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   (Porto
Alegre, 17 de março de 1945 ʹ São
Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi
uma cantora brasileira. De morte trágica e
prematura, deixou vasta e brilhante obra
na música popular brasileira. A discografia
apresenta mais de 35 títulos, com grandes
destaques como o LP "ELIS,1974"
considerado por muitos a melhor
obra. Vinícius de Moraes apelidou-a de
Pimentinha.
Década de 1960, surge uma estrela
m Em 1960 foi contratada pela Õ io Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o
primeiro disco, Viva a Brotolânia. Lançou ainda mais três discos enquanto morava no Rio
Grande do Sul.
m Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um
contrato com a TV Rio para participar do programa -oites e GalaD é levada por Dom Um
Romão para o Beco as Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com
os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada
agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco as Garrafas, o reduto onde nasceu
a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo
para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.
m Participa do espetáculo ·ino a Bossa organizado pelo Centro Acamico a ·aculae e
Oontologia a Universiae e São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-
Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do
mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de
MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O
·ino a Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido
por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande
sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro isco brasileiro a vener um milhão e cópias.
Seria dela agora o maior cachê do show business.
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O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o "fino da bossa nova",
firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o
estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e 'popularesco' que a bossa nova,
distanciando-se das raízes do {azz americano, seria mais um estilo explorado. Já
no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema (Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-
se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal
pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente
metálico e vagamente rouco.
Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do ·estival e Música Popular
Brasileira (TV Õecor), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo
sucesso dos espetáculos transmitidosD apresentando os novos talentos, registravam índices
recordes de audiência. No ·estival conheceu Chico Buarque, mas acabou desistindo de gravá-
lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Elis participou do especial Mulher
80 (Õee Globo), um desses momentos marcantes da televisãoD o programa exibiu uma série
de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na
sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável
preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé
Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações
especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu
Mulher.
A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no ·estival,
escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e
apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois
de completar apenas 20 anos de idade e coroada com o reconhecimento do Prmio
Berimbau e Ouro. O Troféu Õoquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor
cantora o ano.
Fã incondicional de Angela Maria, a quem prestou várias homenagens, Elis impulsionava
uma carreira não menos gloriosa, possibilitando o lançamento do
primeiro LP individual, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). Pioneira,
em 1966 lançou o selo Artistas, registrando o primeiro isco inepenente prouzio no
Brasil, intitulado Viva o ·estival a Música Popular Brasileira, gravado durante o festival.
Mais uma vitoriosa participação no III ·estival e Música Popular Brasileira (TV Record), a
canção O cantaor (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e
reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.
Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando
grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a
se apresentar uas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala e
espet culos musicais e Paris.
Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos,
como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir
Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a
elegeu musa inspiraora e a ela dedicou inúmeras composições.
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Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de
chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica
tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava.
Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado
por gorilas (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem
arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado
por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão,
mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um
espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.
Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos
de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha
pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística
engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo
enfatizada por interpretações consagradas de O bbao e a equilibrista (João
Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a
volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado
na canção, era o irmão o Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro.
Também merece destaque, o fato de Elis Regina ter se filiado ao PT, em 1981.
Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros,
polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília.
Além disso, foi presidente da Assim, Associação e Intérpretes e e Músicos.
Dentre os inúmeros sucessos consagrados, estão: Arrastão, Canção o sal,
Õeescobrir, Apreneno a {ogar, Casa no campo, ·ascinação, Maria Maria,
Õomaria, Cartomante, Corcovao, Upa, neguinho!, O Bbao e a Equilibrista,
Aquarela o Brasil, Águas e março, Õetrato em preto e branco, Alô, Alô
Marciano, Dinorah Dinorah, Canção a América, Travessia, Sauosa maloca,
Me Deixas Louca, Aviso aos -avegantes, ·olhas Secas, O mestre-sala os
mares, Bala com Bala, Tiro ao Álvaro, Iracema, Aquele Abraço, Como -ossos
Pais, Doente Morena, Ensaio Geral, ·echao para Balanço, Laeira a
Preguiça, Louvação, -o Dia em que Eu Vim Embora, Meio e Campo, O
Compositor Me Disse, Gracias a la via, Oriente, Õebento, Õoa, Se Eu Quiser
·alar com Deus, Viramuno, dentre muitos outros.
Em 19 de Janeiro de 1982, Elis Regina deixava
órfão o povo brasileiro, que tanto amou sua
linda voz e seu imenso talento.

Choram Marias e Clarices͙ Chora a nossa p tria mãe


gentil. Em busca e um sol maior, Elis Õegina embarcou
num brilhante trem azul, eixano conosco a
eterniae e seu canto pelas coisas e pela gente e
nossa terra. E uma imensa sauae.
Elis Regina na MPB
CIEP Paulo Pontes
Aluna: Maria do Carmo da Silva Annido
Turma: 2003