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Envelhecimento em indivíduos com HIV: um novo cenário e

uma nova visão


Introdução
 Pessoas com mais de 65 anos representam mais de 17% da população geral.
 2030: 26% da população será de idosos.
 A prevalência de indivíduos com HIV com 50 anos ou mais tem aumentado.
 Segundo dados do estudo ATHENA (Aids Therapy Evalution in Netherlands) a
proporção de adultos com 50 anos ou mais irá aumentar de 28% em 2010 para 73%
em 2030.
 Indivíduos com HIV são mais vulneráveis às condições relacionadas ao
envelhecimento.
Introdução
 Inflammaging: processo microinflamatório
crônico e silencioso relacionado ao Declínio no
sistema
envelhecimento. imunológico
 Impacta o sistema imunológico.
 Aumenta probabilidade de doenças: Desencadeia uma Reativação de
cardiovasculares, diabetes e câncer. resposta infecções crônicas
inflamatória (CMV e HIV)

Estimula o sistema
imune inato
Objetivo
 Investigar, através de uma revisão de literatura, as condições
relacionadas a idade em pessoas idosas vivendo com HIV e sugerir
procedimentos clínicos mais apropriados para esta população.
Condições clinicas
 2003 a 2013: aumento de doenças cardiovasculares (CVD) – 3% a 7%;
danos renais – 5% a 11%; osteoporose – 4% a 6% e diabetes mellitus – 9% a
19%.
 Número de mortes não relacionadas a aids eclipsou o número de morte por
causas relacionadas a aids entre indivíduos com amplo acesso a TARV.
Condições clinicas
1. Comorbidades
 Prevalência de CVD – fatores de risco: cigarro, dislipidemia (elevação de
colesterol e triglicerídeos no plasma ou a diminuição dos níveis de HDL ),
diabetes, uso de drogas, status inflamatório e os efeitos de replicação do HIV
e a TARV.
 Destaque: alto uso de cigarro nessa população.
 Doenças crônicas dos rins – mais comum em pessoas com HIV.
 Osteopenia e osteoporose – aumento de até 60% e de 10% a 15%,
respectivamente.
 Câncer – a infecção pelo HIV predispões a diversos tipos de câncer.
Condições clinicas
2. Prejuízos neurocognitivos
 HAND (HIV-Associated Neurocognitive Disorder) – Desordens
Neurocognitivas Associadas ao HIV
 Inclui uma variedade de sintomas cognitivos como: problemas de atenção e
memória de trabalho; aprendizagem e memória; funções executivas e
velocidade de processamento.
 Cerca de metade dos pacientes em tratamento antirretroviral apresenta algum
prejuízo cognitivo.
 A idade avançada aumenta a suscetibilidade a HAND.
 Muitos indivíduos de meia idade apresentam déficits cognitivos similares a de
pessoas mais velhas sem HIV.
Condições clinicas
2. Prejuízos neurocognitivos
 São observados danos da infecção pelo vírus no sistema nervoso central e
envelhecimento do cérebro.
 Prejuízo nas funções de vida diária já observados em indivíduos com HIV
são mais proeminentes em indivíduos mais velhos.
 Necessário: identificar fatores que contribuam para um melhor
envelhecimento (por exemplo, reservas cognitivas e estilo de vida) – danos
podem ser reduzidos com treinos mentais e atividades físicas.
Condições clinicas
3. Limitações funcionais e fragilidade
 Perda da homeostase funcional: individuo incapaz de se recuperar
efetivamente de diversos estressores levam a uma saúde debilitada e
aumento da mortalidade.
 Fragilidade ou sintomas de fragilidade são observados em 5% a 19% de
indivíduos com HIV.
 Pessoas com HIV tendem a apresentar déficits físicos mais cedo.
 A tais condições estão associados: aumento do risco de resistência a
insulina, quedas, prejuízo na qualidade de vida e hospitalização.
Polifarmácia e interações medicamentosas
 Pacientes com HIV tendem a usar um maior número de medicamentos
concomitantes.
 tratamento cardiovascular, agentes do sistema nervoso central e para desordens
gastrointestinais.
 Polifarmácia: consumo de medicamentos múltiplos (mais de cinco),
excessivos, desnecessários e não indicados.
 Interações com medicamento antirretrovirais são conduzidos
principalmente pela indução ou inibição de enzimas e transportadores
envolvido na disposição da droga.
 O manejo da polifarmácia em pacientes idosos pode ser complexo –
múltiplos prescritores envolvidos no cuidado do paciente.
Considerações clinicas para o cuidado de
pacientes idosos com HIV
Cuidado: condições relacionadas ao HIV e a velhice.
1. TARV – deve se considerar interações medicamentosas, comorbidades e
possíveis tratamentos.
 Tenofovir disoproxil fumarate (TDF) – maior risco para doenças nos rins.
 Indinavir, lopinavir-ritonavir, didanosine, abacavir e duranavir – riscos
cardiovasculares.
 Calcio, ferro e vitaminas podem interferir na absorção de inibidores de
integrasse.
Considerações clinicas para o cuidado de
pacientes idosos com HIV
2. Considerações gerais
 CGA - Avaliação Geriátrica Abrangente – avaliação que abrange aspectos
médicos, físicos, cognitivos e sociais.
 Avaliação multidimensional e interdisciplinar.
 Permite determinar capacidades medicas, físicas e funcionais do idoso.
 Utiliza critérios como: idade, comorbidades, problemas psicossociais,
utilização elevada ou previsível de cuidados de saúde, mudança na situação de
vida e condições geriátricas específicas.
Especificações gerais para pacientes idosos
com HIV
Visita Médica (no mínimo duas vezes ao ano)
 História médica: checar problemas médicos, hospitalizações, alergias, eventos
adversos, uso de substâncias, hábitos sexuais
 Histórico de medicação centralizada: checar medicamentos prescritos,
medicamentos sem prescrição e remédios alternativos.
 Exames físicos: sinais vitais, índice de massa corporal.
 Exames de rotina: sangue, urina e carga viral quando requerido.
Especificações gerais para pacientes idosos
com HIV
Abordagens especiais (no mínimo uma vez ao ano)
 Avaliação das comorbidades relacionadas a idade.
 Evolução de síndromes geriátricas.
 Vacinas
 Rastreio de hepatite C/B e outras ISTs
 Avaliações de fragilidade e funcionalidade física
 Avaliação nutricional
 Evolução neuropsicológica e psicológica
 Evolução de problemas sociais
Especificações gerais para pacientes idosos
com HIV
Ações centrais
 Prevenir condições crônicas e garantir  Manter massa muscular e densidade
detecção precoce e controle. óssea através de exercícios e nutrição
 Checar interações medicamentosas.  Tratar causas de declínio de capacidade
 Interromper medicamentos  Remediar prejuízos neurocognitivos
desnecessários.  Avaliar a necessidade de tratamento
 Escolher TARV mais apropriada psicológico e/ou psiquiátrico
 Reduzir fatores de risco e encorajar  Avaliar a necessidade de assistência social
comportamentos saudáveis.  Melhorar comportamentos que
 Intervenção para problemas sensoriais e fortaleçam habilidades sociais e
físicos. relacionamentos.