Sie sind auf Seite 1von 3

1

1 ESCRITÓRIO LOCAL DE DE CURITIBANOS CURITIBANOS MARCO ANTÔNIO LUCINI CONSELHOS PARA O O PLANTIO DO

ESCRITÓRIO

ESCRITÓRIO LOCAL

LOCAL DEDE

CURITIBANOS

CURITIBANOS

MARCO ANTÔNIO LUCINI 1

CONSELHOS

CONSELHOS PARA

PARA OO PLANTIO

PLANTIO DODO

ALHO NONO SUL

ALHO

SUL

1- ALHO-SEMENTE

  • a) É o fator mais importante do sucesso. Deve-se plantar alho-semente sadio das classes 6 e 7.

  • c) A seleção do alho-semente deve ser iniciada no campo de plantio. O lote de alho que manifestar

problemas com nematóide, fusarium e podridão branca deve ser descartado.

  • e) Por ocasião do corte da semente, o ideal é fazer uma seleção manual, descartando todo bulbo com

problemas de formação, de tamanho pequeno ou com pragas e doenças.

  • f) As cultivares sugeridas são as seguintes: Chonan, Quitéria, São Valentin ou Esmeralda, Contestado,

Caçador, Jonas e Ito. Os alhos da variedade São Valentin/Esmeraldo tem-se mostrado mais produtivos nos últimos anos.

  • g) Recomenda-se plantar um dente proveniente de um bulbo no mínimo classe 6 (47-55 mm). Bulbilhos

menores que 3,0 gramas não devem ser plantados para produção de alho consumo.

  • h) Os bulbos do alho-semente, após o corte e classificação devem ser armazenados preferencialmente em

temperaturas de 14ºC a 18ºC (gradeados nos estaleiros de cura), já que tem efeito decisivo na superação

da dormência e na bulbificação.

  • i) Tendo em vista o inverno rigoroso ocorrido no último ano e a previsão de outro inverno frio em 2008,

recomendamos a vernalização dos bulbos de alho em câmara fria, quando for necessária, a no máximo por 12-15 dias, visando escalonar a diferenciação/colheita. A câmara fria deve estar regulada para 4 graus, com 70% de umidade relativa.

SUGESTÃO DE TRATAMENTO PARA O ALHO-SEMENTE ANTES DO PLANTIO O tratamento visa controlar o nematóide, ácaro e os fungos que atacam os bulbilhos de alho após o plantio. Usar uma solução a base dos seguintes produtos.

Vertimec 200 a 400 c.c.+ Rovral 200 gramas + Derosal 300 g + Água --> 100 litros

Tempo de imersão: 4 horas. A solução deverá ser renovada no máximo a cada 2 dias. OBS.: Há vários outros fungicidas que não foram citados acima podem ser usados.

2- DEBULHA E CLASSIFICAÇÃO DO BULBILHO

  • a) Devem-se evitar as machucaduras, por onde penetram os fungos e bactérias.

  • b) Usando-se a debulhadeira, é indispensável deixar o alho no sol por 2 horas no mínimo, para facilitar a

debulha.

  • c) Os dentinhos devem ser separados pelo seu tamanho/peso. Três tamanhos são suficientes: pequenos,

médios e graúdos. Plantam-se apenas os graúdos (5 a 7 gramas) e os médios (3 a 5 gramas).

  • d) Após a debulha, caso não der para plantar em seguida, jamais deixar o alho-semente debulhado e

amontoado. Procurar espalhá-lo numa lona.

3- PREPARO DO SOLO / ADUBAÇÃO

1 Engenheiro Agrônomo, EPAGRI, Rua Mateus Conceição 368, CEP 89.520-000, Curitibanos, SC. Fone 49 32450680. E-mail: emcuritibanos@epagri.rct-sc.br.

2

  • a) A correção do solo deve ser realizada antecipadamente, de acordo com o resultado da análise da

terra. O alho não tolera a presença de alumínio tóxico.

  • b) O alho tem respondido muito bem em produção, às adubações com esterco e adubações verdes.

  • c) Altas produtividades somente são conseguidas com rotação de culturas, plantando alho no máximo 2-

3 anos na mesma área. O ideal é rotação de cultura anualmente.

  • d) Deve-se evitar o uso exagerado da rotativa. Em solos compactados usa-se o subsolador para quebrar

essa camada.

  • e) A lavração para a incorporação do esterco e adubos verdes deve ser realizada no mínimo 45 dias antes

do plantio, para ocorrer uma melhor destorroação do solo por ocasião do plantio, para que a marcação

dos locais onde será plantado o bulbilho fique bem nítida.

4- ADUBAÇÃO

  • a) A adubação depende, além da análise do solo, da produtividade esperada, da tecnologia que o produtor

usará como: tamanho do alho-semente, cultivar a ser plantada, densidade de plantio, irrigação. A

adubação também depende da área a ser cultivada. Áreas novas requerem mais adubo que áreas já trabalhadas.

  • b) Para produtividade em torno de 12.000 Kg, usa-se entre 1.000 e 2.000 Kg de adubo químico por

hectare, das fórmulas 3-30-15, 4-28-16, 4-30-10, 5-25-25, dependendo dos fatores anteriormente citados.

  • c) A adubação de cobertura (Nitrogênio) é uma tecnologia que tem aumentado a produtividade. O seu

uso depende da análise do solo, uso de esterco, irrigação, tamanho do alho semente e estado geral da

lavoura. Normalmente fazem-se duas coberturas com nitrogênio. A primeira 30 dias após a brotação, com 60 a 100 Kg/N/ha e a segunda após a diferenciação em início de outubro com 100 a 120 Kg/N/ha. Pode ser usada a Uréia, o Nitrato de Cálcio, o Salitre do Chile.

  • d) O uso exagerado de nitrogênio e fora de época provoca o superbrotamento.

  • f) Em solos bem corrigidos, com adubação orgânica e química de acordo com os resultados das

pesquisas, as adubações foliares não têm respondido em produção e em muitas vezes causam fito na

lavoura.

5- SUPERBROTAMENTO

  • a) É uma anormalidade genético-fisiológica. Todas as cultivares de alho plantadas na região são

geneticamente suscetíveis a essa anormalidade.

  • b) Vários fatores podem causar o superbrotamento, mas o mais importante é alho-semente miúdo. O

excesso de nitrogênio, baixa densidade de plantio, excesso de chuva e/ou irrigação na diferenciação

também induzem essa anormalidade.

  • c) Fatores climáticos como o frio é decisivo na ocorrência dessa anormalidade. A falta de frio no inverno

e o frio extemporâneo, por ocasião da diferenciação são decisivos no aparecimento do suberbrotamento.

  • d) Na realidade, o alho que vamos colher, depende inicialmente da origem da semente (onde foi

cultivada). Onde foi armazenada (qual a temperatura) e após, da interação dessa semente com o meio ambiente (fatores climáticos e manejo), onde será cultivada.

  • f) Para minimizar o problema do suberbrotamento pode-se sugerir o seguinte: plantar sempre alho-

semente graúdo, adequando a densidade de plantio ao peso do dente. Evitar sempre o excesso de

nitrogênio, de irrigação e qualquer tipo de stress por ocasião da diferenciação.

6- ÉPOCA DE PLANTIO

  • a) A época de plantio depende da variedade a ser plantada. Essa época é determinada pela brotação do

bulbilho que varia de acordo com as condições de armazenamento do alho-semente. A brotação é de fácil

visualização, basta cortarmos o dentinho longitudinalmente. O ideal é plantar o alho quando o mesmo apresenta 90% de IVD. Recomendamos as seguintes épocas de plantio, de acordo com as cultivares:

1- Contestado de meados de maio a meados de junho; 2- Caçador Jonas e Ito no mês de junho; 3 - Seleção Chonan de 10 de junho a 10 de julho; 4 – Quitéria, São Valentin e/ou Esmeralda final de junho a final de julho.

7- SISTEMA DE PLANTIO

  • a) Depende basicamente do trator e da rotativa que possui o produtor.

3

  • b) O ideal é que as perdas nos entre canteiros sejam pequenas. O espaço nos entre canteiros deve ser de

1,75 a 1,80 m. A “mesa” do canteiro deve ser de 1,20 a 1,30 metros.

  • c) O plantio deve ser longitudinal, com 4, 5 ou 6 fileiras em cima do canteiro. Isso depende da largura do

mesmo, conforme o conjunto (trator x rotativa). Quando a largura da “mesa” do canteiro for de 1,30 m deve-se usar 5 ou 6 fileiras de plantio.

  • d) De acordo com o peso do dentinho, recomendam-se as seguintes áreas úteis/planta: bulbilho com 5 a 7

gramas de 270 a 300 cm², bulbilhos com 3 a 5 gramas necessitam de 250 a 275 cm².

  • c) No sistema de plantio de 5 linhas, a distância entre as mesmas é de 25 cm, variando apenas dentro da

linha de 10 a 12 cm., de acordo com o peso dos dentinhos.

  • d) No sistema de plantio de 6 linhas, recomendamos usar 3 duplas, no espaçamento de

( 10 X 40 X 10 X 40 X 10 ) nas fileiras e de 10 a 12 cm entre plantas dentre das linhas de acordo com o

peso dos “dentes”, época de plantio e variedade.

  • e) O stand por ocasião da colheita é de 300-330.000 plantas/hectare para “dentes” graúdos e de 330-

360.000 plantas/hectare para dentes “médios”.

  • f) Quanto maior o stand, maior será a produtividade, mas menor será o tamanho do alho colhido.

8- PLANTIO

  • a) Todo o plantio é manual. Coloca-se o ápice do bulbilho virado para cima.

  • b) As maiores produtividades no plantio, são conseguidas, pagando-se a mão-de-obra por metro de

canteiro plantado com um controlador a cada dez canteiros plantados.

  • c) Não há necessidade de cobrir o dentinho. Recomenda-se fazer uma irrigação logo após o plantio.

  • d) O plantio perfeito só é conseguido quando o preparo do canteiro for realizado com um bom conjunto

de trator e rotativa.

9- HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES

a)

Várias plantas daninhas ocorrem no período de inverno-primavera, entre elas: azevém, mentruz,

nabo, serralha, erva de passarinho, língua de vaca.

b)

Os herbicidas pré-emergentes geralmente controlam bem as plantas daninhas de inverno e reduzem

significativamente as de primavera, devido ao poder residual dos mesmos.

c)

Além dos herbicidas pré-emergentes, que não controlam 100% das plantas daninhas, o produtor

deverá realizar as capinas durante todo o ciclo da cultura, procurando não revolver muito o solo. Pode usar também herbicidas de pós-emergência como o Totril 0,4 a 1,0 l/ha, para folhas largas além de vários graminicidas existentes no mercado (Poast, Podium, Select, etc.)

d)

Os herbicidas sugeridos para a aplicação logo após o plantio são os seguintes:

Ronstar 250g/l, na base de 3,0 a 4,0 litros por hectare com aplicação logo após o plantio do alho. O solo deve estar úmido. Na aplicação utilizar o bico leque e baixa pressão.

A mistura de Ronstar 3,5 l + Afalon 1,2 l/ha é muito usada na serra gaúcha.

Herbadox na base 3,0 litros/hectare também pode ser usado em pré-emergência, tendo o cuidado

sempre para que o alho já tenha enraizado muito bem antes da aplicação do mesmo.

e)

O uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) é obrigatório quando se manusear os

defensivos agrícolas, quer no tratamento do alho-semente, quer na aplicação dos mesmos na lavoura como herbicidas, fungicidas e inseticidas.

f)

A tríplice lavagem das embalagens de defensivos agrícolas também é uma medida obrigatória, pois

chega a limpar até 99,9% dos defensivos do seu interior e viabilizam a sua reciclagem.

A informação, a aprendizagem é um processo contínuo. Nós da Epagri procuramos fazer a nossa parte, que é levar ao seu conhecimento essas informações. Mas quem toma a decisão é você!