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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO


MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA
Campus do Paricarana, Av. Cap. Ene Garcez, nº 1246, Bairro Aeroporto, CEP:69304-000

Território Mobilidade e Desenvolvimento Regional

Prof.ª Dr.ª Ana Lia Farias Vale


Território Mobilidade e Desenvolvimento Regional

HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: do “fim


dos territórios” à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Beltrand
Brasil, 2004.

Capítulos:
Desterritorialização e mobilidade. p. 235-278
Da desterritorialização à multiterritorialidade. p. 337-362.

______. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. In:


HEIDRICH, Álvaro Luiz. et al. A emergência da
multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano
com o espaço. Canoas: Ed. ULBRA; Porto Alegre: Editora
UFRGS, 2008, p. 19-36.
DESTERRITORIALIZAÇÃO E MOBILIDADE
• Território ou os processos de territorialização - fruto
da interação entre relações sociais e controle do/pelo
espaço, relações de poder em sentido amplo, ao
mesmo tempo de forma mais concreta funcional
(dominação) e mais simbólica (um tipo de
apropriação/ significados).

• Desterritorializar - significa diminuir ou enfraquecer


o controle de fronteiras (fronteiras nacionais),
aumentando assim a dinâmica, a fluidez, a
mobilidade, seja ela de pessoas, bens materiais,
capital ou informações (HAESBAERT, 2004, p.
235).
DESTERRITORIALIZAÇÃO E MOBILIDADE
• Desterritorialização na pós-modernidade - está
ligado à aceleração do movimento que chega a
ponto de realizar "a aniquilação do espaço pelo
tempo” (Marx), ou a "compressão tempo-espaço”
(Harvey).

• O território e a desterritorialização - torna-se o


discurso da(s) mobilidade(s), tanto da mobilidade
material (de pessoas), quanto da mobilidade
imaterial (aquela diretamente ligada aos fenômenos
de compressão tempo-espaço, propagada pela
informatização através do chamado ciberespaço)
(HAESBAERT, 2004, p. 235).
MIGRAÇÃO E DESTERRITORIALIZAÇÃO
o migrante é parcela integrante - ou que está em busca
de integração - numa (pós) modernidade marcada pela
flexibilização - e precarização - das relações de
trabalho (HAESBAERT, 2004, p. 238).

O migrante está associado à desterritorialização


relativa, e sua mobilidade é, de alguma forma, não só
uma "mobilidade [relativamente] controlada" como
também é "direcionada", inclusive pela definição mais
simples de "imigrante", sempre referida à transposição
de uma fronteira politicamente constituída
(HAESBAERT, 2004, p. 245).
MIGRAÇÃO E DESTERRITORIALIZAÇÃO

A migração em sentido estrito, onde a mobilidade é mais um


meio do que um fim, uma espécie de intermediação numa vida
em busca de certa estabilidade (em sentido amplo), certamente
não poderá ser vista simplesmente como um processo de
"desterritorialização“ porque:
1º - não há desterritorialização sem territorialização. A
migração pode ser vista como um processo em diversos níveis
de des-reterritorialização. O migrante sem documentos durante
a travessia [Brasil/Venezuela], indiscutivelmente se encontra
numa situação de grande fragilidade, ou, em outras palavras,
de acentuada "desterritorialização". Trata-se, portanto, de um
processo temporal e geograficamente muito diferenciado.
(HAESBAERT, 2004, p. 245-246) grifo da autora.
MIGRAÇÃO E DESTERRITORIALIZAÇÃO
2º - migrante é uma categoria muito complexa e, no seu
extremo, pode-se dizer que há tantos tipos de migrantes
quanto de indivíduos ou grupos sociais envolvidos nos
processos migratórios. Com isto, falar genericamente em
migração pode mesmo tornar-se imprudente - somos
sempre obrigados a qualificá-la. Assim como os processos
de desterritorialização podem ser multidimensionalmente
caracterizados, o mesmo ocorre com as migrações, com a
importante constatação de que também se tratam de
processos internamente diferenciados - por exemplo, a
análise da desterritorialização depende do momento em
que a trajetória do migrante está sendo analisada.
(HAESBAERT, 2004, p. 246).
MIGRAÇÃO E DESTERRITORIALIZAÇÃO

3º - Há migrações ditas "econômicas" vinculadas à mobilidade


pelo trabalho, migrações provocadas por questões políticas e
outras por questões culturais ou ainda "ambientais". Para
completar, categorias como as de refugiado e exilado muitas
vezes são confundidas com a de migrante, sendo muitas as
situações ambíguas ou de entrelaçamento.
Essa mesma multiplicidade de fatores que desencadeia os
fluxos migratórios deve ser relacionada ao tipo ou ao nível de
desterritorialização que está em jogo.
O migrante que se desloca antes de tudo por motivos
econômicos, imerso nos processos de exclusão
socioeconômica, pode vivenciar distintas situações de
desterritorialização (HAESBAERT, 2004, p.246).
Distintos níveis de DESTERRITORIALIZAÇÃO
por processo de exclusão Socioeconômica
● mal remuneração, em busca de remuneração mais justa
● usufruir ganhos pela diferença de poder aquisitivo da moeda de

um país em relação a outro


●Em busca de investir capital ou expandir negócios em terra

estrangeira.

Diferentes possibilidades que o migrante carrega em relação ao


"controle" do seu espaço, ou seja, à sua reterritorialização - o que
inclui também, o tipo de relação que ele continua mantendo com o
espaço de partida.

Secas dramáticas e desertificação, por exemplo, agravadas pela


lógica capitalista vigente. (HAESBAERT, 2004, p.247).
Distintos níveis de DESTERRITORIALIZAÇÃO por
processo de exclusão Sociocultural –degradação ambiental
ou ecológico

A territorialização enquanto "controle do espaço"


envolve fortes elementos de ordem "natural", pelo
simples fato de que, diante do nível socioeconômico e
tecnológico de certos grupos sociais, não existe
possibilidade de "dominar" ou de se apropriar de
certas áreas onde as condições físicas são muito
adversas.
Territorialização também pode ser vista, para alguns grupos
como agricultores pobres ou nações indígenas expropriadas,
como a busca de terra agricultável ou que disponha dos
recursos mínimos requeridos à sobrevivência do grupo.

Muitos migrantes migram para encontrar terras que possam


utilizar (dimensão econômico-funcional do território) e através
das quais possam reconstruir ou manifestar sua identidade
cultural (dimensão simbólica ou expressiva do território).

Grupos atingidos por barragens e obrigados a migrar para


novos sítios também enfrentam este tipo de desterritorialização
(HAESBAERT, 2004, p. 247).
Distintos níveis de DESTERRITORIALIZAÇÃO por
processo de exclusão político
Num sentido mais estritamente político, as migrações ainda são
amplamente regidas pela territorialidade dos Estados nações, que
anda procura exercer o controle dos fluxos migratórios, mesmo que
as fronteiras tenham se tornado mais abertas para a circulação do
capital financeiro ou para os fluxos de mercadorias (estes, muitas
vezes, dentro de uma "reterritorialização" em termos dos chamados
blocos econômicos), elas geralmente têm se fechado para o fluxo
de pessoas.
Há um controle do fluxo de pessoas, uma tendência clara da
territorialização, num sentido funcional, que é do revigoramento
das tentativas de controle através dos territórios-zona, áreas com
fronteiras bem definidas, embora também seja cada vez mais
frequente a criação de novas estratégias em rede para burlar esses
controles (HAESBAERT, 2004, p. 248).
Repercussões Positivas para a Reterritorialização

Alguns grupos, principalmente aqueles mais firmemente organizados em


torno das chamadas diásporas de articulação global, em relação a sua
identidade em termos de nacionalidade ou de grupo étnico, ainda que
simbolicamente, é possível manter ou recriar sua identidade.

Esta identidade no sentido reterritorializador não constitui simplesmente


um transplante da identidade de origem, mas um amálgama (mistura que
contribui para formar um todo), um híbrido.

São os grupos em diáspora os melhores representantes dessa


"reterritorialização" a nível cultural.

Alguns Estados, têm atentado para este potencial econômico e mesmo


político das diásporas, instituindo novas leis que beneficiam os migrantes
enquanto grupos culturalmente identificados com seu país de origem
(HAESBAERT, 2004, p. 248-249).
DESTERRITORIALIZAÇÃO DO MIGRANTE

Migrante é um somatório das mais diversas condições sociais e


identidades étnico-culturais. Assim, a des-territorialização do migrante é
um processo altamente complexo e diferenciado, diferenciação esta que
aparece acoplada:

a. às classes socioeconômicas e aos grupos culturais a que está referida;


b. aos níveis de desvinculação com o território no sentido de:
b.1. presença de uma base física minimamente estável para a
sobrevivência do grupo, o que inclui seu acesso a infraestruturas e
serviços básicos;
b.2. acesso aos direitos fundamentais de cidadania, garantidos ainda
hoje, sobretudo, a partir do território nacional em que o migrante está
inserido;
b.3. manutenção de sua identidade sociocultural através de espaços
específicos, seja para a reprodução de seus ritos, seja como referenciais
simbólicos para a "reinvenção" identitária (HAESBAERT, 2004, p. 240-
DESTERRITORIALIZAÇÃO DO MIGRANTE

Não se pode tomar a mesma qualificação de desterritorialização


para o migrante de uma elite planetária que se locomove com
facilidade, com o migrante compulsório das classes mais pobres,
precisa-se distinguir entre a desterritorialização dos grupos
dominantes e a desterritorialização das classes mais expropriadas.

Desterritorialização, para os ricos, pode ser confundida com uma


multiterritorialidade segura, mergulhada na flexibilidade e em
experiências múltiplas de uma mobilidade "opcional“, enquanto
para os mais pobres, a desterritorialização é uma multi ou, no
limite, a-territorialidade insegura, onde a mobilidade é compulsória
[quando lhes é dada como possibilidade], resultado da total falta de
alternativas em "experiências múltiplas" imprevisíveis em busca da
simples sobrevivência física cotidiana (HAESBAERT, 2004, p.
250-251).
HAESBAERT, R. Da desterritorialização à multiterritorialidade. In: O mito da desterritorialização:
do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Beltrand Brasil, 2004. p.337-362.
DA DESTERRITORIALIZAÇÃO Á MULTITERRITORIALIDADE
Conceitos de TERRITÓRIO e DESTERRITORIALIZAÇÃO
1. Território em concepções mais materialistas
1.1. território como espaço material ou substratum
1.1.1. materialidade: DT como ciberespaço ou mundo"virtual"
1.1.2. distância física: DT como "fim das distâncias"
1.1.3. recurso "natural" ou abrigo: "DT da Terra" (?)
1.2. território como um espaço relacional mais concreto
1.2.1. "fator locacional" econômico (dependência local) - DT como
"deslocalização"
1.2.2. dominação política ("área de acesso controlado"): DT como "mundo sem
fronteiras"
2. Território em perspectivas mais idealistas
Território como espaço relacional simbólico (espaço de referência identitária, "valor"):
DT como hibridismo cultural, "desenraizamento" ou identidades múltiplas, sem
referência espacial nítida
3. Território em perspectivas mais "totalizantes" ou integradoras
3.1. "experiência total do espaço" (TERRITÓRIO-ZONA) [Chivallon]
3.2. espaço mobile funcional-expressivo (TERRITÓRIO-REDE) [Deleuze e
Guattari]. (HAESBAERT, 2004, p. 338-339).
DA DESTERRITORIALIZAÇÃO Á MULTITERRITORIALIDADE

MULTITERRITORIALIDADE: consequência direta da


predominância do capitalismo pós fordista ou de acumulação
flexível, de relações sociais construídas através de territórios-rede,
sobrepostos e descontínuos, e não mais de territórios-zona, que
marcaram a modernidade clássica territorial-estatal.(HAESBAERT,
2004, p. 338).
TERRITORIALIZAÇÃO: relações de domínio e apropriação do
espaço (poder) em sentido amplo, que se estende do mais concreto
ao mais simbólico (poder da representação e da imaginação e que a
todo instante resignificam e se apropriam simbolicamente do seu
meio), incluindo todas as distinções de classe socioeconômica,
gênero, grupo etário, etnia, religião (HAESBAERT, 2004, p.339-340).
DA DESTERRITORIALIZAÇÃO Á MULTITERRITORIALIDADE

MULTITERRITORIALIDADE (múltiplos territórios)- indivíduo


e/ou grupo social constroem seus (multi)territórios integrando, de
alguma forma, num mesmo conjunto, sua experiência cultural,
econômica e política em relação ao espaço.
Esta multiplicidade e/ou diversidade territorial em termos de
dimensões sociais, dinâmica (ritmos) e escalas resulta na
justaposição ou convivência, lado a lado, de tipos territoriais
distintos (HAESBAERT, 2004, p.341-342).

MODALIDADES DOS MÚLTIPLOS TERRITÓRIOS OU


MÚLTIPLAS TERRITORIALIDADES.
varia de acordo com o contexto cultural e geográfico, encontrando-se
desde territórios como "abrigo", muito concretos, até territórios
vinculados ao ciberespaço, em que o controle é feito através dos meios
informacionais os mais sofisticados a distância, através do computador.
DA DESTERRITORIALIZAÇÃO Á
MULTITERRITORIALIDADE

MODALIDADES DOS MÚLTIPLOS TERRITÓRIOS OU


MÚLTIPLAS TERRITORIALIDADES.

a. Territorializações mais fechadas, quase "uniterritoriais", ligadas ao


fenômeno do territorialismo, que não admitem pluralidade de poderes
e identidades (algumas sociedades indígenas e talibãs afegãos).

b. Territorializações "tradicionais", ainda pautadas numa lógica (relativa)


de exclusividade, que não admitem sobreposições de jurisdições e
defendem uma maior homogeneidade interna, como a lógica clássica do
poder e controle territorial dos Estados nações, tanto daqueles moldados
sobre a uniformidade cultural quanto os Estados pluriétnicos, mas que
buscam diluir essa pluralidade pela invenção de uma identidade nacional
comum. (HAESBAERT, 2004, p. 342).
DA DESTERRITORIALIZAÇÃO Á
MULTITERRITORIALIDADE

MODALIDADES DOS MÚLTIPLOS TERRITÓRIOS OU


MÚLTIPLAS TERRITORIALIDADES.
c. Territorializações mais flexíveis, que admitem ora a sobreposição (e/ou
a multifuncionalidade) territorial, ora a intercalação de territórios - como
é o caso dos territórios diversos e sucessivos nas áreas centrais das
grandes cidades, organizadas em torno de usos temporários, entre o dia e
a noite (SOUZA, 1995) ou entre os dias de trabalho e os fins de semana.

d. Territorializações efetivamente múltiplas, resultantes da


sobreposição e/ou da combinação particular de controles, funções e
simbolizações, como nos territórios pessoais de alguns indivíduos ou
grupos mais globalizados que se permitem usufruir do
cosmopolitismo multiterritorial das grandes metrópoles
(HAESBAERT, 2004, p. 343).
MULTITERRITORIALIDADE
(transformação qualitativa)

multiplicidade justaposta da imbricação entre múltiplos tipos


territoriais (inclui territórios-zona e territórios-rede), além de
experimentação/reconstrução de forma singular pelo indivíduo,
grupo social ou instituição, isto é, uma reterritorialização
complexa.
As condições para sua realização: 1. maior diversidade territorial
(grandes metrópoles como locus privilegiados em termos dos
múltiplos territórios que comportam); 2. grande disponibilidade de
e/ou acessibilidade a redes-conexões (maior fluidez do espaço); 3.
natureza de acumular e menos centralizada dessas redes e 4.
anteriores a tudo isto, a situação socioeconômica, a liberdade
(individual ou coletiva) e, em parte, também, a abertura cultural
para efetivamente usufruir e/ou construir essa multiterritorialidade
(HAESBAERT, 2004, p. 343).
MULTITERRITORIALIDADE
(transformação qualitativa)

(ou MULTITERRITORIALIZAÇÃO – quando se enfatiza ação) implica


assim a possibilidade de acessar ou conectar diversos territórios, o que
pode se dar tanto através de uma "mobilidade concreta", no sentido de
um deslocamento físico, quanto "virtual", no sentido de acionar
diferentes territorialidades mesmo sem deslocamento físico, como nas
novas experiências espaço-temporais proporcionadas através do
ciberespaço, por meio de uma concepção muito ampla de "território
social", que vai desde o indivíduo e a família até a classe social, a etnia e
a nação.

Multiterritorialidade-experimentar vários territórios ao mesmo tempo e


de, a partir daí, formular uma territorialização efetivamente múltipla,
num processo de territorialização individual ou de pequenos grupos
(HAESBAERT, 2004, p. 343-344).
MULTITERRITORIALIDADE

Multiterritorialidade inclui assim uma mudança não apenas quantitativa –


pela maior diversidade de territórios que se colocam ao nosso dispor (ou
pelo menos das classes mais privilegiadas) – mas também qualitativa, na
medida em que temos hoje a possibilidade de combinar de uma forma
inédita a intervenção e, de certa forma, a vivência, concomitante, de uma
enorme gama de diferentes territórios (HAESBAERT, 2004, p. 344).

Formas básicas de efetivação da multiterritorialidade (aliadas às novas


tecnologias) 1. aquela proporcionada pela crescente facilidade e maior
velocidade dos meios de transporte (deslocamento físico rápido,
constante e na escala do globo) e 2. uma maior carga imaterial (àqueles
que têm acesso às tecnologias), pela comunicação instantânea, contatar e
mesmo agir sobre territórios completamente distintos do que se encontra
concretamente, sem a necessidade da mobilidade física (HAESBAERT,
2004, p. 345).
MULTITERRITORIALIDADE
(transformação qualitativa)

Ver: na p. 347 – conceito de globalização de global e local (glocal)


p. 348-349 - processos de desterritorialização
p. 349 – multiterritorialidade individual nas grandes metrópoles
(diferentes zonas territoriais).
p. 354 multiterritorialidade das diásporas (dispersão, tem-se a ideia
central do espalhamento e mesmo da não-centralidade, da não-
hierarquização)
- uma característica da diáspora é que, mesmo possuindo um Estado ou
região de origem, não obrigatoriamente este(a) representa a função de
centro no conjunto de relações da rede; (HAESBAERT, 2004, p. 358).
Interpolaridade das relações: a dispersão da diáspora em vários
Estados/contextos econômicos pelo mundo pode ser vista como um
recurso, o migrante em diáspora podendo usufruir dessa dispersão tanto
para recorrer a outros membros em momentos de crise quanto para a
expansão de seus negócios; (HAESBAERT, 2004, p. 359).
- a multiterritorialidade (e não extraterritorialidade) em termos, por
exemplo, das identificações: tanto no sentido de uma consciência
multi ou pluriescalar, com múltiplos espaços de referência identitária,
do bairro (mais concreto) ao país de origem (referência mítica) e à
diáspora enquanto fenômeno global, quanto no sentido da criação de
uma "identidade étnica transnacional", construída através da
percepção do grupo como dispersão territorial (HAESBAERT, 2004,
p. 359).
MULTITERRITORIALIDADE

Combinação de uma multiplicidade de territórios que permite


experimentar simultânea ou sucessivamente diferentes territórios,
reconstruindo constantemente naquele que se encontra (objetivamente)
numa dimensão simbólica em torno das novas formas da relação espaço-
cultura (hibridismo cultural), no que diz respeito a produção da diferença
e das identidades.

● depende sobretudo do contexto social, nas dimensões econômico,


político e cultural
● domínio dos fluxos e da mobilidade num mundo de relações

instantâneas, "sem fronteiras“


● domínio da flexibilização nas relações de trabalho e de produção, que

permite a "deslocalização" econômica


● hibridização cultural, que impede a formação clara de diferentes

identidades territoriais.
FORMAÇÃO DO MIGRANTE ENQUANTO SUJEITO HÍBRIDO
MEDIÇÃO DO TEMPO