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Universidade Federal de Alagoas

Lógica, Informática e Comunicação

Módulo 2 – Lógica Informal - Estudo dos Argumentos

Prof.: Thiago Sales


Tópicos

 Introdução a Lógica Informal

 Identificando Proposições
 Identificando Premissas e Conclusões

 Diagramação de Argumentos

 Tipos Especiais de Argumentos


 Autoridade, Analogia, Causa-Efeito, Ignorância

 Lógica Dedutiva Vs Lógica Indutiva

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Introdução à Lógica
Informal

 Alguns argumentos não podem ser avaliados apenas


pela sua forma
 Está além das “formas” básicas (Modus Ponens, Tollens,
Silogismos hipotéticos etc)

 Está intrisicamente ligada a linguagem natural


 Sentenças podem ser ambíguas
 Ex.: “O triângulo ABC é equilátero”
 Ex.: “Sócrates é mortal”

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Introdução à Lógica
Informal

 Em um argumento podem existir inúmeras premissas e


conclusões Argumento

Proposições (Sentenças declarativas/afirmativas)

Premissas Conclusões

 Ex.: “O atum é um animal que nada e vive ambientes


aquáticos. Contudo, na água doce não encontramos atum.
Portanto, mesmo sendo aquático, o atum não vive em água
doce. Evidentemente, o atum é um peixe. Assim, existe pelo
menos um peixe que não vive em água doce.”

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Introdução à Lógica
Informal

 Como identificar as proposições?


 Identificar a conclusão do argumento
 Identificar as premissas que levam a conclusão

 Exemplos
 “Ele é Leão, pois nasceu na primeira semana de Agosto”
 “A economia não pode ser melhorada desde que o déficit
comercial está crescendo todo dia.”
 “Como o filme ainda não acabou, eu não quero ir para
cama”

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Introdução à Lógica
Informal

 A lingua portuguesa é rica em expressões gramaticais


que ajudam na identificação das proposições

 Identificadores de Inferência
 Expressões que indicam premissas e conclusões
 Subconjunto utilizado para coesão textual: conjunções,
preposições, pronomes e advérbios.
 Dividem-se em dois grupos:
• Indicadores de conclusão: portanto, logo, dessa maneira,
por isso, assim, neste caso, daí, de modo que, então,
assim sendo, podemos deduzir que, por consequência,
por conseguinte.

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Introdução à Lógica
Informal

• Indicadores de premissas: pois, desde que, como


(=porque), porque, assumindo que, visto que, admitindo
que, em vista de, dado que, supondo que, porquanto, já
que, uma vez que.

 Dicas-chaves =)
 Indicadores de inferência, quando no início da frase, indicam
premissa ou conclusão, respectivamente:
• Ex.: “Estou de férias e o dia está ensolarado. Portanto,
vou à praia.”

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Introdução à Lógica
Informal

 Dicas-chaves =)
 Indicador de conclusão entre duas sentenças anuncia que a
primeira sentença é premissa e a segunda conclusão.
• João não estudou, logo, se deu mal.

 Indicador de premissa entre duas sentenças aponta a


primeira sentença é conclusão e a segunda é premissa para
a conclusão
• Não podemos sair, pois a chuva não parou.

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Introdução à Lógica
Informal

 Cuidados com o contexto...


 Ex.: “Passaram-se 25 anos desde que casamos.”
 Ex.: “A cidade estava quente e ficou assim durante todo o
verão.”
 Ex.: “Fanikita é linda como uma pérola.”

 Indicadores de inferências podem estar implícitos


 Ex.: “Nada de TV por hoje. Está faltando energia elétrica.”
 Ex.: “Os alicerces são fortes, a casa não vai cair.”

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Introdução à Lógica
Informal

 Podemos ter argumentos que se originam por etapas


 Conclusão intermediária serve como premissa para
conclusão geral
• Denominada “premissa não-básica”
 Chamados “Argumentos Complexos”

 Exemplo:
 “O atum é um animal que nada e vive ambientes aquáticos.
Contudo, na água doce não encontramos atum. Portanto,
mesmo sendo aquático, o atum não vive em água doce.
Evidentemente, o atum é um peixe. Assim, existe pelo
menos um peixe que não vive em água doce.”
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 Cuidados....
 Ex.: Para toda escolha existe uma consequência; portanto,
faça sua escolha cuidadosamente.”

 No exemplo acima, não há argumento, mesmo com a


presença do “portanto”. O que se segue é uma ordem.
Uma ordem não pode ser avaliada como verdadeira ou
falsa.

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 Exercícios de fixação
 O cão labrador é ótimo tanto quanto usado como guia para
deficientes visuais como quando usado para farejar
entorpecentes, desde que tenha o temperamento dócil e
porque aprende com facilidade.

 A bebida alcoólica altera o temperamento e o raciocínio. Daí


o número alarmante de incidentes e acidentes causados pelo
álcool, porque todos os bêbados acreditam ser capazes de
dirigir ou mesmo de dialogar racionalmente.

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 Exercícios de fixação
 A distribuição de renda no Brasil isola cada vez mais as
classes mais altas. Portanto, o rico está cada vez mais rico e
o pobre cada vez mais pobre, desde que os salários das
classes baixas estão desatualizados. Desatualizados porque
a inflação, mesmo estando baixa, ainda existe.

 O Brasil é um país rico. A economia brasileira é a de um país


do terceiro mundo. Mas, seu território é extenso e repleto
de recursos naturais. Seu povo reúne as mais diversas
culturas e tradições.

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Introdução à Lógica
Informal – Diagramação de Argumentos

 Diagramas podem facilitar a ligação das proposições de


um argumento
 Cada proposição será identificada da seguinte forma:
• [...] identificará as premissas
• (...) identificará as conclusões
 Cada proposição recebe um número de ordem

 O diagrama é apenas um resumo do argumento

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Introdução à Lógica
Informal – Diagramação de Argumentos

 Exemplo
 “[A previsão do tempo informou que vai chover hoje à
noite]1. [Assumindo que o serviço de previsão do tempo
não falha]2, então, (vai chover hoje à noite)3. Além disso,
[não vejo estrelas no céu e o vento está forte.]4”

Sinais de adição indicam


que as premissas necessariamente
Premissas
1+2+4 “juntas” ajudam a concluir 3.

Conclusão geral
(consequência lógica das

3 Premissas 1, 2 e 4)

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Introdução à Lógica
Informal – Diagramação de Argumentos

 Alguns argumentos são construídos com premissas


que, independentes, sustentam a mesma conclusão
 Chamados “Argumentos convergentes”
1 2
 Ex.: João está respirando. Todos que respiram estão vivos.
3 O coração de João bate normalmente. Sem dúvida alguma,
4 todos aqueles cujos corações batem, também estão vivos.
5 Portanto, João está vivo.

1+2 3+4
5
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Introdução à Lógica
Informal – Diagramação de Argumentos

 Alguns argumentos podem possuir proposições


implícitas. O autor espera que o leitor a compreenda
mentalmente

 Ex.: O chefe não gosta de quem falta ao trabalho. 1


Entretanto, Roberta vive faltando às quintas e sextas. 2

Conclusão Implícita: “Portanto, o chefe não gosta de Roberta” 3

1+2

3
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Introdução à Lógica
Informal – Diagramação de Argumentos

 Exercícios de fixação
 Hoje é quarta-feira ou sexta-feira. Mas não pode ser quarta-
feira, pois o consultório do médico estava aberto esta
manhã, e aquele consultório está sempre fechado às
quartas. Portanto, hoje deve ser sexta-feira.

 O Cheque perderá a validade a menos que ele seja


descontado dentro de 30 dias. O cheque está datado de 3
de janeiro e hoje é 8 de fevereiro. Portanto, o cheque não
vale mais. Você não pode descontar um cheque que não
vale. Assim, você não pode descontar este cheque.

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Introdução à Lógica
Informal – Diagramação de Argumentos

 Exercícios de fixação
 A família Gonçalves deve estar em casa. A porta da frente
está aberta, o carro está na entrada da garagem e a
televisão está ligada, pois eu posso ver a sua luminosidade
através da janela.

 Estava certo que nenhum dos conselheiros do presidente


tinha vazado a informação e, no entanto, realmente ela
tinha sido vazada para a imprensa.

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento da Autoridade (ad auctoritatem)


 Cita-se no argumento uma declaração/afirmação de uma
autoridade no assunto.
• “Autoridade afirma que X é verdade. Logo, X é verdade.”

 Ex.: Se Albert Einstein disse que “ imaginação é mais


importante que o conhecimento” e Leonardo da Vinci disse
que “quem pensa pouco, erra muito”, então a imaginação e
o raciocínio são os segredos do sucesso. (argumento bom
ou forte)

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento da Autoridade (ad auctoritatem)


 Ex.: João da Silva disse que a qualidade de vida de um
indivíduo é proporcional à sua distância dos centros urbanos.
Logo, viver no campo é bom. (argumento ruim ou fraco)

 A verificação da qualidade dos argumentos não é baseada


na forma e depende de alguns pontos:
• 1. A autoridade realmente é autoridade? Tem a formação
adequada?
• 2. A autoridade invocada é reconhecida como tal pelos
seus pares?
• 3. Os especialistas no assunto divergem entre si?

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento por Analogia


 Se diferentes coisas são semelhantes em determinados
pontos, também o serão em outros.

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento por Analogia


 Ex.: Um pai é aquele que aconselha, repreende, é mais
experiente, se alegra com as alegrias do filho assim como se
entristece com suas tristezas. Na igreja, o reverendo é como
um pai. Um pai também repreende e disciplina seus filhos.
Logo, o reverendo também repreende e disciplina os fieis na
igreja. (argumento bom ou forte)

 Ex.: Os estudantes numa escola visam o crescimento


intelectual, a experiência social, sempre buscando um futuro
melhor. Os trabalhadores são como estudantes. Se os
trabalhadores têm salário, então os estudantes também têm
salário. (argumento ruim ou fraco)

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento por Analogia


 A avaliação de um argumento que usa a analogia depende
de outros fatores:
• 1. As semelhanças apontadas nos casos que estão a ser
comparados são relevantes para a conclusão que se
quer inferir?
• 2. A comparação tem por base um número razoável de
semelhanças?
• 3. Apesar das semelhanças apontadas, não haverá
diferenças fundamentais entre os casos que estão a ser
comparados?

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento por Analogia


 Ex.: Os soldados de um batalhão têm de obedecer às
decisões de um comandante para atingir os seus objetivos,
têm sede própria e trabalham em equipe. Uma equipe de
futebol é como um batalhão. Os soldados de um batalhão
andam armados quando treinam. Logo, os jogadores de
futebol andam armados quando treinam. (argumento
fraco ou ruim)

 Ex.: Os soldados de um batalhão têm de obedecer às


decisões de um comandante para atingir os seus objetivos.
Uma equipe de futebol é como um batalhão. Logo, os
jogadores de uma equipe de futebol têm que obedecer as
decisões de um comandante (técnico) para atingir os seus
objetivos.
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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento por Analogia


 Ex.: Os bombeiros dividem-se em batalhões, obedecem a
uma hierarquia, têm um quartel e usam farda, tal como os
polícias. Os polícias usam arma. Logo, os bombeiros usam
arma. (argumento fraco ou ruim)

 Ex.: Um animal de estimação quando filhote precisa de


atenção, carinho, uma boa alimentação e cuidados especiais
com a higiene. Um bebê é como um filhote. Assim, se o
filhote vai ao veterinário o bebê também deve ir.
(argumento fraco ou ruim)

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento da relação causa-efeito


 Busca estabelecer uma relação de causa

 “Foi observado que B acontece sempre que A acontece.


Logo, A é causador de B”

 Ex.: “Alguns ratos foram submetidos a uma dieta especial


baseada na substância X. Foi observado que todos os ratos
no experimento ganharam peso. Logo, a substância X faz
com que ratos ganhem peso. (argumento bom ou forte)”

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento da relação causa-efeito


 A qualidade da observação está associado ao grau de
probabilidade da conclusão
• 1. A observação/experimento está livre de fatores
externos, que possam influenciar o resultado?
• 2. Atentando para os aspectos físicos, é possível a
relação de causa-efeito proposta?
• 3. O número de observações foi suficiente para se
estabelecer tal relação?

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento da relação causa-efeito


 Ex.: O trovão vem sempre depois do relâmpago. Logo, o
relâmpago é a causa do trovão.

 Ex.: Todas as vezes que corto o cabelo na lua crescente,


meus cabelos ficam mais cheios ou com maior volume.
Então a lua é a causadora do volume do cabelo.

 Ex.: Algumas tribos acreditavam que o toque dos tambores


durante um eclipse do sol era a causa do reaparecimento do
sol. Isso porque, todas as vezes que os tambores eram
tocados, o sol reaparecia.

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Introdução à Lógica
Informal – Outros Argumentos

 Argumento da relação causa-efeito


 Ex.: Foi observado que todas as vezes que chove, o nível do
rio sobe. Assim, o chuva causa o aumento do nível do rio.

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Introdução à Lógica
Informal - Outros Argumentos

 Argumento pela ignorância


 Tentativa de se provar que algo é verdade por não se
conseguir provar que é falso, e vice-versa

 Ocorre, com frequência, em relação com os fenômenos


psíquicos, a telapatia etc.
• Não há provas pró ou contra

 Ex.: “Não se consegue provar a culpa de Joaquim. Então


Joaquim é inocente.”

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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

 Considere o seguinte cenário

 João jogou uma pedra no lago e a pedra afundou...


João jogou novamente uma pedra no lago e a pedra
afundou...
João jogou, mais uma vez, uma pedra no lago e a pedra
afundou...
Logo, se joão jogar uma pedra no lago, a pedra irá afundar.

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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

 Considere o seguinte cenário

Dia 1

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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

 Considere o seguinte cenário

Dia 2

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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

 Considere o seguinte cenário

Dia 3

Logo, por indução, pode ser que ele nasça no Dia 4

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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

 Argumentos Indutivos
 Parte de verdades particulares e infere-se uma
conclusão universal
 Conclusão tomada por meio de observações
 Não podem ser avaliados como válidos ou inválidos
 Grau de probabilidade de se estabelecer a conclusão

 Argumento dedutivo é uma forma que


 Geralmente parte-se de uma verdade universal e chega a
uma verdade menos universal, ou singular
 Todo conhecimento está embutido no argumento
 Ex.: “Todo homem é mortal. Sócrates é um homem. Logo,
Sócrates é mortal” (dedutivo válido)
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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

 Considere o argumento abaixo.


 Ex.: “O sol nasceu todos as manhãs até hoje. Logo, pode
ser que ele nasça amanhã.”

 O método indutivo tem uma importância particular


 Fornece hipóteses para novas teorias
 Foi muito utilizado por Issac Newton, Einstein etc

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Introdução à Lógica
Indução x Dedução

Método Dedutivo Método Indutivo


A verdade das premissas SIM NÃO
torna a falsidade da
conclusão impossível
As premissas são razões SIM NÃO
conclusivas
As razões têm graus NÃO SIM
diferenciados de forças

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