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LITERATURA

Prof. Me. Sony


MÓDULO DE EXERCÍCIOS - BARROCO
1/5
1. (UFRJ - 2012) SONETO

[Moraliza o poeta nos ocidentes do sol


a inconstância dos bens do mundo]

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,


Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?


Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,


E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

(MATOS, Gregório. Obras completas de Gregório de Barros. Salvador.


Janaína, 1967, 7 volumes)

Sobre o texto, é INCORRETO afirmar:


a) Considerando o terceiro verso da primeira estrofe, há uma figura de
sintaxe, o hipérbato.
b) Considerando o quarto verso da primeira estrofe, há uma figura de
sintaxe, a elipse.
c) Gregório de Matos Guerra utiliza-se de uma linguagem rica em figuras
próprias do período Barroco, dentro da chamada linguagem cultista.
d) O poeta baiano vale-se da linguagem figurada para persuadir o leitor
e convencê-lo da instabilidade da beleza e da felicidade.
e) Há a retomada de elementos da natureza e da melancolia identifica o
soneto com a produção poética de inspiração byroniana.
2. (Mackenzie -SP) Os conhecidos versos de Gregório de Matos – Ser
Angélica flor e Anjo florente / Em quem, senão em vós, se uniformara: –
revelam que a estética seiscentista:

a) sobrepõe a concepção espiritualista da figura feminina à concepção


carnal.
b) valoriza apenas os aspectos físicos da figura feminina, em oposição à
estética medieval.
c) busca, na recriação da mulher, uma síntese de valores espirituais e
materiais.
d) descreve a mulher utilizando os mesmos recursos estilísticos das cantigas
de amor.
e) descreve, satiricamente, as características contraditórias da figura
feminina.
3. (UFRGS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) a afirmações
abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro.
( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores
transcendentais e os valores mundanos, exemplificando as tensões do
seu tempo.
( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de
imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar
o conteúdo da pregação.
( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira, em seus poemas e sermões,
mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em
linguagem barroca.
( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do
Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil.
( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio
operado pela retórica retumbante e vazia.

A sequencia correta de preenchimento dos parênteses, de cima para


baixo, é

a) V - F - F - F - F
b) V - V - V - V - F
c) V - V - F - V - F
d) F - F - V - V - V
e) F - F - F - V - V
4. (UFV MG) Leia o soneto a seguir, de ofendido,
autoria de Gregório de Mattos: Vos tem para o perdão lisonjeado.

Pequei, Senhor, mas não porque hei Se uma ovelha perdida, e já cobrada
pecado, Glória tal e prazer tão repentino
Da vossa piedade me despido, vos deu, como afirmais na Sacra
Porque quanto mais tenho delinquido, História:
Vos tenho a perdoar mais empenhado. Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Que bom costume é bailar! Cobrai-a, e não queiras, Pastor divino,
Se basta a vos irar tanto pecado, Perder na vossa ovelha a vossa glória.
A abrandar-vos sobeja um só gemido, (Cf. DIMAS, Antônio. "Seleção de textos, notas,
estudos biográficos, histórico e crítico." 2. ed.
Que a mesma culpa, que vos há São Paulo: Nova Cultural, 1988. p.141s)
Assinale a alternativa INCORRETA:

a) No jogo de antíteses, o poeta vê-se como culpado, mas também


ovelha indispensável ao Pastor Divino.
b) O argumento do poeta, arrependido, constrói o poema pelo jogo de
ideias, ou seja, o cultismo.
c) O poeta recorre ao texto bíblico para justificar, perante Deus, a
necessidade de ser perdoado.
d) Segundo o poeta, o perdão de sua culpa favorecia a ambos: tanto ao
culpado, quanto ao Pastor Divino.
e) O poeta busca, em sua linguagem dualista, configurar a relação
paradoxal entre fé e razão, típica do Barroco.
5. (Mackenzie SP)

Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três cousas: olhos,


espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos;
se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo,
há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que cousa é a
conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si
mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é
necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina;
Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos,
que é o conhecimento.
I. O texto é exemplo de obra sermonística.
II. O texto é exemplo da literatura religiosa desenvolvida no Brasil no
século XVII.
III. O texto desenvolve-se seguindo modelo de composição conceptista.
IV. Analogia e paralelismo sintático são recursos retóricos que compõem a
argumentação.
Dentre as afirmações acima:
a) apenas I , II e III estão corretas.
b) apenas I , III e IV estão corretas.
c) apenas II , III e IV estão corretas.
d) todas estão corretas.
e) nenhuma está correta.
6. (FATEC SP)
Os ouvintes ou são maus ou são bons; se são bons, faz neles grande fruto a
palavra de Deus; se são maus, ainda que não faça neles fruto, faz efeito. A
palavra de Deus é tão fecunda, que nos bons faz muito fruto e é tão eficaz,
que nos maus, ainda que não faça fruto, faz efeito; lançada nos espinhos
não frutificou, mas nasceu até nos espinhos; lança nas pedras não
frutificou, mas nasceu até nas pedras. Os piores ouvintes que há na Igreja
de Deus são as pedras e os espinhos. E por quê? - Os espinhos por agudos,
as pedras por duras. Ouvintes de entendimentos agudos e ouvintes de
vontades endurecidas são os piores que há. Os ouvintes de entendimentos
agudos são maus ouvintes, porque vêm só a ouvir sutilezas, a esperar
alantarias, a avaliar pensamentos, e às vezes também a picar quem os não
pica.
Mas os de vontades endurecidas ainda são piores, porque um
entendimento agudo pode-se ferir pelos mesmos fios, e vencer-se uma
agudeza com outra maior; mas contra vontades endurecidas nenhuma
coisa aproveita a agudeza, antes dana mais, porque quanto as setas são
mais agudas, tanto mais facilmente se despontam na pedra.
E com os ouvintes de entendimentos agudos e os ouvintes de vontades
endurecidas serem os mais rebeldes, é tanta a força da divina palavra,
que, apesar da agudeza, nasce nos espinhos, e apesar da dureza, nasce
nas pedras.

(Padre Antônio Vieira, "Sermão da Sexagésima". Texto editado.)


Considere as afirmações seguintes sobre o texto de Vieira.
I. Trata-se de texto predominantemente argumentativo, no qual Vieira
emprega as metáforas do espinho e da pedra para referir-se àqueles em que
a palavra de Deus não prospera.
II. Nota-se no texto a metalinguagem, pois o sermão trata da própria arte da
pregação religiosa.
III. À vista da construção essencialmente fundada no jogo de ideias, fazendo
progredir o tema pelo raciocínio, pela lógica, o texto caracteriza-se como
conceptista.
IV. Efeito da Revolução Industrial, que reforçou a perspectiva capitalista e o
individualismo, esse texto traduz a busca da natureza (pedras, espinhos, .....)
como refúgio para o eu lírico religioso.
V. Vincula-se ao Barroco, movimento estético entre cujos traços destaca-se a
oscilação entre o clássico (de matriz pagã) e o medieval (de matriz cristã), a
qual se traduz em estados de conflito religioso.
Estão corretas apenas as afirmações

a) I, II e III.
b) I, III e V.
c) II, III e IV.
d) II, III, IV e V.
e) I, II, III e V.
7. (UFSCar SP)
O pregar há-de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou
azuleja. Ordenado, mas como as estrelas. (...) Todas as estrelas estão por
sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor.
Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o
sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte há-de estar branco, da
outra há-de estar negro; se de uma parte está dia, da outra há-de estar
noite; se de uma parte dizem luz, da outra hão-de dizer sombra; se de
uma parte dizem desceu, da outra hão-de dizer subiu. Basta que não
havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão-de estar
sempre em fronteira com o seu contrário? Aprendamos do céu o estilo da
disposição, e também o das palavras.

(Vieira, "Sermão da Sexagésima".)


No texto, Vieira critica um certo estilo de fazer sermão, que era
comum na arte de pregar dos padres dominicanos da época. O uso da
palavra xadrez tem o objetivo de

a) defender a ordenação das ideias em um sermão.


b) fazer alusão metafórica a um certo tipo de tecido.
c) comparar o sermão de certos pregadores a uma verdadeira prisão.
d) mostrar que o xadrez se assemelha ao semear.
e) criticar a preocupação com a simetria do sermão.
8. (UFSM RS) Leia a estrofe de Gregório de Matos:
"Ardor em firme coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido."

Assinale a alternativa em que os dois versos indicados apresentam metáforas


de lágrimas.
a) versos 1 e 2
b) versos 2 e 4
c) versos 2 e 3
d) versos 3 e 4
e) versos 1 e 3
GABARITO
1–e
2–c
3–c
4–a
5–a
6–e
7–a
8–d