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Daniel Felipe

Eudes Gomes
Isaías Paulino
Wolmer Ribeiro
Wolney Ribeiro
As religiões afro-brasileiras chegaram ao Brasil trazidas pelos escravos de
diversos grupos étnicos da África, na era Brasil colonial desde 1530. A
maior parte desses eram divididos em dois grandes grupos:

1 - Os Bantos (Angola) – foram os


primeiros a chegar no Brasil, tinha como
destino Maranhão, Pernambuco, Pará,
Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo.

2 - Nagôs Sudaneses (Golfo da Guiné,


atual Nigéria) – foram os últimos a chegar
e o seu destino geralmente era a Bahia

Além de se misturarem entre si as tradições africanas receberam


influências das culturas indígenas e portuguesa (catolicismo).
1 – Foram obrigados a deixar tudo para trás, sua família, pertences, toda
uma vida. Mas jamais esqueceram o que aprenderam em sua terra;

2 – A prática das religiões africanas eram


extremamente proibidas no Brasil, eram
consideradas bruxaria, a igreja católica
fazia questão de pregar apenas o “culto
cristão”;

3 – Desta forma cultuavam suas divinda-


des secretamente;

4- Identificavam seus deuses com nome de santos católicos;

5 – Quando rezavam em sua língua para Santa Barbara, estavam


cultuando Iansã, quando rezavam para N. Sra. da Conceição , cultuavam
Iemanjá.
São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que foram
trazidas para o Brasil pelos africanos, na condição de escravos. Ou
religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos.

Não é possível descrever suas crenças


sobre a divindade, sobre o homem e seu
destino porque eles não têm um livro
padrão ou doutrinário. Cada terreiro tem
sua própria doutrina, o que dificulta o
estudo de suas crenças.

Os três principais grupos são: Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Eles


não se consideram espíritas, mas suas práticas dizem o contrário
(Encantamentos, necromancia, espíritos, magias).
 BABAÇUÊ - Maranhão, Pará  OMOLOKO - Rio de Janeiro, Minas
Gerais, São Paulo
 BATUQUE - Rio Grande do Sul
 PAJELANÇA - Piauí, Maranhão, Pará,
Amazonas
 CABULA - Espírito Santo, Minas
Gerais, Rio de Janeiro e Santa
Catarina.  QUIMBANDA - Em todos estados do
Brasil
 CANDOMBLÉ - Em todos estados do
Brasil  TAMBOR-DE-MINA – Maranhão

 CULTO AOS EGUNGUN - Bahia, Rio  TERECÔ – Maranhão


de Janeiro, São Paulo
 UMBANDA - Em todos estados do
 CULTO DE IFÁ - Bahia, Rio de Brasil
Janeiro, São Paulo
 XAMBÁ - Alagoas, Pernambuco
 ENCANTARIA - Maranhão, Piauí,
Pará, Amazonas
 XANGÔ DO NORDESTE – Pernambuco
Contexto Histórico:

 Palavra derivada de m’banda, que em quimbundo significa “sacerdote”


ou “curandeiro”.

 Surge a partir da mistura de elementos de quatro cultos: tradição banto,


candomblé, espiritismo e catolicismo.

 Tem seu ponto de partida a cidade do Rio de Janeiro e espalhou-se por


todo Sul do Brasil, pai Zélio Fernandino foi quem registrou em cartório
a primeira tenda umbandista em 1908, hoje é a maior religião afro-
brasileira em números de adeptos.

 Coloca a prática da caridade como seu objetivo religioso supremo e


entende-se como mediadora do bem-estar.
1- Chefe principal ou chefe de terreiro – denominado “pai de santo” ou
“mãe de santo”(Babalorixá).

2 - Ogans – homens que auxiliam o chefe de


terreiro, tratam do cerimonial, dirigem os
trabalhos de incorporação dos médiuns.

3 - Canbones – são auxiliares que abrem


o terreiro, enxugam o rosto dos médiuns
evitam que se machuquem.

4 - Médiuns – também são chamados de


cavalos, julgados em condições de receber os orixás menores.
 Os umbandistas creem na doutrina ou filosofia Kardecista da
reencarnação, na lei da evolução das almas, aceita a “revelação” de Jesus
Cristo.

 Para os umbandistas Moisés trouxe a primeira revelação, Cristo veio com


a segunda, Kardec declarou o espiritismo portador da terceira revelação e
a umbanda seria a última revelação (Julgam purificar e vencer Moisés,
Cristo e Kardec).

Falam que tiveram a dita de entrar em contato com espíritos superiores


aos daqueles que ditaram suas mensagens para Kardec, espíritos “que
possuem mais vastas concepção do universo e reconhecem a existência
de outra ordem de espíritos (não humanos)”.
Estrutura básica:

1 - Preparação ou introdução: diversas ações podem fazer parte da


preparação, como gestos especiais na entrada do terreiro, uma oferta para
Exu, entoações de cantos.

2 - Invocação das entidades e incorporação: a invocação dos espíritos é


feita pelos médiuns através de cantos, sinais e danças, a pessoa que
recebe o espírito fica no estado de transe.

3 - consulta dos espíritos invocados: aqueles que estão em transe


comportam-se segundo orientação do espírito e dão respostas ou receitas
para superar problema ou doença.

4 - despedida dos espíritos e encerramento: depois das consultas os


espíritos são despedidos, encerrando-se a situação de transe.
Contexto histórico:

Palavra derivada da língua bantu:


ca= uso, costume; ndomb= negro, preto;
le= lugar, casa, terreiro.
“Lugar de costume do negro”.

Do calundu colonial da Bahia surgem


os primeiros terreiros de candomblé.

Desenvolvida no Brasil com o


conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados,
juntamente com seus orixás. inkices, voduns, sua cultura e seus dialetos.
 Hoje já são mais de 3 milhões de seguidores em todo o mundo.
 O homem não é apenas filho ou protegido do
orixá, é parte dele, carrega suas qualidades
e defeitos.
 É centrada em torno da mãe ou do pai de
santo e toda e qualquer decisão
dependerá unicamente dela ou dele, pois
ritualmente é a pessoa que tem a prerrogativa
de consultar os orixás.
 A produção cultural da religião é uma
das características mais marcantes,
realizando uma eficaz aliança entre os
planos sagrado e humano. É o caso das máscaras, esculturas, adornos
diversos, pintura corporal, entre outros. A dança também é de grande
influência dentro do culto ao axé. Muito além de simples coreografias,
é praticamente uma linguagem das mais eficazes para travar diálogos entre
os deuses, os adeptos e a natureza.
 Se consideram uma religião monoteísta, embora alguns defendam a ideia que
são cultuados vários deuses, o deus único para nação Ketu é Olorum, para a
nação Bantu é Nzambi e para a nação Jeje é Mawu. Em virtude do
sincretismo brasileiro, a maioria
dos participantes consideram como sendo o
mesmo deus da Igreja Católica.
 Templos = terreiros.
 Mas, a principal característica do Candomblé
é, sem dúvida, a oralidade. Todo o processo
de transmissão do conhecimento é feita de
forma oral, dos mais velhos aos mais
novos. Graças às características únicas da
oralidade, muito do conhecimento sobre o
Candomblé se perdeu ao longo dos anos, ou foi alterado de forma
significativa. Sendo obrigação do Babalorixá, transmitir esses valores,
de forma oral, aos menos experientes.
 Segundo a tradição Yoruba, o universo é dividido em dois planos
paralelos: o Aiye e o Orum. O primeiro é plano da própria matéria, tem
um nível limitado, o segundo é o nível sobrenatural e ilimitado do
universo.

 Os Orixás são intermediários entre deus supremo Olorum e os homens.


Não são exatamente deuses, mas divindades que detém um poder
específico sobre cada elemento da terra.
 A noção básica do candomblé é a de que cada indivíduo vem de um orixá
específico e que é possível cultuá-lo, muito diferente da concepção
ocidental cristã, de que todos nós temos uma mesma origem.

 Diferente da umbanda que acredita na reencarnação, o candomblé não


oferece qualquer esperança depois da morte, pois é uma religião para ser
praticada somente em vida.
 EXU - o mensageiro, o ponto de contato
entre os Orixás e os seres humanos;

 OXALÁ - o senhor da força, o senhor do


poder da vida;

 OXUM - senhor das águas doces;

 IEMANJÁ - rainha das águas salgadas;

 IANSÃ - ventos, chuvas fortes,


relâmpagos;

 XANGÔ - senhor do trovão e do fogo;

 OGUM - senhor dos caminhos, senhor


do ferro;

 OXOSSI - o Orixá caçador


Nos cultos afros é comum a ajuda de um intermediário entre deus e o
homem. 1Tm 2.5: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e
o homem, Jesus Cristo homem”.

A umbanda por influência do Kardecismo acredita em reencarnação. Hb


9.27: “E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo,
depois disso o Juízo”. Já os adeptos do candomblé não há esperança após
a morte. 1 Co 1.15 “Ora, se a nossa esperança em Cristo se restringe
apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os seres humanos.
A ressurreição dos crentes”.

Negam a Trindade e a divindade de Jesus. Mt 28.19: “Portanto ide, fazei


discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo”. Cl 2.9: “Porque nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade”.