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Tuberculose Diagnóstico

Setor de Epidemiologia e Programa


de Controle da Tuberculose
SMS-Petrópolis
Diagnóstico da Tuberculose:

Como diagnosticar a tuberculose pulmonar?

Cultura
TAAN, TESTES
MOLECULARES

Tuberculose Do Ambulatório a Enfermaria. Kritiski A, Conde MB, Muzy de Souza G R. Terceira Edição .São Paulo: Editora Atheneu, 2005.
Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2011- MS Brasília
Diagnóstico da Tuberculose pulmonar primária quadro clínico e radiológico:
TB pulmonar primária mais comum em crianças
Quadro clínico insidiosa, irritadiça, com febre baixa,
sudorese noturna, inapetência.
Exame físico pode ser inexpressivo.

Radiologia
Pulmonarpequena opacidade parenquimatosa,
unifocal, nos lobos superiores( infância)e nos lobos
médio e inferior( adultos), preferência pelo pulmão
direito.
Linfonodomegalia na maioria das crianças e em até
metade dos adultos, unilateral ou bilateral, hilar e a
paratraqueal direita, sobretudo em crianças idade <2
anos,compressão extrínseca de via aérea pela
linfadenomegalia e atelectasia (epituberculose), ou
anterior dos lobos superiores e o medial do lobo médio
(síndrome do lobo médio médio).

O foco pulmonar primário pode drenar o cáseo


liquefeito uma cavitação;
ou disseminar para brônquiosdisseminação broncó-
gena grosseira, consolidação pneumônica;
ou drenar para um vaso sanguíneouma grave
disseminação miliar.
A TB primária pode ainda se apresentar sob a forma
de derrame pleural (raro na infância).
Tuberculose Do Ambulatório a Enfermaria. Kritiski A, Conde MB, Muzy de Souza G R. Terceira Edição .São Paulo: Editora Atheneu, 2005.
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Diagnóstico da Tuberculose pulmonar secundária quadro clínico e radiológico:
TB pulmonar pós-primária 
Pode ocorrer em qualquer idade,
adolescente e no adulto jovem.
Quadro clínicoTosse, seca ou
produtiva purulenta ou mucoide,
com ou sem sangue,> 15 dias,
febre vespertina, sem calafrios ,até
38,5º C; sudorese noturna e a
anorexia e emagrecimento.
Fácies de doença crônica,
emagrecimento, porém bom estado
geral e sem perda do apetite
também possam ter TB pulmonar.
A ausculta pulmonar-diminuição do
murmúrio vesicular, sopro anfórico
ou mesmo ser normal.

Radiologia Pequenas opacidades de limites imprecisos, segmentares ou lobares heterogêneas,


pequenos nódulos e/ou estrias, evolução lenta, nos lobos segmentos posteriores dos superiores,ou
superiores dos lobos inferiores de um ou ambos os pulmões.
Cavitação única ou múltipla, sem nível hidroaéreo, com diâmetro médio de 2cm e que não ultrapassa 5cm
é muito sugestiva, embora não exclusiva, de TB.
Sem linfonodomegalia hilar satélite, exceção infectados por HIV em fase de avançada imunossupressão,
Deve ser lembrado que as manifestações radiográficas da TB associada à aids dependem do grau de
imunossupressão,contagem de linfócitos CD4+ abaixo de 200 células/mm3 a radiografia de tórax pode ser
normal em até 20%.
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Diagnóstico da Tuberculose miliar quadro clínico e radiológico:
TB miliar vinculada ao aspecto radiológico
pulmonar, forma grave de doença.
-1 HIV soronegativos e até 10% dos casos em
pacientes HIV soropositivos( fase avançada
de imunossupressão)
quadro clínico clássica é a aguda, mais
comum em crianças, em adultos jovens,febre;
astenia; emagrecimento, junto com tosse,
ocorrem em 80% dos casos hepatomegalia
(35% dos casos), alterações do sistema
nervoso central (30% dos casos) e alterações
cutâneas do tipo eritemato-máculo-papulo-
vesiculosas.
Radiologia pequenas opacidades nodulares-1mm 3mm de
diâmetro, simétrica em até 90% dos casos, podendo associar
com opacidades parenquimatosas em até 40% dos casos,em
crianças.Linfonodomegalias são observadas em 95% das
crianças e em cerca de 10% dos adultos.

Outros exames PPD positivo em 71%;


Rx de tórax sensibilidade 59 a 69% e especificidade de 97%;
Punção de medula óssea rendimento 16 a 33%;
Biópsia hepática rendimento 70 a 100%
BAAR + em 20% e cultura + em 80%
Hemocultura + em 20 a 40%(HIV melhor rendimento)
Fundo de olho (tubérculos-coróide) em 30%
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Diagnóstico radiológico da Tuberculose:
Demais formas menos comuns:a forma nodular
(única ou múltipla), e a cavitação localizada
atipicamente em lobo inferior, consolidação
pneumônica com broncograma aéreo
Sequela de TB Nódulos pulmonares densos,
calcificação visível ou não,lobos superiores e região
hilar, cicatriz fibrótica com perda volumétrica do
lobo,espessamento pleural, uni ou bilateral,
Bronquiectasias dos lobos superiores

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Diagnóstico da Tuberculose extra-pulmonar:

cultura
ADA
AAN

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Diagnóstico da Tuberculose extra-pulmonar:
Tuberculose pleural  É a mais comum forma de TB
extrapulmonar em indivíduos HIV soronegativos.
Acomete jovens. Dor torácica do tipo pleurítica,
astenia, emagrecimento e anorexia em (70% dos
pacientes), febre com tosse seca( em 60%), dispneia
nos casos mais crônicos.
Quadro clínicoredução do MV, FTV reduzido ou
abolido e macicez a percussão.
Radiologia  velamento de seio costo-frênico, Incidência em
decúbito lateral com raios horizontais, Laurell, permite melhor
Visualização em caso de dúvidas. US e TC servem como
métodos auxiliares, mas na prática não são a
primeira escolha.
Tuberculose ganglionar periférica É a forma mais frequente de TB extrapulmonar em pacientes HIV
soropositivos e crianças, sendo mais comum abaixo dos 40 anos.
Quadro clínicoAumento subagudo, indolor e assimétrico gânglios cervical anterior e posterior, além da
supraclavicular. Nos pacientes HIV soropositivos, o acometimento ganglionar bilateral, com maior
acometimento do estado geral. Gânglios endurecidos ou amolecidos,aderentes entre si e aos planos
profundos, com flutuação e/ ou fistulização espontânea e inflamação cutânea adjacente.
Tuberculose pericárdica  apresentação clínica subaguda,simultaneamente à TB pleural.
Quadro clínicoDor torácica, tosse seca e dispneia(a dor não típica da dor pericárdica clássica), febre,
emagrecimento, astenia, tonteira, edema de membros inferiores, dor no hipocôndrio direito (congestão
hepática) e aumento do volume abdominal (ascite). Raramente provoca sinal clínico de tamponamento
cardíaco.
Ecocardiograma mostra, no início, filamentos sobre pericárdio visceral e parietal e derrame pericárdico,
posteriormente, há pericárdio espessado e calcificação. RNM e TC são mais sensíveis do que Eco.
Rx de tórax mostra aumento de área cardíaca.
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Diagnóstico da Tuberculose extra-pulmonar:
TB meningoencefálica 3% de TB HIV soronegativos e até 10% HIV soropositivos.
A meningite basal exsudativa é a mais comum e é mais frequente em crianças< 6 anos de idade.
Quadro clínico subaguda ou crônica(tempo de 4 semanas).
*Forma subaguda cefaleia holocraniana, irritabilidade, alterações de comportamento, sonolência,
anorexia, vômitos e dor abdominal,febre, fotofobia, vômitos e rigidez de nuca por >2 semanas.
Eventualmente, sinais focais relacionados a síndromes isquêmicas locais ou ao envolvimento de pares
cranianos (pares II,III, IV, VI e VII), hipertensão intracraniana (edema de papila).
*Forma crônica várias semanas com cefaleia, acometimento de pares cranianos faz o médico suspeitar
de meningite crônica, doença pulmonar concomitante em até 59% dos casos.
*Tuberculomaprocesso expansivo intracraniano de crescimento lento,cefaléia, hipertensão
intracraniana, edema de papila,vertigem e febre ausente. Tempo< instalação do tuberculoma , porém
mais branda do que na meningite tuberculosa. Lesão expansiva com sinais de edema de papila, não
realizar punção lombar.

Tomografia computadorizada ou RNM de SNC


Na tuberculose meningoencefálica hidrocefalia,
espessamento meníngeo basal e infartos do
parênquima cerebral.
Tuberculoma sem necrose de caseificação
imagem arredondada com captação homogênea de
contraste.
Tuberculoma com necrose de
caseificaçãoimagem com área central sólida com
captação heterogênea

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Diagnóstico da Tuberculose extra-pulmonar:
Tuberculose óssea É mais comum em crianças Radiologia lesões císticas bem definidas,
(10% a 20% das lesões extrapulmonares na infância) áreas de osteólise ou lesões infiltrativas.
ou em pessoas entre as quarta e quinta décadas. Na TB de coluna vertebral o RX, bem como a
Atinge mais a coluna vertebral e as articulações ultrassonografia e a TC mostram acometimento
coxofemoral e do joelho, embora possa ocorrer em de tecidos moles, esclerose óssea e
outros locais. destruição,
A TB de coluna (mal de Pott) 1% de todos os casos de elementos posteriores do corpo vertebral. A
TB e até 50% de todos os casos de TB óssea. ressonância magnética é capaz de avaliar o
Afeta mais comumente a coluna torácica baixa e envolvimento precoce da medula óssea e a
lombar. extensão da lesão para os tecidos moles.
Quadro clínicotríade de dor lombar, dor à palpação
e sudorese noturna.
Artrite tuberculosamonoartrite crônica, indolente
arrastada.
TB coxo-femural quadro clínico apresenta dor
forte que piora à noite choro ou grito noturno de
Ménard.
A TB no joelho pode se iniciar no fêmur ou na tíbia.
Quadro clínicodor localizada,que piora com a
movimentação,palpação e ao chegar da noite; local
rubor e derrame articular.
Com a evolução, poderá existir limitação maior dos
movimentos, devido a contratura muscular e
destruição óssea.

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Diagnóstico laboratorial da Tuberculose:
Adenosinadeaminase(ADA) a detecção da ADA, enzima intracelular presente no linfócito ativado; teste
colorimétrico, na técnica de Giusti, espectofotômetro. A determinação do aumento da atividade da ADA no
líquido pleural-parâmetros como idade (< 45 anos), predomínio de linfócitos (acima de 80%) e proteína alta
(exsudato) pleurite tuberculosa
TB pleural exsudato linfocitário(que pode ser neutrofílico nas primeiras 48 horas, após surgir o DP.
Líquido amarelo citrino com celularidade >1000 células;Glicose pleural sem alterações; ADA 2> 40UL
pela técnica in house, com sensibilidade de 95% e especificidade de 90%; PPD>10mm em 92% dos
casos; pauci-bacilar já que sensibilidade e especificidade em torno de 0%,
Diagnóstico realizado pela toracocentese com análise líquido e biópsia com histopatologia por agulha
que mostra rendimento de 86% e sensibilidade da cultura em torno de 55 a 73%.

TB pleural-empiema pleuralexsudato neutrofílico; Líquido purulento com celularidade muito aumentada;


Glicose pleural bem reduzida; ADA 2> 40UL; PPD>10mm ; BAAR positiva.

TB ganglionar aspirado positivo em 10 a 28%;cultura positiva 50 a 90%; Histopatologia positiva em


90%; BAAR+ ou cultura + no aspiradoTB

LCR na TB meníngea revela límpido, hipertenso; celularidade>1000céls/mm3( linfocitário); glicose<


40mg%; Proteinorraquia >100 a 500%; Cultura do liquor com rendimento de 40 a 50%,após 4 semanas;
BAAR com LCR centrifugado com rendimento em torno de 20 a 40%;BACTEC do LCR com rendimento de
80% em 2 a 3 semanas; Amplificação de Ácidos Nucléicos com sensibilidade de 56% e especificidade de
98%; PPD positivo na maioria dos casos
.
TB pericárdicalíquido exsudativo, com glicose<40 BAAR líquido positivo em até 50%, cultura varia de 29
a 85%, AAN (PCR) positiva em 15%.Fragmento do pericárdio cultura positiva em 73 a 100%; AAN positivo
em 80%
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Diagnóstico Bacteriológico
A pesquisa bacteriológica é método de importância fundamental em adultos, tanto para o diagnóstico
quanto para o controle de tratamento.
Exame microscópico direto – baciloscopia direta
Método simples e seguro, todo laboratório público de saúde e laboratórios privados tecnicamente
habilitados. método de Ziehl-Nielsen,consegue detectar de 60% a 80% dos casos de tuberculose
pulmonar, o que é importante do ponto de vista epidemiológico, já que os casos bacilíferos são os
responsáveis pela manutenção da cadeia de transmissão.
Indicações da baciloscopia direta do escarro:
• critérios de definição de sintomático respiratório;
• suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar,
independentemente do tempo de tosse (exame de escarro); e
• suspeita clínica de TB extrapulmonar (exame em materiais
biológicos diversos).
A baciloscopia de escarro deve ser realizada em, no mínimo, duas
amostras: uma por ocasião da primeira consulta e outra,
independentemente do resultado da primeira, na manhã do dia
seguinte, preferencialmente ao despertar.
Nos casos em que há indícios clínicos e radiológicos de suspeita
de TB e as duas amostras de diagnóstico apresentem resultado
negativo, podem ser solicitadas amostras adicionais.
Diagnóstico:
Ausência de BAAR em 100 campos BAAR negativo
Presença de <1 BAAR em 100 campos BAAR positivo +
Presença de 1 a 10 BAAR em 50 campos BAAR positivo ++
Presença de >10 BAAR em 20 campos BAAR positivo +++
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Diagnóstico da Tuberculose:
Cultura para micobactéria, identificação e teste de sensibilidade
A cultura é um método de elevada especificidade e sensibilidade no diagnóstico da TB 70 a 80% nos
casos de TB pulmonar. Nos casos pulmonares-baciloscopia negativa, a cultura do escarro pode
aumentar
em até 30% o diagnóstico bacteriológico da doença. Sem expectoração a cultura positiva com
rendimento
de 60% do material obtido por escarro induzido ou LBA.
Os métodos clássicos para cultura de micobactérias utilizam a semeadura da amostra em meios de
cultura sólidos, à base de ovo, Löwenstein-Jensen e Ogawa-Kudoh.
Vantagem  menor custo, índice de contaminação menor.
Desvantagem do meio sólido tempo de detecção do crescimento bacteriano de 14 a 30 dias,até 8
semanas.
Os métodos disponíveis para o teste de sensibilidade pelos laboratórios do País são:o método das
proporções (meio sólido ) com resultado após 42 dias de incubação, e os métodos que utilizam o meio
líquido, com resultados disponíveis após cinco a 13 dias. Os antimicobacterianos testados, em geral, são
estreptomicina,isoniazida, rifampicina, etambutol e pirazinamida. A identificação da espécie é feita por
Cultura com identificação e teste de sensibilidade, independentemente do
métodos
A cultura parabioquímicos
micobactéria: e fenotípicos ou pode ser analisada por meio de técnicas moleculares.
resultado da baciloscopia:
suspeita clínica e/ou radiológica de TB com baciloscopia
contatos de casos de tuberculose resistente;
repetidamente negativa;
pacientes com antecedentes de tratamento prévio, independentemente do
suspeitos de TB com amostras paucibacilares (poucos bacilos);
tempo decorrido;
suspeitos de TB com dificuldades de obtenção da amostra (por
pacientes imunodeprimidos, principalmente portadores de HIV;
exemplo, crianças);
paciente com baciloscopia positiva no final do 2o mês de tratamento;
suspeitos de TB extrapulmonar;
falência ao tratamento antiTB;
casos suspeitos de infecções causadas por micobactérias não
investigação de populações com maior risco de albergarem cepa de M.
tuberculosas (MNT)
tuberculosis resistente (profissionais de saúde, população de rua, privados de
(nestes casos o teste de sensibilidade pode ser feito com MIC).
liberdade, pacientes internados em hospitais que não adotam medidas de
biossegurança instituições de longa permanência) ou com difícil abordagem
subsequente
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Diagnóstico pela prova tuberculínica:
A prova tuberculínica – PT consiste na inoculação intradérmica de um derivado protéico do M. tuberculosis para medir a
resposta imune celular a estes antígenoS, utilizada, em adultos e crianças.
70% dos casos de HIV negativo PPD >10mm.
Indicações diagnóstico de infecção latente pelo M. tuberculosis (ILTB) em crianças e adultos e diagnóstico da TB
doença na criança
Tuberculina e técnicaPPD-RT 23, aplicada por via intradérmica no 1/3 médio face anterior do antebraço esquerdo, na
dose de 0,1ml, em temperatura entre 2ºC e 8ºC e sem exposição à luz solar direta. A leitura deve ser realizada 48 a 72
horas após a aplicação,podendo ser estendido para 96 horas, caso o paciente falte à leitura na data agendada.O maior
diâmetro transverso da área do endurado palpável deve ser medida e o resultado, registrado em milímetros.
Classificação como reator fraco, não reator e reator forte não é mais recomendada.

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Diagnóstico pela prova tuberculínica:

Reações falso-positivas  infecções por outras micobactérias ou vacinados com a BCG,principalmente


se vacinados (ou revacinados) após o primeiro ano de vida, (BCG produz reações maiores e mais
duradouras).
A interpretação e a conduta diante do resultado da PT depende de: probabilidade de infecção latente
pelo M. tuberculosis (ILTB) – critério epidemiológico; risco de adoecimento por TB; tamanho do
endurado; idade.
A correta interpretação da PT é importante para a tomada de decisões a respeito das indicações do
tratamento da ILTB.

Reações falso-negativas (indivíduo com ILTB e PT negativa) podem ocorrer nas seguintes
circunstâncias:
-TécnicasTuberculina mal conservada, exposta à luz;Contaminação com fungos, diluição errada,
manutenção em frascos inadequados e desnaturação;Injeção profunda ou quantidade insuficiente; uso
de seringas e agulhas inadequadas;Administração tardia em relação à aspiração na seringa; Leitor
inexperiente ou com vício de leitura;

-BiológicasTuberculose grave ou disseminada;Outras doenças infecciosas agudas virais, bacterianas


ou fúngicas;Imunodepressão avançada (aids, uso de corticosteróides, outros imunossupressores e
quimioterápicos);Vacinação com vírus vivos;Neoplasias, especialmente as de cabeça e pescoço e as
doenças linfoproliferativas;Desnutrição, diabetes mellitus, insuficiência renal e outras condições
metabólicas;Gravidez;Crianças com menos de 3 meses de vida; Idosos (> 65 anos);luz
ultravioleta;Febre durante o período da feitura da PT e nas horas que sucedem;Linfogranulomatose
benigna ou maligna;Desidratação acentuada;

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Diagnóstico histopatológico da
Diagnóstico Histopatológico
Tuberculose:
Investigar formas extrapulmonares, ou as formas pulmonares que se apresentam radiologicamente como doença difusa,
por exemplo, na TB miliar, ou em indivíduo imunodeprimido, ou formas nodulares ou apresentações diferentes das
usuais.

Nos pacientes não imunossuprimidos,a baciloscopia negativa na biópsia+ presença de um granuloma, com necrose
de
caseificação DIAGNÓSTICO DA TB

Nos pacientes imunossuprimidos é menos frequente a presença de granuloma com necrose caseosa+positividade da
baciloscopia na biópsia DIAGNÓSTICO DE TB

No entanto, o único método diagnóstico de certeza de TB  cultura seguida da confirmação da espécie M. tuberculosis
por testes bioquímicos ou moleculares. Todo material coletado por biópsia deve também ser armazenado em água
destilada ou em soro fisiológico 0,9% e enviado para cultura em meio específico.

Lesão granulomatosa ou tuberculoma um conglomerado de vários tipos celulares, formados principalmente de
macrófagos, além de outras células que são atraídos para o local, a fim de fagocitar os bacilos, englobando-os e
transformando-os em células epitelióides e gigantes, denominadas de células de Langhans.

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Diagnóstico laboratorial da tuberculose:
Testes fenotípicos
Diagnóstico de TB por meio de:Detecção de consumo de O2 a obtenção de resultado em torno de dez
dias,
Detecção do fator corda  não automatizado,meio líquido à base de ágar, Microscopic Observation Broth
Drug Susceptibity Assay (MODS), após 8 dias a visualização do fator corda pela micobactéria,microscópio
com lente invertida e filtro campo escuro,elevada sensibilidade e especificidade no diagnóstico de TB 70
a 80% similares as culturas tradicionais.
Detecção de TB resistente
MGIT960®  MGIT960®, automatizado, padrão ouro,performance similar ao método de proporções, com
tempo médio de detecção de sete dias. Em nosso meio, observou-se elevada concordância entre a
performance do MGIT960® e os três métodos, até então considerados de referência, para o diagnóstico de
TB resistente: i) método de proporções; ii) Bactec 460®; e iii) razão da resistência .
O MGIT 960® está validado e aprovado pela Anvisa para os seguintes fármacos:SM,INH,RMP,EMB
MB/BacT® cepas sensíveis e resistentes à RMP e à INH e à SM, comparados ao método de
proporções. Versatrek® resistência à RMP e à INH; porém não em relação ao EMB,SM.
ETESTum teste de sensibilidade quantitativo, resultado 5 a 10 dias após crescimento de Mtb,
concordância para detectar cepas multiresistentes comparado ao método de proporção.
Testes colorimétricos  métodos in house(ensaio da Nitrato Redutase e ensaio de Rezasurina em
microplaca) diagnóstico de resistência em teste de sensibilidade para MTB.
Testes imunosorológicos não estão recomendados testes sorológicos comerciais ou in house para, em
virtude da grande variabilidade dos kits sorológicos e sensibilidade maior em pacientes com baciloscopia
positiva.

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Diagnóstico da tuberculose:
Testes moleculares
TAAN  amplificação e detecção de sequências específicas de ácidos nucleicos do complexo M. tuberculosis em
espécimes clínicos, em 24 a 48 horas,desenvolvidos para detecção da TB e da TB resistente à RMP, para uso
em países de elevada carga de TB.
Apresentaram baixos valores preditivos negativos (resultados negativos não afastam a possibilidade de TB ativa ou
de
TB resistente),e permitem o diagnóstico precoce de TB em cerca de 60%dos casos com Baar negativo (sensibilidade);
utilidade na rotina diagnóstica, em razão da especificidade elevada e de valores preditivos positivos.
TAAN positivo, em regiões de baixa prevalência de micobactéria não tuberculosa, sugere, em princípio, o diagnóstico
de TB ativa,necessário retestar e confirmar e manter tratamento antiTB.
É importante salientar que os TAAN para a investigação de TB pulmonar,em pacientes adultos, sem história prévia de
tratamento antiTB. Não devem ser utilizados para o monitoramento do tratamento e não substituem o exame de
cultura
.para MTB.
Testes moleculares para identificação da espécie M. tuberculosis identifica o complexo M. tuberculosis e outras
micobactérias como: M. avium, M. intracellulare, M. avium complex, M. kansasii e M. gordonae.
Os resultados são disponibilizados em duas horas em material positivo à cultura e, em diferentes estudos, a
sensibilidade e a especificidade têm sido superior a 90%.
Recentemente, outros testes foram desenvolvidos e comercializados para o rápido diagnóstico do complexo M.
tuberculosis: INNO-LiPA MYCOBACTERIA v2(Innogenetics NV, Ghent, Belgium), GenoType MTBC e GenoType
Mycobacterium(Hain Lifesciences, Nehren, Germany), para uso em amostras positivas na cultura

Testes moleculares para o diagnóstico de TB multirresistente


Três ensaios genotípicos rápidos foram desenvolvidos para o diagnóstico da tuberculose multirresistente com base na
presença de mutações de resistência para rifampicina os kits INNO-LIPA Rif.TB, o ensaio de GenoType® MDRTB e
GenoType® MDRTBplus.
Os testes moleculares rápidos permitem o diagnóstico da TB-MDR em oito horas ou menos, com tecnologia da
amplificação do ácido nucleico (GenoType® MDRTB ou INNO-LIPA Rif.TB).
Em estudos publicados, a sensibilidade desses testes para a resistência à RMP variou de 92% a 100% e para a
resistência à INH, de 67% a 88%.

Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2011- MS Brasília


Tuberculose diagnóstico:
Técnicas de PCR em tempo real vantagem rapidez, resultado em uma hora e meia a duas horas
após a extração do DNA, e baixo risco de contaminação, pois utiliza apenas um tubo de ensaio.
A maior desvantagemnecessidade de equipamentos e reagentes caros, além de profissional
treinado em biologia molecular.
A sensibilidade do teste amostras respiratórias com BAAR negativo e em amostras não respiratórias varia
de 78% a 80%, a especificidade é superior a 95%.
Testes moleculares para uso na rede primária de saúde (point of care)
O teste LAMP (Loop-mediated isothermal amplification) (Hain Lifescience, GMBH, Alemanha),
amplificação isotérmica, em amostras respiratórias- sensibilidade de 48% em BAAR negativo e
especificidade de 94% a 99%. Não foram descritos resultados em amostras não respiratórias.
Para realizar teste é necessário detecção visual do produto amplificado, permitindo que o teste seja
realizado em laboratórios locais
O teste Xpert™ MTB/Rif (Cepheid, Sunnyvale, CA, EUA) consta da purificação, concentração,amplificação
de ácidos nucleicos e identificação de sequências de rpoβ. Resultados em um laboratório local em um
mesmo equipamento em menos de duas horas,sem necessitar de recursos humanos especializados em
biologia molecular.
O teste Xpert™ MTB/Rif, avaliado em três amostras por paciente, apresentou no diagnóstico deTB
pulmonar sensibilidade de 90% em BAAR negativo e especificidade de 97,9%.
Nos pacientes suspeitos de TB resistente, o teste Xpert™ MTB/Rif apresentou sensibilidade de 96,1% e
especificidade de 98,6%

Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2011- MS Brasília


Critérios para diagnóstico da TB pulmonar na Infância:

Sant`Anna CC.Diagnóstico da Tuberculose na Infância e na Adolescência. Pulmão RJ 2012;21(1):60-64