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FACULDADE MAURICIO DE NASSAU

DISCIPLINA – TÓPICOS ESPECIAIS

PROFESSOR: Paulo Sérgio

Objetivos:

Proporcionar ao aluno o domínio da sistemática


que envolve a contabilidade das instituições
financeiras, De forma a fornecer os instrumentos
conceituais de escrituração, registro, e legislação
pertinentes. Órgão regulador: Banco Central do
Brasil; CVM entre outros.

Ementa: Agentes Especiais o patrimônio das


empresas bancárias; registro contábil das
operações bancárias; procedimentos
estabelecidos pelo plano contábil das instituições
do sistema financeiro nacional (cosif)
ESTRUTURA DO SISTEMA
FINANCEIRO NACIONAL

• Créditos de curto e curtíssimo prazo - BC;

• Créditos de médio e longo prazo – BI;

• Crédito Habitacional – BCH;

• Crédito ao consumidor – BFI;

• Intermediação de títulos e Valores Mobiliários – SCVM;

• Arrendamento Mercantil –Sociedades de Leasing.

Outras entidades importantes dentro do SFN:


• Seguradoras;
• Companhias de Capitalização;
• Entidades de Previdência Privada;
• Empresas de Factoring;
• Fundos de Investimentos.

ORGÃOS NORMATIVOS:

1) CONSELHO MONETÁRIO
NACIONAL – CMN – Lei 9069
O CMN se reúne mensalmente e extraordinariamente quando
convocado. É composto pelo Ministro da Fazenda, do
Planejamento e do Banco Central. Os atos do CMN são
denominados Resoluções e Deliberações, cabendo ao BACEN
a divulgação.

Principais atribuições:
• Regular as diretrizes e normas da política monetária e
cambial;
• Regular o valor da moeda;
• Regular a aplicação dos recursos das Instituições
financeiras;
• Disciplinar as atividades das bolsas e dos fundos
públicos; etc

2) CONSELHO DE RECURSOS DO SFN


CRSFN
Criado em 1985 com objetivo de julgar em última
instância todos os recursos do CMN. É integrado por oito
conselheiros;

3) BANCO CENTRAL DO BRASIL


BACEN
Criado em 1964, é o órgão responsável pelo controle e
oferta de moeda e executor das políticas monetária e
cambial do País.

O BACEN está sediado em Brasília, possuindo representações


regionais em Belém, BH, Curitiba, Fortaleza, PL, Recife, RJ,
Salvador e SP.

Principais atribuições:

a) Emitir moeda papel e metálica;

b) Executar os serviços do meio circulante;

c) Determinar os percentuais de recolhimento compulsório;

d) Receber os recolhimentos compulsórios e também os


depósitos voluntários a vista da Inst. Financeiras;

e) Realizar as operações de redescontos e empréstimos às


Inst. Financeiras;

f) Efetuar o controle dos capitais estrangeiros;

g) Conceder autorização para o funcionamento das IF no


País;

h) Exercer a fiscalização das IF e aplicar as penalidades


previstas;

i) Efetuar compra e venda de Títulos públicos como


instrumento de política monetária;

j) Regular os execução dos serviços de compensação de


cheques e outros papéis;
k) Exercer permanente vigilância nos mercados financeiros e
de capitais sobre empresas que, direta ou indiretamente,
interfiram nesses mercados;

ATOS NORMATIVOS DO BACEN:

1) CIRCULAR – Regulamenta as decisões do CMN;

2) CARTA-CIRCULAR – Instrui ou esclarece as circulares;

3) COMUNICADO – Divulgação de esclarecimentos diversos


de interesse geral do Sistema financeiro nacional;

4) COMUNICADO CONJUNTO – Regulamenta os


esclarecimentos sobre as deliberações do BACEN em
conjunto com outros órgãos;

5) COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS


CVM
Criada pela lei 6385 de 1976, este órgão tem a função de
regular, controlar e disciplinar a emissão de títulos e valores
mobiliários, bem como, as atividades das instituições e
empresas participantes do mercado de capitais.

PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DA CVM


Disciplinar e fiscalizar:
- a emissão e distribuição de títulos mobiliários;

- a negociação e intermediação no mercado de valores


mobiliários;

- a organização e o funcionamento das operações das bolsas de


valores;

- a administração das carteiras de valores mobiliários;

- a auditoria de companhias abertas;

- os serviços de consultor e analista de mercado;

• Criação e importância das Atividades da Bolsa de Valores


• Disciplinar matéria prevista na lei das AS;
• Fixar limites máximos de preços e comissões cobrados
pelos intermediários;
• Fiscalizar as Cias. abertas, focando as que não pagam
dividendos;
• Suspender negociações de determinada empresa;
• Decretar recesso da bolsa;
• Divulgar informações para orientar o mercado;
• Conceder registro para negociação em bolsa e no mercado
de balcão.

AGENTES ESPECIAIS DENTRO DO SFN:


Banco do Brasil SA – Principal banco do País e grande parceiro
do governo federal
BNDES – Principal agente de financiamento e refinanciamento
do sistema financeiro
Banco da Amazônia SA – Agente financeiro e executor das
políticas do governo federal na região da SUDAM

Caixa Econômica Federal – Exerce atividade bancária, além de


Administrar Loterias, Penhor, Plano Habitacional, Administrar
o FGTS, etc.

BANCOS MÚLTIPLOS
PRINCIPAIS OPERAÇÕES DE CURTO E
MÉDIO PRAZO OFERECIDAS PELAS
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

A) IMPORTANCIA DO PAPEL DAS INSTITUIÇÕEES


FINANCEIRAS NA INTERMEDIAÇÃO ENTRE OS
QUE POSSUEM RECURSOS E OS QUE DELES
NECESSITAM.

1) OPERAÇÕES ATIVAS;
2) OPERAÇÕES PASSIVAS;
3) OPERAÇÕES ESPECIAIS;
4) OPERAÇÕES ACESSÓRIAS;
5) E DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS:

OPERAÇÕES ATIVAS: As principais operações financeiras de


créditos concedidas pelos bancos múltiplos e demais Instituições
autorizadas a funcionar pelo BACEN são:

• Empréstimos para capital fixo e de giro


• Descontos de títulos
• Abertura de crédito, simples e em conta-corrente
• Crédito Rural
• Operações de repasses de recursos oficiais
• Refinanciamentos
• Aplicação em títulos e valores mobiliários
• Depósitos interfinanceiros
• Repasse de empréstimos externos
• Aquisição de direitos creditórios
• Subscrição ou aquisição de TVM
• Operações de arrendamento mercantil – leasing
• Crédito habitacional – recursos obtidos da poupança

OPERAÇÕES PASSIVAS: As principais operações são:

• Depósitos à vista
• Depósitos a prazo ( Emissão de Certificados de depósitos
Bancários- CDB)
• Depósitos em conta garantida
• Obrigações contraídas no País
• Obrigações contraídas no exterior
• Empréstimos no País, oriundos de recursos de instituições
oficiais
• Obrigações contraídas para repasse e refinanciamento
• Emissão de Certificado de Depósitos Interfinanceiros
(CDI)

OPERAÇÕES ESPECIAIS: As principais operações são:

• Operações de Câmbio
• Custódia de títulos e valores mobiliários
• Prestação de fiança e outras garantias
• Operações compromissadas ( Operações de mercado
aberto)
• Compra e venda no mercado físico de ouro
• Administração de fundos de Investimentos
• Realização de operações compromissadas
• Distribuição, intermediação ou colocação no mercado de
TVM
• Concessão de fiança e aval
OPERAÇÕES DE CRÉDITO

ESTUDO DAS PRINCIPAIS DAS


OPERAÇÕES DE CRÉDITO:

a) Representa a principal aplicação de recursos captados


pelas Instituições financeiras, sendo, portanto, a fonte de
receita mais relevante e importante dos bancos.

b) A contabilização dos juros e a dos encargos é efetuada no


mesmo título contábil de Rendas de Empréstimos, sendo
cumulativo ao longo do exercício;

c) Um banco deve ser bastante conservador na concessão dos


empréstimos;

As operações de crédito são identificadas e classificadas de


acordo com as suas próprias características operaçionais:

1 – Empréstimos
É toda operação de repasse efetuada pelo Banco sem uma
destinação específica, ex: Empréstimo para capital de giro,
Empréstimo pessoal, adiantamento a depositante, etc;
2 – Títulos descontados
São operações de descontos de títulos, duplicatas, NP ou
cheques, desde que tenham operações de lastro de operações
mercantil;

3 – Financiamentos
É toda operação de repasse efetuada pelo Banco com destinação
específica e vinculada à comprovação da aplicação dos recursos,
tais como: Financiamentos rurais, Financiamentos imobiliários,
Financiamentos para compra de máquinas e equipamentos, etc.

EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS:

Conforme mencionado anteriormente, são operações de repasses


efetuadas pelo Banco com destinação específica ( financiamento)
ou sem uma especificação, ex: Empréstimo para capital de giro,
Empréstimo pessoal, adiantamento a depositante, etc;

Os empréstimos e financiamentos podem ser efetuados com dois


Tipos de taxas:

1) Pré-fixada. É a taxa conhecida no ato da contratação do


empréstimo e prevalece até o final.

Exemplos:
1% ao mês
3% ao trimestre
7% ao semestre
12% ao ano

2) Pós-fixada. É a taxa contratada no início da operação, cujo


índice ( variação) é conhecido apenas no final do contrato
ou final de cada mês (período).

Exemplos:

Variação da TR
Variação da TJLP
Variação da SELIC
Variação do CDI

3) Em relação aos prazos, o período considerado pelo banco


leva em consideração o ano civil, no total de 365 dias, ou de
acordo com o mês calendário, conforme a seguir:

ANO CALENDÁRIO:

Janeiro - 31 dias
Fevereiro – 28 dias
Março – 31 dias
Abril – 30 dias
Maio – 31 dias
Junho – 30 dias
Julho – 31 dias
Agosto – 31 dias
Setembro – 30 dias
Outubro – 31 dias
Novembro – 30 dias
Dezembro – 31 dias

4) Como as taxas são representadas, geralmente, por um


período de 30 dias, ela deve ser rateada (prorateada) pelo
dias determinados no contrato, quando este começar e/ou
finalizar durante o período.

5) A apropriação da receita deve ser considerada pro rata dia,


de forma exponencial, admitindo método linear caso o
empréstimo tenha sido concedido com essa condição.

6) A receita deve ser contabilizada mês a mês, considerando o


regime de competência mensal para todo o período do
contrato, não sendo admitido o registro da receita diferente
desta condição, seja no início ou final do contrato.

7) A diferença entre as taxas (pós ou pré) dos empréstimos


concedidos (repasses) e as captações de recursos dos
clientes (terceiros) é considerada (SPREED).

8) A contabilização dos juros e a dos encargos é efetuada no


mesmo título contábil de Rendas de Empréstimos, sendo
cumulativo ao longo do exercício;
EXERCÍCIO DE CONTABILIZAÇÃO

1) Operações prefixadas

São operações em que os encargos são definidos e conhecidos


previamente, não estando sujeito a modificações até o fim do
contrato.

Exemplo:

A Faculdade Maurício de Nassau contraiu um empréstimo para


capital de giro junto ao Banco Itaú SA, com as seguintes
cláusulas contratuais:

*Data da operação – 18/07/2009


*Solicitação – Crédito em conta corrente
*Vencimento – 16/09/2009 – 60 dias
*Encargos – 16,66667% para o período
*Forma de pagamento – No vencimento
*Valor liberado – R$ 1.200.000,00
*Valor de resgate – ?

Pede-se demonstrar os cálculos e a contabilização da operação!

l) Na liberação do empréstimo:

D – Empréstimo
C – Depósito de Pessoa Jurídica.....................1.200.000,00
2) Apropriação dos encargos prorata:

13/60 avos em 31/07/2009

D – Empréstimo
C – Rendas de empréstimo................................43.333,33

31/60 avos em 31/08/2009

D – Empréstimo
C – Rendas de empréstimo...............................103.333,33

16/60 avos em 16/09/2009

D – Empréstimo
C – Rendas de empréstimo................................53.333,34

3) Pela liquidação do empréstimo:

D – Depósito de pessoa jurídica


C – Empréstimo.................................................1.400.000,00
2) Operações pósfixadas

São operações contratadas em que os encargos são conhecidos


após a divulgação periódica da variação do indexador ou
índice, o qual não poderá ser modificado durante a vigência do
contrato.

Exemplo 1:

A Faculdade Maurício de Nassau contraiu um financiamento


para aquisição de equipamento junto ao Banco do Brasil SA,
com as seguintes cláusulas contratuais:

*Data da operação – 17/02/2009


*Solicitação – Crédito em conta corrente
*Vencimento – 25/06/2009 – dias
*Encargos – 12,00% ao ano + Variação da TR, conforme abaixo
*Forma de pagamento – No vencimento (principal e encargos)
*Valor liberado – R$ 1.000.000,00
*Cláusula de variação - TR
*Variação prorata da TR para o período de 17/02 a 28/2 – 2%
*Variação da TR mês a mês até 25/06/2009, inclusive – 3%

Gráfico da operação para determinação do período de dias:

PRAZO TOTAL DO EMPRÉSTIMO = dias


______________________________________________________
17/02_____28/02______31/03______30/04_____31/05_____25/06.

11 dias 31 dias 30 dias 31dias 25 dias


• Demonstre os cálculos e a contabilização da operação!

a) Pela liberação dos recursos em 17 de fevereiro de 2009:

D- Empréstimo ......................................1000.000,00
C- Depósito de pessoa jurídica..............1.000.000,00

b) Pela apropriação dos encargos em 28/02/2009:

D- Empréstimo
C- Rendas de Empréstimos.................23.688,77

Cálculo dos encargos:

R$ 1.000.000,00 x 1.02 = R$ 1.020.000,00 (saldo devedor


corrigido)

R$ 1.020.000,00 x 0,12 x _11__ = 3.688,77


365

c) Pela apropriação dos encargos em 31/03/2009:

D - Empréstimo
C - Rendas de Empréstimos..................................41.456,87

Cálculo dos encargos:

R$ 1.023.688,77 x 1.03 = R$ 1.054.399,43 (saldo devedor corrigido)

R$ 1.054.399,43 x 0,12 x _31__ = 10.746,21

365
d) Pela apropriação dos encargos em 30/04/2009:

D - Empréstimo
C - Rendas de Empréstimos..................................42.775,07

Cálculo dos encargos:

R$ 1.065.145,64 x 1.03 = R$ 1.097.100,00 (saldo devedor corrigido)

R$ 1.097.100,00 x 0,12 x _30__ = 10.820,71


365

e) Pela apropriação dos encargos em 31/05/2009:

D - Empréstimo
C - Rendas de Empréstimos..................................44.868,06

Cálculo dos encargos:

R$ 1.107.920,71 x 1.03 = R$ 1.141.158,33 (saldo devedor corrigido)

R$ 1.141.158,33 x 0,12 x _31__ = 11.630,44


365

f) Pela apropriação dos encargos em 25/06/2009:

D - Empréstimo
C - Rendas de Empréstimos..................................44.342,89

Cálculo dos encargos:

R$ 1.152.788,77 x 1.03 = R$ 1.187.372,43 (saldo devedor corrigido)


R$ 1.187.372,43 x 0,12 x _25__ = 9.759,23
365

g) Pela liquidação do empréstimo em 25/06/2009:

D - Depósito de Pessoa Jurídica.........................R$ 1.197.131,66


C – Empréstimo....................................................R$ 1.197.131,66

EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA SALA DE


AULA

Exercício 1

Operação de empréstimo e
financiamentos com encargos e principal pagos no
FINAL:
A Empresa Produtora SA contraiu um empréstimo em conta
garantida para capital de giro junto ao Banco do Brasil SA, com
as seguintes cláusulas contratuais:

*Data da operação – 17/06/2009


*Solicitação – Crédito em conta corrente
*Vencimento – 29/03/2010
*Encargos – 7,00% ao ano + Variação da TR de 2% ao mês
*Forma de pagamento – Principal e encargos pagos no final
*Valor liberado – R$ 9.000.000,00
Pede-se:

Determinar o tipo de empréstimo e a taxa:


Demonstrar os cálculos e a contabilização da operação
utilizando as contas adequadas, conforme COSIF :

Resolução:

PRAZO TOTAL DO EMPRÉSTIMO = dias


______________________________________________________
17/02_____28/02______31/03______30/04_____31/05_____26/06.

11 dias 31 dias 30 dias 31dias 26 dias

Exercício 2

Operação de empréstimo com encargos pagos


antecipadamente e principal no final:
A Empresa Produtora SA contraiu novo empréstimo em conta
garantida para capital de giro junto ao Banco do Brasil SA, com
as seguintes cláusulas contratuais:

*Data da operação – 28/02/2010


*Solicitação – Crédito em conta corrente
*Vencimento – 29/04/2010
*Encargos – 18,00% ao ano
*Forma de pagamento – Principal no vencimento e encargos
antecipados
*Valor liberado – R$ 5.000.000,00
Pede-se:

Determinar o tipo de empréstimo e a taxa:


Demonstrar os cálculos e a contabilização da operação
utilizando as contas adequadas, conforme COSIF :

Resolução:

PRAZO TOTAL DO EMPRÉSTIMO = 60 dias


________________________________________________
28/02_________________31/03_________________29/04.

31 dias 29 dias

Exercício 3

Operação de empréstimo com encargos pagos


mensalmente e principal pago no final:

A Empresa Produtora SA contraiu um novo financiamento em


conta garantida para capital de giro junto ao Banco do Brasil
SA, com as seguintes cláusulas contratuais:

*Data da operação – 17/02/2010


*Solicitação – Crédito em conta corrente
*Vencimento – 29/05/2010
*Encargos – 1,2% ao mês
*Forma de pagamento – Principal no vencimento e encargos
mensais
*Valor liberado – R$ 6.900.000,00
Pede-se:

Determinar o tipo de empréstimo e a taxa:


Demonstrar os cálculos e a contabilização da operação
utilizando as contas adequadas, conforme COSIF :

Resolução:

PRAZO TOTAL DO EMPRÉSTIMO = dias


________________________________________________
17/02_____28/02_______31/03_______30/04______29/05.

11 dias 31 dias 30 dias 29 dias


OPERAÇÕES ATIVAS

TÍTULOS DESCONTADOS:

São operações de descontos de títulos, duplicatas, NP ou


cheques, desde que tenham operações de lastro de operações
mercantil

Neste tipo de operação, geralmente, as taxas são pré-fixadas, ou


seja, conhecida no ato da aprovação da operação pelo Banco.

Além da taxa de desconto, é cobrada taxa de abertura de


crédito, que é paga no ato pelo cliente ao banco, bem como de
taxa de comissão de outro banco correspondente que possui
agencia naquela praça.

Os títulos descontados pelo Banco podem ser de várias


localidades do País, de clientes ou não.

A renda do desconto é contabilizada prorata temporis pelo


prazo decorrido, podendo ser utilizada a conta de Rendas a
apropriar no ativo e depois transferida proporcionalmente para
resultado.
Exemplo:

Banco Pine SA recebeu da Cia Todos Nós em 25 de junho de


2009 os títulos abaixo para desconto com as seguintes condições:

a) Duplicata 1 – R$ 100.000,00, vencimento em 30/09/2009


b) Duplicata 2 – R$ 200.000,00 vencimento em 10/01/2010

O banco aprovou a operação com taxa de 35% ao ano;


A taxa de comissão de crédito é de 0,5% sobre o total, pago
no ato.

Pede-se para estruturar a operação e contabilizar as suas


diversas etapas.
TIPOS DE TÍTULOS
1 – PRIVADOS

CDB – Certificados de depósitos bancários


CDI – Certificados de depósitos interfinanceiros
LH – Letras hipotecárias
LC – Letras de câmbio

2 – PÚBLICOS

• São títulos públicos negociados no mercado, emitidos pelo


tesouro nacional, pelo Banco Central, pelos Estados e
Municípios.

• A cada emissão são estabelecidas características próprias


de prazo e remuneração.

• Tipos de títulos públicos:

BBC – Bônus do Banco Central


NTN – Notas do tesouro nacional
LFT – Letras financeiras do tesouro
LTN – Letras do tesouro nacional
TEM – Títulos Estaduais e Municipais

TÍTULOS DE RENDA FIXA – Características


• Na aquisição, são registrados pelo valor efetivamente pago.
Os rendimentos são contabilizados mensalmente, pelo
método exponencial ou linear, de acordo com a
remuneração pactuada, em conta própria que registra os
títulos e a crédito de Rendas de títulos de Renda Fixa.

• Nos balanços e balancetes é feito a avaliação da carteira,


adotando-se como base de valor o menor entre o valor
contábil e de mercado, observando o seguinte:

I – Valor contábil – custo de aquisição acrescido dos


rendimentos auferidos.

II – Valor de mercado – valor que se obteria, no dia da


avaliação, com a venda definitiva do papel. Se não houver
cotação, adotam-se as taxas de emissão pata títulos semelhantes
em vigor na mesma data, ou cotações de publicações
especializadas.

III - Quando o valor de mercado for inferior ao valor contábil,


esta diferença constitui-se perda, portando deve-se registrar
provisão para desvalorização para cada tipo de papel, a débito
de despesa de Provisões Operacionais.

Exemplo de contabilização: TITULO DE RENDA


FIXA.

a) Compra de 200 LBC em 26/10/2009 ao PU de R$ 920,37 com


vencimento em 26/04/2010:

• Registro da aquisição

D – Títulos e valores mobiliários - livres


LBC
C – Caixa...............................................................184.074,00
• Valorização em 31/10/2009, onde o PU passou para R$
936,93, e o total para R$ 187.385,00;

D – TVM – livres – LBC


C – Rendas de títulos de renda fixa......................3.311,00

• Venda definitiva de 50 LBC em 5/11/2009 ao PU de R$


939,60:

D – Caixa.................................................................46.980,00
C – Títulos de renda fixa – livres – LBC...............46.846,50
C – Rendas de títulos de renda fixa............................133,50

TÍTULOS DE RENDA VARIÁVEL

Esta carteira é composta por cotas de sociedade limitada, ações


destinadas a venda, bônus de Cias abertas e cotas de fundo de
renda variável.

A valorização ou desvalorização da carteira de renda variável


deve ser calculada, mensalmente, por título, observado o
seguinte:

a) Para títulos cotados em bolsa, mediante a apuração da


diferença entre o valor de custo e a cotação média do
último dia útil do mês na bolsa onde foi mais negociada;
b) Para os títulos não cotados em bolsa, mediante a apuração
da diferença entre o valor de custo e o valor patrimonial
até a data do balanço na mesma data em ambas as
empresas.

No caso de ganho na carteira, não se admite o reconhecimento


contábil da valorização;

No caso de perda, quando o valor da cotação ou patrimonial for


inferior ao custo, deve ser constituída provisão para
desvalorização em montante suficiente para fazer face às
prováveis perdas.

Exercício:

O banco Itaú adquiriu em 15 de outubro de 2009 10.000 ações


da Petrobrás ao preço unitário de R$ 9,50, pagando corretagem
de R$ 950,00. As ações foram vendidas em 30 de outubro de
2009 ao preço de R$ 12,50.

Contabilização:

Em 15 de outubro de 2009:

D – TRV – Ações de Cia aberta


C – Credores – conta liquidação pendente...........95.950,00

Em 17 de outubro de 2009:

D – Credores – conta liquidação pendente


C – Caixa.................................................................95.950,00
Em 30 de outubro de 2009:

D – Devedores – conta liquidação pendente......125.000,00


C – TRV – Ações de Cia aberta............................95.950,00
C – Renda de título de renda variável..................29.050,00

Em 2 de Novembro de 2009:

D – Caixa...............................................................125.000,00
C – Devedores – conta liquidação pendente.......125.000,00

Exemplo em sala de aula, valendo ponto:

Resolver os exercícios 1, 2 e 3, conforme cópias.


CAPTAÇÕES DE RECURSOS

PRINCIPAIS OPERAÇÕES PASSIVAS:


Captação por depósitos, títulos e outras formas contratuais de
obrigações de Pessoas Físicas e Jurídicas:

DE PESSOAS FÍSICAS:

Depósitos a vista – Depósito de livre movimentação


Depósitos a prazo – Recursos acolhidos pelo banco com data
prévia de resgate. Valor deve ser refletido no balanço pelo valor
atualizado.
De poupança – Criado na década de 1960 com o objetivo de
fortalecer poupança popular;

DE PESSOAS JURÍDICAS:

• Depósito Interfinanceiro - Criado em 1986 com o objetivo


de equilibrar a distribuição dos recursos entre as
instituições financeiras, com prazo definido para resgate;

• Títulos cambiais – Forma de captação pouco utilizada pelos


bancos;

• Letras imobiliárias e hipotecárias - Idem;


• Debêntures – Forma de captação de recursos entre
instituições financeiras de leasing e outras empresas com a
emissão de título específico;

• Recursos transitórios de terceiros, tais como, cobrança,


impostos e contribuições e outros recolhimentos.

RECURSOS DE EMPRÉSTIMOS E REPASSES:

São recursos captados junto a outras instituições, inclusive a


instituições e órgãos oficiais e escrituram-se segundo a natureza
da operação nos desdobramentos próprios:

A – Empréstimos no País – Instituições oficiais


B – Empréstimos no País – Outras Instituições
C – Empréstimos no Exterior
D – Repasses no País – Instituições oficiais
E – Repasses do Exterior

OBS: Nas operações de captação os encargos pactuados podem


ser pós ou pré-fixado e são admitidos cálculos de juros
exponencial ou linear.

Exercício: Depósito a prazo prefixado


No dia 2 de outubro de 2010, foi emitido pelo banco Tudomeu
SA e vendido ao Sr. Mala Quias um título CDB com as seguintes
características:

Taxa de captação - 18% ao ano;


Prazo - 180 dias
Valor aplicado – R$ 100.000,00
Imposto de Renda – 15%

Pede-se:

a) Demonstrar a despesa mensal e total de juros;


b) Calcular o IR;
c) Determinar o valor pago ao aplicador no vencimento do
título, líquido do IR na fonte;
d) Demonstrar os lançamentos contábeis.

Exercício: Depósito a prazo pós-fixado


No dia 20 de julho de 2010, foi emitido pelo banco Tudomeu SA
e vendido ao Sr. Mala Quias um título CDB com as seguintes
características:

Taxa de captação – Variação do CDI + 1% ao mês;


Prazo - 200 dias
Valor aplicado – R$ 200.000,00
Imposto de Renda – 15%

Pede-se:

a) Demonstrar a despesa mensal e total de juros;


b) Calcular o IR;
c) Determinar o valor pago ao aplicador no vencimento do
título, líquido do IR na fonte;
d) Demonstrar os lançamentos contábeis.