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MJConstantino 2009/ 2010

Luís de Camões.
Gravura em
cobre de
Fernando Gomes.

É o único retrato do
poeta reproduzido do
natural / Torre do
Tombo

Lisboa(?),1525(?)-Lisboa, 10 de Junho de
1580
 Camões teria
nascido em Lisboa ou
Alenquer por volta de
1524 ou 1525, de
uma família de origem
galega que se fixou
primeiro no Norte, em
Chaves, e depois
irradiou para Coimbra
e Lisboa.

 Os seus pais foram Simão


Vaz de Camões e Ana de Sá
e Macedo.
Da família Camões sabe-se,
presentemente:
 Pensa-se que terá estudado em
Coimbra, cidade onde se
efectivavam estudos
universitários, pois evidencia,
na sua obra, conhecimentos
culturais resultantes de uma
formação superior.

U. de Coimbra,
Biblioteca
Joanina
 Coimbra, séc.

XVI
http://images.google.pt/imgres?
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 Entre 1542 e
1545, viveu em
Lisboa, talvez
alternando os
estudos com o
ambiente da corte
de D . João III.

Lisboa nos inícios do séc.  Conquista então


XVI.  reputação como
Duarte Galvão, Crónica d'el Rei poeta, e é
Dom Afonso Henriques, c. 1520
conhecido pelo
seu carácter
altivo.
Lisboa, numa iluminura
do século XVI.
Fonte: Museu Aberto do Descobrimento.
Ed. Fundação Quadrilátero do
Descobrimento, 1994.
 Imagem de Lisboa do Séc. XVI,
recriação para o filme «Camões»
 1549:
Embarca
para Ceuta,
onde serviu
como
soldado;
perde o olho
direito numa
conflito
contra os
Mouros.
 1551-2: De regresso a
Lisboa, retoma a vida
boémia.

 São-lhe atribuídos vários


 Frequenta o paço e
amores, não só por damas
relaciona-se com fidalgos e
da corte mas até pela
damas da corte.
própria irmã do Rei D.
Manuel I, o que torna
lendário muito do que se
afirma acerca da vida
amorosa do poeta.

 Refere-se que teria caído


em desagrado na corte, a
ponto de ser desterrado
para Constância.
D. Manuel
I
Constância
1552: O
poeta é preso.

Porquê?
 Camões ferira, numa briga,
um funcionário da Cavalariça
Real—
Real Gonçalo Borges.

 Assim, é preso na Cadeia


do Tronco, em Lisboa, onde
passou alguns meses, após
os quais, obtendo o perdão
do agredido, consegue
também o indulto de D.
João III.  Rua das Portas de Santo Antão - (2006)
Fotógrafo não identificado (Túnel do Pátio
da Cadeia do Tronco) in Junta de
Freguesia de S. José
 1553: É libertado por carta
régia de perdão de
7.3.1552 e embarca para a
Índia ao serviço do rei.

 Sabe-se que, em 1556,


Camões exerce o serviço
militar e alguns cargos
administrativos na Índia.
 http://www.vivercidades.org.br/publique_222/we
b/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?
infoid=1357&sid=21&tpl=printerview
 Nos anos seguintes, serviu no
Oriente, ora como soldado,
ora como funcionário,
pensando-se que esteve
mesmo em território chinês,
onde teria exercido o cargo
de Provedor dos
Defuntos e Ausentes, a
partir de 1558.

Oriente; Chineses,
gravuras, séc XV e
XVI
 Também se refere
que o poeta viveu
em Macau, onde
continuou a sua
actividade literária.

 Teria, talvez, habitado


numa gruta, que tem
actualmente o seu
nome, e teria sido aí
que escreveu parte de
"Os Lusíadas".
 http://2.bp.blogspot.com/_UOyZcUafQbQ/SZ_MXhvGm
bI/AAAAAAAAARg/VCVw1a7ArSc/s400/Macau-
Jardim+de+Cam%C3%B5es+-+agosto+2007.jpg
Jardim de L. de Camões, em Macau
 Naufragou na foz do
rio Mekong, onde
conservou de forma
heróica o
manuscrito dos
Lusíadas então já
adiantados (cf. Lus.,
X, 128).
 No naufrágio
teria morrido a
sua companheira
chinesa
Dinamene,
celebrada em
série de sonetos.
 “Nome da mulher amada e para sempre perdida, evocada por
Camões em sonetos como "Ah! Minha Dinamene, assim
deixaste" ou "Quando de minhas mágoas a comprida".
Identificada, segundo uma tradição biográfica de contornos
mais lendários do que históricos, com uma jovem chinesa que
teria perecido num naufrágio, no rio Mecom, são várias as
interpretações que têm sido levantadas quanto à identidade
deste nome, inclusivamente a de que corresponderia ao
nome de uma das ninfas do mar, a que se referem vários
escritores da Antiguidade. No âmbito da lírica camoniana,
as composições em memória de Dinamene integram
um ciclo de sonetos onde a expressão do amante
exilado, pela morte no mar da mulher amada, é o
ponto de partida para a exploração pungente das
dialécticas temáticas amor/morte e
ausência/presença.“

 http://www.infopedia.pt/$dinamene
Ah! minha Dinamene! Assim deixaste

 Ah! minha Dinamene! Assim deixaste


Quem não deixara nunca de querer-te!
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,
Tão asinha esta vida desprezaste!
Como já pera sempre te apartaste
De quem tão longe estava de perder-te?
Puderam estas ondas defender-te
Que não visses quem tanto magoaste?
Nem falar-te somente a dura Morte
Me deixou, que tão cedo o negro manto
Em teus olhos deitado consentiste!
Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte!
Que pena sentirei que valha tanto,
Que inda tenha por pouco viver triste?
1562: É preso por
dívidas não pagas;
é libertado pelo
vice-rei Conde de
Redondo e
distinguido como
seu protegido.

1567: Segue para


Moçambique.
 1570: Regressa a Lisboa
na nau Santa Clara.
 1572: É
publicada
a primeira
edição
d’Os
Lusíadas.
 Em 1572
D. Sebastião
concedeu-lhe uma
tença,
recompensando-o
pelos seus serviços
no Oriente e pelo
poema épico que
entretanto
publicara.
Camões faleceu em Lisboa no
dia 10 de Junho de 1580,
provavelmente, na miséria.

Foi sepultado a custas de um


amigo.

No entanto, sobre a vida de


Camões é difícil distinguir aquilo
que é realidade, daquilo que é
mito e lenda romântica.
 O seu túmulo, que teria sido na cerca do
Convento de Sant'Ana, em Lisboa, perdeu-
se com o terramoto de 1755, pelo que
se ignora o paradeiro dos restos mortais do
poeta, que não está sepultado em nenhum
dos dois túmulos oficiais que hoje lhe são
dedicados – um no Mosteiro dos
Jerónimos e outro no Panteão Nacional.
Estátua do poeta na
Praça Luís de Camões,
ao Bairro Alto em
Lisboa
Praça Luís de Camões
1932, óleo sobre tela, 54x65,6 cm
Museu da Cidade, Lisboa

Abel Manta
As Obras
 Camões afirma-
se sobretudo na
poesia lírica
(Rimas), com
grande variedade
de géneros:
sonetos, canções,
éclogas,
redondilhas, etc..
Outras obras
 Apesar de ter escrito sobretudo poemas,
Camões também se dedicou ao teatro e
escreveu algumas comédias, como por
exemplo:
 Os Anfitriões,
 El-Rei Seleuco
 e Filodemo.

 Estas comédias ocupam um lugar à parte


no teatro quinhentista, pois cada uma
delas tinha uma dinâmica e um estilo
próprios.

 Seguiram o estilo dos poemas de Camões


e falavam essencialmente de problemas
 Além d’Os
Lusíadas, da
poesia lírica e
do teatro
Camões
escreveu ainda
cartas que nos
dão a conhecer
as convivências
literárias e
boémias de
Lisboa.
recursos
 Manual do aluno

 Pp. 266-271
Fim