Sie sind auf Seite 1von 82

Governoda República

Portuguesa

tÍTULO
Programa: Programa Operacional do Potencial Humano
Eixo Prioritário: 2 – Adaptabilidade e Aprendizagem ao Longo da Vida
Tipologia de Intervenção: 2.3- Formações Modulares Certificadas
Entidade Beneficiária: MIRCOM
Entidade Formadora: SOPROFOR – Sociedade Promotora de Formação, Lda.
UFCD:0619 - Métodos e Técnicas de Análise Económica e Financeira
Área de Formação: 341 - Comércio
Carga Horária: 50h
Nível de Formação: 4
 Formadora Margarida Correia

Data:
Governo
1
da República
Portuguesa
1. Âmbito da Função
Financeira

Governoda República
Portuguesa
1.1. Objectivos da Função
Financeira

 Esta Função visa o processo contínuo de


detecção e obtenção de recursos financeiros
em condições vantajosas, que permitam à
empresa alcançar o nível de actividade
pretendido.

3

Governoda República
Portuguesa
1.1. Objectivos da Função
Financeira (cont.)

 A Função Financeira recorre a duas fontes de


financiamento

 Capital Próprio
 Capital Alheio

para poder dispor dos activos necessários.

4

Governoda República
Portuguesa
1.1. Objectivos da Função
Financeira (cont.)

 Todas as funções da empresa estão inter-relacionadas.

 Como qualquer outra função, também a financeira tem


como meta a concretização dos objectivos da empresa,
sendo o principal a maximização do valor da empresa.

5

Governoda República
Portuguesa
1.1. Objectivos da Função
Financeira (cont.)

Genericamente, considera-se que


uma empresa se encontra bem
estruturada quando é composta por
seis funções fundamentais, inter-
relacionadas entre si.
6

Governoda República
Portuguesa
1.1. Objectivos da Função
Financeira (cont.)

Estrutura interna: as funções empresariais

Administrativa
Aprovisionamento Pessoal

Financeira

Produção Vendas/Marketing

7

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da Função
Financeira

 Determinar as necessidades de recursos financeiros na


empresa
 Planeamento das necessidades financeiras
 Inventariar os recursos disponíveis
 Prever os recursos a libertar pela actividade
 Determinar o montante recursos a obter fora da empresa

8

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da
Função Financeira (cont.)
 Obter recursos da forma mais rentável
 Ponderar as diferentes fontes de financiamento
 Custo dos capitais
 Prazo de pagamento
 Condições fiscais
 Condições contratuais
 Ponderar relação capitais próprios e capitais alheios

9

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da
Função Financeira (cont.)

 Aplicar racionalmente os recursos obtidos


 A utilização dos recursos requer o estudo de todas as decisões
alternativas e
 Escolha das aplicações que melhor contribuem para satisfazer os
objectivos

 Que contribuem para uma estrutura financeira equilibrada


 Possibilitam níveis aceitáveis de eficiência e rentabilidade.

10

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da
Função Financeira (cont.)

 Controlar a aplicação dos recursos em termos de:

 Análise previsão/realização
 Estudo de desvios

11

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da
Função Financeira (cont.)

 Analisar, recorrendo a um conjunto de técnicas

 a situação económica
 e a situação financeira da empresa

12

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da
Função Financeira (cont.)

Em síntese:
A função financeira procura, a partir do exame de
documentos contabilístico-financeiros históricos,
analisar a evolução da situação financeira da empresa
com o objectivo de detectar tendências futuras

13

Governoda República
Portuguesa
1.2. ACTIVIDADES da
Função Financeira (cont.)

 Analisa-se o presente, recorrendo ao passado, para se


poder perspectivar o futuro.
Muito
boa

Situação
financeira Má

Falência

-2 -1 0 1 2
Tempo (anos) 14

Governoda República
Portuguesa
2. Análise Financeira

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise

 A análise financeira é uma das actividades da função


financeira

 Compreende um conjunto de técnicas destinadas a estudar


as situações económica e financeira da empresa, através
dos documentos contabilísticos e financeiros fundamentais
e das demais informações disponíveis

16

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Todos os analistas utilizam um conjunto de técnicas que se


baseiam em dois tipos de material:

 Material de carácter extra-contabilístico


 Material de Natureza contabilística

17

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Material de carácter extra-contabilístico


 A Empresa:
 Actividade da empresa
 Natureza jurídica
 Composição do capital
 Localização geográfica
 Evolução histórica
 Capacidade de gestão dos dirigentes

18

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Material de carácter extra-contabilístico


 O Produto e a sua comercialização
 Tipo de produto. Quantidade e qualidade
 O ciclo de vida do produto
 Investigação e desenvolvimento
 Lançamento
 Desenvolvimento
 Maturidade
 Declínio

19

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Material de carácter extra-contabilístico


 As características do mercado
 Posição da empresa no mercado onde opera

 Enquadramento sectorial
 Nº de empresas que produzem o mesmo produto
 Pontos fortes e fracos da empresa relativamente às empresas do sector

20

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Material de carácter extra-contabilístico


 As condições de funcionamento interno
 Sistema de controlo interno
 Certificação
 Organização fabril. Capacidade instalada. Lay out
 Organização comercial e coordenação dos sectores
 Gestão dos Recursos Humanos

21

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Material de carácter extra-contabilístico


 A situação conjuntural e institucional
 Sistema político
 Conjuntura económica internacional
 Fiscalidade
 Estabilidade social e leis do trabalho
 Taxas de juro
 Natureza do financiamento

22

Governoda República
Portuguesa
2.1. Material de Análise
(cont.)

 Material de natureza contabilística


 São mapas que sintetizam um importante conjunto de
informações
 Balanço
 Demonstração de Resultados
 Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados
 Mapa de Origem e Aplicação de Fundos
 Relatório do Conselho de Administração/Gerência
 Relatório e parecer do Conselho Fiscal

23

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO
 Balanço é um documento contabilístico que expressa a
situação patrimonial de uma empresa em determinada
data.

ACTIVO = CAPITAL PRÓPRIO + PASSIVO

24

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

 O Balanço apresenta dados de dois anos consecutivos o


que permite:

 Análise Estática

 Análise Dinâmica

25

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

 Balanço é o documento básico para análise da situação


económica e financeira da empresa.

 Outros Elementos importantes:


 Demonstração de Resultados
 Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados
 Demonstração de Origem e Aplicação de Fundos
 etc

26

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

 Balanço na Óptica Patrimonial:


Mapa que representa a situação patrimonial da empresa
em termos da sua composição e valor, num dado
momento.

ACTIVO = CAPITAL PRÓPRIO + PASSIVO

(Bens e direitos = Valor do Património + Obrigações)

27

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

 Balanço na Óptica de Gestão:


Mapa que apresenta a situação financeira da empresa,
num dado momento.

Aplicações de Fundos = Origens de Fundos

(Investimentos) (Fontes de Financiamento)

28

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

Balanço da empresa Alfa em 31/12/2006 (euro)

ACTIVO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO

Edifício 10 000 000,00 Capital 7 000 000,00


Mercadorias 1 800 000,00 Empr. obtidos 5 000 000,00
Clientes 700 000,00 Fornecedores 1 000 000,00
Dep. Ordem 500 000,00

13 000 000,00 13 000 000,00

29

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

 Óptica Patrimonial:
 1º Membro
 Listagem de bens (edifício e mercadorias)
 Direitos (clientes e depósitos à ordem)

 2º Membro
 Capital Próprio (capital)
 Obrigações (empréstimos obtidos e fornecedores)

30

Governoda República
Portuguesa
BALANÇO: NOÇÃO (cont.)

 Óptica de Gestão:
 Os sócios colocaram na empresa 7 000 000,00 €
 A empresa obteve um empréstimo bancário no valor de 5 000
000,00 €
 Os fornecedores concederam crédito no valor de
1 000 000,00 €

Estes fundos foram aplicados na aquisição de um edifício,


em mercadorias, em créditos aos clientes e em depósitos
bancários

31

Governoda República
Portuguesa
Rubricas integrantes do
balanço

 1º Membro: O ACTIVO
 IMOBILIZADO
 Imobilizações Incorpóreas
 Imobilizações Corpóreas
 Investimentos Financeiros

 Amortizações Acumuladas
 Ajustamentos

32

Governoda República
Portuguesa
Rubricas integrantes do
balanço (cont.)

 CIRCULANTE
 Existências
 Dívidas de Terceiros
 Disponibilidades
 Acréscimos e Diferimentos

33

Governoda República
Portuguesa
Rubricas integrantes do
balanço (cont.)

ACTIVO, em resumo:
Imobilizações
Activo Fixo +
Dividas de terc. m/l pr

Realizável c/prazo
Activo Circulante

Disponível
34

Governoda República
Portuguesa
Rubricas integrantes do
balanço (cont.)

 2º Membro: CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO

 CAPITAL PRÓPRIO
 Capital
 Reservas
 Resultados Transitados
 Resultado Líquido do Exercício

35

Governoda República
Portuguesa
Rubricas integrantes do
balanço (cont.)

 PASSIVO

 Exigível a curto prazo


 a menos de 1 ano

 Exigível a médio e longo prazo


 a mais de 1 ano

36

Governoda República
Portuguesa
Rubricas integrantes do
balanço (cont.)

2º MEMBRO, em resumo:
Capitais Próprios
Capitais Permanentes +
Capitais Alheios a M L P
(Fundos de Financiamento)

Capitais não Capitais Alheios a C P ou


Permanentes correntes
(Passivo de Funcionamento)
37

Governoda República
Portuguesa
Representação do balanço

 Balanço de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade

 Balanço para efeitos de análise económico-financeira

38

Governoda República
Portuguesa
Representação do balanço
cont.)

Capital
Social
Afectas à Capitais
Técnicas Reservas
Exploração Próprios
Prejuízos
Capitais Lucros
Activo Fixo Imobilizações
Permanentes

A médio
Outros valores
Financeiras Longo
imobilizados
prazo

Existências Mercad., Mater., Produtos Capitais


Alheios
Activos Clientes, Adiantamentos a Capitais não A curto
Realizável a
Fornec., empréstim. até 1
Circulantes curto prazo Permanentes prazo
ano, depósitos c/ pré aviso

Disponível Caixa, depósitos à ordem 39

Governoda República
Portuguesa
Análise gráfica do balanço
Rubricas do Ano n-1 Ano n
Balanço Valor % Valor % (calcular)

Activo
Imobliz Líquido 89 000,00 29,97 68 000,00 29,97
Existências 68 000,00 22,90 82 000,00 22,90
Créditos c/ prazo 125 000,00 42,08 143 000,00 42,08
Disponibilidades 15 000,00 5,05 6 000,00 5,05

Total 297 000,00 100,00 299 000,00 100,00


CP+ Passivo
Capital 100 000,00 33,66 100 000,00 33,66
Reservas 20 000,00 6,73 24 360,00 6,73
Dív a terc m/l prz 122 500,00 41,25 114 290,00 41,25
Dív a terc c/ prz 54 500,00 18,35 60 350,00 18,35 40

Governoda República

Total 297 000,00 100,00 299 000,00 100,00


Portuguesa
Análise gráfica do balanço
(cont.)

Exercício n-1 Exercício n (calcular)

Imobiliz Liq Capital Imobiliz Liq Capital


29,97% + 22,74% +
Reservas Reservas
Existências 40,4% Exist 41,59%
22,9% 27,42%

Dividas a terc Dividas a terc


Cred c/ prazo m/l prazo Cred c/ prazo m/l prazo
42,08% 41,25% 47,83% 38,22%

Dividas a terc c/ Dividas a terc


prazo 18,35% c/ prazo
Dispon. 5,05% Disponib 2,01% 20,18% 41
Governoda República
Portuguesa
Análise gráfica do balanço
(cont.)

 Da análise gráfica dos balanços em dois exercícios


consecutivos pode-se concluir:

 As percentagens das rubricas componentes dos 1º e 2º membros


somam 100%

 As componentes do activo circulante devem superar o exigível a


curto prazo, para que a empresa apresente uma sã estrutura
patrimonial

42

Governoda República
Portuguesa
Demonstração de
resultados
 Engloba os custos e perdas suportados e os proveitos e
ganhos obtidos pela empresa num determinado exercício

 Custos/proveitos classificados por natureza


 Operacional
 Financeira
 Extraordinária

43

Governoda República
Portuguesa
Demonstração de
resultados (cont.)

Demonstração de Resultados

• Custos • Proveitos
por natureza por natureza

• Resultado Líquido

44

Governoda República
Portuguesa
Demonstração de
resultados (cont.)

 O Resultado Líquido estabelece a ligação entre a


Demonstração de Resultados e o Balanço

 A comparação com exercícios anteriores permite compreender


a evolução da empresa

 POC: Demonstração de Resultados por Natureza e


Demonstração de Resultados por Funções
45

Governoda República
Portuguesa
Anexo ao balanço e à
Demonstração resultados

 Desenvolve e comenta rubricas do Balanço e da


Demonstração de Resultados

 Divulga factos ou situações que, não aparecendo naqueles


mapas, são úteis para quem analisa as contas, por
exemplo:
 Critérios de valorimetria utilizados
 Métodos cálculo amortizações e ajustamentos
 Movimentos contas activo imobilizado

46

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise

2.2.1. Introdução
 Do ponto de vista económico, o objectivo fundamental da
empresa consiste na obtenção da máxima rentabilidade
 Deverá estruturar-se de forma a conseguir o máximo
rendimento das suas máquinas, instalações,
equipamentos e recursos humanos

47

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

 A empresa para obter a máxima rentabilidade de todos os


meios deverá escolhe-los em quantidade e qualidade
óptimas
 Deverá prover-se de meios financeiros, a curto ou a médio/longo prazo
que lhe permitam atingir tal fim

48

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

 A empresa tem de ser prudente sob o ponto de vista


financeiro, pois não pode continuadamente fazer novos
investimentos sob pena de não conseguir satisfazer as
suas obrigações no momento do vencimento

49

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

 É fundamental verificar em que medida é que os meios


utilizados são suficientes e adequados para que a
empresa:
 Tenha um desenvolvimento harmonioso e
 disponha dos meios financeiros que lhe permitam fazer

face aos seus compromissos à medida que se forem


vencendo

50

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

Assim,
 Além de uma análise económica,

 É necessário fazer uma análise financeira


 Recorrendo a um conjunto de métodos e técnicas que permitam
observar se a empresa tem capacidade para solver os seus
compromissos à medida que se forem vencendo

51

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

Métodos/Técnicas:

 Análise rubrica a rubrica ou por leitura directa

 Comparação de Balanços e Contas de Resultados de


exercícios sucessivos

 Método dos Indicadores ou Rácios

52

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

 Método dos Indicadores ou Rácios


 Vantagens:
 Entre os métodos de análise, é o mais prático, mais fácil de construir e
mais rico em conclusões.
 Desvantagens:
 São apenas um simples instrumento que não substitui a apreciação do
analista.
 Um rácio isolado pouca informação fornece.
 Quantificam, indiciam, mas não explicam.

53

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

2.2.2. Indicadores de Gestão


 Prestação de Serviços
 Vendas de mercadorias e produtos
 Capital Social
 Activo Líquido
 Capitais Permanentes
 Resultados Líquidos
 Nº de Trabalhadores

54

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

2.2.3. Método dos Balanços Sucessivos

 Permite conhecer a evolução apresentada pela empresa (análise


dinâmica)
 Em termos globais
 Por massas patrimoniais
 Rubrica a rubrica

55

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

2.2.4. Margem Comercial ou Resultado Bruto

MC = Vendas – Custo das mercadorias vendidas

2.2.5. Margem Industrial

MI = Vendas – Custo da Produção vendida

56

Governoda República
Portuguesa
2.2. Métodos e técnicas de
Análise (cont.)

2.2.6. Valor Acrescentado

 Calculado segundo:
- Óptica da Produção
- Óptica da Repartição

 Relacionar com: Volume de Negócios, Capitais Próprios, Nº


de Trabalhadores

57

Governoda República
Portuguesa
2.3. Fundo de maneio (FM)
 Para que a empresa tenha uma situação estável, o Activo
circulante deve ser superior ao valor do Exigível a curto
prazo.

 A diferença entre estas duas rubricas é o Fundo de Maneio

58

Governoda República
Portuguesa
2.3. Fundo de maneio (FM)
(cont.)
 FM = Activo Circulante – Exigível C/ Prazo

Activo Capitais
Fixo Permanentes
FUNDO
MANEIO
Activo
Circulante
Exigível C/ 59

Prazo
Governoda República
Portuguesa
2.4. Equilíbrio financeiro
 É fundamental verificar se a empresa é Solvente, isto é, se
é capaz de fazer face aos seus compromissos.
 Comparar:
 Grau de exigibilidade dos recursos à disposição da empresa
 Grau de liquidez das aplicações (capacidade de as transformar em
dinheiro)

60

Governoda República
Portuguesa
2.4. Equilíbrio financeiro (cont.)

 O Balanço patrimonial será assim organizado:

Activos a + de 1 ano Capitais próprios


(não exigíveis)
(pouco líquidos)

Dívidas a + de 1 ano
(pouco exigíveis)
Activos a - de 1 ano
(líquidos)
Dívidas a + de 1 ano
(exigíveis) 61

Governoda República
Portuguesa
2.4. Equilíbrio financeiro (cont.)

 Regra do Equilíbrio Financeiro Mínimo:

Os Recursos utilizados para financiar um activo devem


manter-se à disposição da empresa por um período, pelo
menos, igual à duração desse activo.

62

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
i) Rácios de Estrutura
 Medem a capacidade da empresa para solver os seus
compromissos a médio e longo prazo.
 Comparam os fundos fornecidos pelos capitais próprios
com os fundos obtidos junto dos credores (capital alheio)

63

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
(cont.)

 Rácio de Solvabilidade

Capitais Próprios
Rácio de Solvabilidade 
Passivo Total

Expressa a capacidade da empresa para solver os


seus compromissos na data do seu vencimento

64

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
(cont.)

 Rácio de Autonomia Financeira

Capitais Próprios
Rácio de Aut.Fin  X 100
Activo Líquido

Mede a participação do capital próprio no


financiamento da empresa, ou seja, por cada
100 €, quantos são próprios
65

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
(cont.)

 Rácio de Endividamento ou dependência

Passivo
Rácio de Endivid  X 100
Activo Líquido

Mede a participação do capital alheio no


financiamento da empresa, ou seja, por cada
100 €, quantos são alheios.
66

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
(cont.)

ii) Rácios de Liquidez


 Medem a capacidade da empresa para fazer face às suas
obrigações a curto prazo
 Permitem verificar se a empresa tem ou não capacidade
para pagar as suas dívidas na data do seu vencimento

67

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
(cont.)

 Liquidez geral

Activo circulante
Liquidez geral 
Passivo a curto prazo

Se o valor apurado for maior que 1, a empresa


pode utilizar activos circulantes para pagar
dívidas a menos de 1 ano.
68

Governoda República
Portuguesa
2.5. Rácios financeiros
(cont.)

 Liquidez reduzida

Activo circulante - Existência s


Liquidez reduzida 
Passivo a curto prazo

Quanto maior for este rácio melhor está a


tesouraria da empresa.

69

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
 Estes indicadores têm a ver com a aptidão da empresa
para produzir resultados positivos (lucros).

 De um modo geral, estes rácios relacionam o resultado


(lucro ou prejuízo) com os capitais que o segregaram.

70

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Rendibilidade dos Capitais Próprios

Resultado Líquido
Rendib.Cap.Próprios  X 100
Capital Próprio

Relaciona o lucro que a empresa obteve em


determinado exercício face aos capitais próprios
de que dispunha.
71

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Rendibilidade do Activo Total

Resultado Líquido
Rendib. Act.Total  X 100
Activo líquido

Mostra o lucro que a empresa obteve por cada


100 € nela investidos

72

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Rendibilidade Líquida das Vendas

Resultado Líquido
Rendib.Liq.Vendas  X 100
Vendas

Mede o lucro (prejuízo) da empresa por cada €


vendido

73

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Rotação do Activo total Líquido

Vendas
Rotação Activo  X 100
Activo total

Mede o grau de eficácia de utilização dos


activos

74

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Rotação do Activo fixo

Vendas
Rotação Activo Fixo 
Activo Fixo

 Rotação do Activo Circulante


Vendas
Rotação Activo Circul 
Activo Circulante

75

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Tempo Médio de duração das Existências

Valor Médio Exist ((Si  Sf)/2)


Tempo Médio Exist  x 365
Custo Mercad vendidas e Mat Consum

Este rácio indica-nos o tempo médio de


permanência dos stocks em armazém. Deve
ser desdobrado consoante a natureza das
existências
76

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Tempo Médio de Cobrança

Saldo Médio Clientes


Tempo Médio Cobr  x 365
Vendas  Prest. Serviços

Este indicador permite verificar qual é, em


média, o número de dias que a empresa
demora a receber dos seus clientes (mede o
tempo que separa a venda do seu
recebimento)
77

Governoda República
Portuguesa
2.6. Rácios económicos
(cont.)

 Tempo Médio de Pagamento

Saldo Médio Fornecedores


Tempo Médio Pagam.  x 365
Compras

Este indicador permite verificar qual é, em


média, o número de dias que a empresa
demora a pagar aos seus fornecedores. (É
importante que seja superior ao valor do
rácio anterior)
78

Governoda República
Portuguesa
2.7. Rácios económico-
financeiros
 Cash-flow (ou fluxo de liquidez):

Resultados antes de impostos


+ amortizações
+ provisões
= CASH-FLOW BRUTO
- Imposto sobre rendimento
= CASH-FLOW LÍQUIDO
79

Governoda República
Portuguesa
2.7. Rácios económico-
financeiros (cont.)

 Nesta perspectiva, o cash-flow calcula-se a partir da


Demonstração de Resultados.

 Com os meios libertos, a empresa paga dividendos,


adquire novas imobilizações, reembolsa empréstimos, etc.

80

Governoda República
Portuguesa
2.7. Rácios económico-
financeiros (cont.)

 A partir do cash-flow, calcula-se um indicador importante:

Cash  flow líquido


x 100
Volume de negócios

81

Governoda República
Portuguesa
2.7. Rácios económico-
financeiros (cont.)

 Este rácio indica-nos qual o valor de fundos libertos por


cada 100 € de volume de negócios (vendas + prestações
de serviços)

82

Governoda República
Portuguesa