrega os órgãos normativos e de supervisão; e segundo, a esfera operativa, que é constituída por instituições financeiras, administradoras de consórcios, demais instituições autorizadas a funcionar ou operar pelo Banco Central do Brasil, entidades auxiliares e empresas regulamentadas e fiscalizadas por outras autoridades supervisoras. As instituições financeiras, tanto públicas quanto privadas, distinguem-se das demais por terem como atividade principal, ou acessória, a captação, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, ou pela custódia de valores de propriedade de terceiros.

O subsistema normativo é constituído por: • • • • •
O subsistema normativo é constituído por:

órgãos normativos, responsáveis pelo estabelecimento de políticas e normas aplicáveis ao SFN; e

entidades supervisoras, responsáveis pela execução das políticas e normas estabelecidas pelos órgãos normativos, bem como pela fiscalização das instituições participantes do SFN. Os órgãos normativos do SFN são:

Conselho Monetário Nacional (CMN), que é órgão responsável pela definição das diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial;

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que é o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados; e

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), que é o orgão responsável pela regulação do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão).

22 https://www3.bcb.gov.br/gmn/visualizacao/listarDocumentosManualPublico.do?method=visualizarDocumentoInicial&itemMa

nualId=3461

I.29

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Orgãos Entidades Operadores normativos supervisoras Demais

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Orgãos Entidades Operadores normativos supervisoras Demais instituições Banco Central do Instituições
Orgãos
Entidades
Operadores
normativos
supervisoras
Demais
instituições
Banco Central do
Instituições
financeiras
financeiras
Brasil - Bacen
Conselho
captadoras de
depósitos à vista
Bancos
de
Monetário
Câmbio
Nacional
-
Outros intermediários
financeiros e administradores
de recursos de terceiros
Comissão
de
CMN
Bolsas
de
Valores
Bolsas
de
mercadorias
e
Mobiliários
-
valores
futuros
CVM
Conselho
Entidades
Nacional
de
Superintendência
Sociedades
Sociedades
abertas
de
Seguros
de
Seguros
Resseguradores
de
seguradoras
previdência
Privados
-
Privados - Susep
capitalização
complementar
CNSP
Conselho
Superintendência
Nacional
de
Nacional
de
Entidades fechadas de previdência complementar
Previdência
Previdência
Complementar
Complementar
-
- CNPC
PREVIC
(fundos de pensão)
A
cada órgão normativo, estão vinculadas as seguintes entidades supervisoras:
CMN: Banco Central do Brasil (Bacen) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
CNSP: Superintendência de Seguros Privados (Susep); e
CNPC: Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
O
subsistema operativo abrange:
instituições financeiras bancárias: bancos, Caixa Econômica Federal (CEF) e
cooperativas de crédito;
instituições financeiras não bancárias: agências de fomento, associações de
poupança e empréstimo, companhias hipotecárias, e sociedades de crédito,
financiamento e investimento, de crédito imobiliário, de crédito ao
microempreendedor e de arrendamento mercantil;

instituições que operam no mercado de capitais, incluindo-se as sociedades corretoras e as sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários, e bolsas de valores e de mercadorias e futuros;

instituições que operam no mercado de câmbio, incluindo-se as corretoras de câmbio, agências de turismo e meios de hospedagem autorizados e administradoras de cartões de crédito de validade internacional;

I.30

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • sociedades seguradoras e de capitalização e entidades

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

sociedades seguradoras e de capitalização e entidades de previdência privada, ligadas aos Sistemas de Previdência e Seguros;

entidades administradoras de recursos de terceiros, como aquelas que gerenciam os fundos de investimento e as administradoras de consórcio; e

entidades prestadoras de serviços financeiros regulamentados, como os de compensação e de liquidação e custódia de títulos, em apoio aos mercados financeiros.

• Esses tipos de instituições autorizadas a operar no SFN, bem como os respectivos órgãos
Esses tipos de instituições autorizadas a operar no SFN, bem como os respectivos
órgãos normativos e entidades supervisoras, estão detalhadas no sítio eletrônico
do Banco Central do Brasil.
adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia;
regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de
pagamentos;
orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras;
propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;
zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública
interna e externa.
• emitir papel-moeda e moeda metálica;
• executar os serviços do meio circulante;

Conselho Monetário Nacional (CMN) O Conselho Monetário Nacional (CMN), que foi instituído pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais a respeito do funcionamento do SFN. Integram o CMN o Ministro da Fazenda (Presidente), o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente do Banco Central do Brasil. As suas principais funções são:

Banco Central do Brasil (BACEN) O Banco Central do Brasil (Bacen) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que também foi criada pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional, tendo por objetivos: zelar pela adequada liquidez da economia; manter as reservas internacionais em nível adequado; estimular a formação de poupança; zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro. Dentre suas atribuições estão:

receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;

realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;

regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;

efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;

I.31

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • exercer o financeiras; controle de crédito; exercer

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

exercer

o

financeiras;

controle

de

crédito;

exercer

a

fiscalização

das

instituições

autorizar o funcionamento das instituições financeiras;

estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras;

vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais e controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.

e controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país. Lei 6.385, de 7 de dezembro de

Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976 alterações LEI No 10.411, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2002:

Sua sede fica em Brasília, capital do País, e tem representações nas capitais dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 23

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976. É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país. Para este fim, exerce as funções de: assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão; proteger os titulares de valores mobiliários; evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado; assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e sobre as companhias que os tenham emitido; assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários; estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários; promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. Mais informações poderão ser encontradas no endereço:www.cvm.gov.br

Art. 5 o - É instituída a Comissão de Valores Mobiliários, entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária.

Objetivos

De acordo com FORTUNA (2011, p.24), os objetivos fundamentais da CVM ficam caracterizados como o do fortalecimento do mercado de ações e dos demais valores mobiliários, através do(a):

estímulo à aplicação de poupança no mercado acionário;

23 http://www.bcb.gov.br/?SFNCOMP

I.32

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • garantia do funcionamento eficiente e regular das

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garantia do funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e instituições auxiliares que operem neste mercado;

proteção aos titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e outros tipos de atos ilegais que manipulem preços de valores mobiliários nos mercados primários e secundários de ações;

fiscalização da emissão, do registro, da distribuição e da negociação de títulos emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto. A Comissão de Valores Mobiliários será administrada por um Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovados pelo Senado Federal, dentre pessoas de ilibada reputação e reconhecida competência em matéria de mercado de capitais. 1 o O mandato dos dirigentes da Comissão será de cinco anos, vedada a recondução, devendo ser renovado a cada ano um quinto dos membros do Colegiado. 2 o Os dirigentes da Comissão somente perderão o mandato em virtude de renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar. 3 o Sem prejuízo do que preveem a lei penal e a lei de improbidade administrativa, será causa da perda do mandato a inobservância, pelo Presidente ou Diretor, dos deveres e das proibições inerentes ao cargo. 4 o Cabe ao Ministro de Estado da Fazenda instaurar o processo administrativo disciplinar, que será conduzido por comissão especial, competindo ao Presidente da República determinar o afastamento preventivo, quando for o caso, e proferir o julgamento. 5 o No caso de renúncia, morte ou perda de mandato do Presidente da Comissão de Valores Mobiliários, assumirá o Diretor mais antigo ou o mais idoso, nessa ordem, até nova nomeação, sem prejuízo de suas atribuições. 6 o No caso de renúncia, morte ou perda de mandato de Diretor, proceder-se-á à nova nomeação pela forma disposta nesta Lei, para completar o mandato do substituído.

Compete à Comissão de Valores Mobiliários: • emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado;
Compete à Comissão de Valores Mobiliários:
emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado;
negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
negociação e intermediação no mercado de derivativos;
organização, funcionamento e operações das Bolsas de Valores;
organização, funcionamento e operações das Bolsa de Mercadorias e
Futuros;
administração de carteiras e custodias de valores mobiliários;
auditoria das companhias abertas;
serviços de consultor e analista de valores mobiliários.

Redefiniram-se os valores mobiliários sujeitos ao regime da nova Lei, como sendo:

as ações, debêntures e bônus de subscrição;

os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários;

os certificados de depósito de valores mobiliários;

I.33

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 • as cédulas de debêntures; • as cotas

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as cédulas de debêntures;

as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos;

as notas comerciais;

os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários;

outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes; e,

•

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)

quando ofertados publicamente, quaisquer outro títulos ou contratos de investimento coletivo, que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) - órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados; é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), representante do Ministério da Justiça, representante do Ministério da Previdência Social, Superintendente da Superintendência de Seguros Privados, representante do Banco Central do Brasil e representante da Comissão de Valores Mobiliários. Dentre as funções do CNSP estão:

regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao SNSP, bem como a aplicação das penalidades previstas; fixar as características gerais dos contratos de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro; estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro; prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações e disciplinar a corretagem de seguros e a profissão de corretor.

Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é um órgão colegiado que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). Mais informações poderão ser encontradas no endereço www.previdenciasocial.gov.br

BSM 24

Criada em 2007, a BM&FBOVESPA Supervisão de Mercados (BSM) atua na fiscalização do mercado de valores mobiliários, cuja integridade busca fortalecer. A BSM foi desenhada à luz dos melhores padrões internacionais de supervisão e fiscalização privada dos mercados de bolsa; e dos marcos de excelência regulatória pública dos mercados de valores mobiliários, mundialmente reconhecidos. Aliás, já a partir de sua constituição, a BSM sempre esteve

24 http://www.bsm-autorregulacao.com.br/

I.34

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 perfeitamente adequada aos princípios e às regras da

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

perfeitamente adequada aos princípios e às regras da Instrução CVM nº 461/07, que disciplina os mercados regulamentados de valores mobiliários. Desta maneira, a BSM sempre atuou como órgão auxiliar da CVM no que concerne à regulação dos mercados da bolsa. Antes, só cuidava do que agora se chama “segmento” Bovespa (mercado de ações). A partir de 2008, com a completa integração das antigas bolsas, Bovespa e BM&F, a BSM passou a responder também pela regulação do “segmento” BM&F (mercados de commodities e futuros), contando com pessoal qualificado a supervisionar cada um desses mercados. Hoje a BSM, o que faz, então, é a autorregulação de todos os mercados da BM&FBOVESPA. Na verdade, a Instrução CVM nº 461/07 determina que a BM&FBOVESPA deve estabelecer mecanismos e procedimentos eficazes para que a BSM fiscalize a observância de suas regras e normas de conduta, bem como da regulamentação vigente, de maneira a identificar violações, condições anormais de negociação ou comportamentos suscetíveis de por em risco a regularidade de funcionamento, a transparência e a credibilidade do mercado. Assim, a eficiência da autorregulação praticada pela BSM é exigida pela Instrução, possibilitada pela Bolsa e, certamente, desejada pelo mercado. Um dos múltiplos instrumentos que permitem que a BSM possa cumprir suas funções de autorregulação é a administração do Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos, o MRP, igualmente instituído por aquela Instrução, em substituição ao antigo Fundo de Garantia da Bovespa e à similar provisão financeira da BM&F. O MRP é um mecanismo constituído para o exclusivo benefício dos investidores. Administrado pela BSM, trata-se de um ágil meio de cobertura dos prejuízos sofridos por investidores em razão de ações ou omissões dos intermediários. Porque os investidores que se sentirem prejudicados só o que têm a fazer é reclamar à BSM, justificadamente, o ressarcimento de seus prejuízos pelo MRP. E se os investidores tiverem razão, serão imediatamente indenizados. Até o máximo possível, previsto na legislação. Uma ótima garantia, especialmente para o pequeno investidor.

ótima garantia, especialmente para o pequeno investidor. Em suma, as responsabilidades da BSM são: • •

Em suma, as responsabilidades da BSM são:

• • • •

fiscalizar e supervisionar os participantes do mercado e a própria BM&FBOVESPA;

identificar violações à legislação e à regulamentação vigentes, condições anormais de negociação ou comportamentos que possam colocar em risco a regularidade de funcionamento, a transparência e a credibilidade do mercado;

instaurar e conduzir processos administrativos disciplinares; penalizar os que cometem irregularidades; e

administrar o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP).

I.35

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 VI. Instituições e Intermediadores Financeiros – 5,00% A

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VI. Instituições e Intermediadores Financeiros – 5,00%

A Lei n° 4595/64 dispõe em seu artigo 17 (anexo 1) - “Consideram-se instituições

financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que

tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros.” O exercício da atividade financeira no Brasil está sujeito à autorização e regulamentação governamental. Conforme a origem dos recursos que compõem seu capital, as instituições financeiras dividem-se em públicas e privadas, conforme a seguir:

Públicas: o Federais: constituídas com sede no país, com controle direto ou indireto pela União.
Públicas:
o
Federais: constituídas com sede no país, com controle direto ou indireto pela União.
o
Privadas:
o
o
o
o
Estrangeiras: filiais instaladas no Brasil de bancos com sede no exterior.
Classificação
As

Estaduais: instituições cuja maioria do capital votante seja detida, de forma direta ou indireta, por um ou mais estados da federação.

Nacionais: caracterizadas pelo fato de a maioria do capital votante ser de titularidade de pessoas físicas e/ou jurídicas domiciliadas e residentes no Brasil.

Nacionais com participação estrangeira: instituições que tenham direta e/ou indiretamente, participação estrangeira superiora 10% e até 50% de seu capital votante

Nacionais com controle estrangeiro: instituições cuja maioria do capital votante tenha, direta ou indiretamente, controle estrangeiro.

instituições financeiras que operam no mercado são classificadas segundo a natureza

dos ativos que emitem e os tipos de operações que estão autorizadas a realizar. Segundo o ativo bancário e não bancário; segundo as operações: crédito e distribuidoras. As instituições de crédito classificadas como bancárias (ou monetárias) são os bancos comerciais e o Banco Central, que são responsáveis pela oferta de moedas. O Banco Central emite papel moeda (moeda legal), a qual, uma vez em poder do público, vai constituir, com os depósitos à vista nos bancos comerciais, os meios de pagamento da economia. Os ativos financeiros podem também ser classificados em ativos financeiros monetários e ativos financeiros não monetários. No caso brasileiro: a) papel moeda em poder do público mais depósito a vista; b) não monetários: todos os demais - letras de câmbio, duplicatas, depósito de poupança, certificados de depósito a prazo, etc.

I.36

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Conceituação 2 5 Bancos Comerciais Os bancos comerciais

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Conceituação 25

Bancos Comerciais Os bancos comerciais são instituições financeiras privadas ou públicas que têm como objetivo principal proporcionar suprimento de recursos necessários para financiar, a curto e a médio prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral. A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do banco comercial, o qual pode também captar depósitos a prazo. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão "Banco" (Resolução CMN 2.099, de 1994). Instituição financeira regulada e fiscalizada pelo BACEN, cujo objetivo é proporcionar o suprimento de recursos para financiar, a curto e médio prazo, o comércio, a indústria, as empresas e pessoas físicas. Esses bancos podem: descontar títulos, realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente, realizar operações especiais, inclusive de crédito rural, de câmbio e comércio internacional, captar depósitos à vista e a prazo, emitir CDB e RDB, efetuar cobrança de títulos, arrecadar tributos e tarifas públicas, realizar empréstimos para giro da atividade produtiva (capital de giro, salários, etc.), obter recursos junto a instituições oficiais para repasse aos clientes, obter recursos externos para repasses, efetuar apresentação de serviços diretamente ou em convênio com outras instituições.

diretamente ou em convênio com outras instituições. Bancos de Investimentos 2 6 Os bancos de investimento

Bancos de Investimentos 26 Os bancos de investimento são instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração de recursos de terceiros. Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Investimento". Não possuem contas correntes e captam recursos via depósitos a prazo, repasses de recursos externos, internos e venda de cotas de fundos de investimento por eles administrados. As principais operações ativas são financiamento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos interfinanceiros e repasses de empréstimos externos (Resolução CMN 2.624, de 1999). Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Investimento". Não possuem contas correntes. Aos bancos de investimento é facultado, além da realização das atividades inerentes à consecução de seus objetivos:

I - praticar operações de compra e venda, por conta própria ou de terceiros, de metais preciosos, no mercado físico, e de quaisquer títulos e valores mobiliários, nos mercados financeiros e de capitais;

25 Ver página http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/bc.asp

26 Ver página http://www.cnb.org.br/CNBV/resolucoes/res2624-1999.htm

I.37

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 II - operar em bolsas de mercadorias e

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II - operar em bolsas de mercadorias e de futuros, bem como em mercados de balcão organizados, por conta própria e de terceiros;

III - operar em todas as modalidades de concessão de crédito para financiamento de

capital fixo e de giro;

IV - participar do processo de emissão, subscrição para revenda e distribuição de títulos

e valores mobiliários;

- operar em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central do Brasil; - coordenar processos de reorganização e reestruturação de sociedades e

V

VI Os I - depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado; II -
VI
Os
I - depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
II - recursos oriundos do exterior, inclusive por meio de repasses interbancários;
III - repasse de recursos oficiais;
IV - depósitos interfinanceiros;
V - outras formas de captação autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
II
Os

movimentação dessas aplicações;

serviços.

conglomerados, financeiros ou não, mediante prestação de serviços de consultoria, participação societária e/ou concessão de financiamentos ou empréstimos; VII - realizar outras operações autorizadas pelo Banco Central do Brasil.

bancos de investimento podem empregar em suas atividades, além de recursos

próprios, os provenientes de:

Art. 3º - Os bancos de investimento podem manter contas, sem juros e não movimentáveis por cheque, relativas a recursos de terceiros:

I - recebidos para aplicação em títulos e valores mobiliários e outros ativos financeiros e/ou modalidades operacionais disponíveis nos mercados financeiro e de capitais, referentes à

- vinculados à execução de suas operações ativas ou relacionadas com a prestação de

Bancos Múltiplos 27

bancos múltiplos são instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as

operações ativas, passivas e acessórias das diversas instituições financeiras, por intermédio das seguintes carteiras: comercial, de investimento e/ou de desenvolvimento, de crédito imobiliário, de arrendamento mercantil e de crédito, financiamento e investimento. Essas operações estão sujeitas às mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis às instituições singulares correspondentes às suas carteiras. A carteira de desenvolvimento somente poderá ser operada por banco público. O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e ser organizado sob a forma de sociedade anônima. As instituições com carteira comercial podem captar depósitos à vista. Na sua denominação social deve constar a expressão "Banco" (Resolução CMN 2.099, de

1994).

O banco múltiplo deverá constituir-se com, no mínimo, duas das seguintes carteiras,

sendo uma delas obrigatoriamente comercial ou de investimento:

I - Comercial;

27 Ver páginas http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/bm.asp e http://www.cnb.org.br/CNBV/resolucoes/res2099-1994.htm

I.38

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 II - De investimento e/ou de desenvolvimento, a

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

II - De investimento e/ou de desenvolvimento, a última exclusiva para bancos

públicos;

III - De crédito imobiliário;

IV - De crédito, financiamento e investimento; e

V - De arrendamento mercantil.

As operações realizadas por banco múltiplo estão sujeitas às mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis às instituições singulares correspondentes às suas carteiras, observado o disposto no artigo 35, inciso I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964.

35, inciso I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964. Não há vinculação

Não há vinculação entre as fontes de recursos captados e as aplicações do banco múltiplo, salvo os casos previstos em legislação e regulamentação específicas. É vedado ao banco múltiplo emitir debêntures.

Caixa Econômica Federal 28 A Caixa Econômica Federal, criada em 1861, está regulada pelo Decreto-Lei 759, de 12 de agosto de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda. Trata-se de instituição assemelhada aos bancos comerciais, podendo captar depósitos à vista, realizar operações ativas e efetuar prestação de serviços. Uma característica distintiva da Caixa é que ela prioriza a concessão de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e esporte. Pode operar com crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis, emprestar sob garantia de penhor industrial e caução de títulos, bem como tem o monopólio do empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação e tem o monopólio da venda de bilhetes de loteria federal. Além de centralizar o recolhimento e posterior aplicação de todos os recursos oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Mais informações poderão ser encontradas no endereço: www.caixa.gov.br

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 29 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criado em 1952 como autarquia federal, foi enquadrado como uma empresa pública federal, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, pela Lei 5.662, de 21 de junho de 1971. O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e tem como objetivo apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos competitivos, para o desenvolvimento de projetos de investimentos e para a comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras. Contribui, também, para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e desenvolvimento do mercado de capitais. A BNDESPAR, subsidiária integral, investe em empresas nacionais através da subscrição de ações e debêntures conversíveis. O BNDES considera ser de fundamental importância, na execução de

28 Ver página http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/cef.asp

29 Ver página http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/bndes.asp

I.39

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 sua política de apoio, a observância de princípios

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

sua política de apoio, a observância de princípios ético-ambientais e assume o compromisso com os princípios do desenvolvimento sustentável. As linhas de apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades de investimentos das empresas de qualquer porte e setor, estabelecidas no país. A parceria com instituições financeiras, com agências estabelecidas em todo o país, permite a disseminação do crédito, possibilitando um maior acesso aos recursos do BNDES. Mais informações poderão ser encontradas no endereço:

www.bndes.gov.br

poderão ser encontradas no endereço: www.bndes.gov.br Planejamento Corporativo 2009/2014 Em 2008, o BNDES

Planejamento Corporativo 2009/2014 Em 2008, o BNDES concluiu o processo de construção do seu Planejamento Corporativo, que define as diretrizes de atuação para o período de 2009 a 2014. Além da elaboração da estratégia do Banco para os próximos dois triênios, o processo pretende internalizar o planejamento como rotina permanente da organização. Assim o BNDES delimitou o escopo de sua atuação e definiu a sua missão: promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais. Paralelamente, o Banco definiu sua visão, que delineia a situação futura desejada para a instituição, balizando seus objetivos de longo prazo. A visão do BNDES é ser o banco do desenvolvimento do Brasil, instituição de excelência, inovadora e proativa ante os desafios da nossa sociedade. Nesses termos, o BNDES se compromete com o desenvolvimento da sociedade brasileira em uma concepção integrada, que inclui, de forma explícita, as dimensões social, regional e ambiental.

Temas transversais 30 Para que os objetivos sejam alcançados de forma consistente, o Planejamento Corporativo BNDES 2009-2014 envolveu a alta direção, gerentes e técnicos de todas as áreas do Banco em um esforço de avaliação da situação atual, da dinâmica social e econômica contemporânea, e análise das tendências de mercado, da competição e do progresso técnico, associadas às várias atividades econômicas em que o Banco está envolvido. Além de reafirmar seu compromisso histórico com o fortalecimento dos sistemas produtivos e o desenvolvimento da infraestrutura, o Banco elegeu quatro temas transversais que devem constituir novos desafios para fomento:

i) a inovação, através do apoio às atividades de P&D, engenharia e gestão da inovação, entre outros itens ligados à capacitação técnica e gerencial; ii) o desenvolvimento local e regional, fomentando investimentos integrados em diferentes escalas territoriais e diferentes institucionalidades (APLs, entorno de grandes projetos, cidades-polo, bacias hidrográficas), apoiando políticas integradas de desenvolvimento urbano e priorizando regiões menos desenvolvidas; iii) o desenvolvimento socioambiental, apoiando projetos que primem pelo desenvolvimento sustentável (crescimento econômico, bem-estar social e preservação do meio

30 Ver página http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/O_BNDES/A_Empresa/planejamento_corporativo.html

I.40

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 ambiente), investimentos em energias renováveis e eficiência energética,

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

ambiente), investimentos em energias renováveis e eficiência energética, em recuperação de passivos ambientais e em desenvolvimento de tecnologias e serviços ambientais; iv) o desenvolvimento no Entorno de Projetos, promovendo as oportunidades de desenvolvimento econômico e social nas áreas de influência de projetos, por meio do apoio coordenado a ações e investimentos de natureza diversa. Visando potencializar a atividade produtiva, geração de empregos, geração de receitas e externalidades sociais e ambientais dos projetos apoiados pelo BNDES.

sociais e ambientais dos projetos apoiados pelo BNDES. 31 Cooperativas de Crédito As cooperativas de crédito

31

Cooperativas de Crédito As cooperativas de crédito se dividem em: singulares, que prestam serviços financeiros de captação e de crédito apenas aos respectivos associados, podendo receber repasses de outras instituições financeiras e realizar aplicações no mercado financeiro; centrais, que prestam serviços às singulares filiadas, e são também responsáveis auxiliares por sua supervisão; e confederações de cooperativas centrais, que prestam serviços a centrais e suas filiadas. Observam, além da legislação e normas gerais aplicáveis ao sistema financeiro: a Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de 2009, que institui o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo; a Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, que institui o regime jurídico das sociedades cooperativas; e a Resolução nº 3.859, de 27 de maio de 2010, que disciplina sua constituição e funcionamento. As regras prudenciais são mais estritas para as cooperativas cujo quadro social é mais heterogêneo, como as cooperativas de livre admissão. As cooperativas de crédito observam, além da legislação e normas do sistema financeiro,

Lei 5.764, de 16 de dezembro de 1971, que define a política nacional de cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas. Atuando tanto no setor rural quanto no urbano, as cooperativas de crédito podem se originar da associação de funcionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, de profissionais de determinado segmento, de empresários, ou mesmo adotar a livre admissão de associados em uma área determinada de atuação, sob certas condições. Devem adequar sua área de ação às possibilidades de reunião, controle, operações e prestações de serviços. Estão autorizados a realizar operações de captação por meio de depósito à vista e a prazo (sem emissão de certificados - os RDB’s), somente a associados, por meio de desconto de títulos, empréstimos, financiamentos, e realizar aplicação de recursos no mercado financeiro (Resoluções CMN n° 344/07e n° 3454/07).

a

Também podem atuar na distribuição de cotas de fundos de investimentos abertos. Neste caso, devem observaras regulamentações do BACEN e da CVM nas respectivas áreas de competência. Nesse sentido, de acordo com a Resolução CMN n° 3309/05, até 30 de junho de 2008, todos os empregados da cooperativa que atuam no atendimento a clientes e usuários da instituição em atividades relacionadas com a distribuição e mediação de títulos e valores mobiliários devem ser considerados aptos por meio de exame de certificação, organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica. Também nesse sentido, a IN CVM n° 424/05

determinou que até 30de junho de 2008, as cooperativas de crédito só poderão realizar a distribuição de fundos classificados como de curto prazo, referenciados e de renda fixa, vedada

a distribuição daqueles que cobrem taxa de performance ingresso ou saída. Essa IN da CVM

31 Ver página http://pt.scribd.com/doc/49613649/7/INSTITUICOES-E-INTERMEDIADORES-FINANCEIROS

I.41

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 também estabelece que as cooperativas de crédito que

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

também estabelece que as cooperativas de crédito que desejarem distribuir cotas de outros tipos de fundos antes de 30 de junho de 2008, deverão atingir índice de 100% de certificação de seus empregados acima mencionados e solicitar à CVM autorização.

Sociedades de Crédito Imobiliário 32

As sociedades de crédito imobiliário são instituições financeiras criadas pela Lei 4.380, de 21 de agosto de 1964, para atuar no financiamento habitacional. Constituem operações passivas dessas instituições os depósitos de poupança, a emissão de letras e cédulas hipotecárias e depósitos interfinanceiros. Suas operações ativas são: financiamento para construção de habitações, abertura de crédito para compra ou construção de casa própria, financiamento de capital de giro a empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras de material de construção. Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, adotando obrigatoriamente em sua denominação social a expressão "Crédito Imobiliário". (Resolução CMN 2.735, de 2000). As sociedades de crédito imobiliário são instituições financeiras, constituídas sob a forma de sociedade anônima, integrantes do SFN, especializadas em operações de financiamento imobiliário, atualmente regulamentadas pela Resolução CMN n° 2735/00.As SCI’s podem, além de realizar as atividades inerentes à consecução de seus objetivos, operar em todas as modalidades admitidas nas normas relativas ao direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança. As SCI’s, em suas atividades, podem empregar recursos próprios e os provenientes de:

o imóvel usado o imóvel novo o construção de imóvel o compra de terreno o
o
imóvel usado
o
imóvel novo
o
construção de imóvel
o
compra de terreno
o
compra de material de construção

o

financiamento de 100% do valor da compra com FGTS

depósitos de poupança; letras hipotecárias; letras de crédito imobiliário; repasses e refinanciamentos contraídos no país; empréstimos e financiamentos contraídos no exterior; depósitos interfinanceiros e outras formas de captação de recursos autorizadas pelo BACEN

Tipos de créditos imobiliários

O

é

chamamos de BNH. Mas, se durante anos esse sistema parecia ser o único meio de se chegar ao

mais antigo e mais conhecido dentre os tipos de créditos imobiliários disponíveis hoje no país

o SFH, o Sistema Financeiro de Habitação, que é o herdeiro do que muitos de nós ainda

sonho da casa própria, hoje a verdade é que o mercado tem várias opções, dependendo de inúmeras variáveis:

o

financiamento parcial da compra com uso de FGTS

o

financiamento da compra sem uso de FGTS

o

valor a ser financiado

32 Ver página http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/sci.asp

I.42

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 o valor total do imóvel o valor da

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

o

valor total do imóvel

o

valor da sua renda e ainda o tipo de renda que você tem (se é salário ou não).

Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento

As sociedades de crédito, financiamento e investimento, também conhecidas por financeiras, foram instituídas pela Portaria do Ministério da Fazenda 309, de 30 de novembro de 1959. São instituições financeiras privadas que têm como objetivo básico a realização de financiamento para a aquisição de bens, serviços e capital de giro. Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão "Crédito, Financiamento e Investimento". Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de Letras de Câmbio (Resolução CMN 45, de 1966) e Recibos de Depósitos Bancários (Resolução CMN 3454, de 2007).

Suas principais atividades são as seguintes: o operar em sistema mantido por bolsas de valores;
Suas principais atividades são as seguintes:
o
operar em sistema mantido por bolsas de valores;
o
comprar, vender e distribuir títulos e valores mobiliários, por conta de terceiros;

o

efetuar lançamentos públicos de ações (operações de underwriting);

Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários - CTVM

As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Dentre seus objetivos estão:

operar em bolsas de valores, subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado; comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros; encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários; exercer funções de agente fiduciário; instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento; emitir certificados de depósito de ações e cédulas pignoratícias de debêntures; intermediar operações de câmbio; praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes; praticar operações de conta margem; realizar operações compromissadas; praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico, por conta própria e de terceiros; operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.655, de 1989). Os FUNDOS DE INVESTIMENTO, administrados por corretoras ou outros intermediários financeiros, são constituídos sob forma de condomínio e representam a reunião de recursos para a aplicação em carteira diversificada de títulos e valores mobiliários, com o objetivo de propiciar aos condôminos valorização de quotas, a um custo global mais baixo. A normatização, concessão de autorização, registro e a supervisão dos fundos de investimento são de competência da Comissão de Valores Mobiliários.

o

encarregar-se da administração de carteiras de valores e da custódia de títulos e valores mobiliários;

o

instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento;

o

prestar serviços como transferência de títulos, desdobramento de cautelas, recebimento de juros, dividendos ou encarregar-se da subscrição de títulos e valores mobiliários, etc.;

I.43

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 o operar no mercado aberto ( open market

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

o

operar no mercado aberto (open market);

o

intermediar operações de câmbio;

o

comprar e vender ativos financeiros, por conta de terceiros;

o

encarregar-se da administração da custódia de ativos.

O

papel da corretora não se restringe à execução de ordens de compra e venda

transmitida por seus clientes. A corretora se responsabiliza pelo controle da conta do cliente junto à bolsa e à clearing house, ou seja, mantém registro das posições de cada cliente, coleta

As A
As
A

Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) 34

as garantias exigidas pela clearing, recebe e paga as perdas e os ganhos incorridos pelos clientes, controla as ordens executadas e à executar, liquida as operações quando do vencimento dos contratos e assessora o cliente em suas decisões. A corretora pode ou não ser credenciada como membro de compensação. Aqueles que não possuem esse status devem contratar um membro de compensação, que se responsabilizará financeiramente por suas operações junto à clearing house.

Corretoras de Câmbio 33

sociedades corretoras de câmbio são constituídas sob a forma de sociedade anônima

ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a expressão "Corretora de Câmbio". Têm por objeto social exclusivo a intermediação em operações de câmbio e a prática de operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.770, de 1990).

Corretoras de Mercadorias que Negociam ou Registram Operações com Valores Mobiliários em Bolsa de Mercadorias e Futuros

Instrução CVM n° 402, de 27 de janeiro de 2004, estabeleceu as normas e

procedimentos para a organização e o funcionamento dessas corretoras de mercadorias .Essas instituições devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima ou sociedade limitada e serem admitidas como membro de Bolsa de Mercadorias e Futuros. Como membro de Bolsa de Mercadorias e Futuros, elas têm o direito de realizar operações, em seu nome -carteira própria - e em nome de terceiros - seus clientes -, nos mercados administrados por essa bolsa. No desempenho dessas atividades, independentemente de serem ou não instituições financeiras, são reguladas e fiscalizadas pela CVM.

As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na

33 Ver página http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/scc.asp

34 Ver página http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/sdtvm.asp

I.44

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 sua denominação social a expressão "Distribuidora de Títulos

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

sua denominação social a expressão "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários". Algumas de suas atividades: intermedeiam a oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado; administram e custodiam as carteiras de títulos e valores mobiliários; instituem, organizam e administram fundos e clubes de investimento; operam no mercado acionário, comprando, vendendo e distribuindo títulos e valores mobiliários, inclusive ouro financeiro, por conta de terceiros; fazem a intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias; efetuam lançamentos públicos de ações; operam no mercado aberto e intermedeiam operações de câmbio. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.120, de 1986). As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Dentre seus objetivos estão:

o operar em bolsas de valores, subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado;
o
operar em bolsas de valores, subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no
mercado;
o
comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros;
o
encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores
mobiliários;
o
exercer funções de agente fiduciário;
o
instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento;
o
emitir certificados de depósito de ações e cédulas pignoratícias de debêntures;
o
intermediar operações de câmbio;
o
praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes;
o
praticar operações de conta margem;
o
realizar operações compromissadas;
o
praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico, por
conta própria e de terceiros;
o
operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros.
°2838 de 30/05/2001, ela ainda autoriza a CVM a adotar medidas e baixar normas

Agente Autônomo de Investimento (AAI) A atividade do agente autônomo de investimento foi instituída pela resolução do CMN

n

complementares que se fizerem necessárias à regulamentação dessa atividade, assim de acordo com a instrução CVM n° 434/06 de 22/06/06, o agente autônomo de investimento é a pessoa natural e jurídica, que obtém registro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM , para exercer sob responsabilidade e como proposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, a atividade de distribuição e mediação de valores mobiliários. A atividade de agente autônomo de investimento somente pode ser exercida por

pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM, que mantenha contrato para distribuição e mediação com uma ou mais instituições integrantes do sistema de distribuição de valores

mobiliários. As instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários somente podem contratar para exercer a atividade de agente autônomo de investimento pessoa natural

ou jurídica devidamente autorizada pela CVM.

I.45

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Os agentes autônomos de investimento podem ser credenciados

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Os agentes autônomos de investimento podem ser credenciados junto a bancos múltiplos (com carteira de investimento), bancos de investimento, corretoras de valores e mercadorias e distribuidoras de valores, para desempenhar exclusivamente por conta e ordem das entidades credenciadas, as atividades citadas e outras atividades autorizadas expressamente pelos órgãos reguladores competentes.

Autorização do Agente Autônomo – Pessoa Natural A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida a pessoa natural, domiciliada no País, que preencha os seguintes requisitos:

o tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior; o o o não
o
tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior;
o
o
o
não tenha sido condenada criminalmente, ressaltada a hipótese de reabilitação;
o
o
o
o
autorização do Agente Autônomo – Pessoa Jurídica
o
o
o

tenha sido aprovada em exame técnico específico para agente autônomo de investimento, organizado por entidade certificadora autorizada pela CVM;

não esteja inabilitada ou suspensa para o exercício de cargo em instituições financeira e demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM, pelo Banco Central do Brasil , pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, ou pela Secretaria de Previdência Complementar –SPC;

não esteja impedido de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial.

os exames de certificação serão organizados por entidades de classe ou entidade auto- reguladora que congregue profissionais, associações ou instituições do mercado financeiro e de capitais.

o prazo de validade do exame técnico de certificação para obtenção da autorização da CVM para o exercício é de 1 ( um) ano, contado da data da divulgação do resultado final pela entidade certificadora.

autorização para exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida à pessoa jurídica, domiciliada no País, que preencha os seguintes requisitos:

tenha como objeto social exclusivo o exercício a atividade de agente autônomo de investimento e esteja regulamente constituída e registrada no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;

tenha como sócios unicamente agentes autônomos autorizados pela CVM, e a elas seja atribuído, com exclusividade, o exercício das atividades referidas à ele conforme instrução, sendo todos os sócios responsáveis perante CVM pelas atividades da sociedade. No caso de agente autônomo - pessoa jurídica, será admitido que a sociedade tenha sócios terceiros que não sejam agentes autônomos, desde que sua participação no capital social e nos lucros não exceda 2% ( dois por cento), e que tais sócios não exerçam função de gerencia ou administração ou por qualquer modo participem das atividades que constituam o objeto social. Para efeito da lei 4.595/64, os agente autônomos de investimento equiparam-se às instituições financeiras. Os Agentes Autônomos de Investimento são regulados e fiscalizados pela CVM.

I.46

Resolução 2.838 3 5 Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Dispõe sobre a atividade

Resolução 2.838 35

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Dispõe sobre a atividade de agente autônomo de investimento.

O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro

de 1964, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 30 de maio de 2001, com base nos arts. 3º, incisos I e IV, e 4º da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e tendo em vista o disposto nos arts.16, incisos I e III, e 18, inciso I, da referida Lei nº 6.385, de 1976,

Art. 2º Para o exercício da sua atividade, o agente autônomo de investimento deve: I
Art. 2º Para o exercício da sua atividade, o agente autônomo de investimento deve:
I
II - obter a autorização da Comissão de Valores Mobiliários;
III - manter contrato para distribuição
IV - realizar a sua atividade
de
distribuição
e
V

referidas no art. 1º;

das instituições referidas no art. 1º;

R E S O L V E U:

Art. 1º Estabelecer que agente autônomo de investimento e a pessoa natural ou jurídica uniprofissional, que tenha como atividade a distribuição e mediação de títulos, valores mobiliários, quotas de fundos de investimento e derivativos, sempre sob a responsabilidade e como preposto das instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários de que trata o art. 15 da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976.

- ser julgado apto em exame de certificação organizado por entidade autorizada pela

Comissão de Valores Mobiliários, observado que o exercício das atividades de distribuição e mediação nos mercados de derivativos depende, ainda, de aprovação em exame específico que avalie o respectivo conhecimento sobre o funcionamento e os riscos inerentes a esses mercados;

e mediação com uma ou mais das instituições

mediação exclusivamente como preposto

- abster-se de receber ou entregar aos investidores, por qualquer razão, numerário,

títulos, valores mobiliários ou quaisquer outros valores, que somente devem ser movimentados por meio de instituições financeiras e do sistema de distribuição de valores

mobiliários.

35 https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=101097407&method=detalharNormativo

I.47

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art. 3º Os agentes autônomos de investimento, credenciados

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art. 3º Os agentes autônomos de investimento, credenciados nos termos da Resolução nº 238, de 24 de novembro de 1972, e regulamentação posterior, permanecem autorizados a desempenhar a atividade, ficando dispensados do cumprimento da formalidade prevista no art. 2º, inciso I, observada a necessidade de obtenção da autorização de que trata o inciso II do mesmo artigo no prazo máximo de um ano, contado da data da entrada em vigor desta Resolução.

Art. 4º Art. 5º Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua
Art. 4º
Art. 5º
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º

RESOLVEU:

Aos empregados de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a

funcionar pelo Banco Central do Brasil que exerçam, na própria instituição, qualquer das atividades referidas no art. 1º somente se aplica a formalidade prevista no art. 2º, inciso I.

Parágrafo único. Fica o Banco Central do Brasil incumbido de disciplinar a entrada em vigor do disposto neste artigo.

Fica a Comissão de Valores Mobiliários autorizada a adotar as medidas e a baixar

as

normas complementares que se fizerem necessárias à execução do disposto nesta Resolução.

Ficam revogados a Resolução nº 238, de 24 de novembro de 1972, o item XV da

Resolução nº 367, de 9 de abril de 1976, as Circulares nºs 193, de 24 de novembro de 1972, e 229, de 15 agosto de 1974, e a Carta-Circular nº 665, de 7 de outubro de 1981.

Res. CMN/BACEN 3.158/03 - Res. - Resolução CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL - CMN (BACEN) nº 3.158 de 17.12.2003

D.O.U.: 18.12.2003 Dispõe sobre a certificação de empregados das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

O

BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964,

torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 17 de dezembro de 2003, com base no art. 4º, inciso VIII, da referida lei, na Lei 4.728, de 14 de julho de 1965, e na Lei 6.099, de 12 de setembro de 1974, com as alterações introduzidas pela Lei 7.132, de 26 de outubro de 1983,

Art. 1º Estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem adotar providências com vistas a que seus empregados, para exercerem, na própria instituição, as atividades de distribuição e mediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.

I.48

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 § 1º Os empregados que tenham sido julgados

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

§ 1º Os empregados que tenham sido julgados aptos em exames de certificação organizados

nos termos do art. 2º, inciso I, da Resolução 2.838, de 30 de maio de 2001 - durante a vigência do art. 4º desse normativo -, e da Resolução 3.057, de 19 de dezembro de 2002, são considerados aptos para os efeitos desta resolução, sem prejuízo do atendimento das demais condições ora estabelecidas.

- 75% (setenta e cinco por cento), no mínimo, até 31 de dezembro de 2006;
- 75% (setenta e cinco por cento), no mínimo, até 31 de dezembro de 2006;
- 100% (cem por cento), até 31 de dezembro de 2007.

I - 25% (vinte e cinco por cento), no mínimo, até 31 de dezembro de 2004;

II - 50% (cinquenta por cento), no mínimo, até 31 de dezembro de 2005;

III

IV

§

a ser atendido com base no quantitativo dos mencionados empregados, por instituição, ao final de cada ano:

2º O cumprimento da formalidade prevista neste artigo deve observar o cronograma abaixo,

3º A partir de 1º de janeiro de 2008, somente poderão exercer as atividades mencionadas no caput os empregados que tenham sido considerados aptos para os efeitos desta resolução.

§

Art. 2º As instituições referidas no art. 1º devem assegurar que as pessoas contratadas como empregados, a partir da data da entrada em vigor desta resolução, para exercerem, na própria instituição, as atividades relacionadas naquele artigo, cumpram a formalidade ali prevista no prazo de um ano, contado da data da respectiva contratação, ou no prazo previsto no § 3º do art. 1º, o que ocorrer primeiro.

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às pessoas consideradas aptas para os efeitos desta resolução, que tenham deixado de ser empregados de qualquer das instituições referidas no art. 1º por período inferior a um ano, contado a partir da data de término do vínculo empregatício anterior até a data de seu retorno à condição de empregado.

Art. 3º Na hipótese de os empregados das instituições referidas no art. 1º passarem a exercer atividade diferente daquela para a qual tenham sido considerados aptos para os efeitos desta resolução, na própria instituição ou em outra, a habilitação para o exercício da nova atividade, se exigida, deverá ser providenciada no prazo de um ano, contado da data da mudança de atividade, ou no prazo previsto no § 3º do art. 1º, o que ocorrer primeiro.

Art. 4º As instituições referidas no art. 1º são responsáveis pela atualização periódica dos conhecimentos de seus empregados considerados aptos para os efeitos desta resolução.

I.49

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art. 5º As disposições desta resolução não se

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art. 5º As disposições desta resolução não se aplicam às cooperativas de crédito e às sociedades de crédito ao microempreendedor, observado que a certificação de empregados dessas instituições ficará condicionada à edição de normativo específico.

Art. 6º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º Fica revogada a Resolução 3.057, de 19 de dezembro de 2002.

revogada a Resolução 3.057, de 19 de dezembro de 2002. Brasília, 17 de dezembro de 2003.

Brasília, 17 de dezembro de 2003. Henrique de Campos Meirelles Presidente

INSTRUÇÃO CVM Nº 434, DE 22 DE JUNHO DE 2006.

Dispõe sobre a atividade de agente autônomo de investimento e revoga as Instruções CVM nºs 355, de 1º de agosto de 2001, e 366, de 29 de maio de 2002.

O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM torna público que o Colegiado, em reunião realizada em 20 de junho de 2006, tendo em vista o disposto nos arts. 8º, inciso I, e 16, incisos I e III, da Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976, RESOLVEU baixar a seguinte Instrução:

ÂMBITO E FINALIDADE

Art. 1º A atividade de agente autônomo de investimento é regida pelas normas constantes da presente Instrução.

DEFINIÇÃO

Art. 2º O agente autônomo de investimento é a pessoa natural que obtém registro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, para exercer, sob a responsabilidade e como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, a atividade de distribuição e mediação de valores mobiliários.

Parágrafo único. Os agentes autônomos de investimento podem constituir pessoa jurídica para o exercício da atividade referida no caput, observados os requisitos desta Instrução.

EXERCÍCIO DA ATIVIDADE

Art. 3º A atividade de agente autônomo de investimento somente pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM, que mantenha contrato para distribuição e mediação com uma ou mais instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários.

I.50

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art. 4º As instituições integrantes do sistema de

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art. 4º As instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários somente podem contratar para exercer a atividade de agente autônomo de investimento pessoa natural ou jurídica devidamente autorizada pela CVM.

§ 1º A instituição contratante de agentes autônomos deverá inscrevê-los em sua relação de

agentes contratados na página da CVM, na rede mundial de computadores, quando celebrar um novo contrato, e retirá-los da página, quando o contrato for rescindido, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis após a contratação ou rescisão.

– tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior; – não tenha sido
– tenha concluído o ensino médio no País ou no exterior;
– não tenha sido condenada criminalmente, ressalvada a hipótese de reabilitação; e

AUTORIZAÇÃO DO AGENTE AUTÔNOMO – PESSOA NATURAL

§

contrato, e pelo prazo de 5 (cinco) anos a partir de sua rescisão, todos os documentos relacionados à contratação e à prestação de serviços de cada agente autônomo por ela contratado.

2º A instituição contratante deverá conservar à disposição da CVM, enquanto vigorar o

Art. 5º A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida à pessoa natural, domiciliada no País, que preencha os seguintes

requisitos:

I

– tenha sido aprovada em exame técnico específico para agente autônomo de investimento, organizado por entidade certificadora autorizada pela CVM;

II

III

– não esteja inabilitada ou suspensa para o exercício de cargo em instituições financeiras e

demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM, pelo Banco Central do Brasil, pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP ou pela Secretaria de Previdência Complementar – SPC;

IV

V

– não esteja impedida de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial.

Parágrafo único. A identificação do candidato deverá ser verificada pela entidade certificadora, que enviará à CVM a relação dos candidatos aprovados no exame previsto no inciso II deste artigo, conservando em seu poder os documentos respectivos enquanto for mantida a habilitação do candidato, e pelo prazo de 5 (cinco) anos a partir de seu cancelamento.

Art. 6º O pedido de autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa natural deverá ser instruído com os seguintes documentos:

I – formulário cadastral, preenchido na página da CVM na rede mundial de computadores, com

as informações constantes do Anexo I desta Instrução; e

I.51

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 II – declaração do candidato, enviada à CVM

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

II – declaração do candidato, enviada à CVM com data e assinatura, informando o cumprimento dos requisitos relacionados nos incisos III a V do art. 5º.

Parágrafo único. A CVM poderá exigir, a qualquer tempo, a comprovação do teor da declaração

a que se refere o inciso II deste artigo.

da declaração a que se refere o inciso II deste artigo. requisitos: Jurídica - CNPJ; e

requisitos:

Jurídica - CNPJ; e

sócios responsáveis perante a CVM pelas atividades da sociedade.

Art. 7º Os exames de certificação serão organizados por entidade de classe ou entidade auto- reguladora que congregue profissionais, associações ou instituições do mercado financeiro e de capitais.

1º O programa de certificação deverá ser submetido à aprovação da CVM, previamente à sua implementação, e reavaliado periodicamente.

§

§

CVM para o exercício da atividade é de 1 (um) ano, contado da data da divulgação do resultado final pela entidade certificadora.

2º O prazo de validade do exame técnico de certificação para a obtenção de autorização da

AUTORIZAÇÃO DO AGENTE AUTÔNOMO – PESSOA JURÍDICA

Art. 8º A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento somente será concedida à pessoa jurídica domiciliada no País que preencha os seguintes

I

investimento e esteja regularmente constituída e registrada no Cadastro Nacional da Pessoa

– tenha como objeto social exclusivo o exercício da atividade de agente autônomo de

II

atribuído, com exclusividade, o exercício das atividades referidas no art. 2º, sendo todos os

– tenha como sócios unicamente agentes autônomos autorizados pela CVM, e a eles seja

§ 1º Será admitido que a sociedade tenha como sócios terceiros que não sejam agentes autônomos, desde que sua participação no capital social e nos lucros não exceda de 2% (dois por cento), e que tais sócios não exerçam função de gerência ou administração ou por qualquer modo participem das atividades que constituam o objeto social.

2º Um mesmo agente autônomo – pessoa natural não poderá ser sócio de mais de um agente autônomo – pessoa jurídica.

§

§ 3º Da denominação do agente autônomo – pessoa jurídica deverá constar a expressão "Agente Autônomo de Investimentos", sendo vedada a utilização de palavras ou expressões que induzam a interpretação indevida quanto ao objetivo da sociedade.

I.52

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art. 9º O pedido de autorização para o

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art. 9º O pedido de autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa jurídica deverá ser instruído com os seguintes documentos:

I –

preenchido na página da CVM na rede mundial de computadores; e

formulário

cadastral,

com

as

informações

constantes

do

Anexo

II

desta

Instrução,

– cópia dos atos constitutivos devidamente consolidados e registrados no órgão competente.

II

consolidados e registrados no órgão competente. II Parágrafo único. As alterações posteriores dos atos

Parágrafo único. As alterações posteriores dos atos constitutivos devem ser encaminhados à CVM, no prazo de 15 (quinze) dias úteis após o seu registro.

PRAZO PARA A CONCESSÃO DA AUTORIZAÇÃO

Art. 10. A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento será expedida pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data do protocolo na CVM da documentação referida nos arts. 6º ou 9º desta Instrução, conforme o caso.

§

desde que tenham sido cumpridas todas as formalidades previstas nesta Instrução, o pedido de autorização será automaticamente concedido.

e

1º Decorrido o prazo previsto neste artigo, caso não haja manifestação da CVM em contrário,

§

interessado informações adicionais, passando a fluir novo prazo de 30 (trinta) dias a partir da data de cumprimento das exigências.

2º O prazo de 30 (trinta) dias pode ser interrompido, uma única vez, se a CVM solicitar ao

3º Para o atendimento das exigências, é concedido prazo não superior a 60 (sessenta) dias,

§

contados do recebimento da correspondência respectiva, sob pena de indeferimento do pedido.

INDEFERIMENTO DO PEDIDO E RECURSO

Art. 11. O indeferimento do pedido de autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento deve ser comunicado por escrito ao interessado.

Parágrafo único. Da decisão do Superintendente que indeferir o pedido cabe recurso ao Colegiado da CVM, nos termos da regulamentação em vigor.

CANCELAMENTO DA AUTORIZAÇÃO

Art. 12. A autorização para o exercício da atividade de agente autônomo de investimento pode ser cancelada:

I – se constatada a falsidade dos documentos ou de declaração apresentada para obter a

autorização;

I.53

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 II – se, em razão de fato superveniente

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

II – se, em razão de fato superveniente devidamente comprovado, ficar evidenciado que a pessoa autorizada pela CVM não mais atende a quaisquer dos requisitos e condições estabelecidos nesta Instrução para a concessão da autorização; e

III – a pedido do agente autônomo.

4º O pedido de cancelamento da
4º O pedido de cancelamento da

a)

investimento ou da adequação de sua participação ao limite de que trata o § 1º do art. 8º; e

b)

§

nos termos deste artigo, concedendo-lhe o prazo de 10 (dez) dias úteis, contados da data do recebimento da comunicação, para apresentar as suas razões de defesa ou regularizar o seu registro.

1º A CVM comunicará previamente ao agente autônomo a decisão de cancelar o seu registro,

2º Da decisão do Superintendente que cancelar a autorização, cabe recurso ao Colegiado da CVM, nos termos da regulamentação em vigor.

§

3º Na hipótese prevista no inciso I deste artigo, a CVM oficiará ao Ministério Público para a propositura da competente ação penal, sem prejuízo da aplicação das penalidades previstas no art. 11 da Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976.

§

§

documentos:

autorização deverá ser instruído com os seguintes

I – no caso de pessoa natural:

se for o caso, comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de

comprovante de rescisão dos contratos de distribuição e mediação de valores mobiliários ou

declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários;

II – no caso de pessoa jurídica:

a)

apresentação do seu distrato social ou mudança de seu objeto, com registro no órgão

competente; e

b)

comprovante de rescisão dos contratos de distribuição e mediação de valores mobiliários ou

declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários.

§ 5º O deferimento do pedido de cancelamento não impede que a CVM instaure ou dê

andamento a procedimento visando apurar a responsabilidade do agente, por atos ocorridos

até aquela data.

I.54

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 § 6º O cancelamento da autorização de agente

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

§ 6º O cancelamento da autorização de agente autônomo será comunicado pela CVM às

instituições que o houverem inscrito no cadastro da CVM como agente autônomo contratado.

SUSPENSÃO DA AUTORIZAÇÃO

Art. 13. A CVM poderá, por solicitação do agente autônomo – pessoa natural, suspender a autorização para o exercício de sua atividade por um período contínuo de até 12 (doze) meses, não renovável, mediante a apresentação de:

I II mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição. § § de pagar a
I
II
mobiliários com instituição integrante do sistema de distribuição.
§
§
de pagar a taxa de fiscalização instituída pela Lei nº 7.940, de 20 de dezembro de 1989.
ATUALIZAÇÃO CADASTRAL
NORMAS DE CONDUTA
Art. 15. O agente autônomo de investimento deve observar as seguintes regras de conduta:
I

– comprovante de sua retirada da sociedade de agentes autônomos de investimento de que seja sócio, se for o caso; e

– comprovante de rescisão ou suspensão do contrato de distribuição e mediação de valores

mobiliários ou declaração de que não mantém contrato de distribuição e mediação de valores

1º A suspensão somente será concedida se houver decorrido o prazo de pelo menos 3 (três) anos da data de concessão da autorização do agente autônomo ou do término de sua última suspensão.

2º Durante a vigência da suspensão, o agente autônomo ficará impedido de exercer a

atividade, exonerando-se do cumprimento das obrigações previstas nesta Instrução e do dever

Art. 14. O agente autônomo de investimento deve comunicar à CVM qualquer alteração cadastral, por intermédio da página da CVM na rede mundial de computadores, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data de sua ocorrência.

– empregar, no exercício de sua atividade, o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma dispensar à administração de seus próprios negócios;

– abster-se da prática de atos que possam ferir a relação fiduciária entre investidores e a instituição intermediária à qual estiver vinculado; e

II

III – zelar pelo sigilo de informações confidenciais a que tenha acesso no exercício de sua função.

VEDAÇÕES

I.55

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art.16. É vedado ao agente autônomo de investimento:

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art.16. É vedado ao agente autônomo de investimento:

I – receber ou entregar a investidores, por qualquer razão, numerário, títulos ou valores

mobiliários, ou quaisquer outros valores, que devem ser movimentados através de instituições financeiras ou integrantes do sistema de distribuição;

– ser procurador de investidores para quaisquer fins; – contratar com investidores a prestação de
– ser procurador de investidores para quaisquer fins;
– contratar com investidores a prestação de serviços de:
– atuar como preposto de instituição com a qual não tenha contrato; e

VI

do

RESPONSABILIDADE DO AGENTE AUTÔNOMO DE INVESTIMENTO

II

III

– atuar como contraparte, direta ou indiretamente, em operações das quais participem

clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado, sem prévia e específica autorização do mesmo;

IV

a) análise ou consultoria de valores mobiliários, salvo se estiver autorizado pela CVM a exercer tais atividades; e

b) administração de carteira de títulos e valores mobiliários, salvo se o agente autônomo – pessoa natural, autorizado pela CVM também para exercer a atividade de administração de carteira, não estiver contratualmente vinculado, direta ou indiretamente, a entidades do sistema de distribuição de valores.

V

– delegar a terceiros, total ou parcialmente, a execução dos serviços que constituam objeto contrato celebrado com a instituição intermediária.

Art. 17. O agente autônomo de investimento é responsável, civil e administrativamente, no exercício de suas atividades, pelos prejuízos resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos atos que infringirem normas legais ou regulamentares, sem prejuízo de sua eventual responsabilidade penal.

1º A instituição intermediária é responsável pelos atos praticados pelo agente autônomo na condição de seu preposto.

§

§ 2º A responsabilidade administrativa da instituição intermediária decorrerá de eventual falta em seu dever de supervisão sobre os atos praticados pelo agente autônomo.

PENALIDADES E MULTA COMINATÓRIA

I.56

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art. 18. Constituem infração grave, para efeito do

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art. 18. Constituem infração grave, para efeito do disposto no § 3º do art. 11 da Lei nº 6.385, de

1976:

I – o exercício da atividade de agente autônomo de investimento por pessoa não autorizada, nos termos desta Instrução, ou autorizada com base em declaração ou documentos falsos;

II

– o descumprimento dos deveres estabelecidos no art. 15 desta Instrução; e

– o agente autônomo de investimento que:
– o agente autônomo de investimento que:

III

a realizar negócio com a finalidade de obter, para si ou para outrem, vantagem indevida.

– aconselhar clientes da instituição intermediária à qual o agente autônomo esteja vinculado

Art. 19. Constitui hipótese de infração de natureza objetiva, sujeita ao rito sumário de processo administrativo, o descumprimento das disposições do art. 16 desta Instrução.

Art. 20. Sujeitam-se à multa cominatória diária de R$ 200,00 (duzentos reais), incidente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido para o cumprimento da obrigação, e sem prejuízo da aplicação das penalidades previstas no art. 11 da Lei nº 6.385, de 1976:

I

a) não encaminhar à CVM as informações previstas no parágrafo único do art. 9º desta Instrução; ou

b) não mantiver seu cadastro atualizado, nos termos do art. 14 desta Instrução;

– as instituições contratantes mencionadas no § 1º do art. 4º desta Instrução, quando não cumprirem os prazos ali estabelecidos.

II

DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 21. Os agentes autônomos – pessoas jurídicas autorizados pela CVM previamente à vigência desta Instrução terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data de sua entrada em vigor, para se adaptarem ao disposto nos parágrafos do art. 8º desta Instrução.

Art. 22. Os pedidos de autorização de agentes autônomos protocolados antes da data de entrada em vigor desta Instrução, pendentes de apreciação final, serão deferidos caso atendam os requisitos previstos no art. 5º ou no art. 8º, conforme o caso.

Parágrafo único. Na hipótese de haver necessidade de complementação de documentos ou informações, o requerente deverá ser intimado para cumprir as exigências cabíveis, no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de indeferimento do pedido.

I.57

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Art. 23. Para os aprovados em exames de

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Art. 23. Para os aprovados em exames de certificação para agentes autônomos de investimento concluídos previamente a esta Instrução, o prazo de que trata o § 2º do art. 7º será contado a partir da data de entrada em vigor desta Instrução.

Art. 24. Ficam revogadas as Instruções CVM nºs. 355, de 1º de agosto de 2001, e 366, de 29 de maio de 2002.

O A
O
A

Art. 25. Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Mercados Regulamentados de Valores Mobiliários 36 O mercado de balcão é dito organizado no Brasil quando as instituições que o administram criam um ambiente informatizado e transparente de registro ou de negociação e têm mecanismos de auto-regulamentação. Nos mercados de negociação - onde também essas instituições são autorizadas a funcionar pela CVM e por ela são supervisionadas - cria-se um ambiente de menor risco e transparência para os investidores se comparado ao mercado de balcão não organizado.

No mercado de balcão os valores mobiliários são negociados entre as instituições financeiras sem local físico definido, por meios eletrônicos ou por telefone. São negociados valores mobiliários de empresas que são companhias registradas na CVM, e prestam informações ao mercado, não registradas nas bolsas de valores.

primeiro mercado de balcão organizado destinado à negociação de ações criado no

Brasil foi a Sociedade Operadora de Mercado de Ativos - SOMA, adquirida pela BOVESPA em 2002. Em seu lugar, foi implantado o SOMA FIX, atual mercado de balcão organizado de títulos de renda fixa da bolsa paulista. Atuam como intermediários neste mercado não somente as corretoras de valores, membros da BM&FBOVESPA, mas também outras instituições financeiras, como bancos de investimento e distribuidoras de valores. Além das ações, outros valores mobiliários são negociados em mercados de balcão organizado, tais como debêntures, cotas de fundos de investimento imobiliário, fundos fechados, fundos de investimento em direitos creditórios - FIDCs, certificados de recebíveis imobiliários - CRIs, entre outros.

CETIP - Câmara de Custódia e Liquidação

CETIP atua como Entidade de Balcão Organizado e como câmara de custódia e

liquidação de títulos e valores mobiliários, por autorização da CVM - Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central. Dessa forma, faz a guarda eletrônica (custódia) de títulos emitidos por instituições financeiras e por empresas de diversos setores da economia, no caso dos valores mobiliários. Também efetua a liquidação financeira das operações, transferindo a titularidade dos títulos negociados do vendedor para o comprador e creditando e debitando o valor correspondente em suas respectivas contas.

36 http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acadêmico/EntendendooMercadodeValoresMobiliários/OqueéMercadodeBalcãoOrganiz

ado/tabid/188/Default.aspx

I.58

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Além disso, a CETIP é um ambiente de

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

Além disso, a CETIP é um ambiente de negociação, onde são registrados os negócios de compra e venda de títulos e valores mobiliários realizados por telefone, entre as instituições financeiras, ou são efetuadas operações online, diretamente na Plataforma de Negociação Eletrônica - o CetipNET. Nesse ambiente, podem ser negociados todos os valores mobiliários de renda fixa do país, como debêntures, cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) certificados de recebíveis imobiliários (CRI), notas comerciais, títulos do agronegócio e derivativos de balcão. Somente neste último segmento, a CETIP registra 8 tipos diferentes, como Contratos de Swap, Opções, Termo de Moeda, Swap de Fluxo de Caixa e com Reset, entre outros.

A A
A
A

Bolsas Internacionais

Bolsa de Nova York – NYSE ( New York Stock Exchange)

CETIP foi criada como associação civil, sem fins lucrativos, pertencente às instituições

financeiras, que eram suas associadas. Em maio de 2008, a CETIP passou por seu processo de desmutualização e foi transformada em uma sociedade anônima, passando a operar sob a denominação de CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos.

Mercado de Bolsa de Valores

bolsa de valores é o mercado organizado onde se negociam ações de empresas de

capital aberto (públicas ou privadas) e outros instrumentos financeiros como opções e debêntures. Pode ser na forma de uma associação civil sem fins lucrativos, que mantém o local ou o sistema de negociação eletrônico adequado à realização de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, mas, o mais usual hoje em dia e que as Bolsas de Valores atuem como S/As visando lucro através de seus serviços. Seu patrimônio, no caso das associações civis,

é representado por títulos pertencentes às sociedades corretoras que a compõem; no caso das S/As este patrimônio é composto por ações. A bolsa deve preservar elevados padrões éticos de negociação, divulgando - com rapidez, amplitude e detalhes - as operações executadas. Embora existam entidades que só operam com pregão eletrônico (como a norte- americana Nasdaq), em sua maioria as bolsas de valores dispõem de um pregão físico, onde são realizadas as negociações. As bolsas têm o dever de repassar aos investidores (através de revistas, boletins e meios eletrônicos) informações sobre seus negócios diários, comunicados relevantes de empresas abertas, dados de mercado e tudo o mais que contribua para a transparência das operações. No Brasil, a atividade das bolsas é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em Portugal a atividades das bolsas é fiscalizada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Bolsa de valores cujo desempenho de seu índice é tomado como referência aos demais mercados acionários do mundo. Atualmente é a maior bolsa do mundo. Localizada em Manhattan, na Wall Street. É administrada pela NYSE EURONEXT. A NYSE foi criada em 1792. Nela são transacionados ações das maiores empresas americanas e do mundo. Índice utilizado

I.59

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 para acompanhamento da evolução dos negócios na bolsa

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

para acompanhamento da evolução dos negócios na bolsa de valores de Nova York é o Dow Jones.

Outra instituição de tamanha importância no mercado americano é NASDAQ (National Association of Securities Dealers Automated Quotations), lançada em 1971 a NASDAQ era a principal instituição norte americana operando no mercado de balcão . Foi também o primeiro mercado eletrônico conectando diretamente compradores e vendedores, e altamente sofisticado, interligando os participantes através de um moderno sistema de computação e telecomunicações. A Nasdaq é conhecida por negociar ações das maiores empresas de tecnologia, como por exemplo o Microsoft, Intel, Dell Computer, Yahoo, Amazon.com, etc.

das maiores empresas de tecnologia, como por exemplo o Microsoft, Intel, Dell Computer, Yahoo, Amazon.com, etc.

I.60

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 VII. Fundamentos de Finanças – 5,00% Risco e

Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011

VII. Fundamentos de Finanças – 5,00%

Risco e Retorno dos Investimentos

Risco de Mercado, de Crédito, Operacional e de Liquidez

A palavra risco significa ousar, segundo a sua origem do italiano riscare. Entre as

definições de risco, Fortuna (2005) o conceitua como sendo a possibilidade de perda, enquanto que para Siqueira (2000) o risco é uma consequência da decisão tomada de expor-se devido a uma expectativa de ganho, havendo a possibilidade de perda ou dano. Segundo Ross (2002), o risco de uma operação é representado pela parcela inesperada de retorno, resultante de surpresa e eventos inesperados. Se o rendimento de um investimento resultasse exatamente no retorno esperado, esse seria perfeitamente previsível e, por definição, livre de risco.

O O O
O
O
O

Risco de Mercado

Risco de Crédito

A concessão de crédito é a atividade principal dos bancos a medida que este financia o consumo e o investimento da população. O estudo da capacidade de pagamento dos agentes envolvidos é fator crucial para o sucesso de suas atividades, evitando que problemas de seleção adversa e risco moral ocorram de forma mais acentuada. Nesse sentido, Saunders e Cornett (2003) definem risco de crédito como a probabilidade de o devedor não gerar fluxos de caixa suficientes para resgatar suas obrigações junto ao credor, dentro das condições previamente combinadas (prazo, juros, periodicidade dos pagamentos, etc.).

risco de crédito, segundo a definição de Fortuna (2010), representa a possibilidade da

perda pelo não pagamento de algum tipo de dívida que qualquer contraparte tenha assumido com uma instituição financeira. Se crédito pode ser definido como a expectativa de recebimento de uma soma em dinheiro em um prazo determinado, então risco de crédito é a chance que essa expectativa não se concretize (CAOUETTE et al, 1998).

risco de crédito não se restringe a operações de empréstimo, mas engloba também

outras operações intra e extra-balanço, tais como aceites, garantias e investimentos em títulos. O grande problema da avaliação de risco de crédito de terceiros é que ela nem sempre é acurada (devido ao problema de assimetria de informações) e uma série de fatores pode alterar ao longo do tempo a condição inicialmente diagnosticada. Sérios problemas bancários têm ocorrido em razão de deficiências dos bancos no reconhecimento de créditos de alto risco e na criação de reservas para a baixa contábil desses ativos.

risco de mercado é caracterizado pela probabilidade de prejuízos oriundos de

movimentos desfavoráveis nos preços de mercado, pertencente à categoria de risco especulativo, visto que alterações nos preços podem se traduzir tanto em prejuízos quanto em lucros. Sob a perspectiva recente, o crescimento da exposição a risco de mercado por parte das

instituições financeiras faz parte de um movimento de busca por produtos financeiros que são

potencializadores de lucro, mas que aumentam significativamente o nível de risco assumido nas operações.

O risco de mercado, também chamado de risco de preço, origina-se de qualquer

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 mudança de valor nos ativos e passivos detidos

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mudança de valor nos ativos e passivos detidos pela instituição financeira. Essa mudança pode ocorrer nas taxas de juros, na taxa de câmbio ou mesmo na variação de ativos de renda variável ou no mercado imobiliário. O risco de mercado depende do comportamento do preço do ativo diante das condições de negociação, destacando a importância de identificar e quantificar o mais corretamente possível as volatilidades e correlações dos fatores que impactam a dinâmica do preço do ativo. Fortuna (2010) acrescenta que o risco do mercado tem crescido de importância, a partir, das seguintes motivações: (i) aumento do processo de securitização de ativos e, a consequente ampliação do uso das técnicas de marcação a mercado de títulos; (ii) complexidade cada vez maior dos instrumentos financeiros negociados, notadamente os instrumentos derivativos; (iii) aumento da volatilidade da taxa de câmbio com o fim do padrão dólar-ouro no início dos anos 70, potencializado nos anos mais recentes pela maior integração dos mercados financeiros e de capitais globais, e suas consequências na volatilidade da taxa de juros; e (iv) ampliação das atividades de comercialização de ativos das instituições financeiras nesse ambiente de maior volatilidade e, suas consequências nos resultados destas instituições.

A O ), O
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),
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inadequada, perde a capacidade de obter recursos, (

Risco de Liquidez

manutenção da liquidez bancária em níveis condizentes com a necessidade de suas

operações é característica imprescindível para o sistema financeiro exercer corretamente suas

funções básicas (aproximar agentes superavitários e deficitários). De uma forma geral, problemas de liquidez em uma instituição financeira não se restringem aos resultados financeiros individuais da mesma, mas repercutem diretamente sobre todo o sistema de intermediação, podendo gerar até mesmo colapsos bancários e crises na economia.

Para os efeitos da Resolução 2804/00, do Conselho Monetário Nacional, é definido como risco de liquidez a ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis - descasamentos entre pagamentos e recebimentos - que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. Por sua vez, o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia considera como risco de liquidez:

risco de liquidez em um banco decorre da sua incapacidade de promover reduções

em seu passivo ou financiar acréscimos em seus ativos. Quando um banco apresenta liquidez

afetando, assim, sua rentabilidade. Em

casos extremos, liquidez insuficiente pode acarretar a insolvência de um banco (BCBS, 1997,

p.18).

risco de liquidez pode ser dividido em duas formas distintas: (i) risco de liquidez de

ativos, que ocorre quando uma transação não pode ser efetuada aos preços de mercado prevalecentes, em razão do tamanho da posição quando comparada ao volume normalmente transacionado; e (ii) risco de liquidez de financiamento, que se refere à incapacidade de honrar pagamentos, o que pode obrigar a uma liquidação antecipada, transformando perdas escriturais em perdas reais.

Risco Operacional

O risco operacional é aquele oriundo de erros humanos, tecnológicos ou de acidentes.

Segundo Fortuna (2010), o risco operacional é qualquer possibilidade de perda originada por

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 falhas na estrutura organizacional da instituição financeira, seja

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falhas na estrutura organizacional da instituição financeira, seja em nível de sistemas, procedimentos, recursos humanos e, recursos de tecnologia ou, então, pela perda dos valores éticos e corporativos que unem os diferentes elementos dessa estrutura. Conceito bastante similar ao apresentado pelo Acordo da Basiléia II, que define risco operacional como o risco de perda resultante de falha ou processo interno inadequado, falha pessoal ou de sistema ou ainda de eventos externos. Para Saunders e Cornett (2003), existem pelo menos cinco fontes de risco operacional:

existem pelo menos cinco fontes de risco operacional: (i) falhas tecnológicas e deterioração de sistemas; (ii)

(i) falhas tecnológicas e deterioração de sistemas; (ii) erros humanos e falhas internas; (iii) disputas contratuais; (iv) destruição por fogo ou outras catástrofes; e (v) fraudes externas. Duarte Júnior (1996) divide o risco operacional em risco organizacional, risco de operações e risco de pessoal. Segundo o autor, o primeiro refere-se à ineficiência da organização, responsabilidades mal definidas, fraudes, fluxo de informações deficientes; o segundo diz respeito às falhas de sistemas computadorizados, telefonia, elétricos, etc; enquanto o terceiro está relacionado a problemas com empregados não qualificados, desmotivados ou desonestos. Para o BCBS (1997), as modalidades mais relevantes de risco operacional envolvem o colapso de controles internos e do domínio corporativo. Tais eventos podem ocasionar perdas financeiras e comprometimento dos interesses do banco, na medida em que podem ocorrer excessos no uso de competências e atribuições por parte de representantes ou outros componentes administrativos. O documento cita ainda como fontes de risco operacional deficiências graves nos sistemas tecnológicos e incidentes como grandes incêndios e outros desastres.

e incidentes como grandes incêndios e outros desastres. Marcação a Mercado A “marcação a mercado” é

Marcação a Mercado A “marcação a mercado” é uma regra que obriga o fundo de investimento a divulgar diariamente o valor exato de mercado dos títulos que compõem o fundo. Se os ativos da carteira não forem correspondentes ao valor de mercado, as cotas podem não estar refletindo o patrimônio real do fundo. A marcação a mercado tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre diversos cotistas e, além disto, dá maior transparência aos riscos embutidos nas posições,

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 uma vez que as oscilações de mercado dos

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uma vez que as oscilações de mercado dos preços dos ativos, ou dos fatores determinantes destes, estarão refletidas nas quotas, melhorando assim a comparabilidade entre suas performances. O preço de mercado utilizado na valorização desses ativos é fornecido por fonte de acesso irrestrito e adotado sempre que representar o provável valor de mercado justo de um determinado ativo. Nos casos de impossibilidade de obtenção de um valor considerado justo,

seja por falta de informação, seja por falta de liquidez, serão utilizados dados obtidos através

falta de liquidez, serão utilizados dados obtidos através Índice de Referência (benchmark) aplicado a produtos de

Índice de Referência (benchmark) aplicado a produtos de investimento

de

fontes secundárias. A metodologia alternativa a ser aplicada dependerá do ativo em questão. A marcação a mercado significa colocar os ativos que existem no fundo a preços reais.

Alguns administradores vinham contabilizando os papéis da carteira pelo seu valor nominal. Porém, em fevereiro de 2002, o Banco Central (BC) determinou novas regras de marcação a mercado, estipulando o mês de setembro como prazo limite para os gestores finalizarem os ajustes necessários à adequação dos fundos de investimento.

Rentabilidade Absoluta versus Rentabilidade Relativa Ao analisar as diferentes opções de investimento encontradas no mercado, o cliente utiliza alguns critérios que estão intimamente ligados a sua expectativa e objetivos que geralmente são relacionados: rentabilidade, liquidez e risco.

A

expressa em termos percentuais. Rentabilidade Absoluta versus Rentabilidade Relativa é a capacidade de comparação da rentabilidade proporcionada por um determinado investimento em relação a um benchmark (referencial). Destacamos que esse tipo de análise ocorre, normalmente, com investimentos de renda fixa. Rentabilidade Esperada versus Rentabilidade Observada Ao investir num fundo, o cliente tem uma expectativa de rentabilidade que, muitas vezes, é baseada na rentabilidade que o investimento ofereceu no passado. No entanto, a rentabilidade observada no passado não é garantia de rentabilidade futura e o cotista deve estar ciente de que as condições de mercado é que determinarão o retorno do fundo no futuro. Muitas vezes o investidor entende que a rentabilidade observada nos meses anteriores, certamente se repetirá no futuro. Isto é um erro, pois num fundo de investimento, a rentabilidade se dá devido a valorização ou desvalorização dos ativos que compõe a carteira do fundo. Estes ativos estão sujeitos a variação de mercado. Rentabilidade Esperada: quanto o cliente pretende ter de retorno ao final do período de investimento Rentabilidade Observada: quanto rendeu, quanto ele obteve durante o período de investimento.

Rentabilidade é a medida de ganho financeiro nominal sobre o total do investimento,

A Decisão de Investimento Alguns fatores determinam a escolha de um investimento por parte do investidor. São eles: objetivo do investidor, horizonte de investimento, risco-retorno e diversificação.

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 Risco versus Retorno Cada investidor tem sua tolerância

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Risco versus Retorno Cada investidor tem sua tolerância a riscos. Há investidores arrojados que suportam altos riscos em busca de maior retorno e há também os conservadores que desejam o mínimo de risco, ainda que isso implique em retornos menores. Entre esses dois opostos estão os mais diversos perfis de investidores. Por outro lado, cada investimento apresenta sua combinação de risco e retorno. Existe uma tendência de elevação dos retornos a medida que aumentam os riscos.

de elevação dos retornos a medida que aumentam os riscos. Você sabia que o Presidente e

Você sabia que o Presidente e o Vice-Presidente dos Estados Unidos nunca viajam no mesmo avião? Na verdade essa prática é usual, também, entre membros da diretoria de grandes companhias e visa a evitar que em caso de acidentes, o país ou a empresa fique sem comando. O investidor também deve adotar a mesma postura e não aplicar todos os recursos

num só título ou papel. Esse é o princípio da diversificação. Diversifica-se uma carteira de investimentos para diminuir o seu risco. A compra de uma variedade de papéis e títulos faz com que o risco associado a cada um desses componentes individuais da carteira seja atenuado pelo conjunto. Por que o risco não pode ser eliminado? Na realidade o risco total de um ativo é composto pelos riscos sistemático e não-sistemático.

-

Risco Sistemático (mercado, conjuntural ou não diversificável): é o risco imposto ao ativo

pelos sistema político, econômico e social (recessão, crise política, greves etc.). Esse risco atinge

a

mudanças na conjuntura.

-

gerado por fatos que atingem diretamente o ativo (ou o subsistema ao qual está ligado) e não atingem os demais ativos - riscos financeiro, administrativo e setorial. Perceba que o Risco Sistemático não é diversificável, já que decorre de fatos que atingem a todos os ativos. O Risco Não-Sistemático, por outro lado, é diversificável, ou seja, pode ser total ou parcialmente diluído pela diversificação da carteira.

todos os ativos indistintamente, ainda que cada ativo responda de maneira diferente a

Risco Não-Sistemático (próprio, específico, diversificável): é o risco intrínseco ao ativo. É

Objetivo do Investidor Todo investidor possui um objetivo para seus recursos, mesmo que não declarado. Por objetivo entenda-se finalidade: como comprar uma casa, um carro ou outro bem; este objetivo, no entanto, está ligado diretamente à um prazo para realizar-se, chamado de horizonte de investimento.

Horizonte de Investimento O horizonte é um fator determinante para a escolha do investimento mais adequado. Se

o

maturação seja maior. Flutuações de curto prazo são pouco relevantes, pois o que mais importa é a tendência de longo prazo.

investidor tem objetivos de longo prazo, pode optar por investimentos cujo prazo de

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 VIII. Mercado de Capitais – Produtos – Modalidades

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VIII. Mercado de Capitais – Produtos – Modalidades Operacionais – Tributação e Regulação Básica – 21,25%

Mercado Primário 37

O mercado de capitais é o conjunto de mercados, instituições e ativos que viabiliza a

transferência de recursos financeiros entre tomadores (companhias abertas) e aplicadores (investidores) destes recursos. Essa transferência ocorre por meio de operações financeiras que podem ocorrer diretamente entre companhias e investidores ou via intermediários financeiros. As operações que ocorrem no mercado de capitais, bem como seus participantes são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As companhias abertas necessitam de recursos financeiros para realizar investimentos produtivos, tais como: construção de novas plantas industriais, inovação tecnológica, expansão de capacidade, aquisição de outras empresas ou mesmo o alongamento do prazo de suas dívidas. Os investidores, por outro lado, possuem recursos financeiros excedentes, que precisam ser aplicados de maneira rentável e valorizar-se ao longo do tempo, contribuindo para o aumento de capital do investidor. Para compatibilizar os diversos interesses entre companhias e investidores, estes recorrem aos intermediários financeiros cumprem a função de reunir investidores e companhias, propiciando a alocação eficiente dos recursos financeiros na economia. O papel dos intermediários financeiros é harmonizar as necessidades dos investidores com àquelas das companhias abertas. Em geral, os intermediários financeiros se associam, em consórcios, num esforço para vender todos os títulos ou os valores mobiliários emitidos pela companhia. A colocação inicial desses títulos ou valores mobiliários se dá no chamado mercado primário, onde as ações e/ou debêntures, por exemplo, são vendidas pela primeira vez e os recursos financeiros obtidos são direcionados para a respectiva companhia.

A
A

Ofertas Públicas de Ações e outros ativos As ofertas públicas são processos especiais de negociação em que determinado emissor coloca ativos a venda através de processo de formação de bookbuilding (processo de definição do preço do ativo no seu lançamento na Bolsa). As ofertas públicas podem ter como objeto ações de uma empresa que está abrindo capital no mercado de uma companhia que já negocia suas ações da Bolsa de Valores, cotas de ações, fundos, recibos, etc.

oferta pública inicial (IPO em inglês), ocorre quando são ofertadas ações (ou ativos)

emitidas por companhia estreante na Bolsa de Valores ou por uma já listada na Bolsa de Valores (oferta subsequente), que pode realizar uma oferta primária ou secundária. A oferta primária é caracterizada quando a empresa está oferecendo ao mercado ações novas que estão sendo emitidas, para aumento de capital da empresa. Quando são ofertadas ações já existentes, ou seja, que já pertenciam a outros acionistas, a oferta é secundária e caracteriza pela disponibilização de ações que estavam nas mãos de acionistas. Assim, o recurso obtido com a

37 http://www.cvm.gov.br/port/protinv/caderno7.asp

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 oferta não aumenta o capital social da empresa,

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oferta não aumenta o capital social da empresa, e, sim, vai para o acionista que vendeu as ações.

Mercado Secundário Os investidores que adquiriram esses títulos ou valores mobiliários podem revendê-los no chamado mercado secundário, onde ocorre a compra e venda desses entre os investidores. Para facilitar a negociação desses títulos no mercado secundário, foram criadas instituições que têm por objetivo administrar sistemas centralizados, regulados e seguros para a negociação desses títulos. A função básica dessas instituições é proporcionar liquidez aos valores de emissão de companhias abertas, ou seja, possibilitar ao investidor que adquiriu esses títulos vendê-los de forma eficiente e segura. Como exemplo temos as bolsas de valores e as entidades administradoras do mercado de balcão organizado.

A O Em relação aos intermediários financeiros: o o
A
O
Em relação aos intermediários financeiros:
o
o

o

atuação nas bolsas de valores e mercado de balcão organizado é restrita às

instituições financeiras e sociedades corretoras ou distribuidoras devidamente autorizadas a funcionar pela CVM e Banco Central, que atuam em nome de seus clientes, os investidores, comprando e venden10 do ações, debêntures e outros títulos e valores mobiliários emitidos pelas companhias abertas.

mercado de balcão organizado é um ambiente administrado por instituições auto-

reguladoras que propiciam sistemas informatizados e regras para a negociação de títulos e valores mobiliários. Estas instituições são autorizadas a funcionar pela CVM e por ela são supervisionadas. Tradicionalmente, o mercado de balcão é um mercado de títulos sem local físico definido para a realização das transações que são feitas por telefone entre as instituições financeiras. O mercado de balcão é chamado de organizado quando se estrutura como um sistema de negociação de títulos e valores mobiliários podendo estar organizado como um

sistema eletrônico de negociação por terminais, que interliga as instituições credenciadas em todo o Brasil, processando suas ordens de compra e venda e fechando os negócios eletronicamente. As principais regras estabelecidas pelas entidades administradoras do mercado de balcão organizado são:

Regras para admissão – ou seja, quais os critérios e procedimentos para que uma instituição financeira possa participar do mercado de balcão organizado e intermediar as negociações entre os investidores;

Regras de negociação e de conduta que devem ser observados pelos intermediários;

Procedimentos para fiscalização dos intermediários e aplicação de penalidades para os infratores;

Em relação às companhias abertas:

o Exigências específicas das entidades auto-reguladoras para admissão dos títulos da companhia à negociação – além daquelas previstas pela CVM;

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 o Critérios para cancelamento de listagem dos referidos

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o Critérios para cancelamento de listagem dos referidos títulos que foram uma vez admitidos à negociação.

Intermediários Todas as instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários podem ser membros do mercado de balcão organizado: as sociedades corretoras de valores ou de mercadorias, as distribuidoras e os bancos de investimento. Para se tornar membro do mercado de balcão organizado é necessário cumprir todos os requisitos impostos pela entidade administradora, pela CVM e pelo Banco Central do Brasil. Os intermediários são responsáveis por executar e liquidar adequadamente as ordens de seus clientes, os investidores, que devem estar previamente cadastrados antes de iniciar qualquer operação. Os intermediários têm como obrigação informar seus clientes sobre as regras de operação do mercado de balcão organizado, bem como todos os detalhes dos negócios executados em nome do mesmo.

A O A
A
O
A

quando um investidor quiser comprar e vender este determinado título.

entidade administradora do mercado de balcão organizado pode admitir a presença

de formadores de mercado. O formador de mercado é o intermediário especial, credenciado para promover a liquidez de um determinado título. Para isso, esse intermediário irá manter e executar ordens de compra e venda para esse título observando as condições estabelecidas pela entidade administradora do mercado.

formador de mercado deverá utilizar seus recursos próprios para executar ordens de

compra e de venda para investidores interessados no ativo em que for credenciado. Esses

investidores podem ser seus clientes ou clientes de outro intermediário financeiro autorizado a operar no mercado. A receita do formador de mercado nesta operação é a diferença positiva entre o preço de compra e preço de venda, chamada “spread”. A diferença máxima entre as ofertas de compra e de venda que o formador de mercado divulga no sistema de negociação é determinada pela entidade administradora do mercado de balcão organizado.

presença do formador de mercado aumenta a chance de ocorrer uma operação

Títulos Negociados O mercado de balcão organizado pode admitir à negociação somente as ações de companhias abertas com registro para negociação em mercado de balcão organizado. As debêntures de emissão de companhias abertas podem ser negociadas simultaneamente em bolsa de valores e mercado de balcão organizado desde que cumpram os requisitos de ambos os mercados. Como dissemos, antes de ter seus títulos negociados no mercado primário, a companhia deverá requerer o registro de companhia aberta junto à CVM e neste momento deverá especificar onde seus títulos serão negociados no mercado secundário: se em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado. Essa decisão é muito importante, pois uma vez concedido o registro para negociação em mercado de balcão organizado este só pode ser alterado com um pedido de mudança de registro junto à CVM. Mais adiante detalharemos como uma companhia aberta pode mudar seu registro de mercado de balcão organizado.

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Curso Preparatório para Prova da ANCORD 2011 A companhia aberta é responsável por divulgar à

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A companhia aberta é responsável por divulgar à entidade administradora do mercado

de balcão organizado todas as informações financeiras e atos ou fatos relevantes sobre suas

operações. A entidade administradora do mercado de balcão organizado, por sua vez, irá disseminar essas informações através de seus sistemas eletrônicos ou impressos para todo o público.

No mercado de balcão organizado, a companhia aberta pode requerer a listagem de seus títulos, através de seu intermediário financeiro, ou este poderá requerer a listagem independentemente da vontade da companhia. Por exemplo, se o intermediário possuir uma grande quantidade de ações de uma determinada companhia, ele poderá requerer a listagem da mesma e negociar esses ativos no mercado de balcão organizado. Neste caso, a entidade administradora do mercado de balcão organizado irá disseminar as informações que a companhia aberta tiver encaminhado à CVM. Além de ações e debêntures, no mercado de balcão organizado são negociados, diversos outros títulos, tais como:

• bônus de subscrição; • índices representativos de carteira de ações; • opções de compra
bônus de subscrição;
índices representativos de carteira de ações;
opções de compra e venda de valores mobiliários;
direitos de subscrição;