Trabalho realizado
STC- NG2-DR4 por:
Liliana Gomes
Índice
Introdução
Alterações climáticas: De que se trata?
Impactos das alterações climáticas
Causas das alterações climáticas
O efeito de estufa
Os gases com efeito de estufa produzidos pelo Homem
As alterações climáticas e os seus efeitos
Consequências futuras das alterações climáticas
O que é necessário fazer para lutar contra as alterações climáticas?
O Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas das Nações Unidas
A convenção- Quadro das Nações Unidas relativa às alterações climáticas
O Protocolo de Quioto
O que está a ser feito pela EU para combater as alterações climáticas?
• O que nós podemos fazer?
• O aquecimento global (resumo)
• Chuvas ácidas
• Camada de ozono
• O enfraquecimento da camada de ozono
• Causas deste enfraquecimento
• Consequências do enfraquecimento da camada de ozono
• As alterações climáticas e os oceanos
• Espécies em via de extinção
• Greta Thunberg
• Migrações das alterações climáticas
• Alguns aspetos das alterações climáticas
• Prevenção das alterações climáticas
• Medidas gerais não estruturais
• Medidas estruturais
• Medidas locais
• Medidas ambientais
• Causas naturais
• Influência externa
• Ciclo solar
• Variação orbital
• Impactos de meteoritos
• O caso de Portugal
• Alterações Climáticas - Impactos nos recursos hídricos
• Impactos nas zonas costeiras
• Impactos no turismo
• Impactos na agricultura
• Impactos nas florestas
• Impactos na biodiversidade
• ENAAC - Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas
• Conclusão
• Web grafia
Introdução
O tema alterações climáticas é um tema muito presente
na atualidade e que está a afetar o nosso planeta. Com
este trabalho pretende-se alertar sobre este tema e
apresentar algumas soluções para solucionar este
problema.
Alterações climáticas: De que
se trata?
O clima está a mudar, com consequências cada vez mais visíveis.
Já reparaste que os fenómenos climáticos tendem a ser mais extremos, no teu
país e no resto do mundo? Não achas que os invernos estão mais amenos, com
menos neve e mais chuva, e que todos os anos o desabrochar das flores e a
chegada dos pássaros
anunciam a Primavera cada vez mais cedo?
Todos estes sinais apontam para uma aceleração do fenómeno das alterações
climáticas, também designado por aquecimento global.
Se não fizermos nada, é quase certo que no decurso deste século o
aquecimento global vai mudar drasticamente o mundo em que vivemos e os
nossos modos de vida.
Milhões de pessoas podem correr perigo de morte.
Impactos das alterações
climáticas
A poluição atmosférica destrói a camada
do ozono e está a causar vários
problemas:
O aumento progressivo da
concentração de gases com efeito de
estufa.
A subida da temperatura média da
Terra –Aquecimento Global.
Mudança dos climas de determinadas
regiões e das características das
estações do ano.
Causas das alterações
climáticas
O clima está a mudar por causa da forma como as pessoas vivem hoje
em dia, em especial nos países mais ricos e economicamente
desenvolvidos, que incluem os da União Europeia. As centrais que
produzem a energia necessária para termos eletricidade e
aquecimento nas nossas casas, os automóveis e os aviões em que
viajamos, as fábricas que produzem os bens que compramos e as
explorações agrícolas onde são cultivados os alimentos que
consumimos contribuem para as alterações climáticas, emitindo os
chamados «gases com efeito de estufa».
O efeito de estufa
A nossa atmosfera funciona como uma
camada transparente e protetora que envolve
a Terra, deixando passar a luz do Sol e
retendo o calor. Sem a atmosfera, o calor do
Sol, ao incidir na superfície do nosso planeta,
seria reenviado para o espaço; a temperatura
na Terra seria cerca de 30°C mais baixa e
tudo congelaria. Assim, a atmosfera funciona
um pouco como as paredes de vidro de uma
estufa e é por isso que se fala do «efeito de
estufa». Os responsáveis por este efeito são
os «gases com efeito de estufa» da
atmosfera, que absorvem o calor.
Os gases com efeito de
estufa produzidos
pelo Homem
O principal gás com efeito de estufa produzido pelas atividades humanas é o dióxido de
carbono (CO2), que representa 82% das emissões
totais de gases com efeito de estufa dos 27 Estados-Membros da União Europeia. O
dióxido de carbono provém principalmente da queima de combustíveis fósseis como o
carvão, o petróleo e o gás natural. Ora estes combustíveis fósseis continuam ainda a ser
a fonte de energia mais utilizada, quer para produzir eletricidade e calor, quer para
abastecer os
nossos automóveis, navios e aviões.
A maior parte das pessoas conhece o dióxido de carbono dos refrigerantes — com efeito, as bolhas contidas
nas bebidas gaseificadas e na cerveja são bolhas de CO2.
Este gás tem também uma intervenção essencial no processo respiratório: inspiramos oxigénio e expiramos
dióxido de carbono, ao passo que as árvores e as plantas absorvem CO2 para produzir oxigénio. É por isso
que as florestas são tão importantes, pois absorvem parte do excedente de CO2 que produzimos. No
entanto, a desflorestação — o abate de árvores para a produção de madeira e para libertar terrenos para a
agricultura, os incêndios florestais — avança em grande parte do mundo e a floresta tropical está a
desaparecer muito mais rapidamente do que as outras, à razão de 10 milhões de hectares por ano. Quando
as florestas são abatidas ou ardem, é libertado CO2 para a atmosfera.
Estima-se que a desflorestação esteja na origem de cerca de 20% das emissões globais
de gases com efeito de estufa; portanto, pôr cobro a este processo é uma prioridade
importante.
As alterações climáticas e
os seus efeitos
• As calotas polares estão a derreter. A superfície do mar coberta pela calota ártica diminuiu 10% nas
últimas décadas e a espessura da camada de gelo reduziu-se em cerca de 40%. Do outro lado da
Terra, a camada de gelo que cobre o continente antártico tornou-se instável.
• Os glaciares estão a recuar. Até 2050, é provável que 75% dos glaciares dos Alpes suíços
desapareçam. Os responsáveis pela estância de esqui de Andermatt, na Suíça, estão agora a pensar
cobrir o glaciar de Gurschen, um local popular para a prática deste desporto, com uma enorme folha
de plástico isolante durante o Verão, de forma a impedir que o glaciar derreta e resvale.
À medida que o gelo derrete, o nível do mar sobe. No século passado, registou-se já uma
subida de 10 a 25 cm (em função das medições) e prevê-se que essa subida possa atingir 88 cm
até 2100. As ilhas e as áreas costeiras mais baixas seriam inundadas, por exemplo as Maldivas,
o delta do Nilo, no Egipto, e o Bangladeche. Na Europa, cerca de 70 milhões de habitantes
do litoral ficariam em situação de risco. Mas a água do mar penetraria também mais para o interior
e contaminaria os solos agrícolas e as reservas de água doce.
As alterações climáticas deverão aumentar a intensidade e/ou a frequência de fenómenos
climáticos extremos como tempestades, inundações, secas e vagas de calor. Cerca de 90% de
todas as catástrofes naturais registadas na Europa desde 1980 foram causadas direta ou
indiretamente pelas alterações climáticas. O número médio anual de catástrofes naturais
relacionadas com o clima registadas na Europa aumentou cerca de 65% entre 1998 e 2007, em
comparação com a média da década de 1980. Para além dos muitos danos que causam, estas
catástrofes contribuem também para uma subida dos custos dos seguros das residências e de
outros bens.
A Europa foi atingida desde 1990 por perto de 260 grandes inundações, entre elas as cheias
catastróficas dos rios Danúbio e Elba, no Verão de 2002. Desde 1998, as inundações na Europa
causaram a morte de mais de 700 pessoas, a deslocação de meio milhão de pessoas e prejuízos
de mais de 25 mil milhões de euros. Se bem que não haja provas de que estas inundações
tenham sido causadas diretamente pelas alterações climáticas, à medida que o aquecimento
global se for agravando, a frequência e intensidade das cheias deverá aumentar em grande parte
da Europa.
A água é já um recurso escasso em muitas regiões do mundo. Quase um quinto da população
mundial, ou seja, 1,2 mil milhões de pessoas, não tem acesso a água potável. Se a temperatura
global aumentar 2,5°C acima dos níveis pré-industriais (ou seja, cerca de 1,7°C acima dos níveis
atuais), a escassez de água poderá afetar mais 2,4 a 3,1 mil milhões de pessoas.
Consequências futuras
das alterações climáticas
O clima futuro será parcialmente determinado pela quantidade de gases de efeito de estufa que emitirmos, o
que é por outro lado determinado pelo crescimento populacional e pela utilização de combustíveis fósseis. Se
não tomarmos medidas para limitar as emissões de gases de efeito de estufa, podemos esperar:
Menor quantidade e qualidade de água potável disponível;
Aumento da temperatura do mar;
Subida do nível médio do mar;
Aumento de doenças associadas a ondas de calor;
Mudança no tipo de culturas devido á escassez de água para irrigação;
Aumento acentuado de incêndios;
Aumento geral dos gastos energéticos á escala mundial;
O degelo de calotes;
Extinção de vários animais.
O que é necessário fazer para lutar
contra as alterações climáticas?
A resposta é muito simples: é necessário reduzir as emissões atmosféricas de gases
com efeito de estufa. Alguns gases com efeito de estufa têm uma vida longa, o que
significa que se mantêm na atmosfera durante décadas ou períodos ainda mais
longos. Mesmo que se adotem desde já medidas firmes, as temperaturas continuarão
a aumentar durante algum tempo. No entanto, se não se fizer nada as temperaturas
aumentarão ainda mais e, mais tarde ou mais cedo, a situação tornar-se-á
incontrolável.
Para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa é necessário investir e
modificar a forma como produzimos e consumimos a energia. Estudos recentes
indicam que o preço da inação seria muito mais elevado, tendo em conta os danos e o
sofrimento que seriam causados pelas alterações climáticas.
As alterações climáticas não vão desaparecer de um dia para o outro, mas quanto
mais cedo todos nós tivermos consciência do fenómeno e começarmos a combatê-lo,
mais facilmente poderemos controlar o nosso destino, viver confortavelmente e
preservar a beleza e diversidade do nosso planeta para as gerações futuras.
O Painel Intergovernamental
sobre as Alterações Climáticas
das Nações Unidas
As Nações Unidas criaram em 1998 o Painel Intergovernamental sobre as Alterações
Climáticas (IPCC), que reúne milhares de cientistas de todo o mundo. A tarefa destes
cientistas consiste em avaliar a investigação e os conhecimentos existentes em matéria
de alterações climáticas e em elaborar, a intervalos regulares, relatórios globais que
exigem vários anos de trabalho. O mais recente, o quarto relatório de avaliação,
publicado em 2007, concluía com um elevado grau de certeza que as concentrações
atmosféricas de gases com efeito de estufa aumentaram principalmente em
consequência das atividades humanas e advertia que, caso não fossem tomadas
medidas, as consequências seriam graves.
Juntamente com o antigo vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, o IPCC foi
galardoado em 2007 com o Prémio Nobel da Paz, pelo seu trabalho de sensibilização da
opinião pública para as alterações climáticas. A atribuição do Prémio da Paz sublinha o
facto de que as alterações climáticas são consideradas hoje como uma ameaça à
segurança da humanidade.
A Convenção-Quadro das
Nações Unidas relativa às
Alterações Climáticas
Em 1992, os governos aprovaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas relativa
às Alterações Climáticas (CQNUAC). Até à data, este acordo internacional foi
ratificado por 189 países, ou seja, quase todos os países do mundo. O objetivo final
desta convenção é a estabilização das concentrações atmosféricas de gases com
efeitos de estufa a um nível que evite uma interferência humana perigosa com o
sistema climático. Ao abrigo da Convenção, os governos monitorizam e comunicam
as emissões de gases com efeito de estufa que produzem, desenvolvem
estratégias para fazer face às alterações climáticas e ajudam os países mais pobres
a abordar esta questão. Além disso, reúnem-se uma vez por ano para debater e
decidir as medidas a tomar. A Convenção foi concebida como um enquadramento
no contexto do qual poderão ser tomadas futuramente outras medidas.
O Protocolo de Quioto
Em 1997, na cidade japonesa de Quioto, os governos deram um segundo passo e aprovaram o
importante Protocolo de Quioto. Este tratado obriga os países industrializados a reduzirem e
limitarem as suas emissões de gases com efeito de estufa e a atingirem determinadas metas
em termos de emissões até 2012. O Protocolo de Quioto concentra-se nos países
industrializados, porque estes são responsáveis pela maior parte das emissões de gases com
efeito de estufa, passadas e presentes, e dispõem dos conhecimentos e dos recursos
necessários para as reduzir. Por exemplo, a quantidade de gases com efeito de estufa
produzida na UE é de 11 toneladas por ano e por cidadão, enquanto nos países em
desenvolvimento é de cerca de 1 tonelada por ano e por cidadão. O Protocolo de Quioto entrou
em vigor em 16 de Fevereiro de 2005. Até à data, foi ratificado por 183 governos e pela
Comunidade Europeia. O Protocolo fixa metas em termos de emissões para 37 países
industrializados que, na maior parte dos casos, os obrigam a reduzir até 2012 as suas emissões
de gases com efeito de estufa de 5% a 8%
O que está a ser feito pela União Europeia
para combater as alterações climáticas?
A União Europeia está na vanguarda da luta mundial contra as alterações climáticas e, enquanto
grande potência económica, tem obrigação de dar o exemplo, apesar de ser apenas responsável por
14% das emissões globais. A União Europeia acredita que é possível diminuir a produção de gases
com efeito de estufa e, simultaneamente, continuar a melhorar os níveis e a qualidade de vida das
pessoas. As duas coisas não são incompatíveis. Mas para tal é necessário modificar os nossos hábitos
e a forma como produzimos e consumimos energia. Tendo em mente este objetivo, os dirigentes da
União Europeia aprovaram uma estratégia ambiciosa e de grande alcance em matéria de energia e
alterações climáticas, que propõe algumas metas difíceis:
• Redução das emissões de gases com efeito de estufa em, pelo menos, 20% até 2020 (30%, se
outros países desenvolvidos se comprometerem a realizar cortes comparáveis no âmbito do acordo
climático internacional que está a ser negociado).
• Aumento da utilização de energias renováveis como a energia eólica e solar2 para 20% da produção
energética total até 2020, mais do dobro do nível atual.
• Redução do consumo de energia em 20% até 2020, mediante o aumento da eficiência energética de
um amplo leque de aparelhos e máquinas, tais como automóveis, televisores e aparelhos de ar
condicionado.
O que nós podemos fazer?
Apesar de as alterações climáticas serem um problema mundial, cada um de nós pode
contribuir para o resolver. Pequenas mudanças no nosso comportamento permitirão não só
reduzir as emissões de gases com efeito de estufa sem afetar a nossa qualidade de vida, como
até poupar dinheiro.
Reciclar! A reciclagem de uma lata de alumínio consome dez vezes menos energia do que a
sua produção a partir do zero. A produção de papel a partir de jornais antigos consome
bastante menos energia do que a sua produção a partir de pasta de madeira.
Evitar os alimentos cuja produção ou transporte exigem grandes quantidades de água e de
energia, como a carne e as refeições pré-preparadas.
Não esquecer também de tirar o carregador da tomada quando acabamos de carregar
o telemóvel, pois continua a consumir energia mesmo quando não está ligado ao telemóvel.
Quando for necessário substituir uma lâmpada, comprar uma lâmpada economizadora de
energia: são mais caras, mas duram mais tempo e consomem cinco vezes menos energia
do que as lâmpadas convencionais, portanto permitem poupar muito dinheiro.
O aquecimento global (resumo)
Chuvas ácidas
A chuva ácida é a designação dada à chuva, ou qualquer outra forma de
precipitação atmosférica, cuja acidez seja substancialmente maior do que
a resultante da dissociação do dióxido de carbono (CO 2) atmosférico
dissolvido na água precipitada. Esta forma-se quando a água se evapora
da terra e se mistura com esses gases atmosféricos, passando de neutra
a ácida.
As chuvas ácidas devem-se à mistura dos óxidos de azoto e de enxofre.
Estes são libertados pela queima de combustíveis (material que arde
como a madeira, carvão, fuel...). A queima destes combustíveis servem
para criar energia, que pode ser utilizada, por exemplo para acender uma
lâmpada em casa, para mover um comboio ou um carro, para fazer mover
as máquinas numa fábrica, etc.
O enxofre e o azoto originam-se também como resultado de reações
químicas que podem ser naturais (libertação de azoto pelo solo, erupção
vulcânica, etc.) ou devido ao Homem (fábricas, usos domésticos, entre
outros).
De todas estas causas, as mais significativas são a libertação de óxidos
de azoto e enxofre pelas indústrias, produção de energia e transportes
que irão misturar-se com a água da atmosfera.
As consequências destas chuvas no ambiente afetam a Natureza, mas
também o Homem.
Na Natureza as chuvas ácidas provocam:
A desflorestação;
A contaminação dos solos, matando as plantas que deles extraem os
minerais;
A acidez da água, matando os peixes que nele vivem e dele retiram o
oxigénio e qualquer outro ser vivo que dependa daquela água;
Camada de ozono
A camada de ozono é um parte da atmosfera, situada na estratosfera, com
uma maior concentração de ozono aos 25 km de altitude.
O ozono tem a particularidade de absorver a radiação ultravioleta
proveniente do Sol. Esta camada funciona como um filtro que protege os
seres vivos da radiação solar prejudicial à vida.
O enfraquecimento da
camada de ozono
Ao longo dos últimos 25 anos, tem-se verificado um
enfraquecimento progressivo nesta camada, o que está a por em
risco a vida no Planeta. No Pólo sul, sobre a Antártida, esta
camada é quase inexistente, o que preocupa muitos
ambientalistas. O mesmo está a acontecer no Pólo norte, o que
ainda afeta mais a situação.
Causas deste
enfraquecimento
O enfraquecimento da camada de ozono deve-se a dois
principais fatores:
Os CFC’s (clorofluorcarbonetos) é um composto
altamente poluente. Eles são gasosos e possuem
um efeito muito nocivo à camada de ozono por
reagirem com o gás ozónio e transformá-lo em gás
oxigénio ocasionando a degradação da mesma.
O brometo de metilo proveniente da fumigação dos
solos na agricultura e da queima da biomassa.
Consequências do
enfraquecimento da
camada de ozono
O enfraquecimento desta camada vital, põe em risco a vida de
todos nós. O contacto com a radiação UV deixa-nos mais
vulneráveis a doenças de pele, olhos e vias respiratórias.
Além disso, contribui para o aumento do aquecimento global e
consequentemente de alterações climáticas.
As alterações climáticas
e os incêndios
As alterações climáticas são fenómenos naturais que ocorrem desde a formação da Terra. No entanto, no último
século estas têm sido mais pronunciadas e preocupantes, levando a comunidade científica mundial a dar
prioridade ao estudo deste fenómeno. Nas ultimas semanas houve um grande incendio na Austrália que causou
imensos feridos e desalojados, e acredita-se que este grande incendio foi devido às alterações climáticas
As mudanças climáticas não são capazes de, por si só, provocar um fogo, mas podem ser seguramente uma
boa ajuda para transformar uma época de perigo numa tragédia. Os Verões com temperaturas muito elevadas
estão longe de ser um evento extraordinário. E as épocas de incêndio nesta altura não são seguramente uma
novidade. Mas, então, afinal o que explica que desta vez a situação pareça excecionalmente grave na Austrália?
Muitos cientistas acreditam que a resposta poderá estar no terrível aliado do fogo que são as alterações
climáticas. A ligação entre os eventos extremos atuais e as mudanças climáticas antropogénicas é já uma
questão cientificamente indiscutível.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro num país que é um dos principais emissores de gases com efeito de estufa e
que recusa adotar metas ambiciosas para combater as alterações climáticas. O clima da Austrália aqueceu mais
de um grau Celsius no século passado e essa nova situação causou um aumento na frequência e intensidade
das ondas de calor.
Já em 2019, um grande incêndio deflagrou sobre a Amazónia, o pulmão do mundo. A Amazónia, tal
como as restantes florestas tropicais do planeta Terra, são os impulsionadores que ajudam a
estabilizar o clima e desta forma evitar o aquecimento global. Pelo contrário, as florestas que foram
alvo de desmatização ou de qualquer outro processo de degradação representam a maior fonte de
emissão de gases que originam o efeito de estufa.
O Brasil é um dos dez países que mais emite substâncias gasosas prejudiciais ao ambiente. No
entanto, no âmbito do Acordo Internacional de Paris, que tem como objetivo minimizar as
consequências do aquecimento global, o país comprometeu-se, em 2015, a fortalecer as políticas
para diminuir o desmatamento ilegal na Amazónia. A floresta tropical da Amazónia possui uma
biodiversidade única, incomparável a qualquer outra no planeta. A preservação desta região garante
assim a sustentabilidade de várias formas de vida e promove um ecossistema mais saudável.
Também a nível da agricultura pode vir a haver consequências: quanto mais preservada estiver a
floresta maior riqueza se obtém nos alimentos produzidos naquela zona, tais como café, milho e soja.
Espécies em via de
extinção
A desflorestação tropical galopante, combinada com as alterações climáticas, impede que as
espécies selvagens se movam para climas mais frescos, aumentando o risco de extinção a que
estão sujeitos.
Grande parte do problema está relacionada ao nosso estilo de vida e ao consumismo
desenfreado que ocasiona desmatamentos e destruição do habitat de muitos animais. Mas,
mais alarmante é a possibilidade de que outras espécies continuem desaparecendo se não
tomarmos uma atitude agora.
A seguir estão alguns animais que podem entrar em extinção nos próximos anos por conta das
mudanças climáticas:
Coala
Ursos Polares
Leões Marinhos
Estrela do Mar
Pinguins Imperadores
Greta Thunberg
Greta Thunberg é atualmente uma importante ativista pelo
meio ambiente.
Quando tinha 8 anos, Greta ouviu falar pela primeira vez
nas alterações climáticas e decidiu se engajar na luta pelo
meio ambiente. Aos 12 anos, Greta tornou-se vegan. No
dia 20 de agosto de 2018, dia de regresso às aulas na
Suécia, Greta Thunberg foi com um cartaz para a frente do
parlamento da sua cidade anunciar "Skolstrejk för klimatet"
(em português, "greve escolar pelo clima"). Durante três
semanas após as eleições gerais suecas, Greta não foi
"Vocês estão a roubar-
para a escola. nos o futuro! (...) Não
A seguir regressou às aulas, mas passou a fazer boicote quero palavras positivas.
aos estudos às sextas-feiras (a ação se chamou "Fridays Quero que vocês sintam
for future", em português "Sextas-feiras pelo futuro"). A sua
o medo que eu sinto
todos os dias."
motivação maior era que o governo do seu país cumprisse
o Acordo de Paris, foi por esse motivo que lançou o
movimento Greve Mundial pelo Clima em 2018.
Migração das
alterações climáticas
As mudanças climáticas e as catástrofes
naturais têm obrigado milhões de pessoas a
abandonar as próprias casas e a procurar
refúgio em zonas mais seguras. E a tendência
para que aconteçam cada vez frequente de
furacões, secas extremas, cheias ou
deslizamentos de terras, vai aumentar ainda
mais a chamada migração forçada.
É fundamental começar de imediato a planear
e gerir as migrações, de forma a evitar ainda
mais casos de emergência humanitária.
Aconselha-se ainda a construção de novas
cidades com a ajuda dos países mais ricos
para acolher os já chamados refugiados
climáticos.
Alguns aspetos das
alterações climáticas
No aquecimento global é de considerar a evolução da temperatura média do globo, sendo a média
atual à superfície de 15ºC. Senão existissem emissões de Gases de Efeito de Estufa, GEE, a
temperatura seria mais baixa do que a atual 2ºC, o ritmo de maior aumento no passadoregistou-se a
partir de 1850, com o valor a 0,6ºC; nos últimos 70 anos foide 0,6º a 2ºC nomeadamente a partir da
segunda metade do século XX. Os aumentos previstos para os próximos 100 anos são entre 1º a
3,5ºC, sem a implementação de políticas específicas de redução de GEE, segundo o Painel
Intergovernamental sobre Mudança de Clima, IPCC.
Gelos da Antárctica- portanto, qualquer mudança no balanço radioativo da terra tenderá a alterar
as temperaturas atmosféricas e oceânicas e os correspondentes padrões de distribuição de
circulação e tempo, bem como o ciclo hidrológico(alterações na distribuição da evaporação,
nebulosidade, condensação, precipitação, com mudança dos regimes térmicos e pluviométricos)
portanto de climas.
Alteração da circulação das correntes marítimas – do Golfo / Derivado Atlântico Norte – DAN e
de Humboldt / El Niño - EN e da Atmosfera:
Aumento de furacões (baixas pressões tropicais muito intensas/ciclones tropicais, ex:
Katrina). Sob o efeito do calor intenso, o ar dilata-se, torna-se mais leve e sobe,
deixando atrás de si uma região de baixas pressões. A atmosfera circundante é
aspirada, girando como um pião devido à rotação da Terra. É assim que nasce um
ciclone tropical. Trata-se de um vento horizontal ao nível do mar, que se
desloca rapidamente ao longo de um centro calma (o olho); o movimento vertical
corresponde à aspiração do ar para cima. A diferença de temperatura entre a superfície
do oceano que se evapora e arrefece e o ar quente situado por cima, cria condições
favoráveis à formação de ciclones. Quando a humidade transportada pelos alísios se
transforma em chuva, este fenómeno liberta energia e o ar aquece ainda mais. A partir
deste momento o ciclone cresce por si mesmo à medida que aumenta a temperatura
entre as suas partes inferiores e superiores. O ar húmido sobe, formando espessas
nuvens que se condensam originando chuvas arrasadoras, ventos cada vez mais
fortes são aspirados para a depressão formada na coluna de ar ascendente. Ao longo
do seu trajeto sobre o oceano, acumula energia e ganha velocidade… até então depois
se dissipar no continente causando danos catastróficos.
Prevenção das
alterações climáticas
Alterações climáticas e eventos extremos tais como tempestades, ondas de calor e
vagas de frio, podem provocar graves problemas de saúde e sociais em todo o
mundo. Estes eventos climáticos são cada vez mais frequentes e, por isso, as
medidas tomadas preventivamente são cada vez mais importantes na proteção da
saúde. Para evitar retrocessos no desenvolvimento humano e riscos catastróficos
para as gerações futuras é necessária uma ação urgente, nacional e de
cooperação internacional.
O aquecimento global exige adaptação e decisões para evitar o seu agravamento
mas, devido à inércia dos governantes dos países desenvolvidos, já não se pode
evitar algumas das suas consequências. As alterações climáticas aumentam os
riscos e as vulnerabilidades que as populações mais desfavorecidas enfrentam,
necessitando do auxílio e apoio dos países mais desenvolvidos.
Deve-se fortalecer a capacidade dos países menos desenvolvidos em avaliar
os riscos das alterações climáticas, planear e implementar políticas que os
protejam. Países considerados com bom nível de prevenção para catástrofes
naturais como a Suíça, deve-se a sistemas de alerta precoce, organização de
território, instrumentos legais e consciencialização da população. A nível
internacional têm-se estabelecido acordos e medidas, mas nem todos os
países têm cumprido ou assumido o compromisso de as implementar, tais
como a redução das emissões de gases, as quais aumentaram muito desde
1990 (ano de referência para as reduções acordadas no protocolo de Quioto).
A prevenção compreende a adoção de medidas:
Gerais não estruturais;
Estruturais;
Locais;
Ambientais,
Medidas gerais não
estruturais
Planos de proteção civil, incluindo planos de contingência - sua elaboração e
aplicação;
Monitorizar e desenvolver medidas de controlo e prevenção de acordo com as
alterações meteorológicas, tipo e concentração de poluentes do ar e seus
efeitos na saúde (legislação da qualidade do ar e dos diversos poluentes);
Mapear zonas de risco – identificação e gestão das situações de risco
relacionadas com fenómenos naturais (inundação, deslizamento, erosão) em
áreas residenciais;
Reforçar a proteção social – auxílio dos mais pobres para manutenção das
capacidades básicas (alimentação, saúde, educação), durante os eventos
extremos;
Medidas estruturais
Um dos principais impactos das alterações climáticas incide na vulnerabilidade dos edifícios nas
zonas costeiras, na vulnerabilidade aos ciclones ou tornados, maremotos, cheias nas zonas
baixas, entre outras. As concentrações das populações, o urbanismo pouco planeado e a
deterioração do ambiente natural também criaram sociedades vulneráveis às catástrofes
naturais. Assim, promovendo melhores edifícios e estratégias de saúde pode-se evitar
determinadas doenças e aproveitar melhor os recursos do sector da saúde, tais como:
Realizar obras de contenção e de drenagem e construção de edifícios que protejam a
população para as diferentes alterações climáticas, de acordo com as cartas de risco;
Melhorar o planeamento urbano e transportes, o acesso à distribuição de água potável, os
sistemas de saneamento básico, mais espaços para atividade física, edifícios com acesso
a energias alternativas e renováveis (menos poluentes) e com melhor ventilação natural.
Medidas locais
Desenvolver infraestruturas adequadas na comunidade (edifícios
sustentáveis) e a criação de abastecimentos alternativos para
água potável;
• Aplicar regras para a construção de edifícios, relativamente a
água, sistema sanitário, proteção para temperaturas extremas,
acessibilidade a zonas pedonais e a transportes públicos,
essenciais para uma boa saúde;
• Não permitir construção em zonas de risco.
Medidas ambientais
Melhorar a eficiência energética através de padrões reguladores nos aparelhos e
edifícios;
Baixar os índices de poluição industrial;
Criar ambientes e incentivos que promovam a utilização de energias renováveis;
Aumentar os níveis de eficiência dos combustíveis, reduzindo as emissões de CO2
dos veículos;
Utilizar combustíveis alternativos;
Planear a ocupação do solo, dotada de uma boa rede de transportes;
Promover a triagem e seleção dos resíduos, a sua redução, reutilização e
reciclagem;
Promover uma melhor utilização da água disponível;
Causas naturais
O fenómeno da mudança do clima é um evento que pode
acontecer de forma natural. Assim, esse fenómeno pode ter
causas com origem externa (de fora do planeta),bem como
origem terrestre:
Causas Naturais;
Influência externa;
Ciclo solar;
Variação orbital;
Impactos de meteoritos
Influência externa
Dentre as causas com origem fora do globo terrestre
temos as causas com origens solares, que vão desde a
variação da energia solar que chega a Terra até a
variação da própria órbita terrestre.
Ciclo Solar
A temperatura da terra depende do sol, que emite
radiação em direção ao planeta. Esta radiação é a
radiação solar, que em parte é refletida para o espaço e o
restante é absorvido pela terra em forma de calor. O Ciclo
Solar é a variação de intensidade do vento solar e do
campo magnético solar.
Variação Orbital
Também é causa de mudança climática o fenómeno astronómicos variação
orbital, ou seja, o aumento, ou diminuição, das radiações solares devido às
variações no movimento da Terra em relação ao sol.
Apesar da variação radiação solar pelos ciclos solares e pelo aumento gradual
ao longo de bilhões de anos resultar em certa estabilidade, o mesmo não
podemos dizer das variações da órbita terrestre. A variação orbital ocorre
periodicamente, fazendo com que a radiação solar chegue de forma diferente
em cada hemisfério terrestre de tempos em tempos. Esta variação provoca as
glaciações.
Os fatores que causam essa variação são três:
a precessão dos equinócios;
a excentricidade orbital;
Impactos de meteoritos
Impactos de meteoritos (de grandes proporções) são eventos
raros, mas também podem modificar o clima na terra.
Impactos de grandes proporções podem modificar
profundamente a biosfera. O último evento deste tipo foi
denominado Extinção K-T e ocorreu há mais ou menos
sessenta e cinco milhões de anos atrás. Eventos assim podem
desencadear uma série de tragédias ecológicas. Com o
impacto, detritos podem ser arremessados até ao espaço e
entrarem na órbita da Terra, onde ficariam por algum tempo e
só depois cairiam.
Ocorreriam incêndios em escala global e a liberação de
grandes quantidades de gás carbônico (CO2) na atmosfera
causando o efeito estufa. Com o calor, as moléculas de
nitrogênio e oxigênio se quebrariam e se combinariam com
o hidrogênio formando o ácido nítrico (HNO3). Suceder-se-
iam então longos períodos de chuva ácida, prejudicando
ainda mais a vida terrestre. Paralela e consecutivamente, o
aumento da acidez e da temperatura dos oceanos afetaria
gravemente os ecossistemas marinhos.
O caso de Portugal
O cenário apresentado pelas Nações Unidas sobre as alterações climáticas para 2030 prevê
mudanças fatais no ecossistema mundial. E Portugal irá ser dos países da União Europeia que será
mais prejudicado por estas mudanças.
Segundo o relatório da ONU, o mundo tem até 2030 para evitar o agravamento do aquecimento
global em 1,5º Celsius, um valor possível de atingir devido ao aumento registado de emissões de
gases efeito de estufa.
O aumento em 1,5º Celsius pode trazer uma subida do nível das águas do mar de 10 centímetros em
2100, o que terá impacto também nas chuvas e nas secas, que trarão consigo ainda mais danos.
De acordo com especialistas “Portugal é o país da Europa que vai sofrer mais com as alterações
climáticas”, isto devido à “extensa zona costeira”. A subida dos níveis das águas do mar é uma das
maiores alterações, caso não sejam tomadas medidas contra o aquecimento global.
Os especialistas falam ainda do agravamento da qualidade da água e do ar, causado pela subida das
temperaturas e influenciado pelos fogos florestais que se podem vir a transformar “em mega fogos à
custa da seca e do calor”.
Alterações Climáticas -
Impactos nos recursos hídricos
Redução caudais dos rios;
Redução da quantidade de água nas
albufeiras e nos aquíferos;
Escassez de água no Verão;
Redução da qualidade da água
Impactos nas zonas
costeiras
Subida do nível médio do Mar;
Rotação das ondas
Impactos no Turismo
Alterações na sazonalidade natural;
Alterações na satisfação dos turistas (conforto e segurança);
Alterações nos produtos/ atracções na oferta;
Efeitos nas operações de turismo:
o Abastecimento e qualidade da água;
o Custos de aquecimento/ arrefecimento;
o Necessidades de irrigação;
o Encerramentos temporários
Impactos na agricultura
Impactos nas florestas
Alteração dos tipos florestais dominantes;
Aumento da incidência de pragas e doenças;
Aumento drástico do risco meteorológico de
incêndio;
Prolongamento da época de incêndio
Impactos na biodiversidade
Redução substancial dos ecossistemas húmidos;
Aumento da fragmentação da paisagem;
Aumento da susceptibilidade a invasões por espécies
exóticas;
Deslocação de espécies para norte;
Desaparecimento das populações que se encontram
nos limites sul de distribuição das espécies
ENAAC - Estratégia Nacional de
Adaptação às Alterações
Climáticas
Em 2010 Portugal aprovou a sua Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas
(ENAAC), através da Resolução do Conselho de Ministros. A primeira fase de trabalhos da
ENAAC decorreu entre 2010 e 2013 com os seguintes objetivos:
• Informação e conhecimento: manter atualizado e disponível o conhecimento científico;
• Reduzir a vulnerabilidade e aumentar a capacidade de resposta: de forma integrada,
definir medidas que Portugal terá de adotar, à semelhança da comunidade internacional,
com vista à minimização dos efeitos das alterações climáticas;
• Participar, sensibilizar e divulgar: aumentar a consciencialização sobre as alterações
climáticas e os seus impactes;
• Cooperar a nível internacional: apoiando os países mais vulneráveis, designadamente no
quadro da CPLP.
Conclusão
Após realizar este trabalho, pode-se concluir que se cada um fizer a
sua parte, pode-se melhorar a vida na Terra, permitindo a
sobrevivência das gerações futuras. Se assim for, essas gerações não
vão sofrer as consequências das alterações climáticas, que
atualmente estamos a sofrer, principalmente os países mais pobres e
vulneráveis. Os temas tratados são sempre temas atuais e nunca é de
mais relembrá-los. Por fim, podemos dizer que é importante apostar
em soluções como as apresentadas, para que se consiga atenuar um
pouco que seja, os extremos fenómenos sentidos.
Web grafia
https://www.ebiografia.com/greta_thunberg/
https://pt.slideshare.net/guest13903fa1/as-alteraes-climticas-1?qid=0a08e078-eb35-41aa-8da1-
a1169b748940&v=&b=&from_search=11
https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/o-pulmao-do-mundo-esta-a-arder-que-impacto-tem-os-incendios-na-amazonia-a-
nivel-global
https://www.hypeness.com.br/2015/12/10-especies-animais-que-correm-risco-de-extincao-por-conta-das-mudancas-
climaticas/
https://www.publico.pt/2020/01/03/ciencia/noticia/tempestade-perfeita-incendios-australia-1899049
http://www.louleadapta.pt/uploads/document/8_CE_Alteracoes_climaticas_de_que_se_trata.pdf
https://nationalgeographic.sapo.pt/ciencia/grandes-reportagens/1851-o-plastico-fabricamo-lo-dependemos-dele-e-
afogamo-nos-nele
https://pt.euronews.com/2011/11/01/alteraces-climaticas-agravam-migraces
https://pt.slideshare.net/emilia.prof/causas-das-alteraes-climticas
https://sol.sapo.pt/artigo/629227/portugal-vai-ser-dos-paises-mais-prejudicados-pelas-alteracoes-climaticas
https://pt.slideshare.net/leonardo-alves/alteraes-climticas-13666294?qid=ccdc638b-e335-4540-b45c-
3ad50513131f&v=&b=&from_search=6
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