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PROCESSO LICITATÓRIO

LEI Nº 8.666/93
 
Direito Administrativo

Segundo Hely Lopes Meirelles, Direito Administrativo, 
brasileiro, “sintetiza-se no conjunto harmônico de princípios jurídicos 
que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a 
realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”.

Contratos Administrativos
 
Contrato é todo acordo de vontades, firmado livremente pelas 
partes, para criar obrigações e direitos recíprocos. Em princípio, todo 
contrato é negócio jurídico bilateral e comutativo, isto é, realizado entre 
pessoas que se obrigam a prestações mútuas e equivalentes em encargos 
e vantagens.  
Peculiaridades do Contrato Administrativo

É característica essencial nos contratos administrativos, a 
participação da Administração com supremacia de poder, assim sendo, 
resulta para o contrato administrativo certas peculiaridades que os 
contratos comuns, sujeitos às normas de Direito Privado, não ostentam.
Tais peculiaridades constituem, genericamente, as chamadas 
cláusulas exorbitantes, explícitas ou implícitas em todo contrato 
administrativo.
Segundo a Doutrina brasileira, cláusulas exorbitantes são aquelas que 
excedem o Direito Comum para consignar uma vantagem ou uma 
restrição à Administração Pública ou ao contratado.
Observe-se que tais cláusulas não seriam consideradas lícitas em 
um contrato privado (Direito Civil ou Comercial/Empresarial).  Isto 
porque, afrontaria os princípios que regem esses contratos, isto é, 
desigualaria as partes na sua execução. Porém, são absolutamente válidas 
nos contratos administrativos, desde que, decorrente de lei ou dos 
princípios que regem a atividade administrativa.
LICITAÇÃO
Para que se estabeleça o Princípio da Legalidade e Moralidade, 
previstos no caput do art. 37 da Constituição Federal de 1988, isto no 
âmbito dos contratos administrativos, se faz necessário a realização de 
um procedimento denominado de LICITAÇÃO. Portanto, para os 
contratos administrativos exige-se, em regra, a licitação prévia. 
Ressalta-se que, só é dispensada, dispensável ou inexigível 
rigorosamente nos casos previstos em lei, e que constitui uma de suas 
peculiaridades de caráter excepcional.

Sendo assim, a licitação é o marco antecessor e imprescindível do


contrato administrativo, configurando tal contrato como o conseqüente 
lógico da licitação. 
Numa visão mais objetiva, a licitação é apenas um procedimento
administrativo preparatório do futuro ajuste, de modo que não
confere ao vencedor qualquer direito ao contrato e sim, uma mera
expectativa desse direito. Realmente, concluída a licitação, não fica a 
Administração obrigada a celebrar o contrato, porém, se o fizer deverá 
ser com o proponente vencedor.

As Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista e suas


subsidiárias que explorem atividade econômica ficam sujeitas a uma 
legislação especial, nos termos da nova redação dada ao art. 173 pela 
Emenda Constitucional nº 19 de 1998.
CONCEITO E FINALIDADE

Licitação é o procedimento administrativo mediante o qual


a Administração Pública seleciona a proposta mais
vantajosa para os contratos do seu interesse.

Assim,  verificamos  que,  como se  estabelece  através de procedimento, 


desenvolve-se através de uma sucessão ordenada de atos vinculantes
para a Administração e para os licitantes, ou seja, todo o
procedimento da licitação é necessariamente vinculado à prescrição
legal. Isto, sem sombra de dúvida, propicia igual oportunidade a todos os 
interessados  e  funciona  como  um  fator  de  eficiência  e  moralidade  nos 
negócios administrativos.
Princípios Que Regem a Licitação
Qualquer que seja a sua modalidade, a licitação é regida por 
determinados Princípios que devem ser respeitados para a sua devida 
legalidade, quais sejam:
 
a). Procedimento Formal.
b). Publicidade de seus atos.
c). Igualdade entre os Licitantes.
d). Sigilo na Apresentação das Propostas.
e). Vinculação ao Edital ou Convite.
f). Julgamento Objetivo.
g). Adjudicação Compulsória ao Vencedor. 

Ressalta-se que foi acrescentado ao rol dos princípios da licitação, o


Princípio da Probidade Administrativa.
a). Procedimento Formal
Esse Princípio impõe a vinculação da licitação às prescrições legais
que a regem em todos os seus atos e fases. Essas prescrições decorrem 
não só da lei, mas, também, do regulamento, do caderno de obrigações e 
até mesmo do próprio edital ou convite, que complementam as leis 
superiores, tendo em vista a licitação a que se refere (art. 4º da Lei nº 
8.666/93).

Não se pode confundir Procedimento Formal (Princípio) com


formalismo, este, se caracteriza pelo excesso de exigências inúteis e
desnecessárias. 
b). Publicidade dos seus Atos
Esse princípio norteia todos atos desde os avisos de sua abertura 
até o conhecimento do edital e seus anexos, o exame da documentação e 
das propostas pelos interessados e o fornecimento de certidões de 
quaisquer peças, pareceres ou decisões com ela relacionadas.
É exatamente em razão desse Princípio que se impõe a abertura 
dos envelopes da documentação e proposta em público e a publicação 
oficial das decisões dos órgãos julgadores e do respectivo contrato, ainda 
que resumidamente (arts. 3º, § 3º, e 43, § 1º).

Não há de se confundir, entretanto, a abertura da documentação e


das propostas com o seu julgamento. Aquela será sempre em ato
público; este poderá ser realizado em ambiente fechado e sem a
presença dos interessados. 
c). Igualdade Entre os Licitantes
Tal Princípio impede a discriminação entre os participantes 
(licitantes) do certame, quer seja através de cláusulas que no edital ou 
convite, favoreçam uns em detrimento de outros, quer mediante 
julgamento tendencioso que desiguale os iguais ou iguale os desiguais 
(art. 3º, § 1º).

O desatendimento a esse Princípio constitui a forma mais insidiosa de 
Desvio de Poder com que a Administração quebra a isonomia entre os 
licitantes, razão pela qual o nosso judiciário tem anulado não raras vezes, 
os editais e julgamentos em que se descobre a perseguição ou 
favoritismo administrativo, sem nenhum objetivo ou vantagem ao 
interesse público.
Não se pode enquadrar como Desvio de Poder por parte da
Administração, atentando contra o Princípio da Igualdade
entre os Licitantes, os chamados requisitos mínimos para
participação no edital ou convite, pois, estes, configuram
necessidades prementes ao interesse da Administração.
Podendo esta, fixar tais requisitos sempre que necessário à
execução do contrato, à segurança e perfeição da obra ou
serviço, à regularidade do fornecimento ou ao atendimento
de qualquer outro interesse público.
d). Sigilo na Apresentação da Proposta
 
Esse princípio está ligado ao Princípio da Igualdade entre os
licitantes, pois ficaria em posição vantajosa o proponente que viesse a 
conhecer a proposta de seu concorrente antes da apresentação da sua. 
Daí o necessário sigilo, que há de ser guardado relativamente a todas as
propostas, até a data designada para a abertura dos envelopes ou 
invólucros que as contenham, após a habilitação dos proponentes (arts. 
3º, § 3º, e 43, § 1º). 

A abertura da documentação ou das propostas ou mesmo a


revelação de seus conteúdos antecipadamente, além de ensejar a
anulação do procedimento, constitui também ilícito penal, com pena
de detenção e multa (art.94).
 
e). Vinculação ao Edital
A Vinculação ao Edital é princípio básico de toda licitação. Nem se
compreenderia que a Administração fixasse no edital a forma e o
modo de participação dos licitantes e no decorrer do processo ou na
realização do julgamento se afastasse do estabelecido, ou admitisse
documentação e proposta em desacordo com o solicitado.
O edital é a lei interna da licitação, e, como tal, vincula aos seus
termos tanto os licitantes como a Administração que o expediu.

Verifica-se ainda, a seguinte possibilidade: revelando-se falho ou


inadequado aos propósitos da Administração, o edital ou convite
poderá ser corrigido a tempo através de aditamento ou expedição de
um novo, sempre com republicação e reabertura do prazo, desde que
a alteração afete a elaboração da proposta.
f). Julgamento Objetivo
Esse princípio se baseia no critério indicado no edital e nos termos 
específicos das propostas. É princípio de toda licitação que seu 
julgamento se apóie em fatores concretos pedidos pela Administração, 
em confronto com o ofertado pelos proponentes dentro do permitido no 
edital ou convite.
Tal princípio visa afastar o discricionarismo na escolha das 
propostas, obrigando os julgadores a aterem-se ao critério prefixado pela 
Administração, com que se reduz e se delimita a margem de valoração 
subjetiva, sempre presente em qualquer julgamento (art.44 e 45).
g). Probidade Administrativa
 
A probidade administrativa é dever de todo administrador  
público, mas a lei a incluiu dentre os princípios específicos da licitação 
(art. 3º), naturalmente como advertência às autoridades que a promovem 
ou a julgam.
A probidade administração é mandamento (Dever de Probidade) 
é mandamento constitucional (art. 37, § 4º), que pode conduzir a 
“suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a 
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e 
gradação prevista em lei, sem prejuízo da ação penal cabível 
h). Adjudicação Compulsória

O Princípio da Adjudicação Compulsória ao Vencedor impede 
que a Administração, concluído o procedimento licitatório, atribua seu 
objeto a outrem que não o legítimo vencedor do certame (arts. 50 e 64).
A adjudicação ao vencedor é obrigatória, salvo se este desistir
expressamente do contrato ou não firmar no prazo prefixado, a
menos que comprove motivo justo.
A compulsoriedade veda também que se abra nova licitação enquanto 
válida a adjudicação anterior.
Advertimos que, o direito do vencedor limita-se à adjudicação, ou seja,
à atribuição a ele do objeto da licitação, e não ao contrato imediato.
Isto ocorre porque, a Administração pode, licitamente, revogar ou
anular o procedimento ou, ainda, adiar o contrato, quando ocorram
motivos para essa conduta. 
IMPORTANTE
O que não se lhe permite é contratar com outrem enquanto válida a
adjudicação, nem revogar o procedimento ou protelar
indefinidamente a adjudicação ou a assinatura do contrato, sem
justa causa.

Agindo com abuso ou desvio de poder na invalidação ou no


adiamento, a Administração ficará sujeita a correção judicial de seu
ato e a reparação dos prejuízos causados ao vencedor lesado em seus
direitos, quando cabível.

Com a homologação e a adjudicação encerra-se o processo


licitatório, passando-se ao contrato.
OBRIGATORIEDADE, DISPENSA
E INEXIGIBILIDADE DE
LICITAÇÃO
 
LICITAÇÃO = Exigência Constitucional para contratação de
obras, serviços, compras e alienações (CF, art.37, XXI). 
 

Empresas estatais que possuem personalidade jurídica de Direito Privado 
(Sociedades de Economia Mista,  Empresas Públicas e outras entidades 
controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público). 

Podem ter regulamentação própria, mas ficam sujeitas às normas


gerais da Lei nº 8.666/93 (art.119).

A justificativa ou mesmo o fundamento para essa diversidade de


tratamento encontra-se na CF/88 em seu art. 173, § 2º “a empresa
pública, a sociedade de economia mista e outras entidades que
explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico
próprio das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações
trabalhistas e tributárias”
VEJAMOS

Pessoas Jurídicas de
Normas de Normas de
Pessoas Jurídicas de Operatividade Direito Privado
Operatividade
Direito Público Mais Rígidas Que colocaboram
Menos Rígidas
Com o Poder Público
Obrigatoriedade de Licitação
 
A expressão obrigatoriedade de licitação tem um duplo sentido, 
significando não só a compulsoriedade da licitação em geral como, 
também, a da modalidade prevista em lei para a espécie, pois atenta 
contra os princípios da Moralidade e Eficiência da Administração o uso 
da modalidade mais singela quando se exige a mais complexa, ou 
emprego desta, normalmente mais onerosa, quando o objeto do 
procedimento licitatório não a comporta.

Somente a lei pode desobrigar a Administração, quer


autorizando a dispensa de licitação, quando exigível, quer
permitindo a substituição de uma modalidade por outra (art. 23, §§
3º e 4º). Vejamos portanto, quais os casos legais de dispensa de
licitação e aqueles em que esta é inexigível.
Dispensa de Licitação
 
A lei diversificou os casos em que a Administração pode ou deve
deixar de realizar licitação, tornando-a dispensada, dispensável e
inexigível. Tais casos, possuem conceituações próprias e devem ser 
compreendidas dentro do que a Doutrina chama de Interesse Público.
Licitação Dispensada
É aquela que a própria lei declarou-a como tal (art.17, I 
e II). Com relação a imóveis: nos casos de dação em
pagamento; investidura; venda ou doação a outro órgão
público ; alienação; concessão de direito real de uso;
locação ou permissão de uso habitações de interesse social.
Com relação a móveis: nos casos de doação, permuta,
venda de ações e títulos, veda de bens produzidos ou
comercializados por órgãos ou entidades da Administração
e venda de materiais e equipamentos inservíveis, atendidos 
os requisitos e condições previstas.
Obs.: a doação com encargos, salvo nos casos de
interesse público, é passível de licitação (art. 17, § 4º).
Licitação Dispensável
É toda aquela que Administração pode dispensar se assim lhe 
convier. A lei enumerou vinte e um casos (art.24, I a, XXIV), na seguinte 
ordem:
 
I – Obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do 
limite previsto para execução dessas atividades na modalidade de convite
(art.23, I). 
 
II – Outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do 
limite previsto para execução dessas atividades na modalidade de convite 
(art. 23, II) e para alienações nos casos estabelecidos na lei.
 
III – Guerra ou grave perturbação da ordem são situações que a 
Administração tem dispensa de licitação para contratos relacionados
com o evento.
IV – Emergência ou calamidade pública, também dispensa a licitação, 
mas, somente para os bens necessários ao atendimento da situação 
emergencial ou calamitosa, ou para as parcelas de obras e serviços que 
possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias.
 
V – Desinteresse pela licitação anterior é também motivo para a 
contratação direta, mantida as condições preestabelecidas no edital ou 
no convite. Caracteriza-se o desinteresse quando não acode ao 
chamamento anterior nenhum licitante, ou todos são desqualificados ou 
nenhuma proposta classificada.
 
VI – Intervenção no domínio econômico, também autoriza a União – e
somente a União – a dispensar licitação, para regular preços ou 
normalizar o abastecimento. Em tais casos não se fará licitação mas, sim, 
aquisição amigável ou mediante desapropriação, bem como requisição 
de serviços para atendimento ao público 
VII - Propostas com preços excessivos podem ser rejeitadas na licitação, 
para contratação direta do mesmo objeto, produto ou serviço com quem 
os venda a preço inferior. Essa disposição legal é altamente moralizadora 
das aquisições da Administração, pois evita conchavos de fornecedores 
para elevar, acima do mercado ou do preço tabelado, suas ofertas em 
licitação.
 
VIII – Aquisição, por pessoa jurídica de Direito Público Interno, de
bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que
integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim
específico em data anterior à vigência da Lei nº 8.666/93, desde que o 
preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. O 
dispositivo visa a evitar o abuso de preços por parte das entidades 
estatais produtoras de bens e serviços.
 
IX – Comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos 
em Decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa 
Nacional (CDN). Era hipótese de inexigibilidade no Estatuto anterior. 
O Dec. 2.295, de 04/08/1997, listou especialmente três casos: a). 
aquisição de recursos bélicos navais, terrestres e aeroespaciais; b). 
contratação de serviços técnicos especializados a área de projetos, 
pesquisas e desenvolvimento científico e tecnológico; c). aquisição de 
equipamentos e contratação de serviços técnicos especializados para a 
área de inteligência.
Tal dispensa deverá ser devidamente justificada, notadamente 
quanto ao preço e escolha do fornecedor e ratificada pelo titular do 
Ministério contratante.

X – Compra ou locação de imóvel para atividades precípuas da


Administração também é o caso de dispensa, desde que as necessidades 
de instalação e localização condicionem a escolha e o preço seja 
compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia.

[
XI – Remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em conseqüência 
de rescisão contratual. Neste caso, em vez de proceder a nova licitação, a 
Administração poderá contratar diretamente, desde que atendida a ordem 
de  classificação  anterior  e  nas  mesmas  condições  oferecidas  pelo 
licitante  vencedor.  O  novo  contratado  assume  o  lugar  do  anterior, 
cabendo-lhe  executar  o  objeto  do  contrato  nas  condições  estabelecidas, 
inclusive  com  relação  os  acréscimos  e  supressões.
 
XII – Compra de gêneros alimentícios perecíveis, realizadas diretamente 
com base no preço do dia, durante o período necessário para a realização 
dos  processos  licitatórios  correspondentes.  A  dispensa,  portanto,  só  é 
justificável  enquanto  são  tomadas  as  providências  administrativas 
indispensáveis  para  a  licitação  dos  produtos  desejados  pela 
Administração.
XIII – Contratação de instituição brasileira de pesquisa, ensino ou
desenvolvimento institucional ou dedicada a recuperação social do
preso, desde que a instituição detenha inquestionável reputação ético-
profissional e não possua fins lucrativos, requisitos que devem ficar 
comprovados no procedimento administrativo.
 
XIV – Aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo
internacional, e quando as condições ofertadas forem manifestamente 
vantajosas para o Poder Público.
 
XV – Aquisição ou restauração de obras de artes ou objetos históricos, 
quando contratadas por órgão ou entidade cujas atividades se relacionem 
com o setor artístico ou histórico (museus, escolas de belas-artes, 
fundações culturais ou artísticas). Justifica-se a dispensa 
por se tratar de objetos certos e determinados, valiosos por sua 
originalidade e, por isso mesmo, não sujeitos a substituição por cópias ou 
similares. Daí porque que se exige o certificado de autenticidade para 
legitimar a aquisição direta.

XVI – Serviços de impressão e de informática a pessoa jurídica de


Direito Público interno, prestado por órgão ou entidade da
Administração criados para esse fim específico. Esse caso de dispensa 
de licitação foi incluído com o objetivo de permitir a impressão dos 
Diários Oficiais, de edições técnicas e de formulários padronizados de 
uso das repartições, bem como a prestação de serviços de informática.
 
XVII – Aquisição de componentes ou peças necessários à manutenção
de equipamentos, durante o período de garantia técnica. A dispensa só 
pode ocorrer quando a compra for feita junto ao fornecedor original 
desses equipamentos quando tal condição de exclusividade  
for indispensável para a manutenção da garantia.

XVIII – Serviços e compras indispensáveis ao abastecimento de


embarcações, aeronaves e tropas, quando fora de suas sedes e os prazos
legais puderem comprometer a operação. A lei condiciona, ainda, a que 
o valor dessas compras não seja superior àquele fixado para a 
modalidade de convite.
 
XIX – Compra de materiais para as Forças Armadas cuja padronização
seja requerida pela estrutura de apoio logístico, não se aplicando aos
materiais de uso pessoal e administrativo.
XX – Serviços prestados por associações de portadores de deficiência
física, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, desde que os
preços sejam compatíveis com o mercado.
 
XXI – Aquisição de bens destinados exclusivamente à investigação
científica e tecnológica, com recursos concedidos por instituições
oficiais de fomento à pesquisa.

XXII – Aquisição de energia elétrica fornecida por concessionário,


permissionário ou autorizado, de acordo com a legislação específica.

XXIII – Aquisição ou alienação de bens, ou prestação de serviços


realizados por empresa pública ou sociedade de economia mista e suas
subsidiárias e controladas, desde que o preço seja compatível com o
mercado.

 
XXIV – Contratação de serviços com organizações sociais, qualificadas
no âmbito das respectivas esferas de Governo, para atividades
contempladas no contrato de gestão.
 
Inexigibilidade de Licitação
Ocorre a inexigibilidade de licitação quando há impossibilidade 
jurídica de competição entre contratantes, quer pela natureza específica 
do negócio, quer pelos objetivos sociais visados pela Administração.
 A atual lei, depois de considerar dispensada a licitação para doação, 
permuta, dação em pagamento e investidura de bens públicos (art. 17, I e 
II) e de enumerar os casos em que esta é dispensável (art.24), cuida 
separadamente da inexigibilidade de licitação. Assim no art. 25 refere-se 
genericamente à inviabilidade de competição (em que se enquadram as 
vendas de sementes, reprodutores, adubos, inseticidas, vacinas e de 
outros produtos pela Administração) e, em especial, aos casos em que o 
fornecedor é exclusivo (inc.I), e em que o contratado é o único que reúne
as condições necessárias à plena satisfação do objeto do contrato(incs.
II e III).
Em todos os casos a licitação inexigível pela impossibilidade 
jurídica de se instaurar o processo licitatório nos casos específicos.
MODALIDADES DE LICITAÇÃO
A licitação compreende as seguintes modalidades: 
Concorrência, Tomada de Preços, Convite, Concurso e 
Leilão.
Licitação, portanto, é o gênero, do qual as 
modalidades são espécies. Por isso mesmo, os 
preceitos genéricos acima estudados aplicam-se a 
todas as modalidades e os específicos regem cada uma 
delas em particular.
As nossas espécies de licitação têm 
características próprias e se destinam a determinados 
tipos de contratação, vejamos:
Concorrência
 
Concorrência é a modalidade própria para contratações de grande 
valor, em que se admite a participação de quaisquer interessados 
cadastrados ou não, que satisfaçam as condições do edital, convocados 
com a antecedência mínima prevista em lei, com ampla divulgação pelo 
órgão oficial e pela imprensa particular.
A Concorrência é obrigatória nas contratações de obras,
serviços e compras, dentro dos limites de valor fixados pelo ato
competente, que são diversos para obras e serviços de engenharia e
para outros serviços e compras.
 

 O prazo mínimo para convocação dos licitantes está agora fixado em


trinta dias para Concorrência; quarenta e cinco dias para Concurso;
quinze dias pata Tomada de Preços e Leilão; cinco dias úteis para
Convite.
Tomada de Preços
Tomada de preço é a licitação realizada entre interessados 
previamente registrados, observada a necessária habilitação, convocados 
com a antecedência mínima prevista em lei, por aviso publicado na 
imprensa oficial e em jornal particular, contendo as informações 
essenciais da licitação e o local onde pode ser obtido o edital.
A nova lei aproximou a tomada de preços da concorrência, 
exigindo a publicação do aviso e permitindo o cadastramento até o 
terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas (arts.21 e 22, § 
2º).
A tomada de preços é admitida nas contratações de obras, 
serviços e compras dentro dos limites de valor estabelecidos na lei e 
corrigidos por ato administrativo competente.
 
Convite
Convite é a modalidade de licitação mais simples, destinada à 
contratações de pequeno valor, consistindo na solicitação escrita a pelo 
menos três interessados do ramo, registrados ou não, para apresentarem 
suas propostas no prazo mínimo de cinco dias úteis.
O Convite não exige publicação, porque é feito diretamente aos 
escolhidos pela Administração através da chamada carta-convite. A lei 
nova, porém, determina que a cópia do instrumento convocatório seja 
afixada em local apropriado, estendendo-se automaticamente aos demais 
cadastrados na mesma categoria, desde que manifestem o seu interesse 
até vinte e quatro horas antes da apresentação das propostas(art.22).
Da sua simplicidade, haverá a dispensa  de apresentação de documentos, 
mas, quando estes forem exigidos, a documentação, como nas demais 
modalidades de licitação, deverá ser apresentada em envelope distinto do 
da proposta.

O convite é julgado pela Comissão de Julgamento das licitações, mas


é admissível a sua substituição por Servidor formalmente designado
para esse fim (art.51, § 1º). 
Concurso
O Concurso é a modalidade de licitação destinada à escolha de trabalho 
técnico ou artístico, predominantemente de criação intelectual. 
Normalmente, há atribuição de prêmio aos classificados, mas a lei
admite também a oferta de remuneração (art.22, § 4º).

A Constituição federal de 1988, mais especificamente em seu art.37,


II, instituiu o chamado Princípio da Obrigatoriedade de Concurso
Público, referindo-se a investidura em cargo ou emprego público da
Administração Direta e Indireta. Tal inovação constitui forma de
licitação (modalidade concurso) para contratação de pessoal, não
contemplado esse objeto de contrato na lei geral de licitações, diga-
se: Lei nº 8.666/93.
Leilão
Leilão é a modalidade de licitação utilizável na venda de bens
móveis e semoventes (art.22,§ 5º, e 53) e, em casos especiais, também
de imóveis (art.19,III), in verbis:

Art. 19. Os bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja


derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento,
poderão ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as
seguintes regras:
I - avaliação dos bens alienáveis;
II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação;
III - adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de
concorrência ou leilão.
(Grifos Nossos) 
A Administração poderá valer-se de dois tipos de leilão: o comum, 
privativo de leiloeiro oficial, onde houver; e o administrativo 
propriamente dito. O leilão comum é regido pela legislação federal
pertinente, mas as condições de sua realização poderão ser
estabelecidas pela Administração interessada. O leilão administrativo
é o instituído para a venda de mercadorias apreendidas como
contrabando, ou abandonadas nas alfândegas, nos armazéns
ferroviários ou nas repartições públicas em geral, observadas as 
normas regulamentares da Administração interessada.

A legislação federal permite o leilão de semoventes pela própria 
administração, onde não houver leiloeiro oficial. Pelo que se conclui,
analogicamente, que ela também poderá utilizar o leilão
administrativo para venda de bens desnecessários, inservíveis, ou
imprestáveis para o serviço público, sempre que não houver leiloeiro
oficial na localidade. 
Pregão
Por meio da Medida Provisória nº 2.182/2001 foi instituída, da 
forma como hoje é aplicável,  uma nova modalidade de licitação 
denominada de Pregão. O § 1º do art. 2º da lei nº 10.520/2002 permite 
que o pregão seja realizado por meio da utilização de recursos de 
tecnologia de informação, nos termos de regulamentação específica. Essa 
regulamentação foi feita pelo Decreto nº 3.697.
Portanto, pregão é a modalidade de licitação para aquisição de 
bens e serviços comuns, qualquer que seja o valor estimado da 
contratação, em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de 
propostas e lances em sessão pública. 

Portanto, pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens


e serviços comuns, qualquer que seja o valor estima da contratação,
em que a disputa pelo fornecimento é feita por meio de propostas e
lances em sessão pública.
IMPORTANTE

A Medida Provisória nº 2.182/2001 havia instituído o pregão apenas


para a União. Essa restrição estava sendo considerada inconstitucional 
pela quase totalidade da doutrina pátria que tratou do assunto tendo em
vista que, em se tratando de norma geral, tinha que ter aplicação
para todos os entes federativos.
A questão foi superada quando a MP 2.182/01 foi convertida na 
Lei nº 10.520/02, que não mais restringiu à União o âmbito da nova 
modalidade de licitação.  Nesse sentido, o Decreto nº 3.555/00 em seu 
art. 1º, parágrafo único, o pregão se aplica aos fundos especiais às 
autarquias, às fundações, às empresas públicas, às sociedades de 
economia mista e às demais entidades controladas direta ou 
indiretamente pela União.
“O que importa antes de tudo é o
momento presente: o que vale é o que
você é agora. O momento presente é o
criador do seu amanhã”.

(autor desconhecido)