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UNIVERSIDADE LUTERANA DO

BRASIL
CURSO DE MEDICINA
DISCIPLINA DE SEMIOLOGIA
Semiologia da mama e axila

Prof. Miriam Silveira Heine


ANATOMIA E FISIOLOGIA
A mama feminina situa-se
na parede torácica
anterior, estendendo-se
desde a clavícula e a
segunda costela até a
sexta costela, no espaço
entre o esterno e a linha
axilar média. A mama se
localiza sobre os músculos
peitoral maior e serrátil
anterior.
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ANATOMIA E FISIOLOGIA
Divide-se em quatro
quadrantes através de
linhas horizontais e
verticais que se
interceptam no mamilo.
Uma extensão lateral de
tecido mamário estende-
se do quadrante superior
externo a axila.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA
Cada mama é formada por 15-20 lóbulos
glandulares, cada um drenando para um ducto
excretor que termina no mamilo, em um leito de
tecido adiposo e fibroso que dá forma ao órgão.
Projeções de tecido mamário se fundem à fascia
superficial e dão suporte (ligtos. de Cooper).

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ANATOMIA E FISIOLOGIA
A mama tem extensa
drenagem venosa e
linfática. A maior parte da
drenagem linfática é
direcionada para os
linfonodos axilares. Outros
linfonodos se localizam
abaixo da margem lateral
do peitoral maior, na
região subclavicular e
supraclavicular.
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ANATOMIA E FISIOLOGIA
A mama é um tecido sensível a hormônios
que se modifica com o ciclo menstrual e com a
idade. As mamas da mulher adulta
apresentam variações quanto a forma,
tamanho e simetria. Pode ser macia, mas com
frequência é granular ou nodular a palpação.
A superfície é lisa, sendo visível a rede venosa
superficial. O mamilo situa-se no centro da
aréola e ambos são pigmentados.Na aréola
encontram-se pequenas elevações que são os
tubérculos de Montgomery.
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ANATOMIA E FISIOLOGIA
Mamilos extras ou
supranumerários podem
ser encontrados ao longo
da linha láctea. Pode ser
apenas um pequeno
mamilo com aréola,
semelhante a um nevo

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MAMA MASCULINA
A mama masculina é
constituída de um
pequeno mamilo e aréola.
Abaixo há uma pequena
porção de tecido mamário
rudimentar. Como não há
estímulo por estrogênio e
progesterona, o
desenvolvimento e a
divisão dos lóbulos em
ductos são mínimos.
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ANATOMIA DA AXILA
Delimitada profunda-
mente pela fossa
subescapular. O ápice
axilar é definido pelo
ligamento costo-clavicular
(ligto. de Halsted).
Lateralmente rebordo do
grande dorsal e
medialmente pelo gradil
costal.

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EPIDEMIOLOGIA
O câncer de mama é a causa mais comum de
câncer entre as mulheres e a segunda maior
causa de morte.
Em mulheres o câncer de mama é a primeira
causa de morte se considerada a faixa etária
entre 45 e 55 anos.
No mundo, 1 milhão de novos casos por ano.

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Distribuição proporcional dos dez tipos de câncer mais
incidentes estimados para 2018 por sexo, exceto pele não
melanoma (INCA)
Localização primária Casos % Localização primária Casos %

Próstata 68.220 31,7% Mama Feminina 59.700 29,5%

Traqueia, Brônquio e
18.740 8,7% Cólon e Reto 18.980 9,4%
Pulmão

Cólon e Reto 17.380 8,1% Colo do Útero 16.370 8,1%

Traqueia, Brônquio e
Estômago 13.540 6,3% 12.530 6,2%
Pulmão

Cavidade Oral 11.200 5,2% Glândula Tireoide 8.040 4,0%

Esôfago 8.240 3,8% Estômago 7.750 3,8%

Bexiga 6.690 3,1% Corpo do Útero 6.600 3,3%

Laringe 6.390 3,0% Ovário 6.150 3,0%

Leucemias 5.940 2,8% Sistema Nervoso Central 5.510 2,7%

Sistema Nervoso Central 5.810 2,7% Leucemias 4.860 2,4%


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Taxas de Incidência estimadas para 2016* para os tipos de câncer mais frequentes (exceto pele
não melanoma) em mulheres, Brasil e regiões geográficas (INCA)

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EPIDEMIOLOGIA
• Em mulheres o câncer de mama é a primeira
causa de morte se considerada a faixa etária
entre 45 e 55 anos.
• No mundo, 1 milhão de novos casos por ano.
• Para o Brasil, em 2014, 57.120 casos novos de
câncer de mama, com um risco estimado de
56,09 casos a cada 100 mil mulheres(INCA)

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EPIDEMIOLOGIA
• Sem considerar os tumores de pele não
melanoma, esse tipo de câncer é o mais
frequente nas mulheres das regiões Sudeste
(71,18/ 100 mil), Sul (70,98/ 100 mil), Centro-
Oeste (51,30/ 100 mil) e Nordeste (36,74/ 100
mil). Na região Norte, é o segundo tumor mais
incidente (21,29/ 100 mil) INCA

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CANCER DE MAMA
• OMS: 1050.000 casos novos
• OMS: nas décadas de 60 e 70 aumento de 10 vezes nas taxas de
incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base
Populacional de diversos continentes.
Cerca de 1,67 milhões de casos novos dessa neoplasia foram esperados para
o ano de 2012, em todo o mundo, o que representa 25% de todos os tipos de
câncer diagnosticados nas mulheres. Suas taxas de incidência variam entre as
diferentes regiões do mundo, com as maiores taxas em 2012 na Europa
Ocidental (96/ 100 mil) e as menores taxas na África Central e na Ásia Oriental
(27/ 100 mil).
• Aumento na Incidência:
– Países desenvolvidos: mortalidade menor
– Países em desenvolvimento: mortalidade maior

INCA
EPIDEMIOLOGIA
• Nos EUA uma em cada 9 mulheres que viverão
até os 85 anos desenvolverá câncer de mama
• A taxa de sobrevida para ca de mama
localizado, aumentou de 78% em 1940 para
93% em 1993 – mamografia
• Após 10 anos 75% dos casos axila negativa
estarão vivas. Quando a axila é positiva,
apenas 25% estarão vivas
• Uma mulher com 70 anos tem quase 10 vezes
o risco de uma mulher de 40

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EPIDEMIOLOGIA
• A sobrevida em um, cinco, dez e 20 anos, em
países desenvolvidos, como a Inglaterra, é de
95,8%, 85,1%, 77% e 64% respectivamente. O
estudo do INCA apresentou, para o câncer de
mama, uma sobrevida aproximada de 80%.

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FATORES DE RISCO
• Sexo feminino
• Incidência aumenta dos 25 aos 70 anos.
• Mais frequente em mulheres brancas mas com
apresentação mais agressiva em negras.
• Doenças benignas da mama como lesões
proliferativas com ou sem atipias, aumentam o risco
de 2 a 5 vezes.

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Idade: um fator principal

A chance de uma mulher desenvolver câncer de mama aumenta


com a idade:
• 20 anos 1 em 1.760
• 30 anos 1 em 229
• 40 anos 1 em 69
• 50 anos 1 em 42
• 60 anos 1 em 29
• 70 anos 1 em 27
• Ao longo da vida 1 em 8
Fonte: American Cancer Society Breast Cancer Facts and Figures 2009-2010

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Mulheres de países subdesenvolvidos tem menores
taxas de câncer de mama.
História familiar de câncer de mama ocorre em 20%
dos casos.
Parentes de primeiro grau tem o dobro de risco se a
doença na paciente original se desenvolveu após
a menopausa (em uma mama) e três vezes maior
risco se o tumor apareceu na pré-menopausa.
Nuliparidade é fator de risco, gestação e
amamentação são fatores de proteção.
Obesidade, sedentarismo e ingesta de alcool
apresentam maior evidência de associação.

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Menarca antes dos 12 anos de idade parece
ter maior incidência.
Primeiro filho com trinta anos ou mais tem
três vezes maior risco.
Tumorações indolores notadas no auto
exame ou no exame físico de rotina
detectam a maioria dos cânceres.
TRH aumenta o risco.
O uso de ACO não mostrou associação com
aumento da incidência.
Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o
prognóstico.

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ANAMNESE
Queixa principal:

Tumoração ou intumescência.
Dor
Descarga papilar
Modificações da pele da mama

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Historia da doença atual
Dor: início, intensidade, localização,
irradiação, relação com atividade
física, traumatismo, ciclo
menstrual, presença de febre, uso
de fármacos, uni ou bilateral,
associada a nódulo.

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DOR
• Consegue descrever a dor?
• Quando sentiu a primeira vez?
• Modificação nas características da dor no ciclo
menstrual?
• É em ambas as mamas?
• Houve algum trauma?
• Dor associada a nódulo ou descarga papilar?
• Modificação de tamanho?

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Diagnóstico diferencial
• Gravidez
• Menstruação
• Início da puberdade
• Lactação
• Mamilo fissurado
• Inflamação do mamilo
• Cisto
• Galactocele
• Abscesso mamário
• Mastite
• Trauma
• Angina
• Zoster

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• Nódulo: data em que percebeu,
velocidade de crescimento,
localização, consistência, relação
com traumatismos ou ciclo
menstrual, dor.

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NÓDULO
• Quando notou?
• Percebeu relação com o período menstrual?
• A tumoração é sensível?
• Já havia notado antes?
• Notou modificação na pele da mama?
• Possui implantes mamários?

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Diagnóstico diferencial
• Abaulamentos da mama inteira: gravidez,
lactação, hipertrofia, mastite.
• Nódulos: adenoma, cisto, galactocele, lipoma,
carcinoma.
• Abaulamentos não-mamários: abscesso
retromamário, deformidades das costelas.

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Alteração na pele da mama:
Cor
Textura
Descamação do mamilo
“Casca de laranja”

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HPP:
Menarca e uso de hormônios
Menopausa, ganho de peso e TRH
Auto exame.
Paridade, idade da 1ª gestação a termo
Visitas ao ginecologista
História familiar
Mamografia
BPS ou outras cirurgias da mama
TRH
Gestações/paridade
Lactação, duração, intercorrências

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História social:
• Perfil psicossocial
• Tabagismo
• Uso de álcool
• Sedentarismo

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CAFÉ?

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Semiotécnica:
Inspeção
Exame da axila
Palpação

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Inspeção estática:
Paciente sentada, braços rentes ao
tórax-analisar simetria, trofismo,
dimensões e forma das mamas,
das aréolas, depressões,
abaulamentos, retrações da
superfície mamária ou do mamilo.

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Inspeção dinâmica:
Levantamento dos braços para aumentar a
tensão nos ligtos. de Cooper.
Contração dos músculos peitorais.
Verificar: abaulamentos, tumores, alterações
da pele, dos mamilos, retrações.
Inclinar o tronco para frente acentua os
achados.

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Palpação:
Paciente sentada realizar a palpação das
fossas infraclaviculares e supraclaviculares.
Região axilar e seu prolongamento devem
ser explorados com o braço da paciente
apoiado no ombro do examinador.
A axila é avaliada com movimentos de cima
para baixo.

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Paciente em decúbito dorsal, mãos atrás da
cabeça, próximas a região cervical: o
sentido horário deve ser adotado na
sequência da palpação. Iniciar pela mama
normal, de modo suave e com a face
palmar dos dedos indo de encontro ao
gradeado costal (tecnica de Velpeaux) A
seguir a palpação deve ser realizada com
as falanges distais do segundo e terceiro
dedos, semelhante ao tocar de piano
(técnica de Bloodgood).

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Realizar a expressão dos
mamilos com os dedos e por
quadrante. O aspecto da
secreção varia do citrino
claro ao sanguinolento.

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Descarga papilar:
Cor, início, ambas as mamas,
relação com ciclo menstrual,
início espontâneo ou
provocado retração do mamilo,
cefaléia, uso de medicação, uso
de ACO.

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DEFINIÇÃO
EXTERIORIZAÇÃO DE MATERIAL FLUÍDO POR
UM OU MAIS POROS GALACTÓFOROS, UNI OU
BILATERAL, ESPONTÂNEO OU NÃO, FORA DO
CICLO GRÁVIDO PUERPERAL.
Descarga Papilar
FISIOLÓGICA PATOLÓGICA
Descarga provocada Descarga espontânea
Multiductal Uniductal
Bilateral Unilateral
Multicolorida Aquosa/sanguínea
Esporádica Profusa e persistente

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SEMIOLOGIA
A – Anamnese (mais de 50%)

espontâneo, unilateral, uniductal, persistente, cristalino ou hemorrágico

B – Exame das mamas

Sensibilidade – 54%
Especificidade – 94%

Inspecção - Ponto do gatilho


Palpação -
Expressão -
FLUXO PAPILAR

Incidência: 19% das mulheres


Fluxo espontâneo: 3 à 8% das
mulheres
Fluxo e Câncer: 5 à 8% dos
espontâneos

CAR
FLUXO PAPILAR

Tipos de Fluxo:

Galactorréias

Fisiológicos
CAR
FLUXO PAPILAR

Tipos de Fluxo: Galactorréias


Fluxo de Leite bilateral não
gesta/lactacional,
idiopática (secundária a
medica/droga)
traumas torácicos
anormalidades endócrinas
CAR
FLUXO PAPILAR

Tipos de Fluxo: Fisiológico


Não é espontânea
Relacionada a manipulação do
mamilo
Bilateral
CAR
FLUXO PAPILAR

Tipos de Fluxo: Patológico


Unilateral
Uniductal
Espontâneo
Persistente
Intermitente
CAR
FLUXO PAPILAR

Tipos de Fluxo: Patológico


O fluxo pode ser:
hemorrágico
Sero-sanguíneo
Verde acinzentado
Aquoso
CAR
FLUXO PAPILAR
Tipos de Fluxo: Patológico
Causa mais comum:
44% Papilomatose ou só
23% Ectasia ductal
16% AFBM
11% Câncer
6% Outros

CAR
Coloração do Derrame Papilar
Alt. Func.Benignas Sero-esverdeado
Galactorréia Leitoso
Ectasia ductal Amarelo espesso
Papiloma intraductal Sanguinolento
Serossanguinolento
Carcinoma Claro ou sanguinolento
Gravidez Sanguinolento
Mastites Purulento

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Características semiológicas dos
nódulos de mama:
Limites -bem delimitados ou
imprecisos e irregulares
Consistência- dura ou firme e elástica
Mobilidade
Diâmetro
Fixação a planos profundos

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Anomalias congênitas:
Pequenas diferenças na
forma e no tamanho das
mamas ou presença de
mamilos extranumerários .

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Mastalgia:
Dor nas mamas ou aumento de sensibilidade
ou a sensação de ingurgitamento
mamário.
Cíclica: varia com o ciclo menstrual, é
bilateral, nos quadrantes superiores
externos.
Acíclica: não tem associação com o ciclo
menstrual, pode ser constante ou
intermitente.

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Dor extramamária ou de origem
musculoesquelética:
Nevralgia intercostal
Contratura muscular
Espondiloartrose vertebral
Angina
Colelitíase
Síndrome de Tietze(costocondrite)

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Mastites
Inflamação da mama lactante (puerperal) –
entrada de germes patogênicos através de
fissuras nos mamilos. Sinais inflamatórios:
calor, rubor, dor e edema

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Alterações funcionais benignas da
mama (mastopatia fibrocística,
doença fibrocística, displasia
mamária):
São as alterações mais frequentes da
mama; ocorrem dos 25 aos 45 anos –
tríade clássica: dor mamária cíclica,
espessamentos mamários e cistos

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Alterações Funcionais Benignas das
Mamas (AFBM)
Conceito
 Condição clínica caracterizada por
dor e/ou nodularidade mamária que
aparece no início do menacme, inicia-
se ou intensifica-se no período pré-
menstrual e tende a desaparecer com a
menopausa
Alterações Funcionais Benignas das
Mamas (AFBM)
Conceito
 Terapia de reposição hormonal: retorno dos
sintomas
 Termo “alterações funcionais benignas da
mama” (AFBM)
 proposto pela Sociedade Brasileira de
Mastologia em 1994
 substitui as designações: displasia
mamária, doença fibrocística, alteração
fibrocística
Alterações Funcionais Benignas das
Mamas (AFBM)

Prevalência
 Quadro clínico: 50 a 60% das
mulheres
 Material de autópsia: 80 a 90%
das mulheres
A mama é dolorosa a palpação
com relevo irregular, grosseiro,
simulando micro ou macro
nódulos. Quando localizadas
devem ser biopsiadas.

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Cistos
• Incide em 7 a 10% da população feminina

• Faixa etária dos 35 aos 50, sendo menos


frequente antes dos 30 anos e na pós-
menopausa

• Comportamento biológico lábil,


diminuindo ou desaparecendo a despeito
de quaisquer medidas terapêuticas
Fibroadenomas são tumores
benignos, sólidos, de limites
precisos, superfície lisa, elástica,
não aderidos a planos profundos
e a pele. Em geral de tamanho
pequeno (2-3cm).

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FIBROADENOMAS
• EPIDEMIOLOGIA
• ≈ 1/3 a metade dos tumores benignos da mama
• Incidência 75% < 20 anos 3
• negras
• bilateralidade 15% / multiplicidade 20% 4
• QSLE : maior quantidade de tecido mamário 2
• Predomínio 21/25 anos 5
• Perimenopausa : taxa de recorrência 2
maior incidência malignidade 6
Tumores malignos:
Nódulo ou zona endurecida, de
limites pouco nítidos, indolor,
superfície áspera, pouco móvel
e em estágios mais avançados,
aderido a pele, podendo haver
ulceração.

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Ginecomastia:
É o crescimento excessivo das mamas
no homem podendo ser uni ou
bilateral, espontânea ou adquirida
pelo uso de estrogênios. Pode
aparecer na insuficiência hepática;
síndrome de Klinefelter; neoplasias
de suprarrenal e de testículo.

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Identificação de sinais e sintomas suspeitos

Recomendação que os seguintes sinais e sintomas sejam considerados como


de referência urgente para serviços de diagnóstico mamário:
• Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;
• Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por
mais de um ciclo menstrual;
• Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem
aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade; •
Descarga papilar sanguinolenta unilateral;
• Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos; •
Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral;
• Presença de linfadenopatia axilar;
• Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de
edema, como pele com aspecto de casca de laranja;
• Retração na pele da mama;
• Mudança no formato do mamilo
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Linha de Cuidado no Câncer
Unidade Terciária
Unidade Secundária
UNACON / CACON

Atenção Primária

•Consulta com
generalista Consulta Tratamento Cuidados
•Investigação Especializada oncológico Paliativos
de lesões
pálpáveis
Cuidado Domiciliar
•Rastreamento Diagnóstico

Atenção
Primária

As linhas de cuidado são estratégias de estabelecimento do


“percurso assistencial” com o objetivo de organizar o fluxo dos
indivíduos, de acordo com suas necessidades
Bibliografia:
Tratado de Semiologia Médica –
Swartz
Exame Clínico – Celmo Celeno
Porto
Exame Clínico – Epstein
MED Curso 2008

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OBRIGADA

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