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Splendora Rivers

Capitulo 1 Na vida sempre tem coisas que escondemos, mas em Splendora Rivers nada é escondido, na verdade se torna o ponto alto e é bem explorado. Ela é uma cidade repleta de vidas prósperas e movimentadas. Tanto os jovens como os adultos se divertem sem nenhum pudor, a luxúria e o prazer são os maiores objetivos. E estes são bem cultivados no Festival do Pecado, onde milhares de turistas tem o

prazer de visitar a cidade com o intuito de celebrar a liberdade do sexo, do desejo

e a infidelidade sem culpa.

O festival é tão liberal que as pessoas podem se vestir como quiserem. A festa sempre acontece durante três dias, com uma etapa diferente da outra: na 1ª, denominada de “a libertação”, os turistas são separados entre homens e mulheres

e lhes são servidos absinto no clube da cidade. Na segunda noite começam os jogos de strip poker, caça ao prazer, cobra-cega, entre outros. Todos na versão mais perversa. E na ultima, porem não menos importante, noite tudo é permitido em todo o canto da cidade. Selvagem se torna a palavra chave em toda a Splendora. Sóháuma regra na cidade inteira, da qual qualquer turista, morador ou até mesmo o prefeito são obrigados a aderir: “TUDO O QUE A DEUSA DA EM SPLENDORA SÓDURA ATÉSUA PERMANENCIA EM SPLENDORA.”2

O nome da cidade proveio de uma historia antiga. A lenda se passa na historia de

uma mera beata que cansou de ser maltratada pelo marido e se revoltou contra a

igreja que apoiava a ideia da mulher ser submissa ao homem. Assim a mesma

decidiu recorrer à deusa Camis. E como castigo para a igreja, a deusa tornou a cidade em um poço de luxuria.

O Sr. Gregory Blancket; um senhor alto, malhado, cabelos pretos perfeitamente

arrumados com gel que nem bomba destrói. Seus olhos irresistivelmente sedutores

também pretos; é o prefeito da cidade. Casado com a Sra. Elvira Blancket; uma

mulher ruiva, com peitos grandes, olhos verdes como esmeraldas; que é dona do mais renomado café da cidade onde tudo acontece: o MONKEY'S BAR.

O café se localizava perto do clube. Era um amplo estabelecimento com uma

amplaárea de estacionamento. Os carros eram divididos por uma risca amarela no chão. Ao redor havia inúmeras arvores, tornando o bar um local mais intimo. Seu interior era repleto de mesas em tabaco, bem como as cadeiras. O aroma de cravo se misturava com um leve cheiro de sândalo fundido com almíscar. Havia um imenso bar ao centro, todo em tabaco. Além de ser o lugar mais sexy, com dançarinas e cabines privadas aberto 24 horas por dia. Era uma herança de família, do qual Elvira tinha muito orgulho de ter herdado.

Pelo bar se passavam inúmeros gatos quentes habitantes da cidade. Sua dançarina mais famosa se chamava Liv Lee de apenas 19 anos, é uma loira angelical, com olhos azuis escuros que se for observado de perto se pode ver um circulo violeta ao redor de sua íris, e jáé profissional em pole dancing. -Elvira, nãovou fazeadança hoje –dizia Liv –vou ajudar Samiha com o clube para

os turistas. O abastecimento de bebidas chega às4 horas, tenho que voar para lá–

sua voz estava animada.3

-Ok, mande beijos pra Samiha por mim. Até querida –Elvira sempre admirou a atenção entre sua filha e sua sobrinha. No clube ao invés de arrumar a decoração, como prometera, Samiha Blancket se encontrava atrás do pequeno bar do salão principal, brincando de médico com seuex-namorado. Além de ser a filha do prefeito, ela era a garota mais atentada da cidade. Com apenas 18 anos, Samiha não era muito alta, possuíacabelos curtos, olhos da sua mãe e corpo bem definido igual ao do seu pai. Hápessoas que dizem que a garota é odemônio com aspecto de anjo. Tudo o que desejava era realizado. Nada e nem ninguém dizia não a ela. -Erik, temos que organiza as coisas se não no dia do festival não vai ter a libertação –falava enquanto ofegava entre beijos e mãos descoordenadas, e nesta hora Liv apareceu. Erik é um típico jogador de futebol. Puro músculo, nenhum cérebro. Sendo um ruivo de olhos castanhos, Erik com seu jeito de criança consegue encantar até os mais difíceis dos seres humanos. -Olá crianças –disse toda se jogando na brincadeira –espero que não estejam fazendo nada que eu não faria –e sorriu maliciosamente. -Liv não quer se juntar a nós?–perguntou Erik, todo cafajeste. -Bom, quem sabe numa outra hora, agora precisamos trabalhar. Antes que vocês coloquem fogo noclube –respondeu ao beijar Erik e dar um leve tapinha na bunda de Samiha –alias querida Samiha, sua mãe lhe mandou um beijo –sorria maliciosa –não quero que ela fale que não dou o recado direito –nesse mesmo jeito malicioso, ela a agarrou e beijou domodo mais sexy que pode.4

Erik, que jáestava excitado, se juntou as meninas. Ele adorava o jeito que as primas se beijavam, elas sempre conseguiam surpreende-lo. Mas no momento em que ele quis entrar na brincadeira, elas se afastam num impulso. -Vamos trabalhar –disse Samiha ao sair do bar, e puxar Liv consigo. Erik se sentiu derrotado e se afastou do salão, a fim de arejar a cabeça. -O que falta fazer? Prima, você sabe que estou muito animada com a festa esse ano? Vai que a deusa me da sorte e eu arranjo um turista rico e muito gato. Chegou o dia do tão esperado festival. Havia luzes por todos os lados. A cidade estava como sempre: lotada. Todos dançavam animados na praça principal, as arvores tinham aos seus redores luzes fortes. A grama verde brilhavaem contraste. Os poucos bancos estavam lotados de casais nos amassos. O leve cheiro de prazer pairava no ar. O prefeito e sua família davam as boas vindas aos visitantes. Tudo estava perfeito. Samiha, após a cerimônia do seu pai, foi se encontrar com seusprimos Liv e Charlie Lee, este, por sua vez, sempre fora apaixonado por ela e era o solteiro mais lindo da cidade. Charlie tinha os mesmos olhos de sua irmã. Na verdade a única diferença entre eles é que Charlie pintara seu cabelo de preto. Ele conseguia seduzir as mulheres apenas com a sua presença. Logo todos na cidade o chamavam de tóxico para qualquer mortal. A cidade definia os irmãos Lee como: bonitos, altos, ricos e extremamente

sedutores.5

-Sami esta linda como sempre. E com a melhor roupa. Mas posso arranca-la numa dentada só–disse com sua melhor risadinha cafajeste, da qual se derretia qualquer mulher. -É, mas não vai. Alias não sei se a Liv te contou, mas você seráo leiloado desse ano no clube –ela se divertia com a expressão de surpresa do seu primo. -Não contei. Queria fazer surpresa –disse Liv. Sua maior diversão era atentar seu irmão gêmeo –alias estána hora de você desencalhar. Quem sabe fazer uma virgem feliz?! E por falar nisso, a Clarisse é a única da cidade que preenche estes quesitos –todos riram menos Charlie que ficou emburrado. Clarisse White era mais conhecida como: “a pura” por todos da cidade. Possuindo uma pele morena, era do mesmo tamanho que Samiha e trajava um vestido tomara que caia marfim perolado que realçava lindamente sua pele lisinha, seus olhos escuros denunciavam sua ingenuidade. Ela havia se mudado hácinco anos para Splendora Rivers. Assim que seus pais visitaram a cidade, num dos festivais, decidiram permanecer nela. Clarisse fora a única dos cinco irmãos quenão se habituou muito bem a mudança. Era muito amiga de Samiha, apesar das diferenças. Ao ver os três, Clarisse se aproximou deles:

-Ei pessoas, o que esta rolando? –perguntou ingenuamente –vocês jásabem quem seráo coitado a ser leiloado esse ano? –sua voz era suave. -Oi, não minha mãe falou que serásurpresa esse ano –Samiha não queria mentir, mas era preciso. Clarisse ia ficar uma fera de qualquer jeito. Os olhos da puritana brilharam ao encarar Charlie, mas ela não admitia estar apaixonada por um babaca total.6

-Oi Clarisse –disse Charlie todo sedutor, ele tinha plena consciência de que ela não resistiria ao seu charme –você esta linda hoje, sabia? -Obrigada –respondeu toda escarlate –e ai vamos para o clube? –perguntou mais para retomar o controle –meu irmão e minhas irmãs estão lá. -Claro –disse Liv –vamos leiloar daqui a meia hora, espero que o prêmio esteja pronto –sussurrou como se estivesse falando sozinha. Os quatro seguiram para o clube. Samiha sabia que não ia adianta muito, mas

valia à pena tentar, afinal sua amiga sópensava em estudar, ela tinha o direito de

se divertir.

Ao chegarem ao clube, Samiha falou para Clarisse que a encontraria no quarto dos fundos 5 minutos depois do leilão, usou a desculpa de ter que conversar com ela.

O Clube estava perfeito. A decoração num vermelho sangue realçava as

extremidades do salão principal, e destacava o palco ao lado do bar. Havia bancos, que no momento estavam ocupados com casais quentes. Algumas mesas com futuros casais quentes. O cheiro de cravo, sândalo e almíscar estavam mais

concentrados no interior do salão. Samiha subiu no palco e começou a leiloar. Tudo estava arquitetado, ela jáhavia combinado com uma das irmãs de Clarisse para comprar Charlie pra a amiga. Todos ficaram surpresos por Charlie ser o prêmio. -Atenção mulheres. O lance inicial é de 50 bits -tickets do festival –quem paga

60 bits? –ela olhava diretamente para o grupo que se encontrava a família White.

O leilão seguia animadamente. E de repente Clarisse gritou:

-Dou 250 bits –Samiha a olhou surpresa. Sem mais demoras respondeu:7

-Vendido –ela não iria se perdoar se perdesse a oportunidade de conseguir o que queria, e ainda sair ilesa –venha pegar seu prêmio. Nesse momento Clarisse se deu conta da burrada que fizera. Subiu no palco toda vermelha, estendeu sua mão e pegou ele, assim desceu. Charlie nunca perdia uma oportunidade, agarrou-a na mesma hora e carregou-a para sua casa as pressas. Ele morava perto do clube. Sua casa era a mais bonita, depois da do prefeito, claro. Possuindo exatamente três andares, a mesma possuía arquitetura rústica, detalhada com madeira. Enormes janelas numa tonalidade escura. A porta principal era em madeira com desenhos exóticos. O último andar estava com a luz acesa. Ao chegarem à porta, ele a beijou tão profundamente e apaixonadamente. Do jeito mais doce e avassalador, do qual nunca havia beijado mulher alguma do mesmo modo. Ainda em meio a um beijo ardente, ele a levou para o seu quarto no terceiro andar. O leve cheiro de sândalo pairava no ar do quarto. Sem mais demoras, Charlie a colocou na cama. Sabia que seria a primeira vez da garota. Ao começar sua pequena disputa contra o zíper do vestido de Clarisse, ela o parou bruscamente e disparou escada a baixo, rumo à porta principal. Clarisse sentia que não podia fazer aquilo. Não assim, tão rápido. Não sem saber o que ele sentia por ela. Sem ele demonstrar que gostava dela. Não por puro prazer. Aquela cidade era um inferno para ela. Após sua saída repentina, ela se deu conta de que esquecera seus sapatos. E Charlie ficou lána cama. Pasmo por não acreditar no que acabara de acontecer. Tantos anos e como ele nunca percebeu? Como nunca enxergou o que estava na sua cara o tempo todo? Como ele pode ser tão babaca?8

Samiha estava tão feliz com o que tinha acontecido, pois não teria que se explicar por nada. Até tornou uma garrafa de rum sozinha e foi dançar. Porem tombou com Lucky, que mais que depressa a chamou pra dançar. Ele era muito alto, forte, com jeito de garoto doce. Seus olhos, queolhos. Eram de um azul cristalino que ela se lembrou do filme a lagoa azul. Com certeza ele era um turista, possuía um sotaque mexicano de derreter ate sorvete em congelador fechado. E dançava muitíssimo bem. Ele era um completo deus grego. Sem demoras, Samiha o agarrou e sussurrou ao pé do ouvido:

-Vamos para minha casa? –ela não iria deixar ele tão facilmente essa noite – tenho banheira de hidromassagem o que acha? -Você mora sozinha? E uma hidro seria ótima –deu uma risadinha. -Não, moro com meus pais, mais você esqueceu onde esta? –fez um breve gesto de demonstrar com os dedos indicadores ao redor –Festival do pecado, então vamos? -Ok. Sóvou pagar a conta –ele estava se sentindo tão livre. Seu pai era médico e se mudavam com frequência, mas antes da próxima, ele queria se divertir –vou ser seu. Hoje, então, você ganhou um escravo! -Ótimo, porque você vai precisar disso –ela colocou um comprimido em sua boca e carregou ele ate sua casa. Sua casa ficava uma quadra após a dos Lee, seus parentes. Era a maior casa da cidade, toda numa arquitetura futurista. Possuindo, assim como os Lee, três andares, a casa dos Blancket era mais ampla. Seu terceiro andar servia de salão de festas, para a pequena Samiha. Havia uma sala de jogos, e outra de filmes. Cada quarto tinha sua própria hidromassagem. Dizem que até os 9

empregados dormem em suítes. O amplo quintal repleto de arbustos em forma de desenhos cercava a piscina olímpica. Samiha o conduziu diretamente ao seu quarto, no segundo andar. -Vou encher a banheira, por que não fica alegre e tira a roupa enquanto isso? – deu uma piscadinha safada. -Mas eu estou alegre –disse confuso. Ele não tinha entendido o porquê mais foi tirando sua roupa. -Não você, seu amigo. Mas tudo bem vou alegra-lo para nós dois –ela começou a fazer um stripper para ele, não demorou muito ele jáestava todo excitado –não disse, vamos pra hidro. Você vai ter que me fazer uma massagem, por não ter entendido o que quis dizer –sussurrou ela na sua voz mais sexy. -Suas costas vão adorar –disse ele ao lamber a orelha dela. Samiha o guiou até a hidromassagem –como ele pode ser tão burro –ela pensou. Sóque de repente ele sentiu como se algo o dominasse e logo imaginou que fora resultado do comprimido que ela havia lhe dado. Assim seentregou aos impulsos mais exóticos e luxuosos. Eles fizeram sexo à noite toda. Quando terminaram, jáera noite de volta. Ele não conseguia parar de olhar pra Samiha. Era como se ela tivesse o enfeitiçado. Mas Lucky tinha que voltar para casa. Voltar paraa vida. Apesar de não querer. Então deixou um bilhete e partiu. Samiha ao acordar se deparou com um pedaço de papel, contendo os seguintes dizeres, numa caligrafia impecável:

“Desculpe, mas tive que ir embora."10

Roubei uma foto sua. Não podia partir e saber que nunca mais veria sua linda face.

Nunca se esqueça desta noite. “Beijos Lucky.” Levou um choque. Não queria acreditar que o rapaz havia a deixado. Que ele não ficaria até o fim do festival. Que deixara um bilhete estúpido em seu lugar –Lucky partira para sempre –pensou desanimada. Samiha permaneceu na cama encarando o pequeno papel. Sua mão direita se fechou em punho. Suas unhas exerceram uma força tremenda, da qual a física fez questão de entrar em ação, retribuiu com leves dores na palma da mão. Esta fora

a melhor noite de toda sua vida.

Seus toques, seus beijos e até seu corpo pressionando o dela ainda era sentido.

Samiha não entendia o motivo da saída repentina de Lucky, mas ela teria que lidar com isso.

O som estridente do telefone a fez saltar na cama. Levou alguns minutos até ela

conseguir encarar o telefone. -Alô –disse numa voz desanimada. -Sami? Évocê? –perguntou Clarisse confusa. -Sim –respondeu sem vida. -O que houve flor? Que voz horrível –Clarisse nunca ouvira sua amiga daquele

jeito.11

-Clarisse, estou péssima –começou Samiha tentando manter sua voz tranquila – conheci um rapaz na festa ontem, depois que você saiu com Charlie. Alias, quero

saber como foi -Nada de mais –respondeu a amiga –mas e o que, que tem o rapaz? –a ultima coisa que Clarisse queria, era começar o assunto do desastre da noite passada. -Ele era simplesmente o tipo de homem que não existe. Seu rosto era perfeito, seu corpo bem definido, suas mãos suaves, seu toque firme, seu sotaque melódico, além de bem dotado. O sexo foi alucinante, nunca experimentei nada igual. Mas hoje quando acordei ele havia desaparecido. Deixou apenas um bilhete dizendo que não voltaria nunca mais -ela leu pausadamente, segurando um choro, o bilhete para a amiga. -Ahh Sami. Que droga –Clarisse estava espantada com a atitude de sua amiga. Samiha sempre tivera o que queria. Era um choque o único rapaz do qual ela realmente se identificara, sumir de repente –mas você sabe o nome dele? -Lucky. Bom, pelo menos ele assinou o bilhete como Lucky –ela encarou o bilhete. Uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo -mas você sabe que na libertação aconselhamos as fantasias e mudanças de nomes pela diversão. Ah Clari, não vou pra festa hoje você pode ficar em meu lugar?

-Eu?! Errr

é

que

Não sei se posso –ela não iria conseguir dizer não, mas

também não saberia o que fazer, sua amiga precisava de ajuda –posso tentar, mas não sei se darei conta. -Ai amora é fácil. Você sóvai ter que supervisionar os jogos antes de começar. E outra, não vai fazer isso sozinha, Charlie sempre ajuda nessa parte. Você sótem que anotar se tiver algo errado, que o resto ele faz –ela esperou 12

mais a amiga nada disse –ei, falando nele

estava toda animadinha, o que rolou? –houve um longo silencio –Clarisse. Você estáai? Clarisse não queria ver Charlie de volta. E também não queria contar –mas Samiha iria saber de qualquer modo. Ela sempre descobre. Ele mesmo poderia contar. Porque não descobrir por mim? –pensou derrotada. -Ah Samiha. Ele me levou pra casa dele, não sei o que houve, mas naquela hora sóhavia nós dois. O olhar dele me fez esquecer do mundo, ai nos beijamos e -Para tudo. Vocês. Se. Beijaram? –sibilou Samiha admirada –Uauuuuu. Tem mais? Como foi o resto? –agora sua voz estava mais animada. -Ai é que estáo problema. Não teve mais nada. Quando me toquei do que ele pretendia, do que estava prestes a rolar. Bom, quando ele começo a tirar meu vestido, sai correndo. Até esqueci meus sapatos –agora Clarisse sentia medo de não conseguir resistir numa próxima vez –e foi assim que acabou minha maravilhosa noite. -Não. Acredito –gritou Samiha –como você pode? Como? –sua voz demonstrava

desapontamento –sabe que não haverápróxima vez. Afinal, você não consegue falar mais do que um “Oi” para ele –ai Sami lembrou que Charlie ia supervisionar os jogos com ela. Riu alto –a deusa é muito boa para você. Trate de aproveitar esta sua segunda chance. Até os deuses se cansam de ajudar. Sólhe digo mais uma coisa: se você não conseguir. Eu te mato. Escreva isso. Eu te mato.

Como foi ontem? Desabafa. Você

-Hum

Não acho que

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-Você não tem que achar nada. Você pode. Não. Você vai tentar e ponto. Promete? –interrompeu bruscamente. -Sim –sua voz não soava nada confiante. -bom, vou desligar agora –a voz de Sami voltara sem vida –até –logo ela desligou. Encarou o bilhete e começou a pensar em como sua amiga era tímida. Mas seus pensamentos logo penderam para Lucky. Charlie teve uma noite repleta de pesadelos –como pode ser assim? –pensava sem conseguir compreender. Afinal ele sempre tivera muitas mulheres e nunca, jamais, nenhuma reagiu daquela forma. E nem ele. Ele nunca sentira um incontrolável desejo por uma mulher, como sentiu por Clarisse naquela noite. Ele estava decidido a conseguir o que queria. Não ia interessar os meios. Mas ele ia conseguir. Ele tinha que conseguir. Nem que tivesse que usar os últimos recursos. E sua próxima tacada seria na festa de hoje a noite. Tão logo pegou o telefone e discou. -Sami? Prima. Você, por acaso, sabe se a Clarisse vai a festa hoje? –sua voz saiu apressada. -Garoto, hoje é seu dia de sorte, sabia? –Samiha não estava espantada pela atitude de seu primo, ela jáesperara a sua ligação. -Todos os dias são meus dias de sorte –disse ele num sussurrorouco –mas no que você se refere, especificamente? -Hoje não serei eu quem ira supervisionar os jogos com você –começou ela numa voz sedutora –mas adivinha quem será -Ah não –disse ele contente –você é o meu amuleto da sorte. Sabia que eu te amo? –sua voz retornara num tom sedutor. Cafajeste.14

-Claro, todos me amam –após riu –mas na real. Ela estámuito chateada. O que aconteceu? -Não sei. De repente ela saiu correndo. Não entendi muito bem, mas vou tentar me dar bem nessa. E vou conseguir –seus olhos brilhavam de desejo. -Ei, vácom calma –repreendeu Samiha –não quero minha amiga magoada. Certo? -Pode deixar. Você sabe que sou um cavalheiro. Certo? –sua voz estava fundida como de um tremendo cafajeste e de um cavalheiro sedutor. -Éeu sei –claro que ela sabia, afinal perdera sua virgindade com ele. E ele fora bem carinhoso –até, beijos. -Beijos. Samiha sabia que algo ia acontecer, sónão tinha ideia do que. Ela também tinha plena consciência de que a única que poderia ter se dado bemfora Liv. E ela estava certa, Liv tinha encontrado um homem de 30 anos muito rico. Ambos seguiram para Paris numa luxuosa e ardente viagem de jatinho particular

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