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Os Usos da Biografia nas Análises Sociológicas

Seminários do URBIS – Núcleo de Pesquisa em Sociologia da Mídia e da Cultura

Sextas-feiras, das 14:00 às 16:00h, sala 310, CFH

Docente responsável: Lilian Alves Sampaio (Doutora em Sociologia FFLCH/USP, Pós- Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política)

Objetivos

1. Introduzir o aluno no debate sobre os usos dos conceitos biografia, trajetória, carreira,

percurso de vida, para os quais alguns sociólogos de diferentes correntes teóricas

contribuíram com reflexões e práticas de pesquisa. Serão focalizados os pressupostos

teóricos e metodológicos subjacentes à escolha do instrumental conceitual feita por alguns

sociólogos contemporâneos, visando compreender o modelo interpretativo proposto por

cada um.

2. Problematizar o uso desse tipo de material de análise com o intuito de refletir sobre os

limites e as possibilidades desse método de pesquisa, tendo como pano de fundo as

questões suscitadas pela pesquisa desenvolvida na minha tese de doutoramento “Vaidade e

ressentimento dos músicos cariocas no início do século XX”. Serão apresentadas as

dificuldades, os problemas e os avanços da pesquisa em curso, buscando refletir

conjuntamente com o grupo como ela dialoga com as questões suscitadas pelos autores.

Programa

13/abr/12: Apresentação. O que é uma biografia?

BERGER, Peter I

STRAUSS,

“Excurso: Alternação e Biografia (ou : Como adquirir um passado pré-

fabricado) in Perspectivas Sociológicas: uma visão humanística. Petrópolis, Editora Vozes, 1976.

Continuidade” in

Espelhos e máscaras – A busca da identidade. São Paulo: Edusp, 1999.

Anselm.

“Transformações da Identidade” e

“Mudança e

27/abr/2012:

GOFFMAN, Erving. Manicômios, Prisões e Conventos. 7ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2001.

A identidade individual como produção interativa I

11/mai/2012: A identidade individual como produção interativa II

BECKER, Howard S

“A história de vida e o mosaico científico”. In: Métodos de Pesquisa

em Ciências Sociais. 4a ed. São Paulo: Hucitec, 1999.

Outsiders. Estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro: Zahar,

2008.

25/mai/2012:

ELIAS, Norbert. “Estudos sobre a gênese da profissão naval” in Escritos e ensaios. 1. Estado, processo, opinião pública. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2006, pp. 69-111.

Os conflitos pessoais e a interdependência humana.

Mozart. Sociologia de um gênio. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1995.

15/jun/2012: Os condicionantes estruturais e a trajetória biográfica I

BOURDIEU, Pierre. « Condição de classe e condicionamento social”, cap. 2 “O espaço social e suas transformações” in A Distinção: crítica social do julgamento, Porto Alegre, Editora Zouk, 2007.

“A ilusão biográfica.” in: Razões Práticas. Campinas: Editora Papirus,

1996.

“Bref impromptu sur Beethoven, artiste entrepreneur”, Sociétés et Représentations, fev. 2001.

“O ‘projeto original’, mito fundador”, parte II: Questões de método in As regras da arte. São Paulo, Companhia das Letras, 2010.

29/jun/2012:

BERTAUX, Daniel. Destinos Pessoais e Estruturas de Classe. Rio de Janeiro, Zahar, 1979.

Os condicionantes estruturais e a trajetória biográfica II

06/07/2012: Bilan: Biografias, fluxos ou trajetórias? Os usos da sociologia

PASSERON, Jean-Claude. “A encenação e o

itinerários,

trajetórias.” In: O Raciocínio Sociológico: o espaço não-popperiano do raciocínio natural. Petrópolis/Rio de Janeiro, Vozes, 1995.

corpus:

biografias,

fluxos,

Bibliografia complementar

Battagliola, F., Bertaux-Viame, I., Imbert, F. et Ferrand, M

« A propos des biographies :

regards croisés sur questionnaires et entretiens », Population, Vol. 48, n° 2, 1993, pp.

325-346.

Bidart, C. « Crises, décisions et temporalités : au tour des bifurcations biographiques », Cahiers internationaux de sociologie, n° 120, 2006, pp. 29-57.

Bourdieu, Pierre (coord.). A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1997.

Chevalier, Y. « La biographie et son usage en sociologie », Revue Française de Science Politique, Vol. 29, n° 1, pp. 83-101.

Coninck, F. e Godard, F. « L’approche biographique à l’épreuve de l’interprétation. Les formes temporelles de la causalité », Revue Française de Sociologie, Vol. XXXI, n° 1.

Darmon, M. « La notion de carrière : un instrument interactionniste d’objectivation », Politix, n° 82, 2008, pp. 149-167.

Demazière, D. et Dubar, C. Analyser les entretiens biographiques – L’exemple de récits d’insertion, Paris, Éditions Nathan,1997.

Goffman, E. Estigma. Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1982. A Representação do Eu na Vida Cotidiana. Petrópolis, Editora Vozes; 1994.

Grossetti, M. « L’imprévisibilité dans les parcours sociaux », Cahiers internationaux de sociologie, n° 120, 2006, pp. 5-28.

Hahn,

« Contribution à la sociologie de la confession et autres formes d’aveu

institutionnalisées d’aveu », Actes de la Recherches en Sciences Sociales, n° 62-63, 1986, pp. 54-68.

A

Hugues, E. C

« Carrières, cycles et tournants de l’existence » et « Carrières », Le regard

sociologique, Paris, Éditions de l’Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, textes rassemblés et présentés par Jean-Michel Chapoulie, 1996.

Laborde, C., Lelièvre, E. et Vivier, G

« Trajectoire et événements marquants, comment dire

sa vie ? Une analyse des faits et des perceptions biographiques », Population, Vol. 62, n°

2, 2007, pp. 567-586.

Lévi, G. « Les usages de la biographie », Annales E.S.C., Vol. 44, n° 6, 1989, pp. 1325-1366.

Miceli, S

“Biografia e cooptação (O estado atual das fontes para a história social e política

das elites no Brasil)” in Intelectuais à brasileira, São Paulo, Companhia da Letras, 2001.

“Fontes para o estudo da elite eclesiástica brasileira” in A elite eclesiástica brasileira: 1890-1930, São Paulo, Companhia das Letras, 2009.

Pontes, H

“Introdução” e “ Inventando nomes, ganhando fama: as grandes damas do teatro

brasileiro” (cap. 5) in Intérpretes da Metrópole: história social e relações de gênero no

teatro e no campo intelectual, 1940-1968, São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo / Fapesp, 2010.

Peneff, J

La méthode biographique, Paris, Armand Colin, 1990.

 

Pudal,

B

« Du

biographique

entre

“science”

et

“fiction”.

Quelques

remarques

programmatiques », Politix, Vol. 7, n° 27, 1994, pp. 5-24.

Strauss, A. « Maladie et trajectoires », La trame de la négociation – Sociologie qualitative et interactionniste, Paris, Éditions de l’Harmattan, 1992 (1985), pp. 143-175.

Tréanton, J.-R

« Le concept de “carrière” », Revue Française de Sociologie, Vol. I, n° 1,

1960, pp. 73-80.