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3240 - Acompanhamento de Crianças - Relacionamento Empático e Afetivo

Objetivos

Identificar as atitudes e ações a desenvolver no estabelecimento de


relações empático afetivas em contexto de creche, jardim de infância, na
situação de acompanhante de crianças e em atividades de tempos livres.
Conteúdos

- Relacionamento interpessoal da criança


- Desenvolvimento da criança e o papel do acompanhante
- A criança e a creche
- A criança e o jardim de infância
- A criança e as atividades de tempos livres
A primeira infância é uma fase da vida das crianças que envolve mudanças
significativas a nível físico, cognitivo e social e por tais motivos é considerada
como decisiva no seu processo de crescimento. As experiências ocorridas
durante esse período influenciam fortemente a criança e a relação que
estabelece com as pessoas que a rodeiam.
Relacionamento Interpessoal da Criança
Assim que nasce, o bebé inicia o seu processo de
exploração e conhecimento do mundo, necessitando para
isso de relações e vínculos afetivos que lhe transmitam
segurança.

Para que este processo ocorra, e a criança desenvolva


todas as potencialidades de forma global e equilibrada,
despertando assim a sua curiosidade e pensamento crítico,
é essencial o estabelecimento de um vínculo afetivo coeso e
seguro com a criança e com a família.
Os primeiros anos de vida da criança correspondem a
uma importante fase do seu crescimento, onde através
dos seus sentidos ela inicia o conhecimento, adaptação
e exploração do mundo exterior.

Entender e respeitar as características de cada etapa


que a criança vai atingindo, proporcionando apoio e
demonstrando compreensão, é permitir que o seu
desenvolvimento aconteça de forma harmoniosa.
Atendendo a todas as características desta faixa etária, o Projeto
Educativo do baseia-se nos seguintes princípios:

a) Respeitar o bebé e a criança enquanto ser único, ajudando-a a


reconhecer e a lidar com os seus sentimentos;
b) Valorizar as formas de comunicação únicas expressas por cada bebé
e criança;
c) Reconhecer os problemas como oportunidades de aprendizagem,
estimulando a criança a resolver as suas dificuldades;
d) Respeitar os ritmos próprios de cada criança, promovendo a
qualidade do seu desenvolvimento, pois nesta fase etária as mudanças
ocorrem muito mais rapidamente que em qualquer outro período da
vida;
e) Respeitar a forma própria de aprendizagem de cada criança,
experimentando o ambiente através dos sentidos (vendo, ouvindo,
saboreando, cheirando, sentindo) e através da interação social;
f) Respeitar a interligação de todas as áreas do desenvolvimento
(cognitivo, social, emocional, físico e linguagem);
g) Cuidar, suportar e atender plenamente à criança, reconhecendo
que esta está totalmente dependente dos adultos para satisfazer as
suas necessidades;
h) Ter em atenção que a atuação dos profissionais deverá ser
pautada pelo conhecimento das características e necessidades de
cada grupo etário.
No decorrer do dia-a-dia da criança, são muitos os sinais
que ela, subtilmente, emite. Por essa razão é importante
que a escola e a família dediquem a sua ação à
observação da criança, estando desta forma atentos e
sensíveis às suas necessidades e potencialidades.

Através da observação e da vivência diária determinam-


se as características de cada criança, os seus traços de
personalidade, assim como se avalia o seu processo de
crescimento e desenvolvimento.
A criança necessita do conforto e da confiança que as interações físicas
transmitem. Precisa de estar perto do adulto, precisa de colo, precisa que a
abracem e embalem.

A auto imagem e a auto estima que a criança vai desenvolvendo são


influenciadas pela frequência e o tipo de interações que tem com os adultos.
De notar que a criança é extremamente sensível à comunicação não-verbal
e à forma como se comunica com ela.

Tendo em linha de conta estas informações, a família e a escola deverão


procurar assegurar que as mensagens verbais e não-verbais emitidas à
criança não sejam contraditórias, para que desta forma exista coerência
entre aquilo que se diz e o que se exprime através do corpo, dos movimentos
e da expressão facial.
Os seus comportamentos positivos devem ser encorajados, à
semelhança dos comportamentos negativos que devem ser
igualmente reprovados, para que a criança comece a
adquirir entendimento sobre o que deve e não fazer.

É neste sentido que Projeto Educativo da Creche devem


existir diretrizes bem claras sobre o que as crianças podem e
não fazer quer em contexto familiar como educativo.
Sabemos assim que:

• É no decurso dos primeiros anos de vida que se elaboram as


estruturas fundamentais da personalidade (afetividade, inteligência,
competências comunicativas e sociais);
• Existe relação entre o desenvolvimento e a aprendizagem em
sequências ou períodos otimizados pela intervenção adequada ao
nível do desenvolvimento das crianças;
• Há uma relação estreita entre o equilíbrio afetivo e social (sentir-se
aceite, valorizada, amada) e os progressos efetuados noutras
dimensões do desenvolvimento;
• O desenvolvimento depende da estimulação que a criança
encontra no seu meio envolvente;
• A criança dos três aos seis anos distingue-se pela sua
curiosidade, desejo de saber, de explorar e experimentar;
• A construção do saber deve tomar como ponto de partida o que
a criança já sabe, valorizando os seus saberes como fundamento
para novas aprendizagens e modificações dos esquemas de
conhecimento;
• Os progressos realizados são em grande parte o resultado da
atividade da própria criança;
• A criança aprende através da atividade lúdica. O jogo infantil é
um veículo primário de aprendizagem e um indicador do
crescimento individual. O brincar permite que a criança progrida
ao longo da sequência do desenvolvimento.
Desenvolvimento Emocional até ao início da Adolescência
0 – 12 anos
Desenvolvimento emocional dos 0 aos 12 meses

É possível detetar-se manifestações de emoções positivas e negativas e


diferenças individuais muito precocemente. O sorriso, por exemplo,
aparece poucas horas após o parto. Às cinco semanas são já detetáveis
vocalizações semelhantes ao riso e aos dois meses são visíveis
manifestações de raiva e frustração no bebé.

A confirmar a precocidade do aparecimento das expressões de


algumas emoções básicas, e o possível carácter inato das emoções
básicas, uma vez que mais de 95% das expressões faciais apresentadas
pelo bebé parecem ser de alegria, tristeza e raiva.
Os primeiros comportamentos de evitamento, por seu
lado, começam a emergir entre os 4 e os 6 meses e a
partir desta altura é possível observar-se comportamentos
de aproximação/abordagem relativamente estáveis até
aos 13 meses.

Também a frustração e o medo parecem revestir-se de


alguma estabilidade no primeiro ano de vida. É possível
detetar por volta dos 4 meses a emergência da
capacidade do bebé deslocar a sua atenção de
estímulos aversivos, uma competência embrionária do
desenvolvimento posterior do controlo por esforço.
Na realidade, uma das principais tarefas nestas idades prende-se
com o início da modulação das experiências emocionais. É neste
período que a criança, através da exposição às expressões
emocionais dos outros, começa a apreender as relações existentes
entre emoções e comportamento e a ser capaz de se envolver em
interações sincronizadas.
A maior coordenação nas interações com os adultos prestadores de
cuidados contribui para o desenvolvimento da capacidade do bebé
de se autorregular. Ao mesmo tempo, a emergência de emoções
positivas vai contribuindo fortemente para um saudável
desenvolvimento físico e mental da criança.
Desenvolvimento emocional dos 2 aos 5 anos

Aos dois anos, aproximadamente, há um grande aumento da


capacidade da criança para nomear emoções. Se aos dois
anos a criança parece ser já capaz de usar rótulos
emocionais, aos três começa a falar das experiências
emocionais dos outros e aos quatro é capaz de perceber
que as reações emocionais podem variar de pessoa para
pessoa.
O conhecimento emocional é fortemente acelerado
neste período, começando a estabelecer-se ligações
entre o sistema emocional e cognitivo que facilitam a
compreensão dos outros, o estabelecimento de
relações sociais empáticas e a internalização de
normas sociais pela observação das expressões faciais
das figuras de socialização.
Por esta altura, aproximadamente metade das conversas
entre mães e filhos são sobre as causas das emoções e
sentimentos. De qualquer forma, entre os dois e os cinco
anos aumentam significativamente as conversas entre pais
e filhos com conteúdo emocional.
A emergência das emoções sociais por volta do segundo
e terceiro ano de vida tende a facilitar a adoção de
comportamentos pró-sociais e um melhor ajustamento das
ações da criança em concordância com o que o seu meio
social espera dela. No entanto, estas emoções ainda não
estão bem interiorizadas e dependem da presença de um
adulto ou de outra pessoa por perto para se manifestarem.
À medida que as emoções sociais, com cariz auto
avaliativo, se vão repetindo, a criança vai sendo capaz de
estabelecer ligações mais apuradas entre sentimentos,
comportamentos e consequências das suas ações. As
outras emoções básicas continuam a ser fundamentais e,
por exemplo, a alegria tende a promover comportamentos
de jogo e a interação com os pares e a tristeza a
aproximação social e suporte emocional.
Com o tempo regista-se um progressivo aumento das
capacidades de autorregulação da criança, com alguns
estudos a apontarem para uma grande aceleração neste
processo entre os 18 e 49 meses de idade.
Desenvolvimento emocional dos 6 aos 12 anos

A entrada na escola assinala um período de grandes mudanças. Os


padrões de comunicação recíproca, e em particular uma
comunicação aberta com os pais, são de grande importância para o
desenvolvimento da autorregulação da criança, da avaliação que faz
de si mesma e do desenvolvimento de competências sociais.

As grandes tarefas com que as crianças destas idades se defrontam


passam pelo desenvolvimento de um sentido de autoeficácia e de
confiança em si mesma, pelo desenvolvimento de relações de
amizade e pela adaptação ao meio escolar.
A capacidade de resolver problemas aumenta como
consequência do desenvolvimento dos recursos
cognitivos, o que obriga os adultos a alterarem os seus
padrões de comunicação com a criança e adaptarem-se
à sua crescente autonomia e capacidade de raciocínio
mais elaborado. Estas competências vão ser essenciais
para uma melhor compreensão das regras do mundo
social e das interações com agentes sociais mais
diversificados.
Por tudo isto, os desafios também aumentam bem como a
exposição à crítica social e fontes de perturbação. É
imperativo que as crianças desenvolvam estratégias mais
diversificadas e eficazes para lidarem com o stress e que
desenvolvam competências para dar conta do aumento
de situações de risco a que estão expostas.
Espera-se que os pais consigam auxiliar a criança a
integrar estes novos acontecimentos e a expandir o seu
repertório de estratégias de autorregulação.

Esta tarefa é dificultada por um lado, pelo facto de as


crianças nestas idades exprimirem menos abertamente as
suas emoções, exigirem mais dos pais e se desiludirem
mais facilmente com a sua incapacidade de dar resposta
a todas as suas necessidades e preocupações, enquanto,
por outro lado, os pais estão agora também um pouco
mais afastados e distantes da criança.
É exigido às crianças que aprendam a lidar mais eficaz e
independentemente com as suas experiências
emocionais negativas. Ao contrário do período anterior,
as crianças começam agora a sentir emoções auto-
avaliativas ou sociais mesmo na ausência de uma
audiência, mas a avaliação que fazem dos estímulos
pode variar conforme as idades.

Espera-se que neste período desenvolvimental as


crianças sejam cada vez mais capazes de controlar e
regular a expressão das suas emoções em função do
tipo de interlocutor social.
Desenvolvimento da criança e o papel da acompanhante
A nível legislativo vem mencionado na Lei de Bases do
Sistema Educativo, em relação à função de
acompanhante de crianças/ assistentes de ação
educativa e pessoal auxiliar de educação:

• O pessoal auxiliar de educação deve possuir, como


habilitação mínima, o ensino básico ou equivalente,
devendo ser-lhe proporcionada uma formação
complementar adequada.
• Os assistentes de ação educativa devem possuir,
como habilitação mínima, a escolaridade obrigatória,
tendo também acesso a formação complementar.
• A formação do pessoal não docente visa:
• A melhoria da qualidade dos serviços prestados à
comunidade escolar;
• A aquisição de capacidades e competências que
favoreçam a construção da autonomia das
escolas e dos agrupamentos de escolas e dos
respetivos projetos educativos;
• A promoção na carreira dos funcionários, tendo
em vista a sua realização profissional e pessoal.
Atividades e funções desempenhadas por estes
profissionais:

• Acompanhar e apoiar as crianças no


desenvolvimento das atividades quotidianas, tendo
em conta a idade e as características das crianças;
• Preparar e dar as refeições ou auxiliar as crianças
durante o período de refeição, respeitando os seus
horários e rotinas;
• Ajudar as crianças nas suas tarefas de higiene
pessoal, respeitando os seus horários e rotinas;
• Deitar as crianças e vigiá-las enquanto dormem;
• Acompanhar as crianças aos jardins, parques infantis
e outros locais ao ar livre;
• Vigiar as crianças, garantindo e promovendo a sua
segurança em todos os momentos;
• Vigiar as crianças nas salas de aula, nos espaços de
recreio, de repouso e de refeições, garantindo e
promovendo a sua segurança em todos os momentos;
• Preparar e dar as refeições ou auxiliar as crianças
durante o período de refeição;
• Prestar cuidados de higiene pessoal às crianças e
auxiliá-las nestas tarefas e a vestirem-se, de acordo com
a idade e estado de desenvolvimento da criança;
• Acompanhar as crianças em passeios, excursões, visitas
de estudo e outros locais de desenvolvimento de
atividades complementares.
• Assegurar as condições de higiene, segurança e
organização do local onde as crianças se encontram,
bem como, dos brinquedos e outros materiais utilizados.
As crianças pertencentes à faixa etária dos 0 aos 3 anos
apresentam características e necessidades diferentes
das crianças entre os 3 e os 6 anos, daí que o papel dos
profissionais (auxiliares de educação e educadores de
infância) na creche deva também ser diferente do que
é no jardim-de-infância.
O papel dos profissionais está relacionado com vários
fatores, dos quais se destacam:
• Quantidade e tipo de formação: nível de formação,
formação específica, experiência profissional, tipo de
programa;
• Características do ambiente de trabalho e indicadores de
qualidade: rácio adulto-criança, tamanho dos grupos,
salários, número de horas de trabalho, estatuto legal dos
contextos de atendimento (e.g. com ou sem fins
lucrativos);
• Características pessoais: idade, anos de serviço,
temperamento, crenças, valores, ideia.
PERFIL PROFISSIONAL – ACOMPANHANTE DE CRIANÇAS
DESCRIÇÃO GERAL

Cuidar de crianças com idade até aos 12 anos durante as


suas atividades quotidianas e de tempos livres,
garantindo a sua segurança e bem-estar e promovendo o
seu desenvolvimento adequado.
ACTIVIDADES

1. Colaborar e/ou executar a planificação das atividades a


desenvolver com as crianças nos diversos contextos em
que atua.

1.1. Colaborar com o/a responsável pelas atividades de


tempos livres no seu planeamento e organização, em
função dos temas a desenvolver;
1.2. Efetuar a programação das atividades diárias a realizar
com crianças no domicílio, tendo em conta o número e a
heterogeneidade das crianças.
2. Cuidar de crianças em Atividades de Tempos Livres (ATL)
2.1. Acompanhar e apoiar as crianças no desenvolvimento
de atividades de tempos livres, tendo em conta a idade das
crianças e a programação estabelecida;
2.2. Preparar e dar as refeições ou auxiliar as crianças
durante o período de refeição;
2.3. Ajudar as crianças nas suas tarefas de higiene pessoal e
a vestirem-se;
2.4. Acompanhar as crianças em deslocações e transporte
para a realização de atividades fora do espaço do ATL;
2.5. Vigiar as crianças, garantindo e promovendo a sua
segurança em todos os momentos.
3. Cuidar de crianças no domicílio.
3.1. Acompanhar e apoiar as crianças no desenvolvimento
das atividades quotidianas, tendo em conta a idade e as
características das crianças;
3.2. Preparar e dar as refeições ou auxiliar as crianças
durante o período de refeição, respeitando os seus horários e
rotinas;
3.3. Ajudar as crianças nas suas tarefas de higiene pessoal,
respeitando os seus horários e rotinas;
3.4. Deitar as crianças e vigiá-las enquanto dormem;
3.5. Acompanhar as crianças aos jardins, parques infantis e
outros locais ao ar livre;
3.6. Vigiar as crianças, garantindo e promovendo a sua
segurança em todos os momentos.
4. Cuidar de crianças em creches, jardins-de-infância e
estabelecimentos similares.

4.1. Vigiar as crianças nas salas de aula, nos espaços de


recreio, de repouso e de refeições, garantindo e
promovendo a sua segurança em todos os momentos;
4.2. Preparar e dar as refeições ou auxiliar as crianças
durante o período de refeição;
4.3. Prestar cuidados de higiene pessoal às crianças e
auxiliá-las nestas tarefas e a vestirem-se, de acordo com
a idade e estado de desenvolvimento da criança;
4.4. Acompanhar as crianças em passeios, excursões,
visitas de estudo e outros locais de desenvolvimento de
atividades complementares.
5. Assegurar as condições de higiene, segurança e
organização do local onde as crianças se encontram, bem
como, dos brinquedos e outros materiais utilizados.

6. Informar os encarregados de educação e/ou o/a


educador responsável pelas crianças sobre eventuais
problemas de saúde ou outros respeitantes às suas rotinas
diárias.
SABERES

Noções de:

1. Fases do desenvolvimento infantil.


2. Processo de socialização da criança.
3. Comportamentos disfuncionais da criança.
4. Modelos e espaços pedagógicos.
Conhecimentos de:
• Normas e procedimentos de segurança, higiene e saúde
e de proteção do ambiente respeitante à atividade.
• Programação e desenvolvimento de atividades de
tempos livres.
• Comportamentos e hábitos alimentares.
• Comportamentos e hábitos de higiene.
• Cuidados primários de saúde infantil.
• Ética e deontologia profissional.
• Prevenção de acidentes e segurança da criança.
• Técnicas de animação.
Conhecimentos aprofundados de:

• Técnicas de comunicação e relacionamento com crianças.


• Programação e desenvolvimento de atividades quotidianas
no domicílio.
• Organização, manutenção e higiene de materiais,
equipamentos e espaços.
SABERES-FAZER

1. Utilizar os princípios de organização aplicados à


planificação de atividades.
2. Aplicar as técnicas de desenvolvimento de atividades
quotidianas no domicílio.
3. Aplicar as técnicas de desenvolvimento de atividades de
tempos livres.
4. Aplicar as técnicas de animação e dinamização de
atividades lúdicas.
5. Assegurar o bem-estar e a segurança das crianças.
6. Promover hábitos adequados de alimentação.
7. Promover hábitos de higiene pessoais.
8. Promover regras sociais de conduta.
9. Estimular a autonomia nas crianças.
10. Desenvolver rotinas e regras de acordo com o
desenvolvimento de cada criança.
11. Interpretar os sinais e códigos não-verbais das
crianças.
12. Aplicar os cuidados primários de saúde infantil.
13. Utilizar as técnicas de higiene, manutenção e
organização de materiais, equipamentos e espaços.
14. Detetar eventuais problemas de saúde e de
desenvolvimento da criança.
SABERES-SER
1. Adaptar-se à criança e à sua família.
2. Comunicar de forma clara, precisa, persuasiva e
assertiva.
3. Trabalhar em equipa.
4. Estabelecer relações interpessoais empáticas.
5. Gerir conflitos.
6. Motivar e valorizar as crianças.
7. Demonstrar estabilidade emocional e autocontrolo.
8. Ser imparcial e distanciar-se face aos problemas dos
outros.
9. Demonstrar segurança e confiança.
10. Revelar capacidade de observação.
11. Revelar compreensão e sensibilidade.
12. Demonstrar capacidade de liderança de forma a impor
regras.
13. Agir e fazer agir em conformidade com as normas e
procedimentos de segurança, higiene e saúde e de
proteção do ambiente.
14. Respeitar os aspetos éticos e deontológicos da
profissão.
É consensual que a criança para se desenvolver tem
necessidade de regras e rotinas, tanto em família como na
escola. Para não haver muitas dissonâncias cognitivas é
desejável que haja um bom entendimento entre os adultos
que convivem com a criança no sentido de lhe dar
segurança e bem-estar.
Um fator importante no desenvolvimento da criança é a
socialização que implica disciplina. O desenvolvimento de uma
personalidade saudável e com relações sociais satisfatórias
pode ser descrita em termos de um equilíbrio entre a
necessidade da criança fazer exigências a outros e a sua
habilidade para reconhecer as exigências que os outros lhe
fazem que começa durante o primeiro ano de vida, um ano que
é fundamental mas não irreversível para o desenvolvimento da
criança.
A disciplina converte-se num aspeto muito real no segundo
ano de vida da criança, embora as bases das boas práticas
disciplinares devessem ter sido estabelecidas muito antes
mediante o cuidado responsável e carinhoso e o
estabelecimento gradual de rotinas».

É desejável que os pais e profissionais da educação se


preocupem em educar as crianças nos seus deveres e
direitos, na tolerância, pondo de lado o lema ‘deixar fazer’
mas marcando regras, exercendo controlo e,
ocasionalmente, dizendo ‘não’.
Os Pais e educadores devem estar de acordo quanto ao modo
como podem estabelecer regras e rotinas, como por exemplo,
sempre que possível, tentar dizer sim; fazer advertências
razoáveis antes das transições de atividades; dar alternativas
adequadas; estabelecer poucas regras e ir introduzindo-as à
medida das necessidades; ser claro e direto; e, manter-se
firme.
As crianças que são educadas com limites, que são
confrontadas com a frustração e que interiorizaram regras e
rotinas, normalmente são crianças que demonstram possuir
uma grande empatia pelos outros, são competentes naquilo
que fazem, participam ativamente no grupo de pares, mostram
afeto e raramente são hostis. Exercem controlo sobre os seus
impulsos, sabem dialogar e negociar.